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Faculdades de Campinas
Curso de Relações Internacionais 
LUIZA PEREIRA RODRIGUES
Professor Luiz Gustavo Martins Serpa
O 18 Brumário – Karl Marx
Campinas 
2017
Capítulo VII
No início da Revolução de Fevereiro, em junho de 1848 foi reprimido os interesses do proletariado em Paris. Em 13 de junho de 1849, foi dispersada a pequena burguesia. Dia 2 de dezembro de 1851 a república parlamentar é formada. Em 10 de Dezembro do mesmo ano, Bonaparte assume como chefe de Estado. 
O mesmo “destruiu a imprensa revolucionária, colocou as reuniões populares sob a vigilância da polícia; dissolveu sua própria Guarda Nacional, impôs o estado de sítio, substituiu os júris por comissões militares, submeteu a educação pública ao domínio dos padres e reprimiu todos os movimentos da sociedade através do poder do Estado. ” (MARX, 1997, p.122). Consequentemente as todas essas políticas feitas, a república perdeu sua respeitabilidade diante da população
No dia 4 de dezembro, o proletariado foi incitado à luta pelos burgueses e fazendeiros, com a afirmação de que várias legiões da Guarda Nacional iriam aparecer armadas e uniformizadas. Essa ação iria ocorrer devido a uma política de Bonaparte que abolira o voto secreto e ordenava que marcassem seu voto nos registros oficiais, porem houve uma resistência que intimidou Bonaparte e consequentemente restaurando o voto secreto. Assim, o burguês e o fazendeiro já tinham alcançado seu objetivo, deixaram de comparecer na luta deixando o proletariado sozinho.
No Parlamento a nação tornou sua vontade geral a lei da classe dominante, submetendo o Poder Executivo a sua vontade. “O Poder Executivo, em contraste com o Poder Legislativo, expressa a heteronômica de uma nação, em contraste com sua autonomia. ” (Idem, p.124)
“A primeira Revolução Francesa, em sua tarefa de quebrar todos os poderes independentes - locais, territoriais, urbanos e provinciais - a fim de estabelecer a unificação civil da nação” (Idem, p.125). Sob o segundo Bonaparte o Estado parecia se tornar completamente autônomo. Pois, Bonaparte representava a classe mais numerosa da sociedade francesa, os pequenos camponeses, ou seja, da massa do povo francês. 
Os pequenos camponeses era uma imensa massa, cujos membros não estabeleciam relações entre si. No qual, seu modo de produção isola uns dos outros, que é agravado pelo mau sistema de comunicações existente na França e pela pobreza dos camponeses. De forma que, seu campo de produção, a pequena propriedade, não permitia qualquer divisão do trabalho para o cultivo, nenhuma aplicação de métodos científicos, sendo assim nenhuma diversidade de desenvolvimento, nenhuma variedade de talento, nenhuma riqueza de relações sociais florescia. Cada família camponesa era quase autossuficiente, pois ela própria produz a maior parte do que consome. 
Devido “a tradição histórica originou nos camponeses franceses a crença no milagre de que um homem chamado Napoleão restituiria a eles toda a glória passada. E surgiu um indivíduo que se faz passar por esse homem porque carrega o nome de Napoleão” (Idem, p.128). A dinastia de Bonaparte representava o camponês conservador, que quer consolidar sua propriedade, os que presos pela velha ordem, querem se ver e suas propriedades salvos e beneficiados pelo fantasma do Império. Assim, Bonaparte representava a superstição do camponês, aparentando o seu passado; 
Depois que a primeira Revolução transformara os camponeses em um tipo de servidão em proprietários livres, o desenvolvimento econômico da pequena propriedade modificou radicalmente a relação deles com as outras classes da sociedade. A pequena propriedade do camponês passava a ser o único pretexto que permite o capitalista de retirar lucros, juros e renda do solo, ao mesmo tempo deixar o próprio lavrador obter o próprio salário como puder. 
Os interesses dos camponeses, estavam em oposição com os interesses da burguesia, do capital. Consequentemente os camponeses se aliam com o proletariado urbano, com objetivo de derrubar o regime burguês. 
A pequena propriedade estava sofrendo fortes imposições de hipoteca imposta pelo capital e também estava sobrecarregada de impostos, estes que eram a fonte de vida da burocracia, do exército, dos padres e da corte, ou seja, de todo o Poder Executivo. Porem como principal consequência dessas políticas unilaterais, houve um excesso de desempregados que não tinham para onde ir.
Outro instrumento de governo eram os padres, que em sua relação com a sociedade devido a submissão por parte do resto da sociedade, o padre representava um tipo de divindade da polícia terrena. O exército era “formado pelos pequenos camponeses, no qual os mesmos eram transformados em heróis, defendendo suas novas propriedades contra o mundo exterior, glorificando sua nacionalidade recém-adquirida, pilhando e revolucionando o mundo. A farda era seu manto de poder; a guerra a sua poesia; a pequena propriedade, ampliada e a alargada na imaginação, a sua pátria, e o patriotismo a forma ideal do sentimento da propriedade. ” (Idem, p. 134). A pequena propriedade não adentrava a noção de pátria, e sim no registro das hipotecas. E a partir desse momento os feitos heroicos de Bonaparte consistiam em caçar camponeses em massa.
Nota-se então que, toda a ideia política de Bonaparte era de pequena propriedade, esta foi usada para “libertar” a nação francesa do peso da tradição para que a mesma desenvolvesse uma oposição entre o poder do Estado e a sociedade. Entretanto foi evidente que a burguesia não tinha outro jeito senão eleger Bonaparte como chefe de estado. 
Bonaparte como autoridade executiva, se tornou um poder independente e tinha a missão de salvar "a ordem burguesa". “Mas a força dessa ordem burguesa está na classe média. Ele se afirma, portanto, como representante da classe média. ” (Idem, p.135)
Essas contradições explicam o seu governo, confuso, que “ora procurava conquistar, ora humilhar, primeiro uma classe depois outra e alinha todas elas uniformemente contra ele, essa insegurança prática constitui um contraste altamente cômico com o estilo imperioso e categórico de seus decretos governamentais, estilo copiado fielmente do tio. ” (Idem, p.136).
A indústria, o comércio e os negócios da classe média, deveriam prosperar “Bonaparte gostaria de aparecer como o benfeitor patriarcal de todas as classes. Mas não pode dar a uma classe sem tirar de outra. ” (Idem, p.137)
Bonaparte estava, ao mesmo tempo, sendo contraditório e prestigiado, pois como substituto de Napoleão, deveria continuar o crescimento da França. Porém, “Bonaparte faz uma confusão em toda a economia burguesa, violando tudo que parecia inviolável à Revolução de 1848, tornando alguns tolerantes em face da revolução, outros desejosos de revolução, e produzindo uma verdadeira anarquia em nome da ordem” (Idem, p. 139). 
Referências
MARX, Karl. O 18 brumário e Cartas a Kugelmann . 7ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. 346 p.

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