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CONTABILIDADE BÁSICA AULA 3

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CONTABILIDADE BÁSICA
AULA 3 – CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO DE CONTA
INTRODUÇÃO:
Depois de estudarmos alguns conceitos de contabilidade, já entendemos que existem bens, direitos e obrigações e verificamos que o registro que modifica esses elementos ocasiona alterações no patrimônio e, assim, cada elemento deverá ser devidamente identificado. É neste momento que surge o conceito de conta ― nome que irá definir cada elemento da contabilidade.
O plano de contas, por sua vez, será uma lista organizada de como são essas contas, ou seja, de como estes elementos patrimoniais, devidamente organizados, deverão aparecer na contabilidade. O plano de contas é, por isso, um elemento essencial no dia a dia do contador e apresenta as contas de acordo com a sua codificação e classificação devidas.
Quando você pensa em conta, qual das opções abaixo lhe vem primeiro à cabeça?
- CONTAS A PAGAR
- CONTA BANCÁRIA
- OPERAÇÃO MATEMÁTICA
Difícil decidir, não é? Todas fazem parte do nosso dia a dia.
Mas você reparou que mesmo com significados bem variados o conceito de conta nesses três casos está ligado a um elemento que representa valores monetários? 
Será que isso acontece também em Contabilidade?
Não é bem assim...
Justamente em Contabilidade, conta perde esse aspecto generalizado e ganha um significado bastante específico.
CONTA - Nome técnico do elemento que representa o fato contábil, que se divide em:
CONTAS PATRIMONIAIS: São aquelas que representam os elementos patrimoniais*, ou seja, aquelas que compõe o patrimônio.  
Tais contas demonstram a posição do patrimônio em certo momento. Além disso, também são contas patrimoniais aquelas que representam o patrimônio líquido das entidades, ou seja, a riqueza líquida das entidades.  
Pode-se afirmar, então, que as contas patrimoniais são aquelas que demonstram a posição financeira da entidade, pois representam valores monetários.
Elementos patrimoniais: entre eles estão os bens (como caixa, bancos, veículos, imóveis), os direitos (entre eles as duplicatas a receber, clientes, adiantamentos), além das obrigações (como, por exemplo, as contas a pagar, os impostos a pagar, as contas de energia elétrica, água, luz, entre outras contas).
CONTAS DE RESULTADOS: As contas de resultado, ainda pouco exploradas por nós, são aquelas que aparecem durante o exercício social ― período em que a empresas têm o seu ciclo de operações (normalmente um ano), que deverão ser encerradas no final desse tempo. 
Estas contas estão divididas em Receitas e Despesas e, mediante o confronto destas, é obtido o Lucro ou Prejuízo de um determinado período.
Você deve estar se perguntando:
Como foram definidos os conceitos de contas?
Em Contabilidade, existem as chamadas teorias patrimoniais, a função delas é explicar como os elementos são representados por contas.
Entre elas destacam-se:
TEORIA PERSONALISTA: Nesta teoria as contas são comparadas a pessoas e essas pessoas mantêm relação com a entidade em que atuam. Assim, o débito de uma dessas pessoas representará uma dívida e o crédito desta mesma pessoa representará um direito.
Com isso, cada débito do proprietário será um crédito dos agentes consignatários e dos agentes correspondentes e vice-versa.
Existem três grupos nesta teoria:
Contas dos proprietários – é o titular do patrimônio que se relaciona diretamente com os agentes consignatários. O patrimônio líquido, bem como as receitas e despesas, é uma conta que representa o proprietário.
Contas dos agentes consignatários – são as contas guardadas pelo proprietário, ou seja, os bens da empresa, como, por exemplo, caixa, bancos (contas devedoras).
Contas dos agentes correspondentes – agentes correspondentes são aquelas pessoas que não pertencem à empresa e as contas deles são aquelas com que o empresário mantém débitos ou créditos. No caso dos direitos, correspondem aos créditos no Ativo, como duplicatas ou clientes. No passivo, representam obrigações, como duplicatas a pagar e fornecedores.
TEORIA MATERIALISTA: Na Teoria Materialista, como o próprio nome já diz, as contas representam relação material com as instituições. 
Assim, os bens (contas patrimoniais), os direitos e as obrigações são chamadas de Contas integrais. Já o patrimônio líquido e suas variações do resultado são conhecidos como Contas diferenciais.
TEORIA PATRIMONIALISTA: Esta é a teoria mais adequada à legislação societária brasileira e tem como objetivo principal a administração das entidades, separando os elementos em Contas Patrimoniais (Ativo e Passivo) e Contas de Resultado (Receitas e despesas).
Um pouco mais de Teoria Patrimonialista
O vídeo trata da Teoria Patrimonialista, umas das correntes de estudos da Contabilidade que defendeu o Patrimônio como um dos objetos da Ciência Contábil. 
Assista ao vídeo para reforçar o conceito da teoria que você acabou de conhecer.
VÍDEO SOBRE CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS
Por que as contas são importantes? Para que elas servem?
Segundo Ribeiro (2009), é por meio das contas que a contabilidade desempenha o seu papel, que nada mais é do que registrar e controlar os acontecimentos que modificam o patrimônio das entidades. 
A conta serve para que a contabilidade reconheça a alteração em cada elemento patrimonial e isto, por consequência, trará alterações na estrutura contábil de uma empresa como um todo. 
Assim, todos os acontecimentos que ocorrem na empresa são registrados por meio de contas e depois anotados em livros próprios para que sejam disponibilizados aos usuários interessados.
Para ter Razão...
A representação gráfica das contas é o respectivo registro em folhas ou fichas individuais.  
O conjunto destes registros forma o livro contábil chamado Razão, onde cada ficha é utilizada para uma conta específica e os elementos mínimos necessários para cada registro são os valores a débito e a crédito, a data, o histórico e o saldo da conta.
Um modelo de Razão utilizado largamente pelas empresas é especificado conforme o seguinte quadro:
Existe outra forma para que sejam corretamente evidenciados os saldos das contas no livro Razão, chamada de razonete ou de “conta em T”.  
Essa maneira é apenas uma simplificação da ficha vista no quadro, onde apenas são evidenciados o título da conta e duas colunas, sendo uma para os débitos (coluna da esquerda) e outra para os créditos (coluna da direita). 
 Para que seja obtido o saldo de cada conta, deve-se realizar o cálculo da soma de cada coluna. A diferença será o saldo da conta.
E o que são despesas? O que elas representam? Como elas podem ser diferenciadas das contas patrimoniais? 
Pode-se dizer que as despesas são bens e serviços consumidos para a geração de receitas.  
Essas contas são responsáveis pela diminuição do patrimônio, uma vez que são gastos efetuados todos os meses e que saem da empresa.  Elas se diferenciam das contas patrimoniais facilmente porque estas são contas que permanecem no patrimônio (como os veículos, móveis, contas a pagar), ou seja, essas contas são geradas todos os meses e zeradas no final do período para a apuração do resultado.
Você sabe o que é receita?
“Receita: 1 xicara de vendas de materiais, 2 colheres de prestação de serviço”
Não. Não é deste tipo de receita que estamos tratando aqui.
Chama-se de receita todas aquelas contas que representam o resultado do sacrifício da empresa, ou seja, o que ela ganha com a venda de mercadorias ou a prestação de serviço. 
As receitas ocorrem em um número menor do que as despesas e podem ser representadas pela receita com vendas ou prestação de serviços, juros ganhos com aplicação financeira ou com duplicatas recebidas em atraso, bem como descontos obtidos.
Quando você se depara com as palavras débito e crédito o que você pensa?
 E agora? Tenho um débito e preciso pagar essa dívida com o crédito do mês passado.
 Tudo bem, um débito nunca é um débito, assim como o crédito também nunca é o que parece ser.
É bem provável que você tenha pensado que o débito é uma coisa ruim e o crédito uma coisa boa, não é