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História e Fundamentos da Fisioterapia

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História e Fundamentos da Fisioterapia
Introdução
Nesta disciplina, apresentaremos a ciência da Fisioterapia e discutiremos o exercício profissional e a autonomia do fisioterapeuta.
Trata-se de uma disciplina contextualizada com todas as outras que estão direcionadas à formação profissional, contempladas sob os pontos de vista ético, deontológico, político, sociocultural e do exercício profissional em suas mais diversas áreas de atuação propriamente ditas.
Nosso intuito é facilitar o seu entendimento e engajamento consequente à sua futura categoria profissional.
Objetivos
 Formar uma visão científica e crítica sobre a Fisioterapia e construir, ao longo do semestre, uma visão ampla da profissão, abrangendo aspectos históricos, deontológicos, sociais, mercadológicos, econômicos e políticos da categoria.
 Conceituar Fisioterapia e definir os direitos e deveres do exercício profissional do Fisioterapeuta na sociedade;
 Reconhecer as práticas privativas do Fisioterapeuta dentro de uma relação interdisciplinar;
 Discutir a relação da Fisioterapia com sua história no mundo e no Brasil;
 Conceituar os principais recursos fisioterapêuticos introduzindo suas formas de aplicação;
 Reconhecer o objeto de estudo e trabalho e as áreas de atuação do fisioterapeuta na atualidade;
 Engajar-se com a profissão e assumir o compromisso com sua futura categoria profissional baseado na premissa de que a formação se dá no início da graduação.
 Basear-se nos aspectos essenciais para a formação de um profissional de saúde de excelência com competências e habilidades técnicas que propiciem um exercício profissional com qualidade, ética e humanismo.
Bibliografia
Básica
MAYWORM, S. H. História e Fundamentos de Fisioterapia. Livro texto da disciplina. 2015.
PINHEIRO, G. B. Introdução à Fisioterapia, Série Physio/Fisioterapia Prática, 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Grupo Gen/Guanabara Koogan/Lab, 2009.
REBELATTO, J. R.; BOTOMÉ, S. P. Fisioterapia no Brasil, 2. ed. São Paulo: Manole, 2008.
Complementar
LIANZA, S. Medicina de Reabilitação. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
MUNIZ, J. W. C.; TEIXEIRA, R. da C. Fundamentos de administração em fisioterapia. São Paulo: Manole, 2005.
O'SULLIVAN, S. B.; SCHMTZ, T. J. Fisioterapia: avaliação e tratamento. 4. ed. São Paulo: Manole, 2004.
ROUQUAYROL, M. Z.; ALMEIDA FILHO, N. Epidemiologia & saúde. 5. ed. Rio de Janeiro: MEDSI, 2003.
FORTES, P. A. C. Ética e saúde: questões éticas, deontológicas e legais – autonomia e direito do paciente, estudo de casos. São Paulo: EPU, 2002.
Introdução
Imagine a cena: Você chega a uma festa familiar onde encontra pessoas que não tem contato há algum tempo. Ao cumprimentar uma tia, ela de uma forma agradável lhe fala: - Soube que entrou para a faculdade. Estou muito orgulhosa! Qual curso você está fazendo?
Você responderia, entusiasmado: - Fisioterapia!
E ela: - O que é Fisioterapia? Com o que você vai trabalhar? O que você responderia? Saberia tirar a dúvida de sua tia?
Gostaria que refletisse sobre isso por alguns minutos.....
Acredito que alguns de vocês tenham respondido – é reabilitação; ou – é uma técnica; ou outra coisa simples para conceituar Fisioterapia.
Nessa aula, teremos a oportunidade de apresentar o conceito de Fisioterapia e como ela se apresentou no processo histórico. A imagem que ela tem para a sociedade e o que ela é, na verdade.
Vamos lá!
Objetivos
Apresentar o conceito de Fisioterapia;
Compreender o conceito de Fisioterapia;
Apresentar a evolução histórica da Fisioterapia no mundo.
Créditos
Clara Marinho
Revisora
Ana Carolina
Designer Instrucional
Daniel de Abreu
Web Designer
Rafael Jourdan
Desenvolvedor
Conceito de Fisioterapia
A sociedade não sabe, na verdade, o que é Fisioterapia e com que ela trabalha. A sociedade acha que trabalhamos com fraturas, problemas de derrames (acidente vascular encefálico), crianças que têm problemas para andar (encefalopatias crônicas da infância), problemas respiratórios (enfisema ou pacientes internados em hospitais), dentre outras complicações e técnicas de tratamento.
Diante disso, vamos iniciar nossa aula explicando o que é Fisioterapia, mas caberá a você levar essas informações para a sociedade como um futuro fisioterapeuta.
Vejamos a definição de Coffito:
"É uma ciência da saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas, na atenção básica, média complexidade e alta complexidade. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da biologia, das ciências morfológicas, das ciências fisiológicas, das patologias, da bioquímica, da biofísica, da biomecânica, da cinesia, da sinergia funcional, e da cinesia patológica de órgãos e sistemas do corpo humano e as disciplinas comportamentais e sociais" (COFFITO, 2013).
Retomemos a introdução de nossa aula e o exemplo que demos do encontro entre você e sua tia. Acreditamos que sua resposta, quando questionado(a) sobre o que era a fisioterapia, foi: trata-se de uma ciência. Estamos certos?
Normalmente, achamos que Fisioterapia é uma técnica, movimentos ou, até mesmo, reabilitação, mas estamos errados.
A Fisioterapia é uma Ciência e, como Tal,
tem como base as pesquisas desenvolvidas na área e está sempre em evolução.
No Brasil, ela existe há quase 50 anos – é muito nova,
se a compararmos com a medicina ou enfermagem – mas já evoluiu muito,
como veremos em nossa disciplina.
Ao longo de nossa aula, veremos mais detalhadamente essa evolução.
Vejamos algumas outras observações que devemos considerar a respeito do conceito de fisioterapia:
Tratamento e prevenção
A fisioterapia não somente trata, mas estuda, promove saúde funcional e previne disfunção de órgãos e sistemas de todo o corpo humano. A sociedade sempre a enxerga como tratamento e recuperação de lesões, mas a fisioterapia também previne e esse é um ponto positivo e importante, visto que quando prevenimos, não teremos pessoas incapacitadas funcionalmente e um menor número de pessoas internadas ou acamadas. Então, como futuros profissionais de saúde, temos que visualizar a prevenção e a promoção em saúde
Cinesia
O objeto de estudo da fisioterapia é a cinesia, o movimento relacionado à função de órgãos e sistemas do corpo humano. E por isso nosso diagnóstico é chamado de “diagnóstico cinesiológico funcional”, que teremos oportunidade de estudar mais à diante. Nosso olhar sempre será para detectar a função e a disfunção dos diversos órgãos. Para o médico, o diagnóstico do paciente pode ser uma tendinite, mas o fisioterapeuta terá que investigar a causa (disfunção) que levou o paciente a adquirir a tendinite. Não tratamos a tendinite, mas sim, a sua causa – a disfunção, propriamente, dita. Daí, a nossa grande diferença dos outros profissionais de saúde.
Atenção aos três níveis de complexidade
A fisioterapia tem ações nos cuidados à saúde do indivíduo nos três níveis de complexidade. Na atenção básica, junto à promoção de saúde, com ações de educação na saúde, junto à prevenção de disfunções, de forma individual e coletiva. Também atua na atenção à saúde na média complexidade, em clínicas e consultórios, quando tratamos nossos pacientes e na alta complexidade, quando atuamos nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), em Institutos do Câncer e em Clinicas de Reabilitação, junto a equipes multidisciplinares.
Mecanismos terapêuticos
A fisioterapia faz uso de mecanismos terapêuticos próprios de sua área, com base nas ciências básicas. Utiliza procedimentos que envolvem o conhecimento de recursos físicos e naturais, de ação isolada ou conjunta, como a eletroterapia – uso da corrente elétrica, crioterapia – uso do gelo, termoterapia – uso do calor, hidroterapia – uso da água, fototerapia – uso da luz, massoterapia, cinesioterapia e mecanoterapia – uso do movimento, da cinesia - que teremos oportunidade de discutir nas aulas

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