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Profa. Maira de Castro Lima Anatomia Humana Sistema Visual Órbita •A órbita é uma extensão do neurocrânio em torno do olho e do n. óptico. •Ossos frontal, zigomático, maxilar, lacrimal, esfenóide e etmóide. Órbita •Forame ou canal óptico; n. óptico e a. oftálmica. •Fissura orbital superior; dá passagem ao n. oftálmico, às veias oftálmicas e aos nervos cranianos oculomotor, troclear e abducente. •Fissura orbital inferior •Forame supraorbitário •Forame infraorbitário Elementos de Proteção do Olho •Supercílios; em forma de arco, sobre a margem superior da órbita, impedem que o suor atinja o olho. •Pálpebras; dobras móveis, musculofibrosas, protegem o olho anteriormente e proporcionam repouso contra a luz. •Túnica conjuntiva; delgada túnica mucosa que reveste posteriormente as pálpebras, e anteriormente, o bulbo do olho. •Aparelho lacrimal; compreende a glândula lacrimal e seus ductos e as vias lacrimais. Aparelho Lacrimal •Compreende a glândula lacrimal e seus ductos e as vias lacrimais. •Está alojada na fossa da glândula no osso frontal. •Repousa sobre os músculos reto lateral e levantador da pálpebra superior. •O sistema de drenagem de lágrimas do olho é formado por dois canalículos lacrimais que se iniciam no ângulo medial do olho e desembocam no saco lacrimal (é continuado pelo ducto nasolacrimal, que se abre no meato inferior da cavidade nasal). • Túnica Externa ou fibrosa do bulbo: - Córnea - Esclera • Túnica Média ou vascular do bulbo - Íris - Corpo ciliar - Corióide • Túnica Interna - Retina Bulbo Ocular Córnea •É a parte anterior, transparente, da túnica fibrosa do olho. •Por ela, penetram os raios luminosos. •É avascular e nutrida por difusão, mas possui inervação sensitiva (ramos do n. oftálmico). •Quando não é uma esfera regular, mas é mais curva em um meridiano que em outro, resulta em astigmatismo (embaçamento da visão). Esclera •Parte opaca, posterior, da túnica fibrosa. •Sua porção anterior pode ser vista através da conjuntiva como o “branco do olho”. •Os músculos extrínsecos do olho estão fixados à esclera. •Fibras da esclera formam uma bainha para o n. óptico, a qual se continua com a dura-máter. Íris •Diafragma circular, pigmentado, situado anteriormente ao cristalino. •A margem periférica (margem ciliar) está em continuidade com o corpo ciliar. •A margem pupilar é livre e delimita uma abertura denominada pupila. •Importante capacidade de alterar o diâmetro da pupila. •Músculo esfíncter da pupila, forma circular, inervado por fibras parassimpáticas, contração da pupila (miose). •Músculo dilatador da pupila, com fibras dispostas radialmente, inervado por fibras simpáticas, dilatação da pupila (midríase) Corpo Ciliar •É um espessamento da túnica vascular e une a corióide com a íris. •Músculo ciliar é um anel muscular entre a esclera e o corpo ciliar. •Ligamento suspensor da lente (cristalino) Corióide •Porção vascular, pigmentada da túnica vascular. •Seus vasos nutrem principalmente a retina. Retina •Túnica nervosa onde estão situados os fotorreceptores sobre os quais é projetada uma imagem invertida dos objetos vistos. •Camada externa; pigmentada. Reveste o corpo ciliar e a íris. Não possui fotorreceptores, conhecida como parte cega da retina. •Camada interna; nervosa. Termina na margem posterior do corpo ciliar e forma uma franja circular denteada, ora serrata. •Compreende a parte óptica da retina. •Estrato pigmentar e estrato nervoso. Retina Nervosa Três tipos de neurônios: •Fotorreceptores; neurônios cujo dendritos se diferenciam em cones e bastonetes. •Células bipolares; unem os fotorreceptores às células ganglionares. •Ganglionares; multipolares, cujos axônios formam as fibras do n. óptico e cujos dendritos fazem sinapse com as células bipolares. Retina Nervosa Retina •Olho míope; plano normal de foco antes da retina. •Olho hipermetrope; plano normal de foco depois da retina. Mácula Lútea da Retina •Área pigmentada, situada no lado temporal do disco do nervo óptico. •A mácula é o ponto de maior acuidade visual, onde a visão é mais nítida. •Fóvea central, depressão no qual se acumulam os cones, não há bastonetes. •À medida que se afasta da mácula, aumenta a quantidade de bastonetes e escasseiam os cones. •Bastonetes estão associados à visão com baixa intensidade de luz. •Cones estão associados à visão com alta intensidade de luz e à visão de cores. Mácula Lútea da Retina Disco do nervo óptico •Também denominado ponto cego, pois não há receptores nesta área, que consiste apenas nas fibras do n. óptico. •Situado no lado nasal do pólo posterior do olho. Fundo do Olho •A retina pode ser vista in vivo, utilizando-se um oftalmoscópio. •O exame fornece informações sobre o olho e sobre a circulação geral, com dados obtidos pela inspeção dos vasos da retina. •A. central da retina •V. central da retina •Disco óptico •Mácula Humor aquoso •O aparelho dióptico ou refratário do olho é formado pela córnea, humor aquoso, lente e corpo vítreo. •O humor aquoso preenche as câmaras anterior (entre a íris e a córnea) e posterior (entre a íris e a lente) do olho. Humor aquoso •O humor aquoso, formado pelos processos ciliares, flui na câmara posterior e, em seguida, através da pupila, na câmara anterior. •Na junção da esclera com a córnea há um canal denominado seio venoso da esclera. Problemas na absorção do humor aquoso resultam em glaucoma (aumento da pressão intraocular). Lente •É uma estrutura laminada, biconvexa, com a face posterior mais convexa que a anterior. •Situada atrás da íris e na frente do corpo vítreo. •Absorve grande parte da luz violeta. Lente •Com a idade, torna-se mais rígida, o que diminui o poder de acomodação, presbiopia. •A opacidade da lente é chamada catarata. •Ligamento suspensor da lente é importante do mecanismo de acomodação. •Nutrição fornecida pelo humor aquoso. •Não possui inervação. Corpo Vítreo •É uma massa gelatinosa, transparente, que preenche os quatro quintos posteriores do bulbo ocular. Corpo Vítreo •O humor vítreo é produzido pelos processos ciliares, que em condições normais, regulam a tensão intra-ocular. •Ao contrário do humor aquoso, que é constantemente produzido e absorvido, o humor vítreo é formado no início do desenvolvimento e não pode ser substituído posteriormente. Músculos extrínsecos do olho •Seis músculos são responsáveis pelos movimentos do olho: •M. reto superior •M. reto inferior •M. reto lateral •M. reto medial •M. oblíquo superior •M. oblíquo inferior Músculos extrínsecos do olho •Os quatro mm. retos inserem-se na esclera, nas posições indicadas por seus nomes, nas proximidades da junção da esclera com a córnea. •Possuem uma origem comum, anel tendíneo comum, que contorna o canal óptico e parte da fissura orbital superior. Músculos extrínsecos do olho •M. oblíquo superior; origina-se do teto da órbita, superior e medialmente ao canal óptico. Seu tendão alcança uma polia de cartilagem hialina, a tróclea. •M. oblíquo inferior; origina-se no maxilar, no assoalho da órbita, passa inferiormente ao m. reto inferior e insere-se no quadrante súpero-lateral do bulbo ocular. •Com trajetos diferentes, fixam-se na esclera, muito próximosum do outro. Músculos extrínsecos do olho •O m. levantador da pálpebra superior; origina-se do teto da órbita, logo acima do anel tendíneo comum e insere na pele da pálpebra superior e na face anterior do tarso. •O n. oculomotor inerva esse músculo, cuja paralisia resulta em ptose palpebral. Músculos extrínsecos do olho Músculos da Órbita • Nervo óptico – II • Nervo oculomotor – III • Nervo abducente – VI • Nervo troclear – IV – Nervo oftálmico – ramo do trigêmio – V • Nervo frontal • Nervo nasociliar • Nervo lacrimal Fissura orbital superior Suprem estruturas anteriores da órbita Nervos da órbita Nervos da órbita Três nervos que entram na órbita pela fissura orbital superior: troclear, frontal e lacrimal. •N. troclear (IV); corre medialmente sobre o m. levantador da pálpebra superior e supre o m. oblíquo superior. •N. frontal; emite dois ramos, os nn. supratroclear e supra-orbital, que inervam com fibras sensitivas, a pálpebra superior e a metade anterior do couro cabeludo. •N. lacrimal; situa-se lateralmente ao n. frontal e inerva a glândula lacrimal, a conjuntiva e a pálpebra superior. Nervos da órbita Um grupo de nervos entra na órbita através da fissura orbital superior: nn. nasociliar, oculomotor e abducente. •N. nasociliar; é puramente sensitivo. Seus ramos são ramo comunicante para o gânglio ciliar, nn. ciliares longos, n. infratroclear, n. etmoidal posterior, etmoidal anterior. •N. oculomotor (III); penetra na órbita com dois ramos, superior e inferior. O ramo superior inerva o reto superior e o levantador da pálpebra superior. O ramo inferior inerva os retos medial e inferior. Ambos com fibras motoras •N. abducente (VI); inerva com fibras motoras , o m. reto lateral. SNC e Visão