AUGE E DECLINIO
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AUGE E DECLINIO


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AS TENSÕES CRESCENTES NO SISTEMA MONETÁRIOS INTERNACIONAL E A CRISE DOS ANOS 1970
Leandro José Teixeira Barros [1: Ciências Econômicas, Graduando, Universidade Federal do Maranhão. Email: leandrobarros51@hotmail.com]
Disciplina: Economia Internacional[2: Artigo apresentado à disciplina de Economia Internacional 2 \u2013 Ministrado pela Professora Drª Danielle Queiroz Soares, como requisito parcial para obtenção de 2ª nota.]
\u201cAs manias são ocasionalmente associadas à \u201cirracionalidade\u201d ou psicologia das massas. O relacionamento entre indivíduos racionais e um grupo irracional de indivíduos pode ser complexo. Diversas distinções podem ser feitas, e uma delas é a hipótese da psicologia das massas, um \u201cpensamento de grupo\u201d em que virtualmente todos os participantes no mercado mudam seu ponto de vista ao mesmo tempo e se movem como uma manada\u201d (KINDLEBERGER p.54).
Durante os primeiros quinze anos pós-segunda guerra mundial, houve um período áureo, que perpassou não somente os Estados Unidos, mas o mundo como um todo, chamado de PAX Americana, sob a tutela de Bretton Woods e seus reflexos. O sistema se alicerçou basicamente na exportação de liquidez para o resto do mundo, a fim de financiar países arrasados pela 2ª guerra mundial, num primeiro momento.
\u201cBoa parte desses investimentos destinava-se a financiar a reconstrução d Europa e do Japão mediante investimentos privados de multinacionais americanas e empréstimos governamentais para a renovação de infraestrutura\u201d (WACHTEL, 1988, p.66)
Num primeiro momento Tal acordo, simbolizou o que foi em primeira instância o sucesso da Pax Americana, mas também a principal causa de seu declínio. A exportação de liquidez dos EUA para o mundo reforçou a base econômica de países \u201cajudados\u201d, que souberam aproveitar a incursões de capital público e privado, que num segundo momento, já não faziam com que esses dólares fossem repatriados, de forma que, o déficit do Balanço de pagamentos americanos se voltasse a se equilibrar. De todo modo, a priori, este movimento fora importante para os Estados Unidos que se pautaram num sistema de ajuda mutua. Mas isso não somente fora o sucesso de Bretton Woods, como seu declínio, já que o aumento da competitividade desses países se acentuou significativamente, principalmente na Alemanha e Japão. Isto começou a desequilibrar o sistema, já que com a diminuição da repatriação dos dólares , \u201cos EUA tiveram de garantir o sistema de Bretton Woods vendendo seu estoque de ouro \u2013 este estoque era fixo\u201d. (WACHTEL, 1988, p.66)
Além disso, como o estoque de ouro era fixo, houve uma corrida para adquiri-lo de forma mais proeminente entre 1959 -1961. Nesse contexto, o déficit no balanço de pagamento representava dólares espalhados pelo mundo, já que o excedente desses dólares, não eram mais repatriados, tendo em vista que diminuiu consideravelmente a procura pelos produtos americanos. Assim um ataque especulativo contra o dólar, começou a se esboçar, quando os administradores de carteira começaram a sentir uma cada vez mais dólares em excesso no mundo. A priori, o sistema ofereceu conversibilidades aos dólares em excesso a U$$ 35,00 a onça, confiando no seu estoque, já que possuía mais da metade da reserva de ouro do mundo naquele momento. Com a queda das exportações americanas e crescentes importações do consumidor americano, esse acordo não duraria para sempre. 
Ademais o montante em dólares em poder de estrangeiros, levados ao próprio sentimento dos EUA de \u201cmantenedor\u201d do sistema como potência econômica vigente, obteve fissuras cada vez mais consistentes, já que a quantidade do metal, começou a se tornar quantitativamente incomparável ao montante de dólares no mundo. Ou seja, o mecanismo de ouro tornara-se obsoleto. Acabou que, a saída dos dólares, cada vez mais sistemática, não pôde ser repatriada. Além disso, juntasse a esse problema o temor de que a moeda americana pudesse ser desvalorizada, o que a gerou uma busca incessante pelo ouro, a fim de garantir valorização das suas reservas monetárias. Segundo (WACHTEL, 1988,p.69), \u201cenquanto ainda existisse ouro bastante em Fort Knoxx e antes que os EUA suspendessem a conversão de sua moeda em ouro \u2013 o chamado \u201cfechamento da janela de ouro. Ainda assim os ataques especulativos ao ouro foram sistemáticos durante tal período(1959-1961)
	Sob o governo Kennedy em 1960, houve um a disputa ferrenha entre EUA e Europa. Kennedy tinha como objetivo trazer de volta o pleno emprego, mas obviamente teria que mexer na economia internacional de modo que, pudesse parar a fuga de dólares. O principal objetivo era expandir a economia interna sem que esse fluxo se reverberasse na importação, deteriorando ainda mais o déficit do BP americano. Dito isto, as medidas tomadas por ele foram a pressão sobre o mercado europeu, para aplacar as exportações americanas, além disso, os EUA se retirariam de parte do contributo militar da OTAN. A essa altura os europeus não estavam interessados em manter-se dependentes da moeda americana. E propunham uma unidade monetária alternativa para transações internacionais, que se adequasse ao contexto de 1960. O problema do Mercado comum dada as distancias de finalidade monetárias e a dificuldade de inserção da França como potência inviabilizou tal processo. 
No entanto, no governo Kennedy, houve tentativa de remendo do sistema mediante uma mudança na taxa de juros interna para investimentos financeiros a curto prazo para desestimular saída de dólares e ao mesmo tempo repatriar, os que estavam em poder de europeus, por outro lado a taxa de juros de curto longo prazo com destinação a investimento para crescimento dos EUA fora mantida baixa. Outra política adotada foi o IEJ \u2013 Imposto de equiparação de juros. Tal medida, aplicava uma equiparação entre ou taxa extra sobre os empréstimos de governos empresas estrangeiras tomadas em solo americano, o que tornou o acesso aos dólares mais caros. Essa medida unilateral, não fora atendida por outras multilaterais, nas quais não foram possíveis chegarem ao acordo. Mesmo após a criação do Fundo Comum do Ouro, em que cada pais detentor de boa parte do ouro no mundo seria depositário de uma quantia, o que confrontaria o mercado livre do ouro, caso ultrapasse o preço estipulado em U$$35 a onça, assim o sistema venderia parte do estoque, reequilibrando o preço às reservas, paralelamente a esse o Acordo da Basileia reforçou o sistema como um antidoto à a especulação, o que aumentou os fundos do FMI, para fazer frente ao conceito mais próximo de Keynes, de banco central mundial, ou emprestador de última instancia. 
Logo, a calmaria financeira, cederia lugar a um novo conflito econômico entre Estados Unidos. Sob a tutela nacionalista de Gaulle, tentou-se de todas as formas destronar as reservas de ouro americana. Os franceses viam no metal algo como o porto seguro das negociações. Entre 1967 e 1968, os EUA estavam sob o governo de Lyndon Johnson, sua política teve como foco a guerra do Vietnam e uma política de \u201ccombate\u201d a pobreza. Mas segundo Wachtel (1988), os EUA travavam uma outra frente de guerra do ouro com a França. 
A política de Johnson foi um pouco mais consistente em relação à saída de dólares. Das quais foram desde pedidos para as multinacionais restringirem seus investimentos no exterior. Além de pressionar os países a absorver custos militares na Europa, a fim de sanar a larga saída de dólares. Porém, a Guerra do Vietnam, minou as bases do equilíbrio monetário conseguido até então, pois de alguma forma os dólares americanos gastos na guerra, foram parar nas mãos do governo Francês, que estavam ávidos ao ouro, já que culturalmente, os franceses viam um ouro como um metal forte, eles defendiam tal tese ardorosamente. 
De início a França não conseguira obter êxito na sua empreitada, trocando seu estoque ilimitado de dólares por ouro. Mas durante as circunstâncias da guerra do Vietnam, os dólares entraram em ritmo frenético na zona de guerra, tais dólares, por ironia pararam nas mãos das autoridades francesas, de algum