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UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE – UNIVALE
FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – FACS
CURSO DE ENFERMAGEM
JESSICA DE ASSIS E SILVA
KRISTYANNE LIBERATO 
MILA BORBA KAIZER
MIRLAINE SOUZA 
CASO CLÍNICO: PACIENTE COM ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA
GOVERNADOR VALADARES-MG
2018
JESSICA DE ASSIS E SILVA
KRISTYANNE LIBERATO 
MILA BORBA KAIZER
MIRLAINE SOUZA 
 
CASO CLÍNICO: PACIENTE COM ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA 
Caso clínico de paciente com esclerose lateral amiotrófica, realizado para a disciplina de Saúde do Adulto II, do Curso de Enfermagem Bacharelado da Faculdade de Ciências da Saúde, da Universidade Vale do Rio Doce.
Professora: Ana Maria Germano
GOVERNADOR VALADARES - MG
2018
Caso clinico
O Sr. Antônio, 57 anos, é cuidado por dona Nice, sua esposa de mesma idade. Ele iniciou, há dois anos, quadro de alteração na fala, relatado por sua esposa como apresentando “falhas na fala” e alterações na voz. Posteriormente, Sr. Antônio progrediu com dificuldade para deglutir, dor ao deglutir e engasgos. A Sra. Nice relata que, à época, Sr. Antônio procurou a ESF onde é acompanhado, tendo o médico suspeitado de doença neurodegenerativa e o encaminhado ao neurologista. Após ser diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica, o Sr. Antônio ficou sendo acompanhado na ESF e no serviço de referência de neurologia. Atualmente, ele está gastrostomizado e encontra-se acamado, reclama de dores pelo corpo e está sendo acompanhado por serviço de atenção domiciliar.
Problemas:
Alteração na fala 
Dificuldade e dor ao deglutir
Engasgos
Dores pelo corpo
ELA
Diagnóstico de enfermagem segundo o NANDA
Dor crônica em adulto caracterizada por alteração na capacidade de continuar atividades prévias, auto relato de característica de dor usando escala padronizada e relato de outra pessoa de comportamento de dor com fatores relacionados condição musculoesquelética crônica. (Pag. 429)
Risco de ulcera por pressão crônico em adulto com fatores relacionados a circulação prejudicada, conhecimento insuficiente do cuidador sobre prevenção de ulcera por pressão, imobilização física e uso de lençóis com propriedade insuficiente de redução da umidade. (pag. 398)
Risco de infecção aguda em adulto com fatores relacionados a procedimento invasivo. (pag. 369)
Deglutição prejudicada crônica em adulto caracterizada por engasgo antes de deglutir com fatores relacionados a lesão encefálica. ( pag. 154/155)
Prescrição da assistência de enfermagem:
Promover a interlocução da tríade enfermeiro-paciente-família.
Informar o paciente sobre o cuidado domiciliar, mantendo o sempre informado, respeitando a sua lucidez e consciência, orientando e sanando todas as duvidas sobre a doença, e o autocuidado. 
Fazer orientação ao cuidador sobre o acompanhamento multidisciplinar que é essencial para o manejo do bem-estar. 
Orientar a moderar as atividades físicas fazendo pausas frequentes para descansar, evitar temperaturas frias e fazer exercícios leves de fisioterapia para melhorar a circulação, para prevenir as cãibras musculares.
Antes de realizar qualquer procedimento, falar e explicar todo procedimento, cada passo do cuidado para o paciente. É importante para que se sintam donos de seu próprio corpo, pois isso mostrará a ele que ele tem o controle da sua vida e que você, profissional de enfermagem está ali apenas para ajudar com situações que ele no momento não pode realizar.
Administrar medicamentos prescritos conforme orientação medica; avaliar eficácia, avisar caso ocorra alguma intercorrência e registrar.
Peça o paciente que, usando uma escala de 1 a 10, descreva a intensidade da dor (na qual 10 representa o nível mais intenso da dor), para facilitar a avaliação precisa da intensidade da dor;
Dependendo da descrição da dor feita pela cliente, administre os agentes analgésicos prescritos para atenuar a dor. Monitore as reações colaterais aos fármacos usados. Cerca de 30 a 45 minutos após administrá-los, peça o paciente que gradue novamente a dor numa escala de 1 a 10, para determinar a eficácia do tratamento analgésico;
Reduzir a falta de conhecimento explicando as causas da dor para a pessoa (se conhecida);
Continuar a administrar os fármacos prescritos de acordo com a orientação médica, para assegurar o alívio adequado da dor.
Deixar que o paciente escolha a melhor hora para seu banho; Se ele puder fazê-lo sozinho, organize todo o material necessário e coloque próximo dele; Não o deixe completamente só. Verificar a temperatura da água. O paciente pode não perceber a temperatura, se alguma parte do corpo dele estiver menos sensível; 
Fazer a mudança de decúbito a cada 2 horas, para evitar o aparecimento de lesão por pressão.
Observar se há lugares onde a pele parece avermelhada (ombros, nádegas, calcanhar etc.); Caso observe essas regiões avermelhadas, providenciar Coxins bem macios ou protetores de espuma, para evitar lesões por pressão.
Realizar a higienização bucal pela manhã, noite e após cada refeição; Procure uma escova de dente bem macia, que se adapte melhor às necessidades do paciente; 
Encaminhar paciente ao Fonoaudiólogo;
Solicitar acompanhamento nutricional periódico;
Prescrição para gastrostomia: 
Fazer Higienização das mãos antes e depois de cada alimentação para minimizar a contaminação da dieta e complicações gastrointestinais;
Fazer Higienização de todos os equipamentos e bancada antes de ser utilizados;
Manter a ferida operatória sempre com aspecto saudável, limpo, seco e sem prurido ou liquido circundantes;
Trocar o curativo a cada 2 a 3 dias, conforme o aspecto do curativo;
Manter a cabeceira elevada entre 30 – 40 graus 1 hora após a alimentação para evitar refluxo gastresofágico;
Examinar o tubo, procurando acotovelamento ou bloqueios que impeça o fluxo do liquido e deixe a pinça aberta;
Sempre faça a higienização do estoma;
Manter a higiene bucal mesmo que o paciente não se alimente por via oral.
Resultados esperados:
Melhora da dor 
Redução do risco de ulceras e infecções
Nutrição equilibrada
Melhora do estado geral do paciente
 Cicatrização da ferida
Proporcionar o máximo de conforto possível ao paciente
Reduzir o risco de complicações devido a falta de informações.

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