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UNIVERSIDADE ANHANGUERA EDUCACIONAL 
CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA EDUCACIONAL DE NITERÓI 
CURSO ENGENHARIA DE PRODUÇÃO – 9A MANHÃ 
 
 
 
RELATÓRIO CIENTÍFICO: 
ELEMENTOS DE MÁQUINAS – FIXAÇÃO 
 
Por 
 
 
Letícya Batista Oliveira Barroso 
Sarah Almeida Franco 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Niterói 
2018 
 
 
UNIVERSIDADE ANHANGUERA EDUCACIONAL 
CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA EDUCACIONAL DE NITERÓI 
CURSO ENGENHARIA DE PRODUÇÃO – 9A MANHÃ 
 
 
 
RELATÓRIO CIENTÍFICO: 
ELEMENTOS DE MÁQUINAS – FIXAÇÃO 
 
 
 
 
Por 
 
 
Letícya Batista Oliveira Barroso RA: 164907311050 
Sarah Almeida Franco RA: 168747211050 
 
 
 
 
 
 
Trabalho desenvolvido na disciplina de 
Elementos de Máquinas apresentado à 
Universidade Anhanguera Educacional como 
exigência para a avaliação na Atividade 
Autodesenvolvimento, sob orientação do 
professor Luiz Antonio Campagnac. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Niterói 
2018 
 
 
ELEMENTOS DE FIXAÇÃO 
Os elementos de fixação são componentes responsáveis por unir conjuntos de 
peças, formando uma composição mecânica, seja uma máquina ou uma ferramenta 
elaborada. São divididos em duas categorias, de união móvel e permanente. 
 Os elementos de união permanente são aqueles que, uma vez instalados, não 
podem ser retirados sem serem danificados ou danificarem as peças unidas, por 
exemplo, como rebites e soldas. 
 Os elementos de união móvel ou temporário são mais comuns, são aqueles que 
podem ser instalados, removidos ou substituídos sem serem danificados e nem 
danificarem as peças unidas. 
 Deve-se tomar cuidado na escolha dos elementos de fixação, tanto dos móveis 
quanto dos permanentes, pois geralmente eles são os componentes mais frágeis da 
composição. 
 
 
 
 
Elemento de fixação permanente: Rebites 
Os rebites são peças fabricadas em aço, alumínio, cobre ou latão. Unem 
rigidamente peças ou chapas, principalmente, em estruturas metálicas, de 
reservatórios, caldeiras, máquinas, navios, aviões, veículos de transporte e treliças. A 
fixação das pontas da lona de fricção do disco de embreagem de automóvel é feita por 
rebites. 
 
Outro exemplo de aplicação, visto na mesma figura, é a fixação da lona de 
fricção da sapata de freio de automóvel. O rebite também é usado para fixação de 
terminais de cintas e lona. 
 
 
 
 
 
Tipos de rebite e suas proporções 
A fabricação de rebites é padronizada, ou seja, segue normas técnicas que 
indicam medidas da cabeça, do corpo e do comprimento útil dos rebites. No quadro a 
seguir apresentamos os comprimentos do rebite antes de ser remanchado. Os valores 
que aparecem nas ilustrações são constantes, ou seja, nunca mudam. 
 
2xd para um rebite significa que o diâmetro da cabeça desse rebite é duas vezes 
o diâmetro do seu corpo. Se o rebite tiver um corpo com diâmetro de 5 mm, o diâmetro 
de sua cabeça será igual a 10 mm. 
 O quadro apresenta alguns tipos de rebite, segundo a forma de suas cabeças. 
Mas é grande a variedade dos tipos de rebite. Um mecânico precisa conhecer o maior 
número possível para saber escolher o mais adequado a cada trabalho a ser feito. 
Em estruturas metálicas, você vai usar rebites de aço de cabeça redonda: 
 
 Diâmetros padronizados: de 10 até 36 mm (d). 
 Comprimentos úteis padronizados: de 10 até 150 mm (L). 
Em serviços de funilaria você vai empregar, principalmente, rebites com cabeça 
redonda ou com cabeça escareada. Veja as figuras que representam esses dois tipos 
de rebites e suas dimensões: 
 
 
Defeitos de rebitagem 
Os principais defeitos na rebitagem são devidos, geralmente, ao mau preparo 
das chapas a serem unidas e à má execução das operações nas fases de rebitagem. 
Defeitos causados pelo mau preparo das chapas: Furos fora do eixo, formando 
degraus. 
 
Defeitos causados pelo mau preparo das chapas: Chapas mal encostada. 
 
 
Defeitos pela má execução das operações de rebitagem: Aquecimento excessivo 
do rebite. 
 
Defeitos pela má execução das operações de rebitagem: Rebitagem 
descentralizada. 
 
Defeitos pela má execução das operações de rebitagem: Mau uso das ferramentas 
para fazer a cabeça. 
 
 
Defeitos pela má execução das operações de rebitagem: O comprimento do corpo 
do rebite é pequeno em relação à espessura da chapa. 
 
 
 
Rebites de repuxo tipo “POP” 
O rebite de repuxo conhecido por “rebite pop”. É um elemento especial de 
união, empregado para fixar peças com rapidez, economia e simplicidade. Abaixo 
mostramos a nomenclatura de um rebite de repuxo. 
 
Os rebites de repuxo podem ser fabricados com os seguintes materiais 
metálicos: aço-carbono; aço inoxidável; alumínio; cobre; monel (liga de níquel e cobre). 
Pistola de rebite de repuxo 
Uma pistola de rebite de repuxo é uma ferramenta utilizada para ajustar estes 
tipos de rebites no lugar. Normalmente oferecido em dois tipos, pneumáticos e 
manuais, a pistola de rebite é usada na fabricação de folha de metal onde uma costura 
soldada não é necessária ou não é prática. Estes tipos de rebites pop vêm em uma 
variedade de tamanhos e estilos. Todos eles partilham uma característica comum: uma 
haste que se assemelha a uma haste longa saliente que se projeta para fora do topo do 
rebite que é inserido dentro das mandíbulas da pistola. Quando acionado este 
dispositivo extrai a cabeça do rebite através do corpo do rebite, expandindo-a de modo 
que ele liga duas ou mais peças de chapa de metal em conjunto. 
 O rebite pop recebe o seu nome a partir do som revelador que ele faz quando é 
completamente apertado. Como a arma aperta o rebite, a cabeça dele se desprenda da 
haste e faz um som de estalo. A haste é então descartada da arma, e outro rebite é 
inserido dentro das mandíbulas para ser fixado. Enquanto a pistola de rebite 
pneumática é operada por um simples puxar de gatilho, o equipamento manual é 
firmemente apertado até que o rebite seja instalado. Este método de compressão 
repetitiva pode se tornar muito difícil e cansativo, depois de apenas instalar alguns 
poucos rebites. 
 
 
Remoção de rebites 
Os rebites são uma opção durável e barata que você pode usar no lugar de 
soldas pontuais ou parafusos. Porém, os rebites podem se esticar e ficar soltos, 
necessitando remoção. Há diversas maneiras de retirar os rebites, e você pode 
aprender como fazer isso sem distorcer os furos já feitos, permitindo assim uma troca 
fácil e profissional. 
Removendo rebites com uma furadeira e uma esmerilhadeira: 
 Desbaste o quanto puder da cabeça do rebite com uma esmerilhadeira e um 
disco de desbaste. Tome cuidado para não desbastar o metal ao redor do rebite. 
 
 Use um punção pequeno e um martelo para levar a espiga até metade do rebite. 
Isso criará um furo inicial que ajudará a guiar a broca da furadeira. 
 
 Escolha uma broca menor do que o rebite. Use a furadeira para retirar a parte da 
espiga que sobrou. A furadeira deverá furar exatamente o centro da espiga, para 
não alargar o buraco. Isso fará um furo guia para o próximo passo. 
 
 
 Mude para uma broca do mesmo tamanho do rebite, e retire com cuidado a 
espiga usando a furadeira. 
 
 
 
Removendo o rebite com um formão: 
 Corte fora a cabeça do rebite colocando um formão rente ao metal logo abaixo 
dela. Use um martelo de 1,3 kg para bater na extremidade do formão até que a 
cabeça do rebite seja removida. 
 
 Use um punção para retirar a espigado rebite. Se ela estiver resistente, siga as 
instruções para perfurar dadas acima. 
 
 
 
 
Removendo o rebite com uma ferramenta apropriada: 
 Compre uma ferramenta própria para a remoção de rebites com o tamanho de 
broca e de guia apropriados. A ferramenta pode vir com uma variedade de guias 
e brocas, ou você pode precisar comprar acessórios extras para o tipo de rebite 
que quer remover. 
 
 Encaixe a ferramenta numa furadeira. 
 
 Deslize o guia e as brocas para a posição correta na ferramenta. 
 
 Ajuste a profundidade da broca para que só o rebite seja removido. 
 
 Remova o rebite. 
 
 
Elementos de fixação temporários 
 
Pinos e cavilhas: 
Os pinos e cavilhas têm a finalidade de alinhar ou fixar os elementos de 
máquinas, permitindo uniões mecânicas, ou seja, uniões em que se juntam duas ou 
mais peças, estabelecendo, assim, conexão entre elas. 
A diferenciação entre pinos e cavilhas leva em conta o formato dos elementos e 
suas aplicações; tolerâncias de medidas, acabamento superficial, material e tratamento 
térmico, por exemplo, pinos são usados para junções de peças que se articulam entre 
si e cavilhas são utilizadas em conjuntos sem articulações. 
 
 Pinos Carvilha 
 
 
Tipo de Pinos: 
Pino cônico: ação de centragem. 
Pino cônico com haste roscada: A ação de retirada do pino de furos cegos é 
facilitada por um simples aperto da porca. 
Pino cilíndrico: Requer um furo de tolerância rigorosa e é utilizado quando são 
aplicadas as forças cortantes. 
Pino elástico ou pino tubular partido: apresenta elevada resistência ao corte e pode 
ser assentado em furos com variação de diâmetro considerável. 
Pino de águia: Serve para alinhar elementos de máquinas. A distância entre os pinos 
deve ser bem calculada para evitar o risco de ruptura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cavilhas: 
A cavilha é uma peça cilíndrica, fabricada em aço, cuja superfície externa recebe 
três entalhes que formam ressaltos. A forma e o comprimento dos entalhes determinam 
os tipos de cavilha. 
 Sua fixação é feita diretamente no furo aberto por broca, dispensando-se o 
acabamento e a precisão do furo alargado. 
 
Tabela de especificação: 
 
 
 
 
 
 
Contrapino ou cupilha: 
 
Este elemento de fixação é uma haste ou arame com forma semelhante a um 
meio-cilindro, porém, dobrado de modo a formar uma cabeça e duas pernas desiguais. 
Devido ao formato das pernas, que são viradas para trás, a saída do pino ou da porca 
durante a vibração das partes é impedida. Sua função principal é travar outros 
elementos de máquinas como porcas. 
 
 
Parafuso: 
É uma peça formada por um corpo cilíndrico e uma cabeça, a qual pode ter 
várias formas. São utilizados na união não permanente das peças. Os parafusos se 
diferenciam pela forma de rosca, da cabeça, da haste e do tipo de acionamento. 
As roscas encontradas nos parafusos permitem a união e a desmontagem das 
peças. Os filetes das roscas apresentam diversos perfis uniformes, que dão nome às 
roscas. 
O tipo de acionamento está relacionado com o tipo de cabeça do parafuso. 
O corpo do parafuso pode ser cilíndrico ou cônico, totalmente roscado ou apenas 
parcialmente. 
Essas diferenças permitem determinadas pelas funções dos parafusos, permite 
classificá-los em quatro categorias: parafusos passantes, parafusos não-passantes, 
parafusos de pressão, parafusos prisioneiros. 
Partes de um parafuso 
 
Distinguem-se em três partes básicas: Cabeça, corpo e rosca. 
Cabeça: permite apoiar o parafuso ou imprimir lhe um movimento giratório com a ajuda 
de ferramentas adequadas; 
Corpo: é a parte do cilindro que está sem rosca (em alguns parafusos a parte do corpo 
pode tomar algumas formas, sendo as mais comuns à quadrada e a nervada). 
Rosca: é a parte que tem fabricado o sulco. 
Cada elemento da rosca tem o seu próprio nome; se denomina filete ou fio a 
parte saliente do sulco, fundo ou raiz à parte mais baixa e crista a mais saliente. 
Principais tipos de parafusos 
 
Roscas: 
As roscas são sulco em alto ou baixo relevo em parafusos, porcas ou outro matéria. 
Serve para definir o encaixamento perfeito dos dois matérias, através de movimento 
helicoidal. 
Roscas paralelas: A única função das roscas paralelas é de fixar a conexão no pórtico. 
Roscas cônicas: As roscas cônicas possuem duas funções: Para fixar a conexão e para 
a Vedação (mesmo com a ajuda de um selante, como por exemplo, fitas PTFE). 
Tipos de Roscas: 
A rosca é formada por um ou mais filetes em forma de hélice. Podemos definir a hélice 
como sendo uma curva descrita num cilindro através de um ponto animado de dois 
movimentos uniformes: 
 
 Movimento de rotação em torno do eixo do cilindro; 
 Movimento de translação paralelo ao eixo do cilindro. 
 
Podemos resumir as propriedades de uma rosca da seguinte maneira: 
 
 A qualquer instante as distâncias percorridas em rotação e translação são 
proporcionais. 
 Duas roscas tendo os mesmos avanços, sentido de giro e diâmetro podem 
coincidir e correr uma sobre a outra girando no cilindro gerador. 
 
Classificação das roscas: 
 
Podemos classificar as roscas de quatro maneiras: 
 
Pela forma do perfil: 
 
 Triangulares (de diferentes ângulos); 
 
 
 Quadradas e retangulares; 
 
 Trapezoidais (de diferentes ângulos); 
 
 Arredondadas e circulares. 
 
 
 
 
Pelo sentido da hélice: 
 
 Rosca direita; 
 
 
 Rosca esquerda. 
 
 
Pelo numero de hélices independentes e paralelas: 
 
 Rosca simples de uma entrada; 
 Rosca múltipla de duas ou mais entradas. 
 
Pela localização da rosca na peça: 
 Roscas externas (parafusos e fusos); 
 Roscas internas (porcas). 
 
Rosca Métrica ISO (perfil triangular) 
A rosca métrica ISO de perfil triangular, caracteriza-se por: 
 Dimensões em milímetros; 
 Perfil triangular; 
 Ângulo da rosca 60° 
 
 
 
Rosca Unificada 
Em Novembro de 1948 um acordo entre a Inglaterra, os Estados Unidos e Canada 
adotou arosca Unificada como único padrão para todos os países que usam a polegada 
como unidade. Em 1965 a BSI (British Standards Institution) lançou uma política de 
orientação na qual as organizações deveriam considerar as roscas BSW, BSFand BA 
como obsoletas. A primeira escolha para substituição para novos Projetos seria a rosca 
métrica ISO, sendo a rosca ISO com medidas em polegadas (Unificada) a segunda 
escolha. 
 
A rosca unificada possui perfil triangular igual ao perfil ISO. Suas dimensões são 
padronizadas em polegadas. 
 
Porcas 
As porcas são elementos de fixação em conjunto com um parafuso. Porca é uma 
peça de forma prismática ou cilíndrica geralmente metálica, com um furo roscado no 
qual se encaixa um parafuso, ou uma barra roscada. Em conjunto com o parafuso, a 
porca é um acessório amplamente utilizado na união de peças. 
 A parte externa tem vários formatos para atender a diversos tipos de aplicação. 
Assim, existem porcas que servem tanto como elementos de fixação como 
transmissão. 
 
 
 
TIPOS DE PORCAS 
 
Para aperto manual são mais usados os tipos de porca borboleta, 
recartilhada alta e recartilhada baixa. 
 
Sextavadas: Utilizadas para segurar a carga no sistema tirante pela proteção ou ajuste 
determinado no projeto. Usos diversos, em automóveis, residências e indústria. 
 
 
Quadrada: Uso diversos, em automóveis, residências e indústrias. 
 
Recartilhadas:Para aperto manual são mais usados os tipos de porca borboleta, 
recartilhada alta e recartilhada baixa. 
 
 
Borboletas: A porca borboleta tem saliências parecidas com asas para proporcionar o 
aperto manual. Geralmente fabricada em aço ou latão, esse tipo de porca é empregado 
quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e frequentes. 
 
Cegas: A porca cega baixa e cega alta, além de propiciarem boa fixação, deixam as 
peças unidas com melhor aspecto. Nesse tipo de porca, uma das extremidades do furo 
rosqueado é encoberta, ocultando a posta do parafuso. A porca cega pode ser feita de 
aço ou latão, é geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência. 
 
Auto travante ou Parlok: Essa porca possui nylon em seu interior, que trava a porca 
no parafuso. Usadas para ajuste axial em (eixos de máquinas). 
 
 
 
Castelo: A porca castelo é uma hexagonal com seis entalhes radicais, coincidentes 
dois a dois, que se alinham com um furo no parafuso, de modo que uma cupilha possa 
ser passada para travar a porca. 
 
Rápidas: Para montagem de chapas em locais de difícil acesso, podemos utilizar as 
porcas. 
 
 
Arruelas 
Uma arruela ou anilha, é um disco fino com um furo, geralmente no meio.
 Ela é utilizada normalmente para suportar a carga de um parafuso. Outras 
utilizações são como espaçadores, mola (arruelas onduladas), almofada de desgaste, e 
dispositivo de bloqueio (i.e. arruela de pressão: utilizada para que evite que a porca 
escape do parafuso com a trepidação). 
 Arruelas são geralmente metálicas ou de plástico. Parafusos de alta qualidade 
necessitam de arruelas temperadas para evitar a perda da pré- carga após a aplicação 
do torque. Arruelas também são importantes pare evitar a corrosão galvânica, 
particularmente isolando parafusos de aço de superfícies de alumínio. 
 
 
TIPOS DE ARRUELA 
 
Lisa: Além de distribuir igualmente o aperto, a arruela lisa tem, também, a função de 
melhorar os aspectos do conjunto. A arruela lisa por não ter elemento de trava, é 
utilizado em órgão de máquinas que sofrem pequenas vibrações. 
Pressão: A arruela de pressão é utilizada na montagem de conjuntos mecânicos, 
submetidos a grandes esforços e grandes vibrações. A arruela de pressão funciona, 
também. Como elemento de trava, evitando o afrouxamento do parafuso e da porca. É, 
ainda, muito empregada em equipamentos que sofrem variação de temperatura 
(automóveis, prensas e etc.). 
 
Dentada: Muito empregada em equipamento sujeitos a grandes vibrações, mas com 
pequenos esforços, como, eletrodomésticos, painéis automotivos, equipamentos de 
refrigeração etc. O travamento se dá entre o conjunto parafuso/porca. Os dentes 
inclinados das arruelas formam uma mola quando são pressionados e se encravam na 
cabeça do parafuso. 
 
 
Serrilhada: A arruela serrilhada tem, basicamente, as mesmas funções da arruela 
dentada. Apenas suporta esforços um pouco maiores. É usada nos mesmos tipos de 
trabalho que a arruela dentada. 
 
Ondulada: A arruela não tem cantos vivos. É indicada, especialmente, para superfícies 
pintadas. Evitando danificação do acabamento. É adequada para equipamentos que 
possuem acabamento externo construído de chapas finas. 
 
 
Travamento com orelhas: Utiliza-se esta arruela dobrando-se a orelha sobre um 
canto vivo da peça. Em seguida, dobra-se uma aba de orelha envolvendo um dos lados 
chanfrado do conjunto porca/parafuso. 
Perfilados: É uma arruela muito utilizada em montagens que envolvem cantoneiras ou 
perfis em ângulo. Devido ao seu formato de fabricação, este tipo de arruela compensa 
os ângulos e deixa perfeitamente paralelas a serem parafusadas. 
Anéis Elásticos: O anel elástico é um elemento usado em eixos ou furos, tendo como 
principais funções: 
 
 Evitar deslocamento axial de peças ou componentes. 
 Posicionar ou limitar o curso de uma peça ou conjunto deslizante sobre o eixo 
 Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. 
 
Esse elemento de máquina é conhecido também como anel de retenção, de 
trava ou de segurança. 
 
Chavetas 
É um elemento mecânico fabricado em aço. Sua forma, em geral, é retangular 
ou semicircular. A chaveta se interpõe numa cavidade de um eixo e de uma peça. A 
chaveta tem por finalidade ligar dois elementos mecânicos. 
 
 
Classificação 
As chavetas se classificam em: 
 Chavetas de cunha; 
 Chavetas paralelas; 
 Chavetas de disco. 
 
Chavetas de cunha 
 
As chavetas têm esse nome porque são parecidas com uma cunha. Uma de 
suas faces é inclinada, para facilitar a união de peças. 
 
As chavetas de cunha classificam-se em dois grupos: 
 
 Chavetas longitudinais; 
 Chavetas transversais. 
 
Chavetas longitudinais 
 
São colocadas na extensão do eixo para unir roldanas, rodas, volantes etc. 
Podem ser com ou sem cabeça e são de montagem e desmontagem fácil. 
As chavetas longitudinais podem ser de diversos tipos: encaixada, meia- cana, plana, 
embutida e tangencial. 
 
 
Sua inclinação é de 1:100 e suas medidas principais são definidas quanto a: 
 
 Altura (h) 
 Comprimento (L) 
 Largura (b) 
 
As chavetas longitudinais podem ser de diversos tipos: encaixada, meia-cana, 
plana, embutida e tangencial. Veremos as características de cada desses tipos. 
 
Chavetas encaixadas 
 
São muito usadas. Sua forma corresponde à do tipo mais simples de chaveta de 
cunha. Para possibilitar seu emprego, o rasgo do eixo é sempre mais comprido que a 
chaveta. 
 
Chaveta meia-cana 
 
Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, 
com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois a chaveta transmite o 
movimento por efeito do atrito. Desta forma, quando o esforço no elemento conduzido 
for mu ito grande, a chaveta desliza sobre a árvore. 
 
 
 
Chaveta plana 
 
Sua forma é si- AULA milar à da chaveta encaixada, porém, para sua montagem 
não se abre rasgo no eixo. É feito um rebaixo plano 
Chavetas embutidas 
 
Essas chavetas têm os extremos arredondados, conforme se observa na vista 
superior ao lado. O rasgo para seu alojamento no eixo possui o mesmo comprimento 
da chaveta. As chavetas embutidas nunca têm cabeça. 
Chavetas tangenciais 
 
São Chavetas tangenciais – formadas por um par de cunhas, colocado em cada 
rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas, e os rasgos são posicionados a 120º. 
Transmitem fortes cargas e são utilizadas, sobretudo, quando o eixo está submetido a 
mudança de carga ou golpes. 
 
Chavetas transversais 
 
São aplicadas em união de peças que transmitem movimentos rotativos e 
retilíneos alternativos. 
 
Chavetas paralelas ou linguetas 
 
Essas chavetas têm as faces paralelas, portanto, não têm inclinação. A 
transmissão do movimento é feita pelo ajuste de suas faces laterais às laterais do 
rasgo da chaveta. Fica uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o 
fundo do rasgo do elemento conduzido. 
 
 
Chaveta de disco ou meia-lua (tipo woodruff) 
 
É uma variante da chaveta paralela. Recebe esse nome porque sua 
forma corresponde a um segmento circular. 
 
Bibliografia: 
 
http://www.indufix.com.br/comprar-parafusos/porcas/ 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Porca 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arruela 
http://elementosdefixacao.blog.br/tipos-de-arruelas 
http://www.vanipar.com.br/index.php/blog/item/27-conheca-os-principais-tipos-e- 
usos-de-porcas-parafusos-e-arruelas 
http://essel.com.br/cursos/material/01/ElementosMaquinas/13elem.pdf 
https://wiki.ifsc.edu.br/mediawiki/images/1/19/CHAVETAS.pdfhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Chaveta_(mec%C3%A2nica) 
http://www.hansonrivet.com/w02.htm 
http://www.aircraftspruce.com/catalog/topages/rivetremoval.php 
http://www.northerntool.com/shop/tools/product_200451731_200451731 
http://www.sailingtexas.com/chowtoremoverivet.html 
http://wwwo.metalica.com.br/para-entender-os-elementos-de-fixacao

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