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APOSTILA DIR. CONSTITUCIONAL II   PROF. RENATA VELO

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à ordem ou decisão judicial: 
- STF/STJ/TSE: requisita ao PR: Decreta: 36, § 3o da CF. (não há controle político 
do CN e o decreto de intervenção limitar-se-á a suspender a execução do ato 
impugnado se a medida for suficiente). 
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- Outro órgão do Judiciário: dirige-se ao STF e se este entender necessário: 
requisita ao PR. 
 
3) artigos 34, VI, 1o parte e 34 VII: art. 36, III da CF:
 
a) Recusa a execução de lei federal (ação de executoriedade de lei federal); 
b) Ofensa aos princípios constitucionais sensíveis (ADI interventiva): 
b.1) Forma Republicana, sistema representativo e regime democrático; 
b.2) Direitos da pessoa humana;
 
b.3) Autonomia municipal. 
- PGR: representa: STF: nega provimento (arquiva) ou dá provimento: requisita ao 
PR: Decreto: 36, § 3o da CF. 
- Intervenção estadual: Artigo 35 da CF: 
A) ofício:
 
1) Deixar de ser paga sem motivo de força maior a dívida fundada, por dois 
anos consecutivos;
 
2) Não forem prestadas contas devidas;
 
3) Não for aplicado o mínimo da receita municipal em saúde e educação. (198, 
§ 2o e 212 da CF).
 
- Gov: Decreta: AL (controle político). 
 
B) Provocada: 
1) Inobservância dos princípios da CE e CF;
 
2) Prover a execução de lei;
 
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3) Prover a execução de ordem ou decisão judicial. 
PGJ: representa: TJ: nega provimento (arquiva) ou dá provimento: requisita ao Gov: 
Decreto: 36, § 3o da CF. 
Caso concreto: 
Veja a notícia abaixo: (Disponível em: 
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,rio-pede-r-14-bilhoes-ao- governo-
federal-e-negocia-intervencao-branca,10000080737 ) “Rio pede R$ 14 bilhões ao 
governo federal e negocia intervenção branca. Sem capacidade financeira para 
pagar suas contas, governo do Rio tenta convencer Temer a liberar um novo 
socorro, e aceitaria a indicação de um nome para gerir as finanças do Estado; 
equipe econômica resiste a uma nova ajuda”. Considerando a teoria constitucional, 
o que se entende por Intervenção Branca? 
 
Leitura recomendada: 
(1) (NOTÍCIAS UOL) https://noticias.uol.com.br/ cotidiano/ultimas-
noticias/2016/09/14/f alencia-ou-intervencao-federal-o-que-vem-apos-a-
calamidade-no-rio.htm 
(2) (G1) 
http://g1.globo.com/economia/noticia/ 2016/11/meirelles-descarta-
possibilidade-de-intervencao-federal-no-rio- de-janeiro.html 
(3) (NOTÍCIAS STF) http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp? Id 
Conteudo=120304 
 
 
Plano de aula 5: Da defesa do Estado e das Instituições 
democráticas: Estado de Defesa e Estado de Sítio: 
Resumo: 
- Título V: Defesa do Estado e das instituições democráticas: 
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a) Estado: território, povo, organização e soberania.
b) Instituições 
democráticas: equilíbrio entre os grupos de poder. 
- A CF estabeleceu no Título V:
	
a) Instrumentos para manter ou restabelecer a ordem em momentos de 
anormalidade: sistema constitucional de crises: estado de defesa e estado de 
sítio; 
b) Instrumentos de defesa do país ou sociedade: Forças armadas e segurança 
pública. 
- Estado de defesa e Estado de Sítio: 
- Requisitos: 
a) necessidade: hipóteses taxativas previstas na CF;
 
b) temporariedade: períodos definidos;
 
c) proporcionalidade: correlação entre os fatos e as medidas. 
Caso contrário: arbítrio, golpe de estado e ditadura. 
- Legalidade extraordinária: (substitui a legalidade ordinária): Fortalecimento do 
poder do Estado e restrição ou suspensão dos direitos e garantias individuais 
expressamente previstas na CF. 
- Estado de Defesa: Art. 136 da CF: 
- Hipóteses de decretação: 
1) Pressuposto material:
 
- Necessidade de preservar ou restabelecer em locais restritos e determinados 
a ordem pública e a paz social ameaçadas por:
 
a) Grave e iminente instabilidade institucional;
 
b) Calamidades de grandes proporções na natureza. 
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2) Pressuposto formal:
 
- São três:
 
a) oitiva dos conselhos da República e Defesa (não vinculam- arts. 89/91 CF); 
b) Decreto presidencial (prazo, área abrangida e medidas coercitivas).
 
c) oitiva do CN. 
- O Decreto que institui o estado de defesa deve conter: art. 136 da CF:
 
a) Tempo de duração: 30 dias, prorrogável uma vez, por mais 30 dias; 
b) Áreas abrangidas: locais restritos e determinados; (estado de sítio: âmbito 
nacional). 
c) Medidas coercitivas: 
- Medidas: Art. 136, § 1º: 
1) Restrição ao direito de: 
a) reunião;
 
b) sigilo de correspondência;
 
c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;
 
d) restrição à garantia prevista no art. 5º, LXI: prisão em flagrante ou por ordem 
escrita e fundamentada da autoridade judicial. 
2) Prisão: 136, § 3º: 
- Prisão por crime contra o Estado pode ser executada pelo executor da medida; 
- Comunicada imediatamente ao juiz, que será acompanhada de declaração pela 
autoridade do estado físico e mental do detido no momento da atuação;
 
- Cabível requerimento do preso de exame de corpo de delito à autoridade policial. 
- Juiz pode relaxar a prisão se for ilegal;
 
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- Prisão não pode ser superior a 10 dias, salvo se autorizada pelo Judiciário;
 
- Vedada a incomunicabilidade do preso; 
3) Ocupação e uso temporário de bens e serviços público (no caso de 
calamidade pública). 
- Controle: 
1) Político: 
a) Imediato:
- Art. 136, parágrafo 4º e 7º: O PR após a decretação ou prorrogação 
do estado de defesa submeterá o ato com a justificação ao CN, em 24 horas, que 
decidirá por maioria absoluta no prazo de 10 dias: se rejeitado cessa o estado de 
defesa imediatamente. 
Obs1: se o CN estiver em recesso será convocado extraordinariamente em 5 dias. 
(136, parágrafo 5º) 
Obs2: O CN deve ficar funcionando enquanto vigorar o Estado de defesa (136, 
parágrafo 6º). 
b) Concomitante:
- Art. 140 da CF: A mesa do CN designará comissão composta 
de 5 membros para acompanhar e fiscalizar as medidas referentes ao Estado de 
defesa. 
c) Posterior: 
- Art.141, parágrafo único da CF: Após cessado o estado de defesa as medidas são 
relatadas pelo PR ao CN com especificação e justificação das providências 
adotadas (pode ser caracterizado crime de responsabilidade). 
2)Jurisdicional: 
a) concomitante: Haverá responsabilização pelos atos que ultrapassem os limites 
das restrições previstas na CF. 
b) posterior: 141 da CF: também haverá responsabilização pelos ilícitos cometidos. 
No estado de defesa as imunidades parlamentares permanecerão. (artigo 53: 
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julgados pelo STF; desde o diploma não serão presos, salvo flagrante de crime 
inafiançável e por crime ocorrido após a diplomação será dada ciência à casa que 
por maioria dos membros pode até decisão final sustar o andamento da ação). 
Estado de sítio: art. 137, 138 e 139: 
- 2 tipos: Estado de sítio repressivo e Estado de sítio defensivo: 
1) Estado de sítio repressivo: 
- Pressupostos materiais (hipóteses de decretação):
 
a) comoção grave de repercussão nacional ou
 
b) ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medidas tomadas 
durante o estado de defesa. 
- Pode ser decretado por sucessivos prazos de até 30 dias e é decretado em âmbito 
nacional.
- Medidas do art. 139 podem ser tomadas: 
a) obrigação de permanecer em localidade determinada;
 
b) detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes 
comuns; 
c) restrições relativas à inviolabilidade de correspondência, ao sigilo das 
comunicações, à prestação de informações; e à liberdade de imprensa, 
radiodifusão e televisão (não inclui a difusão de pronunciamentos de 
parlamentares efetuados em suas casas legislativas, desde que liberada pela 
mesa).
 
d) suspensão da liberdade de reunião;
 
e) busca e apreensão em domicílio; 
f) intervenção nas empresas de serviços públicos; 
g) requisição de