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Função Social (resumo da aula). A função social apesar de existir muitos dúvidas sobre seu significado, nada mais é do que dar uma função a uma determinada coisa, na propriedade por exemplo, ao plantar, pagar seus impostos, já está dando uma função social a essa propriedade, é andar conforme a lei, é ter limites, respeitando o espaço dos outros, podendo assim, ser de direito privado ou público. Resumo da matéria. DIREITO, MERCADO E FUNÇÃO SOCIAL Introdução Este artigo tem dois objetivos: (1) sustentar que o mercado existe como fato social, ou seja, não se trata simplesmente de uma construção jurídica, mas sim de uma realidade e mesmo de uma necessidade das sociedades pós-divisão do trabalho social e (2) salientar que a proteção deste espaço público do mercado, se devidamente compreendida e isenta de preconceitos, pode constituir-se em uma das mais importantes funções sociais do Direito, nas sociedades contemporâneas. O mercado como fato e necessidade social Com efeito, nesta sociedade contemporânea, como diz Trebilcock, “(...) as decisões sobre a produção e o consumo estão descentralizadas e dependem de uma miríade de decisões individuais de produtores e consumidores, agindo em conseqüência de preferências individuais e incentivos, minimizando, portanto, o papel jogado por convenções sociais e status”. Nesse ambiente, portanto, “(...) o mercado é amplamente aceito como uma ferramenta, não um inimigo, do desenvolvimento econômico e social” As múltiplas relações entre Direito, Economia e Mercado É importante aqui se fazer uma distinção. Uma coisa é reconhecer a função social do mercado, admitindo que é ele, por excelência, a instituição que de forma mais profícua viabiliza as trocas em uma sociedade complexa. Outra, bastante diversa (e aqui não endossada), é afirmar que o mercado prescinde de qualquer amparo no sistema jurídico. Dessa forma, convergir Direito, Economia e mercado não significa, bem entendido, submissão absoluta das normas jurídicas ao sistema econômico, pois não se pode jamais querer simplesmente submeter o Direito, que lida com toda a complexidade do sistema social, à ótica de apenas um ângulo de visão científico ou sistêmico da realidade, como alertado por Wald19 e por Teubner. O que se pretende é destacar é que essa regulação poderá ser mais ou menos eficiente, tanto do ponto de vista social (daí o surgimento de “mercados paralelos” ou “negros”) quanto econômico (com elevação de carga tributária, aumento de corrupção e sonegação, etc), sendo que analisar a qualidade e características desta regulação é também a tarefa dos que dedicam ao Direito. Até porque, como se verá a seguir, a regulação pode trazer mais prejuízos do que benefícios sociais. A regulação da Economia pelo Direito: como obter uma maior função social? É possível, com apoio em Grau, identificar dois modelos constitucionais regulatórios do mercado, ao que ele denomina de ordem econômica. O tratamento constitucional da Economia ou da ordem econômica depende do modelo de Estado adotado. De acordo com esse critério, conforma-se, institucionaliza-se uma determinada ordem econômica, seja para reconhecer, seja para alterar as relações sociais de mercado. Assim, a ordem econômica é o “conjunto de normas jurídicas (mundo do dever ser) que define, institucionalmente, um determinado modo de produção econômica (mundo do ser)” Existe, portanto, um modelo de ordem econômica constitucional liberal (que respeita e institucionaliza as relações espontâneas demercado) – protetor da propriedade, do contrato e da livre iniciativa – e um modelo de ordem econômica constitucional social – que, sem rejeitar os postulados liberais, busca o planejamento e a intervenção do Estado nas relações de mercado, estabelecendo programas de políticas públicas vinculadas aos poderes do Estado, fundamentalmente o executivo e o legislativo.29 Cada qual dá origem a um determinado modelo de Constituição Econômica. A opção por um ou por outro modelo regulatório do mercado é de ordem político legislativa, sendo o seu reflexo constitucional obra de um poder constituinte legítimo e democraticamente eleito. De acordo com esta análise econômica do Direito, o sistema jurídico cumpre maior função social num modelo regulatório em que o Direito respeita, protege e reforça o mercado, pois admite que este é um fato e uma necessidade social permitindo que ele se desenvolva beneficiando toda a coletividade que nele interage. Dessa maneira, por exemplo, equivocam-se aqueles juristas que defendem que a função social do Direito Privado deva ter um caráter redistributivo, de índole publicista ou constitucional, com vistas a gerar maior “justiça social” – tema que tanto vem sendo discutido em razão do polêmico artigo 421 do Código Civil. E o mundo capitalista é assim. O investidor certamente procurará “portos seguros” para fazer seus investimentos, onde os contratos valham, a sua propriedade seja respeitada e onde o processo se desenrole com agilidade. Conclusões A primeira conclusão a que se chega é a de que o mercado, como espaço de troca de bens e serviços, existe, não sendo criação do liberalismo ou do “neoliberalismo”. A segunda conclusão é a de que as leis da ciência econômica devem ser conhecidas pelos juristas e/ou operadores do direito; especialmente aqueles que com mais freqüência se envolverem em discussões que versem sobre o mercado ou sobre sua regulação. A análise econômica do Direito, que incorporou o ferramental de análise da Economia, não pode ser mais tida como um movimento “de direita” ou de “neoliberais”, mas sim como uma legítima escola de pensamento, cujas idéias podem contribuir bastante para as discussões dos problemas sociais contemporâneos. A terceira conclusão é a de que o mercado pode ser regulado pela ordem jurídica a partir de um modelo liberal ou de um modelo social ou welfarista. No primeiro caso, há uma tendência à auto regulação do mercado e no segundo caso há uma tentativa de regulação exógena do mercado vinda do Estado, sendo que em nenhum destes modelos se renuncia ao mercado nem ao sistema econômico capitalista. A quarta conclusão é que a opção por um ou outro modelo de Estado – e de Direito – tem impacto decisivo no desenvolvimento econômico dos países. A quinta conclusão é que a opção por um modelo que respeite o mercado (e os institutos a si tão caros, como a propriedade, contratos, etc.) é a mais eficiente socialmente, e a que, portanto, melhor atende à função social do Direito. Resumo da matéria 2 Função Social no Direito Privado e na Constituição. No tema função social no direito privado e na constituição, depreende-se que o movimento de 1988 conjugou as principais tendências mundiais sobre o assunto com as conquistas já alcançadas em cartas anteriores. Ao inserir do âmbito dos direitos e garantias fundamentais, o constituinte concedeu proteção e lucro para o desenvolvimento das teorias que legitimam esse tipo leitura dos institutos privados que, cada dia mais, não podem ser guiados de forma egoísta e na contramão do princípio da solidariedade social. A efetividade da Constituição, aliada ao seu majestoso conteúdo, propiciaram o florescimento de medidas legislativas e judiciais que puseram em pratica o que antes era alvo de discussões apenas doutrinarias. Não apenas o conteúdo relativo a direitos sociais, mais também o enfoque a outras finalidades constitucionais como a proteção da criança e do adolescente, ou do meio ambiente, além de sua eficácia horizontal, mostram o boom que o termo ganhou no meio político-jurídico, o que, mais uma vez, reforça a atualidade da discussão. A temática envolvendo a função social do Direito Civil, a Constituição e os direitos fundamentais, na ordem jurídica de um país, é complexa, ampla, e recheada de questionamentos e de aparentes conflitos entre bens jurídicos, interesses e direitos das pessoas humanas e da coletividade. Daí ser fundamental que se aprofundem os debates, discussões e diálogos, sobre temas tão relevantes e atuais, propiciando a implementaçãodo princípio e do valor máximo do ornamento jurídico brasileiro e da dignidade da pessoa humana em suas varias perspectivas e aplicações (tanto na sua dimensão individual, quanto na comunitária). Vivencia-se, na contemporaneidade, uma sensível e significativa reformulação da Estrutura, noção e função dos institutos Direito Civil. O modelo jurídico construído Nas codificações oitocentistas, na civilização ocidental, se revelou inadequado, Insuficiente e improprio para reger tais questões a luz da realidade política, social e econômica. Diante das mudanças da civilização e com crises de toda ordem, com a gravidade aceleração da intolerância dos indivíduos, o clima de exacerbação do Individualismo e de modelo globalizado (de exclusão social), qual será o futuro da humanidade do planeta? O direito exerce necessário e insubstituível papel de atuar eficazmente em prol dos bens e valores socialmente escolhido no curso da história não sendo mero receptáculo da realidade subjacente. No contexto de tal problematização insere-se a função social dos institutos do Direito Civil a luz da experiencia constitucional comparada e brasileira. Matricula : 201802062408.