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Classificação das Maloclusões segundo Capelozza Nova Denominação ○ Considerando que encontramos as mais diversas combinações de maus posicionamentos dentários em indivíduos com relações de bases apicais semelhantes ou não, tornou-se necessário um novo conceito no que diz respeito à morfologia e tipologia facial. Assim sendo, Capelloza filho (2004) propôs uma nova denominação para as relações sagitais entre maxila e mandíbula, bem como às deformidades esqueléticas no sentido vertical, denominada Padrão ○ Essa classificação é dividida no sentido ântero-posterior em: Padrão I, II, III e no sentido vertical em: Face Longa e Face Curta. ▹Sabe-se que 80% dos adultos que procuram tratamento ortodôntico para si ou para seus filhos, o fazem motivados pelo desejo de melhorar a aparência, independente de considerações funcionais ou estruturais ▹Indicação de tratamento ortodôntico, portadores de normalidade funcional e estética do perfil, representada pelo selamento labial passivo e pela aparência estética aceitável ou agradável, que, portanto teriam bom prognóstico para a correção ortodôntica; ▹ Os resultados obtidos foram de 52,94% Classe I, 37,64% Classe II divisão 1a, 5,9% Classe II divisão 2a e 3,52% Classe III, sendo que para esses pacientes é possível estabelecer objetivos ortodônticos ideais ou compensatórios, com bom prognóstico. ▹Devemos sempre lembrar que a beleza mostra-se altamente subjetiva e densamente influenciada pelos aspectos sociais, raciais, étnicos e psicológicos; ▹ Essa influência pode refletir negativamente, pois o que a sociedade considera belo nos dias atuais pode sofrer alterações durante os anos, modificando as exigências em relação à estética; ▹ Além disso, sabe-se que na face encontram-se estruturas de tecidos moles que sofrem alterações marcadas pelo processo de crescimento e envelhecimento; ▹ O nariz e as orelhas crescem durante toda a vida do indivíduo, modificando suas proporções em relação às outras estruturas faciais; Capelozza ◦ Deve-se considerar que a beleza depende primeiramente da percepção do observador; ◦ Tendência retrusiva de senilidade precoce; ◦ Tendência protrusiva do tipo juvenil; ◦ A estética do perfil cutâneo; ◦ A estética do sorriso; ◦ A classificação do perfil labial; ◦ As mudanças do perfil com o crescimento; ◦ As mudanças do perfil com o tratamento. Alterações no tecido mole ◦ Retração do lábio superior; ◦ Aumento no comprimento do lábio inferior; ◦ Aumento do ângulo nasolabial; ◦ O comprimento do lábio superior não aumenta nem com o crescimento nem com o tratamento ortodôntico. ◦ O ângulo naso-labial não muda significante com o crescimento e o seu aumento está significantemente relacionado com a retração do incisivo superior, sendo influenciado também pelo aumento da altura facial inferior e do plano mandibular durante o tratamento; ◦ A extração ou não de elementos dentários, se baseados em diagnóstico preciso, parece não ter efeitos deletérios sobre o perfil facial. Padrão I de Capelozza ◦ O primeiro deles é que, embora a beleza exija a presença de equilíbrio quase como via de regra, a presença de equilíbrio não significa necessariamente que a beleza está presente. Portanto, exige-se do indivíduo Padrão I equilíbrio, não beleza; ◦ Indivíduos Padrão I podem ser meso, dólico ou braquifaciais; ◦ Assim sendo, a melhor definição de Padrão I é a de um indivíduo normal com má oclusão, o que quer dizer que o erro dentário é primário, ou seja, a essência da doença, podendo apresentar qualquer erro no posicionamento dentário, seja transversal, ânteroposterior ou vertical, sem envolvimento esquelético. Padrão II de Capelozza ◦ As más oclusões do Padrão II podem ser provocadas por uma maxila protrusiva ou mais freqüentemente por uma mandíbula retrusiva, ou ainda combinação de ambas as situações. Padrão III de Capelozza ◦ caracterizadas por um degrau sagital maxilomandibular diminuído, por retrusão maxilar e ou prognatismo mandibular. Considerações Clínicas ◦ A análise morfológica da face é o principal recurso diagnóstico para a determinação do Padrão Facial que por sua vez, remete a protocolos de tratamento e prognósticos específicos em diferentes faixas etárias;