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Ciclo menstrual
Por Jennifer Knudtson, MD, Assistant Professor, Reproductive Endocrinology and Infertility Fellow Obstetrics and Gynecology, University of Texas Health Science Center at San Antonio & Jessica E. McLaughlin, MD, Obstetrics and Gynecology, Division of Reproduction, Endocrinology, and Infertility, University of Texas Health and Science Center at San Antonio
OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
 
A menstruação é a descamação da mucosa do útero (endométrio) acompanhada por sangramento. Ela ocorre, aproximadamente, em ciclos mensais ao longo da vida reprodutiva da mulher, exceto durante a gravidez. A menstruação começa durante a puberdade (na menarca) e para permanentemente na menopausa.
Por definição, o ciclo menstrual começa com o primeiro dia de sangramento, que é contado como 1º dia. O ciclo termina pouco antes do próximo período menstrual. Os ciclos menstruais normalmente variam entre 25 e 36 dias. Apenas 10 a 15% das mulheres têm ciclos de exatamente 28 dias. Além disso, em pelo menos 20% das mulheres, os ciclos são irregulares. Isto é, eles são mais longos ou mais curtos do que a média. Geralmente, os ciclos variam mais e os intervalos entre os períodos são mais longos nos anos imediatamente após o início da menstruação (menarca) e antes da menopausa.
O sangramento menstrual dura de três a sete dias, com uma média de cinco dias. Geralmente, a perda de sangue durante um ciclo varia entre 15 e 75 ml. Um absorvente ou tampão, dependendo do tipo, pode conter até 30 mililitros de sangue. O sangue menstrual, ao contrário do sangue resultante de um ferimento, geralmente não coagula, a menos que o sangramento seja muito intenso.
O ciclo menstrual é regulado pelos hormônios. O hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo-estimulante (FSH), que são produzidos pela glândula hipófise, promovem a ovulação e estimulam os ovários a produzir estrogênio e progesterona. O estrogênio e a progesterona estimulam o útero e as mamas a se prepararem para uma possível fecundação.
O ciclo menstrual tem três fases:
Folicular (antes da liberação do óvulo)
Ovulatória (liberação do óvulo)
Lútea (depois da liberação do óvulo)
	
Fase
 
Ovulatória
Fase Folicular
Fase Lútea
Mudanças durante o Ciclo Menstrual
	
O ciclo menstrual é regulado pela interação complexa dos hormônios: hormônio luteinizante, hormônio folículo-estimulante e os hormônios sexuais femininos estrogênio e progesterona.
O ciclo menstrual tem três fases:
Folicular (antes da liberação do óvulo)
Ovulatória (liberação do óvulo)
Lútea (depois da liberação do óvulo)
O ciclo menstrual começa com sangramento menstrual (menstruação), que marca o primeiro dia da fase folicular.
No início da fase folicular, a concentração de estrogênio e de progesterona está baixa. Como resultado, as camadas superiores do revestimento uterino (endométrio) espesso se rompem e derramam, dando início ao sangramento menstrual. Nesse período, a concentração do hormônio folículo-estimulante (FSH) aumenta levemente, estimulando o desenvolvimento de vários folículos nos ovários. Cada folículo contém um óvulo. Posteriormente durante esta fase, conforme a concentração do hormônio folículo-estimulante diminui, somente um folículo continua a se desenvolver. Este folículo produz estrogênio.
A fase ovulatória começa com um surto na concentração do hormônio luteinizante e do hormônio folículo-estimulante. O hormônio luteinizante estimula a liberação do óvulo (ovulação), o que normalmente ocorre de 16 a 32 horas após o início do surto. A concentração de estrogênio atinge seu pico durante o surto e a concentração de progesterona começa a aumentar.
Durante a fase lútea, a concentração do hormônio luteinizante e do hormônio folículo-estimulante diminui. O folículo rompido se fecha após a liberação do óvulo e forma um corpo lúteo, que produz progesterona. Durante a maior parte dessa fase, a concentração de estrogênio é elevada. A progesterona e o estrogênio fazem com que o revestimento do útero fique ainda mais espesso, para se preparar para uma possível fecundação. Se o óvulo não for fecundado, o corpo lúteo se degenera e já não produz mais progesterona, a concentração de estrogênio diminui, as camadas superiores do revestimento se rompem e derramam, e ocorre o sangramento menstrual (o início de um novo ciclo menstrual).
Aprofundamento
Fase folicular
Esta fase começa no primeiro dia do sangramento menstrual (dia 1). Mas o principal evento nessa fase é o desenvolvimento de folículos nos ovários.
No início da fase folicular, o revestimento do útero (endométrio) está espesso com líquidos e nutrientes destinados a nutrir um embrião. Se nenhum óvulo for fecundado, os níveis de estrogênio e progesterona são baixos. Como resultado, as camadas superiores do endométrio são derramadas e ocorre o sangramento menstrual.
Nesse período, a glândula hipófise aumenta levemente sua produção de hormônio folículo-estimulante. Então, este hormônio estimula o crescimento de 3 a 30 folículos. Cada folículo contém um óvulo. Mais tarde nessa fase, como o nível desse hormônio diminui, somente um desses folículos (denominado folículo dominante) continua a crescer. Logo começa a produzir estrogênio e os outros folículos estimulados começam a se romper. O nível de estrogênio que está aumentando também começa a preparar o útero e estimular o surto do hormônio luteinizante.
Em média, a fase folicular dura aproximadamente 13 ou 14 dias. Das três fases, essa fase é a que mais varia em duração. Ela tende a se tornar mais curta perto da menopausa. Essa fase termina quando o nível do hormônio luteinizante aumenta dramaticamente (surtos). O surto resulta na liberação do óvulo (ovulação) e marca o início da próxima fase.
Fase ovulatória
Esta fase inicia-se quando o nível de hormônio luteinizante aumenta (surto). O hormônio luteinizante estimula o folículo dominante a se sobressair da superfície do ovário e, finalmente, romper-se, liberando o óvulo. O nível de hormônio folículo-estimulante aumenta a um grau menor. A função do aumento do hormônio folículo-estimulante não é compreendida.
A fase ovulatória geralmente dura de 16 a 32 horas. Ela termina quando o óvulo é liberado, cerca de 10 a 12 horas após o surto do nível do hormônio luteinizante. O óvulo pode ser fecundado por cerca de até 12 horas após sua liberação.
O surto do hormônio luteinizante pode ser detectado por meio da medição do nível deste hormônio na urina. Essa medição pode ser utilizada para determinar quando as mulheres estão férteis. A fecundação é mais provável quando esperma está presente no trato reprodutivo antes da liberação do óvulo. A maioria das gravidezes acontece quando ocorre relação sexual dentro de três dias antes da ovulação.
No momento da ovulação, algumas mulheres sentem uma dor surda em um lado do abdômen inferior. Essa dor é conhecida como mittelschmerz (literalmente, dor no meio). A dor pode durar de poucos minutos a algumas horas. A dor normalmente é sentida no mesmo lado do ovário que liberou o óvulo, mas a causa precisa da dor é desconhecida. A dor pode preceder ou seguir a ruptura do folículo e pode não ocorrer em todos os ciclos.
A liberação do óvulo não é alternada entre os dois ovários e parece ser aleatória. Se um dos ovários for removido, o ovário remanescente liberará um óvulo todo mês.
Fase lútea
Esta fase começa após a ovulação. Ela dura aproximadamente 14 dias (a menos que ocorra fecundação) e termina pouco antes do período menstrual. Nesta fase, o folículo rompido se fecha após a liberação do óvulo e forma uma estrutura chamada de corpo lúteo, que produz quantidades cada vez maiores de progesterona. A progesterona produzida pelo corpo lúteo prepara o útero no caso de um embrião ser implantado. A progesterona faz com que o endométrio engrosse, se enchendo de líquidos e nutrientes para nutrir um embrião potencial. A progesterona faz com que o muco no colo do útero engrosse, a fim de que o esperma ou bactériasfiquem menos propensas a penetrar no útero. A progesterona também provoca aumento ligeiro na temperatura corporal durante a fase lútea e permanece elevada até o início do período menstrual. Este aumento de temperatura pode ser usado para avaliar se ocorreu a ovulação. Durante a maior parte da fase lútea, a concentração de estrogênio é alta. O estrogênio também estimula o endométrio a engrossar.
O aumento nos níveis de estrogênio e progesterona faz com os dutos de leite nos seios aumentem (dilatem). Como resultado, os seios podem ficar inchados e mais sensíveis.
Se o óvulo não for fecundado ou se o óvulo fecundado não se implantar, o corpo lúteo se degenera após 14 dias, a concentração de estrogênio e progesterona diminui e um novo ciclo menstrual se inicia.
Se o embrião for implantado, as células ao redor do embrião em desenvolvimento começam a produzir um hormônio chamado gonadotrofina coriônica humana (HCG). Esse hormônio mantém o corpo lúteo, que continua a produzir progesterona até que o feto em crescimento possa produzir seus próprios hormônios. Os exames de gravidez são baseados na detecção de um aumento no nível de gonadotrofina coriônica humana.

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