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APOSTILA DIR. CONSTITUCIONAL II   PROF. RENATA VELO

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ser objeto de leis delegadas: 68, §1º: 
a) competência exclusiva do CN: 49 da CF; 
b) competência privativa da CD ou SF: 51 e 52 da CF 
c) Lei complementar 
d) legislar sobre:1) poder judiciário e MP; 2) nacionalidade, cidadania, direitos 
individuais, políticos e eleitorais e 3) planos plurianuais e orçamentos. 
- delegação: 
a) típica: não há apreciação pelo CN 
b) atípica: há apreciação, veda emenda. 
 
Caso concreto: 
A Empresa Brasileira de Tecnologia é uma estatal que pesquisa e produz 
tecnologias de ponta para o Brasil. Grande orgulho nacional, é também grande 
empregadora, social e ambientalmente responsável, tendo sido classificada como 
uma das 10 melhores empresas para se trabalhar no mundo. Este ano ela vai 
completar 10 anos de fundação. Após algum debate sobre a conveniência, ou não, 
de um evento comemorativo, o Governo Federal decide por realizar uma grande 
festa pública com shows gratuitos, emissão de selo comemorativo pela EBTC 
(Correios), criação e entrega de um prêmio “mentes pensantes” para pessoas que 
se destacaram na área na última década. Ocorre que o debate sobre a realização 
do evento deixou pouco tempo para organizar tudo. Assim, como a situação era 
urgente e a causa relevante, o Governo Federal decide emitir uma Medida 
Provisória para dispensar as licitações da empresa de produção dos shows, da festa 
de premiação e ainda para permitir empenho de despesas mesmo sem 
comprovação prévia. Um parlamentar a oposição considera absurdo a contratação 
sem licitação e chama seu escritório de advocacia para ajudar. É cabível a edição 
de MP neste caso? 
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Leitura recomendada: 
 
Ler capítulo correspondente do Livro Didático Direito Constitucional. 
 
 
 
 
Plano de aula 11: Poder Executivo: Exercício do Poder 
Executivo: 
 
Resumo: 
 
 
Teoria geral da separação de Poderes: 
- Aristóteles: antiguidade grega: três funções distintas a serem exercidas pelo 
soberano. 
- Montesquieu: correspondência entre divisão funcional e divisão orgânica: tais 
funções típicas seriam exercidas por órgãos distintos. (Teoria de freios e 
contrapesos). 
- Os Estados adotaram a referida teoria com abrandamento: cada órgão exerce 
funções típicas e atípicas: 
 
a) Legislativo: 
- executiva: cargos, férias, licenças e servidores. 
- jurisdicional: Senado julga o PR nos crimes de responsabilidade. 
 
b) Executivo: 
- legislativa: Medida provisória. 
- jurisdicional: PAD. 
 
c) Judiciário: 
- legislativa: Regimento interno. 
- executiva: licenças, férias serventuários. 
 
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- Poder é uno e indivisível: funções é que se repartem para órgãos distintos. 
- Cláusula pétrea: artigo 60, § 4º, III da CF. 
 
- Presidencialismo X Parlamentarismo: 
Forma de Estado: modo de exercício do poder político em função de um território 
(descentralização política): Estado Federado X Estado Unitário. 
Forma de Governo: modo como se dá a instituição do poder na sociedade: 
hereditariedade ou temporalidade no exercício do poder e representatividade 
popular: Monarquia X República. 
Sistema de Governo: modo como se relacionam os Poderes Legislativo e 
executivo: independência ou co-responsabilidade: Presidencialismo X 
Parlamentarismo. 
 
- O Brasil adota o presidencialismo como sistema de governo desde a primeira 
Constituição da República de 1891. 
 
- Já tivemos duas experiências parlamentaristas no Brasil: 
a) 1847: Dom Pedro 2º - nomeou o primeiro-ministro (De um lado, manteve o poder 
político de Pedro 2º, na medida em que não era o Parlamento, mas o próprio 
imperador quem escolhia o primeiro-ministro. De outro, desassociou a figura do 
imperador das crises políticas do 2° Reinado, uma vez que, existindo um primeiro-
ministro, era sempre ele quem era destituído do cargo para responder às pressões 
políticas). 
 
b) 1961: Com a renúncia de Jânio Quadros, João Goulart para assumir teve que 
fazer acordo (EC 09/1961), prevendo que em 1965 seria feito um plebiscito, que foi 
antecipado para janeiro de 1963 e aí ganhou o presidencialismo. 
 
c) 1993: plebiscito: República e Presidencialismo. 
 
- Parlamentarismo: 
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- Poder Executivo: Chefe de Estado e Chefe de Governo. 
a) Chefe do Estado: funções internacionais e unidade interna. 
b) Chefe de Governo: quem governa. 
 
- O chefe de Estado é escolhido por voto ou pelo parlamento (República) ou recebe 
o cargo por hereditariedade (monarquia). 
- O chefe de governo é indicado pelo chefe de Estado e aprovado pelo legislativo 
após a elaboração de um plano de governo. 
- O Chefe de Governo precisa do apoio do parlamento, caso não tenha, pode ser 
por ele destituído. 
- O chefe de Estado pode dissolver o parlamento e convocar novas eleições se ele 
não compuser maioria estável para apoiar o Chefe de Governo. 
 
- Presidencialismo: 
- Concentração: chefe de estado, de governo e da administração: Presidente da 
República. 
- Ministros são nomeados para auxiliar o PR e podem ser destituídos sem 
motivação. 
 
- Diferenças: 
PRESIDENCIALISMO E PARLAMENTARISMO: 
a) Independência entre os poderes Legislativo e Executivo X interdependência; 
b) Mandatos com prazos certos X não há prazo determinado (nem o chefe de 
governo e nem o parlamento); 
c) Chefia monocrática X chefia dual; 
d) responsabilidade do governo perante o povo X responsabilidade do governo 
perante o parlamento. 
 
- Estrutura: 
- Âmbito Federal: Presidente, vice-presidente, Ministros de Estado e Conselhos da 
República e Conselho da Defesa. 
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- Conselho da República: artigo 89 da CF composição. (caso concreto). 
 
- Âmbito estadual e distrital: Governador e vice-governador e secretários. 
- Âmbito municipal: Prefeito, vice-prefeito e secretários. 
- Âmbito territorial: Se tiver mais de 100.000 habitantes: Governador nomeado 
pelo Presidente da República após aprovação do Senado Federal (não é o 
Congresso nacional): artigo 33, § 3º e 52, III, c e 84, XIV da CF. 
Obs: Além disso: órgão judiciários de primeira e segunda instância, membros do 
MP, defensores públicos e câmara territorial com competência deliberativa. 
 
- Todos mandatos de 4 anos: reeleição para um único período subseqüente. 
 
- Subsídio dos chefes do Executivo: 
a) PR: Dec. Leg. CN: art. 49, VIII; 
b) Gov: lei de iniciativa da AL: art. 28, § 2º; 
c) Prefeito: lei de iniciativa da CM: art. 29, V. 
 
 
- Decretos autônomos: 
 
- O artigo 84, IV da CF: O PR deve sancionar, promulgar e publicar leis bem como 
expedir decretos para a sua fiel execução. (decretos regulamentares). 
- Artigo 49, inciso V: sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem 
do poder regulamentar. 
- fonte secundária do direito. 
- Entender de modo contrário fere o princípio da separação de poderes. (cláusula 
pétrea). 
- A partir da EC 32/2001: artigo 84, VI: passamos a ter exemplos reais de decretos 
autônomos: admitindo o STF inclusive ADI genérica. 
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- Sobre: 
 
a) organização e funcionamento da administração federal quando não implicar 
aumento de despesa e nem a criação ou extinção de órgãos públicos, 
 
b) extinção de funções ou cargos públicos quando vagos. 
 
- Simetria: Executivo estadual quando cabível – STF: Governador do Estado. 
 
Caso concreto: 
 
1 - Determinado governador de estado editou decreto para regulamentar texto 
legal. Mas o decreto contém dispositivos que extrapolam a competência 
regulamentar, inovando naordem jurídica. Diante desses dispositivos inquinados 
de ilegalidade, a Assembléia Legislativa poderá: 
 
a) corrigir o ato normativo mediante emenda, adequando-o aos limites legais. 	
b) argüir, perante o tribunal de justiça, a inconstitucionalidade dos dispositivos