A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
60 pág.
História e Fundamentos da Fisioterapia

Pré-visualização | Página 2 de 16

6 e 7, exclusivas para discussões sobre recursos terapêuticos.
Modelo biopsicossocial
Outro aspecto relevante em seu conceito está relacionado à sua perspectiva que tem como referência o modelo biopsicossocial, com visão global do aspecto físico dos sistemas do corpo humano, além dos aspectos comportamentais e sociais. Ela proporciona uma visão integral do ser e do adoecer que compreende as dimensões física, psicológica e social. O ser humano não é só físico. Ele tem aspectos psicossociais que deverão ser levados em conta, tanto na avaliação, quanto em seu tratamento. Ele tem estória de vida, que deverá ser relevante, tanto em sua avaliação, quanto em seu tratamento.
História da fisioterapia no mundo
A Fisioterapia é uma ciência tão antiga quanto o homem. Surgiu com as primeiras tentativas de nossos ancestrais de diminuir uma dor esfregando o local dolorido e evoluiu ao longo da história da humanidade com a sofisticação, principalmente, das técnicas de exercícios terapêuticos, que eram largamente utilizados na recuperação dos soldados feridos na Grécia antiga e como ginástica de manutenção da saúde em Esparta.
"Quando um homem se machucava durante a caça ou luta, ele esfregava o local com as mãos, para aquecê-lo, e mergulhava o membro machucado na água para aliviar a dor", na verdade, são os dois princípios básicos da fisioterapia até hoje: a massoterapia (massagem com as mãos) e a hidroterapia (tratamento com água).
Vamos ver a história da fisioterapia relacionada aos diversos momentos: 
Antiguidade
período compreendido entre 4.000 a.C. e 395 d.C. - havia uma forte preocupação com as pessoas que apresentavam as chamadas "diferenças incomodas"; um termo utilizado para abranger o que na época era considerado "doença". Havia uma preocupação em eliminar essas "diferenças incomodas” através de recursos, técnicas, instrumentos e procedimentos. Os agentes físicos já eram utilizados para reduzir essas diferenças. Não existiam fisioterapeutas, mas os médicos na Antiguidade conheciam os agentes físicos e os empregavam em terapia. Já utilizavam a eletroterapia sob forma de choques com um peixe elétrico no tratamento de certas doenças (REBELATTO e BOTOMÉ, 1999)
Idade Média
Relembrem das aulas de História no ensino média - as doenças eram consideradas como algo a ser exorcizado. Foi um período onde ocorreu uma interrupção dos estudos na área da saúde. A cultura e dominação religiosa eram muito presentes, gerando inúmeras consequências, dentre elas, a desvalorização do corpo e da própria saúde, pois, sendo o corpo considerado apenas como um mero recipiente do espírito caberia os cuidados e a valorização apenas ao espírito, a alma. Segundo Lindman (1975):
“As ordens religiosas eram inimigas do corpo. Os hospitais da Idade Média tinham caráter eclesiástico, estavam junto dos mosteiros mais importantes e suas salas de enfermos encontravam-se imediatamente ao lado das capelas, havia, inclusive, altares na sala dos enfermos, não havendo local apropriado para a realização de exercícios”.
Renascimento
Volta a aparecer alguma preocupação com o corpo saudável, por ter sido um período marcado por transformações em muitas áreas da vida humana (artes, filosofia e ciências). A cinesioterapia, um dos recursos da fisioterapia, ganhou teóricos e adeptos, a ponto de, no século XVII, terem surgido obras consistentes sobre os fundamentos da ginástica.
Industrialização
Após o Séc. XVIII - volta o interesse pelas "diferenças incomodas" - doenças. O novo sistema maquinizado aperfeiçoava a crescente produção industrial e trouxe o excesso e trabalho, onde a população oprimida era submetida às exaustivas e excessivas jornadas de trabalho. As condições alimentares e sanitárias eram precárias provocando novas doenças como as epidemias de cólera, tuberculose pulmonar, alcoolismo, e os acidentes do trabalho. Surge então a preocupação das classes dominantes para não perder ou diminuir a sua fonte de riqueza e bem estar gerados pela força de trabalho das classes baixas. Plágio.
Século XX
O exercício físico e as outras maneiras de atuar caracterizam a Fisioterapia no século XX. Durante a 2º Guerra Mundial surgem as escolas de Cinesioterapia, para tratar ou reabilitar os lesados, ou mutilados que necessitavam readquirir um mínimo de condições para retornar a uma atividade social integrada e produtiva. Essas escolas de centros de reabilitação surgem principalmente na Europa e América do Norte, onde essa realidade era cruel
Século XX Começaram a surgir então as primeiras definições de fisioterapia, porém todas dando ênfase na reabilitação e também como ramo de trabalho e não como ciência. Segundo Botomé e Rebelatto (1999) a Fisioterapia passa a fazer parte da chamada "Área da Saúde" e foi evoluindo no decorrer da história. Teve seus recursos e formas de atuação quase que voltadas exclusivamente ao atendimento do indivíduo doente, para reabilitar ou recuperar as boas condições que o organismo perdeu. As formas de atuação da fisioterapia já evidenciavam: atuação terapêutica através do movimento (cinesioterapia); através da eletricidade (eletroterapia); através do calor (termoterapia), do frio (crioterapia), da massagem (massoterapia). Vemos que a história nos designa a tratar e não, a prevenir. Um grande erro. Uma visão que a sociedade ainda tem de nossa classe. O fisioterapeuta ainda não se mostrou presente em ações de prevenção e promoção a saúde para mudar essa lógica. Na próxima aula teremos a oportunidade de ver nossa história também relacionada a tratamentos e recuperações, distanciando-nos das ações preventivas.
Para saber mais sobre os assuntos estudados nesta aula, sugerimos:
Visite a página do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, e pesquise sobre a profissão que veio buscar na faculdade:
http://www.coffito.org.br
História e fundamentos da Fisioterapia / Aula 2 - Evolução histórica da profissão no Brasil, seu surgimento e legalização
Introdução
Como vimos na aula anterior, os anos pós-guerra deram início ao crescimento das clínicas de reabilitação, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos da América do Norte. Tínhamos muitos incapacitados pela guerra nesses países. No Brasil, não tivemos tantos, mas passávamos por alguns grandes problemas: em São Paulo, crescia o número de indústrias e também o de indivíduos acometidos pelos acidentes de trabalho.
Este número, no Brasil, apresentava-se como um dos maiores da América do Sul, e essa expressiva faixa populacional precisava ser reabilitada para reintegrar o sistema produtivo do país. No Rio de Janeiro, tínhamos uma epidemia de poliomielite. Na década de 50, a incidência de poliomielite atingia índices alarmantes. Crescia o número de indivíduos portadores de sequelas motoras que necessitavam de uma reabilitação para sua inclusão na sociedade.
Nesta aula, teremos a oportunidade de discutir esses assuntos e relacioná-los ao processo histórico da Fisioterapia.
Anos 50 no Brasil
Nos anos 50, vivemos os governos de Getúlio Vargas (que se matou em 1954) e de Juscelino Kubitschek, os quais fomentaram o processo de industrialização nacional:
pela substituição de importações (iniciado por Vargas);
pela abertura ao capital externo para investimento;
pelo planejamento estratégico (como no caso de JK.);
pela construção de uma infraestrutura (como rodovias, hidroelétricas e aeroportos);
pela promoção da indústria de base e de produção de bens de capitais, fundamentais para a produção nacional,
Um dos símbolos maiores desse processo de modernização foi a construção de Brasília, nova capital do país, inaugurada no início dos anos 60.
Anos 50 e a saúde no Brasil
Mas e na área da saúde, quais foram as mudanças na década de 50?
Dois fatos importantes devem ser considerados: a industrialização, favorecendo o adoecimento dos indivíduos, e o surto de poliomielite no Estado do Rio de Janeiro.
Em 1951, surgiu no Brasil, na USP, o primeiro curso para a formação de técnicos em fisioterapia, pois já tínhamos alguns

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.