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estados mais avançados, e insustentáveis os 
valores dos países ou estados menos “desenvolvidos”. Isto 
mostra a dificuldade que existe, na prática, em se estabelecer 
quais os limites mais apropriados para cada indicador, que 
valores podem ser tolerados pelo meio ambiente, pela 
sociedade ou pela economia, afirmando o que é sustentável ou 
não. (KRONEMBERGER; CARVALHO; JÚNIOR, 2005, p.87) 
Ora, como vimos, o Brasil não possui uma EDN para o setor da 
construção civil. Assim, para os efeitos desta pesquisa, propõe-se que os 
resultados alcançados sejam comparados à EBS já idealizada por 
Kronemberger et.al. (2008). Embora cientes do alto nível de experimentação 
desta área, acredita-se que a aplicação desta escala se adéque aos objetivos 
desta pesquisa. 
Na EDN proposta, os cinco intervalos possuem o mesmo peso e 
correspondem a uma escala de valor total variando de 0 a 100. Assim, para 
valores entre 0 e 20, tem-se uma situação insustentável; para valores entre 21 
e 40, a situação é quase insustentável; entre 41 e 60, tem-se o nível 
intermediário; entre 61 e 80, a situação é considerada quase sustentável; 
finalmente, entre os valores de 81 e 100, a situação é considerada sustentável. 
Entre o Discurso e a Prática: o mi(n)to da 
 
Aqui deve ser feita uma ressalva, posto que indicadores com valores 
maiores não impliquem necessariamente em condições mais sustentáveis: 
“Para alguns indicadores, o menor 
pior e o melhor desempenho em relação ao 
(volume de esgoto coletado), enquanto para outros, o maior valor representa a 
pior situação (desflorestamento na Amazônia Legal)” (
2008, p.27). 
Após a definição de quais indicadores eram diretamente proporcionais ao 
desenvolvimento sustentável e quais eram indiretamente proporcionais, 
Kronemberger et.al. (2008) atribuíram pesos idênticos aos indicadores por 
serem considerados igualmente importantes. Em seguida, somaram seus 
valores, calculando por média aritmética o valor relativo de cada tema 
analisado, concluindo desta forma o valor obtido na EBS do desenvolvimento 
sustentável do Brasil relativo ao ano de 2002.
Figura 2: Barômetro da Sustentabilidade
Extrapolando esta metodologia para os indicadores propostos por Vilhena 
(2007), teríamos um valor referente a cada indicador, que somados dariam o 
valor proporcional de cada categoria. Semelhantemente, somando
valores médios de cada categoria, tem
um peso de 25% a cada diretriz, tem
sustentabilidade da construção civil do objeto
por sua posição na EBS.
Entre o Discurso e a Prática: o mi(n)to da arquitet
Capítulo 2 – Revisão de Literatura
Aqui deve ser feita uma ressalva, posto que indicadores com valores 
maiores não impliquem necessariamente em condições mais sustentáveis: 
“Para alguns indicadores, o menor e o maior valor apontam, respectivamente, o 
pior e o melhor desempenho em relação ao DS [desenvolvimento sustentável
(volume de esgoto coletado), enquanto para outros, o maior valor representa a 
pior situação (desflorestamento na Amazônia Legal)” (KRONEMB
Após a definição de quais indicadores eram diretamente proporcionais ao 
desenvolvimento sustentável e quais eram indiretamente proporcionais, 
(2008) atribuíram pesos idênticos aos indicadores por 
rados igualmente importantes. Em seguida, somaram seus 
valores, calculando por média aritmética o valor relativo de cada tema 
analisado, concluindo desta forma o valor obtido na EBS do desenvolvimento 
sustentável do Brasil relativo ao ano de 2002. A Figura 2 ilustra a EBS:
Barômetro da Sustentabilidade. Fonte: Adaptado de Kronemberger 
(2008). 
Extrapolando esta metodologia para os indicadores propostos por Vilhena 
(2007), teríamos um valor referente a cada indicador, que somados dariam o 
proporcional de cada categoria. Semelhantemente, somando
valores médios de cada categoria, tem-se o valor de cada diretriz. Atribuindo
um peso de 25% a cada diretriz, tem-se o valor total do índice de 
sustentabilidade da construção civil do objeto em estudo, permitindo analisá
por sua posição na EBS. 
tetura sustentável 
Revisão de Literatura 
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Aqui deve ser feita uma ressalva, posto que indicadores com valores 
maiores não impliquem necessariamente em condições mais sustentáveis: 
e o maior valor apontam, respectivamente, o 
desenvolvimento sustentável] 
(volume de esgoto coletado), enquanto para outros, o maior valor representa a 
KRONEMBERGER et.al., 
Após a definição de quais indicadores eram diretamente proporcionais ao 
desenvolvimento sustentável e quais eram indiretamente proporcionais, 
(2008) atribuíram pesos idênticos aos indicadores por 
rados igualmente importantes. Em seguida, somaram seus 
valores, calculando por média aritmética o valor relativo de cada tema 
analisado, concluindo desta forma o valor obtido na EBS do desenvolvimento 
ilustra a EBS: 
 
Kronemberger 
Extrapolando esta metodologia para os indicadores propostos por Vilhena 
(2007), teríamos um valor referente a cada indicador, que somados dariam o 
proporcional de cada categoria. Semelhantemente, somando-se os 
se o valor de cada diretriz. Atribuindo-se 
se o valor total do índice de 
em estudo, permitindo analisá-lo 
Entre o Discurso e a Prática: o mi(n)to da arquitetura sustentável 
Capítulo 2 – Revisão de Literatura 
48 
 
Kronemberger et.al. (2008, p.48) afirmam que o resultado da aplicação do 
BS é a “apresentação sintetizada de informações importantes à sociedade e a 
gestores e decisores”. Numa situação ideal, as análises feitas pelo método do 
BS deveriam ser feitas em diferentes momentos para verificar os avanços ou 
retrocessos em direção ao desenvolvimento sustentável (KRONEMBERGER 
et.al., 2008). 
A desvantagem da aplicação deste método é a sua grande subjetividade: 
Ressaltamos que, pelo método de cálculo do Barômetro, os 
temas representam sempre a situação média dos indicadores 
que o compõem. (...) é preciso escolher os indicadores e 
construir as Escalas de Desempenho com cautela, pois elas 
serão sempre subjetivas, e, para a maioria dos casos, não há 
metas ou valores de referência que digam explicitamente o que 
seria sustentável ou insustentável, (...). Portanto, a aplicação 
do BS é também um exercício de construção de parâmetros e 
escalas de sustentabilidade. 
Entre os pontos críticos da metodologia do BS estão a escolha 
dos indicadores usados, sua organização por temas e a 
construção das Escalas de Desempenho, todas ações sujeitas 
a forte subjetividade, e que influenciam de forma decisiva na 
avaliação final do estágio de desenvolvimento sustentável do 
território em estudo. (KRONEMBERGER et.al., 2008, p.48) 
Entretanto, mesmo com sua subjetividade, o BS mostra-se uma 
ferramenta eficaz – rápida, simples, barata – que permite identificar o grau do 
desenvolvimento sustentável de um dado local, possibilitando também o 
acompanhamento ao longo do tempo (KRONEMBERGER et.al., 2008). 
Há, no entanto, uma questão a ser levada em consideração neste tipo de 
avaliação: dificilmente serão encontrados resultados positivos em todas as 
categorias ou dimensões avaliadas (por exemplo, ambiental, social, econômica 
e institucional). Esta condição considerada como equilibrada entre as diversas 
dimensões tende a ser um tanto utópica já que existem certas contradições 
entre as mesmas. Um exemplo disto apresentado por Kronemberger et.al. 
(2008) é o caso do aumento do consumo per capita de energia – positivo pelo 
lado econômico; negativo para a dimensão ambiental. 
Estas contradições podem ser encontradas na própria literatura citada. 
Enquanto boa parte dos autores defende que a dimensão social é a mais 
prejudicada nacionalmente (SILVA; SILVA; AGOPYAN, 2003; MARCELO; 
VIZIOLI; ANGINELI, 200-?), outros autores (KRONEMBERGER et.al., 2008) 
identificaram a dimensão social como a mais privilegiada. Há que se ressaltar 
Entre o Discurso e

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