Prévia do material em texto
Processo de Solda do Aço Inox Austenítico por Arame Tubular e Arame Sólido (Austenitic Stainless Steel Welding Process for Tubular Wire and Solid Wire) Victor Noce de Bernardi Sampaio 1 , Mateus de Vasconcelos Bueno 2 , Nicolas Alves Santos 3 , Welerson Reinaldo de Araújo 4 ¹ Centro Universitário Newton Paiva, Departamento de Engenharia, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, vnocesampaio10@gmail.com Resumo Avaliação do melhor método de soldagem e propriedades da solda, tanto para o arame tubular quanto para o sólido. O processo de soldagem MAG foi o processo utilizado, pois através de pesquisas bibliográficas foi o que apresentou melhor soldabilidade utilizando como material base o aço inox austenítico AISI 304L e como material de adição o arame tubular AWS E308LT1-1(4) e o sólido AWS ER308LSi. A taxa de deposição utilizando arame sólido é maior do que usando o tubular, com isso para o preenchimento completo da solda, são realizados menos cordões de solda com arame sólido do que o tubular. Foi realizado testes de tensão e dobramento para avaliar os esforços e qual a melhor aplicabilidade para cada. Os resultados dos testes apresentaram números muito próximos, porém com particularidades de tensão máxima e tensão de escoamento que diferenciou em maior nível, evidenciando as propriedades de cada arame utilizado. A tensão de ruptura é maior que a tensão de ruptura do material, portanto o cordão de solda não falhará antes do material base, considerado bom pelas normas da ABNT. O processo GMAW para arame sólido e o processo FCAW para o arame tubular, obtiveram diferenças pequenas de resultados durante o processo. Palavras-chave: Aço Inox Austenítico. Arame tubular. Arame sólido. Processo. Soldagem. Abstract: Evaluation of the best welding method and weld properties, both for tubular wire and for solid wire. The MAG welding process was the process used, since the literature was the one that presented the best weldability using as a base material the AISI 304L austenitic stainless steel and as an addition material the AWS E308LT1-1 (4) tubular wire and the AWS solid ER308LSi. The deposition rate using solid wire is greater than using the tubular, so for the complete filling of the weld, less weld beads are made with solid wire than the tubular. Voltage and folding tests were performed to evaluate the efforts and the best applicability for each. The results of the tests presented very close numbers, but with particularities of maximum tension and yield stress that differentiated in a higher level, evidencing the properties of each wire used. The rupture stress is greater than the material rupture stress, so the weld bead will not fail before the base material, considered good by ABNT standards. The GMAW process for solid wire and the FCAW process for tubular wire obtained small differences in results during the process. Key-words: Austenitic Stainless Steel. Tubular wire. Solid wire. Process. Welding. 1. Introdução O processo de soldagem a ser utilizado depende sempre da aplicação do material. Todo processo possui suas vantagens e defeitos associados à aplicação destinada. Para este estudo foi escolhido o processo GMAW, pois o mesmo consegue comparar os processos com arame tubular e sólido com alterações dos parâmetros para uma soldabilidade ideal para cada um dos tipos de arame. Os parâmetros de soldagem interferem diretamente no processo e na junta, alterando a penetração, largura da junta, taxa de deposição, entre outros. As juntas soldadas por arame tubular e sólido são submetidas a testes caracterizando as propriedades mecânicas e químicas. O aço inoxidável austenítico AISI 304L é um aço desenvolvido para suportar uma maior resistência à corrosão. O mesmo por ser resistente ao processo corrosivo é muito utilizado em tubulações onde o 2 poder anti corrosivo é necessário e normalmente para reparos e manutenção das tubulações é utilizado o processo GMAW. Para minimizar erros humanos o processo mecanizado é um recurso adotado, pois com isso os resultados podem ser mais bem estudados e analisados. Para complementar o trabalho foi realizado o processo de difração de raios-X, devido a interrupções durante o processo mecanizado, todavia os testes não foram repetidos devido a limitações de tempo e material para o entendimento melhor da origem das porosidades presentes na junta. O trabalho foi realizado para demonstrar diferenças do processo GMAW utilizando arame tubular e sólido, avaliando as propriedades do material base e da junta soldada. 2. Métodos e Materiais A realização do processo de soldagem GMAW utilizando material base AISI 304L e como gás de proteção o Stargold Tub (75 %Argônio e 25% CO2). Os arames sólido e tubular utilizados para a realização do processo foram, respectivamente: OK Autrod 308 LSi. Lote: PV4355329080 Shild Bright 308LT1-4. Lote: F802A3L400 O processo de soldagem foi mecanizado utilizando um braço robótico Kuka e uma máquina de solda ESAB U500i, conforme figura 1. Durante o processo foram utilizados como material de suporte um cronômetro, equipamentos de segurança e material para realizar a coleta de dados. Figura1. Máquina Kuka com braço robotizado e máquina de solda ESAB U500i A metodologia do processo foi concebida primeiramente em testes de parâmetros para comprovação dos dados obtidos em estudos. Após coletados os parâmetros ótimos para cada arame mostrados nas tabelas 1 e 2, os corpos de prova foram submetidos ao processo de usinagem para realização do chanfro na junta da solda. Os mesmos foram mantidos fixos durante todo o processo na mesma posição para facilitar o processo de soldagem. Tabela 1. Parâmetros de solda arame tubular Tabela 2. Parâmetros de solda arame sólido O processo de soldagem foi realizado utilizando os parâmetros encontrados como melhor parâmetro de soldagem para cada tipo de arame usado avaliando o processo de soldagem e posteriormente realizado testes para verificação das propriedades mecânicas da junta soldada. A EPS foi anotada e tabelada conforme tabelas 3 e 4 para arame tubular e 5 e 6 para arame sólido, conforme abaixo. 3 Tabela 3. EPS arame tubular Tabela 4. EPS arame tubular (continuação) 4 Tabela 5. EPS arame sólido Tabela 6. EPS arame sólido (continuação) 5 Após o processo de soldagem foram retirados corpos de prova para a realização dos testes de tração, compressão, dobramento e análise química verificando as propriedades mecânicas e a composição mecânica. 2.1. Metodologia de Testes A realização dos testes é um procedimento fundamental para coleta de dados e conclusão referente ao processo de soldagem. Os testes realizados foram tração, dobramento e análise química do cordão de solda. Após a realização da solda, os corpos de prova foram para usinagem, onde obteve um declínio de 2 mm na raiz e na face para desbaste da peça. Em seguida foram retirados corpos de provas padronizados conforme normatização AWS (American Welding Society). 2.1.1. Ensaio de Tração Foi realizado em um equipamento de tração, no qual foi preso em suas garras os corpos de prova, aplicado uma tensão o estendendo até o rompimento. A realização do teste foi em amostras utilizando arame sólido (X7.027 R) e arame tubular (X7.028 R). A figura 2 demonstra o corpo de prova padronizado em que foi feito o teste de tração. Figura 2. Corpo de prova (ensaio de tração) 2.1.2. Ensaio de Dobramento O teste de dobramentofoi realizado no mesmo equipamento no qual realizou o de tração, porém existe um eixo que é movido lentamente na posição desejada, que neste teste é no cordão de solda, onde o mesmo aplica uma força no ponto desejado, no qual foi escolhido no centro do corpo de prova. Este teste evidencia a qualidade do cordão de solda, mostrando possíveis poros ou o aparecimento de trincas. 2.1.3. Análise Química O teste de análise química do cordão foi feito primeiramente a raspagem do último cordão de solda, este material retirado é levado para análise em laboratório, avaliando a quantidade existente de cada componente químico na composição da solda. Houve também análise química da chapa de aço inox 304L, para avaliação e comparação com os dados exigidos conforme as normas padronizadas. 3. Resultados e Discussão 3.1 Ensaio de Tração O teste de tração tem como objetivo avaliar as propriedades mecânicas do material e verificar se os cordões de solda suportam os devidos esforços quando assim solicitados. Os resultados obtidos nos testes seguem abaixo conforme dados obtidos e gráficos de tensão-deformação conforme as figuras 3 e 4, arames tubular e sólido, respectivamente. 6 Figura 3. Gráfico referente a curva de engenharia tensão-deformação realizado com o corpo de prova do processo de soldagem FCAW utilizando arame tubular Material: SHIELD BRIGTHT 308L Nº da amostra: X7.027 R – (arame tubular) Lote: F802AL400 Força máxima (Fm): 18016,00 kgf Tensão máxima: 631,62 MPa Tensão de escoamento (Rp): 381,05 MPa Força de escoamento (Rp): 10869,0 kgf Área (S0): 279,72 mm² Comprimento de medida original (L0): 60 mm Comprimento de medida final (Lu): 84,47 mm Alongamento percentual (A): 40,78 % Redução percentual da área (Z) (plano): 48,56 % Figura 4. Gráfico referente a curva de engenharia tensão-deformação realizado com o corpo de prova do processo de soldagem GMAW utilizando arame sólido Material: AUTROD 308LSi Ø1,2mm Nº da amostra: X7.028 R (arame sólido) Lote: PV4355329080 Força máxima (Fm): 18376,00 kgf Tensão máxima: 611,90 MPa Tensão de escoamento (Rp): 414,27 MPa Força de escoamento (Rp): 12441,0 kgf 7 Área (S0): 294,51 mm² Comprimento de medida original (L0): 60 mm Comprimento de medida final (Lu): 79,37 mm Alongamento percentual (A): 32,28 % Redução percentual da área (Z) (plano): 41,54 % Realizando-se os testes de tração foi percebido que os corpos de prova romperam na solda, mas este resultado é aceitável já que os valores obtidos nos testes são maiores do que os valores de resistência máxima do material base, de acordo com a norma ABNT NBR 5601, o limite de resistência para o aço AISI 304L é de 520 MPa, e os valores obtidos nos resultados são: para amostra x7.027 é de 631,62MPa, e para a amostra x7.028 de 611,90 MPa. O que indicam que o cordão de solda não falhará antes do material base, o que é necessário para que o processo de soldagem seja validado. 3.2 Ensaio Dobramento O ensaio de dobramento foi realizado com a finalidade de ver qual a qualidade dos cordões de solda. Analisando a Figura 5 e figura 6, é possível perceber a presença de alguns poros no cordão, o que pode futuramente causar uma falha, porém não houve o rompimento, causando um resultado positivo para os ensaios. Os parâmetros utilizados para as duas amostras foram os mesmos, e podem ser vistos na Tabela 7 e 8 abaixo. Comparando as Figuras 5 feita com o arame sólido, e a Figura 6 feita com o arame tubular, percebe-se que os poros presentes no corpo de prova do arame tubular são bem mais intensos que os presentes no corpo de prova do arame sólido. Figura 5. Ensaio de dobramento (arame sólido) Tabela 7. Ensaio de dobramento (arame sólido) Figura 6. Ensaio de dobramento (arame tubular) 8 Tabela 8. Ensaio de dobramento (arame tubular) 3.3 Análise Química A tabela 9 demonstra os dados das análises químicas coletados para o metal base, arame tubular e arame sólido, mostrando a composição química de cada. Tabela 9. Composição química dos materiais 4. Conclusões Conforme as microestruturas obtidas através dos cálculos e das avaliações dos testes aplicados, tem-se que a variação é muito pequena entre os dois processos utilizados para a soldagem dos materiais, o processo GMAW para arame sólido e o processo FCAW para o arame tubular. Considerando estas poucas variações obtidas nas composições químicas de ambas, pode-se concluir que as aplicações dos materiais poderão ser as mesmas, visto também que os resultados dos testes de tração possuem também uma diferença pequena, ou seja, podem-se utilizar os materiais para aplicações semelhantes tendo em vista que ambos atenderiam aos esforços solicitados. 5. Agradecimentos Agradeço ao congresso Consolda que permite a evolução da solda promovendo discussões e apresentações de trabalhos. Agradeço aos colaboradores deste trabalho que o possibilitou ser feito. A Deus que nos dá forças e possibilidades de aprimorarmos como pessoa e profissional. 6. Referências [1] ARAUJO, Welerson Reis. Comparação entre soldagem robotizada com arame sólido e “metal cored” – a ocorrência do “finger”. Dissertação de mestrado – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2004, 91p. [2] BRACARENSE, Alexandre; MODENESI, Paulo; MARQUES, Paulo. Soldagem Fundamentos e Tecnologia – 3ª Ed. Atualizada, 1ª reimpressão, Editora UFMG, Belo Horizonte, MG, 2011. [3] CALLISTER, William; RETHWISCH, David. Fundamentos da Ciência e Engenharia de Materiais - 8ª Ed., tradução pela editora LTC, Rio de Janeiro, 2012. [4] COSTA, Ycaro; et. al. A influência da energia de soldagem nas propriedades mecânicas de juntas soldadas de aço inoxidável AISI 304. Fortaleza, 2015. 4p. Disponível em: 9 <http://www.confea.org.br/media/Mecanica_a_influencia_da_energia_de_soldagem_nas_propriedades_mecanic as_de_juntas_soldadas_de_aco_inoxidavel_aisi_304.pdf>. Aceso em: Mai. 2017. [5] ESAB. CATÁLOGO DE CONSUMÍVEIS. – 2013, 71p. Disponível em: <http://www.esab.com.br/br/pt/support/documentation/upload/catalogo-consumiveis-esab.pdf>. Acesso em: Mai. 2017. [6] ELIAS, Marcio. AVALIAÇÃO METALÚRGICA DA SOLDAGEM DE REVESTIMENTO INOX AUSTENÍTICO SOBRE AÇO SAE 4130. UENF. Campos dos Goytacazes, RJ, Mar 2013. Disponível em: <http://uenf.br/posgraduacao/engenharia-de-materiais/wp- content/uploads/sites/2/2013/07/DISSERTA%C3%87%C3%83O-COMPLETA-M%C3%81RCIO-DE-SOUZA- ELIAS-UENF-CCT.pdf>.Acesso em: Jun. 2017. [7] FOGAGNOLO J. INTRODUÇÃO A PROCESSOS DE SOLDAGEM. UNICAMP. (2001). Disponível em: <ftp://ftp.fem.unicamp.br/pub/Fogagnolo/apostila%20de%20soldagem.pdf>. Acesso em: Mai. 2017. [8] FORTES, Cleber. Arames Tubulares OK. Revisão 07/05/2004, 51p, ESAB S/A Indústria e Comércio, Contagem. Disponível em: <http://www.esab.com.br/br/pt/education/apostilas/upload/1901098rev1_apostilaaramestubulares_ok.pdf>. Acesso em: Mai. 2017. [9] FORTES, Cleber. SOLDAGEM MIG/MAG. Revisão 25/01/2005, 68p, ESAB S/A Indústria e Comércio, Contagem. Disponivel em: <http://www.esab.com.br/br/pt/education/apostilas/upload/1901104rev0_apostilasoldagemmigmag_low.pdf>. Acesso em: Mai. 2017. [10] JUNIOR CARDOSO, Ronaldo. Avaliação da soldagem multipasse de chapas espessas do aço inoxidável lean duplex uns S32304 soldadas pelos processos SMAW, GMAW e FCAW. Universidade Federal de MinasGerais, Belo Horizonte, 2012. 105p. [11] JÚNIOR GUEDES, J; SILVA, H; SOBRAL, Ana. Estudo das propriedades mecânicas dos aços inoxidáveis 304 e 434. Rio Grande do Norte, 2002. 8p. Disponível em: <https://www.ipen.br/biblioteca/cd/cbecimat/2002/arqs_pdf/pdf_300/tc301-100.pdf>. Aceso em: Mai. 2017. [12] MIRANDA, Eurico. Comportamento quanto à corrosão de aços inoxidáveis na produção do biodiesel. São Caetano do Sul, 2009. 86p. Disponível em: <http://maua.br/files/dissertacoes/comportamento-quanto-a- corrosao-de-acos-inoxidaveis-na-producao-do-biodiesel.pdf>. Aceso em: Mai. 2017. [13] MODENESI, Paulo J. Introdução a Física do Arco Elétrico e sua Aplicação na Soldagem dos Metais. Disponível em: <http://www.iem.unifei.edu.br/professores/edimilson/Arco.pdf>. Acesso em: Mai. 2017.. [14] MODENESI, Paulo. Soldabilidade de Algumas Ligas Metálicas. Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, 2011. 26.p. Disponível em: <http://demet.eng.ufmg.br/wp- content/uploads/2012/10/soldabilidade.pdf>. Aceso em: Jun. 2017. [15] QUITES, Almir. DEFINIÇÃO DE SOLDAGEM. – 2011, 6p. Disponível em: <http://www.soldasoft.com.br/portal/generalidades/Definicao%20de%20soldagem.pdf>. Acesso em: Jun. 2017. [16] SENATORE, Marcelo; FINZETTO Leandro; PEREA Eduardo. Estudo comparativo entre os aços inoxidáveis dúplex e os inoxidáveis AISI 304L/316L – Revista Escola de Minas, v.60 n.1, Ouro Preto, Jan. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0370- 44672007000100027&lng=pt&tlng=pt> . Acesso em Maio, 2017. [17] SIMON, Fabiana Camila et al. ANÁLISE PRÁTICA DE PENETRAÇÃO DE SOLDA EM AÇO 1045. – Faculdade Horizontina, Horizontina, 2012, 15p. Disponível em: <http://www.fahor.com.br/publicacoes/sief/2012_16.%20AN%C3%81LISE%20PR%C3%81TICA%20DE%20P ENETRA%C3%87%C3%83O%20DE%20SOLDA%20EM%20A%C3%87O%201045.pdf>. Acesso em: Jun. 2017. [18] SOUZA, Juliana. Propriedades Mecânicas de Aços Inoxidáveis Austeníticos Nitretados Submetidos à Hidrogenação Catódica. Curitiba, 2006. 98p. Disponível em: <http://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/3808/tese.pdf?sequence=1>. Aceso em: Jun. 2017. [19] WEBER, Jacson Rafael. ESTUDOS DOS EFEITOS DO TRATAMENTO TÉRMICO PRÉ- SOLDAGEM EM JUNTAS T DE AÇO 1045 PELO PROCESSO MAG. Trabalho de conclusão de curso – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Panambi, 2014, 81p. Disponível em: <http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/123456789/2290/Trabalho_conclusao_de_curso_ TCC_Final_Jacson_Final_1_30_06.pdf?sequence=1>. Acesso em: Jun. 2017. [20] VILARES METALS, AÇO INOXIDAVEL ASUTENITICO. - 2003, 2p. Disponível em: <http://www.villaresmetals.com.br/villares/pt/Produtos/Acos-Inoxidaveis/Austeniticos/V304XLUF>.