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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE BOM JESUS-PI JOÃO OLIVEIRA, menor impúbere, nestes autos representado por Reginalda Oliveira Santos, brasileira, solteira, estudante, inscrito no CPF sob nº 176.340.986-76, portador do RG nº 8.976.98 SSP/PI, ambos residentes e domiciliados na Rua Jardins, no município de Bom Jesus-PI, perante Vossa Excelência, por seu representante constituído propor: AÇÃO DE ALIMENTOS c/c ALIMENTOS PROVISÓRIOS Em face de Sérgio Santos Silva, brasileiro, casado, advogado, inscrito no CPF sob nº 234.674.760-54, portador do RG nº 4.589.70 SSP/PI, endereço eletrônico sergiossantos@gmail.com, residente e domiciliado à Rua Leonardo Pinheiro, na cidade de Bom Jesus-PI, com fulcro no artigo 528 do Código de Processo Civil, pelos fatos e fundamentos a seguir delineados. DOS FATOS A Requerente mantinha um relacionamento extraconjugal de pelo menos dois anos com o réu e deste relacionamento resultou uma gravidez, Ao saber da gravidez, o requerido não quis mais o relacionamento e por isso a jovem se viu desamparada, visto sua condição, incapaz de bancar sozinha, as desepesas do filho e do período gravidício. Trata-se de ação que busca resguardar a dignidade e subsistência do Autor A fixação de Alimentos é medida urgente e indispensável à garantia das condições mínimas de sobrevivência, razão pela qual busca a intervenção estatal. . DO DIREITO Inicialmente, cumpre destacar que o direito busca, precipuamente, resguardar os direitos e interesses do menor, devendo ser conduzida a presente ação a fim de atendê-los. Dos Alimentos Após analisadas todas as circunstâncias que cercam a presente demanda, importa adentrar num tema de grande importância, a responsabilidade pelos alimentos . A lei estabelece os parâmetros a serem seguidos para que a prestação de Alimentos seja firmada, devendo atender o binômio Necessidade/Possibilidade. Nas palavras da doutrinadora Maria Berenice Dias: “O fundamento do dever de alimentos se encontra no princípio da solidariedade, ou seja, a fonte da obrigação alimentar são os laços de parentalidade que ligam as pessoas que constituem uma família, independentemente do seu tipo: casamento, união estável famílias monoparentais, homoafetivas, socioafetivas (eudemonistas), entre outras”. (Maria Berenice Dias, Manual de Direito das Famílias – Edição 2017, 28, Alimentos) Ou seja, o direito a alimentos busca preservar o bem maior da vida e assegurar a existência do indivíduo que depende deste auxílio para sobreviver. Dos Alimentos Gravidícios A lei 11.804/08 que disciplina o direito a alimentos gravídicos e a forma como ele será exercido, estabelece em seu art. 2º, que: “Os alimentos de que trata esta lei compreenderão os valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período de gravidez e que sejam dela decorrentes, da concepção ao parto, inclusive as referentes a alimentação especial, assistência médica e psicológica, exames complementares, internações, parto, medicamentos e demais prescrições preventivas e terapêuticas indispensáveis, a juízo do médico, além de uotras que o juiz considere pertinentes“. Portanto, o dever o requerido em suprir as principais despesas desta difícil fase é inequívoco. O art 6º da referida lei que para a concessão dos aliementos gravídicos, basta a existência de indícios da paternidade, conforme precedentes sobre o tema: VOTO DO RELATOR EMENTA – ALIMENTOS GRAVÍDICOS – Fixação dos provisórios em 25% dos rendimentos líquidos do agravante e, em caso de trabalho informal, 35% sobre o salário mínimo – Admissibilidade - Demonstrados indícios de paternidade pelas provas documental e oral até então produzidas - Arbitramento que atendeu à proporcionalidade e razoabilidade que o caso concreto exige – Redução para 10% sobre as mesmas bases de cálculo que não se justifica, ao menos até que sobrevenha a instrução – Decisão mantida – Recurso improvido ( TJ-SP 2176253-13.2017.8.26.0000, Relator: Salles Rossi, Data de Julgamento:10/01/201, 8ª Câmara de Direito Privado, Data da publicação: 10/01/2018) AGRAVO DE INSTRUMENTO. INVESTIGATÓRIA DE PATERNIDADE. ALIMENTOS GRAVÍDICOS. Presença de indicativos de paternidade, a partir de conversas em aplicativo de celular. Alimentos fizados em 20% dos rendimentos líquidos, diante da ausência de maiores informações a respeito das possibilidades do alimentante. AGRAVO PROVIDO EM PARTE UNÂNIME. (Agravo de Instrumento Nº 70074366378, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ivan Laomar Bruxel, julgado em 14/09/2017. No presente caso, não há dúvidas sobre a paternidade da criança. Assim, diante da presença do binômio: necessidade do alimentando e §§possiblidade do alimentante, considerando ainda que a gestante está passando por dificuldade financeira e sem plano de saúde, outra alternativa não resta senão determnação imediata de alimentos provisórios. Considerando que o réu mantém hoje, um emprego apto a garantir sua subsistência e dos menores é de bom alvitre que os aliemntos provisórios sejam determinados no patamar de 20% do seu salário base Dos Alimentos Provisórios Diante de provas suficientes a comprovar o parentesco, fica configurado o direito ao pedido de alimentos provisórios, para fins de garantir o sustento dos menores enquanto pendente o litígio, por força da lei 5.478/68 que dispõe sobre a Ação de Alimentos, in verbis: Art. 4º Ao despachar o pedido, o juiz fixará desde logo os alimentos provisórios a serem pagos pelo devedor, salvo se o credor expressamente declarar que deles necessita. Art. 13º, §3º. Os alimentos provisórios serão devidos até a decisão final, inclusive o julgamento do recurso extraordinário. Trata-se da necessidade inequívoca a ser suprida pela fixação de tal provisão legal, face à dificuldade financeira enfrentada pela genitora da menor. A concessão de alimentos provisórios visa a garantir a observância ao binômio: possibilidade do alimentante e necessidade do alimentando, conforme latente a jurisprudência. EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO DE PRESTAÇÃO ALIMENTÍCIA – ALIMENTOS PROVISÓRIOS FIXADOS – BINÔMIO NECESSIDADE/POSSIBILIDADE – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Na fixação de pensão alimentícia, deve ser observado o binômio necessidade e capacidade, de modo que não se fixe um valor aquém das necessidades do aliementando nem além da capacidade do alimentante. 2. Entende-se que ônus do sustento dos filhos compete a ambos os genitores, devendo a mantença dos filhos ser dividida de forma que cada um contribua na medida da própria disponibilidade financeira. (TJMG – Agravo de Instrumento-Cv 1.0105.15.022799-5/001, Relator (a): Des(a) Hilda Teixeira da Costa, 2ª CÂMARA CÍVIL, julgamento em 02/02/2016, publicação da súmula em 15/02/2016). Diante de todo o exposto, diante da demonstração inequívoca da necessidade doo alimentando e da possibilidade do genitor, requer a conncessão imediata ao pagamento de uma pensão alimentícia no importe de 30% (trinta por cento) do slário mínimo para cada filho, assim como determina o Art. 4º c/c Art. 13, §2ª, ambos da Lei nº 5.478 de 25.07.1968 DA JUSTIÇA GRATUITA O Requerente atualmente trabalha como estudante, razão pela qual não poderia arcar com as despesas processuais. Para tal beenefício o Requerente junt declaração de hipossuficiência e comprovonte de renda, os quais demonstram a inviabilidade de pagamenrto das custas judiciais sem comprometer sua subsistência, conforme clara redação do Código de Processo Civil de 2015: Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode ser formulado na petição inicial, na contestação, na petição para ingresso de terceiro no processo ou em recurso. § 1o Se superveniente à primeira manifestação da parte na instância, o pedido poderá ser formulado por petição simples, nos autos do próprio processo, e não suspenderá seu curso. § 2o O juiz somente poderá indeferir o pedido se houver nos autos elementos que evidenciem a falta dos pressupostos legaispara a concessão de gratuidade, devendo, antes de indeferir o pedido, determinar à parte a comprovação do preenchimento dos referidos pressupostos. § 3o Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa natural. Assim, por simples petição, sem outras provas exigíveis por lei faz jus o Requerente ao benefício da gratuidade da justiça: PROCESSUAL CIVIL. IMPUGNAÇÃO À ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIAGRATUITA. DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA. AUSÊNCIA DE PROVA EM CONTRÁRIO. 1.O direito ao benefício da assistência judiciária gratuita não é apenas para o miserável, e pode ser requerido por aquele que não tem condições de pagar as custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo de seu sustento e de sua família. Precedentes. 2.O escopo da gratuidade de justiça é assegurar a todos o acesso ao Judiciário, conferindo eficácia aos comandos constitucionais insculpidos nos incisos XXXV e LXXIV do art. 5º da Carta da Republica . 3.Ao impugnante incumbe o ônus de provar cabalmente a inexistência dos requisitos autorizadores à concessão do benefício da assistência judiciária gratuita. 4.Inexistindo prova de que, a despeito da parte impugnada atuar no ramo de paisagismo, aufira renda suficiente para arcar com o pagamento das custas e despesas do processo sem o comprometimento de seu próprio sustento, tem-se por correta a rejeição da Impugnação à Assistência Judiciária. 5.Apelação Cível conhecida e não provida. (APC 20140111258250 Ógçao Julgador 1ª Turma Cível DJE: 23/02/2016. Relator NÍDIA CORRÊA LIMA) Assim, considerando a demonstração inequívoca da necessidade do Requerente, têm-se por comprovada sua miserabilidade, fazendo jus ao benefício. Por tais razões, com fulcro no art. 5º, LXXIV da Constituição Federal e pelo artigo 98 do CPC, requer seja deferida a gratuidade de justiça ao requerente. DOS PEDIDOS Por todo o exposto, REQUER: A concessão de gratuidade de justiça, nos termos do art.98 do Código de Processo Civil; O arbitramento de alimentos provisórios, em R$ 500, equivalente a 20%; do salário base do Réu, a ser depositado na conta corrente; A citação do réu para responder a presente ação, querendo; O deferimento da ação para fins de que sejam fixados alimentos, equivalente a 30% do salário base do réu, a ser depositado em conta corrente do autor mensalmente; Seja designada audiência de consciliação, e não havendoêxito, seja designada audiência de Instrução e Julgamento para oitiva das partes e testemunhas; Intimação do Ministério Público para intervir no feito, nos moldes do artigo 698, do CPC; A condenação do réu ao pagamento de honorários advocatícios nos parâmetros previstos no art. 85, §2º do CPC; Dá-se à causa o valor de R$ Termos em que, Pede deferimento. Bom Jesus-PI, 09 de maio de 2018. IONARA GUERRA MANGUEIRA OAB/DF nº