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19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 1 Derivados vegetais: métodos de obtenção e controle Aula 3 Profª. Melissa Schwanz UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL ÁREA DE CONHECIMENTO DE CIÊNCIAS DA VIDA CURSO DE FARMÁCIA FARMACOGNOSIA II derivado vegetal: produto da extração da planta medicinal fresca ou da droga vegetal, que contenha as substâncias responsáveis pela ação terapêutica, podendo ocorrer na forma de extrato, óleo fixo e volátil, cera, exsudato e outros; 1. DESENVOLVIMENTO DE FITOTERÁPICOS CICLOS TECNOLÓGICOS Constância da segurança e eficácia do medicamento. • EXTRATOS: • São preparações de consistência líquida, sólida ou intermediária, obtidas a partir do material vegetal. Farm. Bras. 2010 • Obtidos por: percolação, maceração ou outro método adequado e validado. • Solventes: etanol, água ou outro solvente adequado. 2. PROCESSOS EXTRATIVOS 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 2 • EXTRATOS MOLES: • São preparações de consistência pastosa obtidas por evaporação parcial do solvente. Apresentam no mínimo 70% de resíduo seco (p/p). Podem ser adicionados de conservantes. • Solventes: etanol e água. Farm. Bras. 2010 • EXTRATOS SECOS: • São preparações sólidas obtidas por evaporação do solvente. Apresentam no mínimo 95% de resíduo seco (p/p). Podem ser adicionados de materiais inertes adequados. • Solventes: etanol e água. Farm. Bras. 2010 3. MÉTODOS DE EXTRAÇÃO • COM SOLVENTES: • Destilação • Maceração: estática / dinâmica • Percolação ou lixiviação: simples / fracionada / em carrossel / contracorrente • Infusão • Decocção • Digestão • Extração por soxhlet • Extração sob refluxo • Turboextração • SEM SOLVENTES: • Espressão • Exsudatos • Operações de extração parcial (sem esgotamento) – infusão, decocção e a turboextração; • Operações de extração exaustiva (esgotamento da material vegetal) métodos de percolação, extração em contra-corrente, extração em carrossel e a extração com gases supercríticos. • MACERAÇÃO: • A velocidade de obtenção do equilíbrio depende da granulometria, grau de intumescimento das células e das propriedades do solvente, tais como sua viscosidade e polaridade. • MACERAÇÃO: • Vantagem: extração, sem degradação, de substâncias ativas termolábeis. • Desvantagens: baixa permeabilidade do solvente à droga, pouca solubilidade dos ativos a frio, saturação do solvente e lentidão do processo. • Obs.: Para a obtenção de ativo fotossensível – extração ao abrigo da luz. 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 3 • DIGESTOS - São obtidos pela atuação de um solvente sobre uma droga, durante tempo variável, à temperatura de 35-40ºC. • INFUSOS – São aplicáveis para estruturas brandas constituídas de tecidos moles. Também deverão ser contundidas, cortadas ou grosseiramente pulverizadas. • DIGESTÃO e INFUSÃO: • DECOCTOS - São obtidas fazendo a água atuar à ebulição, durante certo tempo, sobre uma droga dividida grosseiramente, de acordo com a sua textura. • Costuma ser usado para drogas muito compactas e de natureza lenhosa, cujos princípios sejam solúveis unicamente a quente e capazes de suportarem sem alterações, as condições de temperatura. + • DECOCÇÃO: • Vantagens: o aquecimento torna o processo de extração mais rápido e mais eficiente, uma vez que aumenta a solubilidade de alguns ativos. • Desvantagens: perda de ativos voláteis e termolábeis. • PERCOLAÇÃO: • 1° - Pulverização da droga: o grau de tenuidade é variável, e drogas finamente divididas tendem a retardar a velocidade de escoamento do solvente. •2° - Umedecimento: consiste na reidratação do protoplasto da célula vegetal e normalmente é realizado fora do percolador. O solvente mais usado é o álcool (misturas hidroalcoólicas). •3° – Acondicionamento da droga umedecida no percolador: esta é a fase mais delicada do processo de percolação, pois o correto acondicionamento da droga permitirá uma descida vagarosa e regular do solvente ao longo da droga umedecida. Sobre a droga acondicionada, coloca-se um disco perfurado de porcelana, que fará um ligeira pressão sobre a droga, auxiliando a descida do líquido extrator (aumento da pressão hidroestática). •4° - Maceração da droga: é realizada até que se atinja um equilíbrio entre os líquidos extra e intracelular. O tempo de maceração é variável (24-48 hs). •5° - Deslocamento do solvente: o ritmo de deslocamento condicionará a eficiência da percolação, sendo recomendado que a cada 24 hs recolha-se um volume de percolado equivalente a 1 vez e meia o peso da droga introduzida no percolador. A velocidade de escoamento pode ser variada em função da monografia oficial utilizada. Considera-se encerrada a percolação quando o percolado estiver praticamente incolor, sem cheiro e sem sabor da droga. 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 4 •Vantagens: não ocorre a saturação do solvente, o que torna a extração mais eficiente. •Desvantagens: sofre influência da permeabilidade do solvente na droga vegetal, solubilidade a frio dos ativos e gasto de grandes volumes de solvente. • TURBOEXTRAÇÃO: • Baseia-se na extração com simultânea redução do tamanho de partícula, resultado da aplicação de elevadas forças de cisalhamento, geradas no pequeno espaço compreendido entre o extrator e um rotor de alta velocidade (5.000 a 20.000 rpm). • Vantagens: • Simplicidade • Rapidez • Versatilidade da técnica para pequena e média escala • Desvantagens: • Difícil separação da solução extrativa por filtração • Geração de calor • Limitação para caules raízes ou materiais de elevada dureza • EXTRAÇÃO SOB REFLUXO: • Consiste em submeter o material vegetal à extração com um solvente em ebulição, em um aparelho dotado de um recipiente, onde será colocado o material e o solvente, acoplado a um condensador, de forma que o solvente evaporado durante o processo seja recuperado e retorne ao conjunto. 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 5 • Vantagens: o aquecimento torna o processo de extração mais rápido e mais eficiente, uma vez que aumenta a solubilidade de alguns ativos, uso de pequenos volumes de solvente. • Desvantagens: perda de ativos termolábeis. • EXTRAÇÃO POR SOXHLET: • Extração de sólidos com solventes voláteis • Em cada ciclo de operação, o material vegetal entra em contato com o solvente renovado: • extração altamente eficiente • quantidade reduzida de solvente • mesmos resultados qualitativos e quantitativos. • Vantagens: o reaproveitamento do líquido extrator, uso de pequenos volumes de solvente, esgotamento da planta. • Desvantagens: perda de ativos termolábeis. • EXTRAÇÃO COM FLUIDO SUPERCRÍTICO: • Vantagens: • CO2 não deixa resíduos de solvente no produto • não é utilizada temperatura elevada • solubilidade adequada, modificando pressão e temperatura • baixo custo do solvente • Desvantagens: • Alto custo do aparelho e manutenção 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 6 • EXTRAÇÃO POR ARRASTE A VAPOR DE ÁGUA: • Vantagens: • Autenticidade do óleo volátil preservada; • Sem resíduos de solvente no produto; • Baixo custo do solvente. • Desvantagens: • Alto custopara geração da fonte de calor. • EXTRAÇÃO POR HIDRODESTILAÇÃO: • Vantagens: • Sem resíduos de solvente no produto; • Baixo custo do solvente. • Desvantagens: • Autenticidade do óleo alterada. 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 7 4. TIPOS DE EXTRATOS 1. ALCOOLATOS: � Os alcoolatos são preparados pela maceração com álcool das plantas frescas seguida por uma destilação. � Atualmente a denominação alcoolato foi substituída no Codex por soluções alcoólicas de essências ou tinturas de essências. � O alcoolato de mirtilo, por exemplo, é preparado da seguinte forma: - Macera-se por 24 horas 2.000 g de mirtilo fresco mais 1.000 g de álcool a 70º. - Destila-se e recolhe-se 1.000 g de alcoolato. MÉTODO EXTRATIVO: maceração e destilação 2. ALCOOLATURAS: � As alcoolaturas são obtidas pela ação do álcool sobre drogas frescas que não podem sofrer processos de estabilização e secagem, pois perdem a sua atividade. � Na alcoolatura, são empregadas partes iguais em peso de planta fresca e de álcool a um título elevado para evitar uma diluição elevada pela água liberada pela planta. � O modo de preparação é muito simples, basta macerar por 8 dias a droga fresca rasurada em um recipiente fechado, com álcool, fazer uma espressão e logo após uma filtração. MÉTODO EXTRATIVO: maceração 3. TINTURAS: � É a preparação alcoólica ou hidroalcoólica resultante da extração de drogas vegetais ou animais ou da diluição dos respectivos extratos. É classificada em simples e composta, conforme preparada com uma ou mais matérias-primas. � A menos que indicado de maneira diferente na monografia individual, 10 mL de tintura simples correspondem a 1 g de droga seca. � Solventes: etanol, água ou outro solvente adequado. � MÉTODO EXTRATIVO: maceração, percolação 4. EXTRATOS FLUIDOS: � São preparações de consistência líquida nas quais uma parte do extrato, em massa ou volume, corresponde a uma parte, em massa, da droga seca, utilizada na sua preparação. � Cada 1 mL da micela deve conter as substâncias extraídas de 1 g de droga vegetal � Solventes: etanol, água ou outro solvente adequado. MÉTODOS DE OBTENÇÃO: percolação e maceração 5. EXTRATOS GLICÓLICOS: � Os extratos glicólicos são obtidos por extração em um solvente hidroglicólico, podendo ser este o propilenoglicol ou a glicerina. Estes extratos normalmente são utilizados nos fitocosméticos. A relação erva/solvente varia, sendo que normalmente se utiliza a relação indicada para as tinturas vegetais. MÉTODOS DE EXTRAÇÃO: percolação e maceração 6. ÓLEOS ESSENCIAIS: � Os óleos essenciais são compostos aromáticos, geralmente voláteis, retirados dos vegetais, onde são encontrados pré-formados ou na forma combinada. � Os óleos essenciais, nas suas diferentes apresentações, são muito utilizados na perfumaria e também na aromaterapia. MÉTODOS DE EXTRAÇÃO: destilação, extração com solventes (soxhlet, refluxo, maceração), espressão. 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 8 7. HIDROLATOS: � Frequentemente, produtos secundários à preparação dos óleos essenciais, possuem grande quantidade de princípios voláteis como ácidos, aldeídos e aminas. � São preparados por simples destilação com vapor de água, de plantas frescas ou secas. As plantas rasuradas são maceradas por horas com uma quantidade relativamente grande de água e depois destiladas. A destilação é suspensa quando se obtém uma quantidade razoável de destilado. O excesso de essência é separado por decantação ou filtração. �A conservação dos hidrolatos é delicada, pois contaminam-se com facilidade. � Os hidrolatos são utilizados, por suas propriedades aromáticas, para a preparação de xaropes; e em cosmetologia, por suas propriedades adstringentes, calmantes e antipruriginosas, sob a forma de loções e cremes. MÉTODOS DE OBTENÇÃO: maceração e destilação 5. MÉTODOS DE PURIFICAÇÃO • CLARIFICAÇÃO: • Sedimentação ou decantação • Filtração • Prensagem • Centrifugação 6. MÉTODOS DE C0NCENTRAÇÃO 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 9 7. EXTRAÇÃO: fatores 1. Penetração do solvente na célula 2. Dissolução das substâncias extraíveis 3. Difusão da solução para fora da célula vegetal 1. GRANULOMETRIA DA MP VEGETAL: Tamanho das partículas � aumento da área superficial � maior velocidade de dissolução Desvantagem: • Percolação – formação de canais • Maceração – dificuldade na separação da solução extrativa • Formação de aglomerados - reduz velocidade de dissolução Fatores que influenciam na extração: • RECOMENDAÇÃO - PÓS MODERADAMENTE GROSSO - Raízes e caules – extraordinariamente compactos devido à grande percentagem de xilema - Folhas e flores – textura delicada quase exclusivamente formadas por células de paredes celulósicas finas. 750 – 250 μm 2. TIPO DE SOLVENTE: Líquidos extratores mais usuais: • Água • Álcool • Álcool diluído (50, 70, 80%, etc.) • Glicóis, mistura de água com glicerina, polietilenoglicóis, propilenoglicol Características ideais: • Grande poder de dissolução • Baixo ponto de ebulição • Sem resíduo de destilação • Não inflamável 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 10 3. AGITAÇÃO: • envolve o equilíbrio da saturação do solvente. • EXEMPLO 1: • EXEMPLO 2: • Rendimento de derivados xantônicos e hesperidina da casca do limão 6 horas de maceração dinâmica = de 10 dias de maceração estática. • EXEMPLO 3: • EXEMPLO 4: 4. TEMPO DE EXTRAÇÃO: É variável, depende: • estrutura da droga • divisão (moagem) • natureza dos fármacos • Solvente Usualmente: 5 - 10 dias de maceração 10 - 15 minutos de turboextração 1 - 5 minutos ultraturrax ** O ideal é ter monografia correspondente para cada droga. 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 11 8. CONTROLE DE QUALIDADE 1. TESTES DE PUREZA E INTEGRIDADE: - Pesquisa de contaminantes microbiológicos - Pesquisa de metais pesados - Resíduos de solventes (para extratos que não são obtidos por etanol e / ou água). inoculação Membrana filtrante • uma das membranas para a superfície de uma placa contendo ágar caseína-soja, incubar a 32,5 ºC ± 2,5 °C durante 3-5 dias, para determinação do número de micro-organismos aeróbicos totais. • a outra membrana para a superfície de uma placa contendo ágar Sabouraud-dextrose e incubar a 22,5 ºC ± 2,5 °C durante 5-7 dias, para a determinação de bolores e leveduras. • calcular o número de UFC por mL do produto. Membrana filtrante Contagem em placa amostra • Método da profundidade: 1. Verte a amostra 2. Verte o meio de cultura 45-50ºC 3. Movimentos circulares para mistura 4. Incubação meio de cultura • Método de superfície: 1. Verte o meio de cultura 45-50ºC 2. Deixa solidificar 3. Verte a amostra 4. Movimentos circulares para mistura 5. Incubação Metais pesados � A determinação de metais pesados pode ser efetuada por dois métodos: ensaio limite por formação de partículas sólidas de sulfetos ou determinação por espectrometria atômica. � O ensaio limite consiste na formação de partículas sólidas dos sulfetos de metais pesados, em suspensão, e posterior comparação visual da intensidade da cor nas preparações amostra e padrão em tubo de Nessler. O ensaio é semi quantitativo e possibilitainferir se a amostra passa ou não no teste, representando o somatório da concentração dos elementos contaminantes na amostra. � O método por espectrometria atômica possibilita quantificar cada elemento contaminante na amostra e limites diferenciados são estabelecidos para cada elemento de acordo com a sua toxicidade e o tipo de forma farmacêutica. Elementos como As, Cd, Pb e Hg, devido à elevada toxicidade apresentam limites mais baixos que os demais. 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 12 Amostra + tampão acetato + tioacetamida Controle + tampão acetato + tioacetamida Observar as preparações de cima para baixo, segundo o eixo vertical do tubo, sobre fundo branco. Qualquer coloração desenvolvida na preparação amostra não é mais intensa do que na do padrão. O teste somente é válido se a intensidade da coloração desenvolvida na preparação controle for igual ou superior àquela da padrão. Ensaio limite Representação esquemática de um espectrômetro de absorção atômica de alta resolução com fonte contínua (HR-CS AAS). No esquema, têm-se: (1) lâmpada de arco curto de Xe; (2) espelhos elipsoidais focalizadores; (3) atomizador (chama ou forno de grafite); (4) fenda de entrada; (5) espelhos parabolóides; (6) prisma; (7) fenda intermediária ajustável; (8) rede echelle e (9) detector Espectrometria atômica 2. Caracterização físico-química do derivado vegetal incluindo: a) caracterização organoléptica, resíduo seco, pH, teor alcoólico e densidade (para extratos líquidos); b) densidade, índice de refração, rotação óptica (para óleos essenciais); d) índice de acidez, de éster, de iodo (para óleos fixos). Caracterização organoléptica �Aparência: homogeneizar a amostra e transferir uma alíquota para um tubo de ensaio e observar contra um fundo branco. Deve-se considerar a presença ou não de resíduos, o grau de turvação e a separação de fases. Os termos descritivos normalmente empregados são os seguintes: límpido, transparente, turvo, xaroposo, líquido oleoso, viscoso ou volátil (EP, 2006). �Cor: a cor será determinada usando amostras-padrão, fazendo uma identificação visual ou por método colorimétrico. A técnica será realizada preferencialmente em tubos de comparação de cor rigorosamente iguais, sob condições que assegurem que a solução de referência colorimétrica e a substância testada sejam tratadas similarmente em todos os aspectos. Descrever a cor evidenciada (ex. incolor, amarelo). �Odor: deve-se tomar precaução com líquidos voláteis tóxicos e irritantes. Geralmente classificado como: odor característico ou inodoro, confrontando com amostra padrão recente. No caso de óleos ou materiais graxos, esteja atento ao odor característico de ranço. �Sabor: não é determinado para líquidos. Resíduo seco �Transferir 2 mL ou 2 g de extrato para pesa-fltros ou placa de Petri, medindo, aproximadamente, 50 mm em diâmetro e 30 mm de altura. Evaporar até secura em banho-maria e dessecar em estufa a 100 - 105 ºC, por 3 horas. Deixar esfriar em dessecador, sobre pentóxido de fósforo e pesar. Calcular o resíduo seco em porcentagem sobre a massa ou sobre o volume. Anotar o peso + 2 mL de extrato pH �DETERMINAÇÃO POTENCIOMÉTRICA DO pH �O valor de pH é definido como a medida da atividade do íon hidrogênio de uma solução. Convencionalmente é usada a escala da concentração de íon hidrogênio da solução. A água é um eletrólito extremamente fraco, cuja auto ionização produz íon hidrônio (hidrogênio hidratado) e íon hidróxido: 19/03/2018 Aula 3 - Obtenção e CQ de derivados vegetais Profª. Melissa Schwanz 13 pH �DETERMINAÇÃO COLORIMÉTRICA DO pH �Baseia-se no emprego de soluções indicadoras ou de papéis indicadores, que tem a propriedade de mudar de coloração conforme a variação do pH. Neste caso, trata-se de medida aproximada, indicando apenas uma faixa de valores, mais ou menos larga, conforme o indicador empregado. A determinação é levada a efeito adicionando-se gotas da solução indicadora à solução em exame ou umedecendo-se papéis indicadores com a solução em exame e observando-se a mudança de coloração. Teor alcoólico �Método por destilação �Esse método deve ser usado na determinação de álcool, em solução que contenha álcool, a menos que na monografia seja especificado outro método. É adequado para análise da maioria dos extratos fluidos e tinturas. �Método por cromatografia a gás �Proceder de acordo com as especifcações gerais para Cromatografa a gás (5.2.17.5). Usar aparelho eficiente para a determinação quantitativa de álcool. Densidade �Densidade relativa: �A densidade relativa da substância pode ser determinada através de picnômetro, balança hidrostática ou densímetro. O uso desses dois últimos é condicionado ao tipo de aparelhagem disponível. �MÉTODO DO PICNÔMETRO �Utilizar picnômetro limpo e seco, com capacidade de, no mínimo, 5 mL que tenha sido previamente calibrado. A calibração consiste na determinação da massa do picnômetro vazio e da massa de seu conteúdo com água, recentemente destilada e fervida, a 20 °C. Transferir a amostra para o picnômetro. Ajustar a temperatura para 20 °C, remover excesso da substância, se necessário, e pesar. Obter o peso da amostra através da diferença de massa do picnômetro cheio e vazio. Calcular a densidade relativa determinando a razão entre a massa da amostra líquida e a massa da água, ambas a 20 °C. Utilizar a densidade relativa para calcular a densidade de massa (ρ). Rotação óptica �Muitas substâncias farmacêuticas são opticamente ativas, logo desviam a luz plano-polarizada de modo que a luz transmitida é desviada em um determinado ângulo em relação à incidente. �Substâncias com a mesma estrutura contendo um ou mais centros quirais as quais são imagens especulares não superponíveis uma da outra são denominadas enantiômeros. Um dos enantiômeros desvia a luz plano-polarizada para a direita (+) e é chamado de dextrógiro, ou d; o antípoda desvia para a esquerda (-) e é conhecido como levógiro ou l. O ângulo desse desvio é igual em módulo para os enantiômeros, porém com sinais opostos. Índice de refração �O índice de refração (n) de uma substância é a relação entre a velocidade da luz no vácuo e sua velocidade no interior da substância. �Para fins práticos mede-se a refração com referência ao ar e à substância e não com referência ao vácuo e à substância. Pode-se definir o índice de refração como a relação entre o seno do ângulo de incidência e o seno do ângulo de refração, isto é, n = sen i / sen r.