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* UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO ACADÊMICO DE VITÓRIA Biofísica das Membranas e Bioeletrogênese Profa. Dra. Simey de Souza Leão Pereira Magnata * SSLPM A eletricidade animal A geração de eletricidade de certos peixes já era conhecida quando Luigi Galvani, descreveu sobre a contração da pata de rã. Segundo Galvani, (1780): “ nos músculos se reúne o fluido elétrico que logo se difunde pelo corpo mediante a rede de nervos, os quais são condutores naturais do fluido elétrico (1871)” GARCIA, (1998) * SSLPM A eletricidade animal Alejandro Volta, (1800) construiu o primeiro gerador químico de eletricidade e afirma que os músculos são apenas condutores de eletricidade e que a fonte geradora de eletricidade estava no par bimetálico. “ WALLER (1887, 1889) relacionou os batimentos cardíacos com correntes elétricas e EINTHOVEN (1913) registrou essas correntes obtendo os primeiros eletrocardiogramas” GARCIA, (1998) “ HELHOLTZ (1850) mediu a velocidade de propagação da onda de excitação do nervo gastrocnêmico de rã e BERNSTEIN (1868) observou o potencial de injúria do nervo lesado, essa corrente de injúria contribuiu para a descoberta do potencial de membrana” * SSLPM Fundamentos Físico-químicos A matéria e a carga elétrica. Coulomb (C). A carga do elétron é –1,6 x 10-19 C. 1 Faraday = 105 C/mol. 1 mol de K+= 1 F, de Ca++= 2 F e de Cl-= -1 F. O campo elétrico (fc/Q). ddp (W/Q), J/C = V. Corrente (Q/t), C/s = A. Ânodo cátodo. A corrente depende da ddp e da condutância do material. Condutância (G = I/V ou I = G/V), A/V = S. Resistência (R = 1/G, R = V/I ou V = R*I), V/A = . Resistência e canal iônico, . Capacitância (C = Q/V), C/V = F. Capacitância e a bicamada lipídica, , = 8,85 x 10-12 F/m (permissividade do vácuo). GARCIA, (1998) * Conceitos Básicos de Eletricidade Carga e Matéria Carga Elétrica Fundamental * SSLPM Origem Coacervados COSTA, (1997) “ OPARIN (1967) afirma o surgimento da vida a partir de agregados de moléculas orgânicas, acoplados em vesículas lipídicas espalhadas nos mares primitivos” “ A primeira célula viva seria aquela vesícula que reunisse as biomoléculas e tivesse capacidade de auto-replicação. ” “ Os lipídios têm a capacidade de formar “barreiras” físico-químicas, as membranas biológicas, isso ocorre graças a sua anfipaticidade.” * SSLPM Membranas- Modelos GORTER e GRENDEL (1925), lipídios de eritrócitos DAVSON e DANIELLI (1935), membrana com 40 a 50% de lipídios e 50 a 60% de proteínas ROBERTSON (1956), modelo de membrana unitária GARCIA, (1998); COSTA, (1997) Modelo de Robertson * SSLPM Membranas- Modelos Modelo de Stein e Danielli GARCIA, (1998); COSTA, (1997) STEIN e DANIELLI (1956), dupla camada descontínua com proteínas inseridas LUCY e GLAUERT (1964), lípídios formando micelas globulares revestidas por proteínas BENSON (1966), matriz protéica com lipídios dispersos entre os sítios hidrofóbicos das proteínas LENARD e SINGER (1966), sarcolema com dupla camada descontínua de lipídios com proteínas fixadas SINGER e NICOLSON (1972), modelo do mosaico fluido” Modelo de Lenard e Singer * SSLPM Membranas- Modelos GARCIA, (1998); COSTA, (1997) SINGER e NICOLSON (1972), modelo do mosaico fluido” Modelo de Singer e Nicolson * SSLPM Composição da Membrana Lipídios Proteínas Fosfolipídios, Glicolipídios e Esteróides (colesterol) Fluidez(zona central) Ca +2 e Mg+2 mielina, nas mitocôndrias e cloroplastos Receptores, enzimas e proteínas transportadoras GARCIA, (1998); COSTA, (1997) Glicocálix Polissacarídeos Propriedades imunológicas ROUSER, NELSON E FLEISCHER, (1968) * SSLPM Fluidez da Membrana Fosfolipídios e altas temperaturas Aumentam a fluidez da membrana Colesterol, baixas temperaturas, Ca+2 e Mg+2 Diminuem a fluidez da membrana ao reduzir a repulsão elétrica nos fosfolipídios A distrofia Muscular Pseudo-hipertrófica (Duchenne), o Câncer e a Distrofia miotônica Alteram a fluidez da membrana JAIN, (1972) HERMAN E FERNANDEZ, (1976); APPEL E ROSES, (1976) GARCIA, (1998); COSTA, (1997) * SSLPM Comportamento elétrico da Membrana Uma membrana assemelha-se a uma associação do tipo resistor-capacitor em paralelo Associação RC GARCIA, (1998); FRUMENTO, (1995) A membrana apresenta duas vias para a passagem da corrente elétrica Uma obedece a Lei de Ohm (canais iônicos) e outra de natureza capacitiva (dielétrico lipídico) A membrana das células vivas estão submetidas a uma diferença de potencial elétrico entre as suas superfícies interna e externa As células do coração, por exemplo, possuem um potencial de repouso de -60mV a -90mV. * SSLPM Comportamento elétrico da Membrana A matriz lipídica é responsável pelas propriedades dielétricas, mostrando propriedades capacitivas. Capacitância de 1µF/cm2 GARCIA, (1998); FRUMENTO, (1995) As membranas artificiais apresentam resistência muito elevadas quando comparadas aos valores das membranas celulares. 106 a 109 Ωcm2 / 103 ou 8. 103 Ω cm2 A inclusão de certas proteínas à estrutura da membrana promove uma redução da resistência. Modelo adequado para situação in vivo * Potencial da Membrana “Cabeça” polar contendo fosfatos “Calda” apolar hidrocarbono Bicamada de fosfolipídios * SSLPM Potencial de Repouso GARCIA, (1998); COSTA, (1997) É gerado devido à permeabilidade da membrana ser diferente aos íons Devido a assimetria na distribuição iônica no meio interno e externo A ação da bomba de sódio e potássio * SSLPM Bomba de sódio e potássio GARCIA, (1998); COSTA, (1997) Eficiência: coloca 3 Na+ para o exterior e 2 K+ para o interior. Afinidade: no citoplasma é 3 vezes maior para o Na+ e no meio extracelular é 100 vezes maior para o K+. Regulação: K+ extracel. e Na+ intra. Em concentrações normais funciona com 10 a 15 % da capacidade. Estrutura: uma subunidade de 1.015 aa com função catalítica e uma subunidade (glicoproteína) de 302 aa que estabiliza a inserção na matriz lipídica. DEAN, (1941); HODGKIN E KEYNES, (1955) * SSLPM Transporte através da Membrana GARCIA, (1998); FRUMENTO, (1995) Tipos de transporte: Transporte passivo x Transporte ativo Transporte ativo: primário e secundário Co-transporte ocorre o transporte mediado por um cátion que carrea um ânion. Na+/Cl- Na+/K+/2Cl- Na+/açucares Na+/a.a. para o meio intracelular K+/Cl+ para o meio extracelular Contra-transporte ocorre o transporte de substâncias ou íons de mesma polaridade entre meios diferentes * SSLPM Transporte através da Membrana GARCIA, (1998); FRUMENTO, (1995) O transporte ativo primário: Transporte contra a Fterm resultante do gradiente eletroquímico do íon com gasto de ATP. A bomba Na+-K+: A ATPase Na+-K+ junto com a ATPase H+-Ca++ (músculo) e a ATPase H+-K+ (estômago) são P-ATPases. As F-ATPases são ATPases reversas que sintetizam ATP nas mitocôndrias e cloroplastos. As V-ATPases fazem transporte de prótons com gasto de ATP em animais, plantas e fungos. * SSLPM Transporte através da Membrana GARCIA, (1998); FRUMENTO, (1995) A difusão “trabalha” no sentido de equilibrar a concentração de substâncias e íons nos compartimentos intra e extracelular, todavia existe desequilíbrio, então alguns fatores “trabalham” contrapondo a difusão. * SSLPM Potencial de Ação GARCIA, (1998); FRUMENTO, (1995) O sistema nervoso conduz informação com rapidez e eficiência, ao alterar abruptamente o potencial de repouso. Estímulos (elétrica, hormonal, térmica, mecânica, eletromagnética e outros) Os estímulos sofrem transdução nos receptores Estímulos devem estar acima do limiar de excitabilidade * SSLPM Potencial de Ação GARCIA, (1998); COSTA, (1997) Eventos Despolarização: ocorre um influxo de íons sódio Repolarização: é a fase final do potencial de ação com efluxode íons potássio. despolarização repolarização * transporte de nutrientes até aqueles, remoção dos produtos de excreção, manter em todos os líquidos teciduais um ambiente propício à sobrevida e função ótimas das células; * transporte de nutrientes até aqueles, remoção dos produtos de excreção, manter em todos os líquidos teciduais um ambiente propício à sobrevida e função ótimas das células;