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Aula 3 Peridondia ( Estagio II)
Instrumentação e Ergonomia
Raspagem e alisamento coronoradicular
A raspagem sempre estar junto do alisamento, só que nem sempre isso quer dizer a mesma coisa, mais o professora faz os dois, sempre coloca na ficha os dois.
Raspagem – Processo pelo qual placa e calculo são removidos das superfícies dentarias supra e subgengivais. Nenhum esforço deve ser feito para remover a superfície dentaria junto ao calculo.
Alisamento Radicular – Processo pelo qual o calculo incrustado e as porções do cemento são removidas das raízes para produzir uma superfície lisa, dura e limpa.
Resumo – a raspagem é a remoção grosseira do calculo, não é removido nada de superfície dentaria. Quando começa a raspar muito a dentina para que ela fique lisa já estamos fazendo o alisamento radicular.
Quando fazemos uma raspagem radicular devemos deixar a raiz brilhando, para que quando a gengiva se cicatrize ela consiga se ligar novamente ao dente ao cemento e ficar ainda sobre a superfície.
Limitações da Instrumentação Radicular
Dificuldade na remoção e completa do biofilme bacteriano e do calculo dentário;
Profundidade da bolsa periodontal – se for muito profunda tem instrumental que não chega ate o fundo.
Anatomia Radicular
Áreas de bi-trifurcação;
Faces proximais;
Sulcos pronunciados;
Perola de esmalte.
Posicionamento dentário;
Instrumentos inadequados – cada instrumento tem sua indicação.
Princípios Gerais da Instrumentação 
I – Acessibilidade: Posicionamento do paciente do operador;
II – Visibilidade, iluminação e afastamento;
III – Condição e afiação dos instrumentos
IV – Manutenção de um campo limpo;
V – Estabilidade do instrumento;
VI – Ativação do instrumento;
VII – Seqüência da raspagem - sextante 1, 2,3, 4 , 5 e 6.
I – Acessibilidade: Posicionamento do paciente do operador
Posição do paciente
Posição de supina;
A boca próxima ao apoio do cotovelo do profissional.
Na Mandíbula: Elevar o encosto da cadeira para que fique paralelo ao solo.
Na Maxila: Baixo o encosto da cadeira para que fique perpendicular ao solo.
Posição do profissional
Coxas e pés paralelos ao solo;
Cabeça reta
II – Visibilidade, iluminação e afastamento;
A melhor condição é a visão com iluminação direta, mais nem sempre conseguimos.
Podemos afastar o tecido com o dedo ou espelho.
O afastamento se a gente faz a raspagem com a mão direta o afastamento deve ser feita com a mão esquerda.
Limitações:
Pacientes com pouca abertura da boca
Cuidado para evitar irritação das comissuras e lábios;
Para prevenir passar vaselina.
III – Condição e afiação dos instrumentos
Antes da instrumentação todos os instrumentos inspecionados
Limpos;
Estéreis;
Boas condições;
Afiados.
IV – Manutenção de um campo limpo
A Instrumentação pode ser dificultada se o campo operatório estiver obstruído por saliva, sangue e detritos
Sugador;
Gaze;
Ar;
Comprimido
Exame visual – jato de ar;
Exploração tátil – sensibilidade tátil – se a sonda prender é porque ainda tem calculo.
V – Estabilidade do instrumento
Empunhadura do Instrumento
	
Apoio Digital
Apoio digital intra-orais;
Fulcros extra-orais.
Apóia o dedo no dente e faz movimento de raspagem.
Temos dois tipos de apoio: Intra-orais e extras orais.
Apoio digital intra-orais
Convencional (melhor) – O apoio é estabelecido nas superfícies dentarias imediatamente a área de trabalho
Arco Cruzado – O apoio é estabelecido nas superfícies dentarias do lado oposto do mesmo arco.
Arco Oposto – O apoio é estabelecido nas superfícies dentarias no arco oposto;
Dedo no dedo – O apoio é estabelecido no dedo indicador ou polegar da mão não operatória.
Fulcros Extras – Orais – apoio no queixo do paciente,palma para baixo, palma para cima.
VI – Ativação do instrumento;
O instrumento para ele entrar em uma bolsa ele tem que ficar em uma posição para adaptá-lo encostar ele na raiz. Depois que encostamos ele na raiz vamos angular ele fazendo a ativação do instrumento, o ângulo de corte na superfície radicular depois puxamos em direção a raiz e pressão lateral e faço movimento para tirar o calculo de dentro do sulco gengival.
O instrumento ideal deve estar adaptado a raiz.
A foice ela é reta é usada para raspagem de coroa supra gengival, já a cureta gracey ela é angulada nos dois sentidos e se adapta a depressões nas raízes. 
Adaptação
Evitar trauma aos tecidos moles;
Assegura máxima eficácia do instrumento
45° a 90° - angulação correta para a raspagem e alisamento radicular
Instrumentais Periodontais
Manuais
Curetas, foices, limas enxadas, cinzéis.
Sônicos e ultra-sônicos
Rotatórios
Foices
Tração;
Instrumentos robustos
Uso supragengival- raspagem de coroa
Lamina curta e reta;
Secção da ponta ativa triangular – corta de um lado e do outro
Dois bordos cortantes;
Anterior (reto) e posterior (angulado)
Ângulo vivo – contra-indicado em raízes por deixar ranhuras na raiz
Cinzéis
Impulsão;
Remoção de cálculos grosseiros;
Uso supragengival;
Usados em faces interproximais onde não há papilas.
Curetas
Instrumentos com borda cortantes que convergem em uma ponta arredondada.
Usadas principalmente para raspagem subgengival e aplainamento radicular.
A face da lamina deve ficar de 45° a 90° com a superfície do dente.
Curetas Universais
Utilização universal, ou seja, em qualquer região das arcadas dentarias;
Angulação de 90°, corta de um lado e do outro.
Ambos os ângulos de corte podem ser utilizados
Lamina é curva em um único plano
Curetas Gracey
Especificas para determinadas áreas;
A lamina apresenta ângulo de 60- 70° com a parte lateral da haste;
Somente um ângulo de corte em cada lamina;
A lamina é curva em 2 planos – tanto no sentido da haste como em direção a raiz.
A diferença dessas curetas para as universais é que o ângulo dela com a haste é levemente inclinada. Esse ângulo é de 60 a 70 graus e sua superfície de corte é só um lado. Ela é biangulada pois alem de ser angulada em direção ao cabo ela tem uma angulação maior para se adaptar a raiz. Instrumentos muito bons para raspagem e alisamento radicular subgengival.
Jogo para raspagem de toda a boca
	
Curetas Gracey
Compramos o jogo reduzido de gracey que serve para raspar a boca toda:
5 / 6 = Utilizada para raspagem subgengival de todos os elementos anteriores ate pré-molares – é bem reta
7 / 8 = Utilizada para raspagem vestibular lingual ou palatina de dentes posteriores – têm uma inclinação.
11/ 12 = Ângulo para mesial de dentes posteriores.
13 / 14 = Têm dois ângulos para distal de dentes posteriores.
Tanto para um como para todos os dentes iremos usar todas as curetas que é o jogo reduzido de gracey.
Curetas de Teflon
Ultrassonicos
Remoção de cálculos supragengival.
Auxiliam a instrumentação manual;
Escolha: Preferência/experiência do operador e necessidade do paciente;
Na pratica: Manual + ultrassom;
Atualmente: Pontas finas – acesso a áreas subgengivais;
Estudos relatam que eles são tão eficientes quanto os instrumentos manuais (controvérsia)
Contra-indicações do Ultrassonico
Pacientes com marcapasso cardíaco antigo;
Pacientes com doenças infectocontagiosas (aerosol)
Pacientes com riscos e doenças respiratórias e imunodeprimidos;
Pacientes com implantes de titânio (uso de pontas plásticas).
Sondas
Questão de prova:
Explique a calibração da sonda OMS 
Parte esférica tem 0,5mm, depois a primeira marcação 3,5mm, depois a outra marcação 5,5mm, depois 8,5mm, depois 11,5mm
Explique a calibração da sonda Willians
1,2,3,5,7,8,9 e 10mm.
Explique a calibração da PC15
Vai de 1 mm a 15mm.Sendo que de 4 a 5 é marcado de preto,de 9 a 10 também e de 14 a 15 também marcado de preto.
Instrumentais Periodontais Cirúrgicos
Cinzel Ocshenbein
Lima Buck 11/12 - Lima Schlu Ger 9/10
Cabo de Bisturir N° 3
Gengivotomos ou bisturis gengivais
Deslocador/dissector de Molt
2q1
Sutura
Afiação dos Instrumentais
Artificial – Conceito em pó de pedra agregada com um aglutinante;
Natural – Consiste em um material da natureza.
Quem tem que movimentar é a pedra e não o instrumento
Afiação
Restaurar a borda cortante;
Requer familiaridade com o desenho do instrumento;
Propicia maior eficácia .
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Adaptação;
Angulação;
Pressão lateral;
Movimentos
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Caneta
Caneta Modificada
Palma da mão e polegar
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 Atuam nas faces vestibulares dos dentes anteriores, ou seja, de mesial de canino a mesial de canino, tanto superiores como inferiores. Supragengival
 Atua na face palatina/lingual de dentes anteriores. 
De um lado uma foice mais cumprida de outro um cinzel para raspagem.
 Distal de canino ate distal do último dente presente no arco.
Muito angulada
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Utilizada em qualquer superfície dental, em todas as faces de entes anteriores.
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Longa lamina com corte bilateral, de grande utilização nas faces vestibulares e linguais/palatinas dos dentes posteriores, especialmente molares por ser bem angulada.
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Gracey 1/ 2
Utilização vestibular em Dentes anteriores
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Gracey 3/ 4
Utilização palatina em Dentes anteriores
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Gracey 5/ 6
Utilização em Dentes anteriores e Pré-Molares
Gracey 7/ 8
Vestibular de posteriores
Gracey 9/ 10
Face lingual ou palatina de posteriores
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Gracey 11/ 12
Utilização em Dentes posteriores – Faces mesiais
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Gracey 13/ 14
Utilização em Dentes posteriores – Faces Distais
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Kirkland
Orban
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Cabo e ponta ativa: ligando o cabo da ponta ativa temos a Haste
Com a cureta também pode tira o calculo sub e supragengival, mais ela é mais usada sub.
Às vezes a ponta ativa da cureta é muito larga , então imaginamos uma bolsa periodontal muito profunda no incisivo inferior que a raiz é bem fina as vezes não conseguimos chegar ao fim da bolsa.
Então fizeram um tipo de cureta gracey onde a ponta ativa é mais fina que é justamente onde chamamos de gracey mini Five.
Às vezes a haste da cureta é muito pequena e a bolsa muito profunda então precisamos que essa haste seja maior que o nome dela é a After Five.
Se formos raspar uma periplatite que é uma doença periodontal nos implantes não podemos utilizar curetas com material de aço inoxidável, pois cria ranhuras e lixos de bactérias, então temos que ter curetas de Teflon.
Sonda nabers – diagnostico de lesão de furca.
Se ela entra ate o começo classe I, se entra ate a metade classe II. Se ela atravessar o dente de um lado para o outro Classe III.
Sonda Milimetrada (PC15)– A cada milímetro de 1 a 15.
 Onde se torna preto de 4 a 5, de 9 a 10 e de14 a 15 é a chamada PC15.
Essa sonda como ela é milimetrada podemos fazer a mensuração de recessão gengival, mensuração de bolsa, mensuração de distancia biológica.
Sonda OMS - Indicada em casos de diagnósticos, pois ela não é medida milímetro por milímetro, ela tem essa esfera que tem 0,5mm, e alem da esférica tem 3mm que fica 3,5mm, depois temos + 2mm que vai da 5,5mm depois + 3mm que vamos ter 8,5mm, e termina com 11,5mm.
Porque essa sonda não é indicada para medir uma bolsa?
Porque se introduzirmos a sonda não vamos saber quantos milímetros essa bolsa tem, só sabemos que tem bolsa mais não à medição dela, pois ela não é milimetrada que pode ser PC15 ou Willians que é a sonda vizinha que temos a mensuração de 1,2,3 não temos 4, temos 5, não temos 6, temos 7,8,9 e vai ate 10, que tem a mesma função da PC15.
Só que se temos uma bolsa de 12 milímetros a Willians não chega pois ela só chega ate 10.
Remoção de osso;
Instrumento de impulsão o empurra contra o osso de suporte no dente, utilizado em cirurgia.
Retira osso interproximal com elas
A Lina 11 / 12 é reta 
A lima 9 / 10 é curva.
As laminas mais utilizadas em perio é a lamina 15 e uma miniatura da 15 que é a 15c
Serve para fazer borda da gengiva por vestibular e por palatino , utilizamos para fazer plastia 
Serve para fazer incisão corte de gengiva interproximal
Descolar a gengiva e rebater o retalho
Porta agulha castroviejo
Pinça
Tesoura simples para sutura
Cabo de bisturi