Logo Passei Direto
Buscar

TCC PÓS LARISSA

Monografia sobre o uso de EPI e análise de riscos ambientais em indústria alimentícia. Estudo de caso em Tarabai‑SP; descreve equipamentos de proteção, prevenção de acidentes e doenças, análise de riscos (químico, físico, biológico, ergonômico, mecânico), metodologia, coleta e resultados.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO
UNIASSELVI-PÓS
MBA EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO
	
IMPORTÂNCIA DO USO DE EPI E ANÁLISE DE RISCOS AMBIENTAIS EM UMA INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA
LARISSA SOUZA ROVIRA
PRESIDENTE PRUDENTE - SP
2018
 LARISSA SOUZA ROVIRA
IMPORTÂNCIA DO USO DE EPI E ANÁLISE DE RISCOS AMBIENTAIS EM UMA INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA
Monografia, apresentada como requisito parcial para conclusão do Curso de MBA em Engenharia de Segurança do Trabalho em convênio entre as instituições Centro Universitário Leonardo da Vinci e UNIASSELVI – Sociedade de Pós-Graduação Ltda.
Orientador(a): Luiz Eduardo de Castro Silva
PRESIDENTE PRUDENTE - SP
2018
RESUMO
O presente estudo foi realizado em uma indústria alimentícia no município de Tarabai-SP, para mostrar a importância do uso de EPI e os riscos ambientais presentes no ambiente de trabalho. Quais os equipamentos necessários, como eles protegem o funcionário, ajudam a evitar acidentes e doenças do trabalho e a análise dos riscos ambientaispresentes, seja ele, químico, físico, biológico, ergonômico e mecânico. 
Palavras-chave: EPC, EPI, Segurança do Trabalho, Ergonomia.
	
ABSTRACT
The present study was conducted in a food industry in the city of Tarabai-SP, to show the importance of the use of PPE and the environmental risks present in the work environment. What the necessary equipment, how they protect the employee, helps to avoid accidents and occupational diseases and the analysis of the present environmental risks, be it chemical, physical, biological, ergonomic and mechanical. 
Key words: EPC, EPI, Work Safety, Ergonomics.
.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................01
2 TEMA E PROBLEMATIZAÇÃO............................................................................03
3 JUSTIFICATIVA.......................................................................................................04
4 OBJETIVOS...............................................................................................................05
4.1 GERAL......................................................................................................................05
4.2 ESPECÍFICOS.........................................................................................................05
5 METODOLOGIA DA PESQUISA...........................................................................06
6 COLETA DE DADOS................................................................................................11
7 RESULTADO E DISCUSSÃO................................................................................20
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................24
 REFERÊNCIAS..........................................................................................................25
1.INTRODUÇÃO 01
Quando falamos em EPI, logo pensamos na era pós-revolução industrial. Mas a evolução dos EPIs começou a acontecer muito antes disso, desde que o homem teve que se proteger pela primeira vez. Considera-se a época das cavernas o momento em que esse conceito se originou, quando os primatas vestiram peles de animais para se proteger. O que nos mostra como a necessidade de proteção é inerente ao ser humano.
Ao longo dos anos, essa necessidade foi ganhando outros contornos e as vestimentas de proteção foram se aprimorando. Não há como falar da evolução dos EPIs sem mencionar, por exemplo, as armaduras e elmos, utilizados por cavaleiros na Idade Média.
A evolução dos EPIs deu um salto na Revolução Industrial, com o surgimento de metalúrgicas, mineradoras e fundições. A Indústria foi em busca de matéria-prima em larga escala a um custo menor em países africanos e asiáticos, desembocando em conflitos com os Balcãs, estopim da Primeira Guerra Mundial.
Quase conectadas, a revolução industrial e a Primeira Grande Guerra apresentam-se como eventos transformadores para a evolução dos EPIs, evidenciando riscos, valores e gerando uma maior conscientização quanto à necessidade de proteção.
No balanço entre guerra e indústria, descobriu-se que grande parte da incapacitação humana acontecia no trabalho – há estudos que consideram ainda mais perdas com a indústria que com as guerras – o que levou à elaboração de medidas preventivas.
Getúlio Vargas trouxe o crescimento da Indústria de Base e, com ele, os riscos ocupacionais. Isso motivou a criação do Ministério do Trabalho, em 26 de novembro de 1930 (História e Revolução dos EPI´s, 2009).
O uso do EPI é necessário porque apesar da tentativa de eliminação de riscos no ambiente de trabalho com medidas coletivas, alguns são inerentes à atividade executada e estão presentes independentemente de qualquer medida de segurança ou mudança no processo de produção. É para reduzir ou eliminar o impacto desses riscos sobre o trabalhador que devesse usar o EPI. (A importância do uso do EPI na indústria, 2016).02
Uma alimentação saudável e livre de contaminação não depende apenas dos produtos utilizados, mas também está relacionada à maneira pela qual ele é manipulado e processado na indústria de alimentos.
Pensando nessa característica e garantindo a segurança do funcionário, alguns EPIs são indispensáveis no dia a dia de trabalho. Muitos deles são considerados medidas de baixo custo em segurança do trabalho e fazem uma diferença enorme na qualidade do serviço (EPIs obrigatórios na indústria de alimentos, José Cláudio Rangel Tavares, 2017).
A NR-09 estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, visando à prevenção da saúde e a integridade dos trabalhadores, através da antecipação reconhecimento, avaliação e consequentemente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais (O que são riscos ambientais e como prevenir, INBEP, 2016). 
Para a elaboração desse trabalho, foi feito um estudo de caso em uma empresa do ramo de alimentos para analisar como é uso dos EPIs na empresa, a sua importância e os riscos ambientais presentes nos ambientes de trabalho.
2. TEMA E PROBLEMATIZAÇÃO 03
Esse trabalho tem foco em analisar a importância do uso dos equipamentos de proteção individual e os riscos ambientais presentes nos ambientes de trabalho de uma indústria alimentícia. Dessa forma irá ser feita pesquisas em relação ao tema e uma visita a uma empresa alimentícia, com intuito de descobrir: o que já foi feito, o que está sendo feito e os objetivos futuros para proporcionar um trabalho cada vez mais seguro. Muitos funcionários adquirem doenças e estão propícios a serem contaminados devido ao ambiente insalubre que laboram. Além disso, será verificado se os funcionários estão usando os devidos EPIs de acordo com a função do seu trabalho.
3. JUSTIFICATIVA 04
É de extrema importância para as pessoas que laboram nesse ambiente, conhecer os riscos ambientais presentes no local de trabalho e os itens de segurança que devem ser utilizado, onde possa proporcionar um trabalho de forma mais segura, oferecendo a preservação da saúde e mais qualidade de vida. Além disso, o profissional em segurança do trabalho deve ter o conhecimento necessário para orientar os colaboradores quanto ao uso correto dos itens de segurança e conscientizá-los em relação aos benefícios que uma ação preventiva proporciona.
05
4. OBJETIVOS
4.1 GERAL
Realizar um estudo sobre a importância do uso de EPI eos riscos ambientais presentes em uma empresa alimentícia. 
ESPECÍFICOS
Verificar os EPIs utilizados pelos funcionários nos ambientes de trabalho;
Verificar se o uso dos EPIs está de acordo com a função exercida em cada ambiente de trabalho;
Analisar os riscos presentes nos ambientes de trabalho.
5 METODOLOGIA DE PESQUISA06
5.1 IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA
Razão Social: PET BOM ALIMENTOS LTDA
CNPJ:11052025/0001-55
CNAE: 10.66-0
Atividade Principal: Fabricação de Ração Animal 
Grau de risco: 3
Endereço Completo: Rua Zeferino Soares Branquinho, 1974
Bairro: Centro 
Tarabai – SP
CEP:19210-000
5.2 CARACTERÍSTICAS DOS AMBIENTES DE TRABALHO 
Os Setores de Alto-Clave, Rotulagem e Administrativo possuem aproximadamente 360m² de área construída, em um barracão de alvenaria, com piso de concreto rústico e cobertura com telhas de metal em estrutura metálica. As paredes não portam janelas e exaustores, portanto possui um sistema de ventilação carente. Na lateral esquerda do barracão estão instaladas quatro Autoclaves, no centro esta instalada a máquina de rotulagem, que ao lado possui uma válvula utilizada para envasar às caixas da ração hidrolisada flavour em Bag, o barracão possui também um pequeno depósito dos materiais utilizados para a rotulagem e montagem das caixas de flavour, armazenado sobre pallets de madeira, e para a locomoção de todos os matérias, é necessário o auxilio de macaco hidráulico. Ao lado direito do barracão possui três salas, sendo duas delas do Setor Administrativo e uma o Laboratório da empresa com aproximadamente 16m² cada, possuindo mesas, cadeiras e computadores e são cobertas com forro PVC e divisórias, as salas possuem janelas de blindes e possuem sistema de refrigeração artificial através de ar condicionado sendo todas elas com pisos de cerâmica. 
CARACTERÍSTICA DOS SETORES DA EMPRESA07
Setor Administrativo:
Responsável em prestar e realizar entrevistas, contratação de funcionários, ordem de compra e venda de materiais, produtos, conferencia de estoque, também é o setor responsável pelos pagamentos diversos.
O trabalho desenvolvido pelo setor tem como objetivo principal à organização e alocação de recursos financeiros, tecnológicos e humanos da indústria.
Número de Funcionários: 3
Setor de Autoclave
O trabalho realizado pelo Setor de Autoclave tem como objetivo principal à esterilização das latas já recravadas, o Autoclave trabalha com uma pressão de 1,3 Bar e alcança uma temperatura de até 121º C, onde a máquina é programada para cessar vapor quando atingir esta temperatura. As latas são mantidas em “Banho Maria” durante uma hora a 121º C, logo após é realizado o resfriamento das mesmas até atingir 45º C este processo dura entorno de uma hora e dez minutos. O Autoclave é esgotado e sua água é enviada para duas piscinas externas (reservatórios).
 Após o resfriamento e o esgotamento, o Autoclave já pode ser aberto para fazer a retirada das latas já esterilizadas. 
Número de Funcionários: 2
Setor de Rotulagem e Embalagens
O Setor de rotulagem e embalagens tem como objetivo datar e rotular as latas já envasadas, com períodos superiores há 10 dias e separar as embalagens já prontas.
Algumas latas sofrem o processo de estufamento, e consequentemente contaminação das mesmas, sendo retiradas do processo.08
Em máquina rotuladeira é realizada a datagem e rotulagem das latas para posteriormente serem empacotadas em fardos contento doze latas. Prontos para serem armazenados. 
Número de Funcionários: 8
Setor de Produção
O Setor de Produção se presta à manipulação da matéria prima destinada aos enlatados, snacks e flavour. O trabalho desenvolvido pelo setor tem como objetivo principal produzir a ração animal que será envasada em latas, bag e embalagens. 
Número de Funcionários: 5
Setor de Envase e Recrave
O trabalho realizado pelo Setor de Envase e Recrave tem como objetivo principal envasar as latas com a ração animal e em seguida recrava -las. A ração animal pronta para ser enlata é armazenada em tanque Pulmão, as latas passam pela máquina envasadora, e em seguida são recravadas.
Número de Funcionários: 4
Setor de Expedição
O trabalho realizado no Setor de Expedição tem como objetivo verificar os pedidos prontos e preparar para o carregamento.
Número de Funcionários: 3
Setor de manutenção e serralheria:
O setor de manutenção e serralheria se presta em realizar manutenções e reparos nos maquinários de todos os setores da indústria.09
O trabalho realizado no setor de manutenção e serralheria tem como objetivo realizar a manutenção mecânica, montando e desmontando máquinas e equipamentos, reparando ou substituindo partes e peças, visando o seu perfeito funcionamento e prolongamento de sua vida útil.
Número de Funcionários: 6
Setor Controle de Qualidade
O Setor de Controle de Qualidade realiza a inspeção e liberação de produtos acabados, realizando todo acompanhamento de processos. Faz conferência de matérias primas, conforme padrão da qualidade, monitora a qualidade da produção na empresa, verifica os procedimentos operacionais de higiene e boas práticas de fabricação.
Número de Funcionários: 2
Setor Caldeira
O Setor de Caldeira se presta em produção de vapor a 7,00Kg/h onde o mesmo é destinado aos Autoclaves. O trabalho realizado pelo Setor tem como objetivo principal, alimentar a caldeira para a geração de vapor que será destinado para o funcionamento dos Autoclaves consequentemente a esterilização das latas. 
Número de Funcionários: 2
10
FIGURA 1 – VISITA PARA CONHECER OS SETORES DA EMPRESA
11
COLETA DE DADOS
6.1 RECONHECIMENTO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS
Foram executados avaliações Quantitativas e Qualitativas “in loco”, nos termos item 15.1.4 c/c os anexos da portaria 3.214/78 NR-15, entrevista com trabalhadores, inspeções no local de trabalho analisando as atividades típicas realizadas no setor visando á caracterização e classificação das atividades e operações com exposição a riscos ambientais (agentes agressivos) capaz de causar danos á saúde e a integridade física dos trabalhadores. Bem como a avaliação da prova de entrega, recebimento, treinamento e uso de EPIs- Equipamentos de Proteção Individual, utilizados e adequados aos riscos dos cargos existentes.
6.2 ANÁLISES QUANTITATIVA E QUALITATIVA NOS AMBIENTES DE TRABALHO
6.2.1 Setor Administrativo
Agentes Ergonômicos: Os funcionários do Setor Administrativo de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes ergonômicos como má postura periódica e em algumas salas falta de plataforma de descanso para os pés. 
Agentes químicos: Os funcionários do Setor Administrativo de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a estes tipos de riscos.
Agentes físicos: Os funcionários do Setor Administrativo de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a estes tipos de riscos.
Agentes biológicos: Os funcionários do Setor Administrativo de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a estes tipos de riscos.12
Riscos Mecânicos ou de Acidentes: Os funcionários do Setor Administrativo de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a estes tipos de riscos.
EPIs Utilizados: Protetor auricular tipo plug, toca descartável (caso o funcionário precise visitar algum setor da empresa) e bota de segurança.
6.2.2 Setor Autoclave
Agentes Ergonômicos: Os funcionários do Setor de Autoclave, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentesergonômicos como esforço físico, transporte manual das gaiolas com latas para colocar e retirar da autoclave.
Agentes químicos: Os funcionários do Setor de Autoclave, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes químicos causados por produtos como Newtron 3210 e 2300 (Anti-corosivo para sistema e resfriamento de água gelada e quente).
Agentes físicos: Os funcionários do Setor de Alto-Clave, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a riscos como calor na abertura do auto-clave.
Agentes biológicos: Os funcionários do Setor de Autoclave, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a agentes biológicos.
Riscos Mecânicos ou de Acidentes: Os funcionários do Setor de Autoclave, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a riscos mecânicos.
EPIs Utilizados: Protetor auricular tipo plug, bota de pvc branca, vestimentas de cor clara, avental impermeável, touca de pano e luva de látex reutilizável.
6.2.3 Setor de Rotulagem e Embalagem13
Agentes Ergonômicos: Os funcionários do Setor de Rotulagem, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes ergonômicos como trabalho em postura desconfortável (em pé), ritmos excessivos, monotonia, repetitividade, controle rígido da produtividade (Trabalho moderado).
Agentes químicos: Os funcionários do Setor de Rotulagem, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes químicos de origem de uso de querosene, tinner e cola. 
Agentes físicos: Os funcionários do Setor de Rotulagem de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a ruído gerado pelo maquina, calor em alguns pontos, pouca iluminação.
Agentes biológicos: Os funcionários do Setor de Rotulagem de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão a riscos biológicos como poeira acumulada nas latas a serem rotuladas.
Riscos Mecânicos ou de Acidentes: Os funcionários do Setor de Rotulagem de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades Estão expostos a riscos de corte em alguns pontos da maquina, armazenamento inadequado das embalagens próximo a maquina, ligações elétricas, iluminação deficiente.
EPIs Utilizados: Vestimentas claras, touca higiênica descartável, luvas de látex reutilizável, protetor auricular tipo plug ou concha e bota de pvc branca.
6.2.4 Setor de Produção
Agentes Ergonômicos: Os funcionários do Setor de Produção, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes ergonômicos como má postura periódica, esforço físico, levantamento e transporte manual de peso, ritmos repetitivos e excessivos.
Agentes químicos: Os funcionários do Setor de Produção, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes químicos derivados de produtos como: ácido ascórbico, vitamina B1, metionina, glutamato mono, sal comum, sorbato de potássio, Banox (antioxidante), pó prague, óleo redutor 220, bissulfato de sódio anidro(pó), levedura de cerveja, levedura de cana, pirofosfato de sódio, dextrose(açúcar), Alho em pasta, lactose(pó), proteína texturizada da soja, soda cáustica liquida, corante urucum, brauzym (enzima em pó), acido fosfórico industrial(liquido), corante carmin 3%(liquido), aromas(carne, peixe, frango(liquido) e goma xantana(pó).
Agentes físicos: Os funcionários do Setor de Produção, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes físicos como ruído constante das maquinas, calor, umidade.14
Agentes biológicos: Os funcionários do Setor de Produção, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes biológicos como resto de matéria-prima CMS ( Carne mecanicamente Separada), sangue do descongelamento da carne.
Riscos Mecânicos ou de Acidentes: Os funcionários do Setor de Produção, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a riscos de corte na hora de colocar a carne no moedor, onde empurram a carne com a mão. 
EPIs Utilizados: Vestimentas claras, bota de pvc branca, luvas látex reutilizável cano longo, protetor auricular tipo concha, avental impermeável, touca higiênica descartável.
6.2.5 Setor de Envase e Recrave
Agentes Ergonômicos: Os funcionários do Setor de Envasa e Recrava, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes ergonômicos como trabalho em postura desconfortável (em pé), monotonia e repetitividade, controle rígido da produtividade. 
Agentes químicos: Os funcionários do Setor de Envase e Recrave, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos graxas, óleo alimentício e óleo reduto 220.
Agentes físicos: Os funcionários do Setor de Envase e Recrave de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes físicos como ruído da própria máquina.15
Agentes biológicos: Os funcionários do Setor de Envase e Recrave, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a agentes biológicos.
Riscos Mecânicos ou de Acidentes: Os funcionários do Setor de Envase e Recrave, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades instalações hidráulicas, falta de espaço para transito de operadores da maquinas.
EPIs Utilizados: Vestimentas claras, bota de pvc branca, touca higiênica descartável, avental impermeável, luva látex reutilizável.
6.2.6 Setor de Expedição
Agentes Ergonômicos:
Os funcionários do Setor de Expedição de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes ergonômicos como má postura periódica, trabalho em posição desconfortável (em pé).
Agentes químicos: Os funcionários do Setor de Expedição de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a esses tipos de riscos.
Agentes físicos: Os funcionários do Setor de Expedição de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a ruído (compressor) e pouca iluminação. 
Agentes biológicos: Os funcionários do Setor de Expedição de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a estes tipos de riscos.
Riscos Mecânicos ou de Acidentes: Os funcionários do Setor de Expedição de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a riscos mecânicos.
EPIs Utilizados: Vestimentas claras, bota de pvc branca, touca higiênica descartável, protetor auricular tipo plug.16
6.2.7 Setor de Manutenção e Serralheria
Agentes Ergonômicos: Os funcionários do Setor de manutenção e serralheria, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes ergonômicos como Má- postura periódica. 
Agentes químicos: Os funcionáriosdo Setor de manutenção e serralheria, de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes químicos causados por manuseio usualmente de produtos como tinner e tinta.
Agentes físicos: Os funcionários do Setor de manutenção e serralheria de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes físicos como ruído periodicamente.
Agentes biológicos: Os funcionários do Setor de manutenção e serralheria de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a estes tipos de riscos.
Riscos Mecânicos ou de Acidentes: Os funcionários do Setor de manutenção e serralheria de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a riscos como operação da maquina de solda, corte de materiais e instalações elétricas em alguns pontos do setor.
EPIs Utilizados: Bota de segurança, vestimentas azul, óculos de segurança, protetor auricular tipo concha, capacete de segurança, luvas de vaqueta, luvas de borracha, avental, perneiras e magotes de raspa de couro, protetor facial para solda, respirador com filtro.
6.2.8 Setor Controle de Qualidade
Agentes Ergonômicos:
Os funcionários do Setor Controle de Qualidade de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes ergonômicos trabalho em posição desconfortável periodicamente, levantamento e transporte manual de pesos, controle rígido da produtividade.
Agentes químicos: Os funcionários do Setor Controle de Qualidade de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a riscos causados por uso de desoxidante, dispersante de lavar.17
Agentes físicos: Os funcionários do Setor Controle de Qualidade de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a ruído com pequena duração, inalação de vapor com produtos químicos.
Agentes biológicos: Os funcionários do Setor Controle de Qualidade de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a poeira e pó de serra.
Riscos Mecânicos ou de Acidentes: Os funcionários do Setor Controle de Qualidade de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades não estão expostos a esses tipos de riscos. 
EPIs Utilizados: Vestimentas claras, jaleco, bota pvc branca, touca higiênica descartável, protetor auricular tipo plug.
6.2.9 Setor de Caldeira
Agentes Ergonômicos:
Os funcionários do Setor Caldeira de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agentes ergonômicos trabalho em posição desconfortável periodicamente, levantamento e transporte manual de pesos, controle rígido da produtividade.
Agentes químicos: Os funcionários do Setor de Caldeira de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a riscos causados por uso de desoxidante, dispersante de lavar.
Agentes físicos: Os funcionários do Setor de Caldeira de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a ruído intenso com pequena duração, calor, madeiras chagam às vezes com pregos, inalação de vapor com produtos químicos, e na descarga de pressão risco de queimaduras.
Agentes biológicos: Os funcionários do Setor de Caldeira de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a poeira e pó de serra.18
Riscos Mecânicos ou de Acidentes: Os funcionários do Setor de Caldeira de acordo com a análise das funções e etapas do processo operacional no desenvolvimento de suas atividades estão expostos a agente de da máquina de serrar lenha sem proteção.
EPIs Utilizados: Vestimenta azul, capacete de segurança, bota de segurança, óculos de segurança, protetor auricular tipo concha, luvas de vaqueta.
FIGURA 2 – MAPA DE RISCO DA EMPRESA
FIGURA 3 - PROCESSO DE TRABALHO NO SETOR ROTULAGEM E EMBALAGEM19
7. RESULTADOS E DISCUSSÕES20
Através da metodologia aplicada neste trabalho e a coleta de dados in loco, foi possível obter os resultados das análises realizadas em cada setor da empresa.
TABELA 1 – RESULTADOS DAS ANÁLISES DOS AMBIENTES DE TRABALHO
	SETOR DA EMPRESA
	RESULTADOS DAS ANÁLISES
	ADMINISTRATIVO
	Os funcionários estão expostos a agentes ergonômicos, como má postura periódica, sendo necessário providenciar para os funcionários do setor a plataforma para descanso dos pés.
	AUTOCLAVE
	Os funcionários do setor estão expostos aos agentes químicos, físicos e ergonômicos. Em relação ao agente ergonômico, no local tem uma cadeira, onde o operador pode descansar enquanto aguarda o tempo da esterilização das latas na autoclave e o mesmo recebeu o treinamento para realizar o carregamento das gaiolas da forma correta, não prejudicando, a sua postura. Os EPIs utilizados estão de acordo com o processo de trabalho realizado.
	ROTULAGEM E EMBALAGEM
	Os funcionários desse setor estão expostos aos 5 agentes de risco. Os mesmos receberam o treinamento e os procedimentos adequado para operação da maquina rotuladeira, para evitar riscos como corte, queimadura ou prensar a mão. Os funcionários utiliza protetor auricular para evitar a exposição aos ruídos. Os EPIs utilizados estão de acordo com o processo de trabalho realizado. É necessária a utilização de respiradores, para protegê-los contra poeiras acumuladas nas latas e o odor do tinner, quando o mesmo for manipulado. Também é necessária a disposição de algumas cadeiras no local, para que os operários possam revessar o descanso durante o período de trabalho, evitando má postura e dores nas costas por ficar muito tempo em pé e por realizarem movimentos repetitivos. Ventiladores para diminuir a exposição ao calor no local e melhorar a qualidade do ambiente de trabalho. Melhorar a iluminação do local.
21
	PRODUÇÃO
	Os funcionários desse setor, estão expostos aos 5 agentes de riscos. Os funcionários utiliza protetor auricular para evitar a exposição aos ruídos. Os EPIs utilizados estão de acordo com o processo de trabalho realizado. Os funcionários receberam treinamento adequado para operar as maquinas e equipamentos utilizados na produção dos patês, e sobre a forma correta para o carregamento de sacarias, carnes na câmara fria e a utilização da paleteira manual para ajudar no carregamento e evitar o esforço físico.
	ENVASE E RECRAVE
	Os funcionários desse setor estão expostos aos 5 agentes de risco. Os mesmos receberam o treinamento e os procedimentos adequados para operação da maquina de envase e recrave, para evitar riscos como corte, queimadura ou prensar a mão. Os funcionários utiliza protetor auricular para evitar a exposição aos ruídos. Os EPIs utilizados estão de acordo com o processo de trabalho realizado. É necessária a disposição de algumas cadeiras no local, para que os operários possam revessar o descanso durante o período de trabalho, evitando má postura e dores nas costas por ficar muito tempo em pé e por realizarem movimentos repetitivos.
22
	EXPEDIÇÃO
	Os funcionários estão expostos a agentes ergonômicos, como má postura periódica e a agentes físicos, como ruídos. Os funcionários desse setor tem um local confortável para descanso durante o processo de trabalho, com cadeira e mesa, para preenchimento dos formulários e utilizam protetor auricular para evitar a exposição aos ruídos. Os EPIs utilizados estão de acordo com o processo de trabalho realizado.MANUTENÇÃO E SERRALHERIA
	Os funcionários estão expostos a agentes ergonômicos, químicos, físicos e mecânicos. Os funcionários desse setor tem um local com cadeiras, para revessar o descanso, durante o processo de trabalho. Os EPIs utilizados estão de acordo com o processo de trabalho realizado para evitar a exposição aos agentes de riscos.
23
	CONTROLE DE QUALIDADE
	Os funcionários estão expostos a agentes ergonômicos, químicos, físicos e biológico; sendo necessário providenciar para os funcionários do setor a plataforma para descanso dos pés. Os EPIs utilizados estão de acordo com o processo de trabalho realizado para evitar a exposição aos agentes de riscos.
	CALDEIRA
	Os funcionários estão expostos aos 5 agentes de riscos. Os funcionários desse setor tem um local com cadeiras, para o descanso, durante o processo de trabalho. Os EPIs utilizados estão de acordo com o processo de trabalho realizado para evitar a exposição aos agentes de riscos.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS24
De acordo com as observações nos ambientes de trabalho, realizada em uma empresa alimentícia, foi possível verificar os riscos presentes em cada setor e constatou-se que os EPIs utilizados pelos funcionários, estão de acordo com o processo de trabalho executado, evitando a exposição aos agentes de riscos ambientais. Na tabela 1, temos os resultados das análises dos ambientes de trabalho, mostrando algumas melhorias necessárias; como o descanso para pés, melhoria na iluminação, ventiladores nos locais com mais exposição a calor; que serão realizadas por parte do empregador, e assim melhorar os ambientes, a qualidade e a segurança do trabalho. Através do mapa de risco, os trabalhadores terão o conhecimento da exposição aos agentes de risco em cada setor da empresa, conscientizando ainda mais sobre a importância do uso dos EPIs. 
REFERÊNCIAS 25
<http://falandodeprotecao.com.br/evolucao-dos-epis/>. Revolução dos EPIs. Acesso: 11 de Dezembro de 2017.
<http://blog.volkdobrasil.com.br/noticias/entenda-a-importancia-do-uso-do-epi-na-industria>. A importância do uso de EPI na indústria. Acesso: 22 de Novembro de 2017.
<https://okup.com.br/blog/3-epis-sao-obrigatorios-na-industria-de-alimentos/>. EPIS QUE SÃO OBRIGATÓRIOS NA INDÚSTRIA DE ALIMENTO. Acesso: 21 de Setembro de 2017. 
<http://blog.inbep.com.br/o-que-sao-riscos-ambientais/>. O QUE SÃO RISCOS AMBIENTAIS E COMO PREVENIR. Acesso: 2 de Dezembro de 2017
NR 13 - http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-13-caldeiras-vasos-de-pressao-e-tubulacoes - 12 de dezembro de 2017 – ministério do trabalho
NR 12 MAQUINAS E EQUIPAMENTOS - http://blog.inbep.com.br/nr-12-entenda-mais-sobre-maquinas-e-equipamentos/ - 8 DE SETEMBRO DE 2017, BLOG INBEP
NORMA REGULAMENTADORA NR 17: Ergonomia. Julho, 1978.
NORMA REGULAMENTADORA NR 13: Caldeiras e Vasos de Pressão. Julho, 1978.
NORMA REGULAMENTADORA NR 12: Maquinas e Equipamentos. Maio, 1984.

Mais conteúdos dessa disciplina