Logo Passei Direto
Buscar

Relatório: Técnicas histológicas – Uma abordagem prática.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Relatório: Técnicas histológicas – Uma abordagem prática.
Muitas doenças e processos fisiológicos só puderam ser compreendidos após o desenvolvimento do microscópio.
As primeiras observações microscópicas foram feitas em folhas de arvore cortadas, fios de cabelo e cascas de arvore.
A curiosidade humana foi aumentada e assim criando ferramentas que tornasse estruturas maiores em finas e contrastadas, e assim nasceu a técnica histológica ou histotécnica, que pode ser definida como um conjunto de procedimentos que envolve a preparação de amostra (tecido ou célula) para análise sob microscópio de luz. Etapas de técnicas histológicas:
Coleta de material: É um procedimento de retirada da amostra biológica de um organismo vivo ou morto obtidas através de biopsias, peças cirúrgicas e necropsias. Antes de proceder a coleta, deve organizar o espaço, separar os utensílios que serão utilizados e preparar o líquido fixador. O tecido é imerso em um frasco contendo a solução fixadora que deve ser bem fechado, evitando assim que ocorra a evaporação do fixador ou mesmo que estes vapores tóxicos contaminem o meio ambiente; este procedimento deve ser realizado no interior de uma cabine
Fixação: Objetivos da fixação de tecidos: evitar a autólise e proliferação bacteriana; parar o metabolismo celular, mantendo o conteúdo bioquímico e preservando antígenos; preservar os tecidos para futuras colorações, manter as relações topológicas e morfológicas das biomoléculas o mais próximo da situação “in vivo”; melhorar a diferenciação optica das células preservando sua identidade.
Existem várias formas de se fixar uma amostra e podem ser divididas em:
Fixação física: conserva através de aquecimento e resfriamento;
Fixação química: processo de estabilização de biomoléculas pela ação de agentes químicos.
Principais grupos de fixadores: agentes oxidantes, agentes desnaturantes, fixadores de mecanismos desconhecidos e fixadores aldeídos e combinações.
Principais fatores que influenciam a fixação: temperatura, volume da mistura fixadora, concentração, ph da mistura fixadora, osmolaridade e espessura da amostra.
O volume do fixador deverá ser vinte vezes maior que o tamanho do fragmento de tecido ou peça cirúrgica.
Clivagem: É o processo de redução de tamanho e espessura dos fragmentos fixados, permitindo a melhor penetração do fixador. Cada órgão fragmento possui um plano ideal de clivagem que deve ser seguido corretamente.
A clivagem devera ser realizada com um corte firme unidirecional para tornar a área de interesse evidente.
Descalcificação: Tipos de descalcificadores: ácidos, histoquímicos, soluções descalcificadoras patenteadas, resinas de troca iônica e descalcificadores eletrolíticos.
Fatores na escolha do método de descalcificação: a urgência do material, o grau de mineralização ao tecido, a coloração a ser empregada e o tipo de fixador utilizado. Os descalcificadores mais utilizados em laboratórios de patologia são os a base de ácidos. Classificação dos ácidos:
Ácidos fracos: Utilizados em tecidos que possuem uma matriz óssea menos densa.
Ácidos fortes: Ação rápida, porem causam muitos danos ao tecido. Só devem ser utilizados em amostras que demandam muita velocidade e que apresentem uma grande quantidade de matriz mineralizada, como o fêmur e a tíbia. Podemos também utilizar os métodos histoquímicos, pois praticamente não promovem danos ao tecido. O principal representante deste grupo é o EDTA.
Procedimento de Descalcificação: Os tecidos mineralizados se já bem fixados devem ser lavados em água corrente. Em seguida deve ser envolto em uma gaze e amarrado com um barbante. O líquido descalcificador deve ser despejado em um frasco de boca larga. Com uma ponta do barbante deve ser amarrado em um bastão de vidro. O tecido é imerso na solução calcificadora, e o frasco é colocado sobre uma placa agitadora para acelerar a descalcificação. 
Ao término da descalcificação os tecidos devem ser lavados em água corrente. O material descalcificado assim como o material não mineraliza do seguem então para a clivagem e depois o processamento.
 Processamento: Procedimentos que visam substituir a água que se encontra nos tecidos por meio mais solido que possua resistência e dureza o suficiente para ser cortado. Etapas do processamento de tecidos: desidratação, clarificação e infiltração. Principais fatores que influenciam o processamento: o tamanho do espécime, os reagentes utilizados, espécie animal (moluscos, insetos), propriedades dos tecidos, presença de vácuo e temperatura durante o processamento.
Inclusão: Após o processamento é necessário que o tecido seja incluído em um molde de parafina. Durante a inclusão deve-se seguir algumas recomendações importantes que irão facilitar a microtomia, e ao mesmo tempo permitindo uma análise correta do fragmento.
Microtomia: Após a inclusão os blocos estão prontos para ser seccionados em fatias finas, assim permitindo a visualização das células e elementos extracelulares através da microscopia de luz. O equipamento responsável por realizar a microtomia é chamado de micrótomo.
Exemplos de substâncias adesivantes: albumina de mayer, gelatina, caseína, silano, entre outras. 
Com as lâminas identificadas, limpas e adesivadas podemos iniciar a microtomia. 
Congelação e criomicrotomia: Consiste na fixação física a frio por congelação, seguida do corte desse tecido ainda congelado. É o processamento empregado na rotina de centro cirúrgicos pois permite rápidos diagnósticos. 
Em geral nos laboratórios de patologias é utilizado o OCT que protege a amostra e forma uma estrutura de bloco que facilita a confecção dos cortes em criostato. Congelamentos que ocorrem em 0ºC a – 15ºC são considerados lentos ocorrendo a formação de gelexagonal que perfura a membrana das células e estruturas teciduais e causa extravasamento dos componentes tissulares. Os que ocorrem a – 50ºC a – 80ºC são considerados rápido, mas ocorrem a formação de cristais de gelo cúbicos que perfuram a membrana das células e o congelamento das estruturas extracelulares mais rápido do que a estruturas intracelulares.
Porem se este congelamento for muito rápido, quase imediato entre -170ºC a -190ºC ocorre a formação de gelo nitrio e não causa danos a amostra.
Coloração: Após a adesão dos cortes as lâminas eles deverão ser corados, o objetivo deste processo é tornar os tecidos visíveis ao microscópio com o auxílio de soluções corantes. Os fragmentos expostos em lâminas de vidro ao final da microtomia são transparentes e precisam receber corante para melhor visualizar e caracterizar suas células e componentes teciduais com o contexto histológico ou histoquímico.
Os corantes imprimem cores aos tecidos por mecanismos físicos e químicos. Após a coloração, as lâminas devem ficar em um meio de selagem permanente, para que analises futuras possam ser realizadas. A histotecnologia acelera o diagnóstico e da maior confiabilidade aos exames.

Mais conteúdos dessa disciplina