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LUDWIG WITTGENSTEIN &
KARL POPPER 
A RACIONALIDADE CIENTÍFICA E A FÉ
 LUDWIG WITTGENSTEIN
BIOGRAFIA
Ludwig Joseph Johann Wittgenstein (Viena, 26 de Abril de 1889 — Cambridge, 29 de Abril de 1951) foi um filósofo austríaco, naturalizado britânico. Foi um dos principais autores da virada linguística na filosofia do século XX. Suas principais contribuições foram feitas nos campos da lógica, filosofia da linguagem, filosofia da matemática e filosofia da mente. Muitos o consideram o filósofo mais importante do século passado.
Seu mais popular livro de filosofia publicado, o Tractatus Logico-Philosophicus, de 1922, exerceu profunda influência no desenvolvimento do positivismo lógico. Mais tarde, as ideias por ele formuladas a partir de 1930 e difundidas em Cambridge e Oxford também impulsionaram um outro movimento filosófico – a chamada "filosofia da linguagem comum".
O empírico 
Ludwig Wittgenstein 
Desdobrou-se para lá da filosofia, desconstruindo a matemática, a linguagem e a própria mente, discutindo-as à luz da lógica e das relações existentes entre as partes constituintes em cada conceito.
Conhecimento empírico
As reflexões de Wittgenstein o levam a concluir que é impossível falar de uma linguagem privada, pois o que se aprende não é uma palavra que designa uma coisa, mas um conjunto de regras sociais para cada uso que fazemos da linguagem. Isso tem, pelo menos, duas consequências para a filosofia analítica:
 Como a linguagem não descreve sensações de objetos físicos exteriores, não há nenhum sentido em se falar de enunciados verdadeiros ou falsos em relação à palavra com seu objeto. 
 Não tendo como distinguir entre enunciados verdadeiros ou falsos em relação à palavra com seu objeto. Não tendo como distinguir entre enunciados verdadeiros ou falsos em relação a questões de fato, se torna impossível fundamentar o conhecimento empírico nos dados dos sentidos, como queriam os positivistas lógicos. 
O empírico 
 O místico 
O que se pode dizer:
Não se pode falar sobre tudo, pois muitas coisas estão na esfera do inefável. Algumas coisas apenas se mostram. Podemos trazer o exemplo da intuição religiosa através da fé em Deus. Em tal exemplo, somente a portadora da intuição pode conhecer e experimentar o místico, mas dificilmente (ou de forma alguma) poderá mostrar pela linguagem, pois tal experiência mística não é um mero conjunto de fatos do mundo e, portanto, não pode ser falada ou explicada a partir do campo visual do mundo. Assim, o que se mostra, talvez, não pode ser dito. Contudo, há implicado aí um espaço para se pensar o místico como aqui se propõe pensar.
Vídeo
Karl Popper 
BIOGRAFIA
Karl Raimund Popper (Viena, 28 de Julho de 1902 — Londres, 17 de Setembro de 1994) foi um filósofo da ciência austríaco naturalizado britânico. É considerado por muitos como o filósofo mais influente do século XX a tematizar a ciência. Foi também um filósofo social e político de importância considerável, um grande defensor da democracia liberal e um oponente implacável do totalitarismo. Ele é mais conhecido pela sua defesa do falsificacionismo como um critério da demarcação entre a ciência e a não-ciência, e pela sua defesa da sociedade aberta.
O racionalismo crítico
O racionalismo crítico é o sistema filosófico proposto por Karl Raimund Popper para o conhecimento científico. Um conceito central nesta teoria é o da necessidade da falseabilidade dos sistemas teóricos, ou seja, todo conhecimento é provisório, refutável e corrigível. Popper afirmava que é mais assertivo verificar se a teoria é falsa do que provar sua legitimidade. Cada teoria deveria passar, portanto, por testes rígidos de sua validade. Porém, se a observação não repudiar a teoria isso não significa que a teoria possa ser considerada como verdade absoluta.
Teoria cientifica e religião
Cientifica
"Uma teoria científica é um modelo matemático que descreve e codifica as observações que fazemos. Assim, uma boa teoria deverá descrever uma vasta série de fenômenos com base em alguns postulados simples como também deverá ser capaz de fazer previsões claras as quais poderão ser testadas." Com esta definição a simplicidade e a clareza voltavam a ser virtudes identificadoras da boa ciência, que assim se separa das mistificações que nos dois séculos anteriores tentaram pegar carona em seu prestígio. 
Religião
A influência exercida pelo cristianismo parece improvável diante das declarações de muitos filósofos e cientistas de que Popper era um ardoroso ateísta, mesmo que ele dissesse com frequência considerar-se a si próprio agnóstico. Em resposta à inclinação de muitos charlatões e intelectuais de retórica teatral, creio que convém examinar, o que o próprio Karl disse a respeito da religião em geral, e claro, do cristianismo.
Pois bem, a influência da ética cristã é vista com clareza na seguinte afirmação de Popper:
O mais importante dos Dez mandamentos diz: “Não matarás”. Ele contem quase a totalidade da ética. O modo por exemplo como Shopenhauer formula a ética é apenas uma extensão desse que é o mais importante mandamento. A ética de Shopenhauer é simples, direta, clara. Ele diz: “não faças mal a ninguém, mas ajuda a todos, da melhor forma que puderes”
Teoria cientifica e religião
Vídeo
O mundo não passa de um derivado da linguagem, objetos e fatos atômicos, na verdade, são elementos puramente lógicos e convencionais.
O atomismo funda-se exclusivamente em razões lógicas, não ontológicas ou físicas. Tudo isso porque esquece o fundamento antropológico da linguagem, pois a linguagem é vinculada ao homem, seu elemento ativo, síntese de racionalidade e sensibilidade
Teoria cientifica e religião
Crítica à crítica de Wittgenstein 
PARA O HOME, PERCEBER JÁ E CONCEBER.
Teoria cientifica e religião
Crítica à crítica de Wittgenstein 
Embora verbalmente rejeite a metafísica como carente de sentido, há no Tractatus afirmações metafísicas implícitas e explícitas, as últimas sob o nome de místico. 
Entre as afirmações metafísicas implícitas podemos citar três tipos: 
a existência e caracterização da forma lógica, da substância e seus objetos; 
b) as teorias sobre a linguagem, o mundo, a filosofia, a ciência, a lógica etc; 
c) a metafísica explícita nas proposições sobre a ética e o místico
Teoria cientifica e religião
Crítica à crítica de Wittgenstein 
Ao mesmo tempo que o Tractatus apresenta determinada concepção de linguagem que exclui a metafísica, não só a pressupõe, mas até a formula
Teoria cientifica e religião
Crítica à crítica de Wittgenstein 
Portanto, dizer que Deus não é logicamente pensável nem dizível não significa dizer que Deus não existe. Deus apenas não é questão de lógica ou de ciência empírica.
Teoria cientifica e religião
Crítica à crítica de Wittgenstein 
Teoria cientifica e religião
O movimento iniciado com o racionalismo moderno favoreceu um movimento de secularização.
Restou, então, para a filosofia, a tarefa de clarificação e análise lógica do discurso sobre o mundo.
Teoria cientifica e religião
O racionalismo crítico de Karl Popper
Popper desenvolve sua lógica da investigação empírico-científica como teoria da construção de teorias..
Teoria cientifica e religião
O método crítico
“O método descrito pode ser chamado método crítico. É método de experiências e eliminação de erros, de propor teorias e submetê-las aos mais severos testes que possamos projetar. Se em vista de certas admissões limitadoras, só é considerado possível número finito de teorias concorrentes, este método pode levar-nos a isolar a teoria verdadeira pela eliminação de todos os concorrentes. Normalmente, — isso é em todos os casos em que o número de teorias possíveisé infinito — este método não pode verificar qual das teorias é verdadeira; nem o pode fazer qualquer outro método. Ele permanece aplicável, embora inconclusivo” (Conhecimento objetivo, p. 17)..
Teoria cientifica e religião
O método crítico
A indução, nesse método, manifesta-se inútil.
Teoria cientifica e religião
Popper caracteriza o seu método:
Pretende delimitar a ciência empírica não só em relação à metafísica, mas também em relação à matemática e à lógica.
Teoria cientifica e religião
Popper caracteriza o seu método:
Considera que Descartes substituiu a autoridade da Bíblia e de Aristóteles pelo cogito e os empiristas a substituíram pelos sentidos.
Teoria cientifica e religião
Popper caracteriza o seu método:
Teorias não se concluem da experiência/Antes de tudo são hipóteses, projetos criadores, que só têm valor hipotético.
Teoria cientifica e religião
Popper caracteriza o seu método:
“Todas as teorias são hipóteses; todas podem ser derrubadas” (Conhecimento objetivo, p. 39).
Teoria cientifica e religião
Popper caracteriza o seu método:
A posição de Popper em relação ao positivismo lógico pode ser caracterizada da seguinte maneira:
é absurdo buscar uma ciência universal com linguagem universal;
b) a filosofia não pode ser reduzida à mera “análise lógica” ou mera “análise da linguagem”;
c) a linguagem não pode ser reduzida a símbolos matemáticos;
Teoria cientifica e religião
Popper caracteriza o seu método:
d) não existe um único método como seja o matemático-científico;
e) conceitos não claros são inevitáveis no início da construção de uma teoria;
f) há problemas genuinamente filosóficos que não se podem esclarecer com os meios da ciência empírica:
Teoria cientifica e religião
Popper caracteriza o seu método:
“Somos buscadores da verdade, mas não somos seus possuidores” (Conhecimento objetivo, p. 53). Popper diz que
Teoria cientifica e religião
Popper caracteriza o seu método:
“o que parece indução é raciocínio hipotético, bem testado e bem corroborado e de acordo com a razão e o senso comum. Pois há um método de corroboração — a tentativa séria de refutar uma teoria quando uma refutação parece provável. Se essa tentativa falhar pode-se conjeturar, em terreno racional, que a teoria é boa aproximação da verdade — melhor, de qualquer forma, do que sua predecessora” (Conhecimeno objetivo, p. 100).
Teoria cientifica e religião
Popper caracteriza o seu método: