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Técnicas de manejo comportamental do odontopediatra JOSÉ JULIO PEREIRA JOAQUIM MAGALHÃES DA SILVA KARLON RODRIGUES COSTA RICARDO SILVEIRA FERNANDES VAGNER KERN Disciplina: Odontopediatria e Hebiatria Professora: Daniela Abreu Estudos sugerem que o comportamento da criança em atendimentos odontológicos, são afetados pela conduta do Dentista (MORAES et al., 2004). Portanto se fazendo necessário dentro da Odontopediatria a ANÁLISE FUNCIONAL do comportamento, que se refere à investigação das relações entre as respostas de um indivíduo aos estímulos ambientais objetivamente identificados (MORAES et al., 2004). A ANÁLISE FUNCIONAL, contribui para identificação de diferentes classes de comportamentos e variáveis controladoras dos comportamentos envolvidos na interação Odontopediatra-criança. Concomitantemente com a ANÁLISE FUNCIONAL , se faz necessário também o conhecimento do Odontopediatra das ESTRÁTEGIAS comportamentais, que poderão contribuir para um atendimento o mais colaborativo possível. As Estratégias são divididas em: Estratégias Negativas ou Aversivas: Contenção física; Controle pela voz; Mão sobre a boca(HOME). Estratégias Positivas: Falar-mostrar-fazer (TSD); Distração; Reforço Positivo; Modelo; Estratégias Negativas ou Aversivas Contenção física: -Restrição física de movimentos impróprios; -Parcial ou total; -Utilização de mãos, cintos, fitas dentre outros. -Última opção de escolha; -Crianças menores de 3 anos; -Deficiência mental; -Deficiência física(a depender do caso); -Consentimento escrito dos pais. Estratégias Negativas ou Aversivas IMAGENS DE INTERNETE Estratégias Negativas ou Aversivas Controle pela voz: -Manejo primordial; -Adaptação do volume e tom de voz; -Influencia e direciona comportamento; -Guia para o comportamento desejado; -Entonação que atraia a atenção e a cooperação; -Evita comportamentos negativos; -Expressar confiança; -Contraindicado para deficientes auditivos. Estratégias Negativas ou Aversivas Mão-sobre-a-boca(HOME): -Utilizado em crianças altamente antagonistas; -Obter atenção, cooperação e silêncio para escuta; -Dentista deve falar baixo, calmo e sem raiva; -Após interrupção dos gritos, elogiar a criança; -Em caso de ineficácia HOME, usar variação HOMAR, restrição das vias aéreas por 15 seg. com dedos indicador e polegar,; -Acima de 3 anos e sem deficiência; -Autorização dos pais. Estratégias Negativas ou Aversivas Mão-sobre-a-boca(HOME): Essa técnica que tem sido cada vez menos recomendada. Existem evidências de que esta técnica cause um trauma na criança, pois a mesma pode não entender e vivenciar o fato e considerá-lo como uma agressão, ficando traumatizada. Consiste em amordaçar com a mão a boca da criança durante o choro e falar baixinho e calmamente ao ouvido, tentando acalmá-la. Alguns autores ainda preconizam que caso a criança não cesse o choro, as vias aéreas deveriam ser restringidas. IMAGENS DE INTERNETE Estratégias Positivas Falar-mostrar-fazer (TSD): -Explicação verbal dos procedimentos; -Nível adequado de entendimento para a idade; -Em seguida demonstração visual e tátil; -Concluir procedimento, após explicar e demonstrar; -Indicação para todos o pacientes. Estratégias Positivas Falar-mostrar-fazer (TSD): IMAGENS DE INTERNETE Estratégias Positivas Distração: -Desviar atenção para evitar possíveis desconfortos de receios; -Podem ser utilizadas músicas, vídeos, histórias; -Conversar sobre outros assuntos; -Utilização de brinquedos (se possível); Estratégias Positivas Distração: IMAGENS DE INTERNETE Estratégias Positivas Reforço Positivo: -Motivação do comportamento positivo, com elogios, gestos e expressão facial; -Induz aos comportamentos desejados; -Dentista deve explicar, ser gentil e calmo; -Evitar falar palavras como “Pare”, “Não faça”; -Elogiar repetidamente; -Pode ser utilizado reforçadores como, lembrancinhas, brinquedos e até balão de luva. Estratégias Positivas Reforço Positivo: IMAGENS DE INTERNETE Estratégias Positivas Modelo: -Utilização de vídeos de outras crianças já condicionadas ao tratamento; -Crianças de qualquer idade, porém mais efetiva em menores de 7 anos; -Acompanhantes também são modelos, + ou - , se - melhor evitar permanência no atendimento; Estratégias Positivas Modelo: IMAGENS DE INTERNETE “Visto que cada ser humano é único, com suas peculiaridades, desejos e emoções, não há uma receita de bolo. O que foi apresentado aqui, de forma bem sucinta, servirá como um norteador para um bom atendimento, não uma garantia. O cirurgião dentista deverá ter além de habilidade técnica e conhecimento teórico, deverá ter sensibilidade e bom senso para o sucesso do tratamento”. Diante da presente discussão, nota-se a necessidade de mais estudos na área da odontopediatria aliado a psicologia, voltado para o aspecto comportamental da relação profissional-paciente, buscando assim novos manejos e estratégias para um tratamento odontológico que vá de encontro com as subjetividades dos pacientes infantis. Referências ALBUQUERQUE, C. M. et al. Principais técnicas de controle de comportamento em Odontopediatria. Universidade Federal Fluminense, Belo Horizonte , v. 46, n. 2, 2010. Disponível em:< http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-09392010000200008&lng=pt>. Acesso em: 01 Set. 2018. MORAES, A. B. A. et al. Psicologia e Odontopediatria: A Contribuição da Análise Funcional do Comportamento. Psicologia: Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v. 17, n. 1, 2004. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722004000100010 >. Acesso em: 01 Set. 2018. SILVA, L. F. P. et al. Técnicas de Manejo Comportamental não farmacológicas na Odontopediatria. Rev. Odontol. Univ. Cid. São Paulo. 2016. Disponível em:< http://pesquisa.bvsalud.org/brasil/resource/pt/biblio-832187 >. Acesso em: 01 Set. 2018.