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ADM FINANCEIRA .... Pg 1 a 41 aluno (1)

Apostila sobre Administração Financeira que define finanças, explica o papel e objetivo do gestor financeiro (maximizar a riqueza dos sócios) e apresenta atribuições: análise e planejamento financeiro, decisões de investimento e financiamento e uso de demonstrações contábeis.

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CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
 
 
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 
 
 
MATERIAL ELABORADO PELOS PROFESSORES 
 
NELSON ANTONIO VASCON 
E 
MARISA GOMES DA COSTA 
 
 
 
 
 
 
 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
1 
 
1. O GESTOR FINANCEIRO NO CONTEXTO DAS FINANÇAS CORPORATIVAS 
 
1.1. DEFINIÇÃO DE FINANÇAS 
 
Finanças é a ciência que estuda a movimentação de recursos financeiros entre os 
agentes econômicos. 
 
Os agentes econômicos são as empresas, os indivíduos e os governos que estão 
constantemente interagindo entre si, recebendo, gastando ou investindo fundos. Isso é 
feito diretamente ou através de ação de intermediários que normalmente são as 
instituições financeiras. 
 
Os indivíduos recebem salários das empresas e retornam uma parte desses recursos 
por meio do consumo dos produtos, e outra parte, é transferida ao governo em forma de 
impostos. 
 
As empresas recebem pela venda dos seus produtos às outras empresas e aos 
indivíduos; e por outro lado, desembolsam recursos através do pagamento de salários, 
investimentos, pagamento de impostos e outros gastos. 
 
Os governos, por sua vez, arrecadam fundos com base em cobrança de impostos, 
gastam os recursos com o pagamento dos salários dos funcionários públicos e infra-
estrutura à população. 
 
O campo das finanças estuda todos os aspectos envolvidos nessa movimentação de 
recursos financeiros promovidos por esses agentes econômicos. 
 
Sendo o objeto do nosso estudo, o campo das finanças corporativas, o nosso 
enfoque estará concentrado na utilização dos recursos por parte dos administradores 
financeiros. 
 
O que é Administração Financeira? 
 
A Administração Financeira diz respeito às responsabilidades do administrador 
financeiro numa empresa. Os administradores financeiros gerenciam ativamente as 
finanças de todos os tipos de empresas, financeiras ou não financeiras, privadas ou 
públicas, grandes ou pequenas, com ou sem fins lucrativos. Eles desempenham uma 
variedade de tarefas, tais como orçamentos, previsões financeiras, administração do caixa, 
administração do crédito, análise de investimento e captação de recursos (Gitman, 1997, 
p.4). 
 
Qual o principal objetivo da Administração Financeira? 
 
O principal objetivo da Administração Financeira é o de maximizar a riqueza dos 
sócios/acionistas. Para tanto, as atribuições do Administrador Financeiro podem ser 
sintetizadas em três atividades básicas: 
•••• Realizar Análise e Planejamento Financeiro; 
•••• Tomar Decisões de Investimentos; e 
•••• Tomar Decisões de Financiamento. 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
2 
 
As atividades empresariais envolvem recursos financeiros e orientam-se para a 
obtenção de lucros. Os recursos investidos na empresa pelos proprietários (capital próprio 
– Patrimônio Líquido) e por terceiros (capital de terceiros – Passivo Exigível) encontram-se 
aplicados em ativos empregados na produção e/ou comercialização de bens ou na 
prestação de serviços. 
 
As receitas obtidas com as operações devem ser suficientes para cobrir todos os 
custos e despesas incorridos e ainda gerar lucros. Paralelamente a esse fluxo econômico de 
resultados ocorre uma movimentação de numerário que deve permitir a liquidação dos 
compromissos assumidos, o pagamento de dividendos e a reinversão da parcela 
remanescente dos lucros. 
 
Neste contexto, a função financeira compreende um conjunto de atividades 
relacionadas com a gestão dos recursos (tanto o numerário movimentado pelas empresas, 
quanto os direitos e obrigações decorrentes das transações realizadas a crédito) 
movimentados por todas as áreas da empresa. Tal função, que possui um papel muito 
importante no desenvolvimento de todas as atividades operacionais, é responsável pela 
obtenção dos recursos necessários e pela formulação de uma estratégia voltada para a 
otimização da aplicação desses recursos, contribuindo significativamente para o sucesso do 
empreendimento. 
 
1.2. FUNÇÕES DO ADMINISTRADOR FINANCEIRO 
 
As funções do administrador financeiro na empresa podem ser avaliadas em relação 
às demonstrações contábeis básicas da empresa. Suas três atribuições primordiais são: 
 
a. Análise e planejamento financeiro 
 
Esta função envolve a: 
 
- transformação dos dados financeiros em uma forma que possa ser utilizada para 
orientar a posição financeira da empresa e promover a sua continuidade; 
- avaliar a necessidade de aumento ou redução da capacidade produtiva; e 
- determinar que tipo de financiamento adicional deve ser realizado. 
 
Estas três atividades são sustentadas pelas decisões de natureza estratégica, tática e 
operacional. Os demonstrativos contábeis, principalmente o Balanço Patrimonial e a 
Demonstração de Resultado do Exercício são importantes fontes de informações para 
elaboração de análise e planejamento financeiro. Cabe ressaltar que o enfoque do caixa é 
essencial para o gestor financeiro. Assim, a utilização dos fluxos de caixa também são 
imprescindíveis, destacando a principal diferença entre a ótica do contador e a do 
administrador. Enquanto o primeiro gera informações com base no regime de competência, 
o segundo, precisa aplicá-las com base no regime de caixa, denotando a importância dos 
fluxos de caixa nesta atividade. 
 
b. Administração da estrutura de ativo da empresa (Decisão de Investimento) – o 
administrador financeiro determina a combinação e os tipos de ativos que fazem parte 
do Balanço Patrimonial da empresa. Essa atividade está relacionada ao lado esquerdo 
do Balanço. A composição refere-se ao montante de recursos aplicados em Ativos 
Circulantes e em Ativos não Circulantes (fixos). Depois que a composição estiver 
definida, o administrador financeiro deve fixar e tentar manter níveis ótimos para cada 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
3 
 
tipo de ativo circulante. Deve também decidir quais são os melhores ativos imobilizados 
a adquirir e saber quando os ativos existentes se tornarão obsoletos e precisarão ser 
modificados, substituídos ou liquidados. A determinação da melhor estrutura de ativo 
para a empresa não é uma tarefa simples; requer o conhecimento das operações 
passadas e futuras da empresa, e a compreensão dos objetivos que deverão ser 
alcançados a longo prazo. 
 
c. Administração da estrutura financeira da empresa (Decisão de Financiamento) 
- relaciona-se com o lado direito do Balanço Patrimonial da empresa e envolve as fontes 
de recursos. Dois enfoques sustentam esta atividade do administrador financeiro: (1) 
qual a composição mais apropriada entre financiamento a curto e a longo prazo deve 
ser estabelecida, esta é uma decisão importante, pois afeta tanto a lucratividade da 
empresa como sua liquidez geral; e (2) quais as fontes individuais de financiamento, a 
curto ou a longo prazos, são as melhores, em dado momento. Algumas decisões dessa 
natureza exigem uma análise profunda das alternativas disponíveis, de seus custos e de 
suas implicações a longo prazo. 
 
As atividades Financeiras podem ser assim sintetizadas: 
 
 Análise e Planejamento Financeiro 
 Balanço Patrimonial 
Ativos Circulantes 
 
Recursos 
Temporários 
D
e
ci
sõ
e
s 
d
e
 
In
v
e
st
im
e
n
to
 
Ativos Não Circulantes 
 
 
Recursos 
Permanentes 
D
e
cisõ
e
s 
d
e
 
F
in
a
n
cia
m
e
n
to
 
 
 
1.3. META DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 
 
Quando alguém se dispõe a investir sua poupança em uma empresa, em vez de 
aplicá-la em alternativas mais seguras, está disposto a assumir certo risco em troca de um 
aumento no seupatrimônio ou riqueza pessoal. Assim, pode-se admitir que o objetivo 
principal da empresa, e por conseguinte de todos os administradores e empregados, é o 
de maximizar a riqueza de seus proprietários. A riqueza dos proprietários de uma 
sociedade anônima é medida pelo preço da ação, representado pelo valor de mercado da 
empresa, ou seja, pelo valor que seria alcançado na venda dos direitos de participação no 
seu capital. 
 
Cada decisão financeira, deve ter como meta o aumento do valor da ação. Neste 
enfoque duas variáveis conduzem as decisões: o retorno e o risco. São dois elementos 
diretamente proporcionais: quanto maior o retorno, maior o risco. Como por exemplo, 
podemos citar os investimentos em Caderneta de Poupança e em Ações. Enquanto o 
primeiro tem menor retorno e menor risco, o segundo tem maior retorno e maior 
risco. 
 
Em um mercado de capitais plenamente desenvolvido, as cotações alcançadas pelas 
ações nas bolsas de valores devem refletir o valor de mercado das empresas. Nos 
momentos de desequilíbrio, tais cotações podem apresentar-se super ou sub-avaliadas, 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
4 
 
porém a médio prazo os preços das ações demonstram quanto o mercado está disposto a 
pagar pelas frações do capital de cada empresa. 
 
O fato de uma empresa não ter ações cotadas em bolsa não constitui impedimento na 
determinação de seu valor de mercado. Resumidamente, pode-se dizer que o valor de 
mercado de uma empresa corresponde ao valor atual de seus lucros futuros. Deste modo, 
o valor de mercado de uma empresa é determinado pela sua capacidade de gerar lucros 
mediante o uso dos ativos, pela sua tecnologia e competência gerencial e pelo seu conceito 
junto aos credores e clientes. 
 
A meta da administração financeira coincide com o objetivo básico dos proprietários 
ou acionistas. As decisões financeiras são orientadas para o aumento do valor de mercado 
da empresa. A meta da administração financeira é a maximização da riqueza dos 
acionistas que constitui algo mais amplo e profundo do que a maximização dos lucros. 
 
1.4. CUSTOS DE "AGÊNCIA" 
 
Como o objetivo da administração financeira é a maximização da riqueza da empresa 
e dos proprietários, os administradores no papel de agentes dos proprietários, devem, 
através da delegação de poderes, agir em nome destes visando atingir os objetivos 
propostos. 
 
Entretanto, como nas grandes organizações, os acionistas não participam das 
decisões e nem da forma de gestão adotada, muitas vezes os objetivos pessoais dos 
administradores se sobrepõem aos da empresa e a meta maior, que é a maximização da 
riqueza, não é plenamente atingida. Esse fato ocorre, porque os administradores, embora 
queiram o aumento da riqueza da empresa e dos proprietários, estão também preocupados 
com sua riqueza pessoal e com outros benefícios que lhes proporcionem status social 
como: locais de trabalho luxuosos, veículos a sua disposição e da família, viagens, etc. 
 
Para prevenir e minimizar esse impacto ocasionado pelo desvio dos objetivos, os 
proprietários adotam medidas preventivas chamadas "custos de agência". 
 
Os principais "custos de agência" são: 
 
� Auditoria Interna: cujo objetivo é verificar se os administradores estão 
efetivamente defendendo os interesses dos proprietários. 
� Incentivos: prêmios de incentivo à boa administração, vinculados ao preço da ação. 
� Prêmios por bom desempenho: a empresa cria medidas de desempenho e premia 
os administradores quando as metas são alcançadas. 
� Participação acionária: atingindo determinados objetivos prefixados, os 
administradores recebem uma participação acionária da empresa. 
 
1.5. A ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E A CONTABILIDADE 
 
O fato de o administrador financeiro utilizar em praticamente todas as suas análises, 
informações extraídas de demonstrativos contábeis, torna muito comum o equívoco de 
considerar que administração financeira tem o mesmo campo de atuação da Contabilidade. 
 
A Contabilidade Financeira tem como finalidade registrar os fenômenos que afetam 
as situações patrimoniais, financeiras e econômicas das empresas e adota, para esse 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
5 
 
propósito, os Princípios Fundamentais de Contabilidade, reconhecendo as receitas no 
momento da venda e as despesas quando incorridas (Regime de Competência). 
Diferente da Contabilidade, a Administração Financeira tem como funções básicas: o 
planejamento, a administração e o controle das entradas e saídas de fundos, ou seja, os 
investimentos e financiamentos necessários à sustentação das atividades da empresa. Para 
isso, adota o Regime de Caixa, preocupando-se com o fluxo de recursos, por este motivo, 
reconhece receitas e despesas somente quando acontecem reais entradas e saídas de 
caixa. 
 
1.6. A ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E A ECONOMIA 
 
Em decorrência da teoria financeira ser derivada da teoria econômica, finanças e 
economia estão estreitamente relacionadas. 
 
O gestor financeiro deve, portanto, usar os princípios da economia para nortear suas 
decisões. Precisa conhecer a teoria de preços, os aspectos envolvidos na oferta e demanda 
e outros conceitos que possam auxiliá-lo a gerenciar as finanças da empresa de forma 
eficaz. Além disso, deve estar atento a todas mudanças ocorridas na conjuntura econômica 
e que possam de alguma forma afetar as atividades da empresa. 
 
O princípio econômico de fundamental importância, do qual se vale o gestor 
financeiro para a tomada da maioria das decisões, é o princípio da análise marginal. Este 
princípio consiste no estudo dos custos e benefícios adicionais gerados por uma 
determinada escolha de investimento, segundo o qual um projeto de investimento somente 
será viável economicamente quando a soma dos benefícios marginais gerados for maior 
que a soma dos custos marginais incorridos na implantação do referido projeto de 
investimento. 
 
 EXERCÍCIOS 
 
1) A Cia. Acre obteve durante o exercício social a seguinte movimentação: 
 
a) Compra de uma máquina por $100.000, sendo pagos no exercício 70% do valor 
devido e o saldo no exercício seguinte; 
b) Compra de produtos para revenda a crédito no valor de $120.000, sendo pagos no 
decorrer do exercício 90% desse total e o saldo no próximo exercício; 
c) Venda a crédito de 100 % dos produtos no valor de $200.000 com recebimento no 
exercício de 80% desse valor e o saldo será recebido no próximo exercício; 
d) Venda da máquina a crédito por $80.000 a ser recebido no exercício seguinte. 
 
Com base nos dados apresentados, prepare um demonstrativo de resultado e um 
demonstrativo de fluxo de caixa do período. 
Obs.: Não considerar, neste exercício, cálculos de depreciação para a 
elaboração dos demonstrativos. 
 
 
 
 
 
 
 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
6 
 
Solução: 
 
Demonstrativo de Resultado do Exercício 
Venda de Mercadorias 
Venda de Imobilizado 
Total das Vendas 
(-) C.M.V. 
(-) Custo do Imobilizado 
Custo Total 
Lucro no Período 
 
Demonstrativo de Fluxo de Caixa 
Recebimento das vendas de mercadorias 
Total das entradas de caixa 
(-) Pgto. pela compra de mercadorias 
(-) Pgto. pela compra de imobilizado 
Total das saídas de caixa 
Fluxo de caixa líquido 
 
O caso da Cia Acre deixa bem clara a diferença entre o regime de competência 
adotado pela Contabilidade e o regime de caixa da Administração Financeira. 
 
Contabilmente, a Cia. Acre obteve um resultado positivo de $ _________ ao final do 
exercício, que pode até satisfazer a alta direção da empresa.Entretanto, apesar do 
resultado contábil, a empresa está enfrentando sérias dificuldades de liquidez pois, no 
exercício em questão teve $_____________ de entradas de caixa e precisa desembolsar 
$___________ para fazer frente às suas despesas no período. 
 
Esse fato, que frequentemente ocorre dentro de uma empresa, ressalta a 
importância do papel desempenhado pelo administrador financeiro na gestão das 
finanças corporativas. 
 
2) A Cia. Amapá obteve durante o mês de janeiro de X5 a seguinte movimentação: 
 
a) Compra de mercadorias por $100.000 sendo pagos 30% à vista e 70% para 30 
dias; 
b) Compra de equipamentos de informática por $20.000 à vista; 
c) Venda de 30% das mercadorias por $50.000 a prazo; 
d) Venda de mais 30% das mercadorias (saldo 40%) por $45.000, sendo, 50% à 
vista e o saldo para 30 dias; 
e) Venda do equipamento de informática por $22.000 a prazo. 
Obs.: Não considerar, neste exercício, cálculos de depreciação para a 
elaboração dos demonstrativos. 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
7 
 
Solução: 
 
Demonstrativo de Resultado do Exercício 
Venda de Mercadorias 
Venda de Imobilizado 
Total das Vendas 
(-)C.M.V. 
(-)Custo do Imobilizado 
Custo Total 
Lucro no Período 
Demonstrativo de Fluxo de Caixa 
Recebimento das vendas de mercadorias 
Total das entradas de caixa 
(-) Pagamento pela compra de mercadorias 
(-) Pagamento pela compra de imobilizado 
Total das saídas de caixa 
Fluxo de caixa líquido 
 
Verificamos neste caso que, embora a Cia. Amapá tenha obtido durante o exercício 
um resultado econômico (contábil) __________ (positivo/negativo) de $_________, o 
fluxo de caixa líquido (financeiro) com as operações no final do período foi 
_____________(positivo/negativo) de $___________, apontando portanto uma diferença 
de $___________ entre os dois resultados, cabendo, portanto, ao administrador financeiro 
identificar e corrigir as distorções ocorridas nas operações para evitar o déficit crescente de 
caixa. 
 
3) A Cia. Alagoas, empresa do ramo metalúrgico, está modernizando seu parque industrial 
e para isso, está fazendo uma análise de viabilidade econômica (análise marginal), com 
o propósito de determinar se deve ou não efetuar a troca de um antigo equipamento por 
um novo com melhor rendimento e qualidade. A análise está sendo projetada para o 
próximo ano e os estudos feitos pelos técnicos indicaram os seguintes dados: 
 
 
Equipamento Novo 
Custo do equipamento 
 
$ 90.000 
Vendas projetadas para o período $ 120.000 
Despesas com manutenção do período $ 6.000 
Despesas com treinamento de pessoal no 
período 
$ 3.000 
Valor Residual (final do período) $ 36.000 
Economia com redução de pessoal $ 15.000 
 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
8 
 
Equipamento Antigo 
Valor de Mercado $ 20.000 
Vendas projetadas para o período $ 30.000 
Despesas com manutenção no período $ 2.000 
Valor Residual (final do período) $ 6.000 
 
Solução: 
 
Análise Marginal 
Vendas projetadas com o equipamento novo ... 
(-) Vendas projetadas com o equipamento 
antigo ........................................................ 
 
 
Economia com redução de pessoal ................. 
 
 
(-) Despesas com treinamento de pessoal ....... 
 
 
Valor Residual (equipamento novo) ................ 
 
 
(-) Valor residual (equipamento antigo) .......... 
 
 
Benefícios Marginais ................................. 
 
 
 
................... 
 
Custo do novo equipamento .......................... 
 
(-) Venda do equipamento antigo .................. 
 
 
Despesas com manutenção do equipamento 
novo .......................................................... 
 
 
(-) Despesas com manutenção do equipamento 
antigo ........................................................ 
 
 
Custos Marginais ...................................... 
 
................... 
 
Benefício Marginal Líquido ........................ ................... 
 
4) A Cia. Amazonas, empresa do ramo eletrônico, está fazendo uma análise de viabilidade 
econômica (análise marginal), com o propósito de determinar se deve ou não efetuar a 
troca de um antigo equipamento por um novo com melhor rendimento e qualidade. A 
análise está sendo projetada para o próximo ano e os estudos feitos pelos técnicos 
indicaram os seguintes dados: 
 
Obs.: Considere como valor residual o saldo líquido contábil do equipamento no 
final dos períodos apurados. 
 
 
 
 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
9 
 
Equipamento Novo 
Custo do equipamento 
 
$ 85.000 
Vendas projetadas para o período $ 65.000 
Despesas com manutenção do período 5% das 
vendas 
Despesas com treinamento de pessoal no 
período 
$ 3.600 
Depreciação no período 20% 
Economia com redução de pessoal 25% do 
valor 
residual 
 
Equipamento Antigo 
Valor de Mercado $ 15.000 
Vendas projetadas para o período $ 42.000 
Despesas com manutenção no período $ 7.800 
Valor Original $ 26.000 
Depreciação Acumulada até a venda do 
equipamento 
 60% 
Solução: 
Análise Marginal 
Vendas projetadas com o equipamento novo ... 
(-) Vendas projetadas com o equipamento 
antigo ........................................................ 
 
 
Economia com redução de pessoal ................. 
 
 
(-) Despesas com treinamento de pessoal ....... 
 
 
Valor Residual (equipamento novo) ................ 
 
 
(-) Valor residual (equipamento antigo) .......... 
 
 
Benefícios Marginais ................................. 
 
................... 
 
Custo do novo equipamento .......................... 
(-) Venda do equipamento antigo .................. 
Despesas com manutenção do equipamento 
novo .......................................................... 
 
 
(-) Despesas com manutenção do equipamento 
antigo ........................................................ 
 
 
Custos Marginais ...................................... 
 
................... 
 
Benefício Marginal Líquido ........................ .................. 
 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
10 
 
2. PLANEJAMENTO FINANCEIRO DE CURTO PRAZO 
 
O planejamento financeiro é um aspecto importante para o funcionamento e 
sustentação da empresa, pois fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar suas 
ações na consecução de seus objetivos. 
O processo de planejamento financeiro inicia-se com os planos financeiros de longo 
prazo ou estratégicos, que por sua vez direcionam a formulação de planos e orçamentos 
operacionais de curto prazo. Neste momento, serão enfatizados os planos e orçamentos a 
curto prazo. 
O planejamento financeiro de curto prazo é elaborado através da utilização de 
informações financeiras sobre o desempenho da empresa que, combinadas com as 
projeções dos fluxos de recursos esperados, vão propiciar aos administradores uma 
avaliação adequada da situação presente e uma previsão das perspectivas futuras. 
 
2.1. ORÇAMENTO DE CAIXA 
 
O orçamento de caixa é o demonstrativo da projeção das necessidades de recursos 
de uma empresa, elaborado através da previsão das entradas e saídas de fundos em um 
determinado período de tempo. Deve retratar a previsão das necessidades de recursos ou 
as sobras de caixa que ocorrerão no período em questão. 
É uma ferramenta que permite ao administrador financeiro identificar as 
necessidades e oportunidadesfinanceiras de curto prazo. 
O objetivo do orçamento de caixa é dar subsídios ao administrador financeiro para 
planejar e controlar o fluxo de recursos da empresa e fornecer componentes básicos para 
que se possa formular as estratégias que serão utilizadas para o financiamento do volume 
de vendas previsto para o período. 
Ao traçar as diretrizes do planejamento das disponibilidades, a empresa busca atingir 
algumas metas entre as quais destacam-se: 
• Defasagem entre as transações correntes: o orçamento de caixa é elaborado através da 
previsão das entradas e saídas de fundos. Todavia, o fluxo de recursos não ocorre de 
maneira uniforme, por esta razão a empresa deve manter fundos suficientes para 
garantir eventuais déficits de caixa mantendo a liquidez sem interromper o ciclo de suas 
atividades operacionais. 
• Redução de custos sobre empréstimos de curto prazo: conhecendo com antecedência os 
eventuais déficits de caixa, o administrador financeiro terá à sua disposição, um período 
de tempo suficiente para escolher entre as diversas opções de financiamentos. 
• Aplicação de excedentes de caixa: durante certos períodos, a empresa mantém saldos 
inativos de caixa. Isso ocorre devido à defasagem de tempo entre as datas de 
pagamento das obrigações e de recebimento dos direitos. Como o dinheiro mantido em 
caixa não traz nenhum retorno a empresa, o administrador financeiro deve aplicar esses 
recursos momentâneos em algum ativo de curto prazo que renda juros. 
 
EXEMPLO: ORÇAMENTO DE CAIXA 
 
As vendas da Cia. Pioneira nos meses de março a abril foram, respectivamente, de $ 
400.000 e $480.000. Para os próximos três meses a diretoria de marketing estimou um 
volume de vendas nas seguintes bases: maio, $ 510.000; junho, $ 650.000; e julho, $ 
820.000. 
 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
11 
 
Do total das vendas efetuadas, 70% são recebidas no próprio mês; 20% são 
recebidas no mês seguinte e o restante no segundo mês após a realização. 
 
Estima-se que todos os custos de produção (MP + MOD + CIF) alcancem 70% das 
vendas totais, sendo pagos 80% no próprio mês e 20% no mês seguinte. Os produtos são 
vendidos no próprio mês em que são fabricados. 
 
A Companhia tem um empréstimo bancário a pagar no mês de junho no valor de $ 
150.000, enquanto suas despesas de vendas e administrativas, pagas no próprio mês, 
equivalem a 15% do total das vendas de cada mês. Dividendos de $ 44.289 deverão ser 
pagos em julho. 
 
No final de abril o saldo de caixa da Pioneira era de $ 69.000, sendo que para o 
próximo trimestre a empresa deseja manter um saldo de caixa de $ 90.000 em cada mês. 
 
PEDE-SE elaborar o orçamento de caixa da Cia. Pioneira para o próximo trimestre, 
indicando as necessidades de financiamento e os valores das aplicações financeiras. 
Esperam-se juros bancários de 3% ao mês comercial e rentabilidade das aplicações 
financeiras de 1% ao mês comercial. Obs.: 1) As aplicações financeiras, assim como 
os financiamentos serão movimentados no mês subsequente ao fechamento do 
caixa, com entradas e saídas dentro do próprio mês; 2) Arredondar centavos. 
Programação de Recebimentos 
 
 Março Abril Maio Junho Julho 
Vendas 
 
Vendas à vista 
Cobranças: 
Após um mês 
Após dois meses 
Rendimento Aplicação 
Total de Recebimentos 
Programação de Pagamentos 
 Março Abril Maio Junho Julho 
Compras 
 
Compras à vista 
Pagamentos: 
Após um mês 
Empréstimos 
Dividendos 
Despesas(Vendas/Adm.) 
Juros s/ Financiamento 
Total de Pagamentos 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
12 
 
Orçamento de Caixa 
 Maio Junho Julho 
Recebimentos 
( - ) Pagamentos 
Fluxo Líquido de Caixa 
( + ) Saldo Inicial de Caixa 
Saldo Final de Caixa 
( - ) Saldo Mínimo de Caixa 
Financiamento Necessário 
Saldo de Caixa Excedente 
 
Estudo de Caso: Companhia Nacional 
 
As vendas e compras realizadas pela Companhia Nacional para novembro e 
dezembro de X4, juntamente com as vendas e compras previstas para o período de janeiro 
a março de X5, são apresentadas abaixo: 
 
Ano Mês Valor Vendas - 
$ 
Valor Compras - 
$ 
X4 Novembro 210.000 60% das vendas 
 Dezembro 250.000 60% das vendas 
X5 Janeiro 170.000 60% das vendas 
 Fevereiro 160.000 60% das vendas 
 Março 140.000 60% das vendas 
 
A empresa fatura 20% do total de suas vendas à vista e cobra 40% de suas vendas 
após 30 e 60 dias. Outras entradas de caixa esperadas são de $ 12.000 em janeiro e 
fevereiro e de $ 15.000 em março. A empresa paga 10% de suas compras à vista, 50% no 
mês seguinte e o saldo dois meses depois. 
 
 Pagamento de salários perfazem 20% das vendas do mês precedente. O aluguel de 
$ 20.000 precisa ser pago mensalmente. Os pagamentos de juros totais de $ 20.000 
referentes a um financiamento de longo prazo vencem em janeiro e março. A empresa 
espera pagar um total de $ 30.000 de dividendos em parcelas iguais em fevereiro e março, 
sendo que neste último mês também vence o prazo para pagamento de impostos no valor 
de $ 30.000. A empresa pretende fazer um investimento de capital no valor de $ 25.000 
em fevereiro. O valor de seguros a pagar é de $ 15.000 ao mês, enquanto o saldo de caixa 
esperado em 31 de dezembro de X4 é de $ 22.000. 
 
 PEDE-SE: Supondo que a empresa deseja manter um saldo operacional de caixa no 
valor de $ 15.000 em X5, elabore o orçamento de caixa da empresa para o 1º trimestre de 
X5, determinando ainda os excedentes de caixa a serem investidos e/ou as necessidades 
de financiamentos. Considere rentabilidade de aplicações financeiras a taxa de 1,5% ao 
mês comercial e juros de financiamentos de 4,5% ao mês comercial. Obs.: 1) As 
aplicações financeiras, assim como os financiamentos serão movimentados no 
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13 
 
mês subsequente ao fechamento do caixa, com entradas e saídas dentro do 
próprio mês; 2) Arredondar centavos. 
Programação de Recebimentos 
 Nov/X4 Dez/X4 Jan/X5 Fev/X5 Mar/X5 
Vendas 
Vendas à vista 
Recebimentos mês seguinte 
Recebimentos após 60 dias 
Outros Recebimentos 
Rendimento Aplicação 
Total de Entradas 
 
Programação de Pagamentos 
 Nov/X4 Dez/X4 Jan/X5 Fev/X5 Mar/X5 
Compras 
Pagamentos à vista 
Pagamentos mês seguinte 
Pagamentos após 60 dias 
Pagamentos de Salários 
Pagamentos de Aluguéis 
Juros Financ. Longo Prazo 
Pagamentos de Dividendos 
Pagamentos de Impostos 
Investimentos de Capital 
Pagamentos de Seguros 
Juros s/ Financiamento 
Total de Saídas 
 
Orçamento de Caixa 
 Jan/X5 Fev/X5 Mar/X5 
Recebimentos 
( - ) Pagamentos 
Fluxo Líquido de Caixa 
( + ) Saldo Inicial de Caixa 
Saldo Final de Caixa 
( - ) Saldo Mínimo de Caixa 
Saldo 
Financiamento Necessário 
Saldo de Caixa Excedente 
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14 
 
2.2. CAPITAL DE GIRO (CAPITAL CIRCULANTE) 
 
O capital de giro (ou capital circulante) representa o montante de recursos de 
curto prazo necessário para o financiamento do ciclo operacional de uma empresa, que 
compreende o período que vai desde a compra de matéria-prima até o retorno dos 
recursos provenientes das vendas dos produtos fabricados com aquelas matérias-primas. 
 
É basicamente representado pelas contas que compõem o ativo circulante de uma 
empresa, que durante a condução normal dosnegócios constituem o que se costuma 
chamar de Ciclo das Operações Circulantes. 
 
O ciclo das operações circulantes é formado pela movimentação dos itens do ativo 
circulante, que se inicia com a saída dos recursos financeiros do disponível e se encerra 
com sua volta após a realização das vendas. 
 
Através do quadro a seguir teremos uma idéia exata de como ocorre essa 
transformação. 
 
CICLO DAS OPERAÇÕES CIRCULANTES 
 
Os recursos saem do disponível através da compra de matérias-primas, que por sua 
vez, passam pelo processo de fabricação transformando-se em produtos acabados, que 
ficarão estocados até o momento da venda. Se as vendas forem realizadas à vista, os 
recursos financeiros provenientes da transação, retornam imediatamente ao disponível. 
Entretanto, se as vendas forem realizadas a prazo, os recursos somente retornarão ao 
disponível depois de passar por duplicatas a receber. 
DISPONÍVEL
ESTOQUES DE
MATÉRIAS-PRIMAS
ESTOQUE DE
PRODUTOS ACABADOS
PROCESSO DE
FABRICAÇÃO
VENDAS
À VISTA
VENDAS
A PRAZO
DUPLICATAS A
RECEBER
 
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15 
 
O ponto mais importante no ciclo das operações circulantes, é que toda vez que ele 
se completa, e retorna ao disponível, acrescenta-se uma parcela adicional de recursos por 
meio do lucro auferido na operação de venda. 
 
A preocupação do gestor financeiro na administração do ciclo das operações 
circulantes, deve concentrar-se na velocidade com que ele se completa pois, esse fato é 
determinante da maior ou menor rentabilidade na empresa. 
 
Outra característica do capital circulante é a sua baixa rentabilidade, o que a 
princípio deve fazer com que o administrador financeiro minimize o investimento nesse tipo 
de ativo. 
 
Como podemos observar, o administrador financeiro se vê frente do dilema: RISCO x 
RETORNO, e como as decisões financeiras devem ser tomadas visando a maximização da 
riqueza dos proprietários, ele deve tentar obter a combinação ótima entre risco e a 
rentabilidade, de forma que, não mantenha montantes excessivos e nem tampouco, 
insuficientes de ativos circulantes, conseguindo dessa forma, uma combinação que agregue 
valor à empresa. 
 
O objetivo da administração do capital de giro é gerir adequadamente as contas de 
ativo e passivo circulante, a fim de alcançar equilíbrio entre rentabilidade e risco. 
 
2.3. CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO (CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO) 
 
 BALANÇO PATRIMONIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rea 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ATIVO PASSIVO 
 
Circulante Circulante 
 
Disponível Duplicatas a Pagar 
 Caixa Fornecedores 
 Aplicações Financeiras 
 
Realizável a Curto Prazo Outros valores a Pagar 
 Duplicatas a Receber Salários 
 Impostos 
Estoques 
 Produtos acabados Empréstimos Bancários 
 Produtos em elaboração 
 Matérias-primas 
 
 
Não Circulante Não Circulante 
 
 
 Patrimônio Líquido 
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16 
 
No exemplo simplificado do Balanço Patrimonial acima, podemos visualizar as 
principais contas do ativo circulante e do passivo circulante, que compõem os 
investimentos e financiamentos de curto prazo de uma empresa. 
 
O ativo é representado pelo Disponível, que são os recursos financeiros à disposição 
da empresa, pelas Duplicatas a Receber, que são os direitos a serem recebidos 
provenientes das vendas de produtos a prazo e pelos Estoques, que são os insumos 
utilizados pela empresa no processo produtivo. 
 
No passivo circulante temos: as Duplicatas a Pagar, oriundas de compras de insumos 
a prazo, Outros Valores a Pagar, originárias de serviços recebidos e ainda não pagos, e os 
Empréstimos Bancários efetuados pela empresa. 
 
A característica básica do ativo circulante e do passivo circulante é que são contas de 
curto prazo (realização em até um ano do encerramento do exercício social). 
 
O capital circulante líquido (C.C.L.) normalmente é definido como a diferença entre o 
ativo circulante e o passivo circulante. 
 
 
 
O CCL Pode ser: 
 
- Positivo: Quando o ativo circulante for maior que o passivo circulante, 
nesse caso, o CCL será a parcela do investimento de curto prazo, 
financiadas por passivos de longo prazo (passivo não circulante e 
patrimônio líquido). 
- Negativo: Quando o ativo circulante for menor que o passivo circulante, 
situação em que o CCL representa a parcela de ativos de longo prazo, 
financiada através de passivos de curto prazo. 
- Nulo: Quando o ativo circulante for igual ao passivo circulante e então, 
estará sendo financiado totalmente por recursos de curto prazo. 
 
Visualização do Capital Circulante Líquido 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CCL Positivo CCL Nulo CCL Negativo 
 
 CCL = AC ( - ) PC 
ATIVO PASSIVO 
 
AC PC 
 
 
 
A ñ C P ñ C
 
 
 
 PL 
 ATIVO PASSIVO 
 
AC PC 
 
 
 
A ñ C P ñ C 
 
 
 
 PL 
 ATIVO PASSIVO 
 
AC PC 
 
 
 
A ñ C P ñ C 
 
 
 
 PL 
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17 
 
Observamos claramente que, quanto maior for o CCL de uma empresa, menor será o 
seu risco de não poder pagar seus compromissos nos prazos estipulados. 
 
Entretanto, vale ressaltar que, quando o CCL é positivo, significa que parte dos 
investimentos estão sendo financiados por recursos de longo prazo e caracteristicamente 
de custo maior, o que afeta a rentabilidade. 
 
Por outro lado, mesmo no caso de um CCL positivo, a empresa não tem nenhuma 
garantia de não se tornar insolvente, pois os desembolsos de recursos são relativamente 
previsíveis enquanto que, as entradas de caixa são mais difíceis de se prever. No caso das 
duplicatas a receber, podem ocorrer atrasos nos pagamentos dos clientes, e temos ainda 
os estoques, ativos sem data definida de realização, que dependem das vendas e posterior 
recebimento. 
 
Mesmo assim, como é difícil a conciliação entre as entradas e saídas de caixa é 
aconselhável que se mantenha um CCL positivo para a maioria das empresas. 
 
2.4. DETERMINAÇÃO DAS NECESSIDADES DE RECURSOS PARA A EMPRESA 
 
Os recursos alocados nos itens circulantes da empresa devem destinar-se somente à 
sustentação de sua atividade operacional visto que, o ativo circulante é pouco rentável. 
 
Dessa forma, voltamos ao dilema do administrador financeiro no que se refere à 
busca de maior rentabilidade envolvendo o menor risco. A determinação do volume 
adequado de ativos circulantes a serem mantidos deverá, portanto, atender ao objetivo 
básico da administração, ou seja, maximizar o retorno dos proprietários minimizando os 
riscos. 
 
A dificuldade encontrada para a definição do montante adequado de investimentos 
em ativos circulantes, é o grau de incerteza que se apresenta pelo fato da análise ser feita 
através de projeções futuras, o que nem sempre vai coincidir com o desejado. 
 
Diante de tantas incertezas, o administrador financeiro quando determina o 
investimento em capital circulante, deve ter em mente os seguintes aspectos: 
 
• Os recursos aplicados em caixa devem ser suficientes para fazer frente aos 
desembolsos previstos e alguns não previstos. 
• Adotar uma política de duplicatas a receber que permita o crescimento ou, a 
manutenção das vendas sem aumento dos níveis de inadimplência. 
• Manter estoques mínimos, porém, sem correr riscos de perder vendas ou 
provocar atrasos no processo produtivo. 
 
2.5. ESTRATÉGIAS DE FINANCIAMENTO DOSRECURSOS NECESSÁRIOS 
 
Se a produção e as vendas ocorressem uniformemente ao longo de todo ano, a 
gestão do capital de giro nas empresas seria bastante facilitada porque haveria fluxos 
regulares de entradas e de saídas de caixa. 
 
Ocorre que muitas empresas estão sujeitas a fatores sazonais que afetam suas 
atividades, provocando expansão e contratação nos ativos circulantes. Em certos meses, os 
estoques de matérias-primas poderão estar muito elevados (Ex. estoques de produtos 
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18 
 
agrícolas adquiridos nas safras) e em outras épocas poderemos encontrar um nível alto de 
produtos acabados destinados ao atendimento de uma demanda concentrada (Ex. estoques 
de sorvetes durante o inverno). Determinadas indústrias de bens de consumo têm de 
financiar parte dos estoques sazonais dos comerciantes varejistas concedendo maiores 
prazos de faturamento (Ex. brinquedos para vendas de natal). 
 
Por outro lado, sempre existirá um nível mínimo de estoques, duplicatas a receber e 
disponibilidades a ser mantido independentemente das flutuações sazonais das atividades. 
 
Resumindo, para os investimentos necessários à manutenção de sua atividade, uma 
empresa tem necessidade de financiamentos que podem ser divididos em: 
 
a) Necessidades permanentes: são aquelas que se mantêm fixas ao longo do ano, e 
são representadas pelos ativos não circulantes, nesse caso; investimentos, imobilizado 
e intangível, somados à parte do ativo circulante que não apresenta alterações durante 
o período. 
 
b) Necessidades sazonais: são as necessidades de financiamento referentes à parcela 
dos ativos circulantes que apresentam alterações no decorrer do período. 
 
Cabe ao administrador financeiro, determinar o montante dos financiamentos 
adequados a cada situação e, para isso, dispõe de algumas estratégias. 
 
Estratégia Agressiva: A empresa mantém recursos permanentes na medida exata para 
financiar suas necessidades permanentes, sendo que as necessidades sazonais são 
financiadas com recursos de curto prazo, (temporários). 
 
Estratégia Conservadora: é a que consiste em financiar todas as suas necessidades de 
recursos através de financiamento de longo prazo. 
 
Estratégia Intermediária ou Moderada: os recursos permanentes financiarão as 
necessidades permanentes e mais uma parte das necessidades sazonais. 
 
Resultado Comparativo das Alternativas 
 
Estratégia CGL/CCL Risco Custo Lucratividade 
Agressiva Menor Maior Menor Maior 
Intermediária Médio Médio Médio Médio 
Conservadora 
 
Maior Menor Maior Menor 
 
 
 
 
 
 
 
 
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19 
 
ESTUDO DE CASO: COMPANHIA BAHIA 
 
A Cia. Bahia preparou uma projeção de suas necessidades de financiamento para o 
próximo ano e solicitou aos administradores financeiros da empresa uma análise do custo 
através das estratégias agressiva, conservadora e intermediária (moderada). 
 
PROJEÇÃO DAS NECESSIDADES DE FINANCIAMENTO 
 
ATIVO CIRCULANTE 
Jan. 800.000 Abr. 1.200.000 Jul. 1.300.000 Out. 900.000 
Fev. 900.000 Mai. 1.600.000 Ago. 1.100.000 Nov. 700.000 
Mar. 700.000 Jun. 1.900.000 Set. 1.000.000 Dez. 600.000 
 
 
Os custos estimados referentes aos financiamentos são os seguintes: 
Obs.: Arredondar centavos 
� curto prazo = 15% 
� longo prazo = 20% 
 
Necessidades de 
Recursos 
 
Mês 
Ativo não 
Circulante 
(Imobilizado) 
Ativo 
Circulante 
Ativos 
Totais 
Permanentes Sazonais 
Janeiro 
Fevereiro 
Março 
Abril 
Maio 
Junho 
Julho 
Agosto 
Setembro 
Outubro 
Novembro 
Dezembro 
Média 
Ativo Imobilizado � $ 1.500.000 mensais 
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20 
 
AGRESSIVA: 
 
 
C.C.L. 
CONSERVADORA 
C.C.L. 
 
Calcule os custos e o C.C.L. considerando que as necessidades de recursos 
permanentes totalize $ 2.750.000. 
 
Necessidades de Recursos 
Mês 
Ativos 
Totais Permanentes Sazonais 
Janeiro 
Fevereiro 
Março 
Abril 
Maio 
Junho 
Julho 
Agosto 
Setembro 
Outubro 
Novembro 
Dezembro 
Média 
 
 
 
 
 
 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
21 
 
INTERMEDIÁRIA: 
 
 
C.C.L. 
 
RESULTADOS DOS CÁLCULOS 
 
 ALTERNATIVAS 
 AGRESSIVA CONSERVADORA INTERMEDIÁRIA 
 MÉDIAS MENSAIS 
RECURSOS PERMANENTES 
(NECESSIDADES PERMANENTES) 
 
RECURSOS TEMPORÁRIOS 
(NECESSIDADES SAZONAIS) 
 + 
RECURSOS TOTAIS = 
 
ATIVOS TOTAIS 
(NECESSÁRIOS) 
 
SOBRAS (RECURSOS TOTAIS (–) 
ATIVOS TOTAIS) 
 
C.C.L. (RECURSOS PERMANENTES 
(–) ATIVO IMOBILIZADO) 
 
C.C.L. ( MAIOR ,MENOR, 
MÉDIO) 
 
RISCO (MAIOR , MENOR, 
MÉDIO) 
 
CUSTOS DOS RECURSOS 
PERMANENTES 
 
CUSTOS DOS RECURSOS 
TEMPORÁRIOS 
 
CUSTOS DOS RECURSOS 
TOTAIS 
 
 
CUSTOS (MAIOR, MENOR, 
MÉDIO) 
 
RENTABILIDADE (MAIOR, 
MENOR, MÉDIO) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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22 
 
EXERCÍCIO: CIA CAPITAL DE GIRO 
 
A Cia. Capital de Giro previu que as suas necessidades totais (permanentes e 
temporárias) de financiamento para o próximo ano serão as seguintes: 
Obs.: Arredondar centavos 
Jan. 740.000 Abr. 530.000 Jul. 580.000 Out. 530.000 
Fev. 550.000 Mai. 620.000 Ago. 540.000 Nov. 600.000 
Mar. 500.000 Jun. 600.000 Set. 500.000 Dez. 680.000 
 
Necessidades de Recursos 
Mês 
Ativos 
Totais Permanentes Sazonais 
Janeiro 
Fevereiro 
Março 
Abril 
Maio 
Junho 
Julho 
Agosto 
Setembro 
Outubro 
Novembro 
Dezembro 
Total 
Média 
 
a) Calcular o custo total de financiamento sob as estratégias agressiva e conservadora, 
considerando que os recursos de curto prazo custam 10% e os de longo prazo 16% . 
 
AGRESSIVA: 
 
 
CONSERVADORA 
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23 
 
b) Calcular o custo total de financiamento sob um plano intermediário, considerando que o 
total dos recursos permanentes (longo prazo) utilizados pela empresa para financiar suas 
necessidades somam $ 620.000. 
 
 
Necessidades de Recursos 
Mês 
Ativos 
Totais Permanentes Sazonais 
Janeiro 
Fevereiro 
Março 
Abril 
Maio 
Junho 
Julho 
Agosto 
Setembro 
Outubro 
Novembro 
Dezembro 
Total 
Média 
 
 
INTERMEDIÁRIA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
24 
 
c) Considerando que o C.C.L. na alternativa agressiva é $ 100.000 qual o total do Ativo 
Imobilizado? 
 
 
 
 
d) Elabore o quadro com aos resultados dos cálculos: 
 
RESULTADOS DOS CÁLCULOS 
 
 ALTERNATIVAS 
 AGRESSIVA CONSERVADORA INTERMEDIÁRIA 
 MÉDIAS MENSAIS 
RECURSOS PERMANENTES 
(NECESSIDADES PERMANENTES) 
 
RECURSOS TEMPORÁRIOS 
(NECESSIDADES SAZONAIS) 
 + 
RECURSOS TOTAIS= 
 
ATIVOS TOTAIS 
(NECESSÁRIOS) 
 
SOBRAS (RECURSOS TOTAIS (–) 
ATIVOS TOTAIS) 
 
C.C.L. (RECURSOS PERMANENTES 
(–) ATIVO IMOBILIZADO) 
 
C.C.L. ( MAIOR ,MENOR, 
MÉDIO) 
 
RISCO (MAIOR , MENOR, 
MÉDIO) 
 
CUSTOS DOS RECURSOS 
PERMANENTES 
 
CUSTOS DOS RECURSOS 
TEMPORÁRIOS 
 
CUSTOS DOS RECURSOS 
TOTAIS 
 
 
CUSTOS (MAIOR, MENOR, 
MÉDIO) 
 
RENTABILIDADE (MAIOR, 
MENOR, MÉDIO) 
 
 
 
 
 
 
 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
25 
 
2.6 . CICLOS OPERACIONAL E FINANCEIRO 
 
Numa política de administração do capital de giro, podemos destacar entre as 
principais medidas, aquelas que visam manter os indicadores do giro e da liquidez da 
empresa dentro dos limites previstos pelo administrador financeiro, de modo a produzir 
determinados resultados que satisfaçam as expectativas de retorno de suas várias fontes 
de financiamento. 
Para melhor entendimento, é necessário conhecermos o ciclo de produção ou ciclo 
operacional de uma empresa, que se inicia na aquisição de matéria-prima e finaliza no 
recebimento pelas vendas do produto final. Em outras palavras, o ciclo operacional 
incorpora sequencialmente todas as fases operacionais presentes no processo empresarial, 
conforme apresentado linearmente abaixo: 
 
 
0 
Compra das 
matérias-primas 
Prazo Médio de 
Pagamento (PMP) 
Prazo Médio de 
Estoque (PME) 
Recebimento das 
Vendas (PMR) 
 
Ciclo Financeiro 
 
 
 
 Ciclo Operacional 
 
Ciclo Operacional (CO) : Corresponde ao intervalo de tempo compreendido desde 
a compra das mercadorias ou dos materiais de produção até o recebimento da venda. 
Trata-se, portanto, de um período (médio) em que são investidos recursos nas operações 
sem que ocorram as entradas de caixa correspondentes. Parte desse capital de giro é 
financiada pelos fornecedores que concederam prazo para pagamento. 
 
CO = PME + PMR 
Onde: 
CO � Ciclo Operacional 
PME � Prazo Médio de Estocagem 
PMR � Prazo Médio de Recebimento 
 
Ciclo Financeiro ou de Caixa (CF) : Define, em termos médios, o prazo que se 
inicia a partir dos pagamentos aos fornecedores e termina com o recebimento das vendas. 
Em outras palavras, é o período durante o qual a empresa financia suas operações sem a 
participação dos fornecedores. 
 
Quanto maior for o ciclo financeiro, mais recursos próprios e de terceiros (exceto 
fornecedores) estarão temporariamente aplicados nas operações, provocando custos 
financeiros e afetando a rentabilidade. 
 
CF = PME + PMR – PMP 
 
Ou 
 
CF = CO – PMP 
 
 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
26 
 
Exemplo: A Cia. Ipiranga é uma pequena empresa que vende todos os seus produtos a 
prazo. Os prazos médios apresentados são os seguintes: 
 
PME = 60 dias 
PMR = 30 dias 
PMP = 25 dias 
 
Determinar os ciclos Operacional e Financeiro, e elaborar o diagrama demonstrativo. 
 
CO = PME + PMR � CO = _______ + _________ = ____________ 
CF = CO - PMP � CF = ________ - _________ = ____________ 
 
 
0 ________ ________ _______ 
Compra das 
matérias-primas 
 
PMP 
 
PME 
Recebimento das 
Vendas (PMR) 
 
Ciclo Financeiro = _______dias 
 
 
 
 Ciclo Operacional = ______dias 
 
 
2.6.1. PRAZOS MÉDIOS 
 
ESTUDO DE CASO: CIA. CEARÁ 
 
Com base nas informações contábeis da Cia. Ceará, determinar seu ciclo 
operacional, financeiro e elaborar o diagrama demonstrativo. 
 
Balanço Patrimonial 
Ativo Circulante Passivo Circulante 
Disponível 8.000,00 Fornecedores 30.000,00 
Clientes 40.000,00 Contas a Pagar 26.000,00 
Estoques 50.000,00 Empréstimos 
Bancários 
28.000,00 
Totais Circulantes 98.000,00 Totais Circulantes 84.000,00 
 
 
Demonstrativo de Resultado 
Vendas 500.000,00 
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 350.000,00 
 
 
Outras Informações 
Estoque final do ano anterior 40.000,00 
 
 
 
 
 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
27 
 
 
 
 
O cálculo do giro ou rotação dos recursos investidos nos estoques fornece uma 
medida adequada para a avaliação da eficiência na sua gestão. 
 
Este cálculo indica o número de vezes em que tais recursos foram renovados em 
certo intervalo de tempo e é obtido a partir da fórmula: 
 
Giro dos Estoques (G.E.) C.M.V. 
 Estoques 
 
Dividindo-se o número de dias do ano pelo giro dos estoques obtém-se o número de 
dias médios de estocagem. 
 
Prazo Médio de Estocagem (P.M.E.) 360 
 G.E. 
 Exemplo: 
 
Calcule o giro de estoques e o prazo médio de estocagem da Cia. Ceará com base nos 
dados acima. 
 
Giro dos Estoques (G.E.) = 
 
 
 
Prazo Médio de Estocagem (P.M.E.) = 
 
 
 
Cálculo Direto Estoques 
 C.M.V. : 360 
 
 = 
 
 
 
 
 
Ao mesmo tempo em que se preocupa em alcançar um nível adequado de receitas 
de vendas, a administração financeira tenta minimizar os recursos aplicados em duplicatas 
a receber, objetivando maximizar a taxa de retorno global. 
 
Pode-se avaliar a eficiência na gestão dos recursos aplicados nas duplicatas a 
receber através do cálculo do seu giro ou rotação, como segue: 
 
Giro das Duplicatas a Receber (G.D.R.) Receita Bruta de Vendas a Prazo 
 
 Clientes 
 
ESTOCAGEM 
RECEBIMENTO 
Administração Financeira - Profs. Nelson Antonio Vascon e Marisa Gomes da Costa 
 
 
28 
 
Dividindo-se o número de dias do ano pelo giro dos estoques obtém-se o número de 
dias médios de estocagem. 
 
Prazo Médio de Recebimento (P.M.R.) 360 
 G.D.R. 
 
Calcule o giro de estoques e o prazo médio de estocagem da Cia. Ceará com base nos 
dados acima. 
Obs.: Consideremos que todas as vendas da empresa são efetuadas a prazo: 
 
Giro das Duplicatas a Receber (G.D.R.) = 
 
 
 
Prazo Médio de Recebimento (P.M.R.) = 
 
 
 
Cálculo Direto Clientes 
 
 Vendas Brutas : 360 
 
 = 
 
 
 
 
 
 
 De maneira analógica, baseados nas fórmulas para calcular o P.M.E. e P.M.R. 
podemos adotar a fórmula abaixo para calcularmos o Prazo Médio de Pagamento (P.M.P.). 
 
Giro das Duplicatas a Pagar (G.D.P.) Compras brutas a prazo 
 
 Fornecedores 
 
Prazo Médio de Pagamento (P.M.P.) 360 
 
 G.D.P. 
 
Cálculo Direto Fornecedores 
 
 Compras Brutas a prazo : 360 
 
 
Como utilizamos 360 dias, as fórmulas fornecerão os prazos médios expressos em 
número de dias. 
 
Vamos retornar os dados da Cia. Ceará. O P.M.E. e o P.M.R. já foram calculados e 
precisamos agora calcular o P.M.P. 
PAGAMENTO 
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29 
 
O I.C.M.S. sobre as compras correspondeu a 18%. Logo, as compras brutas serãoobtidas através do quociente entre as compras líquidas e o fator 0,82 (= 1 – 0,18). 
 
 
Estoque Final 
 
 (E.F.) 
 
 
Estoque Inicial 
 
 (E.I.) 
 
 
Custo das Vendas 
 
 (C.M.V.) 
 
 
Compras Líquidas 
 
 
 
 
Compras Brutas 
 
 
 
 
Giro das Duplicatas a Pagar (G.D.P.) = 
 
 
 
Prazo Médio de Pagamento (P.M.P.) = 
 
 
 
Cálculo Direto 
 
 
 
 = = 
 
 
 
 
CO = PME + PMR � CO = _______ + _________ = ____________ 
 
CF = CO - PMP � CF = _______ - ________ = ____________ 
 
 
 
0 
 
________ ________ _______ 
Compra das 
matérias-primas 
 
PMP 
 
PME 
Recebimento das 
Vendas 
 
Ciclo Financeiro = _______dias 
 
 
 
 Ciclo Operacional = ______dias 
 
 
 
 
 
 
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30 
 
ESTRATÉGIAS PARA REDUZIR O CICLO FINANCEIRO 
 
Os prazos de estocagem e de cobrança afetam significativamente as necessidades de 
recursos para financiar o giro das operações. Os prazos para pagamento concedidos pelos 
fornecedores suprem parte dessas necessidades, A parcela remanescente deverá ser 
coberta por outras fontes de recursos, durante um período correspondente ao ciclo 
financeiro. 
 
Esses recursos sempre implicarão custos para a empresa, pois: 
 
• Sendo originados de empréstimos e financiamentos, provocarão despesas 
financeiras, e 
• Se forem constituídos por recursos próprios ou fontes não onerosas, 
apresentarão um custo de oportunidade que corresponde ao retorno que a 
empresa obteria se aplicasse esses fundos em outra operação de igual risco. 
 
Deste modo, ao reduzir o ciclo financeiro a empresa estará otimizando o uso desses 
recursos e reduzindo os custos correspondentes. Para tanto, existem três estratégias 
básicas: 
 
1ª) Retardar os pagamentos aos fornecedores, sem comprometer o conceito 
creditício que a empresa possui junto aos mesmos; 
 
2ª) Acelerar o recebimento das duplicatas, sem afastar os clientes por excesso de 
rigor na cobrança. Desde que sejam economicamente justificáveis, os descontos 
financeiros oferecidos para estimular a antecipação de pagamento facilitarão 
alcançar os objetivos desta estratégia; 
 
3ª) Elevar o giro dos estoques até um ponto a partir do qual haveria riscos de 
paralisação do processo produtivo por falta de materiais e de perda de vendas por 
falta de mercadorias. 
 
ESTUDO DE CASO : EMPREENDIMENTOS PIRAQUARA S.A. 
 
A empresa Empreendimentos Piraquara S.A. pretende melhorar a eficiência da gestão de 
seu caixa. Seus valores a receber são cobrados, em média, em 45 dias e a idade média dos 
estoques é de 60 dias. Os compromissos com seus de fornecedores são pagos no prazo de 
30 dias. A empresa desembolsa $ 250.000 por ano de 360 dias, a uma taxa constante, 
para dar suporte ao ciclo operacional. Supondo o ano de 360 dias: 
 
a) Calcule o ciclo operacional da empresa. 
 
 
 
 
 
 
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31 
 
b) Calcule o ciclo financeiro. 
 
 
 
c) Calcule o montante de financiamento necessário para sustentar o ciclo 
financeiro ou ciclo de caixa. 
 
(Desembolsos Operacionais / 360 dias) x CF 
 
 
d) Quais as alternativas possíveis para que empresa possa reduzir o ciclo 
financeiro ou ciclo de caixa? 
 
 
 
 
 
Calcule os resultados do ciclos operacional, financeiro e financiamento necessário 
para sustentação do ciclo de caixa se acontecerem as seguintes hipóteses 
independentes: 
 
e) Os valores a receber são cobrados, em média, em 60 dias. 
 
 
 
 
 
 
f) Os compromissos com fornecedores são pagos, em média, em 90 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
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g) A idade média dos estoques passa a 45 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
2.7. ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA E TÍTULOS NEGOCIÁVEIS 
 
2.7.1. PLANEJAMENTO DE CAIXA 
 
Caixa 
 
 É um ativo em forma de moeda corrente, que tem como finalidade efetuar o 
pagamento das obrigações imediatas da empresa. 
 
Títulos Negociáveis 
 
 São investimentos de curto prazo e alta liquidez, que têm como objetivo proteger 
recursos temporariamente inativos. 
 
 Caixa e títulos negociáveis formam o ativo disponível, o mais líquido e o que 
apresenta a menor rentabilidade para a empresa e, o objetivo básico da administração de 
caixa é investir o menor montante de recursos possível nesse ativo, em função do mesmo 
não proporcionar rentabilidade e nem tampouco retorno operacional à empresa. 
Entretanto, o administrador financeiro deve estar atento ao fato de que os recursos devem 
estar disponíveis toda vez que houver necessidade de desembolso de caixa, ficando assim 
garantida uma liquidez que possa dar sustentação às atividades operacionais da empresa. 
 
 Para decidir a proporção mais adequada entre o investimento desses dois tipos de 
ativos, o administrador financeiro deve sempre buscar aquela decisão que proporcione um 
equilíbrio entre os custos de oportunidade (benefícios que a empresa deixa de obter ao 
optar por investimentos em ativos menos rentáveis) e os custos de transação (custos 
incorridos pela empresa quando necessita buscar recursos no mercado de crédito ou 
negocia no mercado monetário sua carteira de títulos negociáveis). 
 
 A administração de caixa tem mudado significativamente nos últimos anos em 
decorrência de dois fatores. Primeiramente, as taxas de juros têm apresentado uma 
tendência à expansão na maior parte do tempo, o que vem aumentando o custo de 
oportunidade de manter caixa e encorajando os gerentes financeiros a procurar meios mais 
eficientes de administrar o caixa da empresa. Em segundo lugar, novas tecnologias, 
particularmente os mecanismos computadorizados de transferência eletrônica de recursos, 
têm tornado possível uma melhor administração de caixa. 
 
 
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33 
 
Motivos da Existência de Saldos de Caixa 
 
Numa situação ideal, em que uma empresa tenha controle total sobre sua liquidez, 
seu saldo de caixa seria zero. Entretanto, fatores como custo do dinheiro, inflação, 
incerteza do fluxo de caixa, entre outros, fazem com que as empresas, de modo geral, 
precisem manter, em magnitudes diferentes, um nível mínimo de caixa. 
 
Devemos considerar que para manter um saldo mínimo de caixa, a empresa arca 
com custos de oportunidade. 
 
Tradicionalmente, destacam-se três motivos para que uma empresa mantenha um 
valor mínimo de caixa: 
 
a) Efetuar transações: relaciona-se a necessidade de se manter recursos aplicados no 
caixa para poder honrar os compromissos assumidos. Se houvesse sincronia 
perfeita entre recebimentos e pagamentos, a demanda de caixa para transação 
seria desnecessária. 
 
b) Por precaução: relaciona-se a imprevisibilidade dos fluxos de pagamentos futuros 
e a aversão ao risco. Quanto mais propenso ao risco se mostrar a empresa, menor 
a quantidade de dinheiro mantido no caixa pelo motivo de precaução. 
 
c) Especulativas: a existência de recursos em caixa, nesta situação, decorre da 
perspectiva de uma oportunidade futura para fazer negócios. 
 
Tendo em vista que investimento em caixa representa perda de rentabilidade, aempresa deve exercer controle sobre este item sem aumentar, em nível indesejado, o 
risco. 
 
O caixa mínimo exigido dependerá de uma série de fatores, entre os quais destacam-
se: 
- Falta de sincronização entre pagamentos e recebimentos de caixa; 
- Possibilidade de eventos não previstos no planejamento da empresa; 
- Acesso a fontes de financiamento; 
- Relacionamento com o sistema financeiro; 
- Chance de furtos e desfalques; 
- Prazos (de pagamento, recebimento e de estocagem) acima do necessário; 
- Várias contas correntes; 
- Produção com desperdício; 
- Taxa de inflação; 
- Política de crédito; 
- Existência de um modelo de gestão de caixa; 
- Regularidade nos recebimentos. 
 
Em resumo, toda empresa necessita de um caixa mínimo para satisfazer a suas 
necessidades financeiras. Para determinar o valor a ser mantido em caixa existem diversos 
modelos de administração de caixa que podem ser utilizados. 
 
O fluxo de caixa, por exemplo, é uma metodologia que permite à empresa determinar 
o fluxo de recursos futuros da empresa e, a partir desta informação, ao administrar o caixa 
busca-se minimizar a necessidade de recursos. 
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34 
 
2.7.2. MODELO DO CAIXA MÍNIMO OPERACIONAL 
 
Um forma simples de estabelecer o montante de recursos que uma empresa deverá 
manter em caixa é através do Caixa Mínimo Operacional. Esta técnica, apesar de pouco 
sofisticada, pode ser útil no estabelecimento de um padrão do investimento em caixa. 
 
Para se obter o Caixa Mínimo Operacional(CMO), basta dividir os desembolsos totais 
previstos por seu giro de caixa. Por sua vez, para obter o giro de caixa, divide-se 360, se a 
base for em dias e o período de projeção for de um ano, pelo ciclo financeiro (ciclo de 
caixa), ou seja: 
 
 
Giro de Caixa = 360 ÷÷÷÷ Ciclo Financeiro 
 
CMO = Desembolsos Operacionais ÷÷÷÷ Giro de Caixa 
 
Exemplos: 
 
 a) Suponha que uma empresa tenha projetado, para certo exercício, desembolsos 
totais líquidos de $2.700.000,00. Sabe-se que seu ciclo financeiro alcança 45 dias, ou seja, 
este é o intervalo de tempo em que a empresa somente desembolsa recursos, ocorrendo 
entradas de fluxos financeiros somente a partir do 46º dia. Determinar o Caixa Mínimo 
Operacional desta empresa. 
 
 
 
 
 
 
b) Qual será o Caixa Mínimo Operacional , se a empresa alterar seu ciclo financeiro 
para 24 dias. Determinar a economia obtida considerando o custo de oportunidade de 12% 
para o exercício em relação ao item (a). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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35 
 
c) Qual será o Caixa Mínimo Operacional , se a empresa alterar seu ciclo financeiro 
para 60 dias. Determinar o custo adicional considerando o custo de oportunidade de 12% 
em relação ao item (a). 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS 
a) Uma empresa projetou, para certo exercício, saídas de caixa de $3.500.000,00, 
sendo seu ciclo financeiro de 90 dias, pede-se determinar o Caixa Mínimo Operacional 
desta empresa. 
 
 
 
 
 
b) Qual será o Caixa Mínimo Operacional e economia obtida considerando o custo 
de oportunidade de 16%., se a empresa alterar seu ciclo financeiro para 45 dias. 
 
 
 
 
 
c) Qual será o Caixa Mínimo Operacional e custo adicional em relação ao item (a) se 
a empresa alterar seu ciclo financeiro para 120 dias, considerando o custo de oportunidade 
de 16%. 
 
 
 
 
 
 
 EXERCÍCIO - EXTRA SALA 
 
A “Cia. Goiás” possuía os seguintes saldos em 31/12/X5. 
 
 - Clientes $ 600.000,00 
 - Estoques $ 700.000,00 
 - Fornecedores $ 550.000,00 
 
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36 
 
Durante o exercício (X5), as receitas brutas com vendas foram de $ 2.700.000,00 e os 
custos das vendas $ 1.900.000,00. 
 
Considerando que: 
 
- Todas as compras e vendas são realizadas a prazo; 
- A alíquota de I.C.M.S. sobre as compras seja de 18%; e 
- O estoque final de mercadorias (estoque) em 31/12/X4 era $ 450.000,00. 
 
a) Calcule o P.M.E. 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) Calcule o P.M.R. 
 
 
 
 
 
 
 
 
c) Calcule o P.M.P. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
d) Calcule o Ciclo Operacional. 
 
 
 
 
e) Calcule o Ciclo Financeiro. 
 
 
 
 
 
 
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37 
 
f) Calcule o Caixa Mínimo Operacional considerando que os desembolsos anuais 
correspondem a $ 1.750.000,00, assim como os custos caso o “custo de 
oportunidade” seja de 17%. 
 
 
 
 
 
 
 
 
g) Calcule o novo Caixa Mínimo Operacional e o custo caso o Ciclo Financeiro sofra uma 
redução de 10 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
h) Calcule o novo Caixa Mínimo Operacional e o custo caso o Ciclo Financeiro sofra uma 
elevação de 10 dias em relação ao item “f”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
i) Calcule a diferença dos custos ocorrida entre os itens “f” e “g”. 
 
 
 
 
j) Calcule a diferença dos custos ocorrida entre os itens “f” e “h”. 
 
 
 
 
k) Como podemos observar, a partir dos exemplos acima, quando reduzimos o Ciclo 
Financeiro necessitamos manter ______________(menos/mais) recursos em caixa o 
que acarreta _______________________(economia/custo adicional). Em contra-
partida, toda vez que se eleva o Ciclo Financeiro precisamos manter 
_________________(menos/mais) recursos em caixa acarretando 
__________________________(economia/custo adicional). 
 
 
 
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38 
 
2.7.3. MODELO DE BAUMOL 
 
O modelo de Baumol recebe o nome do pesquisador que propôs utilizar o conceito de 
lote econômico de compra. Este modelo é aplicado quando existem entradas periódicas de 
dinheiro no caixa e saídas constantes de recursos. 
 
Este modelo pode ser aplicado em empresas que prestam, como exemplo, serviços 
de consultoria, que possuem clientes que concentram o pagamento em determinado dia do 
mês, e a empresa tenha que efetuar desembolsos ao longo do mês. 
 
Supondo a possibilidade, de um investimento de curto prazo, a empresa pode 
transformar um fluxo regular de recebimentos de caixa em diversos fluxos, desde que 
aplique parte do recebimento inicial e, com o tempo, resgate o dinheiro para honrar seus 
compromissos. 
 
Este modelo parte da premissa de que a parcela do dinheiro investido a curto prazo 
proporciona um ganho na forma de juros, e que cada operação de investir/desinvestir 
implica em um custo (desde impostos de transações financeiras até o custo do tempo que 
o funcionário leva para fazer a operação de ligar para o banco e solicitar a transferência de 
recursos da conta de investimentos). O modelo de Baumol confronta os rendimentos 
obtidos com investimento de curto prazo e o custo de cada operação de aplicação e 
resgate, determinando quantos montantes iguais o recebimento original será dividido, de 
modo a maximizar o lucro. 
 
O valor econômico de conversão é obtido por: 
Onde: 
 
VEC = valor econômico de conversão 
i = taxa de juros 
R = recebimento periódico 
b = custo da operação 
 
Limitações do Modelo de Baumol 
 
a) supõe entradas e saídas de caixa estáveis e previsíveis 
b) não considera tendência sazonal ou cíclica 
 
Exemplo: Uma empresa de advocacia recebe no dia primeiro de cada mês $ 9.600,00 pela 
prestação de seus serviços a uma outra empresa. Supondo um mês de 20 dias úteis, pode-
se afirmar que os desembolsos médios diários da empresa sejam de $ 480,00 (9.600 ÷ 
20). A taxa de juros de mercado é de 1 % a.m. e cada vez que é feitauma operação, seja 
de investimento/resgate, a empresa despende $ 3,00 ao custo vinculado a esta operação. 
Determinar o número de conversões (N) e o VEC. 
 
 
 
 
 
i
Rb
VEC
××
=
2
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39 
 
Assim, serão realizadas .............. operações de transferências de recursos, sendo que 
cada um dos resgates no valor de $ ............................ . Ou seja, a cada ........... dias 
haverá uma transferência de fundos da aplicação financeira para o caixa da empresa. 
 
O Custo total é calculado por: 
 
Custo Total da Conversão = Custo por conversão (b) X Número de Conversões (N) 
Custo Total de Oportunidade = i X Saldo Médio de Caixa (SMC)* 
Custo Total = Custo Total da Conversão + Custo Total de Oportunidade 
 
* Saldo Médio de Caixa (SMC) = VEC ÷ 2 
No exemplo temos, 
 
Custo Total da Conversão = 
Custo Total de Oportunidade = 
Custo Total = 
Figura 1: Exemplo do Modelo de Baumol 
 
 
Dia Caixa Inicial Saída Entrada Final Invest.
1 2.400 480 - 1.920 7 .200 
2 1.920 480 - 1.440 7 .200 
3 1.440 480 - 960 7 .200 
4 960 480 - 480 7 .200 
5 480 480 2.400 2 .400 4.800 
6 2.400 480 - 1.920 4 .800 
7 1.920 480 - 1.440 4 .800 
8 1.440 480 - 960 4 .800 
9 960 480 - 480 4 .800 
10 480 480 2.400 2 .400 2.400 
11 2.400 480 - 1.920 2 .400 
12 1.920 480 - 1.440 2 .400 
13 1.440 480 - 960 2 .400 
14 960 480 - 480 2 .400 
15 480 480 2.400 2 .400 - 
16 2.400 480 - 1.920 - 
17 1.920 480 - 1.440 - 
18 1.440 480 - 960 - 
19 960 480 - 480 - 
20 480 480 - - - 
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40 
 
A figura 1 mostra o fluxo de pagamentos e recebimentos da empresa. A primeira 
coluna apresenta o caixa inicial para cada dia. Para o primeiro dia, dos $ 9.600,00 
recebidos, $ 7.200,00 foram investidos a curto prazo. Os desembolsos diários de $ 480,00 
reduzem o caixa até o instante em que seja necessário fazer uma transferência de recursos 
da aplicação financeira para o caixa, o que ocorre, no citado exemplo, no 5º , 10º e 15º 
dia útil do mês. 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Suponha que a empresa Cia. Casagrande projete saídas de caixa de $ 1.800.000,00 
para o próximo exercício. Para minimizar o investimento em caixa, a administração 
pretende aplicar o modelo de Baumol. Um analista financeiro da empresa estimou o 
custo de conversão de títulos negociáveis em caixa como sendo $ 45,00 por operação e 
o custo anual de oportunidade de se manter caixa ao invés de ter recursos aplicados em 
títulos negociáveis de 8%. 
 
 
a) Calcule o montante ótimo de caixa a ser transferido de títulos negociáveis. 
 
 
 
 
 
b) Qual deverá ser o saldo médio de caixa? 
 
 
 
 
 
c) Quantas operações deverão ser feitas ao ano? 
 
 
 
 
 
d) Calcule o custo total associado ao uso do VEC, obtido em “a”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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41 
 
e) Se a empresa fizer 12 conversões de mesmo montante ao longo do ano (uma por mês), 
qual será: 
 
I. o custo total de conversão? 
 
 
 
II. o custo total de oportunidade? 
 
 
 
 
 
 
III. o custo total? 
 
 
 
Observamos que o VEC “Valor Econômico de Conversão” é o modelo que iguala os 
custos de conversão em títulos negociáveis e os custos de oportunidade por se manter 
recursos em caixa ao longo do período analisado. Conforme observamos no item “e”, ao 
“forçarmos” o número de conversões, houve alteração também no VEC aumentando o 
custo total. 
 
f) Ainda em relação ao item “d”, (somente para confirmar a afirmação acima), se a 
empresa fizer 48 conversões de mesmo montante ao longo do ano (quatro por mês), 
calcule: 
 
I. o custo total de conversão. 
 
 
 
II. o custo total de oportunidade. 
 
 
 
 
 
 
III. o custo total.

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