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Relações étnico raciais no brasil

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UNIP – Universidade Paulista
Instituto de Ciências Humanas
Curso de Psicologia
RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO BRASIL: “compreensão e crítica”.
 Giovana Ferreira Laranja RA: D400AE-6
Larissa Lapresa			 RA: D3924J-0
Thalyne Beatriz da Silva RA: D20965-5
Campinas/SP
2018
UNIP – Universidade Paulista
Instituto de Ciências Humanas
Curso de Psicologia
Larissa Lapresa RA: D3924J-0
 Giovanna Ferreira Laranja RA: D400AE-6 
 Thalyne Beatriz da Silva RA: D20965-5 
RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO BRASIL: “compreensão e crítica”.
Trabalho realizado como exigência parcial para o cumprimento da disciplina Relações Étnico-Raciais no Brasil, ministrada pela Prof.ª Rosemary Assis, para o 4º semestre do curso de Psicologia da Universidade Paulista – UNIP.
Campinas/SP
2018
RESUMO
A disciplina de Relações Étnico-Raciais no Brasil tem como objetivos gerais: contribuir para a formação de uma consciência crítica em relação às questões étnico-raciais no Brasil; contribuir para o estudo das principais correntes teóricas brasileiras acerca dos temas de história e cultura indígena e afro-brasileira. E por fim, contribuir para uma futura prática profissional e pedagógica a partir da perspectiva do respeito ao multiculturalismo, bem como da promoção da igualdade étnico-racial na escola e na comunidade.
SUMÁRIO
Introdução......................................................................................................5
Compreensão crítica sobre as Questões: R.E.R.B........................................7
Justificativa do artigo: “Projeto Pombalino”
Justificativa do Livro (resenha) “O Povo Brasileiro”
Justificativa da música “Ruas da Cidade”
Justificativa do filme “Xingu”
Conclusão.....................................................................................................16
Referências Bibliográficas............................................................................17
	
INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma compreensão e reflexão crítica sobre assuntos com o intuito de abordar a questão das relações étnico-raciais no Brasil em especial na cultura indígena.
De maneira geral, quando nós nos referimos ao racismo, temos em mente quase sempre apenas as pessoas de pele negra. Nunca relacionamos de primeira o racismo contra pessoas de pele vermelha.
Entre as várias dificuldades da atualidade, a desconstrução do racismo ainda é uma das mais debatidas, apesar de ser combatido em vários lugares e ter ingressado na agenda política do país por meio de conquistas, tais como: a lei n. 10.639/2003, que inseriu o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares; a lei n. 11.645/2008, que inseriu o ensino de história e cultura indígena nos currículos escolares; a lei n. 12.711, de 29 de agosto de 2012, que dispõe sobre o ingresso na maioria das universidades e institutos federais no Brasil, estabelecendo o sistema de cotas; entre outras.
Apesar da naturalização em negá-lo, o racismo existe, segundo Antônio Olímpio de Sant’Ana afirma no livro superando o racismo na escola como no tempo primitivo, até por volta da Idade Média, a discriminação baseava-se em fatores religiosos, políticos, nacionalidade e na linguagem e não em diferenças biológicas e raciais como acontece hoje. Além disso, o racismo não surgiu de uma hora para outra, ele é o produto de um longo processo de amadurecimento, objetivando usar a mão-de-obra barata através da exploração dos povos colonizados.
Há 500 anos, os indígenas eram milhões e viviam em relativa paz - guerreavam entre tribos inimigas – em todo território brasileiro, a que denominavam “Pindorama”, terra de buritis e palmeiras. A conquista desse território pelos povos europeus, com predomínio dos portugueses, praticamente dizimou essa população. É impressionante constatar como as pessoas indígenas brasileiras, tornaram-se invisíveis para uma grande parte do povo brasileiro. E esse fenômeno contribuiu para sua desumanização. 
Cada um dos assuntos abordados dos artigos, filme e música, tem como finalidade fazer reflexões sobre o passado e como tudo vem acontecendo desde então. Percebemos que, para alguns, é um dever pôr fim ao preconceito da diversidade étnico-racial no Brasil, enquanto, para outras pessoas, isso não passa de algo que é indiferente, ou, até mesmo, um fardo.
Para que possamos fazer a compreensão crítica, estaremos tendo como base os seguintes materiais:
•O artigo “Projeto Pombalino” de Eliza Garcia;
•A resenha do livro “O Povo Brasileiro” de Darcy Ribeiro;
•A música de Milton Nascimento, “Ruas da cidade”;
•E, o filme direcionado por Cao Hamburger, “Xingu”.
JUSTIFICATIVAS
Crítica do artigo “Projeto Pombalino”:
O Período Pombalino corresponde aos anos em que o Marques de Pombal exerceu o cargo de primeiro-ministro em Portugal (1750 a 1777), durante o reinado de Dom José I.
Em meados do século XVIII, Portugal passava por um período de forte crise econômica. O Marques de Pombal adotou várias medidas administrativas, visando melhorar as condições de Portugal. Muitas destas medidas estavam relacionadas à sua principal colônia, o Brasil. Seria função do Brasil, dentro deste objetivo pombalino, suprir as necessidades materiais e comerciais da metrópole, a fim de transformar Portugal numa potência europeia. Esse período, não foi tão satisfatório para as Colônias, pois o projeto tinha de explorar para aumentar o nível econômico do País. 
Sobre Marques: seu governo ficou marcado por aquilo que se convencionou chamar de despotismo esclarecido. Em outras palavras, um governo absolutista que buscava adotar medidas sociais e culturais como forma de amenizar os impactos das medidas autoritárias e, desta forma, perpetuar as bases do Antigo Regime com uma nova roupagem.
O objetivo do Diretório era integrar os índios à sociedade portuguesa, buscando o fim das discriminações e a extinção das diferenças entre índios e brancos. Eles pensavam que dessa forma seria possível diferenciar uns dos outros: em termos comportamentais, através da homogeneização cultural e também em aspectos físicos, por meios de miscigenação biológica. Para dimensionar, porém, o sucesso do projeto pombalino, não só em relação à língua, mas também no seu aspecto principal de transformação dos índios em vassalos iguais aos de origem lusitana, não se devem apenas considerar os objetivos claramente expostos no texto da lei, como ainda confrontá-los com as repetidas queixas dos administradores e colonos. Estes sempre reclamavam, na correspondência oficial e nas suas memórias, da permanência dos costumes tidos como característicos dos índios, principalmente a língua, a vestimenta e a falta de disciplina para o trabalho, que passaram a funcionar como sinais diacríticos na diferenciação entre os índios e os não índios. Uma crítica relevante seria que: O rei de Portugal que veio para o Brasil já estava degradado em seu país e exatamente por isso o enviaram, ou seja, o mentor dessa dominação já havia sido deposto lá. Talvez se houvesse outro rei, poderia ter resultado em outra postura, outros entendimentos e atitudes.
Outro assunto extremamente relevante é sobre a lei 11.645 de 10 de março de 2008, a qual estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Essa lei foi um grande passo para os indígenas, pois ela impõe a educação formal para eles, sendo que, até pouco tempo eles não tinham escola, universidade e nenhum tipo