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Faculdade Dom Pedro II Prof: Raqueline de Moura Nascimento Aluno: João Marcos Oliveira Cruz PROFISSÃO DO ENFERMEIRO, RELACIONADO A ESTUDOS SOCIAIS E CULTURAIS No cenário atual, há uma a necessidade de que o profissional de enfermagem não tenha apenas práticas de atendimento somente a necessidade física do paciente, mas sim ter uma visão ética ampliada em relação à assistência que é prestada. E compreender a enfermagem como prática social significa ultrapassar suas dimensões técnicas, e vê-la como uma das muitas práticas da sociedade, com as quais compartilha a responsabilidade pela saúde. Usando o método da antropologia que proporciona um contato direto com o objeto de estudo, o enfermeiro deve fazer o estudo do homem com um todo, desenvolvendo assim o estudo das culturas, o estudo das diferentes sociedades sob a perspectiva da sua cultura. A antropologia como ciência da humanidade, nos dá a preocupação de conhecer o ser humano como um todo chegando assim a um tríplice aspecto, que são divididos em: • Ciência Social, tomando o homem como elemento que integra grupos organizados. • Ciência Humana, voltado para o homem como um todo, conhecendo sua história, crenças, costumes, etc. • Ciência Natural, que entrelaça o psíquico e o físico, está entre a mente e o corpo, e a sua evolução. Para isso, os enfermeiros necessitam desenvolver uma visão compreensiva e interativa das questões sociais e da saúde, em junção com a complexidade dessas áreas e as pluralidades da sociedade atualmente. Isso requer dos enfermeiros sensibilidade humana que se manifesta no interesse, respeito, atenção, compreensão, consideração e afeto pelo outro e pela comunidade. Também implica engajamento político na transformação do que é incompatível com a dignidade do ser humano, a fim de eliminar as desigualdades desnecessárias, evitáveis e fomentar o que faz viver bem e com qualidade. O enfermeiro deve seguir um processo evolutivo a assistência prestada, desenvolvendo novas formas de atendimento, tentando abranger o máximo do indivíduo com um todo. Seguindo o princípio de Nicolau Abbagnano, ele esclarece que a essência do significado do termo evolução é a de desenrolar, desenvolver, ou desdobrar, designando assim, movimento de natureza metódica, que gera novas espécies de mudanças. Mais especificamente, designa o processo de mudança através do qual algo novo é produzido de tal modo contínuo, que a identidade ou a individualidade do objeto original não seja violada. Tomando essa ideia surgem diversas perguntas como por exemplo: qual a visão dos enfermeiros em relação ao que acontece com o paciente, no período que ele está recebendo os cuidados? O que o enfermeiro deve fazer para garantir que os direitos e a privacidade do paciente não venha ser violados. A assistência do enfermeiro deve ser alvos de conversões, palestras, discussões em seminários, para tentar de certa forma, aproximar do ideal no que se refere ao bem-estar do paciente, aumentando assim o ângulo de visão em todas as áreas possíveis, criando um progresso nos cuidados de enfermagem. Utilizando os métodos da sociologia consegue-se ampliar os ângulos de visão para compreender o indivíduo como todo, segundo o sociólogo Max Weber a Sociologia “é uma ciência que se propõe compreender por interpretação os significados internos das condutas sociais e, deste modo, chegar à sua explicação causal. Uma conduta é social quando o significado que lhe é atribuído por um ou mais agentes humanos se refere à conduta de outrem e quando o seu desenvolvimento é orientado neste sentido”. É necessário a compreensão e estudo da sociologia, por conta do cenário atual de complexidade, sendo assim a figura do enfermeiro de modo geral devem saber driblar as crescentes exigências e fazer delas suas aliadas, procurando descobrir habilidades inovadoras e criativas de intervenção social, pondo em pratica a humanização no seu verdadeiro sentido, não só visualizando a doença, mas observar o paciente de forma geral. A sociologia funciona também como uma disciplina humanística, no sentido de aperfeiçoamento do espírito compreendendo melhor o comportamento dos outros, a sua própria situação e a sociedade como um todo. A Sociologia diz respeito às nossas vidas e ao nosso próprio comportamento, e estudar nós mesmos é o mais complexo e difícil esforço que podemos empreender”. Anthony Giddens. O enfermeiro deve ser capaz de exceder os limites do saber disciplinar, dos sistemas institucionalizados com foco na doença e, crescentemente, protagonizar novos espaços e práticas de promoção da cidadania. Aplicando o conhecimento da cultura, aderindo o relativismo, que é uma forma de encarar as outras culturas a partir do contexto onde ela acontece, entendendo, ou tentando entender a lógica dos outros. A melhor forma é excluindo o senso comum, que é um tipo de preconceito que impede a comunicação entre indivíduos “diferentes” prejudicando a assistência da enfermagem. A diversidade cultural não é muito grande, pois há regras morais que toda as sociedades têm em comum, como a regra da mentira, homicídios, essas regras não podem variar de sociedade para sociedade. A profissão da enfermagem, como várias outras que partilha a responsabilidade de prestar assistência à saúde, deve-se compreender também como uma pratica social, sendo uma profissão dinâmica, que deve ser sujeita a transformações constantemente, afim de incorporar reflexões sobre novos temas, ações a ser tomadas sobre novos problemas, pois o principio ético é o de manter ou restaurar a dignidade do corpo em todos os âmbitos, protegendo assim também a dignidade do paciente em todos os âmbitos. Em outras palavras, o enfermeiro deve ser capaz de não somente promover uma assistência técnica, mas promover um cuidado integral contextualizado, um cuidado que ultrapasse a lógica dos processos sistemáticos, das estruturas e dos resultados. Além disso, se nos considerarmos como ensinava Wanda Horta “Gente que cuida de gente”, poderemos nos aprimorar, e aprimorar o nosso produto que é o cuidado com a enfermagem, e conseguiremos traçar alianças com as pessoas de quem cuidamos, aprendendo com elas qual o cuidado que desejam, como e quando deve ser feito, trocando com elas experiências que transformarão a elas e a nós.