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APOSTILA DIR. CONSTITUCIONAL II   PROF. RENATA VELO

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-CPI apura/investiga não julga. 
 
- CPI estaduais: simetria. 
 
- Limites: 
 
- Tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais: poderes que o 
juiz tem na fase de instrução processual: ouvir indiciados, inquirir testemunhas sob 
pena de condução coercitiva; requisitar informações de órgãos públicos ou 
documentos. 
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a) Fundamentar as suas decisões, sob pena de nulidade (art. 93, IX da CF): Cabe 
HC ou MS contra decisões não fundamentadas; 
 
b) Decisões colegiadas, sob pena de nulidade; 
 
c) Em obediência ao pacto federativo a CPI nacional só investiga questões 
nacionais (interesse ou impacto nacional), as estaduais e municipais incumbem a 
assembleia ou câmara; 
 
d) Nexo causal com a gestão da coisa pública (contrariedade a bens, serviços, 
interesses que envolvam a União ou a sociedade como um todo e não a devassa 
na vida de pessoas ou instituições): tem que haver repercussão de interesse 
público. 
 
 
- Poderes da CPI: 
 
a) Requisitar de repartições públicas documentos e informações; 
 
b) Determinar a realização de perícias e demais diligências; 
 
c) Inquirir testemunhas, que podem ser conduzidas coercitivamente e ser 
penalizadas por falso (podem ser particulares ou autoridades públicas); 
 
d) Ouvir investigados, resguardando-lhe o direito ao silêncio (direito ao silêncio tanto 
testemunhas quanto investigados: proíbe-se a obrigação de produzir provas contra 
si próprio). 
 
Obs1: Resguardo do sigilo profissional. 
Obs 2: Podem ser acompanhados por advogado (não tem direito ao contraditório). 
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e) Quebrar sigilo bancário, fiscal e de dados, inclusive telefônico. 
 
f) Busca e apreensões genéricas. 
 
 
- Proibições da CPI: 
 
a) atos de natureza cautelar: prisão temporária ou preventiva (E prisão em 
flagrante? Desacato, falso testemunho?) indisponibilidade de bens, seqüestro, 
impedir que o investigado saia da comarca; obstaculizar o trabalho dos advogados); 
 
b) autorizar a quebra do sigilo das comunicações telefônicas (justificadas e não 
podem dar publicidade fora da CPI); 
 
c) busca e apreensão domiciliar; 
 
d) quebrar sigilo imposto a processo que corre em segredo de justiça. 
 
Caso concreto: 
 
José resolveu candidatar-se ao cargo de Deputado Federal. Não se elegeu por 05 
votos! Ficou como 1.o suplente do seu partido. Apesar da derrota eleitoral, como 
teve muitos votos, foi chamado para uma reunião do partido na Câmara dos 
Deputados. Passeando pelos corredores viu que em uma sala ocorria um debate 
da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre a constitucionalidade de um 
Projeto de Lei. Assistia atento ao debate quando observou que um parlamentar do 
seu partido, que era o referido PL, estava bastante exaltado e gritava ao microfone 
chamando a vários de seus colegas deputados de “vagabudos”. O parlamentar teve 
o som do seu microfone cortado e assim foi forçado a parar de argumentar. José, 
indignado, não pensou duas vezes, dono de uma voz poderosa, começou a 
argumentar no mesmo sentido que o parlamentar antes fazia. Quando foi solicitado 
a calar-se, enervou-se mais e disse que era suplente e estava trabalhando enquanto 
os outros todos ali eram “vagabundos”, “ganhavam sem trabalhar”, “não serviam 
para nada” e que “deveriam era fechar o congresso”. José e o parlamentar de seu 
partido foram contidos pela Polícia do Legislativo e indiciados pelos crimes de injúria 
e desacato. Descreva como ficaria a situação de cada um dos Réus. 
 
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Leitura recomendada: 
 
(1) (CONJUR). Disponível em: http://www.conjur.com.br/2008-mar- 
17/advogado_direito_fiscalizar_trabalhos_cpi?pagina=4 ; 
 
(2) GOMES, Enéias Xavier. DA CRÍTICA DE HANS KELSEN ÀS IMUNIDADES 
PARLAMENTARES. Disponível em: 
https://aplicacao.mpmg.mp.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/1132/R%20DJ%
20critica%20Kelsiana%20- %20Eneias%20Xavier.pdf?sequence=1; 
 
 
(3) Ler capítulo correspondente do Livro Didático Direito Constitucional II. 
 
 
Plano de aula 8: Poder Legislativo: Estatuto dos 
Congressistas: 
 
Resumo: 
 
 
- Estatuto do Congressista: Garantias constitucionais dos parlamentares: 
- Parlamentares: Garantias - Deputados Federais, Estaduais e Senadores: 
 
a) imunidade material: civil e penal: art. 53 da CF: 
- Deve haver nexo com o mandato: não responde civil ou penalmente por suas 
opiniões, palavras e votos praticadas no exercício de sua função parlamentar. 
- Mesmo fora do recinto parlamentar? 
- Mesmo ao fim do mandato mantém a imunidade sobre atos praticados durante o 
mandato? 
 
b) Imunidade formal: quanto à prisão: art. 53, parágrafo 2º da CF: 
- Desde a diplomação: prisão só em flagrante por crime inafiançável. 
- Mesmo por crime anterior ao mandato? Sim. 
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- Neste caso de prisão em flagrante, os autos serão remetidos à respectiva casa, 
em 24 horas para que a maioria de seus membros (maioria absoluta) decida sobre 
a prisão; 
- voto aberto 
- E por sentença penal condenatória? Também. 
 
c) Imunidade formal: quanto ao processo: sustação do andamento do 
processo por crime ocorrido após a diplomação: art. 53, parágrafo 3º da CF: 
- Só crimes ocorridos após a diplomação. 
- O STF dá ciência à casa, que, por provocação de partido político nela representado 
poderá pedir a sustação do andamento da ação que será decidida por maioria de 
seus membros (maioria absoluta) sustar o andamento da ação. 
- voto aberto. 
- Apreciado em 45 dias. 
- Suspende a prescrição. 
 
d) Privilégio de foro: desde a expedição de diploma: art. 53, parágrafo 1º da 
CF: 
- STF (crime comum) e respectiva casa (casos de perda do mandato: art. 54 e 55 
da CF). 
 
- Desde a expedição de diploma serão submetidos a julgamento perante o STF 
pela prática de crimes. 
- incluindo-se os eleitorais, dolosos contra a vida (guardem ou não relação com o 
cargo). 
- Obedece-se a regra da atualidade do mandato. 
- Deputados estaduais: TJ e AL. 
- Só titulares e não suplentes. 
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- Manutenção das Imunidades durante o Estado de Defesa e de Sítio: artigo 
53, § 8º da CF: 
- salvo atos praticados fora do recinto parlamentar; 
- incompatível com a medida; 
- voto de 2/3 da casa. 
 
- Imunidades não estendidas aos Vereadores: 
- Não tem: 
- Imunidade formal: Proteção quanto à prisão; 
 Sustação do andamento do processo criminal 
- Privilégio de foro. 
- Só tem: imunidade material (civil e penal): art. 29, VIII da CF. 
 
 
- Outras garantias: limitação quanto ao dever de testemunhar e isenção do 
serviço militar: 
- Incorporação às forças armadas de deputados e senadores depende de prévia 
licença da respectiva casa (53, § 7º da CF), ainda que em tempo de guerra. 
- Deputados e senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações 
recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato (53, § 6º da CF) 
 
- Impedimentos e incompatibilidades: Art. 54 da CF: 
 
- proteção à moralidade administrativa e a impessoalidade. 
 
a) Expedição do diploma: 
 
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1) Firmar ou manter contrato com entidades da adm. Pública ou concessionárias de 
serviços públicos (salvo contratos de cláusulas uniformes); 
 
2) Aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os 
comissionados na adm. Publica ou concessionárias de serviço público. 
 
b) Desde a posse: 
 
1) Ser proprietários, controladores ou diretores de empresas que goze de favor 
decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público ou nela exercer função 
remunerada; 
 
2) Ocupar cargo ou função ad nutum em entidades da Administração Pública ou 
concessionária de serviço público (mesmo não remunerado); 
 
3) Patrocinar