A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
835 pág.
Parasitologia   Rey

Pré-visualização | Página 3 de 50

entre parênteses) dos
países do Cone Sul (OMS,
2002).
No Brasil, baixou de 5%
para 0,3%, no grupo de 0 a
7 anos. A doença de Cha-
gas residual subsiste agora
quase só entre adultos os
sobreviventes.
Agora, um programa
de vigilância epide-
miológica ocupa-se de
monitorizar a situa-
ção.
3131
Leituras complementaresLeituras complementares
ALENCAR,ALENCAR, JJ..EE.. –– HistóriaHistória NaturalNatural dada DoençaDoença dede ChagasChagas nono EstadoEstado
dodo CearáCeará.. Fortaleza,Fortaleza, ImprensaImprensa UniversitáriaUniversitária dada UFCUFC,, 19871987 [[341341
páginas]páginas]..
DIAS,DIAS, JJ..CC..PP && COURA,COURA, JJ..RR.. –– ClínicaClínica ee TerapêuticaTerapêutica dada DoençaDoença dede
ChagasChagas.. UmaUma abordagemabordagem práticaprática parapara oo clínicoclínico geralgeral.. RioRio dede
Janeiro,Janeiro, FIOCRUZ,FIOCRUZ, 19971997 [[486486 páginas]páginas]..
REY,REY, LL.. –– BasesBases dada ParasitologiaParasitologia.. 22aa ediçãoedição.. RioRio dede Janeiro,Janeiro,
GuanabaraGuanabara--Koogan,Koogan, 20022002 [[380380 páginas]páginas]..
REY,REY, LL.. –– ParasitologiaParasitologia.. 33aa ediçãoedição.. RioRio dede Janeiro,Janeiro, GuanabaraGuanabara--
KooganKoogan--,, 20012001 [[856856 páginas]páginas]..
SILVEIRA,SILVEIRA, AA..CC.. ee outrosoutros –– OO controlecontrole dada DoençaDoença dede ChagasChagas nosnos
PaísesPaíses dodo ConeCone SulSul dada AméricaAmérica.. HistóriaHistória dede umauma iniciativainiciativa
internacional,internacional, 19911991--20012001.. Uberaba,Uberaba, FaculdadeFaculdade dede MedicinaMedicina dodo
TriânguloTriângulo Mineiro,Mineiro, 20022002 [[316316 páginas]páginas]..
WORLDWORLD HEALTHHEALTH ORGANIZATIONORGANIZATION –– ControlControl ofof ChagasChagas DiseaseDisease..
WHOWHO TechnicalTechnical ReportReport Series,Series, 905905.. Geneva,Geneva, WHO,WHO, 20022002 [[109109
páginas]páginas]..
1
PARASITOLOGIA 
MÉDICA
PARASITOLOGIA 
MÉDICA
3. LEISHMANÍASES CUTÂNEAS3. LEISHMANÍASES CUTÂNEAS
Complemento multimídia dos livros “Parasitologia” e “Bases da Parasitologia 
Médica”. Para a terminologia, consultar “Dicionário de termos técnicos de
Medicina e Saúde”, de
Luís Rey
Fundação Oswaldo Cruz
Instituto Oswaldo Cruz
Departamento de Medicina Tropical
Rio de Janeiro
2
Leishmaníases cutâneas e Leishmaníases cutâneas e 
mucocutâneasmucocutâneas
As leishmaníases do Novo MundoAs leishmaníases do Novo Mundo
3
Gênero Gênero LeishmaniaLeishmania
Numerosos protozoários desse gênero
infectam o homem nas regiões quentes do
Velho e do Novo Mundo, sendo trans-
mitidos por insetos da família Phlebo-
tomidae.
Em função de suas afinidades, as
Leishmania do Continente Americano são
agrupadas em “complexos”, cada um com
várias espécies:
Complexo Leishmania braziliensis,
Complexo Leishmania mexicana,
Complexo Leishmania donovani.
As doenças que produzem são chama-
das leishmanioses, ou melhor, leishma-
níases.
Em seu ciclo vital, essas leishmânias
apresentam apenas 2 formas:
Amastigota, nos vertebrados;
Promastigota, no tubo digestivo dos
insetos.
Estrutura das leishmânias:
A, forma amastigota; B, forma
promastigota.
4
O complexo “L. braziliensis”O complexo “L. braziliensis”
Grupo de espécies americanas cujas
formas amastigotas intracelulares são
relativamente pequenas (medem cerca
de 2,3 m ).
Produzem lesões simples ou múl-
tiplas da pele e metástases nas
mucosas nasais e orofaringianas, mas
não invadem as vísceras.
Crescem pobremente em meios de
cultura.
Pertencem a esse complexo:
Leishmania braziliensis
Leishmania panamensis
Leishmania guyanensis
Leishmania peruviana
A
B


m
Na figura, comparação entre: (A) L. braziliensis, do complexo
braziliensis e (B) L. amazonensis, do complexo mexicana.
5
O complexo “L. mexicana”O complexo “L. mexicana”
Os parasitos desse grupo produzem
lesões benignas da pele e não dão
metástases nas mucosa.
Os amastigotas intracelulares são
maiores que os de L. braziliensis, pois
medem 3,2 m de comprimento.
Os flagelados crescem bem em
meios de cultura e no hamster.
Fazem parte desse complexo pelo
menos as espécies seguintes:
Leishmania mexicana
Leishmania amazonensis
Leishmania pifanoi
A
B
10

m
Na figura, comparação entre: (A) L. braziliensis, do complexo 
“braziliensis” e (B) L. amazonensis, do complexo mexicana.
6
Reprodução em macrófagos
Macrófago tendo uma
leishmânia fogocitada em
seu vacúolo digestivo.
As leishmânias têm por hábitat os
vacúolos digestivos de células do
sistema fagocítico mononuclear,
onde se multiplicam sob a forma
amastigota.
No interior do macrófago
ela se multiplica até destruí-
-lo, quando então passa a
invadir novas células.
7
Os vetores das leishmaníasesOs vetores das leishmaníases
Os flebotomíneos que
transmitem as leishmaníases
nas Américas são insetos do
gênero Lutzomyia, ao passo
que, no Velho Mundo, são do
gênero Phlebotomus.
Esses insetos põem seus
ovos no solo úmido dos
bosques e florestas, em
matas secundárias ou em
algumas plantações.
As larvas transformam-se
em insetos adultos ao fim de
um mês ou mais.
Somente as fêmeas são
hematófagas e necessitam
ingerir sangue para que
possam pôr ovos; mas sugam
também plantas, como fazem
os machos.
Elas se alimentam sobre
animais silvestres, mas algu-
mas espécies picam também
as pessoas, respondendo
então pela transmissão de
doenças humanas.
8
Transmissão das leishmaníasesTransmissão das leishmaníasesTransmissão das leishmaníasesTransmissão das leishmaníases
Os flebotomíneos infectam-se
quando picam os pacientes com
leishmaníases.
No tubo digestivo dos insetos,
a reprodução do parasito faz-se
sob a forma promastigota e é tão
intensa que chega a bloquear o
mecanismo de sucção.
Os insetos bloqueados aspi-
ram sangue, mas não conse-
guem ingeri-lo.
Depois de alguns esforços, os
músculos da faringe relaxam e o
sangue aspirado é regurgitado de
mistura com os flagelados.
Isso ocorre toda vez que
fizerem novas tentativas de
alimentação sobre outras pes-
soas, infectando-as.
Reprodução das leishmânias em 
cultura, morfologicamente como nos 
insetos
9
Leishmaníase mucocutânea Leishmaníase mucocutânea 
por por Leishmania braziliensisLeishmania braziliensis
Também recebe nomes
como leishmaníase cutâneo-
-mucosa, espúndia, úlcera de
Bauru ou ferida brava.
Os parasitos inoculados
pelos flebotomíneos e fagoci-
tados por macrófagos da pe-
le (histiócitos) transformam-
-se em amastigotas e perma-
necem no interior dos vacúo-
los.
Eles são refratários à
digestão pelos macrófagos.
No indivíduo não-imune, as
lesões iniciais são do tipo
pápulo-vesiculoso, por vezes
com linfangite e adenite
satélite.
10
Leishmaníase mucocutânea Leishmaníase mucocutânea 
por por Leishmania braziliensisLeishmania braziliensis
Além de se multiplicarem
até destruírem a célula hospe-
deira, as leishmânias provocam
um aumento considerável dos
histiócitos, que, assim, passam
a endocitar mais e mais para-
sitos, ampliando a extensão
das células infectadas e das
lesões leishmanióticas.
Nas lesões não-ulceradas,
há hipertrofia do epitélio e um
crescimento tecidual que pode
ser de tipo verrucoso ou papi-
lomatoso.
Na foto, jovem com uma lesão úlcero-
crostosa da pele. Doc. do Prof. C.M.
Aguilar, Valência, Venezuela.
11
Relações parasito-hospedeiro
Lesão recente ulcerada com 
aspecto típico.
Em geral, a pápula inicial
termina por ulcerar.
A úlcera apresenta bordas
salientes, talhadas a pique e
com fundo granuloso.
Ela é pouco exsudativa e
indolor.
Essa lesão inicial, no local da
picada, pode acompanhar-se de
outras, de natureza metastática.
Admite-se que a disseminação
no organismo possa fazer-se
tanto por via hematogênica
como por via linfática.
12
Leishmaníase