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Instituto de Ciências Exatas e Tecnologias Campus Araçatuba Curso: Engenharia Mecânica Disciplina: Materiais de Construção Mecânica Prof.: Daniela Maria 1ª LISTA DE EXERCÍCIOS Nome do aluno: Para responder às questões de números 1 e 2, considere o diagrama de equilíbrio Fe-C para teores de carbono até 6,7%, mostrado na figura. Questão 1: Com relação ao diagrama mostrado e seus constituintes, conclui-se que: (A) a austenita é um carboneto contendo 2,11% de carbono. (B) a solução sólida do carbono do ferro é chamada cementita. (C) este é, de fato, um diagrama Fe-Fe2O3, visto que a extremidade direita do mesmo corresponde a 6,7% de carbono, que representa a solubilidade máxima do carbono no Fe2O3. (D) a solubilidade do carbono na austenita é máxima a 1148 °C e corresponde a 4,3% de carbono. (E) este é, de fato, um diagrama Fe-Fe3C, visto que a extremidade direita do mesmo corresponde a 6,7% de carbono, que é a composição aproximada do carboneto de ferro Fe3C. Questão 2: Os ferros fundidos denominados hipoeutetóides são ligas de Fe-C que possuem teor de carbono entre, aproximadamente, 2,0 e 4,3%. PORQUE A liga binária Fe-C com teor de carbono de 4,3% corresponde à liga de mais baixo ponto de solidificação ou fusão (temperatura de 1148 °C), sendo esta liga denominada eutética. Analisando essas afirmações, conclui-se que: (A) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. (B) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira. (C) a primeira afirmação é verdadeira e a segunda é falsa. (D) a primeira afirmação é falsa e a segunda é verdadeira. (E) as duas afirmações são falsas. Questão 3: Suponha que, acidentalmente, você apagou a identificação de 3 amostras de aço-carbono, SAE1030, SAE1045 e SAE1080. Para separá-los, você irá utilizar seus conhecimentos de metalurgia, por meio da análise metalográfica. Com base nas microestruturas obtidas, é correto concluir que as amostras de aço identificadas são: (I) (II) (III) (A) I - aço 1080, II - aço 1030 e III - aço 1045. (B) I - aço 1030, II - aço 1080 e III - aço 1045. (C) I - aço 1045, II - aço 1030 e III - aço 1080. (D) I - aço 1030, II - aço 1045 e III - aço 1080. (E) I - aço 1080, II - aço 1045 e III - aço 1030. 4) Como se pode definir metalografia? 5) De quais fatores dependerá a escolha da secção a ser cortada para analise metalografica? 6) Explique porque no seccionamento das peças que serão analisadas, a utilização de calor não é recomendada. 7) Defina o processo de embutimento a quente, quais as resinas que são utilizadas e por que se efetua o embutimento. 8) Qual o propósito do lixamento? 9) Qual a razão de utilizar água durante o processo de lixamento? 10) Explique a relação entre a numeração das lixas e das pastas de polimento com a sua granulometría. 11) Qual a utilidade do microscópio estereoscópico? 12) O que pode acontecer quando deixamos a amostra tempo demais sobre a ação do reagente, e o que pode ser feito para reverter o problema gerado? 13) Os microscópios metalograficos são diferentes dos microscópios convencionais pelo sistema de reflexão da luz. Faça um breve estudo e diferencie os modelos de microscópios metalograficos dos demais. Respostas: 4) É a ciência que estuda as estruturas físicas dos metais ferrosos e não-ferrosos. 5) Deve-se saber o que se quer analisar na amostra como quantidade de encrustações, comprimento de grãos, natureza do material e etc. E assim aplicar o corte transversal ou longitudinal. 6) O uso do calor pode causar deformações e alterações na amostra, por isso não se usa calor. Não usando calor preservamos as características físicas da amostra. 7) Levantar o embolo até que chegue a superfície da embutidora, borrifar o desmoldante nos dois êmbolos(superior e inferior), posicionar a amostra com a face a ser analisada, abaixar o embolo até chegar a posição adequada para colocar a baquelite, preencher a embutidora com baquelite, tampar a embutidora e iniciar o processo, manter a pressão durante o processo entre 100 e 120(KgF/mm2), após o processo já pronto resfriar a amostra já com a baquelite, remover a tampa e levantar o embolo até a superfície para a retirada da amostra e continuação dos processos de analise. Os materiais usados no embutimento são: Baquelite (uso de calor e pressão no processo e não se deforma com calor), Acrílico (uso de calor e/ou pressão e não se deforma com calor) e a Resina (não utiliza calor ou pressão e se deforma com calor). O processo de embutimento é utilizado em amostras pequenas para melhorar a manipulação, para a proteção das mãos do operador e para uma melhor analise nas bordas do material. 8) Eliminar os riscos mais visíveis na superfície plástica do material preparando a amostra para o polimento. 9) Para que a amostra e a lixa fiquem sempre limpas e para não aquecer a peça excessivamente podendo gerar uma analise errada do material de amostra. 10) Devem-se utilizar lixas de maior granulometria para menor granulometria havendo a necessidade de a cada troca de lixa remover as marcas da lixa anterior até chegar à lixa mais fina, após isso levando ao polimento onde a granulometria das pastas seja muito pequena para deixar a amostra com forma espelhada e pronta para a análise ou ataque. 11) Ele revela a imagem geral e tridimensional da amostra com a menor ampliação disponível. 12) Quando deixamos a amostra tempo demais sobre o reagente, pode ocorrer a queima da peça. Para reverter o problema deve-se voltar ao polimento ou dependendo da força do ataque sobre a amostra deve-se voltar ao processo de lixamento com a lixa de menor granulometria, dando sequencia ao processo. 13) Microscópios metalograficos óptico de reflexão. Equipamento óptico que serve para a análise da superfície da amostra através da reflexão da luz na superfície contrastada quimicamente ou através de luz polarizada. Permite o registro fotográfico da amostra no corpo de prova. Microscópio Composto. Um dos microscópios mais comuns, o microscópio composto usa duas lentes para ampliar uma estrutura: a lente objetiva e a lente ocular. Microscópio Óptico. É também um tipo comum de microscópio. Usa a luz para iluminar estruturas para o observador por meio de lentes de refração e oculares de vidro. Microscópios fluorescentes funcionam pelo mesmo princípio, mas usam um comprimento de onda diferente de luz. Microscópio Digital. Um microscópio digital é composto por um microscópio, uma câmera de vídeo e uma tela de visualização. Oculares não entram no jogo, já que a imagem pode ser colocada em uma tela de vídeo. Microscópio Eletrônico. Ao invés de luz, microscópios eletrônicos usam elétrons para fazer a estrutura visível por meio de lentes eletrostáticas e eletromagnéticas. Está entre os mais poderosos tipos de microscópios, com microscópios eletrônicos de varredura produzindo imagens 3D e microscópios de transmissão eletrônica que produzem imagens 2D. Microscópio Estéreo. Também conhecido como microscópio de dissecção, tem duas objetivas para capturar luz e criar efeito tridimensional para o observador.