Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

OPISTHOKONTA 
Eucariontes são organismos dotados necessariamente de células complexas, que podem se apresentar de forma isolada, como no ameboide mostrado na aula, ou na forma de corpos multicelulares. O que indica essa complexidade é o citoesqueleto. As células eucarióticas são grandes, apresentam especializações de atividades, padrões bastante diversificados de movimentação, etc. Em relação à complexidade, é importante mencionar que as células de um nemátoda são tão complexas quanto as células de um elefante, por exemplo. As células individualmente são extremamente complexas; o corpo, como um todo, pode ser mais ou menos complexo. De certa maneira, a célula de um protozoário pode ser mais complexa que a célula de um elefante, porque esta célula deve realizar todas as funções, e a multicelularidade cria corpos complexos, mas não significa que cada uma das células realiza todas as atividades que o corpo precisa.
Os eucariontes são caracterizados, além do citoesqueleto, por sistemas de endomembranas (que são organelas exclusivas dos eucariontes, jamais encontradas em procariontes); por um genoma delimitado por membrana e pode-se citar as mitocôndrias. Até onde se sabe, todos os eucariontes são derivados de um ancestral com mitocôndria. Acredita-se que quem não tem mitocôndria perdeu essa organela e se especializou em ambientes anaeróbios. Essas quatro feições (citoesqueleto, sistema de endomembrana, genoma delimitado por membrana e mitocôndrias) são denominadas universais. 
Existem outras feições que podem ser até comuns, mas não são universais, como a multicelularidade, por exemplo. Só 5 de 30 linhagens eucarióticas desenvolveram multicelularidade. A presença de partes duras também não é universal. Muitos podem apresentar organelas extrusivas, que podem disparar seu conteúdo. Ciliados e alguns dinoflagelados têm essa estrutura. São estruturas de proteção que podem disparar seu conteúdo e eventualmente atingir alvos microbianos próximos. Plastídeos (ou plastos) também não estão presentes em todos os eucariontes.
A proposta moderna dos 5 supergrupos eucarióticos não é a única existente, mas é a mais aceita pois resulta de um trabalho consensual de muitos anos... 
Os supergrupos são grandes linhagens elevadas de eucariontes delimitadas por relações filogenéticas. Todos os membros de uma linhagem são parentes entre si, não importando o quão complexos ou o quão simples são os integrantes. Se existe uma evidência concreta de parentesco evolutivo entre eles, então ficam no mesmo grupo. Essa proposta cria grupos naturais. 
Existe um conjunto de linhagens não tão altas que não possuem lugar na árvore da vida. Todas essas que não tem posição definida são chamadas de Incertae sedis. 
Todos os supergrupos são definidos por sinapomorfias, características compartilhadas por todos os seres integrantes. Alguns supergrupos têm sinapomorfias abundantes, em outros elas são mais discretas. Em alguns deles elas são apenas evidências moleculares. Em Opisthokonta – que reúne animais, alguns protozoários e fungos – há um padrão, que é a ocorrência de células flageladas, com um flagelo apenas, e que são empurradas por ele. Em todos os outros organismos, os flagelos vão à frente das células, puxando-as como um remo; só em Opisthokonta tem-se o flagelo atrás empurrando a célula. 
Em Opisthokonta também são observadas mitocôndrias com cristas planas, algumas proteínas específicas, etc. As sinapomorfias são universais em Opisthokonta, mas é possível determinar linhagens hierarquicamente um pouco abaixo...
Todos os componentes da linhagem são parentes, mas isto não significa que sejam igualmente distantes dentro de um arranjo de dendograma. Nós, animais, por exemplo, estamos mais próximos dos coanoflagelados do que fungos. 
Holomycota
Existem muitas linhagens na natureza que têm pseudópodes mas não são amebozoários. Isto acontece porque provavelmente, as primeiras células eucarióticas eram ameboides, porque são células frágeis, são dotadas de uma grande permeabilidade que garante a captura de alimento, etc. Logo, a presença de genes associados a esse caráter (presença de pseudópodes) é altamente difundida pela árvore da vida. Além disso, existem algas que não têm parede celular e têm pseudópodes, e isso é mais um reflexo de uma possível herança.
A linhagem Nucletmycea é formada por seres ameboides que são consumidores de bactérias, cheios de mucilagem e com um flagelo, que empurra a célula. Agora, quando se analisa o genoma destes organismos, os seres mais próximos encontrados são fungos (as análises moleculares têm um peso muito grande na organização dos seres vivos). 
Fungos
Este é um grupo irmão dos nucletmyceas de extrema importância. Fungos são seres eucarióticos que apresentam parede celular de natureza quitinosa e que são necessariamente heterotróficos, com corpos muito simples, formados por filamentos paralelos. Não existe quitina fora de opisthokonta, mas a quitina não é exclusiva dos fungos; os insetos, por exemplo, são repletos de quitina. 
Os filamentos que formam o corpo de um fungo são chamados de hifas. As hifas podem ser classificadas em dois tipos fundamentais: a) podem ser formadas por células individualmente identificáveis e b) podem apresentar hifas sem essas septações. Um fungo que não apresenta septações é classificado como multicelular porque ele pode, em algumas circunstâncias, formar paredes transversais. O que acontece é que, convenientemente, ele pode não formar essas septações. Uma vantagem de não ter as células individualmente marcadas é a rapidez do transporte de substâncias, e consequentemente, um crescimento e produção de descendentes mais velozes. Entretanto, a sustentação destes seres é bem mais fraca, e por conta disso são sempre pequenos e com vida curta. 
Atualmente são conhecidas cerca de 70 mil espécies de fungos, mas estima-se que existam mais de um milhão. Eles são difíceis de serem identificados pois só é possível observar uma pequena parte de suas estruturas, que são sempre as estruturas reprodutíveis. O fungo por completo é tipicamente 10 vezes maior que isto: só visualizamos uma pequena parte porque ele está sempre inserido no solo, na madeira ou no corpo de um animal. Só é possível identifica-los quando produzem suas estruturas reprodutivas que são notáveis, os corpos de frutificação, estruturas que produzem descendentes, esporos geralmente. Em muitas espécies esses corpos de frutificação são diferenciados, mas isto não é uma regra. Em muitos casos até mesmo os corpos de frutificação são muito parecidos. Os corpos de frutificação existem temporariamente; durante a maior parte da vida os fungos se apresentam aderidos ao substrato, dificultando mais ainda sua classificação. 
Os fungos têm papeis ecológicos muito importantes; e dentre eles o mais conhecido é o da decomposição. Outros apresentam efeitos nocivos, outros predam pequenos animais, outros crescem associados a plantas e trazem benefício para as mesmas, aumentando a captação de nutrientes e recebendo proteção em troca (no caso da micorrizas).
Existem fungos unicelulares (leveduras) de ampla importância para alimentação, como a Saccharomyces cerevisae, que participa de diversos processos de fermentação. Isto não fere o conceito de fungo apresentado, pois estes fungos unicelulares encontrados de forma individualizada são capazes de formar pequenas hifas, em determinadas circunstâncias, sobretudo quando estão sob algum tipo de estresse. Os fungos unicelulares são derivados de ancestrais multicelulares. Os fungos são predominantemente multicelulares, mas existem alguns, unicelulares, que habitam locais restritos. Alguns habitam flores, e neste tipo de ambiente (pequeno e com restrições alimentares) a miniaturização é bem- vinda. Algumas leveduras também são encontradas dentro de insetos.
Além das micorrizas, que habitam raízes de plantas, alguns fungos habitam troncos de árvores e ajudam a proteger as células, ficando introduzidos nos tecidos: os endófitos. 
Não se sabe exatamente quando os fungos surgiramna natureza, pois os registros fósseis muito antigos são muito difíceis de preservar. Há uma especulação de que eles tenham surgido por volta de um bilhão de anos atrás, sendo, com uma grande linhagem, mais antigos que os animais. 
Fungos são amplamente difundidos na natureza: qualquer lugar que tenha matéria orgânica e umidade pode ter fungos. E eles, assim como diversos microorganismos, não são eficientes na retenção de umidade. 
Os fungos, com sua especialização em ambientes terrestres, perderam a capacidade de gerar células móveis, e passaram a produzir células que são transportadas pelo vento, pela águe e até por outros organismos. A maior parte dos fungos conhecidos atualmente é terrestre, mas existem fungos aquáticos, como é o caso dos quitrídios, que continuam existindo no ambiente aquático produzindo esporos flagelados.
Os fungos competem entre si e são capazes de produzir substâncias químicas que inibem o crescimento de competidores, passando a dominar o ambiente. Esse processo é chamado de alelopatia. Essas relações competitivas são bem comuns entre fungos.
Vamos estudar 4 linhagens de fungos: quitrídios, zigomycetos, ascomycetos, basidiomycetos. 
- Ascomicetos: nome dado aos fungos representantes do filo Ascomycota, que corresponde ao maior filo dos fungos (em torno de 35 mil espécies). Grande parte das leveduras pertence a este filo, além das trufas. Os antigos deuteromicetos, hoje conhecidos como ascomicetos que não realizam reprodução sexuada, também fazem parte deste filo.
 Recebem este nome por conta de sua sinapomorfia associada a processos de reprodução: todos possuem asco. O asco é uma célula especial, terminal, situada dentro de estruturas reprodutivas também diferenciadas, que vão dar origem aos esporos. O asco sempre dá origem a oito esporos.
Os ascomicetos podem ter seus corpos de frutificação – também chamados de ascomas – completamente abertos, sendo chamados de apotécios, ou podem ser fechados e conter poros, chamados de peritécios. Há ainda os corpos de frutificação completamente fechados, como é a o caso das trufas, e estes são chamados de cleistotécios. Neste último caso, os esporos só são liberados quando há ruptura do corpo de frutificação, todos de uma vez. No apotécio, eles são continuamente liberados.
Os corpos de frutificação de fungos mais complexos como os ascomicetos resultam, na verdade, de dois fungos vizinhos, compatíveis, que se reúnem para criar esta estrutura reprodutiva. Estes fungos pertencem a mesma espécie e fisicamente consomem nutrientes em pontos distintos. Com a expansão das hifas eles acabam se encontrando, e, então, pode haver fusão de hifas. Nesse ponto onde houve fusão forma-se uma estrutura denominada ascogônio. A partir do ascogônio, todas as hifas que se formam têm dois núcleos, um de cada indivíduo. Este conceito é diferente de um organismo diploide, que têm seus cromossomos duplicados. As células formadas a partir do ascogônio são chamadas de dicarióticas: possuem dois núcleos haploides. 
Somente no asco de um fungo maduro pode haver fusão de núcleos, gerando uma célula diploide momentaneamente. Essa célula diploide passa por duas divisões meióticas e gera quatro núcleos haploides. Estes, por sua vez passam por mitose e são formados oito núcleos haploides. Ao redor de cada um destes núcleos o citoplasma se compartimentaliza e depois uma membrana se forma. Estas células dão origem aos esporos. 
Apesar da ausência de gametas, este evento de fusão de núcleos caracteriza uma forma de reprodução sexuada, pois há recombinação de material genético. 
É importante lembrar que os esporos podem ser sexuados ou assexuados. No caso do Mucor sp, ele tem em sua extremidade um esporângio que forma esporos e não há recombinação gênica alguma. 
Nem todos os fungos produzem corpos de frutificação, só os fungos complexos e grandes, como os ascomicetos e os basidiomicetos têm essa capacidade. Existem outras formas de reprodução, sejam elas sexuadas ou assexuadas.
Os corpos de frutificação correspondem a uma existência efêmera, na maior parte do tempo de existência dos fungos eles são estão se reproduzindo. 
Muitos ascomicetos realizam associações simbióticas, e isso é muito bem representado pelos ascomicetos que causam doenças em animais. Os próprios líquenes têm grande conexão com estes seres, pois 90% deles são formados por ascomicetos. 
Os líquenes podem ser classificados de três formas: a) são incrustantes quando estão muito aderidos ao substrato sem quaisquer partes elevadas (exemplo: Lecanora sp); b) folhosos, quando apresentam partes elevadas (é o caso da Parmelia sp) e c) arbustivos, quando são pendentes, podendo formar arbustos (exemplo: barba-de-velho). 
São encontrados em ambientes sub-polares. Há especulações de que existe endemismo entre estes fungos, ou seja, determinadas espécies que só ocorrem em locais específicos. As trufas são um exemplo disso: elas possuem seu corpo de frutificação sempre enterrado, e só correm no norte da Itália. As trufas não são cultiváveis porque são micorrizas, vivem associadas a raízes de plantas, e as plantas às quais eles se associam também são endêmicas do norte da Itália. As trufas possuem uma dispersão pequena de esporos, mas é altamente eficiente num raio curto. É uma estratégia de dispersão que não prima pelo espalhamento, mas pela concentração de indivíduos numa determinada área geográfica. 
Existem fungos ascomicetos que não fazem reprodução sexuada, que eram chamados antigamente de fungos imperfeitos. Eles eram classificados nos deuteromicetos, mas isso não existe mais. Esses organismos produzem esporos abundantes por mitose. Geralmente esses esporos são bem arredondados, chamados de conídios (ex: Penicillium). 
Os ciclos de vida de ascomicetos envolvem a fusão de hifas e formação de corpos de frutificação, mas também existem os unicelulares, as leveduras, cuja maioria pertence à divisão Ascomycota. Elas podem se reproduzir por brotamento ou produzir gametas e entrar num ciclo sexuado. Os fungos, quase em sua totalidade, são haploides, mas leveduras eventualmente podem ser diploides. A mesma espécie pode ser diploide ou haploide (ex: Saccharomyces cerevisae). Quando diploides, elas podem entrar no ciclo sexuado, formar gametas, zigoto, etc. Quando haploides há apenas divisão por mitose, e eventualmente podem formar esporos especiais mitóticos. 
Umas das maiores classes de ascomicetos são a Pezizomycotina (onde se encontram as trufas, por exemplo) e a Saccharomycotina (essencialmente leveduras). 
Em Pezizomycotina sempre há células individualmente identificáveis (sempre micélios, hifas septadas), que se comunicam por um poro presente entre cada célula vizinha. Existem organelas especiais que, caso há uma lesão, elas vedam essas células, a fim de evitar extravasamento de material: corpos de Woronin, que são entendidos como unidades modificadas do complexo de Golgi.
As leveduras, que compõem a classe Saccharomycota, são tipicamente encontradas em ambientes ricos em açúcar, e maioria delas tem capacidade de praticar fermentação. Isso não exclui a existência de algumas espécies nocivas, como a Candida sp, que causa candidíase. Uma das aplicações das leveduras está na produção de álcool, pães e derivados. Também podem ser encontradas em insetos que têm muito açúcar em sua composição (exemplo: formigas pote-de-mel). 
As leveduras provavelmente desenvolveram o nanismo em resposta à exploração de habitats pequenos: estão associadas a flores, insetos, etc...
- Basidiomicetos: são familiares pois neste grupo estão os cogumelos e as orelhas de pau, e sua existência é mais detectável que a dos ascomicetos, embora tenha menos espécies. Têm distribuição quase cosmopolita: ocorrem no mundo inteiro, exceto em ambientes polares. Muitos fazem associações simbióticas importantes, e há ainda outros com substâncias bioativas, como a faloidina. Ela interage com microfilamentos do citoesqueleto e é usada como corante para evidenciá-lo. Há também muitas substâncias alucinógenas.
O corpo de frutificaçãonestes seres é uma estrutura dicariótica, e, da mesma forma que os ascomicetos, um cogumelo resulta da fusão de indivíduos haploides diferentes. 
A grande sinapomorfia deste grupo é a presença de células terminais nos corpos de frutificação, geradas nos basídios (a sinapomorfia é o basídio). São células especiais, com forma elíptica e com quatro projeções em sua extremidade, que são os 4 esporos que eles formam (os ascomicetos formam 8 esporos nos ascos). Os basídios ocorrem imersos às membranas internas dos cogumelos. 
Algumas espécies conseguem disparar os esporos, ao invés de simplesmente desprendê-los, gerando esporos chamados balistósporos. Essas estruturas não estão presentes em cogumelos, apenas em basidiomicetos que não têm corpos de frutificação “fechando” a liberação dos esporos. Eles lançam isso para cima, e o vento faz a dispersão final.
A formação de ascos e basídios caracteriza reprodução sexuada, e é a forma que predomina nos dois grupos. É possível produzir também esporos não recombinados ou fazer fragmentação. Neste caso de reprodução assexuada, esses esporos não derivam de corpos de frutificação, mas simplesmente de processos mitóticos em hifas quaisquer. 
Entre os ascos e os basidiomicetos sempre há septação das células (não há hifas cenocíticas). Só nestes dois grupos há núcleos dicarióticos; nos demais fungos isso não existe (gerou proposta de fusão dos dois grupos para Dikariomycotina – não sei como escreve). Todos os representantes dos dois grupos são terrestres. Alguns até toleram água ou ser parcialmente imersos, mas hoje acredita-se que eles se originaram em ambientes terrestres. Os fungos como um todo têm origem aquática, mas na passagem entre os continentes houve grande diversificação. As associações com outras espécies ajudam a entender porque tanta diversificação: na evolução, muitas vezes, quando grupos diferentes se associam (mutualismo, parasitismo, etc), isso pode acelerar o desenvolvimento destes seres. 
Corpos de Woronin não existem em basidiomicetos. Cada par de células vizinhas têm também somente um poro de comunicação, só que esses poros envolvem elementos do citoesqueleto, e existem unidades de retículo endoplasmático modificadas fazendo uma espécie de capa em volta desse poro, etc. É uma estrutura mais complexa. 
Existem 3 grandes linhagens em Basidiomicetos, que nunca formam corpos de frutificação diferenciados. Tem o basídio, mas não o corpo diferenciado. Quem constitui a sinapomorfia do grupo são os basídios, que são encontrados, no caso dos cogumelos (Agaricomycotina), nos basidiomas (nas lamelas), mas nas outras classes ficam em alguma parte do micélio.
A linhagem mais famosa é a Agaricomycotina. Inclui cogumelos e formas gelatinosas, e são importantes para alimentação. Outra divisão é a Ustilaginomycotina, que abrange os parasitas. São importantes pois causam prejuízos na estocagem de grãos. E a terceira divisão é a Pucciniomycotina. Afetam plantas em florestas e formam algo chamado genericamente de “ferrugem”. São fungos geralmente coloridos e crescem sobre troncos e ramos, consumindo os recursos das plantas. São parasitas e podem eventualmente exercer alguma ação como a saprotrofia (tem importância ambiental). 
- Zigomicetos: são predominantemente cenocíticos e podem formar uma fecundação especial sexuada quando há micélios vizinhos fisicamente próximos, permitindo a formação de um zigoto. O Mucor sp é um zigomiceto. 
São encontrados abundantemente associados a frutos ricos em açúcar. Embora eles sejam capazes de realizar esse processo sexuado especial, o que predomina é a reprodução assexuada, com a formação de esporos simples nas extremidades das hifas. E tudo está relacionado com a velocidade. Por serem cenocíticos, estes fungos acabam sendo menores, pois sem septações a sustentação do micélio é muito frágil. Não é possível um zigomiceto formar um corpo de frutificação. Assim, eles praticamente não se elevam em relação ao seu substrato. Sua estratégia de vida é crescer depressa, consumir rapidamente os recursos e espalhar muitos esporos, continuando sua existência. 
Em alguns momentos da vida podem formar septações, geralmente quando produzem estruturas reprodutivas ou em porções mais velhas do micélio. Isto mostra claramente sua multicelularidade. A ausência de septações permite um transporte mais rápido de substâncias, absorção de componentes, etc. 
Não possuem importância econômica. Apenas possuem efeitos nocivos, produzindo apodrecimento de alimentos, gerando até infecções oportunistas. 
Existem espécies que infectam até mesmo outros fungos e amebas. 
Alguns têm estratégias especiais de dispersão, como o gênero Pilobolus sp, encontrado associado a esterco bovino. Eles lançam muitos esporos para cima em um período curto, e cada micélio vive menos de 48 horas. 
- Microsporídeos: organismos poucos compreendidos. São unicelulares e eram entendidos como protozoários. Com as análises moleculares, observou-se um grau de parentesco com zigomicetos, mesmo sem semelhanças morfológicas. São parasitas obrigatórios e ocorrem associados a muitas espécies de animais, alguns protozoários e até mesmo alguns vertebrados. O primeiro foi descrito infectando o bicho da seda. Esses seres, quando encontram seus hospedeiros, destroem suas células e causam necrose. No caso da indústria da seda, quando há uma infecção do tipo considera-se perda total. Achava-se que, dos vertebrados, apenas coelhos poderiam ser infectados, mas recentemente (anos 80) foi descoberto que humanos também podem ser acometidos, causando uma doença chamada microsporidiose, cujos sintomas não são universais. Eles dependem de qual local no corpo a doença se instalou. O que se sabe é que a microsporidiose só é conhecida em pessoas imunodeficientes. 
Esses organismos só existem dentro de outras células, e fora delas encontram-se num estado chamado de esporo: uma célula com parede bem rígida e praticamente inanimada. 
Os microsporídeos têm algumas adaptações ao parasitismo: são parasitas intracelulares, e apresentam o tubo polar, que só existe nestes seres. Ele se introduz no hospedeiro, projetando e transplantando seu conteúdo protoplasmático para dentro da célula hospedeira. É um processo radical de infecção, com um vacúolo especial que absorve água com grande rapidez e expande, empurrando todo conteúdo citoplasmático para frente. Como a ponta da célula do microsporídeo é frágil, isso provoca uma expulsão do conteúdo do protoplasma para dentro do tubo polar, que então é introduzido na célula hospedeira. Assim, a infecção é com resíduos de células, não com a célula inteira. 
Se esse tubo encostar em uma célula de planta ou alga nada acontece, pois há parede. Os microsporídeos só conseguem infectar células “moles”, como as nossas. 
Apesar do sequenciamento sugerir um parentesco com os fungos, os genomas dos microsporídeos são muito pequenos, uma vez que eles se adaptaram fortemente ao parasitismo intracelular. PARASITAS INTRACELULARES SEMPRE TÊM GENOMAS PEQUENOS.
No caso dos microsporídeos, seus genomas são pequenos DEMAIS, o que dificulta a confirmação de parentesco com os fungos. 
21/06 – Continuação de Opisthokonta
- Glomeromicetos: eram considerados como zigomicetos, mas fizeram análises que mostram que eles só vivem associados à raízes de plantas, demonstraram q eles são um grupo a parte. 
Maior difusão deles quando falamos em micorrizas. 
São muito pequenos, sempre enterrados com as plantas. Só uma spp que não forma associação micorrízica. Não formam corpos de frutificação, são mt pequenos e delicados. 
Nunca conseguiu ser cultivado, eles só vivem associados às raízes das plantas. Isso criou uma grande dificuldade de cultivar esses seres, pq eles n podem ser isolados das raízes das plantas. 
Sinapomorfia – produção de esporos enormes, formados por paredes quitinosas mt grossas, e se distribuem em camadas (resistência). 
São sempre cenocíticos, mas em alguns momentos da vida deles podemos ver septações. Por isso são considerados multicelulares. 
Vantagemde ser cenócito – aumenta a velocidade metabólica, e como fazem associações micorrízicas isso beneficia a planta, pq o fungo absorve minerais do solo e transfere a maior parte para as plantas e e]recebe em troca matéria orgânica, açúcares. Isso facilita o processo. A planta tem capacidade limitada de absorver nutrientes, ela só pode absorver o que está próximo da raiz, esses fungos micorrízicos se conectam com as raízes e expandem os pontos de captação de nutrientes, e como são finos e delicados, são bem eficientes na captação de nutrientes e minerais (maior superfície de contato). 
Um mesmo glomeromiceto pode se associar a diferentes espécies de plantas, ele não precisa se associar especificamente. 
Muitas vezes são chamados de micorrizas arbusculares. 
- Espécie que não faz associação micorrízica, também não ocorre enterrada, está sobre o solo. Ele se associa com uma cianobactéria que faz fotossíntese. 
Porque um fungo desse não tem um corpo de frutificação? Porque um corpo de frutificação só é possível em um corpo grande. E eles são cenocíticos, não há sustentação. 
Pode ser considerada desarmônica – quando há carência de nutrientes. Alguns estudos indicam que algumas vezes, quando os solos são muito pobres, a transferências de minerais para as plantas não acontece. Os fungos consomem os recursos. E as plantas como não estão recebendo os nutrientes não passam a matéria orgânica para os fungos. 
-Quitrídrios: são os fungos que dão essa ancoragem para eles dentro de Opisthokonta, pois é o único filo de fungos que possui flagelos. 
Grupo primitivo, exclusivamente aquáticos. Apresentam talos cenocíticos – não há septação dividindo as células. Podemos ter septações em alguns trechos do micélio, estruturas reprodutivas. 
Alternância de gerações – reprodução sexuada e assexuada (predominante) 
Existem momentos em que o esporófito(2n) vai alternar com o gametófito(n) – vai gerar gametas por mitose e esses gametas vao se fundir e criar o esporófito. 
Só passamos de uma fase pra outra se houver uma meiose espórica, ou seja, se os esporos forem diploides eles só podem originar de novo um novo esporófito. Mas se houver uma meiose espórica, ele passa a ser haploide e vao originar gametófitos, eles crescem e geram gametas haploides por mitose.
Esporos – células capazes de gerar um novo individuo. Pode ser haploide (predominantemente) ou diploide. 
Nem todas as espécies foram detectadas reprodução sexuada. 
Quem forma um gametófito é um esporo haploide, que germina e forma um fungo haploide que cresce, madura e vai gerar gametas haploides por mitose. 
Não tem importância econômica. 
Podem aplicar controle biologico em alguns insetos que podem ser nocivos aos humanos. 
É um grupo polifilético. Em três filos. 
Muitos são parasitas, de anfíbios. Um sapo muito utilizado em labs, cresce mt rápido. >> começaram a escapar muito >> com seus quitridios em seus corpos, associados à epiderme, consumindo seus tecidos.>> eles passaram a infectar outras spp de anfíbios. >> mas nessas novas spp as infecções são mais intensas. >> a pele deles começar a sofrer uma queratinizacao >> prejudicando a respiração pela epiderme >> morte em massa. (QUITRIDIOMICOSE)
Reintroducao de espécies é inútil, porque o fungo ainda continua lá. A não ser que elas sejam introduzidas com algum tipo de resistência ao fungo. Mas pode ser um paliativo, porque esses novos indivíduos introduzidos vao ser infectados e vao acabar sucumbindo a esse patógeno. 
Porque temos essa situação dramaticamente intensa com os novos organismos que eles estão infectando e o Xenopus, hospedeiro original, não é tao afetado por essas infecções? Devido a coevolução. Essa é uma tendência universal do parasitismo. O parasitismo tende a avançar ao longo da evolução, de uma relação muito intensa e desarmônica para uma coexistência mais pacífica. Quase um comensalismo. Porque no fundo quando o patógeno mata o hospedeiro ele morre junto. Portanto, do ponto de vista evolutivo é um “suicídio”. Por essa razaõ temos alguns patógenos são extremamente letais a espécies a, b e c e indiferentes nas d, e e f. Depende de como elas vão se comportando ao longo da história evolutiva. E as espécies novas são devastadas. Se não forem extintas, essa relação pode se tornar menos intensa, mas isso demora muito tempo. 
Nos novos hospedeiros, o fungo promove um processo de queratinização, (neutralizar uma infecção) muito intensa, para isolar essas infecções, mas como esses pontos de infecção estão pelo corpo inteiro ele acaba morrendo, por falta de respiração e alimentação, pq eles fazem pela pele. Se fosse apenas um ou dois pontos de infeccao não seria fatal!!! 
O fungo faz a mesma coisa no Xenopus e no novo hospedeiro. Mas as reações são diferentes, é mais intensa. No novo hospedeiro vai fazer com que ele se “suicide”. 
Soltar um patógeno no ambiente, como controle biológico, para acabar com o quitrídio, mas ainda não foi elucidado. Porque vc pode soltar um patógeno que pode afetar outros organismos que nem estavam na historia e acaba piorando a situação. 
Escape de animais é completamente normal. É uma negligência, mas não é simultânea.
O hospedeiro morre, mas os seus agentes infecciosos podem não morrer e podem produzir zoósporos (unicelulares) abundantes e contaminar novos hospedeiros. 
Mixozoários – bem pequenos e sempre parasitas, de peixes e anelídeos. Bastante comuns na Amazonia e no Pantanal. São pequenos animais e miniaturizados. (não abordou)
- Coanoflagelados são necessariamente protozoários que apresentam feições que encontramos em animais. Como a presença de colágeno, que é uma das razoes da multicelularidade em animais; flagelo liso que faz a propulsão da célula e são necessariamente heterotróficos. São absolutamente pequenos demais e relativamente raros. 
Nós conhecemos cerca de 150 espécies que podem ser isolados ou formar colônias. 
Tem esse nome devido a estrutura, uma espécie de funil. Essas células são predominantemente inseridas numa lórica. A maioria é loricado. Mas é uma lorica bem justaposta à célula. E essa porção perto do flagelo, que a gente chama de funil, é uma porção ameboide. Ou seja, nessa porção da célula ela consegue fagocitar partículas alimentares. Essas partículas são predominantemente procariontes, arqueias e bactérias. Como são muito pequenos, eles sequer são capazes de consumir uma alga, por exemplo, são grandes demais. 
O padrão de movimentação é chicotear. O flagelo serve pra nadar e serve para que ele possa trazer pra perto de si partículas alimentares que vão ser fagocitadas. 
A porção ameboide perto do flagelo não vai ser pra locomoção e sim pra alimentação. E o flagelo que é a estrutura de locomoção. 
Eles não desenvolveram a multicelularidade!!!! Eles só tem o recurso que levou os animais a se tornarem multicelulares. É um grupo-irmão dos animais. 
Usa colágeno e alguns usam fibras de silício para sintetizar as lóricas. 
Esses organismos dependem da lórica para existir. Eles se reproduzem de maneira assexuada, é uma divisão simples e mitótica. Uma célula dentro da lorica sofre mitose e vai gerar uma nova célula. E uma vai ser expulsa da lórica, pois apenas uma pode ficar. Em cerca de 25 minutos ela tem uma lorica pronta, como há abundancia de sílica na água e eles usam o próprio colágeno pra sintetizar a lorica. Mas uma vez que ela expulsa da lorica original, a tarefa dela passa ser a construir uma nova lórica, porque ela é essencial para a alimentação, que vai direcionar as bactérias para a parte ameboide da célula. 
Lórica – fixação no substrato, alimentação, reprodução. 
Coanoflagelados não tem importância econômica e são presentes na forma discreta na natureza. 
Celulas ameboides são completamente comuns na natureza. Nós temos células ameboides no sangue, macrofágos. Devem estar associadas ao primeiro eucarionte. 
Teoria atual de que eles não geraram o grupo dos animais, mas que eles possuem um ancestral comum com os animais. Seria um grupo irmão, pois possuem muitas sequencias genicas em comum.Não há sexualidade. 
Ophisthokonta e amebozoa são considerados os dois grupos mais primitivos dentro dos eucariontes. Porque eles são tidos como primitivos? Porque eles são formados por células moles, sem parede celular ou algum tipo de proteção pra essas células, e quando tem flagelo é sempre um só. Em todos os demais supergrupos eucarióticos temos flagelos múltiplos, indicando um caráter mais derivado dessas células, e em diversas linhagens temos partes duras que protegem essas células, isso é entendido como uma inovação que veio posteriormente na evolução. Alguns produzem ate uma fusão entre os dois- Amorphea ou Unikonta.
SUPERGRUPO AMEBOZOA
Supergrupo pequeno, conhecemos apenas cerca de 2000 espécies. 
Supergrupos não são definidos em função do numero de espécies, mas sim pela existência de características que os individualizam. 
É caracterizado fundamentalmente pela ocorrência de grandes pseudópodes; São capazes de produzir cistos em alguns estágios de sua existência; Apresentam mitocondriais com cristas tubulares – indica uma atividade respiratória bem intensa; produzem pseudópodes chamados de não eruptivos – pseudópode que há um fluxo lento do material protoplasmático do interior para a periferia da célula. 
Amebozoários são grandes e apresentam citoplasma heterogêneo. A produção de pseudópodes é muito pediosa do ponto de vista energético, por isso se alimentam o tempo inteiro. Citoplasma granuloso, são vários vacúolos em diferentes estágios de desenvolvimento. 
Amebozoários são comuns em agua doce e existindo em agua doce isso tende a eles terem muitos vacúolos pulsáteis. Por que no mar os vacúolos pulsáteis estão ausente? Porque qualquer organismo marinho tem que ser isotônico ao meio, tem que ter no citoplasma a mesma concentração de sais e eletrólitos que existem no meio circundante. Então se estabelece um equilíbrio que faz com que não haja fluxo de água, nem pra fora nem pra dentro. Na agua doce é o contrario, necessariamente qualquer organismo de agua doce, é muito concentrado em termos de soluto, então isso vai criar um fluxo pra dentro da célula quem é incontrolável, o que se pode fazer é isso, acumular esse excesso de agua e expulsar (gasto de energia) as células são moles, bem sujeitas a isso. 
Porque as algas verdes não tem vacúolo pulsátil? Pediastrum, Zygnema, Scenesdemus. Porque elas tem parede celular, que vai criar uma situação em que a célula não se expande. Isso é uma função extra da PC. Agora uma célula mole vai ser permeável e vai expandir até explodir, vamos dizer. Com uma parede celular rígida, existe um processo que vai prevenir esse tipo de situação catastrófica, que seria a ruptura das células. 
Esse grupo se reproduz por divisões vegetativas, e nós não conhecemos reprodução sexuada, exceto nos plasmódios multinucleados. 
Geralmente, apresentam um núcleo apenas, só os grandes tem mais de um. E cada núcleo comanda o citoplasma adjacente a eles. 
Eles tem pseudópodes grandes (lobópodes) que apresenta endo e ectoplasma, mas tem outras formas. Em Acanthameba (filópodes), são menores, e só tem ectoplasma (região periférica da célula que não tem organela). 
Servem pra alimentação e movimentação. 
Nem sempre é possível ver as células in vivo. Isso é um problema pq ai não conseguimos reconhecer quem é quem. 
Uma das questões fundamentais são as formas dos pseudópodes. 
TODOS OS PSEUDOPODES APRESENTAM ESTRUTURAS DO CITOESQUELETO, PRINCIPAL ACTINA. 
Quando querem se locomover, por quaisquer motivos, ela se compacta e a célula inteira tende a se comportar como um pseudópode (para ser mais rápido) . Na alimentacao não, vao ter projeções que vao capturar e englobar partículas. Ou seja, uma mesma espécie pode aparentar ser outra. 
Filópodes se projetam de lobópodes. São especializados em pegar partículas pequenas, como bactérias. 
Amebozoários podem ter tecas. 
É dividida em duas grandes linhagens: Lobosea (lobópodes) e Conosea 
24/06 – Amoebozoa
Plasmódios multinucleados (890 sp) ocorrem em ambientes tropicais e temperados. 
Já foram classificados no passado com fungos. Só há 20 anos que a identidade deles foi elucidada.
Vem sendo estudado porque a forma como eles produzem essas projeções protoplasmáticas mostram formas muito regulares e espertas. Ou seja, o plasmódio, essa forma alimentar expandida e amorfa na maior parte do tempo. Ela sempre se expande em busca de alimento. A massa se aglutina em torno do alimento encontrado. Sempre os pontos que eles conectam são os mais curtos possíveis, para economizar energia.
Ficaram célebres devidos aos experimentos feitos, que matematizaram. No Japão, um especialista conduziu um experimento que já foi exaustivamente repetido mundo a fora. Experiências de labirintos. Se vc dividir essa massa e picotar elas se fundem novamente. A experiência mostra que eles sempre encontram nos menores pontos. 
Traçados das estradas de ferro. Quando você coloca ele nos pontos, ele faz o mesmo traçado das estradas de ferro, menor rota possível, com algo muito mais simples que os aparatos tecnológicos que os humanos usaram, aveia. 
É unicelular, pois não existem limites individualizando as células. Ele pode se expandir.
Ciclo de vida plasmódios são as formas alimentares. Eles simplesmente se alimentam, se o alimento é abundante elas se alimentam, mas se for escasso ele passa a apresentar um formato reticulado, típico de exploração, atingindo mais pontos na procura de fonte alimentar. Se ele busca enao acha nada, ele entra em processo reprodutivo. Em alguns pontos dessa massa, vao emergir estruturas que são esporângios. Estruturas eretas com uma haste uma porcao globosa, produtora de esporos. Eles são diploides. Ai dentro do esporângio, vários núcleos acontece a meiose, e vao ser formadas células revestidas de um envoltório duro (parede dura, gamenta n tem parede). Esses esporos haploides (células de dispersão, que tem resistência) conduzem no seu interior células gaméticas. Essas células se fundem e dao origem a um novo plasmódio. Se o ambiente for rico ele vai se expandir, se o sítio não tiver alimento ele vai definhar e morrer. 
Uma mesma forma flagelada (único flagelo) pode se fundir com uma ameboide. 
Porque é impossível ter dois flagelos em amoebozoa? Porque essa característica derivada só é encontrada a partir de Excavata.
Nunca se documentou fotossíntese no supergrupo Amoebozoa. 
Possui uma abundancia de elementos do citoesqueleto, para sustentar esse organismo gigante. 
Eles reconhecem sua individualidade. Eles conseguem juntar pedaços do mesmo individuo. 
Pode se reproduzir devido ao estresse. 
Célula ameboide é dependente da umidade. 
Os gametas não tem capacidade de se alimentar, eles só estão ali pra se fundir.
Existem outros tipos de plasmódios. Os unicelulares. Células ameboides que vivem livres na natureza e quando estão com estresse nutricional se juntam e forma algo visível. Depois algumas delas se diferenciam em esporângios, outras se especializam em condução.
Não é multicelular, porque são varias células independentes, mas articuladas. Um organismo multicelular é um corpo, uma unidade só Geneticamente cada célula possui um genoma diferente. Não é Colônia tem proximidade física permanente. Elas vivem cada uma por si se alimentando, elas só se juntam quando estão com escassez de alimentos. 
 Porque os plasmódios unicelulares são chamados de falsos plasmódios? Por que isso não é uma massa única de célula. São varias células independetes que se congregam para efeitos de reprodução. Os plasmódios multinucleados são gigantes, e todos os núcleos são geneticamente idênticos. 
Os esporos que resultam das elevações não são iguais. Nos multinucleados não. São todos iguais pq se originaram de um mesmo individuo. 
Neles não é reprodução sexuada. Elas se diferenciam em esporângios, fazem os esporos e eles são dispersos pelo vento. 
Como cada célula sabe sua função? Não se sabe ainda, mas existem comunicações químicas especificas. 
Existem alguns amebozoários que são nocivos. Amebíase – doença gastrointestinal,desencadeada por protozoários anaeróbicos. 
Meningoencefalite primaria Acanthameba. Esses organismos são capazes de realizar infecções oportunistas. São muito severas e muitas vezes são fatais. São raras. 
Ceratites por Acanthameba, amebozoario do solo. Maos sujas levadas aos olhos. Infeccao. Pode levar cegueira se não tratar. 
EXCAVATA
Não possui diversidade de espécies, mas diversidades em forma . (5.000 sp) 
Giardia; Trypanossoma; Triconinfa;etc
O que unifica esses seres? Foi proposto por Cavalier-Smith e é uma alusão à formação excavada das células. E essa depressão é uma região especializada em fagocitose, de células líticas e bactérias. (sinapomorfias) 
Mas o trypanossoma não tem isso. DE fato, mas eles são parasitas que mudaram seu modo de alimentação ao longo do tempo. Eles se tornaram parasitas especializados. 
Varios representantes modernos não apresentam essa depressão, mas são todos entendidos como descendentes de um ancestral desse. 
Apresentam muitas semelhanças em analises ultraestruturais, do citoesqueleto. É uma sinapomorfia ultraestrutural. 
No passado a questão de ser um grupo monofiletico era questionada, porque muitos não apresentavam semelhanças morfológicas, mas com o tempo a partir de analises ultraestruturais isso foi elucidado. Muitos grupos nem tinham mitocôndria. E mesmo quando tem mitocôndria pode apresentar variabilidade. 
Temos os mitocondriados e os não mitocondriados. 
MITOCONDRIADOS maior diversidade
Filo Euglenozoa – Euglena como representante típico, mas nem todos são fotossinteticamente ativos.
(mitocondriados) - Euglenida, - Diplonemida e – Kinetoplastida (classes) 
Euglena realiza metabolia, a célula se comporta como uma dobradiça. É possível, porque esses organismos possuem placas de proteínas duras sobre a membrana plasmática que fazem um movimento que se expande e contrai. Não é pseudópode, não tem fluxo nenhum de citoplasma. A célula que é capaz de se dobrar, por causa dessas placas de proteínas. Não tem velocidade. É tida como uma adaptação que pode ajudar as células a se defender, a se proteger, a se locomover. Se ela ficar arredondada, ela pode ficar grande demais para uma boca pequena engloba-la, por exemplo. Se ela se estica ela pode se infiltrar em uma fresta e se esconder, eventualmente, de predadores. A metabolia é entendida como uma forma de movimentação muito mais defensiva do que capaz de gerar velocidade.
Quase todos os euglenoides apresentam metabolia. Alguns possuem lorica. 
Em euglenida as células possuem dois flagelos. O segundo costuma ser curto, e mal emerge da célula. 
Eles tem uma reserva que é chamada de paramilo, molécula de glicose unidas entre ligações glicosíticas entre o carbono um e o carbono 3. Diferente do amido, que são ligações glicosíticas do tipo alfa entre os caronos 1 e 4. O paramilo é muito mais insolúvel. 
Cores verdes >> são derivadas de uma endossimbiose secundaria entre um protozoário e uma alga verde. Entao essa reserva, cor verde e presença de colorifla-b não são por acaso. 
Os flagelos emergem de uma pequena reentrância chamada bolsa flagelar. E os flagelos são particularmente grossos. Eles são reforçados. 
Um flagelo eucariótico tem o axonema e um corpo basal que fica sobre a membrana plasmática. Se inclusive o axonema for perdido, a partir do corpo basal um novo axonema poderá se regenerar. Só que nos euglenideos existe paralelo ao flagelo, um bastao paraxonemal, estrutura proteinácea flexível que fica ao lado do axonema. E os dois juntos são revestidos pela membrana. Isso facilita a visualização. A vantagem desses flagelos reforçados, pois esses seres não vivem em meios aquosos simples, os euglenídeos por exemplo são capazes também de existir associados a um sedimento, ai no caso ele precisa se arrastar, ai o flagelo mais grosso auxilia isso. Mas em Euglenozoa nós temos muitos parasitas, não é o caso dos que fazem fotossíntese, esses flagelos permitem a movimentação em meio aquosos com mais resistência, como o plasma sanguíneo, que é mais viscoso. 
Os euglenoides não tem importância econômica, nem efeitos nocivos. 
- Diplonemida >> seres pequenos dotados de metabolia, mas sempre heterotróficos, que vivem em ambientes aquáticos
Apresentam flagelos um pouco mais finos, e são consumidores inofensivos de microrganismos. 
Kinetoplastída >> serie de espécies importantes.
Tem como marca principal a simbiose. Todos esses seres vivem associados a outros organismos. Trypanossoma brucei – corpo que se contorce. O trypanossoma é parente de seres que fazem fotossíntese. 
TEM APENAS UMA MITOCONDRIA, e o material genético (cinetoplasto) O fato do flagelo se inserir lá é uma mera coincidência
O nome do grupo é um erro cientifico.
Voce pode chamar a mitocôndria inteira de cineplasto ou só a região do material genético. Mitocondria especial gigantesca e alongada
Quase todos são parasitas
Alguns causam doenças deformantes, em animais, parasitam plantas; 
99% são parasitas
São marcados pela mudança de forma ao longo do ciclo de vida, que pode ocorrer em diversos hospedeiros. 
Tecnicamente existem 12 tipos morfológicos. 
Mudam de acordo com a fase do ciclo de vida. 
No trypanossoma cruzi, só encontramos a forma ______________no barbeiro.
Tripomastigota – flagelo longo que faz varias pregas, conexões com a membrana plasmática (membrana ondulante) forma mais apta pra nadar no sangue
Amastigota – normalmente se enfiltra em tecidos, sem flagelo 
Epimastigota – tem metade da célula sendo afetada pelo flagelo
Promastigotas – são células lisas 
DOENÇA DE CHAGAS causada por Trypanossoma cruzi, é um dos raríssimos casos da literatura que uma doença foi descrita, elucida ciclo de vida, quem é o vetor, por apenas uma pessoa (Carlos Chagas) 
Doença americana, só existe naturalmente no continente americano. Cerca de 15.000 morrem por ano. Também chamada de tripassonomíase americana. 
Porque em função das migrações humanas, temos doenças de chagas, na américa do norte, europa, japao e australia. É impossível a pessoa se contaminar lá pq as espécies transmissoras e nem os vetores estão lá. 
O barbeiro é um nome genérico para insetos hematófagos. Brasil tem um problema de combate. 
O brasil tem eliminado o numero de casos de doença de chagas. (doenca rural) 
Ciclo infectivo – o processo começa com um inseto picando uma pessoa. O barbeiro acumula os protozoários no trato digestivo, e como seu trato digestivo é muito curto, quando ele suga sangue ele tem que defecar, pois não tem espaço física para sangue e mais as fezes que ele já tem. Quando ele defeca, ele libera fezes com o trypanossoma cruzi na forma infectiva, tripomastigota, se a pessoa esfregar onde ocorreu a picada, ela vai fazer com que essas fezes entrem em contato com a perfuração que o barbeiro fez. E a infecção pode começar a acontecer. Ele vai inserir na vítima o tripomastigota, esse tripomastigotas vao se infiltrar em células do próprio local onde aconteceu a infecção. E vao se transformar em amastigotas, como amastigotas, eles ficam intracelularmente no tecido, se escondendo do sistema imunológico, e vão se multiplicar mais. Depois, eles podem se transformar de novo em tripomastigotas, e agora podem sair desses sítios e começar a nadar pelo sangue, auxiliado pelo bastao paraxonemal. Ai caem na circulação sanguínea, onde muitos serão combatidos pelo sistema imunológico, mas não todos. Se um chegar no coração ou no esôfago, por exemplo, e infecta-los. Quando chega nessas células ele volta a forma de amastigota, pequenas, e vai passar a crescer muito lentamente. A doença de chagas é uma doença de evolução lenta. A pessoa se contamina hoje e pode mostrar os sintomas daqui a 25 anos. 
Porque isso acontece? Porque o t. cruzi vai invadir esses órgãos se converter em amastigotas, e elas vao se multiplicas muito lentamente . ele é um parasita muito derivado, ele não é agressivo como os outros parasitas, que até matam. Já se acomodou bem aos humanos como seus hospedeiros e vao salimentando lentamente. 
Por que demora tanto? Quando os amastigotossão muito numerosos ai então os órgãos começam a mudar de tamanho e forma. Ele vai se multiplicando no tecido aumentando ele de tamanho. Ele vai afrouxando as células do coração, expandindo-as levando a falência dele. No esôfago a mesma coisa. Só quando a população é muito grande que eles se deformam. (fase crônica da doença)
Algumas pessoas morrem sem desenvolver a doença. Porque? Porque isso tem a ver com a diferença genética dos trypanossoma e a própria constituição imunológicas das pessoas. 
NÃO TEM CURA. Só é possível combater na fase de contaminação, por que temos os tripomastigotas no sangue, que estão expostos às drogas que vao circular pela corrente sanguínea. 
Contaminação pelo barbeiro > infiltração pelo tecido > tripomastigotas > se alojam em tecidos > amastigotas > tripomastigotas > nadam na circulação sanguínea > se atingir os órgãos vai ter a doença se manifestando de forma severa porém lenta. 
Existem drogas pra combater t. cruzi. São usadas há mais de 60 anos. Sem saber o seu principio 
Doenças negligenciadas – predominantemente parasitarias que atingem países predominantemente pobres e que não atingem interesse na indústria farmacêutica. A indústria farmacêutica é privada, conglomerados transnacionais. E o que faz a indústria pesquisar ? Perspectiva de lucro. 
Doença de chagas e uma “doença de pobre” as pessoas não podem comprar os medicamento, os países não possuem condições para arcar com esses custos. 
No Brasil é especial, pois tem alguns aparatos de pesquisas relevantes.
Doenças que não dão lucro.
É uma doença do meio rural, os vetores tem afinidade com habitações com barro. Se as pessoas tem um pouco mais de renda, elas não moram nessas casas de barro. Elas concretam a casa. 
Ministério da saúde informando as populações. Através de campanhas. Acoes em combate ao vetor. 
DOENÇA DO SONO – exclusivamente no continente africano. 
Causada por t. brucei e esse tripanossoma é diferente do cruzi, pq ele não se aloja em órgãos, ele fica no sangue o tempo inteiro. Mas depois um tempo circulando no sangue ele invade o sistema nervoso. Quando chega no cérebro a pessoa atinge uma letargia severa. 
Atinge toda a região central da africa, noroeste e sudeste até Moçambique. Mata mais que a doença de chagas (evolução lenta). Possui evolução mais rápida. 
Duas subespécies causam a doença do sono. 
Rodesiense são mais fortes, em até 6 meses morre. Gambiense não em até 6 anos – maior parte das vitimas. 
Vetor é a mosca tsé tsé. 
São 7 espécies de mosca tse tse. Vários animais silvestres servem de deposito, tem o protozoário mas não manifesta a doença. Se a mosca pica o animal e depois pica o humano ele manifesta a doença. 
Na gambiense, temos animais domésticos, sofrem com a doença. Mas também servem como depósitos. 
Porque o brucei fica no sangue e não é controlado no sistema imunológico ? Porque qualquer célula possui um revestimento, e ele possui uma composição química determinada. A medida em que ele vai se multiplicando, essas substancias vão se tornando em novas, então ele esta sempre despistando o sistema imunológico. As glicoproteínas superficiais variantes. Como ela muda o revestimento o sistema imunológica fica atrás. Por isso ele não precisa se infiltrar em tecidos, ele esta no sangue mas esta se modificando quimicamente. 
Os animais silvestres não sofrem com essas doenças devido ao longo período de coevolucao. Os animais domésticos, não são africanos, normalmente são asiáticos ou europeus que foram introduzidos nas áfricas e nas américas..... sofrem fortemente os efeitos porque eles tem pouco tempo de coevolucao. 
Por que os humanos não são como os animais silvestres? Porque nossa espécie surgiu a pouco tempo. Portanto a coevolucao é muito pequena. 
Quando chega ao cérebro, pode ter letargia, ou até raiva, e agressão. 
Existem algumas drogas que são usadas para combater. Mas algumas são perigosíssimas. Tao potentes que matam as pessoas. (DROGAS INEFICIENTES)
28/06 Excavata
Primitivo em evolução é quem veio primeiro. Não é necessariamente simples. 
Flagelos muitos, organelas duplicadas, triplicadas no citoplasma. 
Temos fotossíntese em Excavata – euglenídeos – derivou de uma endossimbiose secundária com algas verdes. 
Euglenideos – metabolia. 
Doença do sono subespécies possuem distribuições geográficas diferentes; Rodesiense tende a se alojar em animais silvestres, sem causar a doença neles (reservatório); por isso animais domésticos são dizimados, são de outros continentes, Europa e Ásia.
DOENÇA NAGANA – típica de animais. T. brucei brucei. 
Destrutiva pros animais domésticos. Quando atinge eles ele morre rapidamente. É extremamente hostil pra esses seres. 
Provavelmente a africa não se tornou amplamente islâmica, pq os árabes invadiram la, mas as caravanas com cavalos e camelos foram destruídas pelo t. brucei. 
É mais negligenciada ainda, porque atinge animais!!! E ocorre na África. 
Doenca do sono foi elucidada, pq teve um epidemia da doença nagana. A motivação.
Gado que não sofre da doença nagana “pôneis bovinos” – são pequenos, menos dóceis, são rebeldes, produz menos carne e menos leite. Tem que ter um trabalho de domesticação maior. Eles tem essa coevolucao maior. 
T. brucei não se transforma igual ao cruzi. (transformações cíclicas) ela pode se expandir de maneira mais rápida, pois pode ter mais vetores ocasionais, como moscas hematófagas. 
Por isso podem se expandir pra outros continentes, não possui um vetor específico. 
Mal das cadeiras, se um cavalo contaminado cruzar com outro, não vai precisar de um vetor.
LEISHMANIOSE 
Erupções cutâneas espalhadas pelo corpo; região nasobucal; visceral, quando o agente etiológico atinge órgãos como o fígado e o baço, e leva a falência deles.
Doença pan-tropical, já ocorreu na europa, mas não muito comuns
Foi descrita na índia no inicio do século xx
Causada por 20 sp do gênero leishmania, diferente da doença de chagas que é uma espécie; trypanossoma. Mas não quer dizer que uma dada espécie cause os três tipos de leishmania. 
Não tem uma espécie que cause as três
Como tem muitos agentes – dificulta a eliminação da doença
Existem também diferentes vetores, mosquitos muito pequenininhos.
Dentro de um gênero tem 20 sp. 
20 agentes causadores e 30 espécies de vetores. (dificulta)
É uma zoonose, doença que ocorrem em animais e no homem, o homem pode contaminar os animais e vice-versa. 
Não se pode tratar um cachorro com leishmaniose, o tratamento dura meses, e nesse meio tempo ele continua sendo um transmissor da doença, mesmo recebendo os tratamentos. 
Pan-tropical, deriva dos vetores. Os mosquitos que transmitem não toleram temperaturas baixas. 
O mosquito que transmite é o mosquito-palha, ele tem uns pelinhos amarelados que parecem palha. 
Dificilmente reconhecido porque é muito pequeno. Sempre que pousa ele pousa com as asas pra cima (facilita a identificação) 
6 paises concentram 90% do casos de leishmaniose no mundo. (brasil é um desses) 
Cutânea não mata, mas causa feridas bem feitas, causando impacto social muito grande. 
Leishmania é um parasita muito peculiar. Porque as principais células alvo deles são as próprias células do sistema imunológico. Então quando o mosquito pica uma pessoa, ele introduz no corpo, algumas células de leishmania (promastigotas). Ela pode se infiltrar dentro das células epidérmicas e se transformar em amastigotas e se multiplicar. E depois sai, vira promastigota e vai pro sangue. Quando cai na corrente sanguínea, os macrófagos vao fagocitar, ela não resiste a fagocitose, ela se deixa fagocitar, só que ela tem substancias que bloqueiam as atividades líticas de macrófagos. Entao ela não consegue destruir a leishmania e vai acabar transportando a leishmania pelo corpo, escondida do sistema imunológico. Porque se ela ta dentro de um macrófago, e a infecção que estava no baco, pode ir parar no instestino, horas depois. Depois ela destrói o macrófago. 
Assim como temos a infecção no fígado (visceral). 
Quando temos a l. cutânea, as células não seespalham pra locais muito distantes da picada. Ai as feridas vão aumentando. As feridas não doem, destruição das terminações nervosas. 
Sempre falamos em vetores como transmissores, mas as pessoas doentes são transmissoras pros mosquitos que não estão contaminados. 
Por exemplo, temos uma pessoa contaminada, o mosquito pica. E ao amadurecer dentro do intestino do mosquito. Migram pras glândulas salivares, onde vao ser transmitidos pra um outro hospedeiro. 
Leishmania é cultivável. Normalmente ela costuma se agregar(rosrtas), em cultivo. Na forma livre elas são dispersas. 
Sintomas - Visceral crescimento do fígado e do baço; febre; anêmicas; 
A mucocutanea não mata, mas os ferimentos deixam o organismo sujeito a outras infecções (fungicas, bacterianas). Acabam tendo outras doenças oportunistas que levam à morte. 
Promastigota – ocorre somente no inseto 
Paramastigota – ocorre somente no inseto 
Promastigota metacíclico – ocorre somente no inseto 
Amastigota – ocorre somente no hospedeiro vertebrado (homem, cães ou outros animais)
A mucocutanea, se acontecer o tecido não é regenerado. A cutânea há relatos de imunidade ao longo do tempo. (não é normal) 
Tratamento demorado e doloroso!!!! 
Existem substancias, que quando são administradas, misturados com outras, elas conseguem controlar a proliferação dos protozoários. Porque são substancias toxicas a eles. Mas isso requer, que a pessoa tome duas injeções por semana, durante 6 meses. (uma bezetacil piorada) por isso as pessoas não se tratam
Na visceral não. A pessoa ou se trata ou morre. A cutânea muitas vezes, não fazem o tratamento por causa da dor e do tempo. É majoritariamente do ambiente rural, mas há casos na região urbana, mas em bairros mais afastadas, normalmente com atividade agrícola. 
Varios desses protozoários, leishmania, trypanossoma, já tiveram seu genoma sequenciado. Isso traria estimulo á pesquisas. Passaram 11 anos e elas continuam negligenciadas. Porque é doença de pobre, gente que não vai consumir, e contribuir para que haja lucro. 
Doenças com protozoários são mais difíceis de se tratar. Porque? Porque eles são semelhantes à nós. Não existe vacina, por exemplo. Uma vacina, sempre tem alvo molecular. Nós somos diferentes de bactérias e vírus, mas nós não somos tao diferentes assim dos protozoários, que também são eucariontes. Portanto, esses alvos moleculares são muito mais difíceis de serem desenvolvidos para se desenvolver uma droga mais inteligente. Genomas grandes e complexos, e podem ser comparados aos nossos em muitos aspectos. Outro fator é o ciclo de vida complexo. Se transformam no corpo do hospedeiro. Se escondem em alguns casos. Na doença do sono, o protozoário modifica sua composição química. 
FILO Heterolobosea – ameboides heterolobosos
 Tem esse nome pq apresentam pseudópodes grandes, mas muito diferentes. Pseudópodes desiguais. (eruptivos) >> gasta muita energia
São bacterívoros e comem outros procariontes. 
Seriam praticamente ignorados, são bacterivoros, alguns podem formar colônias, podem ter formas flageladas (duplos) O mesmo ciclo de vida pode apresentar forma ameboide e flagelada. 
Neugleria f. (1966) é um consumidor de bacterias e pequenos eucariontes do solo. Capaz de realizar infecções oportunistas à humanos. Formam cistos, que se for acidentalmente inalada, pode começar a consumir terminações nervosas e o próprio nervo olfativo. Vai consumido até o cérebro. (ameba devoradora de cérebros) 
Geralmente, esses eventos são muito raros, mas a taxa de mortalidade é de 99%.
200 casos nos EUA. Só 3 sobreviveram. Porque tem essa situação tao complicadas? Todos os tratamentos que conhecemos, envolvem a aplicação de drogas e um tratamento que demora dias ou semanas. Mas como ela é mt rápida, consome os tecidos mt rápido, não da tempo das drogas fazerem efeito >> morte. 
Pq não são combatidas pelo sistema imunológico? Pq elas se proliferam muito rápido e quando ela é atingida por células do sistema imunológico, ela consegue desprender um pedaço de si, e continuar crescendo a partir do pedaço que mantem o contato com o nervo ou com o tecido. 
Porque elas consomem esses tecidos em especial? Os nervos são ricos em ácidos graxos insaturados, são atraentes pra eles. Elas tem tecidos preferenciais, nervosos.(infecções oportunistas)
Não é zoonose, não é parasitose, é uma infecção oportunista!! 
Nos eua tem procedimentos muito rigorosos de terapia. O medico não pode sair do que é estabelecido. São parentes de leishmania e trypanossoma. Usaram uma droga pra combater eles, pra tentar combater o ameboide. Em vez de optar pelo procedimento padrão. (infringiram a lei) 
- Jakobídeos são apenas 8 sp, em 4 generos. Vida livre. Consumidores de microrganismos.
São fortes candidatos ao esquecimento. Eles não são ignorados, pq nos ajudam a entender a historia evolutiva da mitocôndria. 
Temos 20 genes ativos na mitocôndria. Mas jakobideos tem 100 genes ativos na mitocôndria. Pq eles tao conservaram tantos? Não tem resposta. É um acaso evolutivo. 
Genes de procariontes não se expressam sozinhos, mas sim em blocos. Se vc pensar em uma bactéria, sem introns (porcoes de material genético quenao codificam informações mas individualizam os genes). As características n se expressam sozinhos. Nos jakobideos, além de terem 100 genes, esses 100 genes se expressam em operons, que são esses blocos. São os únicos eucariontes conhecidos na natureza, que apresentam a expressão genica em operons. Qual a interpretação disso na origem da mitocôndria? As mitocôndrias do passado deviam ser cheias de genes, e os eucariontes foram se diversificando e ai os genes deixaram a mitocôndria. Isso sugere uma origem bacteriana para as mitocôndrias. Embora que nos assumimos que é de origem procariótica. (os tornam únicos na natureza – fóssil vivo)
NÃO MITOCONDRIADOS 
3 FILOS Diplomonadida; Parabasalia; Preaxostyla - insetos. (são todos simbiontes)
 Bastante importância biomédica. Não tem mitocôndria. Uma razoes pelas quais o supergrupo Excavata foi tao questionado tem gente que faz fotossíntese, tem gente que não tem mitocôndria. Tem gente com pseudópode. Considerado frágil devido a heterogeneidade. 
Mas devido a analises ultraestruturais, semelhanças nos componentes do citoesqueleto, essa ideia, de ser um supergrupo, tem sido mais elucidada. 
Tem hidrogenossomos abundantes, que talvez desapareçam. Servem de deposito de metais. São fermentadores
 DIPLOMONADIDA (100 Sp – todos heterotróficos) 
Marcados por uma simetria muito peculiar na célula. Dois núcleos. As organelas são sempre duplicadas, de forma semelhante.
Embora tenham algumas organelas duplicadas, eles não apresentam algumas organelas, como lisossomos, mitocôndria,. São parasitas, consomem os animais previamente processados por seus hospedeiros. 
Associacao do núcleo com os flagelos, e elementos do citoesqueleto – cariomastigonte. 
Cada célula tem 2 cariomastigontes. 
E muito comum a formação ed cisto. Como são desprovidos de mitocôndria. Eles se espalham pela natureza através da formação de cistos, formas especiais de resistência, dotadas de um armadura externa, que protege a célula do O2. Como na giárdia. 
Se um trofozoíto percebe o aumento de O2 no ambiente, ele consegue se converter nessa forma encistada. Nem sempre da tempo. 
Cistos também podem apresentar formas reprodutivas. Se for carreado para o meio externo, ele vai eclodir dentro do corpo do hospedeiro, ai a acidez do estomago, disperta e eclode como 2 individuos. Eles se reproduzem dentro do cisto. 
Não tem reprodução sexuada!! 
Destroi tudo, pq o aquário vai estar cheio de cistos.
Metronidazol bloqueia a fermentação dos protozoários, inclusive das bactérias do intestino, mas é recuperada facilmente com a própria alimentação (giardíase) 
Ruptura no intestino, contamina o sangue e pode afetar órgãos (populações pobres pode matar) 
01/07 Excavata
Não mitocondriadas 
Diplomonadida ou Fornicata – organelas duplicadas; simetria bem peculiar nas células (Giardia lamblia) 
Parabasalia simbiontes.Cerca de 300 sp. Podem ser dividios em dois grupos: Tricomonadinos (parasitas) e Hipermastigotos (não são parasitas)
O nome é devido à sinapomorfia >> dois flagelos. Axonema, porcao que se projeta prafora da celula e corpo basal. Todos eles apresentam fibras paralelas aos corpos basais, contribuindo para uma movimentação mais controlada desses seres. Para que o serpentear dos flagelos seja realizado com mais desenvoltura. (sina ultraestrutural) 
São sempre multiflagelados, pelo menos 4 flagelos, alguns seres tem ate 100, ou 200. 
As formas parasitas são bastante reduzidas. Reducao de organelas. Parasitas, em especial intracelulares, tendem a apresentar genomas pequenos e pode acontecer a ausência de organelas. Porque eles pegam do hospedeiro. 
Temos uma membrana ondulante – adaptação que favorece o fluido viscoso. Os hipermastigotos não possuem isso, pq não são parasitas.
Linhagem hipermastigotos (não são parasitas) – abundancia de flagelos
São sempre simbiontes de insetos xilófagos (consumo de madeira)
Seres que viabilizam o consumo e aproveitamento da madeira por esses organismos. Os cupins, por exemplo, não consegue digerir madeira sozinhas, eles digerem com a ajuda desses simbiontes que vivem no intestino. 
Fragmentos são atribuídos pelo hipermastigotos, e bactérias espiroquetas que vivem dentro deles que digerem ela. Transforma esses polissacarídeos em glicose, que é aproveitada pelo hipermastigoto pra sustentar essa célula, e alguns excedentes são aproveitados pelo hospedeiro. 
Quem sustenta toda essa cascata é a bactéria. Sem ela o hipermastigoto não se nutre, e sem ele o cupim não se nutre.
Tem uma região na célula que não tem flagelo, essa porcao é ameboide, onde vai acontecer a fagocitose da madeira. Projecao de pequenos pseudópodes, a madeira é incorporada
Não tem mitocôndria, mas não são tao intolerantes ao oxigênio. Toleram exposições rápidas. E eles não encistam __ indica tolerância a O2
Reproduz assexuadamente mas já foi vista reprodução sexuada.
A partir de que momento acontece essa cadeia de simbioses? Esses hipermastigotos estão associados aos insetos. Os jovens quando eclodem dos ovos, eles não tem as espiroquetas nem a triconinfa, ele adquire esses simbiontes consumindo as fezes dos adultos. Quando cupins e baratas defecam, pouco de hipermastigotas estão nas fezes. Outra rota,esses insetos sociais, tendem a se contar um ao outro com a boca. Um pouco desses hipermastigotos, podem ir pelo caminho contrario, ir parar na boca, como são um pouco tolerantes ao O2.
Se os hipermastigotos, assexuada, quando as células filhas surgem elas já estão dotadas das bactérias espiroquetas.o mesmo acontece na sexuada. 
Não é uma escravização, pq as espiroquetas são protegidas, viabilizando sua atividade metabólica, então não tem aquele grau de dano como nos líquenes. Como ela esta sendo escravizada, presa, pode ser que sim. 
As algas vivem muito bem sem os líquenes. As espiroquetas não iam se nutrir como se nutrem dentro dos hipermastigotas. 
Linhagem nociva – Tricomonadinos apresentam membrana ondulantes, pregas que se formam; são todos parasitas, o que varia é o grau de nocividade aos hospedeiros. 
A tendência do parasitismo é de se tornar cada vez mais leve, pq a virulência exagerada tb é nociva ao parasita, porque ele morre junto com o hospedeiro. Parasitas – forma parasitaria mais equilibrada. Parasitoide – formas mais agressivas.
São bem mais estudados que os hipermastigotos, pq nós sofremos mais com eles. 
Tricomoníase em humanos, aves, bois. (slides)
Pode ser parasita a uma espécie com um sistema imunológico melhor, e parasitoide a uma espécie com um sistema imunológico mais fraco. Ao pato, a schistomonas são parasitas. No peru e pombo é parasitoide. Normalmente quando o parasita é novo, ele é mais agressivo. Animais silvestres são reservatórios. 
Se você bloquear a capacidade de fermentação vc mata eles. (metronidazol) 
Tritricomonas fetus – patógenos que afeta bovinos e vive no sistema genital desses animais. E vai consumindo a mucosa, criando feridas. Faz com que o animal passe por uma tremenda agonia. Não consegue se coçar, ai o bicho fica agressivo. 
Tricomonas vaginalis é o que mais se estuda, pq ataca os humanos. Quando é cultivada tem formato mais arredondado, mas em contato com a mucosa ela tem uma forma ameboide(tem mais aderência ao substancia e a incorporação dos fragmentos de células), ela produz secreções que vao fragmentar as células e depois vai consumir os fragmentos de células. 
Filo Preaxostyla – insetos xilófagos; não causa nenhum efeito nocivo nos hospedeiros; tb ocorre espiroquetas, mas essas espiroquetas são mais específicas.
Tem uma proboscíde grande e uma ventosa, e fica pendurado no intesino, tornando-os menos sujeitos aos arrastes quando libera as fezes. 
Não tem importância, são praticamente equivalentes, apresentam apenas algumas variações morfológicas. 
Supergrupo Archaeplastida
Predomínio de formas fotossinteticamente ativas; Archaeplastida significa plastídeos antigos, entendemos que foi nessa linhagem que a fotossíntese surgiu no mundo eucariótico. 
É um supergrupo repleto de sinapomorfias. Algumas são características de plantas, mas também de outro seres aparentados às plantas:algas vermelhas, algas verdes, glaucófitas. 
Em Archaeplastida todos ou quase todos são dotados de um plastídeos com duas membranas; Acumulam amido como reserva energética; Apresentam mitocôndrias com cristas plasnas; Tem parede celular, na maioria dos casos a matriz é celulósica, e algumas substancias a mais, que variam de táxon pra táxon. 
É entendida como uma grande linhagem que surgiu de uma endossimbiose primária (eucarionte (protozoário) e um procarionte – cianobactéria). ¨¨¨Secundária quando envolve dois eucariontes. Um heterotrófico e um fotossintético. Terciária quando ¨¨¨¨ Conhecemos algumas linhagens que derivaram de uma endossimbiose terciaria, e perderam a capacidade fotossintética ao longo da evolução. Existem dinoflagelados que tem plastídeos terciários; 
Algas são protozoários fotossintéticos!!! (termos meramente funcionais, não são taxonômicos) 
-Porque euglena não está em Archaeplastida? Porque euglena tem plastídeos que derivam de endossimbiose secundária. Algas verdes. 
-Porque a fotossíntese é tao amplamente espalhada por Archaeplastida? Porque ela surgiu quando as linhagens estavam se originando. 
A endossimbiose secundária ocorreu varias vezes na historia evolutiva. 
As endossimbiose aconteceram em tempos diferentes, uma distancia evolutiva,. Ou seja, a fusão de outras espécies. 
*Porque as endossimbiose de plastídeos são tao frequentes na natureza? Porque traz mais versatilidade nnutricional para o organismo. O da mitocôndria foi só uma, ou seja, todos os organismos já tem a mitocôndria. Os organismos não vão realizar uma endossimbiose para ter uma secunda mitocôndria; Até porque o numero de organelas não tem a ver com o numero de endossimbiose, elas podem se multiplicar. A de plastídeos traz autonomia nutricional. 
20.07 01-07
05/07 Archaeplastida I (Glaucophyta e Rhodophyta)
Glaucophyta
Rhodophyta
08/07 – Archaeplastida II (Chloroplastida)
Stramenopiles 
(Início em 39min áudio 08/07/16 e Término no áudio 12/07/16)
O nome do supergrupo SAR reúne as iniciais de três grandes linhagens: Stramenopiles, Alveolata e Rhizaria. A hipótese de origem do supergrupo SAR sugere que houve uma segunda endossimbiose estável, após aquela que deu origem ao grupo Archaeplastida. Esta segunda teria sido entre um protozoário (um heterótrofo) e uma alga vermelha unicelular. 
O supergrupo SAR não apresenta sinapomorfias universais, apenas evidências moleculares: existem algumas sequências gênicas em todos os membros de SAR que também existem em algas vermelhas. 
Apesar de não haver sinapomorfias universais, dentro de cada linhagem elas são bem fortes: todos os membros de Stramenopiles possuem um flagelo oco, cheio de pêlos, chamados mastigonemas, que por sua vez possuem três partes bem definidas. Além disso, pode-se mencionara presença de mitocôndrias com cristas tubulares e a reserva energética chamada crisolaminarina. 
Alguns representantes deste grupo são as algas gigantes, as Ecklonias, as diatomáceas e os pseudofungos, que aparentemente não possuem nenhuma similaridade, mas hoje são classificados no mesmo supergrupo. 
No caso de Alveolata, há 3 filos muito diferentes entre si à primeira vista: o dos protozoários ciliados, o dos parasitas como o Plasmodium falciparum e os dinoflagelados. Alveolata possui uma sinapomorfia interessante: a presença de vesículas associadas à membrana, que são zonas de deposição de substâncias e até de elementos que podem fazer parte da parede celular. Essas estruturas são chamadas de alvéolos submembranáceos, e só existem nos alveolados.
O grupo Rhizaria reúne organismos dotados de pseudópodes pequenos, vistos, por exemplo, em foraminíferos, ou formando emaranhados. Essa é uma sinapomorfia marcante do grupo, pois esse padrão de pseudópodes só existe em Rhizaria. 
Stramenopiles
Organismos com flagelo oco, cheios de mastigonemas – ou pêlos flagelares – tubulares tripartidos. Em todas as espécies, cada unidade de flagelo tem uma base, uma haste longa e uma extremidade ramificada, o que compõe a sinapomorfia marcante mencionada anteriormente. Alguns seres possuem dois flagelos, mas quem tem maior atividade é sempre o flagelo pleuronemático, ou plumoso. O segundo, que é liso, tende a ser mais duro, e alguns especialistas afirmam que a tendência é que este seja perdido, permanecendo apenas o plumoso. Os pêlos flagelares são entendidos como estruturas que aumentam a capacidade natatória, mas não são estruturas essenciais. 
Algas em Stramenopiles
Existem muitas algas de tonalidade parda neste grupo, que são estudadas numa divisão a parte, no grupo das Ochrophytas (ou Heterokontophytas), nome dado aos seres que possuem os dois flagelos heterogêneos. Considerando que estes grupos compõem divisões dentro do supergrupo Stramenopiles, podem ser caracterizadas diversas classes, que serão descritas nos tópicos seguintes. 
Divisão Ochrophyta
São reconhecidas por volta de 20 classes dentro deste grupo. Nele, as algas têm como principal reserva energética a crisolaminarina, que é um polissacarídeo formado por ligações glicosídicas do tipo beta entre os carbonos 1 e 3, o que cria diferentes propriedades de solubilidade e estabilidade da molécula, por exemplo. 
Além de clorofila a, presente em qualquer organismo que realiza fotossíntese oxigênica, elas têm clorofila c, que é entendida como uma mutação da clorofila a. 
As paredes celulares destas células variam um pouco: podem ter ficocoloides, uma matriz de celulose, ou ainda acido algínico e até substâncias minerais. 
└ Classe Bacillariophyceae (Diatomeae)
As diatomáceas são sempre organismos unicelulares, que podem ser encontrados na forma isolada ou em colônias. Possuem extrema importância na natureza: são o grupo dominante no fitoplâncton marinho, sendo responsáveis pela reciclagem de aproximadamente 25% do oxigênio do planeta. 
Esses são organismos relativamente recentes na evolução, e uma das características que contribuem para seu sucesso na natureza é a presença de uma parede especial, chamada de frústula: uma estrutura com aspecto de vidro, composta de sílica – mineral que forma os grãos de areia e vidro, coberta de mucilagem. A sílica é um material extremamente abundante na água, e poucos organismos precisam dele, o que o torna altamente disponível para uso das diatomáceas. A frústula é totalmente transparente (não há nenhum tipo de obstrução da luz que chega aos organismos) e dura, o que contribui para a resistência a possíveis impactos. Ela é composta por duas secções sobrepostas, chamadas de epiteca e hipoteca.
Além das espécies planctônicas, existem ainda aquelas que podem crescer associadas a superfícies sólidas. Muitas ocorrem até no gelo, sendo de importância fundamental para processos de crescimento de produtores primários em ambientes polares. Quando o gelo derrete, os primeiros seres a crescer são diatomáceas. 
Existe uma diversidade grande de formas de diatomáceas, mas pode-se dizer que a maior parte se enquadra em um destes padrões morfológicos: podem ser alongadas, fusiformes ou achatadas. Elas são tipicamente classificadas em dois grupos em função da morfologia da frústula: as cêntricas, com simetria radial e as penadas, com simetria bilateral. Dentre as formas penadas, muitas são móveis. Através de uma fenda localizada na face ventral da frústula, denominada rafe, e de alguns poros, é possível liberar mucilagem, que permite que esses seres deslizem. E de forma comparativa, pode-se dizer que esse deslizamento confere um movimento bem mais lento que o movimento desenvolvido com flagelos. 
 Além do deslizamento, a mucilagem exibe outras funções bastante relevantes: sua liberação ajuda na retenção de umidade; e o que fica solto pelo substrato contribui também para a estabilização dos sedimentos dos locais onde esses seres ocorrem.
Outra ressalva importante é o fato de que nem todas as diatomáceas possuem a rafe, algumas são completamente fechadas. 
Muitas diatomáceas apresentam gotículas de gordura como reserva secundária. Nas formas flutuantes, planctônicas, essa acumulação é benéfica pois diminui a densidade das células.
A reprodução das diatomáceas cêntricas
As diatomáceas são diploides e se reproduzem predominantemente por meio de divisões mitóticas: as duas metades que compõem a frústula se afastam e novas metades são sintetizadas, se encaixando nas metades originais da célula. Por conta da forma como estas novas metades se encaixam nas células filhas, sabe-se que a tendência é que as diatomáceas diminuam de tamanho, até chegarem num tamanho mínimo crítico. Nesse momento, por meiose, elas produzem gametas: algumas produzem gametas masculinos, flagelados, que atingem outras células, diferenciadas em gametas femininos imóveis (oogamia). Acontece a fusão das células e o resultado dessa fusão é a formação de uma célula chamada auxósporo, que é uma célula que tem o maior tamanho possível da espécie. Assim, ao praticar reprodução sexuada é possível voltar ao tamanho “normal” dos indivíduos. 
Diatomáceas penadas 
Algumas diferenças na reprodução das diatomáceas penadas envolvem a produção de gametas. No caso das penadas, não há produção de gametas na água, elas fazem uma conjugação, o que também leva à posterior recuperação do tamanho inicial do indivíduo. 
Existem algumas diatomáceas que produzem efeitos nocivos: espécies do gênero Pseudo- nitszchia são capazes de produzir o ácido domoico, substância que atinge nervos de mamíferos e aves, causando confusão mental. Outro efeito nocivo é causado pela formação de corpos coloniais muito ricos em espinhos, como acontece com a espécie Chaetoceros convolutus. Caso ela se torne muito abundante no ambiente, animais que filtram a água, por exemplo, podem ter seus aparatos de filtração perfurados por essa quantidade de espinhos.
As diatomáceas têm uma grande conservação em sedimento, porque as células morrem e seu conteúdo desaparece, mas a sua parede de sílica é muito estável. Existem pelo mundo depósitos de paredes de diatomáceas, que formam um mineral chamado diatomito. Esses diatomitos possuem grande importância econômica pois, quando prensados, permitem a construção de filtros muito eficientes, e recentemente tem-se estudado sua utilidade como inseticida.
Algas Pardas
São algas marcadas pela multicelularidade e são mais abundantes (em termos de biomassa) em ambientes frios. Quase todas são bentônicas, ou seja, vivem ancoradas no substrato duro, mas são conhecidas algumas espécies flutuantes, como a forma flutuante de Sargassum sp. Podem ser encontradas em formas simples ou mais complexas. As simples não possuem diferenciação nenhuma, mas as de maior porte possuem uma diferenciação de tecidos bastante significativa: elas possuem conexões eficientes entre as células vizinhas, parênquima que pode se dividir em vários planos e até se diferenciar em célulasespecíficas da alga; apresentam vesículas para flutuação, etc. 
Essas algas possuem uma matriz de celulose, e um ficocoloide que é o ácido algínico, uma substância heterogênea, que tem as mesmas funções biológicas do ágar e da carragenana – reduz o risco de rupturas conferindo flexibilidade, contribui para a retenção de água quando as algas ficam expostas ao ar, funcionam como barreira física contra invasão de patógenos, etc. 
As algas pardas também possuem como reserva energética a crisolaminarina, mas elas podem acumular um álcool, o manitol, que também é uma substância anticongelante. Isto com certeza não é uma coincidência, pois muitas algas pardas vivem em ambientes frios. 
A coloração pelo qual esse grupo é conhecido se deve pela sua riqueza em carotenoides, pigmentos que aumentam a captação de luz para atividade fotossintética, e pela acumulação de taninos, que são anti- herbivoria. Essas substâncias também oferecem proteção contra raios ultravioleta. 
Algas gigantes
Dimensões que chegam a metros, com partes muito bem diferenciadas. Possuem um eixo a partir do qual pseudofolhas (ou lâminas) se projetam (chamado estipe), eventuais ramos reprodutivos, etc. O estipe geralmente é originado de outra estrutura diferenciada, o apressório. 
As algas gigantes formam pequenos ecossistemas: elas abrigam seres bentônicos e invertebrados diversos, que podem ser sésseis ou móveis, atraem peixes, etc. Esses organismos são extremamente sensíveis a qualquer tipo de poluição, então sua presença serve como indicação de boa qualidade de água. 
Os ciclos de vida variam tanto quanto a sua diversidade morfológica. Alguns são bastantes simples, com alternância de gerações, como o Ectocarpus sp, e existem seres como o Sargassum que têm um padrão de reprodução semelhante ao das plantas: estruturas terminais produzem gametas aploides, os gametas se fundem, formam um zigoto e uma nova alga é formada. Existem ainda alternâncias de gerações radicais, com esporófitos e gametófitos muito diferentes. As algas gigantes são um exemplo de organismos com essa alternância radicalmente diferente.
Sabe-se, hoje, que os organismos com fases gametofítica e esporofítica iguais são encontrados predominantemente em ambientes mais estáveis, e, em ambientes que variam muito ao longo do tempo, essa alternância de fases mais marcada (heteromórfica) tende a ser vantajosa, uma vez que são locais mais sujeitos a eventos catastróficos. A presença de fases tão distintas diminui a chance de uma possível extinção por conta destes eventos. 
Algas pardas possuem grande importância econômica em dois aspectos: uso como alimento e matéria- prima de ficocoloides. 
Classe Eustigmatophyceae: formada por seres necessariamente unicelulares. Também são bastante ricos em gorduras.
Classe Chrysophyaceae: todas unicelulares, algumas coloniais e são abundantes em água doce. Geram estruturas de resistência silicosas, os nematocistos.
Stramenopiles não fotossintéticos
Distribuídos nos filos Opalinida, Labyrinthulomycota, Bicosoecida, Hyphochytridiomycota e Peronosporomicetes (= Oomycota). 
Filo Opalinida- Lembram protozoários ciliados, mas pode-se notar uma diferença: eles possuem linhas de flagelos a partir de um ponto de origem na célula. O nome Opalinida deriva de uma feição especial: possuem muitos flagelos pleuroneumáticos, organizados em fileiras. Esses seres podem ter múltiplos núcleos; e protozoários ciliados sempre têm dois núcleos. Além disso, os opalinídeos são encontrados apenas no intestino de animais de sangue frio, como rãs, sapos, etc. São considerados comensais, mais admite-se que em determinadas circunstâncias podem causar algum tipo de dano aos seus hospedeiros. Esses organismos se dividem mitoticamente, e vão se proliferando de maneira vegetativa. Quando seus hospedeiros estão em época de reprodução, eles são capazes de produzir gametas e fazer reprodução sexuada. Isso só é possível quando é sincronizado com seus hospedeiros. Não possuem importância econômica, só ecológica e ambiental.
Protistas fungoides (pseudofungos)
 Ocorrem em ambientes parecidos com os dos fungos, consomem matéria em decomposição, mas não são fungos. Quando eles se reproduzem com a produção de células móveis, elas têm flagelos tripartidos, característico dos Stramenopiles. Além disso, os fungos são haploides, e estes seres são diploides. Eles não têm quitina, e as cristas mitocondriais são tubulares, diferente das vistas em Opisthokonta, que são planas. Reserva energética: micolaminarina. Alguns filos de pseudofungos: 
- Hyphochytridiomycota: o pseudofungo inteiro lembra quitrídios, por isso o nome. Grupo pequeno, seres geralmente cenocíticos. São encontrados associados a grãos de pólen de pinheiros. 
- Labyrinthulomycota: notáveis por fazer deslizamento, espalhando na superfície uma rede de muco diferente das diatomáceas. Tem uma organela especial, o botrossomo, um complexo de Golgi altamente modificado capaz de secretar e lançar diversas substâncias e até fragmentos de membranas no meio exterior. Ocorrem em plantas aquáticas, em especial, plantas marinhas (gramas marinhas, plantas de mangue, etc). 
- Bicosoecida: espécies de vida livre, consumidoras de bactérias. Representam provavelmente uma das linhagens mais primitivas de stramenopiles. Muitas formas possuem lórica. 
- Peronosporomicetos: linhagem marcada pela reprodução sexuada. Produzem gametângios femininos enormes, cheios de oosferas. Quando abundantes, observa-se um emaranhado de hifas e destacam-se os gametângios. São muito diversificados e são os que mais se parecem com fungos. São predominantemente saprotóficos, ou seja, se alimentam de matéria morta. Tem gametas femininos mas não tem masculinos. As hifas abraçam os oogônios e inserem seus núcleos neles. Há também uma rota assexuada, onde há produção de zoósporos. 
Esses pseudofungos estão sempre associados a ambientes úmidos. São bastante famosos por causarem efeitos nocivos, derivados de seu modo de nutrição. A maioria, quando começa um processo de infecção de seus hospedeiros, precisa matar as células para poder consumi-las. É um tipo especial de saprotrofia, chamado de necrotrofia. Esse processo se trata de um tipo de parasitismo mais rudimentar, chamado de parasitoitismo, pois os hospedeiros são mortos e cedo ou tarde o próprio parasita morre, pois fica sem seu alimento.
Afetam peixes, cavalos, e outros animais. Esses organismos são difíceis de serem combatidos. As terapias de tratamento dos afetados envolvem quimioterapia, cirurgia e imunoterapia, que são sempre tratamentos muito longos. E nem sempre são aplicáveis. Quando se trata de animais de criação, é mais comum que eles sejam sacrificados, já que o tratamento é demorado e caro, e não há garantia de recuperação desses animais. Geralmente a contaminação envolve água empoçada, pois estes pseudofungos precisam de umidade. 
São grandes parasitas e destruidores de plantas diversas. Muitas, inclusive, de importância agrícola. Foram responsáveis pela grande forma na Irlanda, causada pela espécie Phytophthora infestans, que afeta batata e tomates. 
15/07 SAR Alveolata – Dinoflagelados
Sem flagelos com mastigonema; 
Vesícula (alvéolos membranáceos) submembranáceos – capazes de acumular algumas substancias, atuando como vacúolos. 
As funções dos alvéolos não são universais dentro dos filos. 
Presença de uma proteína estrutural (alveolina) – SINAPOMORFIA DA LINHAGEM
É como se tivessem 2 membranas, devido à presença de alvéolos. 
DINOFLAGELLATA dinoflagelados
Flagelos com inserções em diferentes posições, por isso tem esse movimento torcido. 
Nem todos são fotossintéticos (algas), os que não, são protozoários. Mas todos os que fazem são mixotróficos. 
Amido como reserva energética, mas pode ser gotículas de gordura. 
Existem colônias, mas não é algo majoritário.
Enorme diversidade morfológica. 
Podem ser – DESMOCONTOS: os flagelos dão uma volta na célula. – DINOCONTOS: dois flagelos perpendiculares um ao outro ( 1 liso e 1 helicoidal)
Esses flagelos ficam inseridosnuma depressão (cíngulo – flagelo transversal) e (sulco – flagelo longitudinal)
Possuem uma PC especial, pois são vários pedaços que se encaixa, placas de celulose e abrigam nos alvéolos, não é contínua. Chamada de armadura.
Não ocorre em áreas aquáticas movimentadas, pois são consideravelmente mais frágeis .
É inadequado chamar de TECA, pois está na região entre membranas, e não na matriz extracelular como os abrigos externos. 
Dinoflagelados são haploides, apenas o zigoto possui um núcleo diploide.
Muitos são capazes de gerar cistos, células de resistência, que podem ou não ser semelhante aos produtores. 
REPRODUCAO predominantemente vegetativa (mitose). 
A reprodução SEXUADA só acontece quando as condições são desfavoráveis. Se comportam como gametas, fecundam e formam um zigoto (2n), ele se encistam quando a condição fica favorável ele eclode, faz meiose e forma 4 indíviduos haploides. 
Como a parede não é contínua pode ocorrer a fusão de gametas. 
Pfiesteria – só em ambiente estuarino (encontro da agua do mar e da agua doce) tem um ciclo de vida muito complexo (cistos, ameboides,etc)
Alguns tem a capacidade de bioiluminescencia 
Luciferina (nome genérico da proteína). Luciferase é a enzima que media o processo. 
Singularidade: ser fotossintético e bioiluminescente. 
Cíntilons: vacúolos
Relógio biológico – ritmos circadianos. Ocorre em ciclos de 24 horas – há padrões cíclicos de emissão de luz. 
As espécies bioiluminescentes estão espalhadas na árvore de dinoflagelados de forma bem dispersa, isso implica à uma não funcionalidade da bioiluminescência. (característica que está desaparecendo) 
São associados à florações, processo de crescimento súbito de alguma espécies que domina.
São imprevisíveis 
Não tem razão. Acontece devido à convergência de fatores favoráveis para uma determinada espécie: como temperaturas, intensidade de luz, nutrientes, inclusive vento.
É efêmera. 
Um mesmo lugar pode ter de novo, devido ao fato de que algumas células não morrem, mas se encistam e vão para o sedimento. 
Quiescentes
Dormência
É um processo natural. 
Pode ser classificado em 3 tipos
Tipo 1 – imensa produção de biomassa >> depressão de O2 (consumo de matéria orgânica) 
Tipo 2 – só causa danos à biota (toxinas)
Tipo 3 – toxinas que afetam os humanos. 
MONITORIA – ALGUMAS POSSÍVEIS QUESTÕES
Características das macroalgas e seus habitats 
- Calcária incrustante – fica no fundo marinho sobre um substrato, em rochas, provavelmente, ou em lugares com embate de ondas, pois sua estrutura resistente.
- Clorófita filamentosa – possuem um talo emaranhado, que retém agua, permitindo-as a ficarem nas partes mais altas dos costões rochosos, podendo sobreviver só de respingos de agua. 
- Bentônicas – algas gigantes 
Frase do dinoflagelado “podem ser divididos em autótrofos e heterótrofos” Não é valido, pois não considera a sistemática filogenética. Essa característica não reflete sua historia evolutiva, quando vc separa assim vc esta ignorando sua história evolutiva. Outro ponto é que todos os autótrofos são mixotróficos, enfraquecendo então a afirmação. 
Porque as mortes por doença de chagas não eram relatadas como doença de chagas? Um dos sintomas da doença de chagas em seu estado terminal é o inchaço de órgãos. Portanto, se houvesse uma morte por insuficiência cardíaca eles não iam reconhecer que era causada pelo protozoário da doença de chagas, e sim como uma simples falência de órgão. 
Porque não existe coral sem dinoflagelado? Porque eles participam de relações simbióticas com os corais, e que se eles saírem os corais morrem (branqueamento)
Porque o plasmodium falciparum possui sintomas mais agressivos? Ele é mais derivado...os outros, que acometem o homem, coevoluiram com os seres humanos por um período de tempo maior, criando então uma resistência. Como ele é mais derivado, o seu período de coevolucao é relativamente mais curto.
Porque há poucos casos de P. falciparum no Brasil? O plasmodium é um gênero originado na africa, e que só se expandiu para brasil através dos navios negreiros, como as viagens eram longas e não tinha condições saudáveis, as pessoas que portavam o plasmodium morriam antes de chegar aqui. Os poucos casos que ocorrem, normalmente, são de pessoas que viajaram e voltaram com o parasita. 
Porque floração não ocorre em seres heterotróficos? Devido a alta demanda de energia necessária. Seres autotróficos conseguem energia abundante facilmente, já os heterótrofos necessitam de outros seres para servir como fonte energética. 
Porque ter vários plastídeos pequenos é vantajoso? Devido a melhor distribuição d energia. Com vários plastídeos a energia é melhor distribuída, do que se fosse apenas um plastídeo grande. Outro aspecto que pode-se pontuar, é que se houvesse a perda de um plastídeo, dentre vários outros, as atividades metabólicas da célula não seriam comprometidas, mas se tivesse apenas um sim. 
Por que a ausência de ficocoloides não é um problema para as algas verdes? Ela não habitam os mesmos ambientes que os outros tipos de algas, normalmente tropicais, e elas costumam ser menores, não precisando de tanta resistência e flexidade em resposta aos fatores externos. 
Porque o flagelo de estramenopiles não é considerado uma coinscidencia evolutiva? Estramenopolis possuem poucas sinapomorfias, a principal é o flagelo. Flagelos são estruturas debaixa mutação, dificilmente são modificados ao longo do processo evolutivo. 
Porque mesmo tendo cílios, os opalinídeos são lentos? Porque eles não possuem a infraciliatura, que permite a coordenação do movimento ciliar. 
Porque a doença de chagas é de fácil transmissão? Porque qualquer inseto hematófago pode transmiti-la e ela não se propaga só através de vetores, pode se contrair através de transfusões, etc. 
Porque os jakobídeos são considerados laboratórios vivos? Porque eles possuem mais de 100 genes mitocondriais, conseguiram conservar esses genes. 
Por que a fotossíntese só está presente em alguns grupos de Excavata? Porque ela não surgiu na origem do supergrupo, por isso nem todos os grupos possuem o gene pra isso (condição derivada)
Porque acreditava-se que as rodófitas tinham clorofila-d? porque cianobactérias que vivem associados a seus talos produzem a clorofila-d, e por muito tempo achou-se que elas que produziam . 
Porque a meningoencefalite amebiana primária não é considerada uma zoonose? Porque ela não possui um ciclo de vida especifico. É um infecção oportunista. 
Abrir um 4º domínio para os vírus gigantes. Justifique 
Insertae sedis – Porque chromoalveolata não é considerado um supergrupo? Porque não existem sinapomorfias, estruturais ou ultraestruturaiS, que os definam. 
“macroalgas são do plâncton e microalgas são do bento” FALSA. Meia verdade. Pois existem espécies de macro que flutuam (algas pardas) e espécies de micro que são bentônicas (diatomáceas)
Porque não tem bioiluminescencia em ambiente profundo ? Por que os animais são cegos e se comunicam através de sinais químicos, portanto não há necessidade de luz. 
Descreva como algas vermelhas participam da formação de recifes biológicos.
Algumas espécies apresentam parede celular impregnada por carbonato de cálcio, algas calcárias, exibindo aspecto pétreo, que possuem grande importância na construção de recifes biológicos
Descreva as três fases da tripanossomíase americana e como a doença pode ser tratada em cada uma delas. 
No slide tem alguma coisa 
Como a membrana ondulante é formada e como ela contribui para a movimentação de protozoários parasitas? 
Analise a arvore da vida eucariótica e interprete o significado da ocorrência da fotossíntese em poucos representantes de Rhizaria e Excavata.
A fotossíntese é uma característica distribuída amplamente na árvore da vida eucariótica, no entanto, há poucos organismos fotossintetizantes em algumas linhagens, tais como Rhizaria e Excavata, por que característica nao esta ligada à origem desses clados, como em Archaeplastida. A capacidade de realizar autotrofia nesses casosfoi algo adquirido posteriormente por meio de endossimbioses secundarias. 
Discuta um argumento favorável e outro desfavorável à monofilia de Chromalveolata. 
Explique três características que fortalecem a interpretação de que algas carófitas estariam associadas à origem das plantas terrestres. 
Como plasmódios multinucleados e plasmódios celulares podem ser seguramente distinguidos?
Conceitue florações de algas nocivas.. indique que espécies grupos taxonômicos podem formar florações e explique como fatores ambientais podem desencadeá-los. 
Escolha três caracterisicas e explique como elas podem ser usadas para separar, seguramente, fungos e peronosporomicetos. 
Pseudofungos são estramenópilos, logo, as células flagelados possuem flagelos com mastigonema tripartidos e suas mitocôndrias apresentam cristas tubulares; fungos verdadeiros são opistocontos e os flagelos dos zoóspors são lisos e as cristas das mitocôndrias são planas; Paredes celulares de fungos verdadeiros são compostos por quitina, enquanto os pseudofungos apresentam quitina e ou celulose; Além disso, fungos verdadeiros são caracterizados pelo padrão haploide, já pseudofungos são diploides. 
Discuta a seguinte afirmação: “os hipermastigotos são protistas capazes de digerir a celulose da madeira, vializando a nutrição de insetos xilófagos através de uma relação mutualística. 
Como as primnesiófitas podem afetar os ciclos biogeoquímicos do enxofre e do carbono? 
Elas possuem em seus organismos uma substancia chamada dimetilsulfito (DMS), que é utilizado como osmorregulador, anticongelante e antipredatismo. Essa susbtancia é extremamente volatil....
Discuta porque Archaeplastida é um grupo monofilético, apesar de apresentar 3 linhagens bem definidas de algas. 
O supergrupo Archaeplastida é um grupo monofilético, formado por organismos que possuem células com plastídios fotossintéticos derivados de uma endossimbiose primária, envolvendo, portanto, um procarionte fotossintético (cianobactéria) englobado por um eucarionte. Nesse clado, seus representantes possuem, majoritariamente, plastídios revestidos por duas membranas, mas em algumas espécies eles foram reduzidos ou perdidos secundariamente. Além dessa sinapomorfia, possuem o amido como reserva energética; suas mitocôndrias apresentam cristas planas; não possuem centríolos nas células; apresentam cloroplastos com clorofila a em todos os seus representantes e, geralmente, apresentam uma parede celular composta por celulose. Ele é dividido em 3 linhagens: Glaucophytas, Rhodophytas (algas vermelhas) e Chloroplastida (algas verdes). Mesmo sendo considerados grupos-irmãos, cada linhagem apresenta uma própria estrutura de plastídeos e composição de pigmentos fotossintéticos
Explique três características que fortalecem a interpretação de que algas carófitas estariam associadas à origem das plantas terrestres. 
Admite-se que as plantas terrestres descendem de um ancestral que seria muito semelhante às atuais algas verdes ou às algas carófitas. Algumas das características que evidenciam essa ancestralidade seriam a presença de clorofila a e b tanto nas algas carófitas quanto nas plantas terrestres (embriófitas) o uso de amido como reserva energética; assim como células moveis assimétricas com flagelos laterais. 
Porque as algas verdes são usadas em estudos para a elucidacao de processos ocorrentes em plantas?
Porque um grupo delas, as carófitas, são muito próximas das plantas, compartilhando diversas similaridades; além disso, elas são pequenas e mais fáceis de se cultivar em laborartorio e se manipular, facilitando a pesquisa.
Porque o volvox é um dos organismos mais estudados quando se trata de pesquisadas relacionadas à origem da multicelularidade? 
Por que ele está na fronteira entre a unicelularidade e a multicelularida. Eles não são multicelulares, mas não vivem se não em colônias.
Por que não há respostas sobre a transição das carófitas às plantas? É que a passagem para a terra, provavelmenteocorreu em pântanos, e as algas eram “frágeis” ..(não entendi nada) 
Qual é a vantagem do mastigonema nos flagelos de Stramenopiles? Eles fazem a movimentação da agua para que aproxime partículas de alimenoto e auxiliam na movimentação, tornando-os mais rápidos.
O que justifica a hipótese de uma endossimbiose secundaria com algas vermelhas ? a semelhança do numero demembrana e dos plastídeos. 
Por que não é complicado para as diatomáceas sintetizarem uma parede celular grande? Porque o material utilizado, silício, e extremamente abundante no mar e é pouco utilizado por outros seres. 
Porque as frústulas possuem poros? Para o consumo de nutrientes e liberação deprodutos metabólicos ao meio. 
Porque não há algas gigantes no Brasil? Porque as aguas são pobres em nutrientes, necessários em abundancia para o crescimento delas, e o clima é desfavorável, pois aguas frias são ricas em nutrientes. 
Os opalinídeos tendem a se reproduzir quando seus hospedeiros estão em períodos de reprodução, diga uma hipótese do porque disso acontecer. Eles aproveitam o período de reprodução de seus hospedeiros, para lancarem seus cistos e garantirem a infecção dos girinos que ao filtratem o ambiente quando se alimentarem adquiram alguns cistos. O gatilho disso podem ser hormônios. 
Porque os dinoflagelados giram?Porque seu flagelos fazem um ângulo de90 graus e ambos são ativos, fazendo-os girarem. 
Qual a importância dos cistos para os organismos que os fazem? Proteção, permite a sobrevivenvcia quando as condições são adversas, garantindo o perpetuar da espécie. 
Qual a vantagem da membrana ondulante? Se movimentar melhor em tecidos viscosos. Ela aumenta a mobilidade, dá mais eficiência, o que pros kinetoplastídeos é ótimo. Já que o sangue é viscoso. 
Porque a doença nagana normalmente afeta animais de outros continentes? Porque os animais silvestres africanas apresentam um tempo de coevolucao maior.
Porque as glaucófitas não pertederam a parede células nos plastídeos? Qual a consequência disso? Naoo se sabe a resposta, só especulações, essa parede atrapalha ela. Como resultado temos uma menor diversificação. Entao elas podem estar se extinguindo e atrapalha o funcionamento dos plastídeos. 
Relacao de rodófitas com fotossíntese e parasitismo. Elas utilizam esse parasitismo como forma de complemento. Elas fazem fotossíntese e infiltram seus talos em outras algas e parasitam elas, apenas como complemento nutricional.
Rodofitas são fosseis. Como sabemos que são multicelulares e não uni ? Era um organismo multicelular de forma filamentosa semelhante aos gêneros atuais, o que exclui a possiblidade de serem procariontes. Já que alga é apenas um conceito funcional não tem alor taxonômico, é um eucarionte fotossintético. Por isso é considerado alga.
Porque o agar é um ótimo meio para cultivo de bactérias? Porque não pode ser consumido ou destruído por microrganismos. Ele é inerte
 Como foi possível afirmar a presencao do pirenoide, sintetizam amido, nas algas vermelhas? Eles descobriram ele quando viram concentrações de amido em determinado local. O pirenoide é um conjunto de enzimas, então se esta com uma grande concentração de amido, significa que tem bastante enzima sintetizando sse produto de reserva. 
Porque as rodófitas deddsenvolveram mecanismos para gerar uma grande quantidade de descendentes ao final de sua reprodução sexuada? Porqueelas dependem demais do fator sorte para que ocorra a fecundação, pois o gametas masculinos não nadam e precisam ser levados pela agua ate o feminino. A fecundação so ocorre portanto, quando as correntes os levam para os lugares certos, e essa alta taxa de descendentes é pra compensar isso, além da retenção e nutrição dele. 
Porque a retenção do zigoto não é considerado um parasitismo? Porque a alga retem e nutreo gametófito voluntariamente, não é uma invasão, está no ciclo de vida dela, então eles não estão consumindo a alga, a alga produz pra nutrir os carpósporos também.
Discuta uma possível vantagem da bioiluminescencia. Comunicacao comoutros seres a mesma espécies, fazendo com que se recohecam, atracao de presas.Essa luz pode afugentar pequenos predadores, pode atrair os predadores dos predadores (logica: eu morro, mas você também). Pode ser uma forma de gastar o oxigênio excedente na célula, ou pode não servir para nada e ser apenas uma característica que esta sendo perdida, já que esta espalhada na arvore da vida. Podemos ver que é uma característica difusa pela arvore dos dinoflagelados Se fosse uma característica nova, ela provavelmente estaria encontrada em um ramo do cladogramas, o que não acontece. 
Porque as florações tendem a ser de uma espécie?Diversos fatores, como temperatura, radiação solar, quantidade e presença de determinado nutriente e mesmo a força dos ventos, para favorecer uma espécie e não outras. Por ser uma convergência de fatores muito específicos, é difícil que esses fatores sejam perfeitos para mais de uma espécie naquele mesmo local.
Porque a ocorrência de cistos é importante nas florações?Porque espécies podem ficar encistadas e depositadas no fundo, e com a chegada das condições favoráveis, elas podem eclodir e dar origem a uma nova floração. 
Porque as florações são mais prováveis em ambientes costeiros do que em mar aberto? Os cistos em mar aberto, ficam depositados no fundo e provavelmente nunca voltarão a superfície. As aguas oceânicas são bem mais pobres em nutrientes do que asaguas do ambiente costeiro, e a convergência de fatores ótimos é mais difícil de ocorrer em ambientes tao abertos. Tem um argumento só para os dinoflagelados, de que eles são pocuo comuns em mar aberto, justamente pelas aguas pobres.
Qual a importância da membrana dos apicomplexos ser rígida? Como eles tem que invadir a célula, a membrana mais rígida e “dupla” por causa dos alvéolos, garante que não haja a ruptura, tornando-os mais resistentes.
Porque as maiores vitimas da malária são crianças e elas morrem logo na primeira infecção? Porue elas não tem respota do sistema imunológico.
Porque os sintomas da malária aparecem somente após 10 dias da inoculação? É o tempo necessário para ocorrer todo o ciclo de invasão das hemácias, reprodução atéesgotá-la e ela se romper, que é quando os sintomas se apresentam. Os sintomas vem de substancias produzidas pelo consumo das hemácias (resíduos comoa hemozoína), então quando elas se rompem,é quando a sintomática surge. Além disso, para os sintomas serem consideráveis e fortes,a população tem que crescer primeiro, logo eles ficam mais forte a cada novo ciclo. 
Porque gravidas devem evitar o contato com felinos durante a gestação?Porque felinos são os hospedeiros ideias do T. gondii, que causa a toxoplasmose, e os principais vetores da doença. Se ela entrar em contato com ele, esses protozoários podem entrar em contato com o feto e se alojando nele, causando má formações de membros e etc. Só acontece no feto, pq a mulher provavelmente já tem toxoplasmas no corpo, e só uma nova contaminação que vai causa problema.
Porque o transplante de órgãos não é a solução para a doença de chagas? Porque por mais que vc tenha uma grande concentração de parasitas num órgão especifico, com certeza eles estão alojados em outros tecidos, então transplantar o órga não vai adiantar. 
Qual a diferença entre cistos e trofozoítos? Cistos são formas imóveis, envoltórios fechados que protegem a célula de condições desfavoráveis. Já os trofozoíto são formas ativas que se alimentam e possuem metabolismo ativo e normal. 
Porque as mitocôndrias não possuem a capacidade de autorreplicacao em eucariontes? Porque elas possuem pouquíssimos genes ativos, aproximadamente 20, desse modo elas não possuem autonomia para esse processo, dependem do núcleo.
Qual a relação entre as floração e os cistos? Os cistos se formam quando as condições estão desfavoráveis, quando as condições estão favoráveis novamente, eles eclodem formando novas florações. 
Porque aguas mais fundas são mais ricas em nutrientes?Por que há o acumulo de nutrientes provenientes dos ciclos biogeoquímicos, como no fundo não tem produção primaria, esses nutrientes não são utilizados.
A vacina de babediose garante 97% da eficácia. Por que isso não é suficiente? Os 3% pode criar resistência, DESSE MODO, FICARAM MAIS FORTES, PODEM SE PROLIFERAR E VACINA NÃO ADIANTAR MAIS. 
Porque há menor numero de mortes por P. falciparum no Brasil do que na Africa? 
Comente: “Virus são importantes desaceleradores do fluxo vertical de matéria na agua” 
Discuta dois possíveis argumentos para explicar o elevado numero de espécies conhecidas de protozoários ciliados. 	
Reproducao sexuada – ela aumenta a variabilidade genética, e quando se trata de especiação é de longe mais eficaz que a assexuada. 2) a posição deles na alça microbiana. Grandeparte deles está no topo, o crescimento das bactérias estimula a proliferação de seus predadores microbianos, esses predadores são predados pelos ciliados..... é a logica do aumenta o numero da presa, aumenta a quantidade de alimento pro predador. 
Pseudópodes em planctonicos Eles não se alimentam ativamente, portanto a maior superfície de contato permite que o alimento se agrege em seus pseusópodes e sejam fagocitados por eles, e além disso ajuda na flutuação. 
Discuta como as mudanças climáticas globais podem afetar a diversidade de protistas. Desenvolva sua resposta usando dois diferentes grupos elevados. Acidificacao dos oceanos, que pode levar os foraminíferos e cocolitoforídeos à extinção, pois degrada a testa de carbonato de cálcio (foraminífero) e as escamas de cocolitoforideos. Um pH mais ácido dificulta a precipitação do carbonato, principal constituinte das testas de formainiferos e envoltórios semelhantes. Uma condição ácida afeta a capacidade desses protistas de realizarem a síntese desses componentes da célula. A acidez também afeta a forma com que os elementos químicos são encontrados no ambiente, e assim pode prejudicae a absorcao dos mesmos pelas células.
A coevolucao com as plantas acelerou a evolução dos fungos. 
Porque a diversidade de pigmentos fotossinteticos do fitoplancton de ambientes continentais é menor que no mar. Pura evolução. A vida se originou no mar, bem como a fotossíntese. Dessa forma é simples concluir que a maior parte da diversidade fotossintética divergiu e permaneceu no mar. Poucos foram os grupos que derivaram pra terra. 
Quando falamos em THG, estamos falando de um processo de transferência de material genético, entre espécies. Processos endossimbioticos são possíveis graças ao THG. Uma espécie estabelece uma forte relação ecológica > forma-se uma simbiose > material do hospede é transferido ao hospedeiro. THG é um processo englobado por eventos de endossimbiose. 
ESTUDO DIRIGIDO – BLOCO 2 – FUNDAMENTOS DE DIVERSIDADE
10- Discuta três características que permitem diferenciar seguramente biofilmes microbianos e colônias de microrganismos.Define-se biofilmes microbianos por agregações de microrganismos que acontecem espontaneamente, e colônias por conjunto bem definido de organismos unicelulares de mesma espécie ou táxon intraespecífico, flagelados ou não, que são mantidos unidos por vários meios. Uma característica que nos permite diferenciar eles é que as colônias de microrganismos necessariamente devem ser formadas por indivíduos geneticamente idênticos, já nos biofilmes isso não é necessário e obrigatório. Outra característica importante é que os biofilmes são um tipo de microecossistema, enquanto as colônias são apenas integrantes de um ecossistema. Outro aspecto que podemos mencionar é que os biofilmes, por serem microecossistemas, são relativamente maiores que as colônias, podendo essas então, fazerem oarte desses biofilmes.
11- Conceitue esporos fúngicos e descreva uma situação em que eles são formados por um processo assexual e uma outra situação em que eles são gerados por processo sexual.Os esporos fúngicos são estruturas reprodutivas que vão dar origem à um outro indivíduo, de forma sexuada ou assexuada. Na forma assexuada de ascomicetos, as hfas de dois indivíduosda mesma espécie se fundem formando um corpo de frutificação com hifas dicarióticas (n+n). Em seguida, nas hifas localizadas na extremidade, ocorre a fusão de núcleos, gerando assim, os ascos, que sofre 2 meioses e diversas mitoses, gerando os esporos de forma sexuada, pois há recombinação completa de genes. Na forma assexuada, uma hifa se dferencia e gera esporos assexuados por mitose. 
12- Escolha três tipos morfológicos de colônias e relacione cada um deles uma vantagem derivada da coexistência das células em proximidade física. Não repita as vantagens escolhidas e utilize como exemplos tipos morfológicos de colônias efetivamente vistos na aula pratica de 19/05/2016. Colonias são agregaçoes de células que são geneticamente iguais, de uma mesma espécie, e elas se reúnem para ter alguma vantagem. 
Colônias Globosas temos a vantagem de proteção, pois uma célula sozinha é mais vulnerável à predadores, por isso elas esse tipo de colônia utiliza esse recursos, aumentando seu tamanho, a partir dessas agregações físicas, tornando assim as células menos vulneráveis.
Colonias Planas o formato plano reduz a velocidade de afundamento na água devido ao aumento da superfície de contato, trazendo então o beneficio para células fotossintéticas que precisa ficar em contato com a luz, o afundamento lento ajuda com que elas fiquem na superfície realizem o processo fotossintético de forma eficaz.
 Colonias Filamentosas nesse tipo específico de colônia podemos encontrar um benefício nutricional. Em ciano bactérias temos células não-fotossinteticas especializadas, heterócitos, em fixação de nitrogênio gasoso, transformando-o em aminoácidos e compartilhando esses aminoácidos com as células fotossinteticas vizinhas. E as células fotossintéticas vizinhas compartilham seus produtos com elas. Dentro dessas colônias temos uma forma de especialização associada ao processo de nutrição. Mas o mais importante é que essa distribuição filmaentosa permite que as células compartilhem seus produtos de seus processos metabólicos de forma mais prática. 
13- Considerando que as arqueias apresentam adaptações para viver em ambientes com características abióticas extremas, porque elas são também encontradas em ambientes comuns, como a agua do mar e no corpo humano?As primeiras arqueias foram encontradas em ambientes extremos, com pH acido e altas temperaturas. Depois de um tempo, através de estudos realizados, descobriu-se que essas adaptações não as inviabilizam de estarem em ambientes não extremos. Essas características ancestrais não são universais, pois há expressões genicas também, adaptações, de acordo com o meio. 
14- Por que os estudos metagenomicos revolucionaram a compreensão da diversidade dos procariotos na natureza? A metagenomica é o estudo de genomas de amostras naturais sem precisar de cultivo. Esses estudos revolucionaram a ciencia pois a partir deles que se descobriram a diversidade de procariotos na natureza. Os estudos metagenomicos compreendem essa diversidade sem avaliar as espécies individualmente. Mas mesmo sem saber os nomes das espécies, com o sequenciamento genomico das espécies nas amostras você tem nocao dessa ampla diversidade.
15- Descreva brevemente três efeitos benéficos e três efeitos nocivos causados por fungos a outros organismos em ambientes naturais. - Algumas espécies que ficam associadas aos troncos de árvores, endófitos, e que produzem substancias de acao hormonal que auxiliam no crescimento das árvores. - Alguns deles são agentes decompositores – Se associam à formigueiros cont]ribuindo para a sustentação dos mesmos. *Líquens, é uma espécie de escravização das algas. Pois os fungos se beneficiam muito mais. As algas podem vver sem or fungos tranquilamente. É portanto uma forma de parasitismo ao contrário, pois normalmente o parasita é menor. *Algumas espécies são específicas na infecção de insetos. *Alelopatia – competição entre fungos.
16- Conceitue quórum sensing e explique seu papel na formação de biofilmes microbianos e na virulência de formas patogênicas.Quórum sensing é o processo de comunicação entre as espécies de microrganismos. Atua na produção de biofilmes, pois essas aglomerações se dão após essas comunicações químicas. Certos microrganismos patogênicos apresentam genes que só se manifestam quando estão em contato um com o outro.
17- Uma vez que a mixotrofia aumenta a versatilidade nutricional de seus portadores, por que mixotrófos raramente dominam comunidades microbianas naturais? Apesar dessa vantagem, eles possuem uma imensa versatilidade nutricional. Porque células especializacadas em um único tipo de nutrição tendem a ser mais eficiente que os mixotróficos. Eles não são excluídos, pois sempre há condições quem eles podem se aproveitar de recursos do meio, mas não conseguem fazer um aproveitamento de 100%.
18- Discuta os dois processos mais importantes através das quais as cianobactérias influenciaram decisivamente a diversificação da vida eucariótica na Terra. Oxigenacao da atmosfera e desenvolvimento da heterotrofia .Endossimbiose.- surgimento de plastídeos.
19- Por que não existem zigomicetos que possam ser usados diretamente na alimentação humana como diversos basidiomicetos e ascomicetos?Zigomicetos possuem um ciclo de vida muito rápido, efêmero. Possuem tamanha pequenos e não há corpo de frutificação. 
20- Explique duas razoes que tornam a fagocitose uma forma exclusiva de alimentação exclusiva de eucariontes.A fagocitose só é possível a partir da presença de um citoesqueleto verdadeiro. Seres procariontes,como bactérias, possuem parede celular de composição química, no caso de bactérias composta de peptidoglicano, que não permitem esse recurso.
Por que a diversidade de pigmentos fotossintéticos do fitoplâncton de ambientes continentais é menor do que no mar.

Mais conteúdos dessa disciplina