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FBV DEVRY
Arquitetura e Urbanismo
Arte Bizantina, 
Carolíngea
e Mourisca
Prof. Dr. André Bezerra Lins
2016
(adaptado de F. Vicente)
Por volta do século III, o Império Romano passava por uma enorme crise econômica
e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos
para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu
o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola.
Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais
desprotegidas. Muitos soldados, sem receber soldo, deixavam as obrigações militares.
Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a
penetração pelas fronteiras do norte do império.
No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em : Império
Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império
Bizantino), com capital em Constantinopla.
Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos
povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões,
ostrogodos, hunos, etc.
Fim do Império Romano
1. Arte Bizantina
- Cerca do ano 500 dC: teve o seu apogeu com a criação de mosaicos. 
Compreende o período de reconhecimento do Cristianismo.
Catedral de Santa Sofia
2. Arte Carolíngia
Por volta do ano 800: período em que se destacam objetos religiosos
de ourivesaria e iluminuras.
Em 395 o Imperador Teodósio divide o Império Romano
em duas partes:
¨Império Romano do Ocidente – com capital em Roma
¨Império Romano do Oriente – com capital em
Constantinopla (antiga Bizâncio).
Com o período das invasões Bárbaras, a face ocidental
do Império foi tomada enquanto a oriental conseguiu
permanecer graças a sua economia forte e sua economia
privilegiada.
O Império Romano do Oriente passou a ser conhecido como
Império Bizantino por sua sede localizar-se na cidade de
Constantinopla, antiga Bizâncio.
Uma das principais características de “Bizâncio” é o
cristianismo herdado do Império Romano, a religião é o
principal tema da arte praticada no Império Bizantino.
A influência da religião torna-se mais marcante ainda depois
do “ Cisma do Oriente” (1054), onde ocorre a separação
entre a Igreja Católica Apostólica Romana (da Europa
ocidental), e Igreja Ortodoxa Grega ( de Constantinopla).
¨ O cristianismo não foi a única preocupação para o Império Romano nos
primeiros séculos de nossa era. Por volta do século IV, começou a invasão
dos povos bárbaros e que levou Constantino a transferir a capital do
Império para Bizâncio, cidade grega, depois batizada por Constantinopla.
¨ A mudança da capital foi um golpe de misericórdia para a já enfraquecida
Roma; facilitou a formação dos Reinos Bárbaros e possibilitou o
aparecimento do primeiro estilo de arte cristã - Arte Bizantina.
¨ Graças a sua localização (Constantinopla) a arte bizantina sofreu
influências de Roma, Grécia e do Oriente. A união de alguns elementos
dessa cultura formou um estilo novo, rico tanto na técnica como na cor.
A arte bizantina era instrumento de fortalecimento do poder do
Imperador, que era considerado sagrado, um representante de
Deus na terra.
Os métodos rígidos também eram outra característica marcante
da arte Bizantina, as regras das artes eram ditadas pelos
sacerdotes. Um exemplo disso é a proibição de representar a
figura humana lateralmente.
O Imperador Justiniano e a Imperatriz Teodora chegaram a ser
representados com a tradicional auréola que era reservada
somente aos santos.
¨ Combina a Arte Cristã Primitiva com a arte grega (arquitetura,
mosaicos) predominando a riqueza de cores e da decoração.
¨ Os mosaicos: utilizados para propagar o cristianismo.
¨ Tema religioso. (Personagens oficiais – imperador - se
tornavam personagens sagrados)
¨ Sem perspectiva e volume.
¨ Figuras humanas altas e esguias, com faces amendoadas, olhos
grandes e expressão solene,olhar para frente sem movimento.
Características
O CRISTIANISMO FIRMA SUAS BASES EM
CONSTRUÇÕES MONUMENTAIS - BASÍLICAS
¨ A arquitetura das igrejas foi a que recebeu maior atenção da arte
bizantina, elas eram planejadas sobre uma base circular, octogonal ou
quadrada imensas cúpulas, criando-se prédios enormes e espaçosos
totalmente decorados.
¨ A Igreja de Santa Sofia (Sofia = Sabedoria), na hoje Istambul, foi um dos
maiores triunfos da nova técnica bizantina, projetada pelos arquitetos
Antêmio de Tralles e Isidoro de Mileto, ela possui uma cúpula de 55 metros
apoiada em quatro arcos plenos.
¨ Tal método tornou a cúpula extremamente elevada, sugerindo, por
associação à abóbada celeste, sentimentos de universalidade e poder
absoluto. Apresenta pinturas nas paredes, colunas com capitel ricamente
decorado com mosaicos e o chão de mármore polido.
Basílica de Santa 
Sofia
¨ Istambul, Turquia, 
¨ Após a conquista do 
Império Bizantino 
pelos turcos em 1453 
tornou-se uma 
mesquita e hoje é um 
cento cultural. 
¨ CATEDRAL DE SANTA SOFIA
¨ (majestosidade)
O Mosaico Bizantino
¨ Uma outra característica marcante da Arte Bizantina é a
utilização de Mosaicos
¨ O mosaico é a expressão máxima da arte bizantina e, não se
destinando somente a decorar as paredes e abóbadas, serve
também de fonte de instrução e guia espiritual aos fiéis,
mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas e dos
vários imperadores. Plasticamente, o mosaico bizantino não se
assemelha aos mosaicos romanos; são confeccionados com
técnicas diferentes e seguem convenções que regem também os
afrescos. Neles, por exemplo, as pessoas são representadas de
frente; e o dourado é utilizado em abundância, pela sua
associação a um dos maiores bens materiais: o ouro.
Imperador Justiniano
Representado como
“santo” (auréola)
( 526-547)
Mosaico ou arte musiva, é 
um embutido de 
pequenas peças de pedra 
ou de outros materiais 
(vidro, mármore, cerâmica 
ou conchas), formando 
determinado desenho. O 
objetivo do mosaico é 
preencher algum tipo de 
plano, como pisos e 
paredes.
¨ O imperador Constantino foi 
o responsável pela 
conciliação entre o Império e 
o cristianismo, a partir do 
Edito de Milão (313), que 
garantia a liberdade religiosa 
aos cristãos, que até então 
haviam sofrido intensas 
perseguições e que naquele 
momento representavam uma 
possibilidade de justificativa 
ao poder centralizado e ainda 
serviria para travar o 
movimento popular e de 
escravos, uma vez que a 
doutrina cristã reforçava a 
esperança de uma vida digna 
após a morte.
Pintura
¨Na pintura 
bizantina fica 
evidente a 
obediência a 
regras rígidas de 
composição das 
imagens, através 
da frontalidade 
das figuras.
¨O colorismo:
Cores chapadas, 
sem preocupação 
com meios tons ou 
jogos de luz e 
sombra
Representação do Cristo
na Igreja de Santa Sofia
¨ Ícone em ouro - Rússia
¨ Ordem e uniformidade:
¨ Cópias de textos seculares
sagrados: Cassiodorus iniciou
esta atividade na Itália, em
540
Península arábica.
¨ Deserto predominante.
¨ Até o séc. VI: divididos em aproximadamente 300 tribos.
¤ Beduínos – nômades, dedicados a saques, habitavam o deserto.
¤ Tribos urbanas – habitantes das margens do Mar Vermelho ou ao sul da
Península. Dedicavam-se a agricultura e acima de tudo ao comércio.
Formaram as principais cidades da região (Meca e Iatreb).
¤ Comando em ambas: xeques (sheiks)
¨ Meca: centro comercial e religioso.
¤ Caaba (cubo) – santuário e depósito de imagens de deuses politeístas
das diferentes tribos.
¤ Administrada pela tribo dos coraixitas.
ImpérioÁrabe: Arte Mourisca
A CAABA - MECA
¨ MAOMÉ (570 – 632) – membro do ramo pobre
dos coraixitas.
¤ Profeta que segue a linhagem de Noé, Abraão,
Moisés e Jesus.
¨ 610 – REVELAÇÃO: “Só há um Deus que é Alá, e
Maomé é seu profeta”.
¤ Oposição dos administradores coraixitas de
Meca.
¤ Repressão aos seguidores de Maomé.
¨ 622 – HÉGIRA: fuga de Maomé e seus seguidores
para Iatreb (posteriormente conhecida como
Medina – a cidade do profeta).
¤ Início do calendário muçulmano.
¤ População local é convertida.
¤ Proclamação da primeira Jihad (esforço
coletivo).
¨ 630 – Retorno a Meca com exército de populações convertidas.
¤ Destruição de divindades politeístas da Caaba.
¤ Anistia a antigos opositores.
¤ Península Arábica é completamente convertida ao islamismo.
¨ 632 – Maomé morre.
¤ Califas continuam expansão do islamismo.
¤ 1º Califa: ABU BAKR – sogro de Maomé.
¤ Motivações: crescimento populacional + busca de terras.
¤ Justificativa ideológica: Jihad.
¤ Amplas conquistas territoriais: Norte da África, Península Ibérica, Império
Persa até parte da Índia, Império Bizantino.
¨ Séc. XIII – território comparável ao do Império Romano.
EXTENSÃO MÁXIMA DO IMPÉRIO ÁRABE:
¨ Livro sagrado: AL CORÃO.
¨ SUNA: livro de ditos e atos de Maomé.
¨ Divisão entre muçulmanos:
¤ Após o 4º califa: ALI ABU TALIB (genro e primo de Maomé);
¤ MAOWIYA (Síria) – apoio da maioria – Sunitas (Suna + Al Corão);
¤ HASSAN e HUSSEIN – filhos de ALI – apoio da minoria – Xiitas (Al Corão);
¤ Ambos assassinados. Hassan (669) e Hussein (680). Este último em Karbala
(atual Iraque), um dos principais centros xiitas do mundo.
SUNITAS E XIITAS NO MUNDO HOJE:
¨ Única unidade: religiosa.
¨ Politicamente fragmentados em vários
califados.
¨ Cultura muçulmana:
¤ Assimilação de valores de outros povos
(hindus, persas, chineses e bizantinos).
¤ Tradução e conservação de obras
clássicas (Aristóteles e Platão).
– Medicina: AVICENA (980 – 1037) –
referência mundial até o século XVII com seu
compêndio sobre o corpo humano.
– Matemática: números arábicos, zero,
avanços em trigonometria e álgebra.
– Física: fundamentos da óptica. AVICENA
¤ Química: descrição dos processos de destilação, filtração
e sublimação; desenvolvimento do carbonato de sódio,
nitrato de prata, ácidos nítrico e sulfúrico e álcool. Todas
estas descobertas para tentar criar a “pedra filosofal” e
o elixir da longa vida.
¤ Arquitetura: cúpulas, minaretes, arcos em ferradura,
decoração com motivos geométricos e vegetais.