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História e Fundamentos da Fisioterapia

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As doenças cerebrovasculares quase sempre deixam sequelas que levam à limitação da locomoção humana ou incapacidade física e funcional. Por exemplo: os Acidentes Vasculares Encefálicos (AVEs).
O perfil de mortalidade da população brasileira no decorrer do século XX apresenta diminuição da mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias (DIP) e aumento dos óbitos por doenças do aparelho circulatório, por doenças neoplásicas (câncer) e por causas externas. Os episódios de violência, especialmente os acidentes de tráfego, além de produzirem considerável número de óbitos, possuem grande poder incapacitante e têm gerado grandes contingentes de sequelados.
A dinâmica das transformações socioeconômicas, nas últimas quatro décadas, tem impactado profundamente no trabalho. A implantação da gestão “pelo estresse”, a crescente intensidade do trabalho, o aumento da pressão, do controle, da responsabilização, da competição entre os trabalhadores e da sobrecarga mental e emocional adoecem nossos trabalhadores. Crescem e diversificam-se as formas de sofrimento e as doenças ligadas ao exercício do trabalho: fadiga generalizada, dores musculares, estresse, ansiedade, angústia, depressão, medo, esgotamento profissional (síndrome de Burnout), síndrome do pânico, LER/DORT e problemas cardíacos.
A população brasileira, antes considerada “jovem”, ou seja, com uma população predominantemente concentrada entre as idades mais novas, passou agora a ser considerada “adulta”, o que significa que o número de pessoas nas faixas etárias menores está menor e o número de pessoas mais velhas, maior. Essa dinâmica revela o expressivo envelhecimento populacional brasileiro nas últimas décadas. Nota-se, também, que a população feminina experimentou um crescimento mais acentuado que a masculina. A predominância das mulheres entre os idosos é um padrão internacional, o que deu origem ao termo “feminização da velhice”. E por quê? Porque o homem não se cuida preventivamente. A saúde da população idosa merece especial atenção, em virtude de a longevidade trazer consigo limitações na funcionalidade do aparelho locomotor, restringindo a deambulação e marcha dos idosos.
Fisioterapia e o novo perfil populacional brasileiro
É comum termos dúvidas sobre o mercado de trabalho quando escolhemos a profissão que iremos seguir. Vejamos, então, algumas considerações a respeito da importância da fisioterapia para esse novo perfil populacional brasileiro:
O estresse, o envelhecimento e o trabalho levam a incapacidades funcionais que são objetos de estudo e trabalho de um fisioterapeuta
A educação na saúde deve estar presente na promoção e prevenção a saúde na gestação, na infância, na adolescência, na idade adulta e no envelhecimento.
Clínicas de estética, atividades como as massagens que aliviam o estresse da vida moderna, os spas urbanos e academias movimentam uma cadeia que esbanja vigor. Segundo dados do Sebrae Nacional, entre 2010 e 2015, o número de registros nesse segmento foi multiplicado por cinco, com um incremento de 567%, somando 482,4 mil novos empreendedores.
No setor público e em hospitais, o fisioterapeuta pode, ao longo da carreira, assumir funções de coordenação de equipes nos cuidados da saúde e de uma cidade saudável. Outra linha profissional é a da gestão. Há profissionais atuando em órgãos como a Agência Nacional de Saúde (ANS) e outros Programas de saúde e Projetos municipais, estaduais ou federais.
Mas, atenção, como vimos nas aulas anteriores, precisamos ter não apenas conhecimento, mas competências e habilidades para atuarmos no cenário atual do mercado de trabalho!
Isto porquê...
Novas atuações surgiram, exigindo qualificações dos fisioterapeutas diferentes das que existiam até então. Há grande demanda por profissionais com conhecimentos mais específicos – análises epidemiológicas, análise do ambiente de trabalho, elaboração de projetos e propostas de intervenção.
Ter uma boa comunicação, uma escrita clara, certamente pode ampliar suas oportunidades no mercado de trabalho. Dominar o português, tanto na oralidade quanto na escrita, demonstra que ele tem um nível básico de educação e que está preparado para se comunicar em situações diversas, sejam elas com seus colegas de trabalho e clientes. Dominar outro idioma é um “plus”.
A leitura frequente de livros, revistas ou jornais bem escritos, é fundamental. Mas, principalmente, o exercício da capacidade de entender e selecionar informações, interpretá-las em determinado contexto e tirar as próprias conclusões.
Por fim, uma educação continuada é fundamental para sua entrada e manutenção nesse mercado de trabalho seletivo.
Atividade
Defina, a seguir, cada especialidade da fisioterapia:
1. Fisioterapia Pediátrica e Neonatológica
2. Fisioterapia Gerontológica
3. Fisioterapia Dermato Funcional
4. Fisioterapia do Trabalho
5. Fisioterapia Uroginecofuncional e Obstétrica
6. Fisioterapia Neurofuncional
7. Fisioterapia Traumato-Ortopédico-Funcional
8. Fisioterapia Respiratória
GABARITO
1. Especialidade que utiliza de métodos e técnicas próprias para o tratamento de enfermidades de recém-nascidos, crianças e adolescentes.
2. Estuda, previne e trata as disfunções decorrentes do processo de envelhecimento, mediante a administração de condutas fisioterapêuticas, prevenindo problemas funcionais e promovendo a recuperação funcional global de pessoas idosas.
3. Especialidade da Fisioterapia que diagnostica, estuda e trata as afecções dermatológicas e intertegumentares.
4. Atua em empresas e/ou organizações detentoras de postos de trabalho, intervindo preventivamente e/ou terapeuticamente de maneira importante para a redução dos índices de doenças ocupacionais.
5. A Fisioterapia aplicada à uroginecologia tem como principal objetivo a prevenção e o tratamento de disfunções urinárias, fecais e sexuais, por meio de recursos diversos, entre eles a reeducação do assoalho pélvico e musculatura acessória, os quais serão submetidos a exercícios de fortalecimento. A Fisioterapia Obstétrica se baseia em promover uma melhor adaptação da mulher às mudanças do seu corpo no período de gestação, preparando todas as suas estruturas para o parto.
6. Área da Fisioterapia que visa ao estudo, diagnóstico e tratamento de distúrbios neurológicos que envolvam ou não disfunções motoras. A fisioterapia neurofuncional induz ações terapêuticas para recuperação de funções, entre elas a coordenação motora, a força, o equilíbrio e a coordenação. A terapêutica em Fisioterapia neurológica baseia-se em exercícios que promovam a restauração de funções motoras, de forma a resolver deficiências motrizes e aperfeiçoar padrões motores, com importante fundamentação nos princípios neurofisiológicos da facilitação neuromuscular proprioceptiva.
7. Estuda, diagnostica e trata as disfunções musculoesqueléticas, de origem ortopédica ou decorrente de traumatismos, além de doenças de origem reumatológica. Utiliza os recursos terapêuticos para aumentar a capacidade de movimentação, estimular a circulação e diminuir as dores de pacientes com fraturas, traumas musculares e entorses.
8. Conjunto de procedimentos fisioterapêuticos que visam melhorar a dinâmica respiratória, remover secreções brônquicas, obtendo assim melhor função respiratória. Além das técnicas manuais, existem diversos equipamentos que auxiliam na obtenção destes resultados.

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