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1. Conhecimentos Gerais Nordeste Prof. Joanilson

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como as do Araripe (PE-CE) e do Apodi (RN). 
•Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba – 
constituem-se também de terrenos de uma bacia 
sedimentar, estendendo-se das áreas centrais do país 
(GO-TO), até as proximidades do litoral, onde se 
alargam, na faixa entre Pará e Piauí, sendo cortados de 
norte a sul, pelas águas do rio Parnaíba. Aí encontramos 
a predominância das formas tabulares, conhecidas como 
chapadas. 
•Depressão do Tocantins – acompanha todo o trajeto 
do rio Tocantins, quase sempre em terrenos de formação 
cristalinas pré-cambrianas. Suas altitudes declinam de 
norte para sul, variando entre 200 e 500 m. 
 
RELEVO E HIPSOMETRIA 
 
 
Jurandyr L.S. Ross (org.). Geografia do Brasil. Edusp/FDE, 1996. 
 
 
3 BORBOREMA: O Planalto da Borborema (com quase 1.000 metros de 
altitude) exerce enorme influência no clima da região. Devido a sua 
localização, o Planalto atua como barreira natural da dinâmica de ventos. 
Isso faz com que esses ventos depositem toda sua umidade no litoral 
oriental, enquanto o Sertão é a área mais seca do país. 
•Chapada Maranhense – Sedimentar (MA). 
•Cuesta – Ibiapaba – Sedimentar (CE-PI). 
•Chapada do Araripe – Sedimentar (CE-PE). 
•Chapada do Apodi – Sedimentar (CE-RN). 
•Serra de Baturité (inselberg) – Cristalino (CE). 
•Planalto da Borborema – (Agreste) Cristalino – essa 
elevação se estende do norte de Alagoas até o sul do 
Rio Grande do Norte. 
•Serra do Espinhaço – Cristalino (BA-MG). 
•Chapada do Espigão Mestre – Sedimentar (BA-GO). 
•Chapada Diamantina (maior morro testemunho do 
Nordeste) – Cristalino (BA). 
 
O maior pico do Nordeste, o Pico das Almas, com 
1.850m localiza-se na Chapada Diamantina, no estado 
da Bahia. 
 
 
Vista aérea da Chapada Diamantina (BA). 
 
APROPRIAÇÕES DA NATUREZA NA CHAPADA 
DIAMANTINA 
 
“(...) A região denominada Chapada Diamantina 
se destaca, na agenda das questões ambientais e no 
cenário do ecoturismo, como uma porção do território 
baiano dotado de atributos excepcionais que justificaram 
tanto a implantação de várias unidades de conservação, 
em especial o Parque Nacional da Chapada Diamantina, 
quanto a sua ampla divulgação em roteiros de viagem 
disponíveis no mercado (...) No contexto da 
regionalização do território baiano, a Chapada 
Diamantina se insere na ‘grande área’ do sertão semi-
árido que abrange 257 dos 417 municípios, 65% do 
território e quase 50% da população do estado da Bahia. 
É onde se verificam os mais altos índices de pobreza, 
baixos níveis de produtividade agrícola e alta 
concentração fundiária (...).” LÉDA, Renato. Apropriações da natureza 
da Chapada Diamantina: turismo, estratégias de reestruturação regional e suas 
representações discursivas. In: Litoral e Sertão: natureza e sociedade no nordeste 
brasileiro. Fortaleza, 2006. 
 
TREMORES DE TERRA NO NORDESTE BRASILEIRO 
 
No final do século passado e início deste século 
inúmeros registros de eventos sísmicos que ocorriam no 
Brasil e, em particular, no Nordeste brasileiro, marcaram 
a história geologia do país, e da região. 
 
ESTADO E DATA ESCALA RICHTER 
João Câmara (RN) – 30/11/1986 5,1graus 
Pacajus (CE) – 20/11/1980 5,2 graus 
João Câmara (RN) – 10/03/1989 5,0 graus 
Tapiraíba (CE) – 19/04/1991 4,9 graus 
Fonte: www.estadao.com.br (2007) 
 
NOTÍCIAS 
 
“Um tremor de terra de 2,5 graus na escala 
Richter foi registrado nos municípios de Sobral e Coreaú, 
no Ceará, às 0h28min, pelo Laboratório Sismológico da 
Profs.: Italo Trigueiro / Joanilson Jr. GEOGRAFIA DO NORDESTE – BNB 
 
 
5
 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O 
tremor foi sentido por moradores, que perceberam a 
terra e as telhas da casa tremerem, mas segundo o 
coordenador da Defesa Civil de Sobral, Jorge Trindade, 
não houve danos materiais e ninguém ficou ferido. (...) 
De acordo com o técnico em sismologia da UFRN 
Eduardo Alexandre de Menezes, o epicentro do tremor 
foi na cidade de Coreaú, mas o fenômeno atingiu uma 
área de 30 quilômetros, sendo sentido também em 
Sobral, cidade vizinha. O tremor é considerado de 
pequeno efeito pela UFRN.” O Globo on Line, em 04/01/2010. 
 
“O Nordeste é a região com um dos maiores 
níveis de atividade sísmica do Brasil, segundo o Instituto 
de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) 
da Universidade de São Paulo (USP). Rio Grande do 
Norte, Ceará e Pernambuco têm maior incidência de 
abalos, de acordo com laboratório de sismologia da 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) 
(...) Até dois anos atrás, 60% dos tremores registrados 
com um espaço de tempo menor entre um e outro 
ficaram concentrados nesses três estados. É uma 
característica local por causa das falhas que existem na 
região, disse Eduardo Alexandre Menezes, da UFRN.” G1 
– Portal de Notícias, em 13/01/2010. 
 
CLIMA DO NORDESTE 
 
 
Fonte: Atlas Nacional, IBGE, 2000. 
 
O clima é sem dúvida o aspecto natural mais 
marcante do Nordeste, com enorme influência nos 
fatores como vegetação, relevo, hidrografia, etc. 
O Nordeste do Brasil apresenta temperaturas 
elevadas cuja média anual varia de 20° a 28°C. Nas 
áreas situadas acima de 200m e no litoral oriental as 
temperaturas variam de 24° a 26°C. As médias anuais 
inferiores a 20°C encontram-se nas áreas mais elevadas 
da chapada Diamantina e da Borborema. O índice de 
precipitação anual varia de 300 a 2.000 mm. Três dentre 
os vários tipos de climas que existem no Brasil estão 
presentes no Nordeste, são eles: 
 
•Equatorial Úmido – Presente em uma pequena parte 
do Maranhão, na divisa com o Pará; com elevada 
pluviosidade e elevadas temperaturas. 
•Tropical Úmido – Presente do litoral da Bahia ao do 
Rio Grande do Norte; sofre ação da MPA (Massa Polar 
Atlântica) e MTA (Massa Tropical Atlântica) no inverno. 
•Tropical Semi-árido – Presente em todo o sertão. 
Apresenta chuvas irregulares e mal distribuídas, com 
chuvas de verão. 
 
“O domínio das caatingas brasileiras é um dos 
três espaços semi-áridos da América do Sul. Fato que o 
caracteriza como um dos domínios de natureza de 
excepcionalidade marcante no contexto climático e 
hidrológico de um continente dotado de grandes e 
contínuas extensões de terras úmidas (...) O contraste é 
sobretudo mais expressivo quando se sabe que nosso 
país apresenta 92% do seu espaço total dominado por 
climas úmidos e subúmidos intertropicais e subtropicais, 
da Amazônia ao Rio Grande do Sul. As razões da 
existência de um grande espaço semi-árido, insulado 
num quadrante de um continente predominantemente 
úmido, são relativamente complexas. De certo, há uma 
certa importância no fato de a massa de ar EC 
(equatorial continental) regar as depressões 
interplanálticas nordestinas. Por outro lado, células de 
alta pressão atmosférica penetram fundo no espaço dos 
sertões durante o inverno austral, a partir das condições 
meteorológicas do Atlântico centro-ocidental.” AB´SABER, 
Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. SP: 
Ateliê, 2005, p. 82. 
 
VEGETAÇÃO DO NORDESTE 
 
A vegetação nordestina é bastante rica e 
diversificada, vai desde a mata atlântica no litoral oriental 
à mata dos cocais no Meio-Norte, ecossistemas como os 
manguezais, a caatinga, o cerrado, as restingas, dentre 
outros, possuem fauna e flora exuberantes, diversas 
espécies endêmicas, uma boa parte da vida no planeta e 
animais ameaçados de extinção. 
 
 
Fonte: Atlas Nacional, IBGE, 2000. 
 
1-Hiléia Amazônica. 
2-Cerrado. 
3-Cocais. 
4-Caatinga. 
5-Mata Atlântica. 
6-Vegetação Litorânea. 
7-Campos. 
 
GEOGRAFIA DO NORDESTE – BNB Profs.: Italo Trigueiro / Joanilson Jr. 
 
 
6 
 
•HILÉIA AMAZÔNICA 
 
Floresta latifoliada equatorial, hiléia (designação 
atribuída pelo geógrafo alemão Alexander

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