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ACIDENTES COM HIPOCLORITO DE SODIO Extravasamento para tecidos periradiculares Sintomatologia Dor severa imediata Edema imediato dos tecidos moles Sangramento através do canal radicular Equimose Sabor ou cheiro de cloro Possível infeção secundária Anestesia reversível ou possível parestesia Conduta Irrigar imediatamente com solução salina Inserir medicação intracanal Controlar a dor Anti-inflamatórios Antibióticos Informar o paciente sobre a causa e severidade da complicação Aplicar compressas de gelo nas regiões extra-orais nas primeiras horas Após 1 dia aplicar compressas mornas Contato diário para controlar a recuperação Em casos severos – hospital Injeção de solução de NaOCl Sintomatologia Necrose tecidual Equimose Hematoma Sensação de ardor Conduta Aplicação de gelo na zona com edema durante as primeiras 24h Analgésico para diminuir a dor Antibiótico para reduzir o risco de uma infecção secundária Encaminhar para o hospital – casos severos Manchamento de Roupas Deve ser feito um pedido de desculpas ao paciente Requer conversa com o paciente para resolução do problema Danos oftálmicos em acidentes com NaOCL Sintomatologia: Dor severa, profunda e imediata (2 a 6 minutos) Lacrimejo Sensação de ardor intensa Eritema local Podendo também ocorrer uma perda das células epiteliais da córnea Conduta Lavar imediata e abundantemente com agua corrente ou soro fisiológico Recorrer posteriormente a um oftalmologista para a realização de um exame ocular e eventual tratamento Reação alérgica ao NaOCl Sintomatologia: Sensação de ardor Dor intensa Pode chegar a uma parestesia do lado da face do dente em tratamento Urticária Falta de ar Broncoespasmo Hipotensão Conduta Administração de anti-histamínicos, corticosteroides sistémicos e antibióticos Em casos severos – encaminhamento urgente do paciente ao hospital Deglutição de NaCOl Sintomatologia: Sabor, cheiro de cloro e irritação da garganta Em casos mais graves, a via aérea superior pode ficar comprometida Possibilidade de existir uma infecção secundária. Conduta: Paciente deve bochechar abundantemente com água Casos mais severos – encaminhado imediatamente para o hospital Ácido Etilenodiamino Tetra Cético- EDTA O que é? É um quelante que se liga especificamente aos íons cálcio removendo a parte inorgânica da smear layer Características: Concentração de 17% (é a mais utilizada) Ácido fraco Autolimitante Não é tóxico aos tecidos periapicais Quando usar? Sempre que instrumentar o canal (para remoção da Smear Layer) Sempre antes da obturação. Tanto em tratamento de polpa viva (biopulpectomia), quanto em tratamento de polpa morta (necropulpectomia) Modo de utilização: Inundar o canal radicular com a solução Sempre agitando com o cone de guta percha, ou com a lima memória A cada 1 minuto faz a troca, e o total tem que ser 3 minutos Hipoclorito de Sódio – NaOCl É a substância química auxiliar mais usada no preparo de canais. Concentrações 0,5% - Solução de Dakin 0,5% - Solução de Dausfrene 1% - Solução de Milton (mais usada) 2,5% - Solução de Labarraque 4 a 6% - Soda clorada 2 a 2,5% - Água sanitária Características: Quanto maior a temperatura, maior será a ação antimicrobiana. Quanto menor o PH, maior é a ação antimicrobiana. Suas atividades diminuem à medida que a solução é diluída. Pode ficar inativos quando está velho ou não é bem armazenado. É viável o uso das marcas Q-Boa, Super Globo e Clorox como solução química auxiliar do preparo químico-mecânico dos canais radiculares. Quando usar? Sempre que instrumentar o canal (para remoção da Smear Layer) Sempre antes da obturação. Tanto em tratamento de polpa viva (biopulpectomia), quanto em tratamento de polpa morta (necropulpectomia) Modo de utilização: Inundar o canal radicular com a solução Sempre agitando com o cone de guta percha, ou com a lima memória A cada 1 minuto faz a troca, e o total tem que ser 3 minutos