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As parábolas de Jesus são narrativas breves, dotadas de um conteúdo 
alegórico, utilizadas nas pregações e sermões de Jesus com a finalidade 
de transmitirem ensinamento. Algumas parábolas são de fácil 
entendimento, enquanto outras exigem uma interpretação mais 
apurada.
Neste livro você irá encontrar todas as 38 parábolas que Jesus proferiu, 
e ao final de cada parábola há uma explicação para você entender 
melhor a mensagem do Mestre. Enriqueça a sua vida espiritual lendo e 
aprendendo com as parábolas de Jesus.
O	bom	samaritano
—	Lucas	10,30-37
	
Um	homem	descia	de	Jerusalém	para	Jericó,	quando	caiu	nas	mãos	de
assaltantes.	 Estes	 lhe	 tiraram	 as	 roupas,	 espancaram-no	 e	 se	 foram,
deixando-o	quase	morto.
Aconteceu	estar	descendo	pela	mesma	estrada	um	sacerdote.	Quando
viu	o	homem,	passou	pelo	outro	 lado.	E	assim	também	um	levita;	quando
chegou	ao	lugar	e	o	viu,	passou	pelo	outro	lado.
Mas	um	samaritano,	estando	de	viagem,	chegou	onde	se	encontrava	o
homem	e,	quando	o	viu,	 teve	piedade	dele.	Aproximou-se,	enfaixou-lhe	as
feridas,	 derramando	 nelas	 vinho	 e	 óleo.	 Depois	 o	 colocou	 sobre	 o	 seu
próprio	animal,	levou-o	para	uma	hospedaria	e	cuidou	dele.
No	dia	seguinte,	deu	duas	moedas	de	ouro	ao	hospedeiro	e	disse-lhe:
“Cuide	dele.	Quando	voltar	lhe	pagarei	todas	as	despesas	que	você	tiver”.
	
Explicação:	A	parábola	do	samaritano	mostra	que	o	próximo	é	quem
se	 aproxima	 do	 outro	 para	 lhe	 dar	 uma	 resposta	 às	 necessidades.	 Nessa
tarefa	prática,	o	amor	não	leva	em	conta	barreiras	de	raça,	religião,	nação
ou	classe	social.
A	ovelha	perdida
—	Lucas	15.4-7
Qual	de	vocês	que,	possuindo	cem	ovelhas,	e	perdendo	uma,	não	deixa
as	noventa	e	nove	no	campo	e	vai	atrás	da	ovelha	perdida,	até	encontrá-la?
E	quando	a	encontra,	coloca-a	alegremente	sobre	os	ombros	e	vai	para
casa.	Ao	 chegar,	 reúne	 seus	 amigos	 e	 vizinhos	e	diz:	 “Alegrem-se	 comigo,
pois	encontrei	minha	ovelha	perdida”.
Eu	lhes	digo	que,	da	mesma	forma,	haverá	mais	alegria	no	céu	por	um
pecador	 que	 se	 arrepende	 do	 que	 por	 noventa	 e	 nove	 justos	 que	 não
precisam	arrepender-se.
	
Explicação:	A	parábola	não	quer	dizer	que	Deus	prefere	o	pecador	ao
justo,	ou	que	os	justos	sejam	hipócritas.	Ela	ressalta	o	mistério	do	amor	do
Pai	que	se	alegra	em	acolher	o	pecador	arrependido	ao	 lado	do	 justo	que
persevera.
A	moeda	perdida
—	Lucas	15.8-10
Ou,	qual	é	a	mulher	que,	possuindo	dez	moedas	e,	perdendo	uma	delas,
não	acende	uma	candeia,	varre	a	casa	e	procura	atentamente,	até	encontrá-
la?
E	quando	a	encontra,	reúne	suas	amigas	e	vizinhas	e	diz:	“Alegrem-se
comigo,	pois	encontrei	minha	moeda	perdida”.
Eu	lhes	digo	que,	da	mesma	forma,	há	alegria	na	presença	dos	anjos	de
Deus	por	um	pecador	que	se	arrepende.
	
Explicação:	A	mulher	é	pobre	e	precisa	da	moeda	para	sobreviver.	O
amor	 de	 Deus	 torna-o	 vitalmente	 necessitado	 de	 encontrar	 a	 pessoa
perdida,	para	levá-la	à	alegria	da	comunhão	no	amor.
O	filho	pródigo
—	Lucas	15.11-32
Um	homem	tinha	dois	filhos.	O	mais	novo	disse	ao	seu	pai:	“Pai,	quero
a	minha	parte	da	herança”.	Assim,	ele	repartiu	sua	propriedade	entre	eles.
Não	muito	tempo	depois,	o	filho	mais	novo	reuniu	tudo	o	que	tinha,	e
foi	 para	 uma	 região	 distante;	 e	 lá	 desperdiçou	 os	 seus	 bens	 vivendo
irresponsavelmente.
Depois	 de	 ter	 gasto	 tudo,	 houve	 uma	 grande	 fome	 em	 toda	 aquela
região,	e	ele	começou	a	passar	necessidade.	Por	 isso	 foi	empregar-se	com
um	dos	cidadãos	daquela	região,	que	o	mandou	para	o	seu	campo	a	fim	de
cuidar	de	porcos.
Ele	desejava	encher	o	estômago	com	as	vagens	de	alfarrobeira	que	os
porcos	 comiam,	 mas	 ninguém	 lhe	 dava	 nada.	 Caindo	 em	 si,	 ele	 disse:
“Quantos	 empregados	 de	 meu	 pai	 têm	 comida	 de	 sobra,	 e	 eu	 aqui,
morrendo	de	 fome!	Eu	me	porei	a	caminho	e	voltarei	para	meu	pai,	e	 lhe
direi:	 ‘Pai,	 pequei	 contra	 o	 céu	 e	 contra	 ti.	 Não	 sou	 mais	 digno	 de	 ser
chamado	teu	filho;	trata-me	como	um	dos	teus	empregados’.
A	seguir,	levantou-se	e	foi	para	seu	pai.	Estando	ainda	longe,	seu	pai	o
viu	 e,	 cheio	 de	 compaixão,	 correu	 para	 seu	 filho,	 e	 o	 abraçou	 e	 beijou.	O
filho	lhe	disse:	“Pai,	pequei	contra	o	céu	e	contra	ti.	Não	sou	mais	digno	de
ser	chamado	teu	filho”.
Mas	o	pai	disse	aos	seus	servos:	“Depressa!	Tragam	a	melhor	roupa	e
vistam	 nele.	 Coloquem	 um	 anel	 em	 seu	 dedo	 e	 calçados	 em	 seus	 pés.
Tragam	o	novilho	gordo	e	matem-no.	Vamos	fazer	uma	festa	e	comemorar.
Pois	 este	 meu	 filho	 estava	 morto	 e	 voltou	 à	 vida;	 estava	 perdido	 e	 foi
achado”.
E	começaram	a	festejar.
Enquanto	 isso,	 o	 filho	 mais	 velho	 estava	 no	 campo.	 Quando	 se
aproximou	da	casa,	ouviu	a	música	e	a	dança.	Então	chamou	um	dos	servos
e	perguntou-lhe	o	que	estava	acontecendo.
Este	 lhe	 respondeu:	 “Seu	 irmão	 voltou,	 e	 seu	 pai	 matou	 o	 novilho
gordo,	porque	o	recebeu	de	volta	são	e	salvo”.
O	 filho	mais	velho	encheu-se	de	 ira,	 e	não	quis	entrar.	Então	 seu	pai
saiu	 e	 insistiu	 com	ele.	Mas	 ele	 respondeu	 ao	 seu	 pai:	 “Olha!	 todos	 esses
anos	tenho	trabalhado	como	um	escravo	ao	teu	serviço	e	nunca	desobedeci
às	tuas	ordens.	Mas	tu	nunca	me	deste	nem	um	cabrito	para	eu	festejar	com
os	meus	amigos.	Mas	quando	volta	para	casa	esse	seu	filho,	que	esbanjou	os
teus	bens	com	as	prostitutas,	matas	o	novilho	gordo	para	ele!”
Disse	o	pai:	“Meu	filho,	você	está	sempre	comigo,	e	tudo	o	que	tenho	é
seu.	 Mas	 nós	 tínhamos	 que	 comemorar	 e	 alegrar-nos,	 porque	 este	 seu
irmão	estava	morto	e	voltou	à	vida,	estava	perdido	e	foi	achado”.
	
Explicação:	 O	 processo	 de	 conversão	 começa	 com	 a	 tomada	 de
consciência:	o	filho	mais	novo	sente-se	perdido	econômica	e	moralmente.	A
acolhida	 do	 pai	 e	 as	 medidas	 tomadas	 mostram	 não	 só	 o	 perdão,	 mas
também	o	restabelecimento	da	dignidade	do	filho.	O	filho	mais	velho	é	justo
e	perseverante,	mas	é	incapaz	de	aceitar	a	volta	do	irmão	e	o	amor	do	pai
que	o	acolheu.	Recusa-se	a	participar	da	alegria.	Com	esta	parábola,	 Jesus
ensina	 que	 devemos	 aceitar	 partilhar	 da	 alegria	 de	 Deus	 pela	 volta	 dos
pecadores	à	dignidade	da	vida.
	
O	administrador	desonesto
—	Lucas	16.1-8
O	 administrador	 de	 um	 homem	 rico	 foi	 acusado	 de	 estar
desperdiçando	os	seus	bens.	Então	ele	o	 chamou	e	 lhe	perguntou:	 “Que	é
isso	que	estou	ouvindo	a	seu	respeito?	Preste	contas	da	sua	administração,
porque	você	não	pode	continuar	sendo	o	administrador”.
O	administrador	disse	a	si	mesmo:	“Meu	senhor	está	me	despedindo.
Que	farei?	Para	cavar	não	tenho	força,	e	 tenho	vergonha	de	mendigar...	 Já
sei	 o	 que	 vou	 fazer	 para	 que,	 quando	 perder	 o	 meu	 emprego	 aqui,	 as
pessoas	me	recebam	em	suas	casas”.
Então	 chamou	 cada	 um	 dos	 devedores	 do	 seu	 senhor.	 Perguntou	 ao
primeiro:	“Quanto	você	deve	ao	meu	senhor?”
“Cem	 potes	 de	 azeite”,	 respondeu	 ele.	 O	 administrador	 lhe	 disse:
“Tome	a	sua	conta,	sente-se	depressa	e	escreva	cinqüenta”.
A	seguir	ele	perguntou	ao	segundo:	“E	você,	quanto	deve?”	“Cem	tonéis
de	trigo”,	respondeu	ele.	Ele	lhe	disse:	“Tome	a	sua	conta	e	escreva	oitenta”.
O	 senhor	 elogiou	 o	 administrador	 desonesto,	 porque	 agiu
astutamente.	Pois	os	filhos	deste	mundo	são	mais	astutos	no	trato	entre	si
do	que	os	filhos	da	luz.
	
Explicação:	 Jesus	 elogia	 o	 administrador,	 que	 soube	 tomar	 atitude
prudente.	O	Reino	de	Deus	 já	 chegou:	 é	preciso	 tomar	uma	atitude	 antes
que	seja	tarde	demais;	converter-se	e	viver	conforme	a	mensagem	de	Jesus.
O	homem	rico	e	Lázaro
—	Lucas	16.19-31
Havia	um	homem	rico	que	se	vestia	de	púrpura	e	de	linho	fino	e	vivia
no	luxo	todos	os	dias.
Diante	 do	 seu	 portão	 fora	 deixado	 um	 mendigo	 chamado	 Lázaro,
coberto	de	chagas;	este	ansiava	comer	o	que	caía	da	mesa	do	rico.	Em	vez
disso,	os	cães	vinham	lamber	as	suas	feridas.
Chegou	 o	 dia	 em	 que	 o	mendigomorreu,	 e	 os	 anjos	 o	 levaram	 para
junto	de	Abraão.	O	rico	também	morreu	e	foi	sepultado.
No	Hades,	onde	estava	sendo	atormentado,	ele	olhou	para	cima	e	viu
Abraão	 de	 longe,	 com	 Lázaro	 ao	 seu	 lado.	 Então,	 chamou-o:	 “Pai	 Abraão,
tem	misericórdia	de	mim	e	manda	que	Lázaro	molhe	a	ponta	do	dedo	na
água	e	refresque	a	minha	língua,	porque	estou	sofrendo	muito	neste	fogo”.
Mas	Abraão	 respondeu:	 “Filho,	 lembre-se	 de	 que	 durante	 a	 sua	 vida
você	recebeu	coisas	boas,	enquanto	que	Lázaro	recebeu	coisas	más.	Agora,
porém,	 ele	 está	 sendo	 consolado	 aqui	 e	 você	 está	 em	 sofrimento.	 E	 além
disso,	 entre	 vocês	 e	 nós	 há	 um	 grande	 abismo,	 de	 forma	 que	 os	 que
desejam	passar	do	nosso	lado	para	o	seu,	ou	do	seu	lado	para	o	nosso,	não
conseguem”.
Ele	respondeu:	“Então	eu	 lhe	 suplico,	pai:	manda	Lázaro	 ir	 à	 casa	de
meu	pai,	pois	tenho	cinco	irmãos.	Deixa	que	ele	os	avise,	a	fim	de	que	eles
não	venham	também	para	este	lugar	de	tormento”.
Abraão	respondeu:	“Eles	têm	Moisés	e	os	Profetas;	que	os	ouçam”.
"Não,	pai	Abraão”,	disse	ele,	“mas	se	alguém	dentre	os	mortos	fosse	até
eles,	eles	se	arrependeriam”.
Abraão	respondeu:	“Se	não	ouvem	a	Moisés	e	aos	Profetas,	tampouco
se	deixarão	convencer,	ainda	que	ressuscite	alguém	dentre	os	mortos”.
	
Explicação:	A	parábola	é	uma	critica	à	sociedade	classista,	onde	o	rico
vive	 na	 abundância	 e	 no	 luxo,	 enquanto	 o	 pobre	 morre	 na	 miséria.	 O
problema	é	o	isolamento	e	afastamento	em	que	o	rico	vive,	mantendo	um
abismo	 de	 separação	 que	 o	 pobre	 não	 consegue	 transpor.	 Para	 quebrar
esse	 isolamento,	 o	 rico	 precisa	 se	 converter.	 Nada	 o	 levará	 a	 essa
conversão,	se	ele	não	for	capaz	de	abrir	o	coração	para	a	palavra	de	Deus,	o
que	o	leva	a	voltar-se	para	o	pobre.	Assim,	mas	do	que	explicação	da	vida
no	 além,	 a	 parábola	 é	 exigência	 de	 profunda	 transformação	 social,	 para
criar	uma	sociedade	onde	haja	partilha	de	bens	entre	todos.
Os	servos
—	Lucas	17.7-10
Qual	de	vocês	que,	tendo	um	servo	que	esteja	arando	ou	cuidando	das
ovelhas,	 lhe	 dirá,	 quando	 ele	 chegar	 do	 campo:	 “Venha	 agora	 e	 sente-se
para	comer?”
Pelo	contrário,	não	dirá:	“Prepare	o	meu	jantar,	apronte-se	e	sirva-me
enquanto	como	e	bebo;	depois	disso	você	pode	comer	e	beber?”
Será	que	ele	agradecerá	ao	servo	por	ter	feito	o	que	lhe	foi	ordenado?
Assim	também	vocês,	quando	tiverem	feito	 tudo	o	que	 lhes	 for	ordenado,
devem	dizer:	“Somos	servos	inúteis;	apenas	cumprimos	o	nosso	dever”.
	
Explicação:	 Jesus	sentencia	sobre	o	escândalo,	a	correção	fraterna,	o
perdão,	 o	 poder	 da	 fé	 e	 a	 necessidade	 de	 estar	 desinteressadamente	 a
serviço	 de	 Deus.	 São	 atitudes	 fundamentais	 para	 a	 vida	 do	 discípulo	 de
Jesus.
A	viúva	e	o	juiz
—	Lucas	18.2-5
Em	certa	cidade	havia	um	juiz	que	não	temia	a	Deus	nem	se	importava
com	 os	 homens.	 E	 havia	 naquela	 cidade	 uma	 viúva	 que	 se	 dirigia
continuamente	 a	 ele,	 suplicando-lhe:	 “Faze-me	 justiça	 contra	 o	 meu
adversário”.
Por	 algum	 tempo	 ele	 se	 recusou.	 Mas	 finalmente	 disse	 a	 si	 mesmo:
“Embora	eu	não	tema	a	Deus	e	nem	me	importe	com	os	homens,	esta	viúva
está	 me	 aborrecendo;	 vou	 fazer-lhe	 justiça	 para	 que	 ela	 não	 venha	 me
importunar”.
	
Explicação:	Insistência	e	perseverança	só	existem	naqueles	que	estão
insatisfeitos	 com	 a	 situação	 presente	 e,	 por	 isso,	 não	 desanimam;	 do
contrário,	 jamais	 conseguiriam	 alguma	 coisa.	 Deus	 atende	 àqueles	 que,
através	 da	 oração,	 testemunham	 o	 desejo	 e	 a	 esperança	 de	 que	 se	 faça
justiça.
Os	talentos
—	Mateus	25.14-30
Porque	 isto	 é	 também	 como	 um	 homem	 que,	 partindo	 para	 fora	 da
terra,	 chamou	 os	 seus	 servos,	 e	 entregou-lhes	 os	 seus	 bens.	 E	 a	 um	 deu
cinco	 talentos,	 e	 a	 outro	 dois,	 e	 a	 outro	 um,	 a	 cada	 um	 segundo	 a	 sua
capacidade,	e	ausentou-se	logo	para	longe.
E,	tendo	ele	partido,	o	que	recebera	cinco	talentos	negociou	com	eles,	e
granjeou	 outros	 cinco	 talentos.	 Da	 mesma	 sorte,	 o	 que	 recebera	 dois,
granjeou	também	outros	dois.
Mas	o	que	recebera	um,	foi	e	cavou	na	terra	e	escondeu	o	dinheiro	do
seu	senhor.
E	muito	tempo	depois	veio	o	senhor	daqueles	servos,	e	fez	contas	com
eles.	Então	aproximou-se	o	que	recebera	cinco	talentos,	e	trouxe-lhe	outros
cinco	 talentos,	 dizendo:	 “Senhor,	 entregaste-me	 cinco	 talentos;	 eis	 aqui
outros	cinco	talentos	que	granjeei	com	eles”.
E	o	 seu	senhor	 lhe	disse:	 “Bem	está,	 servo	bom	e	 fiel.	 Sobre	o	pouco
foste	fiel,	sobre	muito	te	colocarei;	entra	no	gozo	do	teu	senhor”.
E,	chegando	também	o	que	tinha	recebido	dois	talentos,	disse:	“Senhor,
entregaste-me	 dois	 talentos;	 eis	 que	 com	 eles	 granjeei	 outros	 dois
talentos”.
Disse-lhe	 o	 seu	 senhor:	 “Bem	 está,	 bom	 e	 fiel	 servo.	 Sobre	 o	 pouco
foste	fiel,	sobre	muito	te	colocarei;	entra	no	gozo	do	teu	senhor”
Mas,	chegando	também	o	que	recebera	um	talento,	disse:	“Senhor,	eu
conhecia-te,	 sei	 que	 és	 um	homem	duro,	 que	 ceifas	 onde	não	 semeaste	 e
ajuntas	onde	não	espalhaste;	e,	atemorizado,	escondi	na	terra	o	teu	talento;
aqui	tens	o	que	é	teu”.
Respondendo,	porém,	o	seu	senhor,	disse-lhe:	“Mau	e	negligente	servo;
sabias	que	ceifo	onde	não	semeei	e	ajunto	onde	não	espalhei?	Devias	então
ter	dado	o	meu	dinheiro	 aos	banqueiros	 e,	 quando	eu	viesse,	 receberia	o
meu	 com	 os	 juros.	 Tirai-lhe	 pois	 o	 talento,	 e	 dai-o	 ao	 que	 tem	 os	 dez
talentos.	Porque	a	qualquer	que	tiver	será	dado,	e	terá	em	abundância;	mas
ao	que	não	tiver	até	o	que	tem	ser-lhe-á	tirado.	Lançai,	pois,	o	servo	inútil
nas	trevas	exteriores;	ali	haverá	pranto	e	ranger	de	dentes”.
	
Explicação:	 Não	 basta	 estar	 preparado,	 esperando	 passivamente	 a
manifestação	 de	 Jesus.	 É	 preciso	 arriscar	 e	 lançar-se	 à	 ação,	 para	 que	 os
dons	recebidos	frutifiquem	e	cresçam.
Os	lavradores	maus
—	Lucas	20.9-16
Certo	 homem	 plantou	 uma	 vinha,	 arrendou-a	 a	 alguns	 lavradores	 e
ausentou-se	por	longo	tempo.
Na	época	da	colheita,	ele	enviou	um	servo	aos	lavradores,	para	que	lhe
entregassem	parte	do	fruto	da	vinha.	Mas	os	lavradores	o	espancaram	e	o
mandaram	embora	de	mãos	vazias.
Ele	mandou	outro	servo,	mas	a	esse	também	espancaram	e	o	trataram
de	maneira	humilhante,	mandando-o	embora	de	mãos	vazias.
Enviou	ainda	um	terceiro,	e	eles	o	feriram	e	o	expulsaram	da	vinha.
Então	 o	 proprietário	 da	 vinha	 disse:	 “Que	 farei?	Mandarei	meu	 filho
amado;	quem	sabe	o	respeitarão”.
Mas	 quando	 os	 lavradores	 o	 viram,	 combinaram	 entre	 si	 dizendo:
“Este	é	o	herdeiro.	Vamos	matá-lo,	e	a	herança	será	nossa”.
Assim,	lançaram-no	fora	da	vinha	e	o	mataram.
O	que	lhes	fará	então	o	dono	da	vinha?	Virá,	matará	aqueles	lavradores
e	dará	a	vinha	a	outros.
Quando	o	povo	ouviu	isso,	disse:	"Que	isso	nunca	aconteça!”
	
Explicação:	 Jesus	 passa	 ao	 ataque.	 Acusa	 autoridades	 (chefes	 dos
sacerdotes,	 doutores	 da	 Lei)	 de	 se	 apoderarem	 daquilo	 que	 pertence	 a
Deus,	 isto	 é,	 o	 povo	 da	 aliança	 (vinha).	 Depois	 de	 muitos	 profetas	 que
pregavam	 a	 justiça	 (empregados),	 Deus	 envia	 o	 seu	 próprio	 Filho	 com	 o
Reino.	 A	 rejeição	 e	 a	morte	 do	 Filho	 trazem	 a	 sentença:	 o	 povo	 de	Deus,
agora	congregado	em	torno	de	Jesus	(pedra),	passa	a	outros	chefes,	que	não
devem	tomar	posse	dele,	mas	servi-lo.
A	roupa	nova
—	Lucas	5.36
Ninguém	tira	remendo	de	roupa	nova	e	o	costura	em	roupa	velha;	se	o
fizer,	 estragará	 a	 roupa	 nova,	 além	 do	 que	 o	 remendo	 da	 nova	 não	 se
ajustará	à	velha.
	
Explicação:	Lucas	salienta	que	quem	está	habituado	às	estruturas	do
velho	 sistema,	 e	 não	 se	 predispõe	 à	 mudança,	 jamais	 aceita	 a	 novidade
trazida	por	Jesus.
O	vinho	novo
–	Lucas	5.37-38
E	ninguém	põe	vinho	novo	em	vasilhas	de	couro	velhas;	 se	o	 fizer,	o
vinho	novo	rebentará	as	vasilhas,	se	derramará,e	as	vasilhas	se	estragarão.
Pelo	contrário,	vinho	novo	deve	ser	posto	em	vasilhas	de	couro	novas.
E	ninguém,	depois	de	beber	o	vinho	velho,	prefere	o	novo,	pois	diz:	“O
vinho	velho	é	melhor!”
	
Explicação:	A	atividade	de	Jesus	mostra	que	o	amor	de	Deus	vem	para
salvar	 o	 homem	 concreto	 e	 não	 para	manter	 as	 estruturas	 que	 sugam	 o
homem.	 A	 novidade	 rompe	 estas	 estruturas	 simbolizadas	 pela	 roupa	 e
barril	velhos.	Jesus	não	veio	para	reformar;	Ele	exige	mudança	radical.
Os	dois	alicerces
—	Lucas	6.47-49
Eu	 lhes	mostrarei	 a	que	 se	 compara	aquele	que	vem	a	mim,	ouve	as
minhas	 palavras	 e	 as	 pratica.	 É	 como	 um	 homem	 que,	 ao	 construir	 uma
casa,	cavou	fundo	e	colocou	os	alicerces	na	rocha.	Quando	veio	a	inundação,
a	 torrente	 deu	 contra	 aquela	 casa,	 mas	 não	 a	 conseguiu	 abalar,	 porque
estava	bem	construída.
Mas	aquele	que	ouve	as	minhas	palavras	e	não	as	pratica,	é	como	um
homem	que	construiu	uma	casa	sobre	o	chão,	sem	alicerces.	No	momento
em	que	a	 torrente	deu	contra	aquela	 casa,	 ela	 caiu,	 e	a	 sua	destruição	 foi
completa
	
Explicação:	 Quem	 põe	 em	 prática	 a	 mensagem	 de	 Jesus,	 constrói	 a
vida	pessoal	e	comunitária	sobre	alicerce	firme,	que	resiste	à	alienação,	aos
conflitos	 e	 até	mesmo	 à	 perseguição.	 Quem	 fica	 somente	 no	 ouvir	 ou	 no
falar,	jamais	colabora	na	construção	de	nova	sociedade.
Os	dois	devedores
—	Lucas	7.41-43
Dois	homens	deviam	a	certo	credor.	Um	lhe	devia	quinhentas	moedas
e	o	outro,	 cinqüenta.	Nenhum	dos	dois	 tinha	 com	que	 lhe	pagar,	por	 isso
perdoou	a	dívida	a	ambos.	Qual	deles	o	amará	mais?
Simão	respondeu:	"Suponho	que	aquele	a	quem	foi	perdoada	a	dívida
maior".
"Você	julgou	bem",	disse	Jesus.
	
Explicação:	 Jesus	 mostra	 que	 a	 justiça	 de	 Deus	 se	 manifesta	 como
amor	 que	 perdoa	 os	 pecados	 e	 transforma	 as	 condições	 das	 pessoas.	 O
amor	é	expressão	e	sinal	do	perdão	recebido.
O	semeador
—	Lucas	8.5-8
O	 semeador	 saiu	 a	 semear.	 Enquanto	 lançava	 a	 semente,	 parte	 dela
caiu	à	beira	do	caminho;	foi	pisada,	e	as	aves	do	céu	a	comeram.
Parte	dela	caiu	sobre	pedras	e,	quando	germinou,	as	plantas	secaram,
porque	não	havia	umidade.
Outra	parte	caiu	entre	espinhos,	que	cresceram	com	ela	e	sufocaram	as
plantas.
Outra	ainda	caiu	em	boa	terra.	Cresceu	e	deu	boa	colheita,	a	cem	por
um.
Tendo	dito	isso,	Jesus	exclamou:	"Aquele	que	tem	ouvidos	para	ouvir,
ouça!”
	
Explicação:	 Apesar	 de	 todos	 os	 obstáculos,	 o	 semeador	 realiza	 seu
trabalho,	confiando	na	colheita	que	vai	ter.	Jesus	também:	apesar	de	todas
as	reações,	obstáculos	e	incompreensões,	sua	missão	chegará	ao	fim	e	será
bem	sucedida.
A	lamparina
—	Lucas	8.16-18
Ninguém	 acende	 uma	 lamparina	 e	 a	 esconde	 num	 jarro	 ou	 a	 coloca
debaixo	 de	 uma	 cama.	 Pelo	 contrário,	 coloca-a	 num	 lugar	 apropriado,	 de
modo	que	os	que	entram	possam	ver	a	luz.
Porque	 não	 há	 nada	 oculto	 que	 não	 venha	 a	 ser	 revelado,	 e	 nada
escondido	que	não	venha	a	ser	conhecido	e	trazido	à	luz.
Portanto,	considerem	atentamente	como	vocês	estão	ouvindo.	A	quem
tiver,	mais	lhe	será	dado;	de	quem	não	tiver,	até	o	que	pensa	que	tem	lhe
será	tirado.
	
Explicação:	A	libertação	iniciada	por	Jesus	não	é	para	ser	abafada	ou
ficar	 escondida,	mas	para	 se	 tornar	 conhecida	 e	 contagiar	 a	 todos.	Quem
acolhe	a	Boa	Noticia,	aprende	a	ver	e	agir	de	acordo	com	a	visão	e	a	ação	de
Jesus.	 E	 a	 compreensão	 vai	 aumentando	 à	medida	 que	 se	 age.	 Quem	não
age,	perde	até	mesmo	a	pouca	compreensão	que	já	tem.
Os	empregados	alertas
—	Lucas	12.35-40
Estejam	 prontos	 para	 servir,	 e	 conservem	 acesas	 as	 suas	 candeias,
como	 aqueles	 que	 esperam	 seu	 senhor	 voltar	 de	 um	 banquete	 de
casamento;	para	que,	quando	ele	chegar	e	bater,	possam	abrir-lhe	a	porta
imediatamente.
Felizes	os	servos	cujo	senhor	os	encontrar	vigiando,	quando	voltar.	Eu
lhes	 afirmo	que	ele	 se	 vestirá	para	 servir,	 fará	que	 se	 reclinem	à	mesa,	 e
virá	servi-los.
Mesmo	que	ele	chegue	de	noite	ou	de	madrugada,	felizes	os	servos	que
o	senhor	encontrar	preparados.
Entendam,	porém,	isto:	se	o	dono	da	casa	soubesse	a	que	hora	viria	o
ladrão,	não	permitiria	que	a	sua	casa	fosse	arrombada.
Estejam	 também	 vocês	 preparados,	 porque	 o	 Filho	 do	 homem	 virá
numa	hora	em	que	não	o	esperam.
	
Explicação:	 Esperando	 continuamente	 a	 chegada	 imprevisível	 do
Senhor	que	serve,	a	comunidade	cristã	permanece	atenta,	concretizando	a
busca	do	Reino	através	da	prontidão	para	o	serviço	fraterno.
O	amigo	persistente
—	Lucas	11.5-8
Suponham	 que	 um	 de	 vocês	 tenha	 um	 amigo	 e	 que	 recorra	 a	 ele	 à
meia-noite	e	diga:	 “Amigo,	empreste-me	três	pães,	porque	um	amigo	meu
chegou	de	viagem,	e	não	tenho	nada	para	lhe	oferecer”.
E	o	que	estiver	dentro	 responda:	 “Não	me	 incomode.	A	porta	 já	 está
fechada,	e	meus	filhos	estão	deitados	comigo.	Não	posso	me	levantar	e	lhe
dar	o	que	me	pede”.
Eu	lhes	digo:	embora	ele	não	se	levante	para	dar-lhe	o	pão	por	ser	seu
amigo,	 por	 causa	 da	 importunação	 se	 levantará	 e	 lhe	 dará	 tudo	 o	 que
precisar.
Por	 isso	 lhes	digo:	Peçam,	e	 lhes	será	dado;	busquem,	e	encontrarão;
batam,	e	a	porta	lhes	será	aberta.	Pois	todo	o	que	pede,	recebe;	o	que	busca,
encontra;	e	àquele	que	bate,	a	porta	será	aberta.
	
Explicação:	Se	os	homens	são	capazes	de	atender	ao	pedido	de	amigos
e	 filhos,	 quanto	 mais	 o	 Pai!	 Ele	 nada	 recusará.	 Pelo	 contrário,	 dará	 o
Espírito	Santo,	isto	é,	a	força	de	Deus	que	leva	o	homem	a	viver	conforme	a
vida	de	Jesus	Cristo.
O	rico	sem	juízo
—	Lucas	12.16-21
A	terra	de	certo	homem	rico	produziu	muito	bem.	Ele	pensou	consigo
mesmo:	“O	que	vou	fazer?	Não	tenho	onde	armazenar	minha	colheita”.
Então	disse:	“Já	sei	o	que	vou	 fazer.	Vou	derrubar	os	meus	celeiros	e
construir	 outros	 maiores,	 e	 ali	 guardarei	 toda	 a	 minha	 safra	 e	 todos	 os
meus	bens”.
E	 direi	 a	 mim	 mesmo:	 “Você	 tem	 grande	 quantidade	 de	 bens,
armazenados	para	muitos	anos.	Descanse,	coma,	beba	e	alegre-se”.
Contudo,	Deus	 lhe	disse:	“Insensato!	Esta	mesma	noite	a	sua	vida	 lhe
será	exigida.	Então,	quem	ficará	com	o	que	você	preparou?”
Assim	acontece	com	quem	guarda	para	si	riquezas,	mas	não	é	rico	para
com	Deus.
	
Explicação:	 No	 caminho	 da	 vida,	 o	 homem	 depara	 com	 o	 problema
das	riquezas.	 Jesus	mostra	que	é	 idiotice	acumular	bens	para	assegurar	a
própria	vida,	só	Deus	pode	dar	ao	homem	a	riqueza	que	é	a	própria	vida.
O	empregado	fiel
—	Lucas	12.42-48
Quem	 é,	 pois,	 o	 administrador	 fiel	 e	 sensato,	 a	 quem	 seu	 senhor
encarrega	dos	seus	servos,	para	lhes	dar	sua	porção	de	alimento	no	tempo
devido?
Feliz	 o	 servo	 a	 quem	 o	 seu	 senhor	 encontrar	 fazendo	 assim	 quando
voltar.	Garanto-lhes	que	ele	o	encarregará	de	todos	os	seus	bens.
Mas	 suponham	 que	 esse	 servo	 diga	 a	 si	 mesmo:	 “Meu	 senhor	 se
demora	a	voltar”,	e	então	comece	a	bater	nos	servos	e	nas	servas,	a	comer,
a	beber	e	a	embriagar-se.
O	senhor	daquele	servo	virá	num	dia	em	que	ele	não	o	espera	e	numa
hora	 que	 não	 sabe,	 e	 o	 punirá	 severamente	 e	 lhe	 dará	 um	 lugar	 com	 os
infiéis.
Aquele	 servo	 que	 conhece	 a	 vontade	 de	 seu	 senhor	 e	 não	 prepara	 o
que	ele	deseja,	nem	o	realiza,	receberá	muitos	açoites.	Mas	aquele	que	não
a	conhece	e	pratica	coisas	merecedoras	de	castigo,	receberá	poucos	açoites.
A	quem	muito	 foi	dado,	muito	 será	 exigido;	 e	 a	quem	muito	 foi	 confiado,
muito	mais	será	pedido.
	
Explicação:	 Isso	 vale	 para	 os	 dirigentes	 da	 comunidade,	 que
receberam	 de	 Jesus	 o	 encargo	 de	 servir,	 provendo	 às	 necessidades	 da
comunidade.	A	responsabilidade	é	ainda	maior,	quando	se	sabe	o	que	deve
ser	feito.
A	figueira	sem	figos
—	Lucas	13.6-9
Um	 homem	 tinha	 uma	 figueira	 plantada	 em	 sua	 vinha.	 Foi	 procurar
fruto	nela,	enão	achou	nenhum.
Por	 isso	 disse	 ao	 que	 cuidava	 da	 vinha:	 “Já	 faz	 três	 anos	 que	 venho
procurar	fruto	nesta	figueira	e	não	acho.	Corte-a!	Por	que	deixá-la	inutilizar
a	terra?”
Respondeu	o	homem:	“Senhor,	deixe-a	por	mais	um	ano,	e	eu	cavarei
ao	redor	dela	e	a	adubarei.	Se	der	fruto	no	ano	que	vem,	muito	bem!	Se	não,
corte-a”.
	
Explicação:	A	parábola	 salienta	que,	 em	 Jesus,	Deus	 sempre	dá	uma
última	chance.
A	figueira	sem	folhas
—	Lucas	21.29-31
Observem	 a	 figueira	 e	 todas	 as	 árvores.	 Quando	 elas	 brotam,	 vocês
mesmos	percebem	e	sabem	que	o	verão	está	próximo.
Assim	também,	quando	virem	estas	coisas	acontecendo,	saibam	que	o
Reino	de	Deus	está	próximo
	
Explicação:	 Tarefa	 urgente	 do	 discípulo	 é	 testemunhar	 sem
esmorecer,	continuando	a	ação	de	Jesus.	A	espera	da	plena	manifestação	de
Jesus	 e	 do	 mundo	 novo,	 por	 ele	 prometido,	 impede	 que	 o	 discípulo	 se
instale	 na	 situação	 presente;	 e	 por	 outro	 lado,	 evita	 que	 o	 discípulo
desanime,	achando	que	o	projeto	de	Jesus	é	difícil,	distante	e	inviável.
A	semente	de	mostarda
—	Lucas	13.18-19
Com	que	se	parece	o	Reino	de	Deus?	Com	que	o	compararei?	É	como
um	grão	de	mostarda	que	um	homem	semeou	em	sua	horta.	Ele	cresceu	e
se	tornou	uma	árvore,	e	as	aves	do	céu	fizeram	ninhos	em	seus	ramos.
	
Explicação:	Diante	das	estruturas	e	ações	deste	mundo,	a	atividade	de
Jesus	e	daqueles	que	o	seguem	parece	impotente,	e	mesmo	ridícula.	Mas	ela
crescerá,	até	atingir	o	mundo	inteiro.
O	fermento
—	Lucas	13.20-21
A	 que	 compararei	 o	 Reino	 de	 Deus?	 É	 como	 o	 fermento	 que	 uma
mulher	misturou	com	uma	grande	quantidade	de	 farinha,	 e	 toda	a	massa
ficou	fermentada.
	
Explicação:	Da	mesma	forma	que	a	parábola	da	semente	de	mostarda,
Jesus	ensina	que	o	Reino	de	Deus	é	muito	maior	do	que	pensamos.
Os	convidados	para	festa	de	casamento
—	Lucas	14.7-14
Quando	 alguém	 o	 convidar	 para	 um	 banquete	 de	 casamento,	 não
ocupe	o	lugar	de	honra,	pois	pode	ser	que	tenha	sido	convidado	alguém	de
maior	honra	do	que	você.
Se	for	assim,	aquele	que	convidou	os	dois	virá	e	lhe	dirá:	“Dê	o	lugar	a
este”.	Então,	humilhado,	você	precisará	ocupar	o	lugar	menos	importante.
Mas	quando	você	for	convidado,	ocupe	o	 lugar	menos	importante,	de
forma	que,	quando	vier	aquele	que	o	convidou,	diga-lhe:	“Amigo,	passe	para
um	lugar	mais	importante”.	Então	você	será	honrado	na	presença	de	todos
os	convidados.
Pois	 todo	 o	 que	 se	 exalta	 será	 humilhado,	 e	 o	 que	 se	 humilha	 será
exaltado.
Então	 Jesus	 disse	 ao	 que	 o	 tinha	 convidado:	 "Quando	 você	 der	 um
banquete	ou	jantar,	não	convide	seus	amigos,	irmãos	ou	parentes,	nem	seus
vizinhos	ricos;	se	o	 fizer,	eles	poderão	também,	por	sua	vez,	convidá-lo,	e
assim	você	será	recompensado.	Mas,	quando	der	um	banquete,	convide	os
pobres,	 os	 aleijados,	 os	mancos,	 e	 os	 cegos.	 Feliz	 será	 você,	 porque	 estes
não	têm	como	retribuir.	A	sua	recompensa	virá	na	ressurreição	dos	justos”.
	
Explicação:	 Jesus	 critica	 o	 conceito	 de	 honra	 baseado	 no	 orgulho	 e
ambição,	 que	 geram	 aparências	 de	 justiça,	 mas	 escondem	 os	 maiores
contrastes	 sociais.	 A	 honra	 do	 homem	 depende	 de	 Deus,	 o	 único	 que
conhece	a	situação	real	e	global	do	homem;	essa	honra	supera	a	crença	que
o	 homem	 pode	 ter	 nos	 seus	 próprios	 méritos.	 Jesus	 mostra	 que	 o	 amor
verdadeiro	 não	 é	 comércio,	mas	 serviço	 gratuito,	 pois	 o	 pobre	 não	 pode
pagar	 e	 o	 inimigo	 não	 pode	 merecer.	 Só	 Deus	 pode	 retribuir	 ao	 amor
gratuito.
A	grande	festa
—	Lucas	14.16-24
Certo	 homem	 estava	 preparando	 um	 grande	 banquete	 e	 convidou
muitas	pessoas.
Na	hora	de	começar,	enviou	seu	servo	para	dizer	aos	que	haviam	sido
convidados:	“Venham,	pois	tudo	já	está	pronto”.
Mas	eles	começaram,	um	por	um,	a	apresentar	desculpas.	O	primeiro
disse:	 “Acabei	de	 comprar	uma	propriedade,	 e	preciso	 ir	 vê-la.	 Por	 favor,
desculpe-me”.
Outro	 disse:	 “Acabei	 de	 comprar	 cinco	 juntas	 de	 bois	 e	 estou	 indo
experimentá-las.	Por	favor,	desculpe-me”.
Ainda	outro	disse:	“Acabo	de	me	casar,	por	isso	não	posso	ir”.
O	servo	voltou	e	relatou	isso	ao	seu	senhor.	Então	o	dono	da	casa	irou-
se	e	ordenou	ao	seu	servo:	“Vá	rapidamente	para	as	ruas	e	becos	da	cidade
e	traga	os	pobres,	os	aleijados,	os	cegos	e	os	mancos”.
Disse	o	servo:	“O	que	o	senhor	ordenou	foi	feito,	e	ainda	há	lugar”.
Então	o	senhor	disse	ao	servo:	“Vá	pelos	caminhos	e	valados	e	obrigue-
os	a	entrar,	para	que	a	minha	casa	fique	cheia”.
Eu	lhes	digo:	nenhum	daqueles	que	foram	convidados	provará	do	meu
banquete.
	
Explicação:	 O	 Reino	 de	Deus	 é	 apresentado	 como	 banquete	 em	que
Deus	reúne	os	seus	convidados.	Ainda	que	os	representantes	oficiais	e	os
habituados	à	religião	recusem	o	convite,	dando	mais	importância	aos	seus
próprios	afazeres,	o	Reino	permanece	aberto	para	aqueles	que	comumente
são	julgados	como	excluídos:	os	marginalizados	da	sociedade	e	da	religião.
A	construção	duma	torre
—	Lucas	14.28-33
Qual	de	vocês,	se	quiser	construir	uma	torre,	primeiro	não	se	assenta	e
calcula	o	preço,	para	ver	se	tem	dinheiro	suficiente	para	completá-la?	Pois,
se	 lançar	 o	 alicerce	 e	 não	 for	 capaz	 de	 terminá-la,	 todos	 os	 que	 a	 virem
rirão	dele,	dizendo:	 “Este	homem	começou	a	construir	e	não	 foi	 capaz	de
terminar”.
Ou,	 qual	 é	 o	 rei	 que,	 pretendendo	 sair	 à	 guerra	 contra	 outro	 rei,
primeiro	 não	 se	 assenta	 e	 pensa	 se	 com	 dez	 mil	 homens	 é	 capaz	 de
enfrentar	aquele	que	vem	contra	ele	com	vinte	mil?
Se	não	for	capaz,	enviará	uma	delegação,	enquanto	o	outro	ainda	está
longe,	e	pedirá	um	acordo	de	paz.
Da	mesma	 forma,	qualquer	de	vocês	que	não	renunciar	a	 tudo	o	que
possui	não	pode	ser	meu	discípulo.
	
Explicação:	Seguir	a	Jesus	e	continuar	o	seu	projeto	é	viver	um	clima
novo	na	relação	com	as	pessoas,	com	as	coisas	materiais	e	consigo	mesmo.
Trata-se	 de	 assumir	 com	 liberdade	 e	 fidelidade	 a	 condição	 humana,	 sem
superficialismo,	conveniência	ou	romantismo.	O	discípulo	de	Jesus	deve	ser
realista,	a	fim	de	evitar	ilusões	e	covardias	vergonhosas.
O	fariseu	e	o	cobrador	de	impostos
—	Lucas	18.10-14
Dois	homens	subiram	ao	 templo	para	orar;	um	era	 fariseu	e	o	outro,
cobrador	de	impostos.
O	 fariseu,	em	pé,	orava	no	 íntimo:	 “Deus,	 eu	 te	 agradeço	porque	não
sou	 como	 os	 outros	 homens:	 ladrões,	 corruptos,	 adúlteros;	 nem	 mesmo
como	 este	 cobrador	 de	 impostos.	 Jejuo	 duas	 vezes	 por	 semana	 e	 dou	 o
dízimo	de	tudo	quanto	ganho”.
Mas	o	 cobrador	 de	 impostos	 ficou	 à	 distância.	 Ele	 nem	ousava	 olhar
para	o	céu,	mas	batendo	no	peito,	dizia:	 “Deus,	 tem	misericórdia	de	mim,
que	sou	pecador”.
Eu	 lhes	digo	que	este	homem,	e	não	o	outro,	 foi	para	casa	 justificado
diante	 de	Deus.	 Pois	 quem	 se	 exalta	 será	 humilhado,	 e	 quem	 se	 humilha
será	exaltado.
	
Explicação:	 Não	 basta	 ser	 perseverante	 e	 insistente.	 É	 preciso
reconhecer	e	confessar	a	própria	pequenez,	 recorrendo	à	misericórdia	de
Deus.	De	nada	adianta	o	homem	justificar	a	si	mesmo,	pois	a	justificação	é
dom	de	Deus.
A	semente	que	cresce
—	Marcos	4.26-29
O	Reino	de	Deus	é	semelhante	a	um	homem	que	lança	a	semente	sobre
a	terra.	Noite	e	dia,	quer	ele	durma	quer	se	 levante,	a	semente	germina	e
cresce,	embora	ele	não	saiba	como.
A	terra	por	si	própria	produz	o	grão:	primeiro	o	talo,	depois	a	espiga	e,
então,	o	grão	cheio	na	espiga.
Logo	 que	 o	 grão	 fica	 maduro,	 o	 homem	 lhe	 passa	 a	 foice,	 porque
chegou	a	colheita.
	
Explicação:	 A	 missão	 de	 Jesus	 é	 portadora	 do	 Reino	 de	 Deus	 e	 da
transformação	que	ele	provoca.	Uma	vez	iniciada,	a	ação	de	Jesus	cresce	e
produz	fruto	de	maneira	imprevisível	e	irresistível.
O	joio
—	Mateus	13.24-30
O	reino	dos	céus	é	semelhante	ao	homem	que	semeia	a	boa	semente
no	seucampo;	mas,	dormindo	o	homem,	veio	o	seu	inimigo,	e	semeou	joio
no	meio	do	trigo,	e	retirou-se.
E,	 quando	 a	 erva	 cresceu	 e	 frutificou,	 apareceu	 também	 o	 joio.	 E	 os
servos	 do	 pai	 de	 família,	 indo	 ter	 com	 ele,	 disseram-lhe:	 “Senhor,	 não
semeaste	tu,	no	teu	campo,	boa	semente?	Por	que	tem,	então,	joio?”
E	 ele	 lhes	 disse:	 “Um	 inimigo	 é	 quem	 fez	 isso”.	 E	 os	 servos	 lhe
disseram:	“Queres	pois	que	vamos	arrancá-lo?”
Ele,	porém,	lhes	disse:	“Não;	para	que,	ao	colher	o	joio,	não	arranqueis
também	 o	 trigo	 com	 ele.	 Deixai	 crescer	 ambos	 juntos	 até	 à	 ceifa;	 e,	 por
ocasião	 da	 ceifa,	 direi	 aos	 ceifeiros:	 Colhei	 primeiro	 o	 joio,	 e	 atai-o	 em
molhos	para	o	queimar;	mas,	o	trigo,	ajuntai-o	no	meu	celeiro”.
	
Explicação:	 O	Messias	 já	 veio.	 Então,	 por	 que	 o	 Reino	 ainda	 não	 se
instalou	definitivamente?	Resposta	de	Jesus:	Isso	não	se	deve	à	imperfeição
natural	dos	homens,	mas	a	uma	sabotagem	premeditada,	 feita	por	aquele
que	quer	usurpar	a	autoridade	de	Deus	no	mundo.	Não	cabe	aos	homens
fazer	a	separação	entre	bons	e	maus,	pois	só	Deus	pode	fazer	o	julgamento.
O	tesouro	escondido
—	Mateus	13.44
O	 Reino	 dos	 céus	 é	 como	 um	 tesouro	 escondido	 num	 campo.	 Certo
homem,	tendo-o	encontrado,	escondeu-o	de	novo	e,	então,	cheio	de	alegria,
foi,	vendeu	tudo	o	que	tinha	e	comprou	aquele	campo.
O	Reino	dos	céus	também	é	como	um	negociante	que	procura	pérolas
preciosas.	Encontrando	uma	pérola	de	grande	valor,	foi,	vendeu	tudo	o	que
tinha	e	a	comprou.
	
Explicação:	Para	entrar	no	Reino	é	necessário	decisão	total.	Apegar-se
a	seguranças,	mesmo	religiosas,	que	são	falsas	ou	puras	imitações,	em	troca
da	justiça	do	Reino,	é	preferir	bijuterias	a	uma	pedra	preciosa.
A	rede
—	Mateus	13.47-48
O	 Reino	 dos	 céus	 é	 ainda	 como	 uma	 rede	 que	 é	 lançada	 ao	 mar	 e
apanha	toda	sorte	de	peixes.
Quando	 está	 cheia,	 os	 pescadores	 a	 puxam	 para	 a	 praia.	 Então	 se
assentam	e	juntam	os	peixes	bons	em	cestos,	mas	jogam	fora	os	ruins.
	
Explicação:	A	consumação	do	Reino	se	realiza	através	do	julgamento
que	separa	os	bons	dos	maus.	Os	que	vivem	a	justiça	anunciada	por	Jesus
tomarão	parte	definitiva	no	Reino;	os	que	não	vivem	serão	excluídos	para
sempre.	É	preciso	decidir	desde	já.
O	empregado	mal
—	Mateus	18.23-34
Por	 isso	o	 reino	dos	 céus	pode	 comparar-se	 a	um	certo	 rei	 que	quis
fazer	 contas	 com	 os	 seus	 servos;	 e,	 começando	 a	 fazer	 contas,	 foi-lhe
apresentado	um	que	 lhe	devia	dez	mil	 talentos;	e,	não	 tendo	ele	com	que
pagar,	 o	 seu	 senhor	 mandou	 que	 ele,	 e	 sua	 mulher	 e	 seus	 filhos	 fossem
vendidos,	com	tudo	quanto	tinha,	para	que	a	dívida	se	lhe	pagasse.
Então	aquele	 servo,	prostrando-se,	 o	 reverenciava,	dizendo:	 “Senhor,
seja	generoso	para	comigo,	e	tudo	te	pagarei”.
Então	o	Senhor	daquele	servo,	movido	de	íntima	compaixão,	soltou-o	e
perdoou-lhe	a	dívida.
Saindo,	 porém,	 aquele	 servo,	 encontrou	 um	dos	 seus	 conservos,	 que
lhe	devia	cem	dinheiros,	e,	lançando	mão	dele,	sufocava-o,	dizendo:	“Paga-
me	o	que	me	deves”.
Então	 o	 seu	 companheiro,	 prostrando-se	 aos	 seus	 pés,	 rogava-lhe,
dizendo:	“Seja	generoso	para	comigo,	e	tudo	te	pagarei”.
Ele,	porém,	não	quis,	antes	foi	encerrá-lo	na	prisão,	até	que	pagasse	a
dívida.
Vendo,	pois,	os	seus	conservos	o	que	acontecia,	contristaram-se	muito,
e	foram	declarar	ao	seu	senhor	tudo	o	que	se	passara.
Então	 o	 seu	 senhor,	 chamando-o	 à	 sua	 presença,	 disse-lhe:	 “Servo
malvado,	perdoei-te	 toda	aquela	dívida,	porque	me	suplicaste.	Não	devias
tu,	 igualmente,	 ter	 compaixão	do	 teu	companheiro,	 como	eu	 também	tive
misericórdia	de	ti?”
E,	 indignado,	 o	 seu	 senhor	 o	 entregou	 aos	 atormentadores,	 até	 que
pagasse	tudo	o	que	lhe	devia.
	
Explicação:	 Na	 comunidade	 de	 Jesus	 não	 existem	 limites	 para	 o
perdão	 (setenta	 vezes	 sete).	 Ao	 entrar	 na	 comunidade,	 cada	 pessoa	 já
recebeu	 do	 Pai	 um	 perdão	 sem	 limites	 (dez	 mil	 talentos).	 A	 vida	 na
comunidade	 precisa,	 portanto,	 basear-se	 no	 amor	 e	 na	 misericórdia,
compartilhando	entre	todos	esse	perdão	que	cada	um	recebeu.
Os	trabalhadores	no	vinhedo
—	Mateus	20.1-16
Pois	o	Reino	dos	céus	é	como	um	proprietário	que	saiu	de	manhã	cedo
para	contratar	trabalhadores	para	a	sua	vinha.
Ele	combinou	pagar-lhes	uma	moeda	pelo	dia	e	mandou-os	para	a	sua
vinha.
Por	volta	das	noves	hora	da	manhã,	ele	saiu	e	viu	outros	que	estavam
desocupados	na	praça,	e	lhes	disse:	“Vão	também	trabalhar	na	vinha,	e	eu
lhes	pagarei	o	que	for	justo”.
E	eles	foram.	Saindo	outra	vez,	por	volta	do	meio	dia	e	das	três	horas
da	tarde	e	nona,	fez	a	mesma	coisa.
Saindo	por	volta	da	cinco	horas	da	tarde,	encontrou	ainda	outros	que
estavam	 desocupados	 e	 lhes	 perguntou:	 “Por	 que	 vocês	 estiveram	 aqui
desocupados	o	dia	todo?”
“Porque	 ninguém	 nos	 contratou”,	 responderam	 eles.	 Ele	 lhes	 disse:
“Vão	vocês	também	trabalhar	na	vinha”.
Ao	cair	da	tarde,	o	dono	da	vinha	disse	a	seu	administrador:	“Chame	os
trabalhadores	 e	 pague-lhes	 o	 salário,	 começando	 com	 os	 últimos
contratados	e	terminando	nos	primeiros”.
Vieram	 os	 trabalhadores	 contratados	 por	 volta	 das	 cinco	 horas	 da
tarde,	e	cada	um	recebeu	uma	moeda.
Quando	vieram	os	que	 tinham	sido	contratados	primeiro,	esperavam
receber	mais.	Mas	cada	um	deles	também	recebeu	uma	moeda.
Quando	 o	 receberam,	 começaram	 a	 se	 queixar	 do	 proprietário	 da
vinha,	 dizendo-lhe:	 “Estes	 homens	 contratados	 por	 último	 trabalharam
apenas	uma	hora,	e	o	senhor	os	 igualou	a	nós,	que	suportamos	o	peso	do
trabalho	e	o	calor	do	dia”.
Mas	ele	 respondeu	a	um	deles:	 “Amigo,	não	estou	sendo	 injusto	com
você.	Você	não	 concordou	em	 trabalhar	por	uma	moeda?	Receba	o	que	é
seu	e	vá.	Eu	quero	dar	ao	que	foi	contratado	por	último	o	mesmo	que	lhe
dei.	Não	tenho	o	direito	de	fazer	o	que	quero	com	o	meu	dinheiro?	Ou	você
está	com	inveja	porque	sou	generoso?”
Assim,	os	últimos	serão	primeiros,	e	os	primeiros	serão	últimos.
	
Explicação:	No	Reino	de	Deus	não	existem	marginalizados.	Todos	têm
o	 mesmo	 direito	 de	 participar	 da	 bondade	 e	 misericórdia	 divinas,	 que
superam	tudo	o	que	os	homens	consideram	como	justiça.	No	Reino	não	há
lugar	 para	 o	 ciúme.	 Aqueles	 que	 julgam	 possuir	mais	méritos	 do	 que	 os
outros	devem	aprender	que	o	Reino	é	dom	gratuito.
	
Os	dois	filhos
—	Mateus	21.28-31
Um	homem	tinha	dois	filhos,	e,	dirigindo-se	ao	primeiro,	disse:	“Filho,
vai	trabalhar	hoje	na	minha	vinha”.
Ele,	porém,	respondendo,	disse:	“Não	quero”.
Mas	depois,	arrependendo-se,	foi.
E,	 dirigindo-se	 ao	 segundo,	 falou-lhe	 de	 igual	modo;	 e,	 respondendo
ele,	disse:	“Eu	vou,	senhor”;	e	não	foi.
Qual	dos	dois	fez	a	vontade	do	pai?
Disseram-lhe	 eles:	 “O	 primeiro”.	 Disse-lhes	 Jesus:	 “Em	 verdade	 vos
digo	que	os	cobradores	de	impostos	e	as	meretrizes	entram	antes	de	vós	no
reino	de	Deus”.
	
Explicação:	O	filho	mais	velho	é	a	figura	dos	pecadores	públicos	que
se	convertem	à	justiça	anunciada	por	João	Batista	e	por	Jesus.	O	filho	mais
novo	 é	 figura	 dos	 chefes	 do	 povo,	 que	 se	 consideram	 justos	 e	 não	 se
convertem.
	
A	festa	de	casamento
—	Mateus	22.2-14
O	 Reino	 dos	 céus	 é	 como	 um	 rei	 que	 preparou	 um	 banquete	 de
casamento	para	seu	filho.
Enviou	seus	servos	aos	que	tinham	sido	convidados	para	o	banquete,
dizendo-lhes	que	viessem;	mas	eles	não	quiseram	vir.
De	 novo	 enviou	 outros	 servos	 e	 disse:	 “Digam	 aos	 que	 foram
convidados	que	preparei	meu	banquete:	meus	bois	e	meus	novilhos	gordos
foram	 abatidos,	 e	 tudo	 está	 preparado.	 Venham	 para	 o	 banquete	 de
casamento!”
Mas	eles	não	lhes	deram	atenção	e	saíram,	um	para	o	seu	campo,	outro
para	os	seus	negócios.
Os	restantes,	agarrando	os	servos,	maltrataram-nos	e	os	mataram.
O	 rei	 ficou	 irado	 e,	 enviandoo	 seu	 exército,	 destruiu	 aqueles
assassinos	 e	 queimou	 a	 cidade	 deles.	 Então	 disse	 a	 seus	 servos:	 “O
banquete	 de	 casamento	 está	 pronto,	 mas	 os	 meus	 convidados	 não	 eram
dignos.	 Vão	 às	 esquinas	 e	 convidem	para	 o	 banquete	 todos	 os	 que	 vocês
encontrarem”.
Então	os	servos	saíram	para	as	ruas	e	reuniram	todas	as	pessoas	que
puderam	 encontrar,	 gente	 boa	 e	 gente	 má,	 e	 a	 sala	 do	 banquete	 de
casamento	ficou	cheia	de	convidados.
Mas	quando	o	rei	entrou	para	ver	os	convidados,	notou	ali	um	homem
que	não	estava	usando	veste	nupcial.
E	lhe	perguntou:	“Amigo,	como	você	entrou	aqui	sem	veste	nupcial?”
O	homem	emudeceu.
Então	o	rei	disse	aos	que	serviam:	“Amarrem-lhe	as	mãos	e	os	pés,	e
lancem-no	para	fora,	nas	trevas;	ali	haverá	choro	e	ranger	de	dentes”.
Pois	muitos	são	chamados,	mas	poucos	são	escolhidos.
	
Explicação:	É	em	Jesus	que	Deus	convoca	os	homens	para	uma	nova
aliança,	simbolizada	pela	festa	de	casamento.	Os	que	rejeitam	o	convite	são
aqueles	que	se	apegam	ao	sistema	religioso	que	defende	seus	interesses	e,
por	isso,	não	aceitam	o	chamado	de	Jesus.	Estes	serão	julgados	e	destruídos
juntamente	 com	 o	 sistema	 que	 defendem.	 O	 convite	 é	 dirigido	 então	 aos
que	não	estão	comprometidos	com	tal	 sistema,	mas,	ao	contrário,	 são	até
marginalizados	por	ele.	Começa	na	história	o	novo	povo	de	Deus,	formado
de	pobres	e	oprimidos.	Porém,	mostram	que	até	mesmo	estes	últimos	serão
excluídos,	se	não	realizarem	a	prática	da	nova	justiça	(traje	de	festa).
As	dez	virgens
—	Mateus	25.1-13
O	Reino	 dos	 céus,	 pois,	 será	 semelhante	 a	 dez	 virgens	 que	 pegaram
suas	lamparinas	e	saíram	para	encontrar-se	com	o	noivo.
Cinco	 delas	 eram	 insensatas,	 e	 cinco	 eram	 prudentes.	 As	 insensatas
pegaram	 suas	 lamparinas,	 mas	 não	 levaram	 óleo	 consigo.	 As	 prudentes,
porém,	levaram	óleo	em	vasilhas	juntamente	com	suas	lamparinas.
O	noivo	demorou	a	chegar,	e	todas	ficaram	com	sono	e	adormeceram.
À	 meia-noite,	 ouviu-se	 um	 grito:	 “O	 noivo	 se	 aproxima!	 Saiam	 para
encontrá-lo!”
Então	 todas	as	virgens	acordaram	e	prepararam	suas	 lamparinas.	As
insensatas	disseram	às	prudentes:	“Dêem-nos	um	pouco	do	seu	óleo,	pois
as	nossas	lamparinas	estão	se	apagando”.
Elas	responderam:	“Não,	pois	pode	ser	que	não	haja	o	suficiente	para
nós	e	para	vocês.	Vão	comprar	óleo	para	vocês”.
E	 saindo	 elas	 para	 comprar	 o	 óleo,	 chegou	 o	 noivo.	 As	 virgens	 que
estavam	preparadas	entraram	com	ele	para	o	banquete	nupcial.	E	a	porta
foi	fechada.
Mais	 tarde	 vieram	 também	 as	 outras	 e	 disseram:	 “Senhor!	 Senhor!
Abra	a	porta	para	nós!”
Mas	ele	respondeu:	“A	verdade	é	que	não	as	conheço!”
Portanto,	vigiem,	porque	vocês	não	sabem	o	dia	nem	a	hora!
	
Explicação:	 Nesta	 parábola,	 o	 noivo	 é	 Jesus,	 que	 virá	 no	 fim	 da
história.	 As	 virgens	 representam	 as	 comunidades	 cristãs,	 que	 devem
sempre	estar	preparadas	para	o	encontro	com	o	Senhor,	mediante	a	prática
da	justiça	(o	óleo).
O	juízo	final
—	Mateus	25.31-36
E	quando	o	Filho	do	homem	vier	em	sua	glória,	e	todos	os	santos	anjos
com	ele,	então	se	assentará	no	trono	da	sua	glória;	e	todas	as	nações	serão
reunidas	diante	dele,	e	apartará	uns	dos	outros,	como	o	pastor	aparta	dos
bodes	as	ovelhas;	e	porá	as	ovelhas	à	sua	direita,	mas	os	bodes	à	esquerda.
Então	dirá	o	Rei	aos	que	estiverem	à	sua	direita:	 “Vinde,	benditos	de
meu	 Pai,	 possuí	 por	 herança	 o	 reino	 que	 vos	 está	 preparado	 desde	 a
fundação	do	mundo.	Porque	tive	fome,	e	destes-me	de	comer;	tive	sede,	e
destes-me	 de	 beber;	 era	 estrangeiro,	 e	 hospedastes-me;	 estava	 nu,	 e
vestistes-me;	adoeci,	e	visitastes-me;	estive	na	prisão,	e	foste	me	ver”.
Então	 os	 justos	 lhe	 responderão,	 dizendo:	 “Senhor,	 quando	 te	 vimos
com	 fome,	 e	 te	 demos	 de	 comer?	 ou	 com	 sede,	 e	 te	 demos	 de	 beber?	 E
quando	 te	 vimos	 estrangeiro,	 e	 te	 hospedamos?	 ou	 nu,	 e	 te	 vestimos?	 E
quando	te	vimos	enfermo,	ou	na	prisão,	e	fomos	ver-te?”
E,	respondendo	o	Rei,	 lhes	dirá:	 “Em	verdade	vos	digo	que	quando	o
fizestes	a	um	destes	meus	pequeninos	irmãos,	a	mim	o	fizestes”.
Então	dirá	também	aos	que	estiverem	à	sua	esquerda:	“Apartai-vos	de
mim,	malditos,	 para	 o	 fogo	 eterno,	 preparado	 para	 o	 diabo	 e	 seus	 anjos.
Porque	tive	fome,	e	não	me	destes	de	comer;	tive	sede,	e	não	me	destes	de
beber;	 sendo	 estrangeiro,	 não	 me	 recolhestes;	 estando	 nu,	 não	 me
vestistes;	e	enfermo,	e	na	prisão,	não	me	visitastes”.
Então	 eles	 também	 lhe	 responderão,	 dizendo:	 “Senhor,	 quando	 te
vimos	 com	 fome,	 ou	 com	 sede,	 ou	 estrangeiro,	 ou	 nu,	 ou	 enfermo,	 ou	 na
prisão,	e	não	te	servimos?”
Então	lhes	responderá,	dizendo:	“Em	verdade	vos	digo	que,	quando	a
um	destes	pequeninos	o	não	fizestes,	não	o	fizestes	a	mim”.
E	irão	estes	para	o	tormento	eterno,	mas	os	justos	para	a	vida	eterna.
	
Explicação:	Os	homens	vão	ser	julgados	pela	fé	que	tiverem	em	Jesus.
Fé	que	significa	reconhecimento	e	compromisso	com	a	pessoa	concreta	de
Jesus.	Porém,	onde	está	Jesus?	Está	identificado	com	os	pobres	e	oprimidos,
marginalizados	por	uma	sociedade	baseada	na	riqueza	e	no	poder.	Por	isso,
o	 julgamento	será	sobre	a	realização	ou	não	de	uma	prática	de	 justiça	em
favor	da	 libertação	dos	pobres	e	oprimidos.	Esta	é	a	prática	central	da	 fé,
desde	o	início	apresentada	por	Mateus	como	o	cerne	de	toda	a	atividade	de
Jesus:	 “cumprir	 toda	 a	 justiça”	 É	 a	 condição	 para	 participar	 da	 vida	 do
Reino.
	O bom samaritano
	A ovelha perdida
	A moeda perdida
	O filho pródigo
	O administrador desonesto
	O homem rico e Lázaro
	Os servos
	A viúva e o juiz
	Os talentos
	Os lavradores maus
	A roupa nova
	O vinho novo
	Os dois alicerces
	Os dois devedores
	O semeador
	A lamparina
	Os empregados alertas
	O amigo persistente
	O rico sem juízo
	O empregado fiel
	A figueira sem figos
	A figueira sem folhas
	A semente de mostarda
	O fermento
	Os convidados para festa de casamento
	A grande festa
	A construção duma torre
	O fariseu e o cobrador de impostos
	A semente que cresce
	O joio
	O tesouro escondido
	A rede
	O empregado mal
	Os trabalhadores no vinhedo
	Os dois filhos
	A festa de casamento
	As dez virgens
	O juízo final

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