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Farmacodinâmica: Receptores Farmacológicos

Notas sobre farmacodinâmica (receptores farmacológicos). Define afinidade, eficácia, agonista/antagonista, seletividade/especificidade, potência; descreve locais e tipos de ação, relação dose‑resposta (EC50, Emax), exemplos clínicos e exercício sobre curvas de potência/eficácia.

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farmacodinâmica: receptores farmacológicos
Os fármacos não criam novas funções no organismo, eles modificam as funções pré-existentes (potencializa, aumenta, diminui). Baseia-se na ligação entre uma molécula e um receptor (chave e fechadura), resultando na ação, promovendo alteração das funções biológicas em consequência da ação do fármaco. Ex: PA a pessoa toma um anti-hipertensivo, este fármaco passa pelo processo farmacocinético e quando livre na corrente sanguínea vai se ligar a um receptor, e para que ocorra o efeito promove a vasodilatação (ação biológica para que se reduza a PA). 
conceitos farmacodinâmicos
Afinidade: capacidade de um fármaco para interagir, ou seja, se ligar com o seu alvo. Quanto maior a afinidade, maior a ligação. 
Eficácia: quando o fármaco interage com o alvo e dispara uma resposta. 
Agonista: fármaco que tem tanto afinidade quanto eficácia, ou seja, aquele que vai executar a ação, ativar o receptor.
Antagonista: fármaco que tem afinidade, mas não tem eficácia (não faz a ação farmacológica). 
Seletividade: fármaco + receptor = efeito ou resposta. Significa que vai se ligar e fazer o efeito.
Especificidade: interação do fármaco com uma classe de receptores ou um único subtipo de receptor. Há fármacos que se ligam a vários receptores.
Potência: quando se compara dois ou mais fármacos que agem através do mesmo receptor ou mecanismo de ação. 
locais de ação
 Enzimas; moléculas transportadoras; canais iônicos; receptores; na formação de DNA e na matriz óssea. 
tipos de receptores
Os que ligam-se direto. 2- os que se ligam nas enzimas. 3- os que se ligam nas G-proteínas. 4- os que são intracelulares (agem no DNA). Alguns receptores irão se ligar e fazer o efeito, outros podem se ligar, entretanto não fazer e há aqueles que não se ligam devido à diferença da forma. 
relação dose resposta
 Agonista natural: liga-se completamente resultando numa ação biológica. Agonista modificado: liga-se quase totalmente ao receptor por conta de sua forma semelhante, entretanto resultará numa resposta biológica parcial. Antagonista: liga-se muito pouco ao receptor devido a sua forma diferenciada ocorrendo o bloqueio da resposta biológica. 
 “A farmacodinâmica de um fármaco pode ser quantificada pela relação entre a DOSE (concentração) do fármaco e a resposta do organismo (do paciente) a este fármaco.” 
 Ligação fármaco receptor: “a resposta a um fármaco é proporcional à concentração de receptores que estão ligados (ocupados) pelo fármaco.” Sendo assim, pode haver um déficit de receptores ou não haver uma ligação efetiva deste fármaco, diminuindo ou anulando a resposta. 
 A potência (EC50) de um fármaco refere-se à concentração em que o fármaco produz 50% de sua resposta máxima. A eficácia (Emáx.) refere-se à resposta máxima produzida pelo fármaco.
 Ex: um paciente numa situação de emergência encontra-se com hipertensão e é medicado via endovenosa com um fármaco que promove vasodilatação para a diminuição da passagem de sangue pelos vasos e consequentemente ocorrer uma queda na pressão arterial. Entretanto, não obteve-se um efeito satisfatório devido à falta de receptores e é medicado novamente com um fármaco que se liga a outro receptor e tem como propósito diminuir a FC. Analisando a pressão foi visto que houve uma diminuição, porém ainda se encontra num alto nível. Outro fármaco é injetado e promove a diminuição da contração do coração, todavia ao analisar constatou-se uma hipotensão, e para resolução foi feito a entrada com um antagonista para bloquear um dos fármacos, reduzir o efeito e restabelecer a pressão adequada. Conclui-se que foram usados mecanismos e receptores diferentes, porém com os mesmos propósitos terapêuticos: normalizar a PA. 
 EXERCÍCIO: eixo x – potência (dose); eixo y– eficácia(resposta). 
Três fármacos (x, y e z); cada uma deles apresentou uma curva. O medicamento x é o mais potente, pois necessitou de uma pequena dose para obter uma maior resposta com relação aos demais. Também o fármaco x é o mais eficaz, pois teve um efeito maior em pouco tempo (quando atinge o topo). Quanto maior a altura, maior a eficácia. Ou seja, analisando a mesma dose, o efeito do x>y>z em termos de potência e eficácia. “Eficácia é colocar o armário pra fora, potência são quantas pessoas eu precisei para conseguir.” 
 
 Receptores/agonista: estado ativo (RA): promove resposta total ou parcial (agonista total e agonista parcial). Estado inativo (RI): promove resposta nula ou inversa (componente inativo ou agonista inverso/antagonista). Existe um equilíbrio entre os receptores. 
 
 Uma pessoa pode ter receptores ativos e inativos de um determinado fármaco. Ao ingerir uma dose de 100, se 100% se ligarem aos ativos teremos uma resposta total; se 75% se ligarem aos ativos e 25% aos inativos, teremos uma resposta parcial; se 50% se ligarem aos ativos e 50% aos inativos, teremos Inefetividade ou uma resposta antagonista (só vai se ligar, não haverá resposta). 
 Antagonista: interação sintópica: compete pelo mesmo sítio de ação do receptor. O que tiver mais afinidade ganha. Interação alostérica: interação com outros sítios de receptor. Desabilita a conexão principal deixando de fazer efeito. Antagonismo químico: não está ligado com recepção. Não faz parte da farmacodinâmica. Haverá uma combinação com o fármaco e este não irá se ligar. Antagonismo funcional: inibição indireta dos efeitos celulares ou fisiológicos do agonista. Também não faz parte da farmacodinâmica. 
Antagonista competitivo: ligações fracas são reversíveis. Quem tiver mais afinidade ganha. Antagonista não competitivo: ligações fortes – covalentes, são irreversíveis.