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Ministério do Urbanismo e Habitação
Decreto Executivo n.º 13/07
de 26 de Fevereiro
Com a aprovação da Lei do Ordenamento do Território e do Urbanismo, ficou
substancialmente alterado o quadro legal e institucional do ordenamento do território e
do urbanismo.
Tendo em conta que o Regulamento Geral de Edificações Urbanas em vigor remonta
de 1948;
Convindo adaptar as matérias sobre edificações urbanas à Lei do Ordenamento do
Território e do Urbanismo;
Nos termos das disposições combinadas da alínea d) do n.º 2 do artigo 68.º da Lei
n. º 3/04, de 25 de Junho, da alínea d) do artigo 112.º e do artigo 113.º ambos da Lei
Constitucional, o Governo decreta o seguinte:
Artigo 1.º — É aprovado o Regulamento Geral das Edificações Urbanas, anexo ao
presente decreto e que dele faz parte integrante.
Artigo 2.º — É revogada a Portaria n.º 6269, de 19 de Abril de 1948 e toda a
legislação que contrarie o disposto no presente diploma.
Artigo 3.º — As dúvidas e omissões surgidas da interpretação e aplicação do
presente diploma são resolvidas por decreto do Conselho de Ministros.
Artigo 4.º — O presente decreto entra em vigor na data da sua publicação.
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Regulamento Geral das Edificações Urbanas
CAPÍTULOI
Disposições Gerais
Artigo 1.º
A execução de novas edificações ou de quaisquer obras de construção civil, a
reconstrução, a ampliação, a alteração, a reparação ou a demolição das edificações e
obras existentes e bem assim como os trabalhos que implicam a alteração da
topografia local, dentro do perímetro urbano e das zonas rurais de protecção fixadas
para as sedes de municípios e para as demais localidades sujeitas por lei a plano de
urbanização e a expansão, subordinam-se às disposições do presente regulamento.
§ Único: — Fora das zonas e localidades a que faz referência este artigo, o
presente regulamento aplica-se nas povoações a que seja tornado extensivo por
deliberação dos Governos das Províncias e em todos os casos, às edificações de
carácter industrial ou de utilização colectiva.
Artigo 2.º
Os Governos das Províncias ou a quem deleguem competências não podem
conceder licenças para a execução de quaisquer obras sem que previamente se
verifiquem que elas não colidam com o plano de urbanização geral ou parcial,
aprovado para o local ou que, em todo o caso, não prejudicam a estética urbana.
§ Único: — A concessão de licença para a execução de quaisquer obras deve ser
sempre condicionada à observância das demais prescrições do presente regulamento,
dos regulamentos locais em vigor e de quaisquer outras disposições legais, cuja
aplicação incumba aos Governos Provinciais ou Administrações Municipais assegurar.
Artigo 3.º
A concessão de licença para a execução de qualquer obra e o próprio
exercício da fiscalização dos Governos Provinciais ou Administrações Municipais, no
seu decurso, não isenta o dono da obra ou seu representante da responsabilidade pela
condução dos trabalhos em estrita concordância com as prescrições regulamentares e
não podem desobrigá-los da obediência a outros preceitos gerais ou especiais a que
a edificação, pela sua localização ou natureza, tenha de subordinar-se.
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Artigo 4.º
Os pedidos de licença para a execução de obras devem ser acompanhados dos
elementos estritamente necessários ao exacto esclarecimento das condições da sua
realização, conforme o disposto nos regulamentos locais, na elaboração dos quais se
deve ter em conta a importância, a localização e a finalidade de cada tipo de obra.
§ Único: — Os Governos Provinciais devem submeter à aprovação da
autoridade competente os regulamentos locais, cuja elaboração é prevista neste
artigo.
Artigo 5.º
Nos projectos de novas construções e de reconstrução, a ampliação e a alteração
de construções existentes devem ter sempre indicados o destino da edificação e a
utilização prevista para os diferentes compartimentos.
Artigo 6.º
As obras relativas às novas edificações, às reedificações, às ampliações e às
alterações das edificações existentes não podem ser iniciadas sem que pela respectiva
entidade competente para o licenciamento seja fixado, quando necessário, o
alinhamento de acordo com o plano geral e dada a cota de nível.
Artigo 7.º
A utilização de qualquer edificação nova, reconstruída, ampliada ou alterada,
quando da alteração resultar modificações importantes nas suas características, carece
de licenciamento.
1. As licenças previstas no presente artigo só podem ser concedidas pelas
entidades competentes após vistoria das obras e que tenham cumprido com o projecto
aprovado e às disposições legais e regulamentares aplicáveis.
2. A licença de utilização só pode ser concedida depois de decorrido sobre a
conclusão das obras o prazo fixado nos regulamentos locais, tendo em vista as
exigências da salubridade relacionadas com a natureza da utilização.
3. O disposto neste artigo é aplicável à utilização das edificações existentes para
fins diversos dos anteriormente autorizados, não podendo a licença para este efeito ser
concedida sem que se verifique a sua conformidade com as disposições legais e
regulamentares aplicáveis.
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Artigo 8.º
As edificações existentes devem ser reparadas e beneficiadas pelo menos uma
vez em cada período de oito anos, com o fim de remediar as deficiências provenientes
do seu uso normal e de as manter em boas condições de utilização, sob todos os
aspectos de que trata o presente regulamento.
Artigo 9.º
Independentemente das obras periódicas de conservação referidas no artigo
anterior, os Governos Provinciais e as Administrações Municipais podem, em qualquer
altura, determinar, em edificações existentes, precedendo vistoria, a execução de obras
necessárias para corrigir más condições de salubridade, solidez ou segurança contra o
risco de incêndio.
1. Aos Governos Provinciais e às Administrações Municipais compete ordenar,
precedendo vistoria, a demolição total ou parcial das construções que ameaçam
ruína ou ofereçam perigo para a saúde pública, bem como das pequenas casas
abarracadas com um ou dois pavimentos, em construção ou já construídas, e de
quaisquer construções ligeiras, desde que o seu projecto não tenha sido aprovado,
nem tenha sido concedida licença para a sua construção.
2. As deliberações tomadas pelos Governos Provinciais e pelas Administrações
Municipais em matéria de beneficiação extraordinária ou demolição, são notificadas
ao proprietário do prédio no prazo de três dias, a contar da aprovação da respectiva
acta.
Artigo 10.º
Podem ser expropriadas as edificações que, em consequência de deliberação dos
Governos Provinciais baseada em prévia vistoria, devam ser reconstruídas,
remodeladas, beneficiadas ou demolidas, total ou parcialmente, para realização geral
ou parcial dos planos de urbanização aprovados.
Artigo 11.º
A execução de pequenas obras de reparação sanitária, como, por exemplo, as
relativas a roturas, obstruções ou outras formas do mau funcionamento, tanto das
canalizações interiores e exteriores de águas e esgotos como das instalações
sanitárias, as deficiências das coberturas e ao mau estado das fossas, é ordenada
pelos Governos Provinciais e pelas Administrações Municipais, independentemente
de vistoria.
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§ Único: — É da competência dos Governos Provinciais e das Administrações
Municipais a aplicação das penas previstas na lei pelo não cumprimento das
determinações a que este artigo se refere.
Artigo 12.º
Quando determinadas obras são impostas por um serviço público, a
notificação ao interessado deve ser feita por intermédio do respectivo

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