Trabalho Niemann Pick
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Trabalho Niemann Pick


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UNIVERSIDADE PAULISTA \u2013 UNIP
CURSO: ENFERMAGEM
DOCENTE: LAYARA MAYANY
DISCIPLIN: BIOQUÍMICA 
2ª SEMESTRE
DOENÇA DE NIEMANN PICK
ALUNOS: 
Ana Claúdia Barbosa Nahum
	Luana Pantoja da Costa
	Maria de Nazaré Silva Ferreira
	Maria do Livramento da C. Caripuna
	Ramisa Maia Silva
	Rosana Gonçalves Dias
	Valkiria de Carvalho Pinheiro
Doença de Niemann-Pick
Definição da doença
A doença de Niemann-Pick tipo C, distinta das formas tipos A e B, é uma lipidose lisossomal complexa que resulta em hepatosplenomegalia e envolvimento neurológico progressivo.
As doenças raras \u2013 também designadas como doenças órfãs \u2013 são aquelas que afetam um pequeno número de pessoas em todo o mundo. Ocorrem com pouca frequência ou raramente. A maioria das doenças raras \u2013 80% \u2013 tem subjacente uma alteração genética, a exemplo da Doença de Niemann Pick Tipo C, doença genética recessiva hereditária, neurologicamente progressiva, grave e muito rara.
A doença de Niemann-Pick tipo C é desconhecida da maior parte da população e, muitas vezes, até da própria comunidade médica. Está associada a um acúmulo progressivo e anormal de material gorduroso dentro das células, decorrente de uma anormalidade no transporte intracelular de vários glicolipídios e do colesterol, o que provoca níveis excessivos de colesterol e outros lipídios no fígado, baço e cérebro.
Fisiopatologia e epidemiologia Niemann-Pick
NP inclui um conjunto de anomalias hereditárias recessiva autossômica e é caracterizada por uma acumulação de diferentes lípidos, a esfingomielina e colesterol mais abundante, em diferentes órgãos e estruturas, tais como o fígado, nervo, baço, cérebro e, em casos graves, os pulmões. A esfingomielina é uma substância importante nas membranas celulares e constitui um dos principais fosfolípidos das bainhas de mielina.
Em 1961, Crocker classificou a doença em quatro tipos, dependendo dos órgãos afetados e da idade em que os sintomas aparecem: NP tipo A, NP tipo B, NP tipo C e NP tipo D.
Em 1966, Brady mostraram que os pacientes com NP-A tinham em seus tecidos enzimas esfingomielinase ácida deficiência, uma enzima encontrada nos lisossomas e que, sob circunstâncias normais, degrada a esfingomielina presente nas células. Este fato foi estendido ao grupo NP-B, mas não ao NP-C ou NP-D. Mais tarde, descobriu-se que o tipo NP-C era causado por uma falha no transporte de colesterol dentro da células. Devido a estas considerações, os quatro tipos de NP estão associados em duas categorias principais:
* Tipo I: NP-A e NP-B. Causado pela deficiência do ASM. Se não houver quantidade suficiente de ASM, a esfingomielina se acumula nas células causando um mau funcionamento dos diferentes órgãos.
A primárias resultados défice ASM de uma mutação no gene ASM (SMPD1) que está localizada no sub-banda 1 ou 4, faixa 5, a região de um braço curto do cromossoma 11.
O NP-A é caracterizado por um início neonatal e uma morte prematura por volta dos 2-3 anos de idade. No entanto, o tipo de NP-B tem uma idade de diagnóstico variável, embora geralmente comece no final da infância (> 6 anos) ou na idade adulta. Em muitos casos, os pacientes com NP-B conseguem viver até a adolescência e podem até atingir a idade adulta.
Juntas, as taxas de NP-A e NP-B têm uma incidência aproximada de 1 caso entre 250.000 nascidos vivos.
* Tipo II: NP-C e NP-D. Esta categoria é caracterizada por um defeito no transporte de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL) derivada a partir do colesterol que, como um resultado, faz com que a acumulação de colesterol livre (não esterificado) e lisossomal glicosfingolípidos. Além disso, ocorre secundariamente com uma diminuição do ASM e consequente acúmulo de esfingomielina nas células. Esses lipídios se acumulam em numerosos órgãos e tecidos, especialmente no fígado, baço e cérebro.
A NP-C é uma consequência de uma mutação dos genes NP-C1 ou NP-C2 que, em circunstâncias normais, codificam proteínas responsáveis \u200b\u200bpelo transporte lipídico intracelular. Mutações nesses genes se manifestam com uma incidência de 1 caso entre 120.000-150.000 nascimentos.
* O gene NP-C1 está localizado no cromossomo 18 (18q11.2) e é responsável por 95% das mutações que causam a NP-C.
* O gene NPC2, por outro lado, tem uma apresentação incomum (4%) e pode ser localizado no cromossomo 14 (14q24.3).
Os sintomas podem aparecer em qualquer idade, mas afetam principalmente crianças e adolescentes. Podemos estabelecer 3 grupos dentro do NP-C de acordo com a idade do diagnóstico (14, 19):
* NP-C com início neonatal e primeira infância: menos de 6 anos
* NP-C com início no final da infância: entre 6 e 11 anos
* NP-C com iniciação juvenil e idade adulta: 12 anos ou mais
O NP-D também deriva de uma mutação no gene NP-C1 e pode ser considerado como uma variante bioquímica e clinicamente quase idêntica à NP-C. Portanto, o NP-C pode ser incluído em um único tipo, uma vez que o NP-D constitui uma variante do mesmo.
Descrição clínica
Foram descritos raros casos de hidropsia fetal. Em 40% dos casos, o período neonatal é marcado por hepatosplenomegalia associada a icterícia colestática prolongada que, em geral, regride espontaneamente, mas por vezes progride rapidamente para insuficiência hepática fatal. O achado de hepato- e/ou esplenomegalia na criança é sinal muito frequente, que pode permanecer isolado por um período muito variável, antes do inicio dos sintomas neurológicos. A idade de início destes sintomas e a sua evolução irá determinar o grau de gravidade da doença. Na forma infantil grave (20% dos casos), o envolvimento neurológico ocorre antes dos 2 anos de idade com atraso nos marcos de desenvolvimento motor e hipotonia, seguido de sinais piramidais. Nas outras formas, muito mais frequentes, os sinais neurológicos típicos incluem ataxia cerebelar e disartria (muito f/requente), cataplexia (20% dos casos), distonia (frequente), oftalmoplegia vertical supranuclear (quase constante), convulsões (relativamente frequente), e habitualmente demência progressiva, com apresentação entre os 3 e 15 anos (formas tardias infantis e juvenis, 60% a 70% dos casos), ou mais tardias (forma do adulto, 10% dos casos, com frequência elevada de doenças psiquiátricas). A evolução é marcada por agravamento dos sinais neurológicos, com disfagia progressiva que pode necessitar de gastrostomia e frequentemente sinais piramidais. A hepatosplenomegalia pode estar ausente (10 a 15% dos casos), porém poucos casos de adultos apresentando esplenomegalia isolada foram descritos.
Etiologia
A transmissão é autossómica recessiva. Foram descritos dois grupos de complementação. O gene NPC1 está mutado em 95% das famílias. Já foram descritas mais de 230 mutações, sendo a mais frequente: (20% dos alelos), (fenótipo ''variante''). A mutação é típica da forma ''Nova Escócia'' (designada anteriormente como tipo D). O gene apenas envolvido em algumas famílias (foram descritas 22). As proteínas NPC1 e NPC2 parecem desempenhar, concomitantemente, um papel no sistema endolisossomal para facilitar o transporte intracelular de colesterol e outras moléculas, mas a sua exata função não foi ainda identificada. Seja qual for o gene mutado, o defeito celular característico consiste no comprometimento do transporte intracelular de colesterol exógeno derivado de LDL, causando acumulação de colesterol não esterificado nos lisossomas, com atraso na indução das reações homeostáticas do colesterol.
Doença de Niemann-Pick \u2013 causas e sintomas
Existe uma grande heterogeneidade clínica, tanto no início dos sintomas/sinais como na progressão da doença, o que pode dificultar o seu diagnóstico. Os sintomas aparecem normalmente na idade escolar, porém podem se manifestar desde os primeiros meses de vida e até na idade adulta. Algumas das formas da doença de Niemann-Pick podem ser diagnosticadas no feto por meio do estudo de amostras das vilosidades coriônicas ou por meio da amniocentese.
Os sintomas consistem em aumento do fígado e do baço, (hepatoesplenomegalia),