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O pressuposto da estabilidade É a crença de que o mundo é estável, ou seja, em que o “mundo já é” e que as coisas se repetem, concebendo um mundo ordenado, que possuem leis que são imutáveis e funcionam num processo relacional, onde um varia em função de outro. Onde através de observações sistemáticas o cientista explica o fenômeno ( como acontecem e porque), com capacidade de prever exercendo controle. O pressuposto estão a crença na determinação – com a consequente previsibilidade dos fenômenos – e a crença na reversibilidade – com a consequente controlabilidade dos fenômenos. Este pressuposto leva o cientista a estudar os fenômenos em laboratório, onde pode variar os fatores um de cada vez, exercendo controle sobre as outras variáveis. Assim, ele provoca a natureza para que explicite, sem ambiguidade, as leis a que está submetida, confirmando ou não suas hipóteses. Ao levar o fenômeno para laboratório, excluindo o contexto e a complexidade, focalizando apenas o fenômeno que estava acontecendo, ele exclui a sua história. Faz parte desse paradigma o pressuposto da previsibilidade: o que não é previsto com segurança é associado a um conhecimento imperfeito, o que leva a uma redução ainda maior do conhecimento por meio do pressuposto da simplicidade. Por conseguinte, a instabilidade de um sistema é visto como um desvio a corrigir.