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CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA BUCOMAXILOFACIAL 2 AULA CENTRO CIRÚRGICO ◦ Unidade hospitalar onde se realizam intervenções cirúrgicas ◦ É uma área isolada das outras áreas do hospital, ambiente calmo e silencioso e com cores suaves. Componentes do bloco cirúrgico Secretaria, Recepção, Estar médico, Vestiários, Lavabo, Sala de cirurgia , De recuperação ,CME - esterilização ◦ Sala de cirurgia - ampla, pelo menos 36m; exceção da buco, otorrino, oftalmologia... ◦ Janelas - vidros duplos, proteção de tela p insetos. ◦ Portas- de correr ou vai e vem p que não use as mãos p abrir. ◦ Revestimento liso, não poroso, sem relevo, de fácil limpeza. (Ângulos não muito ◦ Mobiliário: carrinho de anestesia + monitores, cestos, suportes, bisturi elétrico, prateleiras ou bancada em mármore ◦ Iluminação ◦ Eliminação de sombras: luz em várias direções. Redução do calor: lâmpadas ideias e filtros atérmicos. ◦ Obs: evitar luz fria pois impede diagnóstico precoce de cianose. ◦ Ventilação ◦ Ar: via de transmissão de bactérias. Fonte de micro-organismo: gotículas de ar expirado, descamação de células da pele, partículas transportadas nos sapatos. Pode ter contaminação pelo ar condicionado ou pela máscara de ar. ◦ Vestuário ◦ Entrada sempre pelo vestiário, indumentária própria (gorro, máscara, calça e propés) . Circulação restrita no centro cirúrgico. Camisa de manga curta p facilitar a antissepsia dos braços. ◦ Hierarquia na equipe: cirurgião, 1 auxiliar, 2 auxiliar, instrumentador, anestesista, circulante e fornecedor de OPME.( órteses, próteses...) ◦ Funções do cirurgião: é responsável por tudo que ocorre na sala, pelo paciente, pelo ato operatório e seus resultados. Conhecimento pleno do paciente e sua doença. Conduzir o ato dentro da técnica ou tática operatória adequada. Exigir condições adequadas para realizar a operação. Comandar a equipe de forma clara e precisa. ◦ 1 auxiliar: conhecer o procedimento, responsável pelo preparo do paciente, antissepsia da pele e colocação dos Campos operatório, facilitar as manobras do cirurgião, promovendo exposição adequada. Substituir o cirurgião durante o procedimento. Faz os curativos, prescrição cirúrgica e descrição operatória. ◦ 2 auxiliar: manter os afastadores para boa exposição do campo operatório, cortar fios, substituir o primeiro auxiliar ou instrumentador. Evitar ◦ Instrumentador: Monta a mesa, estar familiarizado com a operação e conhecer a sequência. Ajudar a fazer curativos, evitar q o cirurgião ou auxiliar tomem instrumentos diretamente da mesa, atender ao cirurgião em primeiro lugar. ◦ Anestesista: avaliar e prescrever pré- anestesia. Planejar em conjunto com o cirurgião o tipo de anestesia. Monitorar e manutenção das funções vitais do paciente. Avaliar a perda de líquido e eletrólitos e sua reposição. Inteirar-se com o cirurgião sobre o andamento da operação. Proporcionar ao cirurgião as condições ideias para realizar a intervenção. Informar ao cirurgião qualquer alteração do paciente. Acompanhar o paciente em sua recuperação anestésica. ◦ Circulante: ajudar o instrumentador no preparo da sala de operações. Providenciar o material solicitado durante o ato operatório. Manter a porta da sala fechada. Atender o instrumentador, comunicar-se com o circulante externo, atender ao anestesista. ◦ Seguir biossegurança, silêncio (falar baixo, música somente adequada) ◦ Respeito ao paciente: ao pudor do paciente, a psique do paciente, nunca deixá-lo só na sala de cirurgia. 3 AULA - TERAPEUTICA MEDICAMENTOSA EM CIRURGIA Finalidades do medicamento: ação terapêutica (quando ele trata) substitutiva ( suplemento, insulina) e profilática (vacinas, preventiva). Tipo de ação Local: agem no local da aplicação Geral: circulam na corrente sanguínea e seu efeito atinge determinados órgãos, tecidos ou todo o organismo. Formas de apresentação Líquidos, sólidos (comprimidos- pó comprimido, drágea- tem um revestimento por cima do pó, pílula- drágea de menor tamanho, cápsula- pó solto e supositórios- vem em cápsula tbm) semi-sólidos e gasosos. Vias de administração Via enteral- efeito sistêmico - não local, passando pelo trato digestivo. ( sublingual, oral e retal) Paraenteral- efeito sistêmico, recebe a substância por outra forma q não o trato digestivo.(percutânea,submucosa, inalatória, intraarticular, endodôntica, intradérmica, subcutânea, intramuscular, endovenosa). Prescrição Importância: orienta a dosagem e posologia do medicamento, limita automedicação, permite incluir precauções e orientações, instrumento legal. Tipos de prescrição Receita comum, de controle especial, notificação de receita ( A- amarela, A1,A2 e A3, morfina, anfetaminas, USO MEDICO), ( B- azul, USO ODONTOLOGICO benzodiazepinicos B1 e B2), C-branca, drogas imunossupressoras) Dados essenciais: cabeçalho (nome e endereço do paciente e a forma de uso – interno ou externo), superinscrição, inscrição (nome do medicamento, concentração e quantidade de caixas), subscrição, adscrição, data e assinatura. Anamnese- estabelecer o perfil do paciente que será tratado. Medicamentos mais utilizados Ansiolíticos Anestésico Analgésicos Anti-inflamatórios Antibióticos Controle da ansiedade Ansiedade: estado emocional presente no indivíduo normal em resposta a situações de ameaça (adaptativa) em pacientes psiquiátricos ou em casos de doenças somáticas (não adaptativa). Emoção relacionada com o medo. Estado ansioso: ocorre em determinado momento; é passageiro. Caráter ansioso: tendência habitual para instalação da ansiedade. Sintomas: elevação do tônus musculares, sudorese, tremores, pele fria e úmida, aumento da FR- hiperventilação, taquicardia, piloereção. Comportamento: balançar as pernas, levar objetos a boca... Pode usar a sedação consciente, em dose única, oral são os benzodiazepínicos ou inalatórios (N2O + O2) venosa ou anestesia geral. Efeito dos benzodiazepínicos Ansiolíticos (diazepan – ação prolongada, dar 1hr antes do procedimento, dura 12-24hrs; Lorazepam, preferência p idosos,(1mg) dar 2h antes, dura 2-3hrs; midalozam (preferência p adultos e jovens (7,5-15mg), crianças 0,25-0,5mg por kg tbm) pode causar alucinações dar 30min antes, dura 1-2hrs). Sedativos e hipnóticos Reduz o tônus muscular, reduz o fluxo salivar e reflexo de vômito. Efeitos colaterais Toxidade aguda: sono prolongado, confusão mental, amnésia. Uso terapêutico: sonolência, confusão, amnésia anterógrada e incoordenação motora. Tolerância tecidual: A) efeito hipnótico: pouca tolerância B) efeito euforizante: tolerância elevada C) efeito ansiolítico: dados controversos Dependência Síndrome de abstinência: ansiedade; tremores; tonturas. Contraindicado p pacientes com insuficiência respiratória grave, glaucoma, miastenia grave, gestantes (1 e 3 trimestre), crianças com comprometimento físico ou mental severo, apneia do sono e etilistas. Interações medicamentosas Drogas depressoras do SNC: álcool, barbitúricos, neurolépticos Inibidores do metabolismo microssomal, hepáticos. 4 AULA - PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS -> inflamação -> dor, edema e trismo Inflamação Sinais cardinais e mediadores Calor e rubor - vasodilatação da microcirculação na área lesada Tumor - aumento da permeabilidade vascular Analgésicos e anti-inflamatórios: Novalgina, AAS, nimensulida, cetoprofeno... Analgésicos - Controle da dor Classificados em : ação periférica - não opioides (atua no local da dor), ação central - opioides-age diretamente no sistema nervoso central, e associação dos dois. Ação periférica - salicilato, paraminofenol (paracetamol) e pirazolona (dipirona). Analgesia preemptiva - utilizar o medicamento antes q o paciente sinta dor, antes do procedimento (Prevenir a dor) Analgesia preventiva - medicamento depois do procedimento, antes da dor. AINES. Dipirona - 500 a 800 mg ; 1 gota por kg, no máximo 35 gotas de 4 em 4h ou 6 em 6h. (evitar em gestantes, anêmicos) Paracetamol - 500 ou 750mg de 6 em 6h ou 1 gota por kg. (seguro para gestantes elactantes, não usar com varfarina, risco de hemorragia) Crianças - 1 gota por quilo (O único AINE p crianças é o ibuprofeno, 1 gota por kg.) O ibuprofeno é contraindicado p gastrite, ulcera péptica, hipertensão e doença renal). Ação central - tylex, viminol, tramadol (50mg de 8 em 8h). Causam dependência química com maior facilidade. Receita azul. Controle de edema - corticosteroide de ação prolongada Betametasona e dexametasona 8mg de 8 em 8h- 1h antes do procedimento. (corticoides /preemptiva) Corticoides x AINES Efeitos colaterais insignificantes em dose única AINES ineficazes em dose única Corticoide tem ação antialérgica, mais seguros p gestantes e lactantes, diabéticos, hipertensos. AINES causa efeitos gástricos, por agir na COX-1 Custo parecido dos dois Corticoides não tem bom poder analgésico, tem q ser associado com um analgésico. Dexametasona - controla o edema. Dar 8mg antes do procedimento AINES- são usados como analgésicos, anti-inflamatórios e antipiréticos. Atuam inibindo a enzima cicloxigenase (COX 1 e 2). Devem ser empregados por 3 dias. Existem os inibidores de cox1 e 2 (ibuprofeno 400-600mg de 12 em 12h, cetorolaco , diclofenaco 50mg de 12 em 12h, piroxicam), e os inibidores seletivos da cox2 apenas (nimesulida 100mg de 12 em 12h, celecoxibe 200mg de 12 em 12h e meloxicam). Só trás risco a partir de 5 dias de uso. Cetorolaco - é anti-inflamatório, não analgésico. Cuidados pós operatórios Antibióticos -Ação biológica : Bactericida/ bacteriostático Princípios da escolha do antibiótico ⁃ identificação do microorganismo, determinação da sensibilidade, especificidade (curto espectro), toxicidade. Ainda se usa mais as penicilinas – amoxicilina. Princípios básicos p antibioticoterapia: Presença de infecção, estado de defesa do hospedeiro, incisão e drenagem cirúrgica, decisão para usar. Pode ser usado p profilaxia da endocardite bacteriana, prevenção da infecção na ferida cirúrgica e tratamento de infecções maxilofaciais. Profilaxia da endocardite bacteriana : medicação : amoxicilina 2g por 1h antes. Ou clindamicina 600mg 1h antes. Prevenção da infecção da ferida Cirurgias extensas e prolongadas Cirurgias contaminadas - já tem infecção instalado- e potencialmente contaminadas - todas da cavidade oral. (Em cirurgias pequenas não se usa) Cirurgia de implantes Pacientes debilitado Pacientes em quimioterapia ou imunossuprimidos. Doses p profilaxia antibiótica: Amoxicilina 500g, vai usar 1g oral 1h antes. (gram + e gram -) de 8 em 8hrs. Cefalexina 1g oral 1h antes mesma ação. ( tbm gram + e -) 500mg de 6 em 6hrs. Cefalexina 1g intravenoso, 30 min antes, repetir a cada 3h Não usar metronidazol ( 250mg de 8 em 8h) pq ele pode gerar.... usado p tratar meningite. Quando usar antibiótico: Aumento de volume de evolução rápida Tumefacção difusa A terapia antibiótico tem por objetivo reduzir a população bacteriana. Iniciar o tratamento com uma dose de ataque igual ao dobro das doses de manutenção. Penicilinas Mecanismo de ação : inibe a síntese da parede celular Ação bactericida Espectro amplo ou reduzido Efeitos: baixa toxicidade Naturais - produzidos por fungos: benzilpenicilina ou G Semi- sintéticas : amoxicilina, penicilina V Paciente alérgico a penicilina 1g adulto e criança 40mg/kg dose de ataque ; dose normal a prescrita no medicamento- clindamicina 300mg a cada 8h Quando associar penicilina a metronidazol: celulite, pericoronarite. Cefalosporina Infecção grave em pacientes internados, maioria uso venoso. Bactericida. Melhor ação contra gram - a 4ª geração. Macrolideos: Ótima reabsorção oral Inibem a síntese proteica (Azitromicina e eritromicina) Lincosaminas Infecção grave que não respondem a amoxicilina; bacteriostatica (Clindamicina) Tetraciclina Tipos de tratamento Específico: com germe identificado microbiologicamente e sensibilidade determinada por antibiograma Empírico: com germe preocupado por sua prevalência como agente causal de infecção em dada localização Avaliação do tratamento Duração da infecção, Condições de saúde do paciente, Virulência do microorganismo Exames laboratoriais : hemograma, cultura e antibiograma, dosagem de creatinina. Sinais e sintomas da infecção Abscesso (localizada, ponto de flutuação) e celulite ( aumento de volume, difuso, consistência endurecida) Sinais sistêmicos : febre, mal-estar, linfadenopatia, dispneia, trismo, dores musculares e calafrios. Tratamento cirúrgico da infecção: drenagem, remoção do fator etiológico: exodontia ou tratamento endodôntico. Abscesso submucoso: sem apresentar sinais de disseminação e ausência de manifestação sistêmica : a conduta é intervir na fonte de infecção para promover a descontaminação local. Apenas tratar o dente sem antibiótico. O quanto antes intervir, melhor. A maioria das bactérias se encontra nos canais radiculares. Por quanto tempo se deve prescrever antibiótico p infecção aguda? De 7 a 10 dias, para eliminar as bactérias resistentes. Mas as resistentes não serão eliminadas nesses dias. Usamos porque a caixa vem com essa quantidade, p evitar que o paciente guarde os comprimidos que sobram e se automedique depois. Prescrever inicialmente por 3 dias (ideal), depois reavalia o paciente e decide se continua ou para com o antibiótico. A duração do tratamento deve ser estabelecida em função de evidências clínicas que indiquem que as defesas do hospedeiro reassumiram o controle da infecção. AULA 5 – LESÕES DE TECIDOS MOLES Ferimentos de tecidos moles Lesões frequentes – 4 a 7% de todos os atendimentos de emergência; Literatura gera pouco evidências sobre o manejo e desfecho; Tratamento altamente variável (depende da idade do paciente, do agente causador, do tempo que o paciente levou p ir lá, da equipe que vai atender, do hospital.) Conduta: Avaliação e estabilização inicial do paciente, hemostasia, diagnóstico, conduta baseada no diagnóstico – para cada paciente uma conduta. Etapas do tratamento: Diagnóstico, tipo de anestesia, limpeza do ferimento com irrigação abundante (soro), controle da perda de sangue (por pressão local), exploração do ferimento – identificar algum corpo estranho; debridamento – remover áreas necróticas ou infectadas; sutura. Diagnóstico – classificação Contusão : não há ruptura da pele; ocorre abaixo da camada da pele. Equimose, edema (tipos de contusão). Abrasão : tratar com pomadas. Laceração : corte, há a ruptura da pele, tem necessidade de juntar as bordas. Avulsão: perda de substância, pode precisar de incherto. Anestesia Local : lesões localizadas, pode usar a quantidade máxima de anestésico, limpeza e exploração, durar o tempo necessário. Geral: lesões muito extensas, precisa de luminosidade melhor, disponibilidade do material, controle da via aérea. Tolerância do paciente (idade) – crianças são mais difíceis de controlar. Limpeza e debridamento do ferimento: soro fisiológico, água oxigenada, povidine e clorexidina. Água oxigenada e povidine são bons para retirar o micro-organismos, porém impedem a proliferação de fibroblastos. O melhor é a clorexidina. Exploração do ferimento Multidisciplinaridade de grande energia ( Arma de fogo – chumbinho por exemplo). Imaginar a cinemática do trauma, onde o projetil entrou, quais estruturas ele atingiu. Ferimento no olho: precisa de várias especialidades. Lesão do ducto lacrimal: teste de Jones (gotas no ferimento, pedir p o paciente soprar. Se for possível ver o ducto no nariz tem lesão.) Conduta baseada no diagnóstico Contusão: não precisa de sutura, mas tem que aplicar gelo até 72hrs e calor a partir das 72hrs. O inchaço só começa a regredir a partir do terceiro dia. Até lá só aumenta (pico da inflamação). Abrasão: irrigação sobre pressão, remoção de corpos estranhos e pomada antibiótica. Evitar sol por 6 meses p evitar queloide. Laceração: segue a mesma sequência, porém depois tem sutura. Ponto inicial no centro do ferimento e os demais, dividindo os espaços restantes simetricamente. Debridamento o mínimo possível(para lesões traumáticas. Não precisa de margem de segurança, isso é para lesões malignas). Técnica de sutura Evitar espaço morto no ferimento: tem que fechar o ferimento por camadas. Se fechar somente a pele, deixa um espaço morto entre os tecidos de baixo, causando hematoma. Tensão na superfície : quando você vai suturando as camadas debaixo, a pele se aproxima, ai você vai usar menor tensão na parte da pele. Deiscência : quando a sutura abre. Tipos de fio de sutura Feridas de cicatrização lenta (pele, fáscia, tendões) – suturas não absorvíveis ou absorção lenta. Feridas de cicatrização rápida (estômago, bexiga e mucosa oral) – material absorvível. Evitar suturas multifilamentares em locais potencialmente contaminados – na boca. Locais onde o resultado cosmético é importante, usa materiais inertes (nylon, polipropileno), com maior número possível. Nylon causa afta. Pesar a higiene do paciente. Cola biológica- dispensa sutura da pele. Mais utilizada em crianças, não precisa anestesiar. Deve evitar água na área por 5 a 7 dias. Minimiza a cicatriz. (Superbond cola do mesmo jeito). Não tem diferença significativa nas duas, não causa dor e o tempo é o mesmo. Ferimentos da pele + fraturas de face – ossos. Particularidades Mordidas : cães – por esmagamento, gatos – laceração, humanos – esmagamento , maior risco de infecção. Alopecia – lesão de folículos pilosos no couro cabeludo. Em face a gente sutura a cartilagem sim. Hematoma no septo nasal – incisão, drenagem, antibiotico e tampão. Se n tratar pode resultar em perda da cartilagem, deformação. Camadas: mucosa, cartilagem e pele. Ferimentos com ponta de cartilagem exposta (orelha) pode remover a cartilagem – evitar assimetria. Debridamento da pele – conservador. Ferimento que envolve o lábio – primeiro ponto de reparo tem que ser na borda do vermelho do lábio. Musculo orbicular- reparo essencial para manter a função labial. Ferimentos menores que 2cm podem ficar sem suturar desde que não seja profundo, ou junte alimentos. Quando suturar? Laceração maior que 2cm. Trauma do nervo facial: paralisia. Reparo com sutura, fio não reabsorvível n 8 quando possível. Trauma na parótida: pode levar a sialodenite e sialocele (forma fístula). Se a capsula da glândula for violada, vai causar lesão do nervo facial. Sutura ñ reabsorvível. Toxina botulínica pode ser injetada p diminuir a produção de saliva ( promove atrofia e fibrose da glândula com o tempo). Interferência oclusal. Testa – nervo facial (ramo frontal) levanta a sobrancelha. Periorbital – camadas : conjuntiva, placa de tarso e pele. Lesão vertical da pálpebra tem + chance de envolver o sistema lacrimal. Problemas de laceração da glândula parótida, reparo microcirúrgico, criação de fístulas.. acompanhamento... AULA 6 – TRATAMENTO CIRURGICO DOS DTM. Cirurgia da ATM A articulação temporo-mandibular é um conjunto de estruturas anatômicas que, com a participação.. Líquido sinovial: lubrifica e irriga (leva oxigênio). A única área que tem inervação é a zona retrodiscal ou bilaminar. Padrão de normalidade: Amplitude dos movimentos Abertura de boca > 40mm Lateralidade direita e esquerda > 10mm Protusão > 10mm. Ausência de dor A dor será considerada como experiência sensorial ou emocional subjetiva, associada a tensão tecidual presente. Ausência de resíduos. Cirurgia Dor miofacial: intra-articular (dentro da cápsula) ou extra, que são as musculares – bruxismo por exemplo. Deslocamento de disco (deve ficar entre o côndilo e a fossa nas condições normais), com redução: não tem indicação cirúrgica; tem estalo ao abrir a boca (só é cirúrgico se tiver dor). Sem redução: é sempre cirúrgico, mesmo sem dor, porque limita a abertura. Posição errada do disco está relacionada a diminuição do espaço articular, artrite, reabsorção condilar, estalido ou crepitação, inflamação e compressão do tecido retrodiscal. Tratamento : pode ser clínico (reposicionamento indireto do disco) ou cirúrgico (reposicionamento direto do disco). Hipermobilidade articular: a mandíbula funciona além do normal – luxação mandibular. O côndilo passa da eminência e não volta p o lugar. (O paciente não consegue fechar a boca). Técnica para reposicionar: apoia os polegares nos molares do paciente e os outros dedos no mento. Faz força no polegar e empurra para o lugar. Tratamento: só precisa de cirurgia se for recorrente. Terapia: bloqueio maxilomandibular, pode ser com a barra de erich, exercícios musculares, injeções de agentes esclerosantes, cirurgias musculares (não se usa mais), cirurgia óssea (diminuir a amplitude do movimento da mandíbula ou eminectomia – remoção de uma parte da eminência articular). Hipomobilidade articular: anquilose (fusão entre um osso e outro). Ocorre uma fusão da mandíbula e o crânio. Tratamento: artroplastia simples (corta a massa óssea e deixa o espaço vazio no meio), artroplasia interposicional (tira um pedaço do osso, mas tem que colocar alguma coisa no espaço vazio) reconstrução articular (corta o osso e simula o côndilo com um parafuso, uma prótese de resina acrílica termo ativada), ou prótese total de ATM. Etiologia da anquilose de atm: fratura...... Fratura condilar: tratamento se tiver fechado: bloqueio maxilomandibular seguido de terapia funcional, terapia funcional sem bloqueio. Se tiver aberto: redução aberta com ou sem fixação. A indicação do tratamento depende: do nível da fratura, do grau de inclinação e direção do fragmento fraturado, a idade, condição sistêmica... Definição dos resultados favoráveis: retorno a oclusão após o trauma, articulação livre de dores ou alívio dos sintomas. Movimentação normal – abertura de boca. Etiologia: multifatorial. Trauma, emocional, hormonal (maior chance em mulheres). Tratamento: 95% dos casos se resolve com tratamento clínico. O tratamento clínico pode ser feito com placa oclusal de acrílico (geralmente usada durante o sono), terapia para tensão emocional (estresse – medicação), terapia farmacológica (remédio para tensão muscular) e fisioterapia, importante para tirar os pontos de gatilho da musculatura. O tratamento cirúrgico pode ser minimamente invasivo (infiltrações de ácido hialurônico ou corticoides, semelhantes ao líquido sinovial). Infiltra de 4 a 5ml. Associado à fisioterapia estabelece a função. Artrocentese: entra com duas agulhas dentro da cápsula. Uma entra com soro e outra é para sair o soro. (Promove irrigação, quando entra a capsula expande, melhora a movimentação – lava e remove aderências). O ideal é usar 150ml de soro. Indicações: processo inflamatório na cavidade articular, hemorragia intra-articular após trauma e deslocamento de disco com e sem redução. (Anestesia local, pode ser feito em consultório). Artroscopia: endoscópio entra na articulação e observa a ação dela por uma câmera (cirurgia por vídeo). A câmera entra com uma agulha. O que pode ser achado: lesão traumática ou processos inflamatórios crônicos. (Anestesia geral, só feita em hospital). Equipamentos: trocat (um canudo para entrar e a câmera passar por dentro dele. Usa dois na cirurgia: um para câmera e outro p instrumentos). Invasivas – abertas Deslocamento anterior sem redução Discopexia: volta o disco para posição normal. Acesso pré-auricular, mobiliza o disco, amarra o disco num fio e coloca ele no lugar. Discectomia: remoção do disco articular. Disco com defeito ou rompido. Acesso pré-auricular, remoção de disco. Para não ter atrito, o paciente deve ter uma oclusão estável. Tira a eminência articular também. Quando indicar a cirurgia para DTM? Quando o tratamento conservador fracassar associado a sintomas graves. Alteração de forma ou posição das estruturas da ATM. AULA 7 revisão luciano Introdução Avaliação do grau de dificuldade Princípios cirúrgicos fundamentais Instrumental apropriado Técnica adequada Exame clínico detalhado: Estado de saúde do paciente, apresentação clínica do dente e avaliação radiográfica. Indicações exodônticas: Cáries muito extensas não restauráveis Insucesso no tratamentoendodôntico Doença periodontal grave Ortodontia Fraturas radiculares Desoclusão Avaliação Clínica: Acesso ao dente: Abertura de boca e localização e posição no arco Mobilidade: Doença periodontal e anquilose Condições da coroa: Presença de cáries ou restaurações extensas Avaliação radiográfica Disposição de forma das raízes Lesões periapicais associadas Relacionamento com estruturas e tecidos vizinhos Panoramica: Dentes impactados TC conebeam Relacionamento com estruturas vitais Seios maxilares : Raízes de molares superiores Avaliar odontosecção Nervo alveolar inferior: molares inferiores Forame mentual: Pré-molares Configuração das raízes Numero Forma Tamanho Hipercementose Curvatura e divergência Caries radiculares Reabsorções radiculares Presença de tratamento endodôntico Osso circunjacente Avaliar a densidade óssea Osteíte condensante Patologia periapicais Princípio da alavanca Potencia: força desenvolvida no cabo do elevador; Resistência: tecido ósseo alveolar ou dente; Ponto de apoio (fulcro): vértice do rebordo alveolar, septo interdental; Transformar uma força pequena e um grande movimento em um movimento pequeno e uma grande força. Princípio da cunha Elevadores retos apicais Princípio dos planos inclinados, como a cunha é dirigida para baixo o dente é forçado para cima Ponta ativa do fórceps atua como uma cunha Princípio da roda e eixo É uma forma modificada de alavanca Elevador de forma triangular (seldim curvo) Cabo do elevador = movimento de eixo Ponta ativa do elevador = roda Movimentos da exodontia Impulsão Lateralidade Rotação Expulsão ou extração Procedimentos cirúrgicos Preparação da equipe e do paciente: princípios de biossegurança Posição da cadeira para extração a fórceps: em pé, ou sentado Posição do operador Costas eretas Altura do mocho com os pés no chão Joelhos dobrados em noventa graus Técnicas exodonticas Fechadas, simples ou técnica por fórceps = integridade relativa da estrutura dental Aberta, ou técnica por retalho = força excessiva prevista, destruição coronária, acesso não favorável a raiz. Requisitos fundamentais Acesso e visualização Via de remoção sem impedimento Uso de força controlada Mão oposta Função: afastar lábios e bochechas, proteger os dentes adjacentes, estabilizar a cabeça do paciente, suporte e estabilização da mandíbula, sensibilidade tátil Papel do assistente Ajudar a visualizar e ter acesso a área operatória, afastar a bochecha e língua, sucção de sangue, saliva e solução de irrigação, proteger dentes do lado oposto, apoiar a mandíbula quando necessário e apoio psicológico ao paciente Etapas da extração fechada Liberação dos tecidos moles que se inserem no dente (descolamento) Instrumentos: descoladores, espátula 7, sindesmotomo, molt. Objetivos: comprovar a anestesia profunda, permitir o posicionamento mais apical do fórceps, posicionamento do elevador sobre osso alveolar Luxação com elevador: Elevador reto, perpendicular ao espaço interdental, rompimento das fibras do ligamento, expansão do osso alveolar Adaptação do fórceps ao dente: Seleção apropriada, apreensão, dilatação, deslocamento do eixo de rotação. Luxação com fórceps: Tabua de menor resistência Dentes da maxila, incisivos, caninos, PM inferiores = tabua óssea vestibular Molares inferiores = tabua óssea interna Mais apical possível Reposicionado se necessário, força lenta e pausada e dilatar o alvéolo Remoção do dente do alvéolo Conhecido como avulsão Realizada após rompimento das fibras e o dente já luxado. A força de tração deve ser limitada para o final do processo de extração Suave Curetagem Remover tecido patológico, esquirolas e restauração Irrigação Com soro fisiológico Síntese = Sutura Manobras cirúrgicas fundamentais Diérese, hemostasia, exérese, síntese Requisitos da incisão Apoio em tecido ósseo sadio Respeito a integridade dos tecidos Amplitude possibilitando acesso Boa visibilidade do campo Irrigação do retalho Prevenção da necrose do retalho Suprimento sanguíneo Sulcular ou envelope Newman Newman modificada Palatinas Osteotomia Instrumentos rotatórios e cortantes Com pinça goiva/ osteotomo = Regularização de septo e espiculas Com lima= Regularização de espiculas ósseas Dentes não irrompidos Diagnostico: inspeção, palpação, panorâmica ou periapical, Planejamento Nomenclatura Incluso Retido Impactado Não irrompido Classificação: angulação – olhar o slide. Procedimento cirúrgico Consiste em 5 etapas básicas: Exposição da região do dente impactado Necessidade de remoção óssea Divisão do dente Remoção do dente com extratores Limpeza final e fechamento da ferida Passo 1 Acesso adequado: incisão, descolamento e exposição Passo 2 Osteotomia: cinzel e brocas (carbide, tronco-cônica 702 xl ou xxl, esférica 4 ou 6) Irrigação com soro fisiológico Passo 3 Odontosecção: depende do tipo de inclusão, planejamento prévio Passo 4 Exodontia: elevadores Passo 5 Cuidados com a ferida e sutura: imagem, curetagem, irrigação e sutura. Aula 8- Cirurgia ortognática A cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial trata de: Dentes inclusos, Fraturas faciais, Cistos e tumores dos maxilares, Reconstrução óssea dos maxilares, cirurgia de ATM, Fissuras labiais, Cirurgia ortognática : objetiva corrigir deformidades musculo esqueléticas e dento-faciais dos maxilares e estruturas próximas. - Deformidades dento-faciais Dentes mal posicionados Desarmonia entre os maxilares – classe II, III, mordida aberta Prevalência: classe II depois classe III. - Etiologia:. Síndromes faciais e anomalias congênitas. de Blinder Distúrbios do crescimento pós-natal de origem conhecida. hiperplasia condilar (assimetria facial), trauma (perda de DV e contato oclusal- trauma condilar bilateral) Tendências hereditárias Influências ambientais: hábitos. - O que é síndrome? Reunião de sinais e sintomas que definem uma doença; normalmente 3 ou mais fatores que indicam uma doença. - Sinais das deformidades: alterações faciais, oclusais e psicossociais. - Consequências: transtornos respiratórios, SAOS (síndrome da apneia obstrutiva do sono), problemas de linguagem, de mastigação, baixa integração social. - Tratamento: modificação do crescimento, compensação ortodôntica, cirurgia ortognática. Modificação do crescimento Ortopedia funcional dos maxilares Fase de crescimento Controverso Imprevisível Modificação de crescimento x compensação Compensação ortodôntica Pacientes adultos “deslocar os dentes no sentido da correção oclusal” Extração dentária, ancoragem absoluta (mini implante) Pouca ou nenhuma alteração estética Ortodontia x Cirurgia ortognática - Ortodontista, Cirurgião BMF, Fonoaudiólogo, Médico (anestesia geral), Psicólogo, Fisioterapia, Enfermeiro, Nutricionista. Candidatos: -Envelope de discrepância: dizia-se que até 7mm era orto, de 7 a 12 ortopedia Indicação: Dificuldade mastigatória, Dor e disfunção da ATM, higiene bucal deficiente, alterações psicossociais. Estética facial: Intergração de Ortodontista, Cirurgião BMF, Pais (responsáveis pelo paciente), cônjuge, próprio paciente. Tratamento ideal: Atender a queixa principal, melhor resultado, menor risco. Profissional: achados objetivos Paciente: achados subjetivos Osteotomia sagital do ramo mandibular: obwegeser (1955) cortada em bisel Osteotomia Le Ford 1 (maxila) Aula 9 – Fraturas mandibulares 05/11 Fratura – ruptura de osso, cartilagem dura ou dente. (Rompimento ou quebra). Mais prevalente em homens, faixa etária entre 21 e 30 anos (adultos jovens). Provocada por: agressão, acidente automobilístico (maior porcentagem), colisão, quedas, acidentes de bicicleta, ferimento por arma de fogo (menor porcentagem). ATLS- guia de conduta no trauma Manutenção das vias aéreas, controle da coluna cervical (fratura de mandíbula na região anterior, a musculatura do digástrico puxa o segmento p trás, o que pode obstruir a via aérea, e a línguavai lá p trás – glossopitose-. Protoclo: puxar p o lugar e fazer uma amarria, pode colocar parafuso). Respiração. Circulação e controle da hemorragia (dentro da mandíbula passa o canal com o nervo alveolar inferior, uma veia e uma artéria). Estado neurológico Exposição (tirar a roupa do paciente e avaliar lesões secundárias). Anatomia cirúrgica - Mandibula; classificação em relação ao mecanismo: - Fratura direta (no local onde ocorreu o trauma; bater o queixo e fraturar lá). - Fratura indireta (distante do local onde ocorreu o trauma; bater o mento e fraturar o condilo ou bater um lado e fraturar o outro). Em relação a localização: - Anterior (sínfise e parasínfise; sínfise entre os forames mentuais para.. Entre a raiz do canino e o forame mentual). - Corpo - Ângulo - Ramo - Condilar (a força se dissipa e fratura os locais com menor densidade óssea). - Alveolar - Processo coronoide Em relação a estabilidade: -Fratura favorável (não ocorre deslocamento dos fragmentos na ação muscular. Quando o traço da fratura está contra a ação muscular – fratura parada; estabilizada, tratamento cirúrgico menos invasivo). - Fratura desfavorável (ocorre deslocamento dos fragmentos na ação muscular; quando o traço de fratura está a favor da ação muscular). O condilo é deslocado para face interna normalmente (p o lado do pterigoideo), masseter puxa a mandíbula para cima e o músculo abaixo do queixo puxa para baixo; dependendo da direção do traço de fratura pode manter a oclusão ou perde-la. Em relação ao traço de fratura: -Parcial ou incompleta (fratura em galho verde; fratura e volta para o lugar; raramente cirúrgico; mais comum em crianças). - Simples (traço único) - Cominutiva (vários fragmentos) - Composta (vários traços de fratura; também fraturas expostas, mesmo que seja um traço só, mas que o osso tem comunicação com o meio externo). Sinais e sintomas -Dor, sensibilidade, parestesia; - Dificuldade de mastigação, limitação de abertura bucal; - Má oclusão; - Edema, equimose; - Crepitação (manipular a mandíbula em sentidos opostos cada lado, se tiver, vc sente um osso batendo no outro). Exame de imagem Extra-orais: PA de mandíbula, lateral de mandíbula, lateral obliqua de mandíbula Padrão ouro- tomografia computadorizada. Prototipagem: impressão 3D de tomografia computadorizada em resina. Planejamento cirúrgico Diagnóstico correto, pré-operatório (exames complementares), tática e técnica operatória, controle pós-operatório. Acesso cirúrgico: Pela vestibular mandibular (internamente, passa a barra de erich, bota o paciente em oclusão e amarra, coloca a placa e o parafuso, reposiciona o músculo mentual e sutura). Acesso pela submandibular ou de Risdon- corpo e ângulo, as vezes ramo (rompe veia e artéria e liga elas). Acesso retromandibular ou de Hinds- afasta ou transpassa a parótida. Acesso ao ramo e condilo. Pode dar problema e o paciente ficar salivando pela cicatriz. Acesso transcervical ou deglove – casos muito complexos, múltiplas fraturas, ou retirada total de mandíbula. Fixação mandibular Protocolo da AO em fixação óssea. - pode tratar com placa carga suportada (mais rígida, suporta toda a carga mastigatória, é maior, mais forte, em mandíbula fragilizada), ou carga compartilhada ( fratura com contato ósseo, mandibular mais forte, menor, divide a carga com o osso). - Tratamento conservador – fratura simples, pode usar bloqueio com barra de erich, amarria, parafusos intermaxilares, ou até aparelhos ortodônticos se o paciente tiver (um elástico apropriado). Objetivos: restaurar contorno, prevenir infecção, restaurar função (mastigatória e fonação). Complicações: má união, não união, infecção, lesão nervosa, desarranjo na ATM, anquilose de ATM. Aula 10 – Fratura de Zigoma 12/11/18 Osteologia Osso zigomático forma: proeminência da face, parte da parede lateral e assoalho da orbita, parte das fossas temporal e infraorbital. 4 prolongamentos: processo temporal, frontal, esfenoidal e maxilar. Articulações do zigomático: conexão com a maxila, com o osso temporal, com o osso esfenoide e frontal.. Causas mais comuns de fratura: agressão física, quedas, acidentes automobilísticos, esportivos e de trabalho. Varia de acordo com o poder socioeconômico da população. Classificação das fraturas: Grupo 1: sem deslocamento significativo, visível na radiografia. Nesse grupo o tratamento não é necessário. (quebra mas não sai do lugar). Grupo 2: fratura da arcada zigomática (isolada). Sem envolver as paredes do seio maxilar ou da orbita; trismo, mas não tem diplopia – visão dupla. Grupo 3: fratura do corpo do zigoma com deslocamento, mas sem rotação. Com deslocamento para dentro do antro; achatamento da bochecha, com grau palpável na margem infraorbitária. Grupo 4: fratura do corpo com rotação medial. Tipo A: deslocamento para fora da proeminência zigomática. Grupo 5: fratura do corpo com rotação lateral. Tipo A: deslocamento p cima da margem infraorbitária. Grupo 6: fraturas complexas. Estão incluídos todos os casos que apresentarem linhas adicionais de fratura no segmento principal. Exame radiográfico extra-oral : incidência de Waters. Fraturas da órbita: pode ocorrer por trauma direto no zigoma e fraturar o assoalho. E blow-out: impacto direto no globo ocular e fratura no assoalho da orbita, e o tecido que sustenta o olho vai para o seio maxilar. Blow-in: o tecido que suporta o olho comprime o olho no teto da orbita. Exame clínico: inspeção e palpação – intra e extra-oral. Palpação bilateral e simultaneamente. (Sutura fronto zigomático, corpo do zigoma, avaliação da abertura de boca...). Sinais Edema/ equimose periorbital Afundamento da região malar (zigoma) Epifora (lagrimas em excesso ou em falta) Proptose (olho se projeta p fora) Equimose subconjuntival Enfisema subcutâneo (extravasamento de ar para os tecidos) – aspecto de casca de ovo. Enoftalmia/ exoftalmia (olho entra/ olho sai) Distopia (desnível pupilar – olho mais baixo que o outro; suspeita de blow-out). Alteração na movimentação ocular. Quemose- carne crescida por cima da íris. Sintomas Parestesia do nervo infraorbital Diplopia Dor Exames complementares: de imagem – padrão ouro : tomografia computadorizada. Pode usar radiografia convencional (Walters, Hirtz ; visualiza o arco, perfil de face – avaliar a projeção do corpo do zigoma), TC, reconstrução 3D. Não usar ressonância magnética nem ultrassom. Seio maxilar “velado”, branco internamente – sugestivo de sangramento; na walters aparece e na tc também. Tratamento: Redução – colocar o osso na posição de origem. Fixação do osso no lugar Imobilização- evitar comprimir e tirar do lugar. Terapia de suporte – antibióticos, anti-inflamatórios e fisioterapia. A escolha do acesso depende da localização da fratura. Redução: várias técnicas Técnica de Gillies – por cima. Método de Keen – por dentro da boca. Parafuso de Carrol- Girard. Técnica de gancho de Ginestet. Fixação: quando o osso não apresentar estabilidade após redução. Usa miniplacas. Protocolo de FIR. Objetivo: fixar as articulações do zigoma com os outros ossos. Sutura zigomática esfenoidal, pilar zigomática, rebordo infra-orbital, sutura fronto-zigomática. Estabilidade: sistemas 1.5mm e 2.0mm para fixação e estabilidade da fratura.