“Filosofia analítica é o nome dado a um conjunto de correntes da filosofia contemporânea que trata de um problema muito antigo: a análise a qual devemos entender algo como a tentativa de reescrever de maneira diferente e, de alguma forma, com termos mais adequados quaisquer declarações filosóficas que desejarmos. Algumas vezes, costumam-se associar as teorias analíticas com a visão metafísica que Bertrand Russell chamou de Atomismo Lógico e, outras, com a visão antimetafísica da doutrina do Positivismo Lógico, o nome pelo qual ficaram conhecidos os resultados dos trabalhos de um grupo de estudiosos interessados em filosofia da ciência que se reuniram em Viena. Apesar das diferenças, essas correntes filosóficas tinham pelo menos em comum ideia de que a análise era uma das tarefas mais importantes do filósofo (URSOM, 1956, p.vii). Desse modo, na perspectiva das correntes citadas, o filósofo deveria traduzir ou descrever as declarações filosóficas em uma linguagem adequada.” Pereira, Renato Machado. A análise sintática e semântica da linguagem segundo Rudolf Carnap e Alfred Tarski. (Tese de doutorado). São Carlos: UFSCar, 2013, p. 10. O neopositivismo, como corrente filosófica surgida no início do século XX, desempenhou um papel significativo na reconfiguração das discussões sobre o conhecimento e na crítica à metafísica. Influenciado pela interpretação cientificista da doutrina kantiana, o Círculo de Viena propôs uma abordagem que enfatizava a verificação empírica como critério fundamental para o conhecimento científico. Nesse contexto, é correto afirmar que o Positivismo Lógico: I. Rejeitou a metafísica como forma de conhecimento válido, considerando-a destituída de sentido, pois não verificável empiricamente. II. Defendeu a autonomia e a importância da filosofia para o conhecimento humano, mantendo-a como uma disciplina separada e independente. III. Estabeleceu a universalidade da linguagem lógico-aritmética como critério para a formulação de enunciados científicos válidos. IV. Valorizou a experiência t