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DIREITO CIVIL - OBRIGAÇÕES - 1BIM - DO CONCEITO A FACULTATIVAS

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podem ocorrer: ou o devedor cumpre normalmente e extingue a obrigação ou o devedor se torna inadimplente -> credor movimenta o poder judiciário, buscando-se no patrimônio do devedor o quantum necessário.
Obrigação não cumprida -> responsabilidade, é a CONSEQUENCIA jurídica patrimonial do descumprimento da relação obrigacional. 
Das modalidades das obrigações:
OBRIGAÇÕES DE DAR(POSITIVA): DAR COISA CERTA E DAR COISA INCERTA 
OBRIGAÇÕES DE FAZER(POSITIVA)
OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER (NEGATIVA) -> contraída voluntariamente pelo devedor.
OBRIGAÇÕES DE DAR (PRESTAÇÃO DE COISA): 
A obrigação de dar -> A prestação do obrigado é essencial a constituição ou transferência do direito real sobre a coisa móvel ou imóvel. A entrega da coisa tem por escopo a transferência de domínio ou de outros direitos reis.
Ex: Ocasião de um contrato de compra e venda, a transferir o domínio para o credor da prestação, tendo este, então o direito a coisa, embora aquisição do direito fique na dependência da TRADIÇÃO do devedor.
A obrigação de dar, por si só, confere tão somente ao credor MERO DIREITO PESSOAL e não direito real, visto que o credor só adquirirá o domínio pela tradição da coisa pelo devedor -> Propriedade = tradição solene (registro para imóveis).
O credor NÃO poderá requerer ação reivindicatória, porque NÃO há direito real, terá direito, porém de mover ação de INDENIZAÇÃO para ser RESSARCIDO DOS DANOS SOFRIDOS COM O INADIMPLEMENTO.
ESPÉCIES DA PRESTÇÃO DE DAR A COISA
A obrigação da prestação de coisa vem a ser aquela que tem objeto MEDIATO uma coisa que por sua vez pode ser certa ou incerta.
A obrigação será específica se tiver por objeto coisa certa e determinada Ex: Quadro X do Portinari.
E será genérica se seu objeto for indeterminado: Ex: 50 sacas de café.
OBRIGAÇÃO DE DAR COISA CERTA
Uma coisa inconfundível com outra de modo que o devedor é obrigado a entregar a própria coisa designada em do art 313.
Para constituir dação em pagamento, deverá celebrar um acordo com o credor, porque não lhe é permitido alterar, unilateralmente, o objeto da prestação.
Obrigação de dar coisa certa abrange os acessório
Ex: entregar Chácara pouso alegre. -> incluindo as pertenças
OBRIGAÇÃO DE RESTITUIR -> não tem por escopo a transferência da propriedade, destinando-se apenas a proporcionar o uso, fruição ou posso direta da coisa temporariamente.
Caracteriza-se por uma devolução. Devedor não devolveu -> cometerá esbulho. 
Inquilino -> ação de despejo
Havendo destruição total da coisa, que deve ser restituída, sem que tenha havido culpa do devedor, o credor por ser o proprietário arcara com os prejuízos e a obrigação se extinguira – art. 238.
Todavia, se houver culpa do devedor responde: valor da coisa + perdas e danos
Deterioração sem culpa do devedor-> o credor deverá receber no estado em que se encontra -:> sem indenização.
Deterioração com culpa do devedor -> valor + perdas e danos (podendo aceitar o bem)
Se a coisa valorizar ( frutos, benfeitorias, melhorias) sem despesa ou trabalho do devedor = lucrará o credor sem pagar indenização porque a coisa lhe pertence.
CONSEQUÊNCIA DA PERDA OU DA DETERIORAÇÃO DA COISA CERTA
O devedor deverá ñ só velar pela conservação da coisa certa que deve entregar ao credor (art. 239), mas também defende-la contra terceiros.
OBJETO SE PERDER (NÃO HAVENDO CULPA DO DEVEDOR E PERDIDA ANTES DE EFETUADA A TRADIÇÃO OU PENDENTE A CONDIÇÃO SUSPENSIVA) = RESOLVE-SE A OBRIGAÇÃO
Compra e venda = prejuízo do vendedor – Após a tradição = prejuízo do comprador 
Deterioração sem culpa do devedor => cabe ao credor escolher se considera extinta a obrigação ou se aceita o bem no estado em que se encontra 
Deteriorioração com culpa => poderá o credor exigir o equivalente ou aceitar a coisa do jeito que está + perdas e danos. 
Perecendo com culpa => Devedor responde pelo equivalente, isto é, pelo valor que a coisa tinha no momento em que pereceu + perdas e danos. 
CÔMODOS NA OBRIGAÇÃO DE DAR COISA CERTA
Vantagens produzidas pela coisa nas relações obrigacionais em que o devedor deve dar coisa certa, os seus melhoramentos (modificações que a melhora) e acrescidos pertence ao devedor, pelos quais pode exigir aumento no preço ou a resolução da obrigação, se o credor concordar (CC, art 237).
Bem com benfeitorias -> devedor fará jus a um aumento no preço -> se não for assim o credor receberia coisa mais valiosa.
Quanto aos frutos, percebidos até a tradição são do devedor, pois a condição de proprietário lhe dá- esse direito de fruição e os pendentes ao tempo da tradição são do credor -> acessório segue o principal.
OBRIGAÇÃO DE DAR COISA INCERTA
Ou obrigação genérica.
Consiste na relação obrigacional em que o objeto, indicado de forma GENÉRICA NO INÍCIO DA RELAÇÃO, vem a ser DETERMINADO MEDIANTE A UM ATO DE ESCOLHA, POR OCASIDO DO SEU ADIMPLEMENTO.
Sua prestação indeterminada, suscetível a determinação -> Obrigação de dar coisa incerta se transforma em coisa certa
- O devedor deverá levar em consideração as condições estabelecidas no contrato. 
-> Não havendo -> não pode dar coisa e nem ser obrigado a dar melhor, TEM QUE SER MEDIANA.
PRECEITOS LEGAIS QUE A DISCIPLINAM
A sua prestação não apresenta indeterminação em sentido absoluto, pois a coisa incerta será indicada ao menos PELO GENERO E QUANTIDADE, art 243. Sem precisar a quantidade -> nada prometeu.
O estado de indeterminação é TRANSITÓRIO. Para que tal obrigação de dar coisa incerta seja suscetível ed cumprimento É PRECISO QUE A COISA INDETERMINADA SE DETERMINE POR MEIO DE UM ATO DE ESCOLHA OU SELEÇÃO DE COISAS CONSTANTES DO GÊNERO.
Essa escolha chama-se CONCENTRAÇÃO.
Incumbe as partes estabelecer a quem cabe tal escolha (credor, devedor ou terceiro) -> Se as partes não estipular nada, de acordo com CC cabe ao devedor.
Após a escolha pelo devedor, cientificado desta o credor, a obrigação passa a ser de dar coisa certa, regendo-se pelas normas condizentes dessa obrigação. 
OBRIGAÇÃO DE SOLVER DIVIDA EM DINHEIRO
*Obrigação de dar.
* Abrange a prestação consistente EM DINHEIRO, REPARAÇÃO DE DANOS E PAGAMENTOS DE JUROS = DIVIDA PECUNIARIA
Obrigação pecuniária -> fixação do valor
A prestação não é de coisa, mas de VALOR.
A dívida pecuniária é a obrigação ode valor nominal (atribuído pelo Estado por ocasião da emissão da moeda, não se admitindo que seja contraído pelo valor aquisitivo da moeda, traduzido pela quantidade de bens ou serviços que podem ser adquiridos com a unidade monetário)
Nula as convenções de pagamentos em outra moeda -> art 318.
NÃO SE APLICA -> a contratos de importação e exportação e compra e venda de cambio geral. 
OBRIGAÇÃO DE FAZER
A obrigação de fazer é aquela que vincula o devedor a prestação de um serviço ou ato positivo material ou imaterial, seu ou de terceiro, em benefício do credor ou terceiro.
Tem por objeto: QUALQUER COMPORTAMENTO HUMANO LÍCITO E POSSÍVEL do devedor ou de outra pessoa a custa dele (alguém podar rosas do jardim) seja a realização de um serviço intelectual, artístico ou cientifico, seja ele, ainda a pratica de certo ou negócio jurídico, que não configura execução de qualquer trabalho .
DIFERENÇAS ENTRE A OBRGAÇÃO DE DAR E A DE FAZER
Tanto na obrigação de dar como a de fazer constituem obrigações positivas que muitas vezes se mesclam .Na compra e venda tem obrigação de entregar a coisa vendida (dar) e responder pela evicção e vícios redibitórios (fazer)
PRESTAÇÃO
OD-> na entrega de um objeto, sem que tenha que fazê-lo
OF-> um ato ou confecção de uma coisa para entregar depois.
TRADIÇÃO
OD -> imprescindível
OF -> não se verifica a mesma coisa
PESSOA
OD -> A pessoa do devedor fica em plano secundário, visa-se apenas a aquisição ou a restituição do bem, não importando se A ou B art 304 e 305
OF -> Obrigação personalíssima, o devedor passa a ter significado especial, pois o ato deve ser praticado pelo próprio

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