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Divisão Celular - Mitose

Trabalho sobre divisão celular (mitose) que explica fissão binária, fases da mitose (prófase, metáfase, anáfase, telófase), citocinese, mitose vegetal, regulação do ciclo celular, formação de tumor por oncogene, vantagens e desvantagens e quadro-resumo.

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Índice 
1. Introdução ........................................................................................................................... 3 
2. Tipos de Divisão Celular .................................................................................................... 4 
2.1. Fissão binária............................................................................................................... 4 
2.2. Conceitos chaves ......................................................................................................... 4 
2.3. Mitose nos animais ...................................................................................................... 5 
Fases da mitose....................................................................................................................... 6 
a) Prófase ......................................................................................................................... 6 
b) Metáfase ...................................................................................................................... 8 
c) Anafase ........................................................................................................................ 9 
d) Telofase ..................................................................................................................... 10 
2.4. A Mitose na Célula Vegetal ...................................................................................... 10 
Citocinese ......................................................................................................................... 11 
2.5. Regulação do ciclo celular ........................................................................................ 12 
Formação de tumor a partir de oncogene ............................................................................. 15 
Vantagens da mitose............................................................................................................. 15 
Desvantagens da mitose ....................................................................................................... 15 
3. Quadro Resumo ................................................................................................................ 16 
Conclusão ................................................................................................................................. 17 
Bibliografia .............................................................................................................................. 18 
 
 
 
 
 
 
1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abdul Gafar Daúdo 
Atija Mavanga 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Divisão Celular 
MITOSE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Universidade Pedagógica 
Montepuez 
2011 
 
2 
 
Abdul Gafar Daúdo 
Atija Mavanga 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Divisão Celular 
MITOSE 
 
 
 
 
 
 
 
Docente: dr. Leonildo dos Anjos Viagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Universidade Pedagógica 
Montepuez 
2011 
Este trabalho é de carácter 
avaliativo da cadeira de Biologia 
Celular e Molecular, Curso de 
Biologia, 1º Ano. 
3 
 
1. Introdução 
 
O presente trabalho aborda “Divisão Celular - Mitose”, Segundo Muller (2006:51) “A 
mitose é um processo de divisão celular em que ocorre uma duplicação cromossómica para 
cada divisão celular. Assim, a quantidade e a qualidade dos cromossomas da célula-mãe são 
mantidos nas células-filhas”. 
 
Este processo ocorre em quatro fases: Profase, Metafase, Anafase e Telofase (SOARES, 
1997:66). 
Profase – é a etapa mais longa da mitose, onde os filamentos de cromatina se condensam, 
originando umas estruturas grossas e curtas – os cromossomas. 
Metafase – é a etapa onde o fuso acromático se vai ligar aos centrómeros dos cromossomas, 
que já atingiram o encurtamento máximo, formando assim a placa equatorial, onde os 
cromossomas se dispõem voltados para o centro do plano com os braços voltados para fora 
Anafase – dá-se a fragmentação dos centrómeros, separando assim os cromatídeos, passando 
cada um destes a formar agora um cromossoma; as fibras do fuso acromático começam a 
encurtar levando assim os cromossomas para os pólos – ascensão polar; 
Telofase – passa-se exactamente o contrário da profase, ou seja, a cromatina vai 
descondensar e alongar, o fuso acromático dissolve-se, a membrana nuclear irá reaparecer 
dispondo-se à volta dos cromossomas, formando assim dois núcleos novos. 
Terminada a mitose, vai ocorrer então a citocinese, que consiste na separação do citoplasma 
da célula-mãe, em duas partes iguais, originando assim as duas novas células. 
As células procarióticas dividem-se por fissão binária, enquanto as eucarióticas seguem 
um processo de divisão do núcleo, chamada mitose, seguida pela divisão da membrana e do 
citoplasma chamada citocinese. 
O aparelho mitótico é constituído pelos fusos acromáticos, centríolos, ásteres e cromossomas. 
 
O objectivo é de identificar e descrever a mitose e as respectivas fases, permitindo neste 
contexto, pôr em discussão o tema de modo a conhecer integralmente esta parte da divisão 
celular. Este trabalho permite conhecer a mitose como uma forma de reprodução dos 
organismos vivos e as vantagens e desvantagens da mitose. É de salientar que na elaboração 
deste trabalho, usou-se a consulta bibliográfica. 
 
 
4 
 
2. Tipos de Divisão Celular 
 
As células procarióticas dividem-se por fissão binária, enquanto as eucarióticas seguem um 
processo de divisão do núcleo, chamada mitose, seguida pela divisão da membrana e do 
citoplasma chamada citocinese. 
 
2.1. Fissão binária 
 
BURNIE (1994) ―Cissiparidade, divisão simples, bipartição ou fissão binária é o processo 
de divisão celular no qual um organismo unicelular se reproduz em dois por mitose‖. 
 
Fissão binária, cissiparidade ou bipartição é o nome dado ao processo de reprodução 
assexuada dos organismos unicelulares que consiste na divisão de uma célula em duas, cada 
uma com o mesmo genoma da descendente (AMABIS e MARTHO, 2006:352). 
 
2.2. Conceitos chaves 
 
O fuso mitótico ou fuso acromático é uma estrutura celular efémera, constituída por 
microtúbulos. É uma estrutura do citosqueleto das células eucariotas, envolvida na mitose e 
na meiose. Durante a meiose leva o nome de fuso meiótico. A sua função é a de separar os 
cromossomas durante a divisão celular de modo a que sejam incluídos nas células-filha. É 
constituído por feixes de microtúbulos que se alinham longitudinalmente e que no conjunto 
apresentam uma forma do tipo elipsóide. 
 
O fuso orienta os cromossomas para que fiquem centralizados no equador da célula durante a 
metáfase da mitose. Só existe nas células animais, juntamente com os centríolos, nas células 
vegetais aparece sem os centríolos. 
 
O centrossomo é a região específica da célula, situada próxima ao núcleo, onde são 
organizados os microtúbulos. Em células animais, cada centrossomo tem um par de centríolos 
envolvidos por uma região onde os microtúbulos se ligam. 
 
Centríolos ou centros celulares são feixes curtos de microtúbulos localizados no citoplasma 
das células eucariontes, ausentes em alguns protistas, gimnospermas, angiospermas e fungos. 
5Normalmente, as células possuem um par de centríolos posicionados lado a lado ou 
posicionados perpendicularmente. São constituídos por nove túbulos triplos ligados entre si, 
formando um tipo de cilindro. Dois centríolos dispostos perpendicularmente formam um 
diplossomo. Têm origem comum com os centrossomos que dão origem a flagelos e cílios que 
efetuam o movimento em certos tipos celulares e organismos protistas. 
 
O centríolo ajuda na separação das células esticando-se na hora da divisão então os 
cromossomos ficam ali em volta dos tubos do cetríolo e quando acaba a divisão celular os 
cromossomos e centríolos já estão em seus devidos lugares. 
 
Microtúbulos são estruturas protéicas que fazem parte do citoesqueleto nas células. São 
filamentos com diâmetro de, aproximadamente, 24 nm e comprimentos variados, de vários 
micrómetros até alguns milímetros nos axônios das células nervosas. Microtúbulos são 
formados pela polimerização da proteína tubulina. 
 
Cinetócoro é uma espécie de disco de proteínas, localizado no centrômero. Esta é formado 
no final da prófase na região do centrômero, o cinetócoro tem a função de consumir a 
tubulina já no final da divisão celular (mais especificamente na anáfase. Na prófase formam-
se dois cinetócoros na região do centrômero, em direcções opostas e um para cada cromátide. 
Já na metáfase eles se ligam às fibras do fuso provenientes dos pólos opostos da célula. Com 
auxílio de uma "proteína motora" o cinetócoro (juntamente com as cromátides) consome a 
tubulina proveniente dos pólos opostos encurtando o fuso acromático, permitindo assim a 
divisão. 
 
2.3. Mitose nos animais 
 
“Mitose (do grego mitos, fio, filamento; osis, acção) ou cariocinese (do grego karyon, 
núcleo; kinesis, movimento) é o processo de divisão celular no qual ocorrem profundas 
alterações citoplasmáticas e nucleares da célula, visando uma equilibrada distribuição dos 
seus cromossomas para as duas células filhas que vão surgir” (SOARES, 1997:66). 
 
Segundo Amabis e Martho (2004:178) “A mitose é um processo contínuo, com duração entre 
30 e 60 minutos, em que uma célula se transforma em duas células filhas”. 
 
6 
 
Segundo Muller (2006:51) “A mitose é um processo de divisão celular em que ocorre uma 
duplicação cromossómica para cada divisão celular. Assim, a quantidade e a qualidade dos 
cromossomas da célula-mãe são mantidos nas células-filhas”. 
 
JUNQUEIRA e CARNEIRO, (2002) “Mitose (do grego mitos, fio, filamento) é o processo 
pelo qual as células dividem seus cromossomas entre duas células filhas‖ 
 
Assim, a mitose é o processo de divisão celular que ocorre com a duplicação do conteúdo 
genético da célula mãe e posterior divisão em duas células filhas. Tal processo é responsável 
pela multiplicação dos indivíduos unicelulares e pelo crescimento dos pluricelulares, por 
realizar o aumento do número de células. 
 
A mitose é um tipo de divisão muito frequente entre os organismos. Nos unicelulares, serve à 
reprodução assexuada e à multiplicação dos organismos. Nos pluricelulares, ela repara 
tecidos lesados, repõe as células que normalmente morrem e também está envolvida no 
crescimento. 
 
No homem, a pele, a medula óssea e o revestimento intestinal são locais onde a mitose é 
frequente. Nem todas as células do homem, porém, são capazes de realizar mitose. Neurónios 
e célula musculares são dois tipos celulares altamente especializados em que não ocorre esse 
tipo de divisão (ocorre apenas na fase embrionária). Nos vegetais, a mitose ocorre em locais 
onde existem tecidos responsáveis pelo crescimento, por exemplo, na ponta de raízes, na 
ponta de caules e nas gemas laterais. 
 
Fases da mitose 
 
Segundo Soares (1997:66), A mitose cumpreende quatro etapas fundamentais: profase, 
metafase, anafase e telofase. 
 
a) Prófase 
 
È a primeira fase da mitose, em que se começa a notar alteração no núcleo e no citoplasma. 
Com um considerável aumento do volume nuclear e com a condensação da cromatina, 
formando os cromossomas. 
7 
 
Cada cromossoma é constituído de duas cromatides unidas pelo centrómero, o que significa 
que a duplicação dos cromossomas ocorreu antes da prófase, ou seja, na interfase. 
Assim, é nesta fase que se dá as seguintes ocorrências: 
 
Condensação dos cromossomas 
O início da profase é marcado pela condensação dos cromossomas e pela duplicação dos 
centríolos, tornando-os curtos e grossos, cada um dos centríolos resultantes vão migrando 
para os pólos opostos da célula. A cariótica fragmenta-se e o fuso passa a ocupar a zona 
central da célula. Esta permite que os cromossomas se separem uns dos outros e se distribuam 
para células filhas sem sofrer quebras (AMABIS e MARTHO, 2004:180). 
 
Início de formação do fuso acromático 
Esta é outra parte que marca a prófase na formação do fuso mitótico ou fuso acromático. É 
acromático porque este não apresenta cor e não é fácil corar. 
O fuso acromático é o conjunto de microtúbulos (também denominados fibras do fuso) 
orientados de um pólo da célula a outro com a função de conduzir os cromossomas para os 
pólos celulares durante a anafase (AMABIS e MARTHO, 2004:180). 
 
Fig.1– (A) Representação de uma célula animal em início de prófase com o fuso em formação. (B) 
Com aumento, organização geral do fuso com fibras entre os centros celulares e fibras do áster ao 
redor de cada centríolo. 
(Fonte: Amabis e Martho, 2004:180). 
 
Fragmentação carióteca 
Segundo Amabis e Martho (2004:180) ―O acontecimento final da profase dá-se por sinal no 
desaparecimento da carióteca (envoltório nuclear) fragmentando-se em pequenas vesículas 
que se espalham pelo citoplasma. Por fim o material nuclear se mistura com o material 
citoplasmático e os cromossomas ficam desorganizados entre as fibras do fuso acromático‖. 
8 
 
 
Fig.2. – Etapas da profase. A ocorrência principal é a ruptura do envoltório nuclear (carióteca) e o 
aparecimento dos cromossomas. 
(Fonte: Junqueira e Carneiro, 2005:182). 
 
b) Metáfase 
 
A metáfase é a fase mitótica em que os centrómeros dos cromossomas estão ligados às fibras 
cinetocóricas que provêm dos centríolos, que se ligam aos microtúbulos do fuso mitótico. Os 
cromatídeos tornam-se bem visíveis e logo em seguida partem-se para o início da anáfase. É 
nesta altura da mitose, que os cromossomas condensados alinham-se no centro da célula, 
formando a chamada placa metafásica ou placa equatorial, antes de terem seus centrómeros 
repartidos em decorrência do encurtamento das fibras cinetocóricas pelas duas células-filhas, 
fazendo com que cada cromátide-irmã vá para cada pólo das células em formação. 
 
Fig.3- Representação esquemática da união dos cromossomas ao fuso mitótico e formação da placa 
metafásica. 
(Fonte: Amabis e Martho, 2004:181). 
 
1 – Captura dos cromossomas 
por microtúbulos de um dos 
pólos. 
 
2 – Ligação de microtúbulos 
de outro pólo ao cinetócoro da 
cromatide irmã. 
 
3 – Alinhamento dos 
cromossomas, formando a 
placa metafásica 
9 
 
Fig. 4 – Representação esquemática da anafase 
ocorrendo o encurtamento dos microtúbulos 
fazendo os cromossomas serem puxados para os 
pólos. 
(Fonte: Junqueira e Carneiro, 2005:182). 
Fig. 5 – Representação esquemática do 
encurtamento dos microtúbulos que fazem 
os cromossomas serem puxados para os 
pólos. 
(Fonte: Amabis e Martho, 2004:182). 
Ao final da metafase os centrómeros se partem e as duas cromatides de cada cromossoma, se 
separam constituindo-se nesse caso, cromossomas individualizados (SOARES, 1997:67). 
 
c) Anafase 
 
―Éa fase em que as cromatides-irmãs se separam, puxadas para pólos opostos pelo 
encurtamento dos microtúbulos do fuso mitótico‖ (AMABIS e MARTHO, 2004:182). 
 
Uma vez separadas as cromatides e individualizadas como novos cromossomas, esses últimos 
se afastam reciprocamente em direcção aos respectivos pólos vão ter uma aproximação aos 
pólos onde vão formar-se duas células filhas ou conjunto idênticos com mesmas quantidades 
de cromossomas que é acompanhada com a desintegração dos microtubolos incluindo os 
fusos acromáticos. Assim, anáfase caracteriza-se pela migração polar dos cromossomas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando os cromossomas-filhos atingem os pólos das células, termina a anáfase. Assim, cada 
pólo recebe o mesmo material cromossómico, uma vez que cada cromossoma-filho possui a 
mesma informação genética. 
10 
 
d) Telofase 
 
É quarta e ultima fase que ocorre, começa quando os cromossomas chegam nos pólos e 
começa a descondensação (os cromatídeos das células filhas começam a aparecer 
desenrolando, ficando cada vez mais compridos e acabando por ficar indistintos) e a 
membrana celular começa a reconstituir-se e reorganiza os nucléolos das duas células-filhas 
diploides com os seus respectivos centríolos que já se encontravam nos pólos da célula-mãe, 
cujo esse processo é acompanhado pela citocinese (separação parcial do citoplasma em duas 
partes distintas numa célula animal o que não acontece na célula vegetal onde forma uma 
parede no equador) (SOARES, 1997:67). 
 
 (1) (2) (3) 
Fig. 6 – Cada grupo de cromossomas chega ao seu respectivo pólo. 
(Fonte: Soares, 1997:68 [1 e 3] e Amabis e Martho, 2004:179 [2]). 
 
2.4. A Mitose na Célula Vegetal 
A mitose é então considerada como o processo responsável pelo crescimento dos vegetais, 
isto é, no princípio da formação dos vegetais, todas as células do embrião se dividem, mas 
mais tarde são criadas estruturas próprias para a multiplicação celular - os meristemas - onde 
ocorrem sucessivas divisões celulares. Essas estruturas encontram-se nos ápices radiculares e 
formam o meristema apical radicular. E superiores a essas zonas situam-se as zonas de 
alongamento celular, onde ocorre o crescimento das células e sua especificação. Mas nestes 
dois locais as células apresentam-se de maneira diferente, uma vez que têm funções 
diferentes. 
 
No meristema apical radicular as células são pequenas, apresentam núcleos volumosos, 
pequenos vacúolos e citoplasma compacto. Enquanto que na zona de alongamento as células 
são de maior dimensão, alongadas, com vacúolos de grandes dimensões, núcleos pequenos, e 
11 
 
Fig. 7 – Ciclo mitótico nos vegetais. 
(Fonte: adaptado). 
um citoplasma muito reduzido situado entre a membrana celular e os vacúolos. Com estas 
condições as células adquirem assim uma função específica - o crescimento dos vegetais. 
 
Na mitose de células de vegetais superiores, basicamente duas diferenças podem ser 
destacadas, em comparação com que ocorre na mitose da célula animal: 
 
A mitose ocorre sem 
centríolos. A partir de certos 
locais, correspondentes ao 
centrossomos, irradiam-se as 
fibras do fuso. Uma vez que 
não há centríolos, então não 
existe áster. Por esse motivo, 
diz-se que a mitose em 
células vegetais é anastral 
(do grego, an = negativo); 
 
 
Citocinese 
 
Segundo Soares (1997:67) ―A citocinese é a divisão do material citoplasmático e dos 
organelos nele encontrados, que são divididas equitativamente entre as duas metades da 
célula‖. 
Assim, a divisão do citoplasma que leva à individualização das células-filhas difierem 
significativamente para células vegetais e para animais. 
 
Na célula animal (sem parede celular) forma-se na zona equatorial um anel contráctil de 
filamentos proteicos que se contraem puxando a membrana para dentro levando de início ao 
aparecimento de um sulco de clivagem que vai estrangulando o citoplasma, até se separem as 
duas células-filhas. 
 
Nas células vegetais (com parede celular) como a parede celular não permite divisão por 
estrangulamento, um conjunto de vesículas derivadas do complexo de Golgi vão alinhar-se na 
12 
 
região equatorial e fundem-se formando a membrana plasmática, o que leva à formação da 
lamela mediana entre as células-filhas. Posteriormente ocorre a formação das paredes 
celulares de cada nova célula que cresce da parte central para o exterior. (Como a parede das 
células não vai ser contínua, vai possuir poros — plasmodesmos, que permitem a ligação 
entre os citoplasmas das duas células). 
 
Fig.8 – A citocinese numa célula animal (à esquerda) e numa célula vegetal (à direita). Na primeira, 
ocorre uma zona de estrangulamento central. Na segunda, forma-se a lamela média. 
(Fonte: Soares, 1997:69). 
 
2.5. Regulação do ciclo celular 
 
O ciclo celular pode parar em determinados pontos e só avança se determinadas condições se 
verificarem, tais como a presença de uma quantidade adequada de nutrientes ou quando a 
célula atinge determinadas dimensões. A regulação do ciclo celular é realizada por ciclinas e 
por quinases ciclino-dependentes. 
 
Certas células, como os neurônios, param de se dividir quando o animal atinge o estado 
adulto, mantendo-se durante o resto da vida do indivíduo na fase G0. 
Existem três momentos em que os mecanismos de regulação actuam: 
 
Na fase G1 
 No fim desta fase existem células que não iniciam um novo ciclo ou que não estão em 
condições de o fazer, essas células permanecem num estágio denominado G0. 
 As razões para a célula passar para o estádio G0 podem ser: 
 Células que não se dividem mais, essas células permaneceram neste 
estádio até à sua morte, são exemplos os neurónios e as células das fibras 
musculares. 
 Células que não obtiveram a quantidade de nutrientes necessária; 
13 
 
Fig. 9 – Esquema do Controle do Ciclo Celular 
Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Citologia2/nucleo11.php 
 
 Células que não atingiram o tamanho requerido. 
Na fase G2 
 Antes de iniciar-se a mitose existe outro momento de controle - caso a replicação do 
DNA não tenha ocorrido correctamente o ciclo pode ser interrompido e a célula volta 
a iniciar a fase S. 
 
Na metáfase 
 No final da metáfase evidencia-se mais um mecanismo de regulação responsável pela 
verificação da ligação do fuso acromático com os cromossomas, de forma a que migre 
sempre um dos cromatídeos para os pólos. 
 
O Controle do Ciclo Celular e Supressores de Tumores 
Nas células que se dividem activamente, a interfase é seguida da mitose, culminando na 
citocinese. A passagem de uma fase para outra é controlada por factores de regulação - de 
modo geral protéicos – que actuam nos chamados pontos de checagem do ciclo celular. 
Dentre essas proteínas, se destacam as ciclinas, que controlam a passagem da fase G1 para a 
fase S e da G2 para a mitose. 
 
Se em algumas dessas fases houver alguma anomalia, por exemplo, algum dano no DNA, o 
ciclo é interrompido até que o 
defeito seja reparado e o ciclo 
celular possa continuar. Caso 
contrário, a célula é conduzida 
à apoptose (morte celular 
programada). 
 
Outro ponto de checagem é o 
da mitose, promovendo a 
distribuição correcta dos 
cromossomos pelas células-
filhas. O ciclo celular é 
perfeitamente regulado, está 
sob controle de diversos genes e o resultado é a produção e diferenciação das células 
14 
 
componentes dos diferentes tecidos do organismo. Os pontos de checagem correspondem, 
assim, a mecanismos que impedem a formação de células anômalas. 
 
A origemdas células cancerosas está associada a anomalias na regulação do ciclo celular e à 
perda de controle da mitose. Alterações do funcionamento de genes controladores do ciclo 
celular, em decorrência de mutações, são relacionadas ao surgimento de um câncer. 
 
Oncogene é a denominação dada aos genes relacionados com o surgimento de tumores, 
sejam malignos ou benignos. As versões de função normal de oncogenes, os proto-
oncogenes, são genes responsáveis pelo controle da divisão celular (mitose), da diferenciação 
celular e da tradução proteica. Após sofrer uma mutação génica somática, por exemplo, uma 
translocação, amplificação ou mutação pontual um proto-oncogene torna-se eventualmente 
um oncogene. 
 
Duas classes de genes, os proto-oncogenes e os genes supressores de tumor são os mais 
diretamente relacionados à regulação do ciclo celular. Os proto-oncogenes são responsáveis 
pela produção de proteínas que actuam na estimulação do ciclo celular, enquanto os genes 
supressores de tumor são responsáveis pela produção de proteínas que actuam inibindo o 
ciclo celular. Isto é, os proto-oncogenes, quando activos, estimulam a ocorrência de divisão 
celular e os genes supressores de tumor, quando activos, inibem a ocorrência de divisão 
celular. O equilíbrio na actuação desses dois grupos de genes resulta no perfeito 
funcionamento do ciclo celular. 
 
Mutações nos proto-oncogenes os transformam em oncogenes (genes causadores de câncer). 
As que afectam os genes supressores de tumor perturbam o sistema inibidor e o ciclo celular 
fica desregulado, promovendo a ocorrência desordenada de divisões celulares e o surgimento 
de células cancerosas, que possuem as seguintes características: 
 
 São indiferenciadas, não contribuindo para a formação natural dos tecidos, 
 Seus núcleos são volumosos e com um número anormal de cromossomos; 
 Empilham-se sobre a outras em várias camadas, originando um aglomerado de 
células que forma um tumor. Se ficar restrito ao local de origem e for encapsulado, 
diz-se que o tumor é benigno, podendo ser removido; 
15 
 
 Nos tumores malignos, ocorre a metástase, ou seja, as células cancerosas abandonam 
o local de origem, espalham-se por via sanguínea ou linfática, e invadem outros 
órgãos. Esse processo é acompanhado por uma angiogênese, que é a formação de 
inúmeros vasos sanguíneos responsáveis pela nutrição das células cancerosas. 
 
Formação de tumor a partir de oncogene 
 
Durante a divisão celular, é usual ocorrer erros genéticos durante a replicação do DNA. Erros 
esses que são normalmente corrigidos pela maquinaria de reparo de DNA. Quando a 
maquinaria de reparo de DNA falha em consertar um erro na sequência de DNA que 
corresponde ao proto-oncogene, esse erro é mantido, ou seja, ocorre uma mutação. Duas 
situações poderiam ocorrer, considerando tal mutação: 
 
 O produto proteico de um proto-oncogene continua activo e funcional - como em uma 
mutação silenciosa, onde a troca da base azotada permite manter o mesmo 
aminoácido. 
 A mutação confere características oncogênicas às proteínas que antes controlavam a 
divisão celular. O produto proteico do que era um proto-oncogene passa a apresentar 
acção deficiente ou fica inactivado - por ex., por mutação que insere códon de parada 
ou altera a fase de leitura do RNAm - deixando de existir qualquer controlo da divisão 
celular. Quando isto ocorre diz-se que o oncogene foi activado. 
 
Vantagens da mitose 
a) Permite propagar com fidelidade o conteúdo genético. 
b) Nos seres unicelulares a mitose já possui o papel da reprodução em si, uma vez que 
gera dois seres idênticos a partir de um. 
c) Nos seres pluri ou multi celulares, a mitose possui três funções básicas e são elas: 
- Crescimento corpóreo 
- Regeneração de lesões 
- Renovação dos tecidos 
Desvantagens da mitose 
a) Não variabilidade das espécies; 
b) Maior probabilidade de extinção das espécies por variabilidade genética. 
 
16 
 
3. Quadro Resumo 
 
Quadro 1. Mitose – Quadro demonstrativo sintetizado dos principais acontecimentos que 
caracterizam cada fase da mitose. 
PROFASE METAFASE ANAFASE TELOFASE 
Duplicação do centro 
celular e afastamento dos 
novos centrossomos 
Organização dos 
cromossomas na região 
mediana formando a 
placa equatorial. 
Os microtúbulos das 
fibras do fuso começam a 
se retirar, puxando os 
cromossomas para os 
pólos. 
Chegada dos 
cromossomas aos pólos 
da célula. 
Aparece o fuso mitótico 
Os centrómeros se 
quebram e as cromatides 
se separam. 
Os cromossomas formam 
dois grupos, que 
ascendem para os pólos. 
Reestruturação da 
cariomembrana em torno 
de cada grupo 
cromossómico. 
Condensação dos 
cromossomas. Cada 
cromossoma tem dois 
cromatides. 
A constante 
cromossómica (número 
de cromossomas da 
células) se mostra 
duplicado. 
 
Descondensação dos 
cromossomas, com o 
desaparecimento dos 
cromossomas e 
reaparecimento do 
retículo nuclear. 
Desaparecimento da 
cariomembrana. 
Cada cromossoma fica 
ligado pelo seu 
centrómero à uma fibra 
do fuso mitótico/ 
acromático 
 
Duplicação dos centríolos 
nos centróssomos. 
O material nuclear se 
mistura com o material 
citoplasmático. 
 
Citocinese por 
estrangulamento do 
citoplasma (célula 
animal) ou aparecimento 
da lamela média (célula 
vegetal). 
(Fonte: Soares, 1997:69) 
 
 
 
 
 
 
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Conclusão 
 
Feito o trabalho, que aborda a mitose, chega a concluir-se que a mitose é um processo de 
divisão celular em que ocorre uma duplicação cromossómica para cada divisão celular. 
Este processo ocorre em quatro fases: Profase, Metafase, Anafase e Telofase. 
Profase – é a etapa mais longa da mitose, onde os filamentos de cromatina se condensam, 
originando umas estruturas grossas e curtas – os cromossomas. 
Metafase – é a etapa onde o fuso acromático se vai ligar aos centrómeros dos cromossomas, 
que já atingiram o encurtamento máximo, formando assim a placa equatorial, onde os 
cromossomas se dispõem voltados para o centro do plano com os braços voltados para fora 
Anafase – dá-se a fragmentação dos centrómeros, separando assim os cromatídeos, passando 
cada um destes a formar agora um cromossoma; as fibras do fuso acromático começam a 
encurtar levando assim os cromossomas para os pólos – ascensão polar; 
Telofase – passa-se exactamente o contrário da profase, ou seja, a cromtina vai descondensar 
e alongar, o fuso acromático dissolve-se, a membrana nuclear irá reaparecer dispondo-se à 
volta dos cromossomas, formando assim dois núcleos novos. 
Terminada a mitose, vai ocorrer então a citocinese, que consiste na separação do citoplasma 
da célula-mãe, em duas partes iguais, originando assim as duas novas células. 
As células procarióticas dividem-se por fissão binária, enquanto as eucarióticas seguem um 
processo de divisão do núcleo, chamada mitose, seguida pela divisão da membrana e do 
citoplasma chamada citocinese. 
O aparelho mitótico é constituído pelos fusos acromáticos, centríolos, ásteres e cromossomas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Bibliografia 
 
AMABIS, José Mariano e MARTHO, Alberto Rodrigues. Biologia das Células: Origem da 
 Vida 1, 2
a 
ed, Moderna Lda, São Paulo, 2004; 
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JUNQUEIRA, L.C. e CARNEIRO, José. BiologiaCelular e Molecular, 6ªed, Guanabara- 
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MULLER, Susann. B12 - Biologia 12
a
 Classe, 1ª ed, Texto Editores Lda, Maputo, 2006. 
SOARES, José Luís, Biologia, 9ªed, Scipione ltda, São Paulo, 1997. 
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Citologia2/nucleo11.php

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