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22 Formas clínicas 1) Paracoccidioidomicose-infecção a. Ausência de sinais e sintomas clínicos, paracoccidioidina positiva 2) Paracoccidioidomicose-doença: a. Forma aguda-subaguda(grave): indivíduos jovens e com tropismo do fungo para o sistema monocítico-fagocitário: linfonodos, fígado, baço e medula óssea b. Forma crônica: adulto, principalmente homens: i. Unifocal: único órgão ou sistema é o pulmão ii. Multifocal(mista): tegumento/pulmonar: Clássico c. Associada à imunossupressão: HIV/AIDS, pós transplante, dçs auto- imunes, imunossupressores 3) Sequelar: DPOC, estenose e obstrução de VAS Formas clínicas Na maioria dos pacientes: a doença pulmonar primária é subclínica ou oligossintomática Envolvimento mucocutâneo: Comum na forma crônica do adulto lesões são frequentemente dolorosas e ulcerativas ou verrucosas; normalmente encontradas na face e nas mucosas nasal e oral Raro na forma aguda/subaguda/juvenil ******* Origem das lesões cutâneas: 1) Contiguidade: à lesões de cavidade bucal, linfonodos abscedados, lesão óssea fistulizando 2) Disseminação hematogênica: a partir do foco pulmonar adquirido por inalação do fungo 3) Excepcionalmente, por inoculação direta na pele Paracoccidioidomicose “Locus minoris resistentiae”: fixação de um fungo já em disseminação hematogênica, em área de trauma. Portanto não seria fruto de inoculação direta do agente. Paracoccidioidomicose Doença Forma aguda-subaguda: Th2 “Tipo juvenil”: crianças e jovens 1) Linfadenomegalias: a. Superficial: cervical, axilares e inguinais b. Profunda: mediastinal, para-ilíacos, mesentérica, para-hilar hepática e para-aórticos c. Linfonodos inicialmente firmes que coalescem, fistulizam, sem tendência a cicatrização(ao contrário do escrofuloderma) 2) Hepato e esplenomegalia, Icterícia Suboclusão intestinal, retenção biliar ou pancreática: compressão Comprometimento cutâneo por disseminação hematogênica *** Raro comprometimento pulmonar*** Comprometimento ósteoarticular não é comum: se ocorrer, as lesões ósseas são líticas e comprometem preferencialmento o gradeado costal, a clavícula e os ossos longos. 23 Forma Crônica: Th1 Forma clássica Paciente adulto, lavrador Reativação de foco quiescente pulmonar ou metastático, ou de reinfeccção exógena História clínica mais longa, recaídas mais freqüentes Associado a etilismo e tabagismo Clássica: Lesão mucosa + quadro pulmonar Lesão oral: ulcera rasa com microgranulações e pontilhado hemorrágico: Estomatite Moriforme Ordem de frequência***: Lábio inferior > mucosa jugal > gengivas > palato > pilar amigdaliano > língua Lesões são dolorosas, há sialorréia Lesões laringofaríngeas: não são raras, dificuldade de deglutição e rouquidão Acometimento pulmonar - 85,7% são do tipo intersticial difuso e pobres em sinais Diagnóstico Cultura: padrão ouro, SE POSITIVA (MAS É POUCO SENSÍVEL) Histopatologia: “na prática” é o padrão ouro, coloração: Prata ou PAS Exame micológico direto(KOH20%): escarro, fragmento de pele ou pus Sorologia: Sensib: 65%; Especificidade 95% Úteis no acompanhamento terapêutico, negativam no final do 1º ano de tratamento ELISA é o método sorológico mais sensível RX Tórax, Paracoccidioidina Histopatologia Hiperplasia pseudoepiteliomatosa, inflamação supurativa granulomatosa. Formas leveduriformes são encontradas dentro de células gigantes. São observados mais de um brotamento de base estreita, lembrando “roda de leme”. Exame direto Células de parede espessa esverdeada birrefringente, arredondadas a ovóides. Mais de um broto de base estreita são observados. Cultura em Ágar Sabouraud 25°C: após 20-30dias – Colônia branca aderida ao meio, radiada, com aspecto central de “pipoca estourada”. Micromorfologia: micélios hialinos com abaulamentos terminais ou a longo da hifa (clamidósporos) A 37°C: colônia leveduriforme de cor creme e aspecto cerebriforme. Micromorfologia: células redondas de diâmetros variáveis, reproduzindo-se por gemulação com células filhas conectadas por pontes estreitas (diferencia do Blastomyces dermatitidis: Blastomicose, pontes largas). Paracoccidiodina Intradermoreação: geralmente utilizada em inquéritos epidemiológicos Reações falso positivas em pacientes previamente infectados por H. Capsulatum Paracoccidioidomicose associada a Imunossupressão Associações: neoplasias, HIV, transplantes, imunossupressão e doenças linfoproliferativas 24 Tendência á doença disseminada: Lesões pulmonares, linfonodais, cutâneas e ósseas Lesões cerebrais: geralmente parenquimatosas Localização em genitália externa é extremamente rara e pouco descrita Reação intradérmica de Paracoccidioidina negativa Sorologia negativa ou fracamente positiva Respondem de maneira semelhante ao tratamento, porém apresentam maior taxa de recidiva e mortalidade Tratamento Gerais: tratar verminoses, melhora nutricional, diminuir alcoolismo e tabagismo Casos graves: Anfotericina B 0,5-0,75mg/kg 1xdia ou dias alternados (Anfotericina B lipossomal não se mostrou eficaz) EC: reação pirogênica, nefrotoxicidade, hipopotassemia Manutenção com sulfa reduz recaídas Leves ou moderados: Sulfa-trimetoprima: 2400mg 12-24 meses. Crianças 50mg/kg/dia 24 meses. EC: hipersensibilidade, hepatotoxicidade. Itraconazol: 200mg/dia 6-12 meses.EC: hepatotoxicidade Tratamento – Casos especiais Gestantes: Anfotericina B Insuficiência renal: Itraconazol ou outro azólico; Hepatopatas: Anfotericina B Infância: Sulfamídicos ou o Itraconazol Formas cerebrais: Fluconazol 200-400mg/dia Paracoccidioidomicose Acompanhamento: Mensal por 3 meses Bimestral por 12 meses Trimestral por longo prazo. Critérios de cura: 1) Clínico: desaparecimento dos sinais e sintomas 2) Radiológico: estabilização das imagens radiológicas pulmonares 3) Sorológico: negativação da reação ou persistência de títulos baixos por no mínimo 2 anos após interrupção do tratamento Prognóstico Se tratada: 1) 95% tem evolução favorável 2) Imunodeprimidos: mortalidade 30% mesmo com tratamento 3) Recaída: quando ocorre, em 75% dos casos será dentro dos 3 primeiros anos pós tratamento TED 2017 Com relação à paracoccidioidomicose, assinale a alternativa CORRETA. Na parede celular do fungo, o polissacarídeo α1-3 glucana ocorre na fase miceliana. A forma clínica aguda-subaguda ocorre em jovens, sendo o quadro mucoso frequente. A colônia do P. brasiliensis em temperatura ambiente é de cor creme e de aspecto cerebriforme. 28 a) Muito raramente, e em imunodeprimidos, pode haver transmissão de pessoa para pessoa b) A localização pulmonar, apesar de muito comum, não é considerada a principal porta de entrada c) A lesão da pele pode se iniciar na junção muco-cutânea por extensão direta da lesão mucosa d) Nas lesões bucais a língua não é comprometida TED 2002 40. A droga de eleição para o tratamento da paracoccidioidomicose com acometimento cerebral é: a) sulfa de eliminação lenta b) cetoconazol, em doses mínimas de 600mg/dia c) fluconazol, em doses de 200 a 400mg/dia d) cetoconazol associado às sulfas de eliminação lenta e) anfotericina B, endovenosa em doses de 2 a 3 mg/kg de peso por dia TED 2000 A Paracoccidioidomicose infanto-juvenil difere da do adulto por: a) Não apresentar forma linfonodular b) Ter comprometimento frequnte da mucosa c) Comprometer muito raramente os pulmões d) Não comprometer intestino delgado e) Não comprometer medula óssea Esporotricose É a micose subcutânea mais comum na América Latina Causada pelos fungos dimórficos: Sporothrix schenckii, S. albicans, S. inflata, S. luriei, S. brasiliensis, S.globosa e outros Atinge na maioria das vezes pele e subctâneo: Em imunodeprimidos pode atingir outros órgãos: Esporotricose sistêmica Ocorre em meio rural e urbano Pode ocorrer em qualquer idade: mais comum em adultos, em membros superiores, membros inferiores e face (esta mais comum nas crianças) Distribuição universal, sobretudo em regiões tropicais e subtropicais, com altas temperaturas e alta umidade Fungo encontrado no solo, plantas, gatos, cachorros, tatus, chimpanzés, iguanas, roedores, pássaros: Profissões: Agricultores, jardineiros, veterinários, caçadores, tratadores Aquisição: inoculação cutânea/traumática, especialmente através da vegetação, espinhos e madeiras Casos após a inalação já foram descritos, com disseminação sistêmica e cutânea (similar a histoplasmose outras infecções fúngicas dimórficas) Transmissão animal-homem é rara, mais comumente adquirida de gatos Nestes animais,o grande número de parasitas torna a transmissão possível até mesmo sem história de trauma Formas clínicas 1) Cutâneo-linfática: 69% dos casos 2) Cutânea-localizada: 27% 3) Cutânea-disseminada: rara 4) Extracutânea/Sistêmica: 4% 29 Forma Cutâneo-linfática: 69% dos casos Lesão inicial no ponto de inoculação >>>> após semanas a meses dissemina-se por linfáticos que drenam a área formando cordões e nódulos, alguns fistulizantes Membros: trajeto ascendente Face: trajeto descendente A lesão geralmente é indolor, se ulcera e há drenagem de pus Indivíduos não previamente inoculados? Forma Cutânea-localizada: 27% dos casos Lesão no ponto de inoculação Hospedeiro com alto grau de imunidade Exposição prévia? Clínica variada: nódulos, verrucosa, ulcerosa, gomosa, etc Pode haver cura espontânea Forma Cutânea-disseminada Rara, deficiência da resposta imune celular Inoculação, Inalação ou ingestão do fungo >>>> disseminação hematogênica >>>>> múltiplas lesões: gomosas, abcessos, pápulas, nódulos, molusco-símiles Condições: imunodepressão, AIDS, Forma Extracutânea/Sistêmica: 4% dos casos Disseminação de esporos via hematogênica após inalação ou ingestão Tropismo osteo-articular (monoartrite crônica progressiva) e lesões úlcero- necróticas, boca, faringe, nariz, olhos, pulmões, SNC, orqui-epididimite Imunodeprimidos, alcoolismo, AIDS, Diabetes, corticosteróides, imunossupressores Febre, queda estado geral Esporotricose Sistêmica Ossos, articulações, mucosas, olho, pulmão, orqui-epidimite Diagnóstico: cultura: padrão ouro! Micro-organismos não são facilmente visualizados pelo EMD ou HP Cultura (do pus ou tecidos) é o melhor exame para o diagnóstico definitivo da esporotricose Crescimento rápido: 3-5dias em Agar Sabouraud Microcultivo: conídios ovais ou piriformes formam um arranjo em grupos, no final do conidióforo como "margaridas" . Coloração a princípio branca, formando halo preto que progride até total escurecimento da colônia, reverso de coloração escura. Cultura Fungo dimórfico: • Fungos filamentosos ou mofos (com hifas septadas e conídeos) na natureza, • Leveduras nos tecidos vivos e a 37°C. 30 Histopatologia: Colorações de PAS, Gomori Raro encontrar o agente, sobretudo nas formas cutâneo-linfática e cutâneo-localizadas Inflamação supurativa e granulomatosa na derme e subcutâneo, inespecífica Quando associada ao corpúsculo asteróide é muito sugestiva de esporotricose. Corpúsculo asteróide: Aglomerados de proteínas filamentosas eosinofílicas, ao redor do antígeno (fungo) Não patognomônicos: Podem ser encontrados também na: Lobomicose, Esquistossomose Sarcoidose Histopatologia Inflamação supurativa e granulomatosa na derme e subcutâneo, inespecífica. Quando associada ao corpúsculo asteróide é muito sugestiva de esporotricose Histopatologia da Esporotricose em imunodeprimidos Numerosos fungos presentes, brotamentos de leveduras em formato de “cigarro”, “charuto” ou “naveta” PAS ou colorações de prata Diagnóstico laboratorial Exame direto: Raro encontrar o fungo Quando vistos: corpos ovais, redondos, em forma de charuto, quase sempre cercados por halo claro Reação intradérmica de Esporotriquina: Obtida da cultura de céls leveduriformes Leitura após 48h Alta sensibilidade Positiva nas formas localizadas, permanece positiva após a cura, positiva também em locais endêmicos Positiva ou negativa nas formas disseminadas/extracutâneas Em formas atípicas e extracutâneas: Imunofluorescência ELISA PCR Tratamento Solução saturada de iodeto de potássio VO Eficaz e de baixo custo Nem fungistática e nem fungicida, acredita-se que atue na melhora imunológica, efeito antiinflamatório. Inicia-se com 0,5-1g/dia(10-20gts) até atingir 20gts 3xdia: 3g/dia Tempo: até 2semanas após cicatrização (em média 6 semanas) Crianças máx 1,5g/dia Ingerir com leite ou suco de frutas Não deve ser administrado a gestantes e lactantes. EC: gosto amargo, iododerma, transtornos gastrointestinais e supressão da tireóide. Iodeto de potássio creme 10%: 1xdia nas formas cutâneas e cutâneo-linfáticas: eficaz, segura, sem E.C. e barato 31 Tratamento – Outras opções Itraconazol: Alta eficiência e fácil administração. Aumenta custo Imunossuprimidos, formas extensas e sistêmicas Fungistático 100-200 mg/dia, em casos graves 400mg/dia, mantido até 1 mês após cura clínica Crianças 3-6mg/kg/dia Não recomendado na gestação EC: Gastrintestinais, disfunção hepática Terbinafina: Fungicida, 250-1000mg/dia até 1 mês após cura. Não usar gestação. EC: gastrintestinal, neutropenia Tratamento – outras opções Fluconazol: Casos de sucesso na forma cutânea-localizada: 200-400mg/dia. Anfotericina B: Imunodeprimidos, falha com outras medicações, casos graves ou de doença disseminada Fungicida, altamente eficaz 0,25mg/kg-1mg/kg 1xdia ou dias alternados EC: nefro e cardiotoxicidade, hipertermia, flebite Cetoconazol: Descrito como opção, com resultados variáveis, baixo custo. Termoterapia: banhos controlados á temp de 45ºC, por 20minutos, 3xdia, 3-6meses. Boa opção para gestantes. Não se esquecer: Diagnóstico e tratamento dos animais contaminados: Fontes TED 2017 Assinale a alternativa que contém substâncias que não são utilizadas no tratamento da esporotricose. a) Iodeto de potássio, itraconazol, anfotericina B b) Fluconazol, iodeto de potássio, terbinafina c) Miltefosine, terbinafina, sulfametoxazol + trimetropim d) Anfotericina B, fluconazol, cetoconazol 33 a) O achado de estruturas leveduriformes no exame direto é frequente e auxilia o diagnóstico b) A reação de esporotriquina positiva indica doença ativa, porém não diferencia a forma clínica c) A cultura é o método mais importante no diagnóstico dessa doença d) Os corpúsculos asteróides, quando encontrados no exame histológico, são patognomônicos da doença TED 2012 Q18 – Uma das características, clínica ou laboratorial, da esporotricose sistêmica em paciente imunossuprimido é: a) Tropismo pelo sistema osteoarticular b) Fungos com multibrotamento na histopatologia c) Tropismo pelo sistema nervoso central d) Hipercalcemia e hiperuricemia TED 2010 Questão 20 Em relação à esporotricose, é CORRETO afirmar que a) se admite a participação de espécies outras que não o Sporothrix schenckii. b) o pulmão não faz parte da história natural. c) há tropismo pelo sistema reticuloendotelial nos pacientes imunossuprimidos. d) a forma linfangítica associa-se à imunossupressão. TED 2009 Na esporotricose associada a imunossupressão, é correto afirmar que: a) O comprometimento sistêmico é excepcional b) O tropismo para o sistema osteo-articular é inexistentec) As lesões de padrão úlcero-necrótico são predominantes d) Os fungos estão ausentes ao exame anatomopatológico TED 2007 Em relação à esporotricose zoonótica, pode-se afirmar que a) Os cães, tatus, roedores e pássaros não fazem parte da cadeia de transmissão da esporotricose b) A esporotricose zoonótica ocorre preferencialmente no meio rural c) O gato doméstico é a principal causa de transmissão humana no Brasil d) A terapêutica da esporotricose zoonótica é dificultada pela maior virulência do agente 35 a. “Fonsecaea compacta”: variante do F. Pedrosoi. Não deve ser mais considerada como espécie independente 2) Phialophora verrucosa 3) Cladosporium carrionii 4) Fonsecaea nubica 5) Fonsecaea monophora 6) Rhinocladiella aquaspera 7) Exophiala spinifera Cromomicose Fungos são encontrados no solo, vegetais, madeiras e frutos do babaçu(tipo de palmeira) em decomposição Apresentação clínica e morfologia das colônias muito similares Diferenciação baseada nas características microscópicas dos conídeos (tipos de esporulação/frutificação) Clínica: “Dermatite verrucosa” Pápula ou nódulo que progride para uma placa verrucosa ou granulomatosa, crônica Pontos enegrecidos/“blackdots”: crostas sero-hemáticas, em que os microorganismos seriam preferencialemente encontrados. Lesão pode ser anular: porção central evolui para a cura com cicatrização Podem coalescer e formar uma massa com múltiplos nódulos Múltiplas lesões podem existir entremeadas por pele normal Não invade tecidos profundos, respeita a fáscia muscular e músculos (diferentemente dos micetomas) Clínica Podem se disseminar por via linfática gerando lesões satélites Pode gerar incapacidade funcional: aumento de volume do membro, linfedema, elefantíase, acometer todo o membro Podem ocorrer lesões osteolíticas por contiguidade Predispôe a CEC: Diagnóstico diferencial: PLECT + CEC Investigação Exame direto: coleta deve privilegiar áreas com “blackdots”, corar com koh 20% Corpos escleróticos (muriformes ou fumagóides): Considerados uma forma intermediária entre a miceliana e leveduriforme, aspecto em “Grão de café” Cultura: Agar Sabouraud com cloranfenicol Cresce 2-4semanas Gêneros diferentes produzem colônias morfologicamente similares: Colônia cinza a negro, de crescimento filamentoso curto, aveludado com discreta elevação central Microcultivo: Útil para visualizar o tipo de esporulação/frutificação do fungo, o que auxilia na identificação da espécie Importante identificar a espécie em estudos e por particularidades no tratamento: F. Pedrosoi é menos suceptível ao Itraconazol 36 C. Carrioni: Itraconazol é a droga de escolha. Frutificação tipo Cladosporium: Esporulação acrógena e catenulada, esporos elípticos em cadeia. É o predominante na F. pedrosoi Frutificação do tipo Phialophora: O conidióforo tem a forma de vaso. Os esporos dispostos ao redor do conidióforo lembram um vaso de flores. Predominante na Phialophora verrucosa Frutificação do tipo Rinocladiela: Esporos dispostos na extremidade e ao longo do conidióforo. Predominante na Rinocladiella aquaspersa F. pedrosoi: podem ser encontrados os 3 tipos de frutificação. No exemplo: Cladosporum e Phialophora. Investigação - Histopatologia Hiperplasia pseudoepiteliomatosa, células gigantes, corpos escleróticos (fumagóides) acastanhados dentro de um infiltrado dérmico misto granulomatoso e neutrofílico. Os fungos podem ser vistos no HE devido á pimentação da parede. PAS ou Grocot Gomori (Prata) não aumentam a sensibilidade diagnóstica hitológica. Tratamento 1. Melhores resultados: Itraconazol 200-400mg/dia + crioterapia ou termoterapia 2. Crioterapia: lesões pequenas e isoladas: 30seg-4min vários ciclos 3. Termoterapia: difícil implementação pois a fonte de calor deve ser mantida entre 40-42graus. Bons resultados 4. Excisão cirúrgica com margem (devido disseminação linfática), cirurgia micrográfica, amputação: associada ou não a tratamento antifúngico sistêmico, Laser de CO2, Eletrocirurgia 5. Outros: a) Itraconazol 5-Flucitosina b) 5-flucitosina + Anfotericina B: superior á mototerapia ****Casos de resistência do F. Pedrosoi ao itraconazol Recidivas podem ocorrer 40 Estado imune: efeito significativo na gravidade da doença e na probabilidade da doença de disseminar. Incidência levemente maior nos homens: aumento da exposição ambiental e ocupacional Fungos encontrados nas plantas, solo e matéria em decomposição Clínica 1. Subcutâneas: “Cisto micótico”: Apresentação mais comum: decorrentes de traumas: nódulo ou cisto subcutâneo, assintomático, de cerca de 2 cm, mais comum em extremidades. Pode necrosar, abscedar ou ulcerar. Evolução crônica 2. Invasivas: derivada de foco pulmonar primário: SNC, Olhos, Coração, Ossos e articulações. Wangiella dermatitidis pode causar doenças cutâneas, neurológias e sistêmicas com mortalidade de 50% 3. Superficiais: infecções das mãos, pés e unhas, que mimetizam dermatofitoses tipo tinha, nas mesmas localizações (p. ex., Scitalidium hyalinum, S. dimidiatum) 4. Alérgicas: nariz, seios paranasais, sinusites e asma: Bipolaris spp., Curvularia spp. Histopatologia do cisto micótico Granuloma supurativo com estruturas fúngicas no interior da cavidade cística: hifas, pseudo-hifas pigmentadas, cél. de brotamento, leveduras Ocasionalmente, um corpo estranho (p. ex.,farpa), também pode ser observado Colorações: HE, PAS, Prata Granuloma supurativo com estruturas fúngicas no interior da cavidade cística (hifas, pseudo-hifas pigmentadas, cél. de brotamento, leveduras) Feohifomicose Cultura: idem cromomicose: Colônias marrom-pretas algodonosas Microcultivo: distingue o agente Exame direto: Tratamento Excisão cirúrgica: cistos, sinusite crônica invasiva Disseminada: Anfotericina B Outros: Calor local: “TERMOTERAPIA” Itraconazol 200-600mg/dia: lesões não acessíveis a cirurgia. Feohifomicose Sistêmica Imunocomprometido: infecção oportunista Evolução a partir de : Infecção cutânea/subcutânea/foco pulmonar Seios da face Contaminação cirúrgica Infusão venosa contaminada Clínica: Comprometimento do SNC, invasiva, grave Tratamento: Correção da imunodepressão, drenagem de abcessos Itraconazol Anfotericina B + 5-flucitosina 43 TED 2003 Na feo-hifomicose, quando as hifas se mostram despigmentadas na coloração pela hematoxilina/eosina, a técnica de coloração mais adequada para evidenciar o pigmento fúngico é denominada: a) Fontana-Masson b) Giemsa c) Pearls d) Periodic acid-Schiff (PAS) TED 2001 70. T06 - A feohifomicose é: a) relativamente freqüente, principalmente em adultos jovens portadores de leucoses b) é observada com maior freqüência em áreas sujeitas a traumas e caracteriza-se, quase sempre, por placas que simulam a cromomicose c) pelo fato de o agente etiológico ser idêntico ao da cromicose, os aspectos cLínicos são similares e, portanto, a maioria dos casos não é diagnosticado d) caracteriza-se em geral por lesão cística ou simulando abscesso e) caracteriza-se, na maioria das vezes, por lesões atípicas Micetomas e Botriomicose Micetomas (“Pé-de-Madura”, Maduromicose) Infecção crônica granulomatosa da derme e subcutâneo, geralmente assintomática, que pode se estender para fáscia, tendões, músculos e ossos Endêmica em zonas de clima tropical e subtropical Homens, 20-45 anos, ativ. Rural: Adquiridos do solo via inoculação direta na pele: pés são os locais mais comuns, seguidos pelas mãos, pernas e joelhos. Tríade: 1) Aumento de volume 2) Fístulas 3) Eliminação de grãos: colônias de micro-organismosfirmemente agrupados por substância cimentante. Variam de tamanho: milímetros até quase um centímetro Subtipos 1) Micetomas a. Actinomicetoma ou Micetoma actinomicótico: causado por bactérias filamentosas aeróbias da classe actinomycetales i. Mais prevalente nas Américas: no Brasil 75% dos casos ii. Evolução mais rápida e melhor resposta terapêutica b. Eumicetoma ou Micetoma eumicótico: causado por fungos verdadeiros i. Mais comum na África e Índia ii. Evolução mais lenta e maiores dificuldades terapêuticas 2) Botriomicose: Causada por bactérias verdadeiras, por exemplo: Staphylococcus aureus, P. aeruginosa, E.coli, Streptococcus sp, Proteus 45 Tratamento será diferente ao tratamento do Micetoma actinomicótico Formam tumefação tecidual quando invadem a pele e estruturas subcutâneas, vísceras e ossos Podem fistulizar e produzir grãos á semelhança dos micetomas mas exibem localização topográfica, etiopatogenia, tratamento e prognóstico que os distinguem dos actinomicetomas Pode ser Cervical, torácica, abdominal Actinomicose Endógena Associado à traumas na mucosa, cáries, extração dentária, aspiração ou deglutição da bactéria, metástase ou contiguidade Agente mais comum: Actinomyces israelli, que é parte da flora normal da boca Outros: Actinomyces naeslundii; Actinomyces viscosus; Actinomyces meyeri; Actinomyces odontolyticus Actinomicose endógena Cérvico-facial: Rara, mais comum em homens Infecção após manipulação dentária, gengivas, amigdalas, cáries, fraturas de face, má higiene bucal Torácica: Inicia-se com lesão pulmonar, abcessos, pacientes com doença pulmonar prévia, enfisema, asma, etc. Pode evoluir para mediastino, pleura, parede torácica, pele Abdominal: contiguidade por foco pulmonar, pélvico, trauma abdominal perfurante HP: infiltrado granulomatoso, microabcessos, grão actinomicótico Micetomas - Diagnóstico Exame direto do grão: KOH 10-20%: 1. Actinomicetomas: filamentos finos, agrupados, sem septos, com clavas na periferia 2. Eumicetomas: filamentos micelianos entrelaçados, com clamidósporos, sem clavas 3. Botriomicose: grão com células cocóides ou bacilos em meio a substância amorfa Cultura do grão ou secreção ou fragmento do tecido Microcultivo Anatomopatológico: Processo granulomatoso crônico, microabscessos, grãos conforme a etiologia Fenômeno de Splendore-Hoeppli* presente em Actinomicetomas e na Botriomicose Outros: RX, TC, RNM, USG: definir a presença e extensão do acometimento ósseo e partes moles. *Deposição de material amorfo, eosinofílico e hialino ao redor de organismos patogênicos, visto em algumas doenças fúngicas e parasitárias como reação antígeno-anticorpo local. Actinomicetomas Grão amorfo, filamentos finos e clavas na periferia Eumicetomas Grão grande, sem clavas na periferia, filamentos micelianos e clamidósporos. 46 Tratamento Actinomicetomas Formas leves: Sufa-Trimetoprim 1600-320mg/dia 6 meses ou Sulfa- trimetoprim 800-320mg/dia + Dapsona 100mg/dia 6 meses. Formas moderadas e graves: acrescentar amicacina 1g/dia 21 dias 3 ciclos com intervalo de 15 dias. Outros: Imipenem + amicacina Associar cirurgia + curetagem óssea Prognóstico melhor se diagnóstico precoce Eumicetomas Desapontador Anfot B, Ceto 400mg/dia, Itraconazol 400mg/dia Melhor opção: Cirurgia + associação do tratamento clínico Lesões crônicas: pouco responsivas, ás vezes amputação Outros: Voriconazol, Posaconazol Botriomicose: Cirurgia + tratamento orientado pelo antibiograma Sulfa-Trimetoprim, cefalosporinas, doxiciclina Se Gran – ou anaeróbios: clindamicina, metronidazol, cefalosporina de 3ª, aminoglicosídeos Semanas a meses Actinomicose endógena Penicilina cristalina 18-24milhões de unidades/dia EV 30 dias, seguida de penicilina oral ou amoxacilina 6-12 meses Outra opção: Penicilina cristalina + metronidazol 1500mg/dia e manutenção com amoxicilina Ou Amoxicilina + Ác. Clavulínico 1200mg/dia 4 semanas e manutenção com amoxicilina Abordagem cirúrgica pode ser necessária TED 2017 Quanto às características clínicas e epidemiológicas dos micetomas, assinale a alternativa CORRETA. a) Os locais anatômicos mais comuns de infecção são os pés, seguidos de mãos, tórax, abdômen, região cervicofacial e couro cabeludo. b) O envolvimento cutâneo é quase sempre bilateral, começando com uma pápula indolor. c) Na invasão de tecidos mais profundos, podem se formar cavidades nos ossos envolvidos, sendo esse quadro, desde o início, sempre muito doloroso. d) Os micetomas actinomicóticos são causados por bactérias aeróbicas e anaeróbicas, entre elas Acremonium falciforme e Pseudomonas aeruginosa. TED 2015 Quanto à actinomicose, é CORRETO afirmar: a) Actinomyces podem ser fungos filamentosos ou leveduriformes, dependendo do meio de cultura. b) A forma cervicofacial é a mais frequente e ocorre preferencialmente no paciente do gênero masculino com higiene dental precária. c) A infecção respeita o sistema nervoso central porque o agente etiológico não ultrapassa a barreira hematoencefálica. d) A droga de escolha é a anfotericina B intravenosa por 2 a 6 semanas, seguida de itraconazol oral por 6 a 8 meses. 47 TED 2006 - Os Micetomas podem ser causados por várias espécies de fungos (eumicetomas) e actinomicetos aeróbios (actinomicetomas). Classifique os agentes de micetomas listados na coluna da esquerda de acordo com a coluna da direita e escolha a sequencia correta: ( )Madurella micetomatis (1)eumicetoma ( )Curvularia lunata (2)actinomicetoma ( )Acremonium sp ( )Actinomadura madurae ( )Streptomyces somaliensis ( )Nocardia braziliensis a) 1,1,1,2,2,2 b) 1,2,1,2,1,2 c) 2,2,2,1,1,1 d) 2,1,2,1,2,1 TED 2004 22. No micetoma actinomicótico, a cor dos grãos da infecção causada por Nocardia braziliensis é: a) acastanhada b) esbranquiçada c) enegrecida d) avermelhada TED 2003 Na botriomicose, considera-se que: a) Actinomicetos são os agentes mais frequentes b) Clinicamente confunde-se com sicose c) O tratamento de escolha são os triazólicos d) O agente etiológico se organiza em grãos TED 2001 A botriomicose se caracteriza por: a) Pápulas ou pápulo-pústulas no ponto de inoculação do microorganismo b) Lesões eczematosas, piogênicas evoluindo para ulcerações recobertas por membrana fibrino-purulenta c) Tumoração vegetante e fistulosa com eliminação de pus d) Nódulos que se ulceram e podem atingir grandes dimensões, deixando cicatrizes deformantes quando regridem e) Placas ulceradas necróticas onde desenvolvem lesões papilomatosas vegetantes ou verrucosas que se recobre de crostas TED 2001 - Os eumicetomas: a) respondem bem ao tratamento com imidazólicos, particularmente quando o agente etiológico for a Nocardia braziliensis b) podem ser ocasionados por fungos do gênero Acremonium e respondem de modo irregular aos tratamentos com imidazólicos c) podem ser ocasionados por fungos do gênero Actinomyces e respondem bem à anfotericina B d) são ocasionados por fungos do gênero Nocardia ou Actinomyces e respondem bem às penicilinas na fase inicial do seu aparecimento e) apresentam excelente resposta terapêutica com o fluconazol 48 TED 2000 Na actinomicose endógena o tratamento de escolha é: a) Penicilina G b) Ampicilina em altas doses c) Sulfametoxazol/trimetoprima d) Cefalexina em doses muito baixas e) Cloranfenicol em altas doses Zigomicoses Entomoftoromicoses e mucormicoses Causada por fungos da classe dos Zigomicetos caracterizados por hifas cenocíticas (sem ou com raros septos) no tecido Ordem Mucorales Lichtheimia spp (Absidiaspp) Mucor spp Rhizopus spp Ordem Entomophthorales Conidiobolus spp Basidiobolus spp Mucormicose Micose profunda sistêmica, fungo oportunista Imunodepressão e Diabetes mal controlado/Cetoacidose: fatores de risco Ordem Mucorales: Gêneros principais: 1) Rhizopus spp. (60%) 2) Absidia spp. 3) Mucor spp. 4) Rhyzomucor spp. Outros: Rhizomucor e Cunninghamella Patogênese: Inalação de esporos > infecção respiratória (pneumonia ou sinusite) Ingestão de alimentos contaminados Lesões cutâneas necróticas: natureza angiocêntrica do patógeno, invasão vascular Epidemiologia Distribuição universal Fungos saprófitas de vegetais em decomposição, solo, frutas e pão Baixa virulência infecção relacionada a fatores predisponentes do hospedeiro. Prognóstico ruim: mortalidade de 75-80% em pacientes neutropênicos Quadro clínico Rinocerebral: inalação > estruturas nasais e paranasais > olhos, palato, faringe, pele, cérebro e meninges > edema facial, eritema e áreas de necrose, alterações visuais e proptose, alteração do nível de consciência Pulmonar: simula pneumonia, bronquite, pleurite > tosse, hemoptise Cutânea primária: úlceras, pústulas, lesões nodulares, necróticas Gastrintestinal: úlceras, perfurações, dor adominal, diarréia, melena, febre Disseminada 50 Entomoftoromicoses Basidiobolomicose E Conidiobolomicose Entomoftoromicose Micose subcutânea que engloba duas entidades histopatologicamente semelhantes, porém clínica e micologicamente distintas: Basidiobolomicose: 66% dos casos Conidiobolomicose: 34% dos casos Afetam hospedeiros imunocompetentes Mortalidade baixa (2%) mas recidivas elevadas Distribuição: Climas quentes e úmidos: no Brasil, região Nordeste Predominam em homens Fungos sapróbios do solo, detritos de vegetais, trato intestinal de peixes, répteis e anfíbios e no caso do Conidiobolus spp de insetos Portas de entrada: Inoculação direta: Picadas de insetos/Traumas Inalação e ingestão Basidiobolomicose Infecção subcutânea crônica causada pelo Basidiobolus ranarum Mais comum crianças, sexo masculino, 1ª década (80% < de 20anos) Clínica Nódulo subcutâneo solitário, indolor e indurado >>> evolui com edema das coxas ou nádegas e acometimento muscular Geralmente unilateral, membro superior ou inferior, pode atingir o tronco Conidiobolomicose Causada pelo Conidiobolus spp Mais comum: Conidiobolus coronatus Mais comum em homens de 15-45anos Clínica: lesões infiltradas em mucosa nasal e tecido subcutâneo adjacente Sinusite, epistaxe, coriza. Posterior invasão de subcutâneo e muscular. Bilateral e assintomática. Casos avançados com deformidade intensa Entomoftoromicoses - diagnóstico Exame direto: hifas largas, sem ou com raros septos, com angulação de 45-90°: AMBAS Cultura: Ágar sabouraud-dextrose com cloranfenicol Cultivo em lâmina: individualização/zigósporos típicos Anatomopatológico: Reação supurativa rica em eosinófilos. Hifas cenocíticas (sem ou raros septos) com angulação de 45-90°, envoltas por reação eosinofílica: Fenômeno de Splendore-Hoeppli Anatomopatológico- PAS Hifas cenocíticas (sem ou raros septos) com angulação de 90°, envoltas por reação eosinofílica: Fenômeno de Splendore-Hoeppli Anatomopatológico- Prata Hifas cenocíticas (sem ou raros septos) com angulação de 90° 51 Tratamento Basidiobolomicose e Conidiobolomicose Droga de escolha: Solução saturada de iodeto de potássio VO 40mg/kg/dia mantido por 4-6 semanas após a cura Tem ação antifúngica direta. Outros: Sulfa-trimetoprim, Itraconazol ou Anfot B. Lacaziose Doença de Jorge Lobo, Blastomicose Queloidiana, Lobomicose Lacaziose Infecção cutânea profunda, crônica, restrita á pele e subcutâneo, de evolução benigna e bom prognóstico, caracterizada predominantemente por nódulos cutâneos que lembram quelóides Predominância na região Amazônica, regiões tropicais e subtropicais, de clima quente e úmido, florestas densas, rios e igarapés Descrita também em golfinhos Predomina em adultos, 20-40anos H:M 10:1, atividades rurais, lavradores, seringueiros Causador: Lacazia loboi (sinônimos: Loboa loboi e Paracoccidioides loboi) Lacazia loboi Saprófita do solo, vegetais e água Apresenta-se abundantemente nos tecidos sob a forma de células leveduriformes arredondadas ou ovalados, dupla membrana birrefringente Fungo demáceo: Possui melanina na sua parede, ao contrário do P. Braziliensis Multiplica-se por gemulação simples, diâmetro uniforme, formas catenuladas (em cadeia/rosário), 3 a 6 células Ainda não foi possível seu cultivo Epidemiologia Hospedeiro imunocompetente Acredita-se que seja inoculado no homem por traumatismos ou ferimentos pré- existentes Periodo de incubação: 1-2anos Raros quadros generalizados Autoinoculação exógena? Contiguidade Disseminação via linfática? Clínica Pápulas e nódulos, lesões queloideanas Lesões verrucosas, úlceras, cicatrizes Locais mais acometidos:*** 1º - Membros inferiores 2º - Pavilhões auriculares Ausência de comprometimento visceral ou adenopatia satélite Evolução crônica Não há registro de comprometimento de mucosas Pode haver infecção secundária e degeneração carcinomatosa Diagnóstico EMD: obtido por escarificação ou curetagem das lesões. Riqueza de parasitas 54 Imunossuprimidos, AIDS: 80-90% dos casos(CD4<50), frequentemente desenvolvem doença disseminada Diminuição da incidência: uso de fluconazol preventivo e da terapia antirretroviral no HIV Prognóstico ruim, mortalidade > 80% sem tratamento Formas clínicas: Lesões cutâneas: presentes em 5-10% dos casos: Predominam em tronco e face: Papulonódulos, pústulas, úlceras, abscessos, herpes-símile ou molusco-símiles. MUITAS VEZES PRECEDE A MANIFESTAÇÃO SNC 1) Pneumonia: Restrita aos pulmões em 90% dos casos. Sintomas: Tosse, hemoptise, febre 2) SNC: meningoencefalite Diagnóstico Material: escarro, LCR, pus, fragmento de biópsia, urina Exame micológico direto: leveduras encapsuladas, cápsula não se cora(negativo) pela tinta da China(Nanquim) Cultura: Colônia leveduriforme Anverso: Mucóide, úmido, viscoso. Branco no início, torna-se creme, pardacento e escorre no tubo de cultura(“doce de leite”) Reverso: claro Sorodiagnóstico: Alta sensibilidade (90%) boa especificidade. Falso positivo: AR HP: leveduras esféricas, cápsula de mucopolissacáride, aspecto radiado Colorações: mucicarmim, azul de toluidina, PAS Tratamento: Anfotericina B deoxicolato 20mg/dia 10 semanas (dose total 2g) + Fluorocitosina 150mg/kg/dia VO Anfot B lipossomal Itraconazol: formas leves e moderadas Manutenção: Fluconazol 400 a 800 mg/dia Peniciliose Agente Etiológico: Fungo dimórfico Penicillium marneffei Ocorre em imunossuprimidos: 80% dos casos relacionados á AIDS 30% dos pacientes com AIDS no Sudeste da Ásia são portadores Endêmico no sudeste da Ásia e na China Acredita-se que o seu reservatório seja os ratos dos bambus Transmitida por inalação, Inoculação ou ingestão Afeta pele, medula óssea, fígado e baço: semelhante à histoplasmose Lesões cutâneas: Pápulas molusco-símiles, Nódulos necróticos, Lesões acneiformes Nas mucosas observam-se úlceras e abcessos Peniciliose – Fase Leveduriforme a 37º Microcultivo - Células leveduriformes ovais ou elípticas septadas, dispostas linearmente simulando hifas artosporadas 55 Peniciliose – Fase Miceliana 25º Microcultivo: hifas septadas hialinas e conídios com aspecto de pincel Anatomopatológico: Granulomas frouxos ou bem constituídos Reações supurativas Leveduras redondas ou ovais dentro dos histiócitos ou extracelular, semelhantes ao H. Capsulatum,mas com septos transversos Sorologia: aglutinação de látex e ELISA Tratamento: Não tratada geralmente é fatal Itraconazol: Primeira escolha formas leves e moderadas Anfot B: formas graves Aspergilose Micose oportunista causada por fungos Aspergillus spp. Imunossupressão, neutropenia, AIDS e uso crônico de corticóides: maiores fatores de risco para aspergilose invasiva Espécies mais comuns: A. fumigatus e o A. flavus Clínica: 1) Aspergilose cutânea primária: queimaduras, traumas, feridas cirúrgicas, cateteres intravenosos 2) Aspergilose cutânea secundária(mais comum): os conídeos são inalados > infecção pulmonar primária > disseminação para a pele 3) Aspergilose disseminada: SNC, rins, coração e pulmões Microcultivo: Conidióforo: haste de parede lisa, vesícula(cabeça arpergilar) em clava; células conidiógenas seriadas Coccidiodomicose Causada pelos fungos dimórficos, altamente virulentos, Coccidioides immitis e C. posadasii Ocorre predominantemente no verão e no outono, no sudoeste dos EUA, norte do México e Américas Central e do Sul Homens, jovens, áreas rurais Inalado via partículas de poeira São os fungos mais virulentos já descritos Tratamento recalcitrante Clínica: Infecção assintomática: 60% dos pacientes Pulmonar aguda Pumonar crônica Disseminação para a pele e outros órgãos: depende de vários fatores do hospedeiro: verrucosa, pápulas, pústulas, nódulos, úlceras, abcessos, cicatrizes Pacientes HIV: lesões molusco-símiles Cutânea Primária: rara, inoculação: pápulas, nódulos, placas verrucosas, úlceras e abscessos 56 Exame direto: Pus, aspirado brônquico, escarro, LCR, fragmento de biópsia: presença de esférulas com parede birrefringente e endosporos Histopatológico: PAS, Grocot ou HE. Rinosporidiose Infecção crônica, granulomatosa, mucocutânea causada pelo Rhinosporidium seeberi - protista aquático relacionado a um grupo de parasitas de peixes e anfíbios Endêmico no Brasil, Região Nordeste Homens 8:1, 30-50 anos Transmissão: Inoculação dos esporos em águas estagnadas, açudes(represas) e areia. Quadro clínico: Mucocutânea: Lesões polipóides avermelhadas com “pontos” esbranquiçados(que correspondem aos cistos), pequenas, friáveis Raramente lesões sésseis Locais: Membranas mucosas, nasal(80% dos casos), orofaringe, ocular(conjuntiva e saco lacrimal), uretra, genitália, laringe, cavidades paranasais e pele ***Lesões nasais: mais comum em homens ***Lesões oculares: mais comum nas mulheres Diagnóstico: Exame Direto: cistos com trofozoítos HP: Cistos de R. Seeberi em diferentes estágios de maturação Esporângio: No seu interior esporangiósporos são eliminados através de um poro, sendo lançados na intimidade dos tecidos. Cultura: Ainda não cultivado em laboratório. Tratamento: Cirúrgico: exérese e eletrocoagulação Infiltração com Anfotericina B Recidiva em 50% dos casos TED 2003 A exérese cirúrgica associada á eletrocoagulação é a melhor conduta terapêutica na: a) Actinomicose b) Mucormicose c) Botriomicose d) Rinosporidiose Prototecose Rara, não é verdadeiramente uma doença fúngica Causa: implantação das algas aclorofiladas P. Wickerhamii (principal), P. zopfii, P. stagnora Introduzida na pele via trauma, frequentemente no local de exposição á água contaminada Prototecose Clínica: placas cutâneas solitárias, ás vezes eczematosas, nódulos ou úlceras, bursite olecraniana As extremidades são os locais mais envolvidos Imunocompetentes: doença crônica, estável Imunossuprimidos: doença disseminada, incluindo alguemia 57 Tratamento: Difícil, excisão cirúrgica e antifúngicos sistêmicos (anfotericina B) são mais eficazes em imunocompetentes • As células são esféricas ou elípticas, de tamanho variável. • Esporângios são multicelulares. Células pequenas são produzidas por ruptura do esporângio. Tratamento: Itraconazol, Fluconazol e Anfot B intralesional: formas localizadas Anfotericina B EV: formas cutâneas extensas ou sistêmicas Voriconazol Exérese cirúrgica Debridamento + tratamento clínico Micoses Sistêmicas Oportunistas Indivíduos com imunodeficiências primárias ou secundárias *** Mais comuns: Candidose e Aspergilose Seguem-se: Zigomicoses(Mucormicose), Feohifomicoses e as Hialohifomicoses(Peniciliose, Fusariose, Scedosporium, Adiaspiromicoses, Acremonium, Scopulariopsis, Paecillomyces, etc) Pacientes HIV: Histoplasmose, coccidioidomicose, peniciliose e criptococose disseminadas Patógenos são comumente encontrados no ambiente: Aspergillus e Zigomicetos: solo e vegetação em decomposição Cryptococcus neoformans: dejetos das aves, pombos Penicillium marneffei: sudeste da Ásia, ratos dos bambus Candida: biota da pele e do trato gastrointestinal TED 2017 QUESTÃO 68 Assinale a alternativa que contém fungos demáceos. a) Acremonium recifei e Aspergilllus spp b) Scytalidium dimidiatum e Alternaria spp c) Scopulariopsis brevicallis e Penicillium spp d) Fusarium spp e Scedosporium spp EMC SBD As espécies de fungos relacionadas são dimórficas quanto à temperatura, exceto: a) Histoplasma capsulatum b) Coccidioides posadasii c) Cryptococcus neoformans Fungos dimórficos 1) Micoses profundas com lesões molusco-símiles 2) Histoplasmose 3) Criptococose 4) Peniciliose 5) Esporotricose (anais sbd 2011) 6) Coccidioidomicose