Paciente refugiado de um país do norte da África, 51 anos, chega ao Centro de Saúde (CS) com quadro de tosse, iniciado há quatro dias, febre de 38°C, nos últimos dois dias, sem se queixar de dispneia, foi no dia anterior a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Lá, realizou Radiografia de Tórax, que estava normal, e um Hemograma, igualmente sem alterações. Afirma que, no abrigo onde mora, há duas outras pessoas com sintomas semelhantes. Com piora do mal-estar, da manutenção da febre e sem falta de ar, foi acolhido no CS, realizado um swab nasal para Teste Rápido de Antígeno (TR-Ag), que se mostrou positivo para COVID-19. Ao exame, estava corado, ligeiramente, desidratado, estável hemodinamicamente, Frequência Respiratória (FR) de 24 irpm, saturação de O₂ 89%. Havia crepitações teleinspiratórias em ambas as bases pulmonares. Não sabe informar sobre seu estado vacinal ou sobre comorbidades. Em relação a esse caso, analise as afirmativas, abaixo: I. O fato de os exames do dia anterior estarem normais afasta a gravidade do quadro, e o paciente deverá ser observado, pelo ACS, no abrigo de origem, nos próximos dias, usar máscara e evitar contatos. II. Com a baixa saturação e na ausência de dispnéia, pode-se supor de que se trata de um quadro de Pneumonia, podendo se tratar de uma Hipoxemia Silenciosa. III. Na hipótese de quadro potencialmente grave, é recomendado o referenciamento para fluxo especializado, usar máscara, isolar o paciente em área exclusiva, indicar avaliação hospitalar, estabilizar o paciente, oferecendo oxigênio suplementar, soroterapia para desidratação. É prudente, também, iniciar uma dose oral de 6 mg de Dexametasona, até que ele seja avaliado em cuidado hospitalar ou urgência, onde deverá realizar Tomografia Computadorizada para confirmar a presença e extensão da Pneumonia, para avaliar a continuidade ou não do corticóide oral. IV. As crepitações basais ao exame sugerem Pneumonia bacteriana e é importante associar antibióticos orais associados ao uso de corticóide.