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11 clinica cirurgica Romulo Passos

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mais agradável 
para o paciente pela indução de sedação física e psíquica, e de assegurar condições mais 
favoráveis para o trabalho do anestesiologista. As finalidades da MPA são as seguintes: 
 
 
 
 
 
 
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 Redução da ansiedade 
 Sedação 
 Amnésia 
 Analgesia 
 Redução das secreções das vias aéreas 
 Prevenção de respostas a reflexos autonômicos, redução do volume do conteúdo 
gástrico e aumento do seu pH 
 Efeito antiemético 
 Redução das necessidades de anestésicos 
 Facilitação de indução suave da anestesia 
 Profilaxia de reações alérgicas 
Todavia, quem proporciona o efeito anestésico é o próprio anestésico, e não a 
medicação pré-anestésica. Logo, o gabarito é a letra D. 
 
24. (Exército Brasileiro/2011-EsFCEx/RP) O Óxido Nitroso (N2O) é frequentemente 
utilizado no processo anestésico por: 
a) promover bom relaxamento. 
b) impedir a depressão do miocárdio. 
c) não se associar a outros agentes voláteis. 
d) não causar hipóxia mesmo sendo administrado em altas dosagens. 
e) ter indução e recuperação rápidas, além de ter efeitos aditivos para outros anestésicos. 
COMENTÁRIOS: 
A anestesia geral é um estado de inconsciência reversível, caracterizado por amnésia, 
analgesia, depressão dos reflexos, relaxamento muscular e depressão neurovegetativa, 
resultante da ação de uma ou mais drogas no sistema nervoso. Tem como objetivo a 
depressão irregular e reversível do sistema nervoso central, produzida por fármacos, que 
determinarão graus variados de bloqueio sensorial, motor, de reflexos e cognição. 
Existem 3 tipos de anestesia geral: inalatória, intravenosa e balanceada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Como em todos os tipos da anestesia geral existe o importante comprometimento do 
sistema nervoso central, é necessário que o paciente tenha a permeabilidade das vias aéreas 
garantida e, para isso, faz-se necessária a intubação traqueal. 
Na anestesia geral inalatória, os agentes anestésicos voláteis são utilizados sob 
pressão e o estado de anestesia é alcançado quando o agente inalado atinge concentração 
adequada no cérebro, levando à depressão. 
Vários são os agentes inalatórios disponíveis, cada um com suas vantagens e 
desvantagens, que necessitam ser conhecidos pela equipe para se prestar assistência de 
qualidade ao indivíduo operado. Os mais comumente utilizado são: oxido nitroso (N2O) e 
halogenados (alotano, influrano, isoflurano, cevoflurano, desflurano, metoxiflurano). 
Com relação aos efeitos no sistema nervoso central (SNC), o oxido nitroso (N2O) 
produz inconsciência de forma rápida, porém é um analgésico fraco e potencializa o efeito 
hipnoanalgésicos e dos barbitúricos. 
Na anestesia geral intravenosa, a infusão de drogas é realizada, como o próprio nome 
diz, por uma acesso venoso, tendo como meta atingir os 5 elementos de uma boa anestesia. 
Para isso, são empregados os anestésicos venosos não opióides (barbitúricos, cetamina, 
droperidol, etomidato, propofol e benzodiazepínicos), opióides (fentanil, alfentanil, 
sulfentanil e remifentanil) e bloqueadores neuromusculares. 
A anestesia geral balanceada é aquela realizada pela combinação de agentes 
anestésicos inalatórios e intravenosos. Esse tipo de anestesia tem sido amplamente 
empregado nos mais diversos tipos de procedimentos cirúrgicos. 
A partir do exposto, constatamos que o gabarito da questão é a letra E. 
 
4- SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS ANESTÉSICA (SRPA) 
A sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) é o local destinado a receber o paciente 
em pós-operatório imediato até que recupere a consciência e tenha seus sinais vitais estáveis. 
A assistência prestada ao paciente na SRPA requer cuidados constantes, porque é uma fase 
delicada do pós-operatório, necessitando de uma monitorização constante e controle de sua 
evolução. Para a prestação do cuidado em tais condições críticas é necessário que a equipe de 
enfermagem esteja em constante estado de alerta para atuar de maneira rápida e eficiente; 
 
 
 
 
 
 
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compete ao enfermeiro considerar os diversos fatores de risco existentes relacionados ao 
trauma anestésico-cirúrgico. 
Conforme o Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará, a SRPA é uma 
unidade de cuidados específicos cuja função é garantir a recuperação segura da anestesia e 
prestar cuidados pós-operatórios imediatos a pacientes egressos das salas de cirurgias. 
Entretanto, os pacientes com indicação de tratamento intensivo, pacientes graves e/ou de risco 
devem ser encaminhados a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Além disso, é requisito 
obrigatório que a SRPA disponha de meios adequados para lidar com doentes portadores de 
enfermidades infectocontagiosas, de maneira que estes não ofereçam riscos adicionais aos 
demais pacientes nem ao corpo funcional da unidade. 
Dessa forma, caso a SRPA não disponha de meios adequados para lidar com pacientes 
infectados sem oferecer riscos aos demais pacientes, estes não deverão ser admitidos na sala 
de recuperação pós-anestésica. 
Já os pacientes que foram submetidos à anestesia geral, cirurgia demorada, ou que 
apresentam períodos de hipotensão e/ou grandes hemorragias, ou que estejam na iminência de 
tê-las novamente devem ser admitidos na sala de recuperação pós-anestésica. 
O paciente nesse período necessita de monitorização constante e controle de sua 
evolução. 
 Cuidados de enfermagem: 
 Conferir a identificação da paciente; 
 Fazer exame físico; 
 Monitorar FC, PA, Saturação de oxigênio, temperatura, nível de consciência e 
dor; 
 Manter vias aéreas permeáveis; 
 Instalar nebulização de oxigênio; 
 Oximetria periférica < 92%; 
 Promover conforto e aquecimento; 
 Verificar condições do curativo (sangramentos), fixação de sondas e drenos; 
 Anotar débitos de drenos e sondas; 
 Fazer balanço hídrico se necessário; 
 
 
 
 
 
 
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 Observar dor, náusea e vômito e comunicar anestesiologista; 
 Minimizar fatores de estresse; 
 Orientar o paciente quanto ao termino da cirurgia, garantir sua privacidade e 
zelar por sua segurança; 
 Aplicar o índice de Aldrette e Kroulik a fim de estabelecer os critérios de alta 
as sala de recuperação anestésica. Receberá alta se o valor da escala de Aldrete 
e Kroulik estiver acima de 8. 
O Índice de Aldrete e Kroulik foi criado e validado em 1970. Em 1995 foi submetido a 
uma revisão pelos próprios autores. É utilizado, desde sua criação, na avaliação e evolução 
dos pacientes no período pós-anestésico pela análise da atividade muscular, da respiração, da 
circulação, da consciência e da saturação de oxigênio. A pontuação varia de 0 a 2 pontos para 
cada parâmetro, na qual o zero (0) indica condições de maior gravidade, a pontuação um (1) 
corresponde a um nível intermediário e, a dois (2) representa as funções restabelecidas. Ao 
final de cada avaliação é efetuada a soma desses escores. Um total de oito (8) a dez (10) 
pontos indicam que o paciente está em condições de alta da SRPA. Essa somatória é atingida 
pela maioria dos pacientes após duas (2) horas de permanência nessa sala. 
 
 
 
 
 
 
 
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