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ROTIFERA
 
Estão dentro de Gnathiferas e são considerados os menores metazoários.
EXTERNO: apresentam um corpo que pode ser dividido em parte anterior curta, grande tronco e um pé terminal (maior parte do corpo). Parte anterior formada por um órgão ciliar chamado coroa que é característico desse filo. Ela é utilizada para alimentação e nutrição. 
Cíngulo = estrutura que passa por baixo da boca que dá origem aos 2 discos trocais (onde as membranas ficam batendo, isso deu origem ao nome do grupo). 
Apresentam uma lórica longa que reveste o corpo.
Presença de glândulas podais no pé, o que solta uma substância adesiva que os fixa ao substrato. 
Podem sofrer alterações na forma do corpo. Isso se chama ciclomorfose.
PAREDE CORPORAL: não apresentam cutícula, ao invés disso, seu corpo é sustentado por uma rede intracelular de fibras, semelhantes à actina. Presença de uma epiderme fina e sincicial. Poros excretores encontrados em toda a parte do corpo. Apresentam músculos de estriação cruzada. 
LOCOMOÇÃO: locomovem-se rastejando sobre o substrato, nadando com os cílios ou saltando sobre a água utilizando apêndices especializados. 
A coroa retrai-se quando a animal rasteja, e o pé adere-se ao substrato – utilizando a secreção adesiva – o animal então estende o corpo, prende o rostro, solta o pé para movimentar-se. Isso é repetido inúmeras vezes. 
NUTRIÇÃO: boca ventral circundada pela coroa. A boca pode estar diretamente ligada à faringe ou pode apresentar um tubo bucal ciliado ligando a boca à faringe (esse tubo ocorre somente em espécies que se alimentam de partículas em suspensão). 
A faringe ou mástax é uma sinapomorfia dos rotíferos. Ele é oval ou alongado e altamente muscular. Ele porta sete peças grandes interconectadas chamadas de trofos (são compostos por polissacarídeos). Auxilia tanto na captura quando na trituração do alimento. O mástax pode variar muito, pois depende do tipo de alimentação de cada espécie. Existem 9 tipos de mástax registrados. 
A maioria dos rotíferos se alimenta de partículas em suspensão ou é predador. 
Há ainda no interior do mástax a presença de glândulas salivares que se abrem através de dutos, um esôfago, uma faringe, e glândulas gástricas secretoras de enzimas.
EXCREÇÃO: possuem dois protonefrídios na pseudocele, um em cada lado do corpo. Cada protonefídio descarrega em um túbulo coletor. Esses tubos são esvaziados através de uma bexiga que se abre no lado ventral próximo à cloaca. Da bexiga, o líquido sai, através de contrações anais. 
Os protonefrídios funcionam na osmorregulação e na regulação iônica. 
SISTEMA NERVOSO: possui uma massa ganglionar central localizada acima do mástax dando origem a inúmeros nervos que vão desde os órgãos sensoriais até o fim do corpo.
Presença de cílios sensoriais em toda a parte da coroa.
REPRODUÇÃO: sucesso dos rotíferos devido às adaptações reprodutivas desse grupo. Os rotíferos são dióicos ou fêmeas partenogenéticas. Nas espécies que são dióicas, o macho é sempre menos que a fêmea e seus órgãos reprodutivos são sempre degenerados. 
Na partenogênese, os machos encontram-se presentes em apenas algumas épocas da vida. 
Sistema reprodutor feminino = 1 ou 2 ovários localizados no interior da pseudocele. Cada ovo é chamado de germinovitelário (núcleo dos oócitos + vitelário produtor de gema). A gema acumula junto ao oócito, que quando maduros desprendem-se do sincício, passa pelo oviduto, chega à cloaca ou poro genital. 
Sistema reprodutor masculino = 1 testículo e 1 duto espermácio ciliado. 
A cópula se dá por meio de uma impregnação hipodérmica ou por inserções através da cloaca. O pênis adere na cloaca feminina e o macho é puxado pela fêmea. Cada ovo pode conter de 8 a 20 núcleos. Além disso, podem ser livres, fixarem no substrato ou estarem aderidos ao corpo da fêmea. Podem produzir 3 tipos diferentes de ovos: 
- Amictico: tem a casca fina e não pode ser fertilizado, por isso desenvolvem-se por partenogênese em fêmeas amicticas. Não ocorre a meiose quando estão maduros, sendo assim diplóides.
- Mictico: tem casca fina, porém é haplóide. Se eles não forem fertilizados produzem machos haplóides partenogeneticamente. Se forem fertilizados terão cascas duras e resistentes, sendo chamados assim de ovos dormentes. Eles são capazes de resistir à dessecação, podendo ficar anos sem eclodir. Esses ovos também darão origem a fêmeas. 
Esse processo também é chamado de Criptobiose.

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