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1 
 
Estudando: Pintor 1 
Introdução 
O pintor é quase sempre o profissional da última etapa da construção, o 
acabamento final. Para isso, é muito 
importante que antes de se iniciar o serviço de pintura conhecer a obra em que 
irá trabalhar. É importante 
deixar claro desde já que a pintura protege e decora, mas não irá eliminar erros 
e problemas de serviços 
realizados anteriormente. 
Outro fator crucial em a pintura ser o último serviço antes da entrega da obra, é 
a necessidade de cuidar com 
tudo o que já está pronto, pois a pintura quando executada de forma errada, 
além de não proteger, pode 
estragar ou danificar o que já foi feito até o momento. 
O campo de trabalho ou de atuação de um pintor é muito extenso, pois além da 
pintura de obras novas, existe 
também os serviços de manutenção, repintura e reparos. Isto ocorre devido a 
pintura ter uma vida útil 
relativamente pequena, principalmente em edifícios que estão expostos 
diretamente ao sol e outras 
intempéries climáticas como maresia, umidade, etc.; havendo sempre a 
necessidade de sanar pequenos 
defeitos antes das repinturas. Outro exemplo, num edifício quando ocorrer uma 
reforma, ou um reparo no 
reboco ou outras atividades que agridem a pintura em quaisquer das partes 
dos edifícios (lava jato, produtos 
químicos, etc), quase sempre se faz necessária a repintura para acabamento 
final dos consertos feitos. 
Só lendo esta introdução já é possível imaginar a vasta gama de serviços que o 
profissional pintor poderá 
exercer. 
Um ponto importante que você já deve ter escutado falar: os profissionais 
pintores são a 5ª maior falta 
de mão de obra especializada no Brasil, ou seja, o mercado precisa de 
pintores 
Estudando: Pintor 2 
Função e Composição das Tintas 
Como já conhecemos, as tintas são aplicadas para proteger, decorar ou 
cumprir alguma função especial, seja 
na alvenaria, madeira ou outros tipos de materiais. 
O valor de proteção das tintas é importante tanto em superfícies internas como 
externas, porém o ambiente 
externo sempre requer mais da tinta devido às condições mais severas a que 
geralmente está exposto. 
As tintas para exteriores devem proporcionar proteção contra umidade, 
radiação ultravioleta (UV), poluentes 
atmosféricos e crescimento de microorganismos que podem degradar madeira, 
alvenaria e mesmo superfícies 
metálicas. 
2 
 
Vamos detalhar um pouco mais as funções que são exercidas pelas tintas, por 
exemplo: 
- aumento da impermeabilidade, evitando a penetração de água, como no caso 
de superfícies de paredes 
externas, ou de superfícies metálicas ou até na madeira para decks, sacadas, 
portas e janelas; 
- aumento da resistência à corrosão, como no caso de superfícies metálicas 
como janelas, portas e portões de 
ferro; 
- aumento da resistência contra micro-organismos (fungos em paredes e tetos) 
e ataque de insetos (brocas e 
cupins na madeira). 
- aumento da lavabilidade (fazer com que a superfície possa ser lavada), como 
por exemplo superfícies de 
paredes internas; 
- aumento da reflexão da luz, para diminuir o aquecimento solar, no caso de 
paredes externas e também no 
telhado com tinta específica com cristais de porcelana; 
- aumento na resistência ao calor e ao fogo, em superfícies de estruturas 
metálicas; 
- deixar a parede transpirar evitando o acúmulo de umidade no interior da 
parede. 
A composição de uma tinta varia em quantidade de acordo com a marca e o 
tipo da tinta, porém basicamente 
é composta de quatro tipos de componentes: 
1) O Pigmento: proporciona a cor; 
2) O Ligante: mantém as partículas do pigmento unidas e proporciona adesão 
(cola); 
3) O Líquido: serve de meio para juntar o pigmento com o ligante e aplicar a 
tinta, como a água, por exemplo; 
4) Os Aditivos: produtos que proporcionam propriedades específicas (antimofo, 
por exemplo). 
O pigmento, o ligante e os aditivos são partículas sólidas que formam a película 
que fica aderida à superfície e 
que garantem as funções da tinta. O líquido serve apenas de meio, evaporando 
após a aplicação da tinta. 
Quanto maior for a quantidade de sólidos na tinta (pigmento e ligante), maior 
será a espessura da película, 
portanto, maior a proteção. Assim, quanto maior é o ―teor de sólidos‖ (termo 
técnico para indicar a quantidade 
de sólidos na tinta), melhor será sua qualidade. 
Veja a seguir detalhes de cada um dos componentes da tinta: 
O pigmento: é um pó fino, em geral um mineral (obtido de rochas) ou também 
sintético (artificial, obtido de 
derivados do petróleo), e é, de todos os componentes da tinta, o mais caro. 
Alguns são fornecidos numa 
3 
 
mistura líquida concentrada, chamada colorantes. 
Além da cor, os pigmentos podem influir sobre muitas propriedades 
importantes da tinta. Inclusive opacidade, 
dureza, durabilidade, resistência à abrasão e resistência à corrosão. 
O termo ―pigmento‖ é usado para incluir cargas. As cargas são materiais como 
argila, talco, mica e sílica, que 
adicionam volume à tinta sem prejudicar demasiadamente as propriedades e 
sem adicionar muito ao custo. 
Os pigmentos também influem no brilho, dependendo dos tipos e concentração 
na fórmula. O branco nas 
tintas geralmente é obtido do pigmento dióxido de titânio, que é um pigmento 
caro, de alto poder de cobertura. 
Os ligantes: são resinas (colas), normalmente sintéticas (derivados de 
petróleo). Os três ligantes mais 
comuns são o ligante de PVA (poli-vinil-acetato), usado nas tintas látex para 
interiores. O ligante acrílico é 
usado nas tintas látex para exteriores e os ligantes alquídicos, usados para 
esmaltes. Existem também os 
ligantes de resinas de epóxi e poliuretano, que são mais resistentes e mais 
caras e normalmente usadas em 
ambientes mais agressivos, como indústrias, laboratórios, ambientes marinhos, 
etc. 
São usadas também como ligantes nas tintas à óleo as resinas naturais, como 
óleos vegetais de linhaça, soja 
entre outros. 
O líquido: serve de meio para juntar todos os componentes e aplicar a tinta, 
pode ser água, no caso de tintas 
látex, ou solvente do tipo aguarrás, no caso de tintas óleo ou esmalte. 
As características de secagem dos tipos e níveis de líquidos usados na 
fabricação de uma tinta, determinam 
em alto grau, o seu tempo de fluidez e as propriedades de secagem. 
Na evaporação, os líquidos deixam um filme homogêneo seco de pigmentos e 
ligante. 
Com exceção da água em tintas látex e outras tintas à base de água, os 
líquidos nas tintas são solventes. 
Solventes são líquidos orgânicos capazes de dissolver alguns materiais 
orgânicos. Esses líquidos são 
compostos orgânicos voláteis. 
Em tintas a óleo o solvente geralmente usado é a aguarrás, também chamado 
thinner. 
O ligante, alquídico de óleo de linhaça ou de soja, por exemplo é dissolvido em 
aguarrás. 
Nas tintas à base de água (tintas látex) a água é o líquido principal. A água não 
dissolve o ligante do látex, 
mas o mantém em dispersão, assim, a água serve como diluente. 
Além da água na formulação de tintas látex, usa-se o solvente denominado 
coalesconte que, 
temporariamente, amolece as partículas do ligante látex para pemitir melhor 
formação da película de tinta. 
4 
 
O coalescente evapora na medida em que a tinta seca, permitindo à tinta que 
desenvolva toda a sua dureza. 
Os aditivos: são produtos que são adicionados às tintas para melhorar 
algumas propriedades ou adicionar 
funções específicas às tintas. 
Aditivos incluem também preservativos para evitar a deterioração da tinta na 
armazenagem e fungicidas para 
evitar o crescimento de fungos na superfície externa da tinta. 
Pela variação das quantidades e tipos de cada componente (pigmento, ligante, 
solvente e aditivos) os 
fabricantes podem criar a vasta gama de tintas que ocupa as prateleiras. 
Os formuladores de tintas usam um conceito chamado PVC (Pigment Volume 
Concentration)ou concentração 
de pigmento em volume, para variar as propriedades e o custo da tinta. 
O PVC é a relação entre o volume de pigmento e o volume total de pigmento e 
sólidos de ligante na tinta. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104760/ 3/4 
Tintas com 10 a 22% de PVC têm uma relação baixa entre pigmento e ligante. 
Um PVC assim baixo 
geralmente está associado a tintas brilhantes, que resultam numa superfície 
lisa e aderem melhor e duram 
mais do que tintas de alto PVC. 
Ao contrário, tintas de PVC mais alto, 45 a 75%, contêm uma relação de 
pigmento maior em relação ao 
ligante e isso conduz a acabamentos muito foscos, superfície áspera, e maior 
erosão. 
O conceito de PVC é uma das várias ferramentas que o químico formulador 
usa ao formular tintas. As 
propriedades de desempenho, tanto aplicação como resistência, também 
dependem muito da qualidade e do 
tipo de pigmentos e ligante usados na fórmula. 
Segue abaixo uma ilustração para entender melhor a composição de cada tipo 
de tinta existente: 
Aprofundando ainda um pouco mais na composição das tintas é importante 
saber também o que significa o 
´teor de sólidos´. Ao examinar um rótulo de um galão de tinta ou alguma 
especificação da mesma, poderá 
encontrar descrições como 40% de sólidos. 
Os sólidos são os componentes da tinta que permanecem sobre o substrato 
como película seca. 
Em comparação com uma tinta de baixo teor de sólidos, uma tinta com teor de 
sólidos mais alto formará uma 
película mais espessa, o que resulta em melhor cobertura e proteção do 
substrato. Isso é um aspecto 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https:/ 
 
5 
 
Estudando: Pintor 3 
Os Tipos Mais Comuns de Tintas 
Existem duas classificações básicas de tintas: 
- as tintas à base de solventes; 
- as tintas à base de água. 
Essa designação ´à base de´ ajuda a diferenciar os dois tipos de tintas (a 
porção líquida, ou veículo da tinta). 
A porção líquida da tinta à base de solvente geralmente contém destilados de 
petróleo (como aguarrás) e a 
tinta látex contém água. 
A pigmentação usada em ambos os tipos de tinta é semelhante, usam dióxido 
de titânio para o branco e o 
poder de cobertura, uma série de pigmentos coloridos e cargas que estendem 
os pigmentos primários e 
proporcionam massa à tinta. 
Tintas à base de solventes ou de óleo secam e curam em duas fases: primeiro 
os solventes evaporam, 
deixando apenas os sólidos na superfície do substrato. Ao mesmo tempo, a 
segunda fase é iniciada: o ligante 
à base de óleo ou resina alquídica começa a oxidar ou curar. 
Geralmente leva um dia ou mais para a cura proporcionar as propriedades 
desejadas. 
A oxidação do ligante pode continuar indefinidamente, em alguns casos resulta 
no amarelamento e em dureza 
excessiva. Isto pode levar ao cracking (quebra/rachaduras) e ao 
descascamento da tinta. 
Tintas à base de água geralmente são feitas com ligantes que são dispersões 
de partículas sólidas de resina 
sintética em água. Este tipo de dispersão é chamado látex. 
Daí o termo tinta látex. Na medida em que a tinta seca, as partículas de ligante 
se aproximam cada vez mais 
entre si. 
Em seguida, unem-se, englobando as partículas de pigmento, e formam um 
filme contínuo e resistente, 
inclusive a água. Isso constitui o processo de formação do filme. 
Filme é a maneira como uma tinta seca, forma o filme protetor e desenvolve 
propriedades que diferem entre 
tintas à base de óleo e tintas látex. Isso se deve às diferenças entre os seus 
ligantes. 
Se a tinta for aplicada a uma temperatura excessivamente baixa, as partículas 
de ligante estarão 
demasiadamente duras para se unirem completamente. E se a tinta for 
aplicada em condições que a façam 
secar depressa demais, as partículas não terão tempo suficiente para 
coalescer e formar um filme contínuo e 
durável. 
Evite pintar, se possível, nas seguintes condições que aceleram a secagem: 
- com tempo muito quente (acima de 35°C); 
- com insolação direta; 
- sobre superfícies mui to porosas; 
6 
 
- sob condições muito secas e com brisa. 
Tinta Látex:Caracterizam-se por conterem como ligante as resinas sintéticas, 
principalmente de PVA e 
acrílica, e a água como líquido. De todos os tipos de tinta, as tintas látex são 
atualmente as mais vendidas e 
utilizadas para pintura de edifícios e residências. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104761/ 2/3 
As razões disso devem-se ao fato de apresentarem inúmeras vantagens. Em 
geral, propiciam excelente 
cobertura, isto é, boa proteção e durabilidade. Em relação a outras tintas, como 
óleos ou esmaltes, por 
exemplo, são mais resistentes a alteração de cores e fungos e sua película 
mantém a plasticidade durante 
mais tempo. Por serem diluídas em água, são fáceis de serem aplicadas e seu 
tempo de secagem é bem 
rápido. Não contém também aquele odor forte como outras tintas que foram 
diluídas em solventes. As tintas 
Látex não são inflamáveis. Como desvantagem, apresentam pouca 
transpirabilidade, isto é, não deixam a 
parede ―respirar‖, o que pode acarretar bolhas ou descolamentos se houver 
umidade no interior das paredes 
pintadas. 
São utilizadas para pintura de tetos e paredes, tanto internas quanto externas, 
podendo ser utilizadas em 
ambientes secos ou úmidos. 
Tinta Óleo e Esmalte:Muitos anos atrás eram os principais tipos de tinta 
utilizados para pintura de edifícios. 
Depois, com o surgimento das resinas e das tintas látex, foram perdendo 
espaço, mas ainda hoje 
representam parcela importante do mercado. Os esmaltes utilizam como 
ligante as resinas alquídicas, feitas 
de uma combinação entre resinas sintéticas e óleos vegetais como linhaça, 
soja, mamona, girassol, etc. 
Isso confere uma grande lisura à película, qualidade esta, muito apreciada e 
até necessária para superfícies 
lisas como madeiras e metais. Possuem também excelente adesão, ou seja, 
capacidade de aderência, o que 
as torna indicadas para pintura de superfícies muito lisas como as metálicas. 
Algumas desvantagens é que 
precisam ser diluídas em solventes, o que faz com que apresentem odor mais 
forte, além de as tornar 
inflamáveis. 
Seu tempo de secagem também é maior. Ao longo do tempo sua película pode 
endurecer e ficar quebradiça, 
exigindo manutenções em períodos mais curtos de tempo. São indicadas para 
superfícies metálicas e 
madeiras, tanto internas quanto externas. Dentro desse grupo incluem-se 
também os óleos naturais a base de 
7 
 
linhaça e outros, indicados para as madeiras, pois penetram nas mesmas, 
protegendo-as e dando bom 
aspecto. 
Vernizes:O verniz é uma tinta sem pigmento, contendo somente ligante, 
líquido e aditivos. A película 
resultante de sua aplicação é transparente, deixando visível o material 
envernizado. O líquido pode ser água 
ou solvente. Os aditivos são usados para aumentar a resistência contra riscos 
e raios ultravioletas, por causa 
da falta de pigmento. 
Os vernizes são usados principalmente para madeira natural ou tingida, 
quando se quer deixá-la aparente. 
Podem ser aplicados em portas, janelas, assoalhos e móveis, madeiras de 
forros e telhados. 
As lacas são tipos de vernizes de secagem rápida, diluídos em ―thinner‖. 
São produtos de odor mais forte e também mais inflamáveis, usados para 
móveis e aplicados por profissionais 
mais especializados como os laqueadores. 
Todos os vernizes, ao serem preparados, devem ser misturados 
cuidadosamente para não formar espuma, o 
que poderia provocar buracos após a secagem. 
Fundos Preparadores e Seladores:São tintas utilizadas como preparação 
para a aplicação da pintura final. 
Isto é feito para se obter um melhor resultado da pintura. 
Os fundos são aplicados para melhorar a adesão do acabamento sobre a 
superfície. Os fundos servem 
tambémpara evitar manchas causadas por substâncias da tinta e que podem 
estragar a pintura. Isto é 
importante, por exemplo, em madeiras que mancham, como cedro, mogno e 
outras. Os fundos tornam a base 
mais uniforme, melhorando o acabamento final. 
Os seladores têm a finalidade de evitar que a superfície absorva a tinta. São 
indicados para superfícies mais 
porosas e com diferenças de porosidade. Se nesses casos não se usar o 
selador, poderá haver uma menor 
proteção e também diferenças de tonalidade. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104761/ 3/3 
Apesar dos benefícios e até da sua necessidade, há uma resistência no uso de 
fundos e seladores, em 
função do aumento do custo, pois como são ricos em ligantes, podem se tornar 
relativamente caros. Muitos 
defeitos de pintura são causados pela falta de aplicação de fundos e seladores, 
como será visto na última 
ocupação (reparador). 
Assim como para as tintas, os ligantes dos seladores podem ser à base de 
resinas de látex ou óleo e resinas 
alquídicas. 
Há fundos e seladores sem pigmentos, mas a maioria é pigmentada, em cor 
branca clara. 
8 
 
Isto é feito para melhorar o acabamento e para identificar as áreas onde já foi 
aplicado. 
São indicados para: madeiras novas, gesso novo ou outras superfícies que 
nunca tenham sido pintadas; para 
repintura de superfícies muito irregulares ou muito desgastadas. 
Estudando: Pintor 4 
Ferramentas e Equipamentos Necessários 
Nesta lição iremos apresentar todas as ferramentas que um pintor 
normalmente utiliza. Cada ferramenta 
possui uma finalidade específica que será explicado em detalhes, segue: 
Rolos de lã de carneiro ou lã sintética 
Utilização: Aplicação de tintas à base d’água, látex PVA, vinil-acrilícas e 
acrílica. 
Limpeza: Lavar com água e sabão ou detergente. 
Rolos de lã para epóxi: 
Utilização: Aplicação de tintas à base de resina epóxi e acrílica acetinada e 
semibrilho. 
Limpeza tinta acrílica: Lavar com água e sabão ou detergente; 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104778/ 2/5 
Limpeza tintas epóxi: Diluente para epóxi; 
Rolos de espuma: 
Utilização: Aplicação de esmaltes, vernizes, tintas a óleo e complementos. 
Limpeza: Lavar com aguarrás e depois com água e sabão ou detergente. 
Rolos de espuma rígida: 
Utilização: Aplicações de produtos texturizados. 
Limpeza: Lavar com água e sabão ou detergente. 
Espátulas: 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104778/ 3/5 
Utilização: São normalmente usadas para aplicação de massas em pequenas 
áreas e remoção de tintas. 
Limpeza: Tirar o excesso de massa com uma espátula e lavar com água, não 
esquecendo de enxugar logo 
com um pano para evitar ferrugem. 
Desempenadeira de Aço: 
Utilização: Usadas para aplicar massa corrida e massa acrílica em grandes 
superfícies. 
Limpeza: Tirar o excesso de massa com uma espátula e lavar com água, não 
esquecendo de enxugar logo 
com um pano para evitar ferrugem. 
Desempenadeira de Plástico: 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104778/ 4/5 
Utilização: Aplicação de massa corrida, massa acrílica e textura. 
Limpeza: Tirar o excesso de massa com uma espátula, lavar com água. 
Bandejas ou caçambas para pintura: 
Utilização: Têm a função de acondicionar a tinta durante sua aplicação 
facilitando a transferência da tinta para 
9 
 
a ferramenta (rolo ou pincel). 
Limpeza: Para produtos a base de água, tirar o excesso e lavar com água. 
Para produtos a base de solvente 
aguarrás, lavar com o próprio solvente. 
Revólver ou pistola de pintura: 
Utilização: Aplicação de esmalte, vernizes e tintas a óleo. A mais utilizada é a 
de pressão. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104778/ 5/5 
 
Estudando: Pintor 5 
Áreas Externas – Preparação de Superfícies 
Assim como um pedreiro precisa de uma fundação sólida para construir uma 
casa durável, também o pintor 
precisa de uma superfície adequada para alcançar um serviço de pintura 
durável em exteriores. 
A boa preparação da superfície requer que o substrato esteja não apenas 
limpo, mas também em boas 
condições e livre de sujeira, calcinação, fungos e tinta solta. Quando a 
superfície está nessas condições, o 
serviço de pintura durará por anos. 
Ao contrário, ignorar a preparação da superfície ou fazer um serviço pela 
metade pode fazer com que mesmo 
a melhor tinta falhe. 
Estima-se que 90% das falhas prematuras da pintura possam ser atribuídas à 
preparação inadequada da 
superfície. 
Por causa disso, é importante alertar os seus clientes para fazer a preparação 
da superfície com seriedade. 
Esteja munido com a informação necessária para orientá-los no processo. Isso 
deixará os seus clientes 
satisfeitos e evitará reclamações e outros problemas. 
Antes de seus clientes começarem a pintar, eles devem dar três passos 
fundamentais na preparação do 
substrato: 
1) A Limpeza: Mesmo a melhor tinta é incapaz de aderir adequadamente a 
uma superfície suja. Como 
resultado, todo exterior deveria ser cuidadosamente limpo de todos os 
contaminantes. 
Em muitos casos a limpeza inclui lavagem e enxágue. Esteja seguro de 
aconselhar os seus clientes a 
remover todas as soluções de limpeza da superfície antes de aplicar uma nova 
demão de tinta ou fundo 
preparador – um resíduo de sabão pode impedir a tinta de aderir 
adequadamente. 
Alguns dos contaminantes mais comuns que devem ser removidos são sujeira, 
calcinação e fungos. 
10 
 
Pequenas acumulações de sujeira e calcinação podem ser frequentemente 
removidas esfregando com uma 
escova ou vassoura, seguido de uma boa lavagem com uma mangueira de 
jardim. 
Acumulações mais pesadas ou outros tipos de sujeira, com graxa, fuligem ou 
sal, podem requerer o uso de 
lavagem a pressão. 
Os lavadores a pressão geralmente aceleram consideravelmente o trabalho de 
preparação da superfície. 
Podem mesmo ser úteis na remoção de tinta solta. Não use o equipamento na 
proximidade de janelas, portas 
de vidro, luminárias, etc. o jato pressurizado é suficientemente forte para 
quebrar o vidro. 
As pressões muito altas pode mesmo danificar madeira ou outras esquadrias. 
Aplique o jato num arco horizontal para baixo, a lavagem a pressão para cima 
pode levantar ou deslocar 
painéis de revestimento. 
Para uma limpeza efetiva, a cabeça do jato deve ser mantida próxima à 
superfície. 
O trabalho manual para limpar painéis e esquadrias é possível, desde que a 
área não seja muito grande ou 
esteja muito suja – misture detergente doméstico comum com água quente 
para essa finalidade. 
O mofo é um problema bastante comum, especialmente nas regiões da orla 
marítima e nas áreas face sul, 
onde o clima é frequentemente úmido. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104762/ 2/4 
Para uma boa preparação da superfície, o mofo deve ser removido antes da 
pintura. 
É importante distinguir mofo de simples sujeira, o mofo aparece como 
pequenas manchas pretas ou marrons. 
Faça um teste simples com alvejante doméstico se a cor escura desaparecer 
onde o alvejante for aplicado, o 
contaminante provavelmente é mofo. Este teste deve ser feito apenas com 
proteção adequada para as mãos 
e os olhos. 
O mofo pode ser removido com alvejante. 
O mofo leve pode ser eliminado pela simples adição de alvejante à solução de 
limpeza. 
Mofo mais intenso pode ser removido esfregando a superfície com uma 
solução mais forte de alvejante (uma 
parte de alvejante para três partes de água) ou uma das soluções comerciais 
formuladas especificamente 
para esta finalidade. 
Uma escova é útil para remover material solto da alvenaria. 
Se houver eflorescência(um material com crostas brancas) será necessária 
uma fricção rigorosa e, 
possivelmente, lavagem com pressão ou jateamento de areia. 
11 
 
O manchamento também deve ser removido das superfícies externas antes de 
aplicar uma nova camada de 
tinta. 
Manchas de tanino são bastante comuns. Frequentemente, as manchas são 
mais presentes na proximidade 
de nós e podem ser muito problemáticas, uma vez que a mancha pode migrar 
através da tinta nova e 
prejudicar a sua aparência. 
Lixe a área e depois aplique um fundo resistente a manchas ou goma laca. 
Manchas químicas podem ser causadas por álcalis, ácidos e algumas vezes 
mesmo por alvejante 
demasiadamente forte. 
Quando presentes, esses materiais devem ser removidos com uma solução de 
detergente ou composto para 
limpeza. 
Para manchas químicas muito resistentes os seguintes produtos podem ser 
utilizados: 
- neutralizador de alvejante: um copo de vinagre branco em um litro de água; 
ou um copo de bórax em um litro 
de água. 
- neutralizador de ácidos muriático: uma parte de amônia em nove partes de 
água. 
- neutralizador de ácido tânico: um litro de álcool em um litro de água. 
Além dos ingredientes listados nos neutralizadores acima, produtos sugeridos 
para a fase de limpeza na 
preparação da superfície incluem: alvejante, detergente ou composto de 
limpeza, lavador a pressão, escova, 
balde e esponjas. 
2) Reparo da superfície: Após limpar o substrato, é importante inspecionar a 
estrutura visualmente para ver 
que tipos de reparos podem ser necessários antes de começar a pintura. 
Antes de mais nada, verifique a estabilidade do substrato em si. Esquadrias 
deterioradas e batentes de 
janelas devem ser repostos, trincas ou buracos devem ser preenchidos. 
Superfícies, previamente emassadas também devem ser inspecionadas. 
Qualquer selante trincado ou que tenha sofrido erosão deve ser removido e 
substituído por massa nova. 
Alguns dos lugares para se verificar: 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104762/ 3/4 
- onde painéis de madeira encostam em janelas e batentes das portas; 
- onde esquadrias de madeira, vinil ou alumínio formam cantos; 
- ao redor de dutos e outras aberturas para encanamento ou fiação. 
A massa deteriorada em torno de vidros nas janelas, portas e janelas de 
telhados (clarabóias) também devem 
ser substituídas. 
Qualquer tinta solta deve ser raspada e lixada antes de receber fundos e 
acabamentos. Use raspadores para 
remover a tinta solta de áreas grandes. Raspadores especiais, com cabeças 
triangulares, são úteis para 
12 
 
cantos e outras áreas difíceis de serem alcançadas. 
Há outros métodos de remoção da tinta além da raspagem e lixamento. A 
melhor técnica para qualquer 
trabalho depende do tipo e dimensão do problema existente e do número de 
demãos que devem ser 
removidas. 
Para remover múltiplas camadas de tinta até a madeira nua, maçaricos ou 
removedores químicos funcionam 
bem. 
O lixamento é um modo eficaz de remover uma ou duas camadas de tinta 
velha. 
A tinta solta pode, muitas vezes, ser removida com um lava-jato, mas este 
equipamento não funciona em 
revestimentos que aderem bem ao substrato. 
Nos beirais das janelas existem áreas que são mais expostas às intempéries 
por estarem viradas para cima. 
Remova tinta solta e as cabeças de pregos enferrujadas que poderão provocar 
manchas. Esse problema 
pode ser evitado lixando as cabeças dos pregos e depois afundando-as para 
baixo da superfície da madeira 
com um martelo e punção. 
As cabeças dos pregos devem receber fundo anticorrosivo, massa para 
madeira e serem lixadas. 
Há casos em que o lixamento é uma necessidade. Por exemplo, todos os 
acabamentos brilhantes devem ser 
lixados ligeiramente antes de serem pintados. 
Há muitas maneiras de quebrar o brilho de uma superfície brilhante: com uma 
lixa, lã de aço ou bloco de 
lixamento. 
Um método alternativo de preparar superfícies brilhantes é deixar o lixamento e 
usar um fundo de adesão 
especificamente formulado para aderir a superfícies brilhantes. 
A madeira nua é melhor lixada antes da pintura. Isso inclui madeira crua usada 
para reparos, madeira exposta 
ao tempo não pintada e novas construções de madeira. É especialmente 
importante lixar madeira exposta às 
intempéries antes de aplicar o fundo ou tingimento. 
As seguintes ferramentas e materiais são úteis na fase de reparo da 
preparação da superfície: 
- massa acrílica ou outra massa durável para exteriores; 
- composto para tapar buracos; 
- espátula 
- lâminas de barbear; 
- bloco para lixamento; 
- lixa; 
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13 
 
Estudando: Pintor 6 
Como assim "Tinta para Exteriores"? 
As condições comuns do tempo podem não parecer particularmente severas, 
mas elas impõem exigências 
muito importantes sobre as tintas. Devido a essas exigências tornou-se 
necessário criar tintas que fossem 
capazes de suportar esses intempéries e este é o motivo pelo qual são 
chamadas de tintas ´para exteriores´. 
Os agentes mais nocivos para estas tintas são: 
• luz solar e radiação ultravioleta; 
• água e umidade; 
• mudanças de temperatura. 
As tintas para exteriores de melhor qualidade ajudam a combater os efeitos de 
cada uma destas condições. 
Luz solar e a radiação UV:A luz solar direta pode degradar o ligante e o 
pigmento de uma tinta, resultando 
em calcinação, erosão e desbotamento. 
Todos os tipos de tintas sofrem essa degradação em algum grau, mas as tintas 
de qualidade inferior e as 
tintas para interiores se degradam muito antes que as tintas de qualidade para 
exteriores. 
Os ligantes das tintas látex tendem a resistir aos efeitos da luz solar direta 
melhor do que os ligantes de tintas 
a óleo ou alquídicas. 
Os ligantes usados nas tintas látex tendem a ser ―transparentes‖ à radiação 
UV, enquanto os ligantes das 
tintas a óleo e alquídicas absorvem a radiação, o que tende a deteriorá-las. 
É importante notar que certas cores de tintas como os vermelhos e amarelos 
orgânicos brilhantes, são 
especialmente vulneráveis ao desbotamento causado pela radiação UV, 
verifique sempre as recomendações 
do fabricante para uso da cor. 
Água e umidade:A umidade prejudica a durabilidade das tintas para 
exteriores. A fonte da umidade pode ser 
chuva, neve, sereno, aparelhos de irrigação, condensação e umidade do 
substrato. 
Em combinação com a radiação UV a umidade avalia a resistência da tinta à 
calcinação e ao desbotamento. 
As melhores qualidades de látex ajudam a combater estes problemas melhor 
do que tintas a óleo ou 
alquídicas. Isso se deve, principalmente, às características dos ligantes que 
contém. 
A água e a umidade também podem provocar o empolamento (bolhas, 
enrugamento) das tintas para 
exteriores e podem ajudar a criar um ambiente propício ao crescimento de 
fungos. 
As tintas de melhor qualidade contêm aditivos especiais chamados ―fungicidas‖ 
e ajudam a impedir o 
crescimento dos fungos. 
14 
 
Mudanças no teor de umidade do substrato também podem causar problemas, 
especialmente com madeira, 
compensado e placas tipo duratex. 
Quando um substrato úmido se expande ou um substrato seco encolhe pode 
haver tensões sobre a tinta que 
resultam em craqueamento e descascamento. 
A tinta látex permeável, permite que a água vaporize e escape; tintas látex de 
alta qualidade, com alto teor de 
ligante, são muito flexíveis, oferecendo uma proteção adicional contra 
problemas de craqueamento e 
descascamento. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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Mudanças na temperatura:Naturalmente, mudanças de temperatura ocorrem 
em grau muito maior em 
exteriores do que em interiores. Isso provoca uma tensão adicional em tintaspara exteriores, já que o 
substrato sob o filme tende a se expandir e se contrair com as mudanças de 
temperatura. 
Tintas de qualidade que oferecem tanto adesão superior como flexibilidade 
ajudam a impedir o craqueamento 
e o descascamento. 
A tinta látex acrílica de primeira linha é adequada para aplicações exteriores 
em áreas onde há muitos ciclos 
de congelamento e descongelamento: o ligante acrílico resistente e durável que 
se encontra nessas tintas 
também apresenta alta flexibilidade. Esses ligantes são plastificados 
internamente e permanecem flexíveis. 
Quanto tempo a tinta para exteriores irá durar?É difícil projetar a vida útil da 
tinta por causa das muitas 
variáveis envolvidas. Além disso, cada cliente tem diferentes expectativas: um 
poderá definir um bom 
desempenho da pintura como ausência de alteração significativa de cor, 
calcinação ou deterioração da 
película, enquanto um outro poderá procurar simplesmente pela integridade do 
filme. Além disso, o 
desempenho de tintas para exteriores é afetado geralmente por diversos 
fatores. 
Primeiro, a superfície em si pode ter um grande impacto. O tipo e qualidade da 
madeira ou outro substrato, 
condição da tinta sendo repintada, porosidade do substrato e a qualidade da 
preparação da superfície tem 
influência. 
A aplicação da espessura adequada também é importante: uma camada muito 
fina irá reduzir a durabilidade 
da tinta. 
Naturalmente, a qualidade da tinta aplicada é extremamente importante. Tintas 
de melhor qualidade tendem a 
durar mais e a dar o melhor desempenho. 
15 
 
E um dos fatores principais são as condições de tempo sob as quais a tinta é 
aplicada, que podem ter um 
impacto muito significativo na durabilidade da mesma. 
Aplicando tintas látex sob as condições de tempo apropriadas 
As diretrizes sobre quando as tintas (tanto à base de óleo como látex) devem 
ou não ser aplicadas são 
fornecidas pelo fabricante da tintas para ajudar o consumidor a atingir uma boa 
formação de película e melhor 
desempenho do produto. 
O ligante nas tintas látex consiste de partículas esféricas extremamente 
pequenas de polímero sólido. Quando 
a tinta é aplicada e seca, essas partículas devem unir-se para formar um filme 
contínuo e resistente a ligar as 
partículas de pigmento. Para ocorrer adequadamente, essa fusão (ou 
―coalescência‖) leva algum tempo e 
requer um certo grau de maciez das partículas do ligante. Se a tinta for 
aplicada sob condições que a forcem 
a secar muito rapidamente será impossível obter um filme bom e durável 
(apesar do aspecto poder ser bom). 
Por outro lado, é aconselhável evitar pintar quando há possibilidade de chuva 
ou muito orvalho. 
Isso explica a recomendação de evitar tempo quente, com vento ou insolação 
direta ao pintar. Também 
explica por que os fabricantes de tintas sugerem que a alvenaria porosa seja 
molhada antes da pintura. 
No outro extremo de temperatura, em temperaturas muito baixas, as partículas 
do ligante tornam-se 
excessivamente duras para coalescer, formando um filme resistente, contínuo 
e durável. 
Consequentemente, é importante aconselhar os seus clientes a seguirem as 
recomendações dos fabricantes 
ao aplicar tintas em exteriores. Somente assim eles terão benefício de todo o 
potencial protetor da tinta. 
Estudando: Pintor 7 
Aplicação da Tinta para Exteriores 
Saber quando as tintas (tanto à base de óleo como látex) devem ou não ser 
aplicadas, é uma informação 
fornecida pelo fabricante das tintas para ajudar o consumidor a atingir uma boa 
formação de película e melhor 
desempenho do produto. 
O ligante nas tintas látex consiste de partículas esféricas extremamente 
pequenas de polímero sólido. Quando 
a tinta é aplicada e seca, essas partículas devem se unir para formar um filme 
contínuo e resistente ligando às 
partículas de pigmento. Para essa fusão ocorrer adequadamente (coalescer) 
irá leva algum tempo e requer 
um certo grau de maciez das partículas do ligante. Se a tinta for aplicada sob 
condições que a forcem a secar 
16 
 
muito rapidamente será impossível obter um filme bom e durável (apesar do 
aspecto poder ser bom). Por 
outro lado, é aconselhável evitar pintar quando há possibilidade de chuva ou 
muito orvalho. 
Isso explica a recomendação de evitar tempo quente, com vento ou insolação 
direta ao pintar. Também 
explica por que os fabricantes de tintas sugerem que a alvenaria porosa seja 
molhada antes da pintura. 
No outro extremo de temperatura, em temperaturas muito baixas, as partículas 
do ligante tornam-se 
excessivamente duras para coalescer, formando um filme resistente, contínuo 
e durável. 
Consequentemente, é importante aconselhar os seus clientes a seguirem as 
recomendações dos fabricantes 
ao aplicar tintas em exteriores. Somente assim eles terão benefício de todo o 
potencial protetor da tinta. 
A retenção de cor é a capacidade da tinta de manter a sua cor na exposição ao 
intemperismo. O termo aplicase 
apenas a tintas coloridas e não a tintas brancas. 
Uma variedade de fatores contribui para perda de cor nas tintas para 
exteriores. 
Uma causa comum é a deterioração da tinta, muitas vezes atribuída à falha do 
ligante, o que pode resultar em 
calcinação e/ou eflorescência e em branqueamento da superfície da tinta. 
O pigmento em si também pode deteriorar. Pigmentos orgânicos como 
vermelhos e amarelos brilhantes são 
mais sensíveis. Pigmentos inorgânicos, como óxidos vermelhos e marrons, 
geralmente retêm a cor muito 
bem. 
Algumas vezes, ambos os fatores combinam-se para produzir a perda de cor. 
A direção da exposição também pode apresentar impacto significativo. A região 
norte recebe maior incidência 
direta dos raios solares e, dessa forma, apresenta maior tendência à perda de 
cores. A exposição na região 
sul é tipicamente menor, sendo menos afetada por esse tipo de problema. 
Tintas látex para exteriores de boa qualidade tendem a manter a cor melhor do 
que tintas inferiores. Também 
possuem efeitos em pintura externa melhor retenção de cor do que tintas a 
óleo ou alquídicas para exteriores. 
Vários fatores de formulação de tintas influem na capacidade de um 
revestimento manter a sua cor. Por 
exemplo, um nível baixo de ligante em relação aos pigmentos e cargas pode 
prejudicar a retenção de cor (o 
que costuma acontecer com tintas foscas para exteriores de baixo custo). 
Também o uso de uma tinta para interiores numa aplicação em exteriores pode 
levar à perda de cor. Alguns 
dos ligantes geralmente usados em formulações para interiores não resistem 
bem à calcinação quando 
expostos em exteriores. 
17 
 
Além disso, algumas cargas com bom poder de cobertura, como caulim, 
usadas em tintas para interiores (e 
mesmo em algumas tintas para exteriores de qualidade inferiores) podem 
causar uma calcinação excessiva e 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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perda de cor. 
Cargas e dióxido de titânio, encontrado em altos níveis em muitas tintas 
brancas, tendem a produzir 
calcinação. Por este motivo, é melhor não tingir uma tinta branca sem antes 
verificar as recomendações do 
fabricante. Bases para tingimento são formuladas especialmente com tipos de 
dióxido de titânio e cargas 
resistentes à calcinação. 
Estudando: Pintor 8 
Detectando Defeitos na Pintura Externa 
Antes de iniciar a pintura em alvenaria é importante fazer uma inspeção para 
apurar o que deverá ser feito 
para corrigir os problemas encontrados. 
Iremos apresentar a seguir alguns defeitos ou problemas com suas possíveis 
soluções, facilitando assim a 
vida dos futuros pintores. 
Retenção de cor: é a capacidade da tinta de manter a sua cor na exposição ao 
intemperismo. O termo aplicase 
apenas a tintas coloridas e não a tintas brancas. 
Uma variedade de fatores contribui para perda de cor nas tintas paraexteriores. 
Uma causa comum é a deterioração da tinta, muitas vezes atribuída à falha do 
ligante, o que pode resultar em 
calcinação e/ou eflorescência e em branqueamento da superfície da tinta. 
O pigmento em si também pode deteriorar. 
Pigmentos orgânicos como vermelhos e amarelos brilhantes são mais 
sensíveis. Pigmentos inorgânicos, 
como óxidos vermelhos e marrons, geralmente retêm a cor muito bem. 
Algumas vezes, ambos os fatores combinam-se para produzir a perda de cor. 
A direção da exposição também pode apresentar impacto significativo. A região 
norte recebe maior incidência 
direta dos raios solares e, dessa forma, apresenta maior tendência à perda de 
cores. A exposição na região 
sul é tipicamente menor, sendo menos afetada por esse tipo de problema. 
Tintas látex para exteriores de boa qualidade tendem a manter a cor melhor do 
que tintas inferiores. Também 
possuem melhor retenção de cor do que tintas a óleo ou alquídicas para 
exteriores. 
Vários fatores de formulação de tintas influem na capacidade de um 
revestimento manter a sua cor. Por 
exemplo, um nível baixo de ligante em relação aos pigmentos e cargas pode 
prejudicar a retenção de cor (o 
que costuma acontecer com tintas foscas para exteriores de baixo custo). 
18 
 
Também o uso de uma tinta para interiores numa aplicação em exteriores pode 
levar à perda de cor. Alguns 
dos ligantes geralmente usados em formulações para interiores não resistem 
bem à calcinação quando 
expostos em exteriores. 
Além disso, algumas cargas com bom poder de cobertura, como caulim, 
usadas em tintas para interiores (e 
mesmo em algumas tintas para exteriores de qualidade inferiores) podem 
causar uma calcinação excessiva e 
perda de cor. 
Cargas e dióxido de titânio, encontrado em altos níveis em muitas tintas 
brancas, tendem a produzir 
calcinação. Por este motivo, é melhor não tingir uma tinta branca sem antes 
verificar as recomendações do 
fabricante. Bases para tingimento são formuladas especialmente com tipos de 
dióxido de titânio e cargas 
resistentes à calcinação. 
Calcinação: é a formação de um pó branco sobre a superfície do filme. Essa 
condição ocorre frequentemente 
à medida que a tinta permanece exposta às intempéries e o ligante lentamente 
é degradado pela luz solar e 
pela umidade da chuva, orvalho ou alguma outra fonte, diminuindo a retenção 
de pigmento pelo ligante. 
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Ao longo do tempo, quase todas as tintas exibirão alguma calcinação quando 
expostas ao intemperismo. 
Entretanto, a calcinação é mais acentuada em tintas foscas e em tintas brancas 
ou muito claras que contêm 
altos níveis de dióxido de titânio e de cargas. 
Um grau baixo de calcinação é frequentemente benéfico em brancos e cores 
claras, uma vez que tende a 
liberar a superfície de sujeira e fungos. Mas a calcinação excessiva é 
prejudicial. 
A calcinação excessiva pode prejudicar a pintura de pelo menos três modos: 
- pode resultar no escorrimento da calcinação, o que pode prejudicar aparência 
da superfície abaixo da área 
pintada (uma base de tijolos, por exemplo); 
- pode tornar mais clara a cor do revestimento; 
- pode provocar erosão do filme, com resultante perda de proteção do 
substrato. 
Tintas látex para exteriores de qualidade são formuladas para resistir tão bem à 
calcinação que esta pode não 
ocorrer durante anos. A fim de manter a pintura com um aspecto limpo essas 
tintas são frequentemente 
formuladas para possuir excelente resistência à sujeira. Isto significa que a 
sujeira transportada pelo ar não irá 
aderir à superfície. 
Empolamento: é a formação de ―bolhas‖ sobre a película de tinta. A causa 
está sempre relacionada com a 
19 
 
umidade, mas há diversas maneiras como as bolhas ocorrem. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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Frequentemente, bolhas sobre a película são consequência de excesso de 
umidade vindo do substrato. Isso 
pode acontecer quando a umidade vem de ambientes muito úmidos, como 
banheiros e lavanderias. 
Outras vezes as bolhas aparecem quando a tinta para exteriores é aplicada 
sobre superfícies úmidas ou 
molhadas. Se a tinta ainda estiver na fase de secagem as bolhas poderão 
aparecer durante períodos de 
chuva ou orvalho pesado. 
Esses problemas são mais comuns em tintas a óleo ou alquídicas em razão da 
barreira de vapor que se forma 
durante a secagem, retendo vapor na parede sob a tinta. À medida que a tinta 
seca, o vapor escapa, 
levantando a tinta da parede na medida em que evapora. Entretanto, a tinta 
látex é mais permeável; permite 
que uma pequena quantidade de vapor a atravesse enquanto seca e 
praticamente elimina a possibilidade de 
se formarem bolhas. 
Há, entretanto, uma outra forma de empolamento que atinge as tintas látex. 
Ocorre quando a tinta está sujeita 
a quantidades excessivas de umidade, fazendo-a inchar e romper sua adesão 
ao substrato. Isso pode ser pior 
durante períodos muito úmidos, quando as bolhas se enchem de água. 
O empolamento em consequência do inchamento da tinta tende a ocorrer mais 
durante o primeiro ano após a 
pintura (depois de a tinta ter sido exposta à intempéries, a chuva e a umidade 
terão removido componentes 
solúveis em água da tinta). 
Tinta com pequenas bolhas (menores de 6,5mm) decorrentes do inchamento 
geralmente se recupera na 
secagem. 
Entretanto, quando se formam bolhas grandes, a adesão da tinta é 
frequentemente enfraquecida, podendo 
resultar em descascamento. 
Descascamento: é uma falha de adesão pela qual a película de tinta se 
separa da superfície, como se fosse 
a casca de uma cebola. Há dois tipos de descascamento: 
- falha total da película, aparecendo a superfície nua; 
- descascamento entre camadas. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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Quando a superfície estiver pintada com fundo e acabamento, ou várias 
camadas de tinta, o descascamento 
poderá envolver todas as camadas. 
Isso é chamado falha total da película. Ou o descascamento pode ser entre 
camadas, ou seja, uma ou mais 
camadas de tinta separam-se de camadas inferiores ou do fundo. 
20 
 
Existem várias explicações possíveis para o descascamento. 
A falha pode ser o resultado de fraca adesão em razão da preparação 
inadequada da superfície (por exemplo, 
pintar sobre uma superfície brilhante ou calcinada). A tinta não adere bem 
sobre madeira porosa e exposta ao 
intemperismo. Esse tipo de superfície necessita ser lixada ou escovada até se 
obter uma superfície adequada. 
A adesão também será fraca sobre superfícies das quais não se tenha 
removido a calcinação (a tinta tenderá 
a se depositar sobre a superfície calcinada e não terá boa adesão). 
O descascamento também pode ser causado pela aplicação da tinta em 
condições que impedem boa 
formação de filme (temperaturas muito baixas ou muito altas, vento que possa 
fazer com que a tinta seque 
muito depressa). Como mencionado antes, o descascamento, algumas vezes, 
é consequência do 
empolamento. Ou a causa pode ser uma combinação desses fatores. 
Além do mais, em situações envolvendo várias camadas (mais de três ou 
quatro) de tinta antiga, à base de 
óleo, a repintura com látex pode resultar em perda de adesão da tinta velha e 
consequente descascamento. 
Nos casos em que várias camadas de tinta velha à base de óleos estiverem 
presentes, recomenda-se a 
remoção total destas. 
Escamação: ela pode ocorrer por várias razões, normalmente essas falhas são 
atribuídas ao fato de a tinta 
possuir adesão e flexibilidade inadequadas – problemas comuns com tintas 
foscas para exteriores de 
qualidade inferior. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104765/ 5/8A entrada de umidade provoca o inchamento das superfícies de madeira, 
seguido pela contração da madeira 
à medida que esta seca. Os ciclos de expansão e contração, muitas vezes 
agravados por ciclos de 
congelamento e descongelamento, podem resultar no ―cracking‖ e subsequente 
falha da tinta por escamação 
e descascamento. 
―Cracking‖ e escamação também podem ocorrer quando a tinta é aplicada 
numa camada fina demais. Isso 
pode acontecer quando o pintor cobre áreas maiores do que as recomendadas 
com certo volume de tinta ou 
dilui a tinta excessivamente. Isso tende a diminuir a espessura final da camada, 
tornando-a mais vulnerável ao 
―cracking‖ e à escamação. 
A preparação inadequada da superfície também pode provocar essas falhas, 
principalmente quando a tinta é 
aplicada sobre madeira nua ou sobre uma superfície muito porosa sem usar 
primeiramente um fundo. Um 
21 
 
fundo promove melhor adesão e sela a superfície, permitindo à camada 
seguinte um melhor desempenho. 
Bolor: é o aparecimento de fungos que podem se formar sobre a superfície de 
tintas para exteriores (e 
interiores), ou diretamente sobre a superfície da maioria dos substratos. 
Geralmente é negro, cinza ou 
marrom, sendo assim melhor percebido sobre superfícies brancas ou claras. 
As pessoas frequentemente confundem bolor com sujeira. Entretanto, é fácil 
verificar se se trata de bolor 
aplicando algumas gotas de líquido alvejante à superfície pintada. Se a 
coloração for dissolvida pelo alvejante, 
então, provavelmente seja bolor. Sujeira trazida pelo vento geralmente não 
será afetada pelo alvejante. 
Os nutrientes encontrados no substrato ou na tinta podem ter um papel na 
formação do bolor. Mas há muitos 
outros fatores que afetam o crescimento do bolor – alguns relacionados à tinta, 
outros ao substrato e alguns 
ao ambiente externo. 
Em termos de tinta, os seguintes itens podem influenciar o desenvolvimento do 
bolor: 
- tipo de ligante (o látex resiste ao bolor melhor do que ligantes à base de óleo 
ou alquídicos); 
- tipo de espessante utilizado; 
- porosidade da tinta (superfícies brilhantes resistem melhor do que as foscas 
em razão da superfície dura e 
brilhante); 
- espessura da camada de tinta (camadas mais espessas resistem melhor aos 
fungos do que as finas; duas 
camadas são melhor do que uma); 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104765/ 6/8 
- a idade da película de tinta (frequentemente a tinta tem uma tendência maior 
a permitir o crescimento de 
fungos à medida que sofre o intemperismo). 
Superfícies de metal, como alumínio e ferro galvanizado, tendem a promover 
menos o crescimento de fungos 
do que outros tipos de substrato. 
A pintura sobre um substrato ou revestimento que contenha fungos aumenta a 
probabilidade de aparecerem 
fungos no acabamento. 
As condições ambientais também podem influir no crescimento de fungos: 
- áreas protegidas dos efeitos de aquecimento da luz solar direta têm mais 
tendência ao crescimento de 
fungos (por exemplo, paredes voltadas ao sul; e o lado inferior de calhas); 
- condições quentes e úmidas tendem a fomentar o crescimento dos fungos; 
- a proximidade com outros fungos significa que os esporos estão presentes na 
área, apresentando maiores 
possibilidades de crescimento de fungos. 
Salinização: é a formação de uma substância branca, parecida com sal, sobre 
a superfície da tinta. 
22 
 
Geralmente forma-se apenas em áreas protegidas (sob tetos e em forros) que 
não recebem a ação de 
limpeza da chuva, orvalho e outra umidade. 
Apesar da salinização poder ocorrer em qualquer cor de tinta, não é tão 
perceptível sobre tinta branca. O 
problema é mais pronunciado com tintas escuras formuladas com carbonato de 
cálcio ou quando uma tinta 
escura é aplicada sobre uma tinta contendo carbonato de cálcio. 
A salinização muitas vezes é um problema dificil de se resolver. Muitas vezes 
não pode ser lavado facilmente. 
Além disso, a condição pode voltar quando uma nova camada for aplicada. Em 
casos extremos pode interferir 
na adesão. A melhor solução é escovar e depois aplicar um fundo alquídico 
antes de um novo acabamento. 
Descoloração: é a concentração de ingredientes solúveis em água sobre a 
superfície de tintas látex. Provoca 
um aspecto manchado, com tonalidade marrom, e algumas vezes é brilhante. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104765/ 7/8 
Todas as tintas látex têm alguns componentes solúveis em água, necessários 
para a estabilidade, 
compatibilidade de cores e consistência adequada para aplicação. Geralmente 
esses componentes evaporam 
ou são lixiviados da tinta pela chuva e orvalho. Entretanto, se a tinta for 
aplicada em condições frescas e 
úmidas, que retardam a secagem, esses componentes poderão atingir a 
superfície antes desta ter secado. 
A descoloração também pode ser provocada quando orvalho ou outra umidade 
seca sobre a superfície 
pintada pouco tempo depois desta ter secado. 
As tintas coloridas têm maior tendência à descoloração que as tintas brancas 
em razão dos tensoativos e 
glicóis presentes no colorante de tingimento. Para impedir a descoloração o 
melhor é evitar a aplicação no 
final da tarde se condições úmidas forem esperadas durante o entardecer e à 
noite. 
Se a descoloração ocorrer no primeiro dia após a tinta ter sido aplicada, o 
material solúvel em água poderá 
ser lavado com facilidade. Mas, ocasionalmente, o resíduo poderá ser 
resistente à lavagem. Felizmente, 
mesmo nesses casos, o material geralmente desaparecerá em 
aproximadamente um mês. 
Apesar de não ser um problema sério, a descoloração pode ser uma condição 
recorrente. Em casos severos 
pode afetar seriamente o aspecto da pintura. 
Manchas Alcalinas: ocorre quando a alcalinidade da alvenaria fresca provoca 
a degradação do ligante de 
uma tinta, resultando em perda de cor e deterioração geral da camada de tinta. 
É particularmente comum 
23 
 
quando uma tinta à base de óleo ou um látex vinil acrílico são aplicados em 
alvenaria fresca – como concreto 
recém moldado, juntas de argamassa e estuque não curados por pelo menos 
um mês. 
A razão do ataque alcalino deve-se à presença de hidróxido de cálcio na 
alvenaria fresca. Até que o hidróxido 
tenha reagido com o gás carbônico do ar, a alcalinidade da alvenaria 
permanece tão alta que pode atacar a 
integridade do filme. 
Para evitar o ataque alcalino as superfícies de alvenaria devem ser deixadas 
curando por pelo menos 30 dias, 
e idealmente por um ano inteiro, antes de serem pintadas. 
Caso isso não seja possível, o pintor deve aplicar um selador resistente a 
álcalis ou um fundo látex de boa 
qualidade e em seguida uma tinta látex 100% acrílica para exteriores. 
Manchamento em Madeira: é uma descoloração marrom da tinta látex que 
poderá ocorrer quando a tinta for 
aplicada sobre determinados tipos de madeira nua. Pode resultar em um 
aspecto muito feio sobre tintas 
brancas ou de cores claras. 
Apesar do manchamento poder aparecer em áreas abertas, pode ser muito 
persistente em áreas úmidas que 
recebem pouca insolação. Este manchamento é frequente quando os taninos 
encontrados em alguns tipos de 
madeira, principalmente cedro, atravessam a tinta látex e a descoloram. 
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A condição também pode ocorrer sobre nós pintados de outros tipos de 
madeira, especialmente alguns tipos 
de pinho. E algumas vezes pode ser observado onde o pinho previamente 
pintado descascou totalmente, 
permitindo ao material subir à superfície. 
Para evitar esse manchamento a madeira deve ser pintada com um fundo a 
óleo ou látex resistentes ao 
manchamento. 
Apesar de esses fundos poderem ficar manchados, impedirão que os taninos 
sangrematé o acabamento, 
exceto nos casos mais severos. 
É importante que um fundo resistente ao manchamento sempre seja 
recomendado quando o cliente estiver 
pintando cedro, sequoia vermelha, mogno ou pinho. A resistência do fundo ao 
manchamento deve ser 
destacada no rótulo da embalagem ou na literatura do fabricante. Para a 
máxima proteção devem ser 
aplicadas duas demãos de fundo. 
Esses fundos são formulados para bloquear os materiais solúveis em água que 
formam manchas com os 
seguintes componentes: 
- uma alta relação entre ligante e pigmento; 
- óxido de zinco ou outros pigmentos especiais que bloqueiam as manchas; 
24 
 
- espessantes especiais que ajudam o fundo a formar uma película 
excepcionalmente não porosa e resistente 
a manchas. 
Estudando: Pintor 9 
O que são Tintas para Interiores 
As tintas para interiores têm propriedades de aplicação e desempenho 
particularmente importantes para 
interiores, ou seja, pouca formação de respingos, resistência às marcas 
digitais, acabamento mais refinado, 
fácil lavagem sem deixar marcas, entre outros. 
De modo geral, as tintas formuladas para exteriores não se comportam tão 
bem nestes aspectos. Além disso, 
uma tinta para exterior pode não ser formulada para ter um odor mínimo, 
característica importante de tintas 
aplicadas em áreas internas ou confinadas. Consequentemente, quando o seu 
cliente estiver planejando uma 
pintura de interiores, certifique-se de recomendar somente tintas formuladas 
para essa finalidade ou aquelas 
rotuladas ―interior e exterior‖. 
Tipos de tintas para interiores: assim como para tintas de exteriores, há 
também duas categorias de tintas 
para interiores: 
- à base de solvente oleosas ou alquídicas; 
- tintas látex à base de água. 
Como já explicado na lição de tintas para exteriores, uma diferença 
fundamental entre os dois tipos de tintas é 
o componente líquido da formulação. O líquido em tintas à base de solventes 
compõe-se geralmente de 
destilados de petróleo, enquanto a maior parte do líquido em tintas látex é 
água. 
Outra diferença importante é o tipo de ligante. A maioria das tintas à base de 
solventes contém óleos vegetais 
ou óleos modificados, chamados alquídicos, que ―secam‖ ou tintas para 
interiores oxidam pela exposição ao 
ar. Por outro lado, as tintas látex têm ligantes de polímeros vinílicos ou acrílicos 
não oxidantes. 
As tintas a óleo e as látex têm sua propriedades de desempenho e 
características próprias, que serão 
discutidas mais adiante. 
Devido à sua facilidade de uso e limpeza, bem como características de 
aplicação e desempenho, como 
secagem rápida e baixo odor, a maioria das tintas para interiores vendida 
atualmente é à base de água. 
Três diferentes tipos de ligantes são usados nas tintas látex para interiores: 
- vinílicos (também chamados PVA ou vinil acrílicos); 
- acrílicos (ou 100% acrílicos); 
- acrílicos modificados. 
Tintas látex vinílicas:O ligante vinílico é o mais barato das três tecnologias. 
Mesmo assim, esse tipo de 
25 
 
ligante oferece desempenho satisfatório quando usado em tinta interior fosca e 
em algumas formulações 
semibrilho. Os ligantes vinílicos (ou vinil acrílicos) são algumas vezes 
empregados em tintas para exteriores 
mais baratas, especialmente as foscas, onde não se requer a máxima 
durabilidade e resistência aos álcalis. 
Tintas látex acrílicas:O ligante acrílico, ou 100% acrílico, apresenta melhor 
desempenho do que o ligante 
vinil acrílico em alguns aspectos importantes – principalmente em termos de 
adesão, resistência ao 
manchamento e ao ―blocking‖. Por esses motivos, os ligantes acrílicos são 
frequentemente usados em tintas 
semibrilho porque geralmente são usados em situações de maiores exigências 
(por exemplo, áreas de uso 
intenso e áreas úmidas como cozinhas e banheiros). 
Tintas látex acrílicas modificadas:Um ligante acrílico, modificado com 
estireno, é frequentemente usado em 
tintas látex brilhantes para interiores. 
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Geralmente, tintas baseadas nesses ligantes acrílicos modificados têm brilho 
superior e melhor resistência ao 
―blocking‖ (a tinta recentemente aplicada não adere sobre si mesma – por 
exemplo, uma janela recém-pintada 
não fica presa quando fechada pela primeira vez) e formam uma película mais 
dura do que tintas com outros 
ligantes látex. 
Estudando: Pintor 10 
Propriedades e demais Características das Tintas para Interiores 
As tintas para interiores possuem uma vasta gama de propriedades, entre elas 
destacamos fácil aplicação, 
atraentes acabamentos e durabilidade. Além disso, podemos explicar algumas 
características como: 
Cobertura: é a propriedade da tinta de obscurecer ou ―esconder‖ a superfície 
sobre a qual é aplicada. Essa 
propriedade é uma função da quantidade e tipo de pigmento na tinta, da 
espessura com que é aplicada, da 
cor da tinta em relação ao substrato, do ―flow‖ (consistência) e nivelamento da 
tinta e do método de aplicação. 
Tintas de alta qualidade contêm quantidades significativas de pigmento e assim 
tendem a cobrir bem. 
Também as cores mais escuras geralmente têm boa cobertura. 
As melhores tintas brancas e claras alcançam boa cobertura devido ao seu 
conteúdo de dióxido de titânio. 
Algumas tintas brancas e claras também contêm aditivos especiais de 
cobertura. 
Um quarto ou uma área podem ser pintados com menos demãos de uma tinta 
que possui bom poder de 
cobertura. 
26 
 
Assim, a seleção de um produto com essa característica pode economizar 
tempo, esforço e dinheiro. Esse é 
um importante argumento de vendas para tintas de alta qualidade, que 
geralmente cobrem muito melhor do 
que as mais baratas. 
Aderência: é a capacidade da tinta de ―ancorar‖ ou aderir a uma superfície. 
Supondo que a superfície tenha 
sido bem preparada, uma boa adesão é principalmente uma função da 
qualidade e quantidade de ligante na 
tinta. Quanto mais ligante a tinta contiver, tanto maior será a sua capacidade de 
formar uma ligação firme com 
a superfície abaixo. Já que tintas de melhor qualidade contêm mais ligante do 
que tintas de qualidade inferior, 
elas também tendem a ter maior adesão, fazendo com que sejam mais 
duráveis. 
Resistência ao respingo: o respingo é a tendência da tinta de jogar pequenas 
gotas durante a aplicação, 
especialmente a rolo. Naturalmente, isso pode fazer sujeira em interiores. 
Como resultado, tintas com boa 
resistência ao respingo são mais fáceis e agradáveis de usar. 
A tecnologia mais antiga de formulação de tintas látex envolvia o uso de 
espessantes celulósicos, que 
produziam uma tendência ao respingo. Hoje, entretanto, as melhores tintas 
látex contêm espessantes 
sintéticos que ajudam a minimizar o respingo. 
É importante familiarizar-se com a sua linha de produtos e suas características 
de respingo. A resistência ao 
respingo é um argumento de vendas atraente para muitos de seus clientes. 
Flow e nivelamento: o bom nivelamento é uma importante característica de 
aplicação. Refere-se à 
propensão da tinta de espalhar-se uniformemente, com as marcas do pincel ou 
do rolo tendendo a nivelar-se 
e tornarem-se imperceptíveis. 
Uma propriedade de aplicação relacionada ao nivelamento é a resistência ao 
escorrimento. O escorrimento é 
um movimento descendente de filme de tinta entre o tempo de aplicação e a 
secagem, resultando numa 
camada irregular com uma borda inferior espessa. A aplicação de uma demão 
grossa de tinta muito fluida 
pode provocar o escorrimento. 
Para ajudar a atingir o equilíbrio entre tintas com o melhor equilíbrio entre o 
nivelamento e resistência ao 
escorrimento usam-se, frequentemente, aditivos chamados de modificadores 
de reologia. 
Aceitação de cor: as tintas com boa aceitação de cor tendem a desenvolver 
toda a sua cor e produzir umacor consistente com qualquer tipo de aplicação, como revólver, pincel ou rolo. 
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27 
 
Por essa razão é fundamental que o tingimento de tintas seja feito apenas com 
as tintas e colorantes 
apropriados. 
As diretrizes dos fabricantes devem sempre ser seguidas nesse aspecto. 
Além disso, tintas que não têm boa aceitação de cor podem produzir cores 
ligeiramente diferentes, 
dependendo do método de aplicação (pincel, rolo ou revólver), em razão de 
diferenças na tensão aplicada à 
tinta. Essa tensão é a força ou trabalho exercido sobre a tinta pela aplicação. 
Uma tensão de aplicação mais 
alta tende a desenvolver mais a cor do que uma tensão menor se a tinta não 
tiver boa aceitação de cor. 
Por exemplo, pelo fato de a aplicação a pincel exercer maior tensão do que a 
aplicação a rolo, uma parede 
com tinta aplicada a pincel nos cantos e com rolo nas demais áreas pode 
mostrar um efeito chamado 
―emolduramento‖: uma área mais clara rodeada pela tinta mais escura, 
aplicada a pincel. De modo similar, a 
aplicação a revólver geralmente aplica maior tensão do que a aplicação a 
pincel ou rolo e assim uma tinta 
com fraca aceitação de cor pode ficar mais escura se aplicada a revólver do 
que nos retoques a pincel ou rolo. 
Retoques: a boa retocabilidade refere-se à capacidade da tinta de produzir o 
mesmo aspecto quando usada 
para retoque como na aplicação original. Essa propriedade é desejável para a 
maioria dos clientes, mas é 
crítica para os pintores profissionais que, frequentemente, aplicam a tinta 
depressa e depois voltam para 
efetuar os retoques ou para aqueles que precisam fazer retoques numa 
construção depois que eletricistas, 
encanadores e outros trabalhadores tiverem completado seu trabalho. 
Tradicionalmente, quanto mais alto o brilho tanto mais difíceis os retoques. 
Tintas foscas são muitas vezes 
formuladas com essa característica em mente. 
Várias coisas podem fazer com que a tinta pareça diferente em áreas 
retocadas. Algumas vezes, mais de um 
desses fatores está em jogo. 
Uma causa possível é a porosidade do substrato. Se não for aplicado fundo a 
uma superfície porosa o 
retoque atuará como uma segunda demão em partes pintadas anteriormente, o 
que poderá causar um 
aspecto diferente da superfície, tanto quanto à cor como quanto ao brilho. 
Como mencionado anteriormente, se uma tinta não tiver boa aceitação de cor 
ela pode adquirir um aspecto 
ligeiramente diferente se o retoque for efetuado com uma ferramenta diferente 
da usada inicialmente – se a 
demão inicial tiver sido aplica a rolo e o retoque a pincel, ou vice-versa. 
Diferença na temperatura do ar entre a hora da aplicação: inicial e a do retoque 
também podem levar a 
28 
 
diferenças na cor e no brilho. Isso às vezes ocorre em trabalhos comerciais 
onde a pintura é efetuada em 
temperaturas baixas (depois do expediente, ou em fins de semana, ou antes de 
haver calefação, no caso de 
obras novas) e o retoque é feito mais tarde, quando o edifício estiver aquecido. 
Resistência ao manchamento e ao esfregamento: os clientes não estão 
interessados apenas no aspecto 
inicial da pintura, mas também no seu aspecto futuro. Boa resistência ao 
manchamento e ao esfregamento 
são aspectos importantes nesse sentido. 
A resistência ao manchamento é a capacidade da tinta de impedir a retenção 
de sujeira doméstica e de 
manchas. (Uma propriedade relacionada – removibilidade de manchas – 
refere-se à facilidade com a qual 
manchas ou sujeira podem ser removidas da superfície). 
A resistência ao esfregamento é a capacidade da tinta de manter sua cor 
quando sujeita a repetidas lavagens 
ou esfregamentos. 
Essas propriedades estão relacionadas à resistência e porosidade da película 
de tinta, que, por sua vez, 
depende da quantidade e qualidade do ligante usado. Tintas de melhor 
qualidade geralmente contêm mais 
ligante, oferecendo, assim, o melhor desempenho em termos de resistência ao 
manchamento e ao 
esfregamento. 
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De modo geral, podem-se descrever as tintas para interiores de melhor 
qualidade como as que oferecem o 
melhor equilíbrio de propriedades para facilidade de manutenção, a saber: 
• resistência a manchas, de modo que a tinta absorve menos descoloração; 
• facilidade de remoção das manchas, de modo que qualquer descoloração que 
tenha sido absorvida possa 
ser removida com relativa facilidade; 
• resistência ao esfregamento, de modo que a tinta resista a qualquer 
esfregamento necessário (uma boa 
parte da resistência ao esfregamento será desnecessária se a tinta tiver boa 
resistência ao manchamento e 
facilidade de remoção de manchas). 
É importante notar que a resistência ao manchamento é geralmente maior nas 
tintas de brilho mais elevado 
do que nas foscas. 
Resistência ao levantamento de brilho: essa propriedade descreve a 
capacidade da tinta de resistir a um 
aumento de brilho quando sujeita ao esfregamento ou quando algum objeto 
passar sobre ela. 
Resistência ao blocking: isso se refere à capacidade da tinta de, quando 
aplicada a duas superfícies, não 
aderir sobre si mesma quando sujeita a pressão – por exemplo, uma boa 
resistência ao blocking ajuda uma 
29 
 
porta a não aderir ao batente, ou uma janela a não aderir à sua moldura. Essa 
característica é principalmente 
importante em tintas semibrilhantes ou brilhantes. 
A tinta látex semibrilhante de baixa qualidade pode ter pouca resistência ao 
―blocking‖, principalmente em 
condições quentes e úmidas. Tintas acrílicas geralmente têm melhor 
resistência ao blocking do que tintas 
vinílicas. 
Resistência à impressão: é a capacidade da tinta de resistir à marcação ou 
aceitar a impressão de um 
objeto colocado sobre ela – por exemplo, uma prateleira, mesa ou beiral de 
janela com livros, louça e outros 
objetos sobre eles. Assim como na resistência ao blocking, a resistência à 
impressão é importante em tintas 
semibrilhantes. Os modificadores de reologia são adicionados às formulações 
de tintas não apenas para 
aumentar sua viscosidade, mas também para melhorar o flow, nivelamento e 
formação de filme. Tintas de 
qualidade que contêm modificadores de reologia também têm excelente 
resistência aos respingos. 
E como esses aditivos são sintéticos, os modificadores de reologia tornam a 
tinta mais resistente à 
deterioração. 
Estudando: Pintor 11 
Tintas para Interiores e os Tipos de Acabamento 
O tipo de tinta, marca, qualidade e cor são algumas das decisões que o seus 
clientes devem fazer ao comprar 
tinta para interiores. Mas a escolha do melhor nível de brilho (as características 
de reflexão da luz) também é 
importante. 
Essa decisão envolve tanto considerações práticas como estéticas. 
O tipo de acabamento ou brilho correto nos lugares certos pode ajudar a criar 
um interesse visual em qualquer 
ambiente interior. Também pode ajudar a prolongar a vida da pintura. 
Apesar de os fabricantes de tintas, algumas vezes, usarem nomes diferentes 
para os níveis de brilho dos seus 
acabamentos, a maioria das marcas de tintas tem pelo menos quatro níveis 
básicos de brilho. 
Brilho: As tintas brilhantes, algumas vezes chamadas acabamentos de alto 
brilho, têm uma aparência 
altamente refletiva. São o tipo de acabamento para interiores mais durável e 
mais resistente ao 
manchamento. 
Além disso, também são mais fáceis de limpar que as tintas com menos brilho. 
Do ponto de vista prático, as tintas brilhantes são ideais para áreas expostas a 
movimentação intensa, uso 
pesado ou mesmo abuso – especialmente em lugares que tendem a atrair 
marcas de dedos e sujeira. 
30 
 
As tintas brilhantes são frequentemente usadas em paredes de cozinhas ou 
banheiros, gabinetes,corrimões, 
portas, beirais de janelas e em outras esquadrias interiores. 
Alguns tipos também podem ser usados em móveis (verifique o rótulo sobre as 
recomendações do 
fabricante). Algumas vezes as tintas brilhantes são chamadas esmaltes porque, 
ao serem aplicadas, parecem 
com o acabamento brilhante de fogões e geladeiras. 
Os assim chamados esmaltes têm um conteúdo de ligante mais alto do que 
outros tipos de tintas. Isso faz 
com que sejam mais resistentes, menos suscetíveis a manchamento e mais 
laváveis do que tintas de brilho 
menor. 
Tradicionalmente, as tintas à base de óleo ou alquídicas têm sido as de maior 
brilho. Mas progressos na 
tecnologia de tintas látex têm resultado em tintas brilhantes cujo desempenho é 
tão bom – e, sob alguns 
pontos de vista, melhor – do que o dos esmaltes a óleo. 
Como exemplo, esmaltes látex têm melhor resistência a fungos do que 
esmaltes a óleo e por isso são muitas 
vezes preferidos para banheiros, cozinhas e lavanderias. 
Esmaltes látex resistem ao amarelamento muito melhor do que os esmaltes a 
óleo à medida que envelhecem. 
Também secam mais depressa, permitindo uma segunda demão mais cedo. 
Ao recomendar tintas brilhantes, tenha uma coisa em mente: em razão de seu 
aspecto altamente refletivo, as 
tintas brilhantes tendem a destacar as imperfeições da superfície. 
Assim, se as paredes do seu cliente estiverem irregulares, ele poderá preferir 
uma tinta de menor brilho. 
Semibrilho: Os clientes que desejam um acabamento durável com um aspecto 
menos brilhante devem usar 
uma tinta semibrilho. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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Essas tintas oferecem boa resistência ao manchamento e facilidade de 
limpeza, mas não são tão refletivas 
como as brilhantes. 
As tintas semibrilho são excelentes para uso em paredes ou madeiras sujeitas 
ao desgaste, inclusive paredes 
de cozinhas e banheiros, corredores, quartos de crianças e quartos de 
brinquedos, portas, janelas e 
esquadrias. 
Como as tintas brilhantes, os acabamentos semibrilho são disponíveis em 
formulações que têm um teor mais 
alto de ligante. Nessa categoria, as tintas 100% acrílicas são consideradas as 
de melhor qualidade. 
Acetinado: em comparação com tintas foscas para paredes, essas tintas têm 
um brilho ligeiramente superior, 
que deixam o ambiente mais charmoso quando aplicadas sobre paredes ou 
madeiras. As tintas nessa 
31 
 
categoria de brilho resistem melhor às manchas do que as tintas foscas, mas 
não tão bem como as tintas com 
brilho mais elevado. 
Tintas acetinadas são uma boa escolha para quartos ou áreas onde se deseja 
algum brilho e boas 
propriedades de limpeza são necessárias. 
Por exemplo, são adequadas para superfícies de paredes em halls, banheiros 
e salas de jogos, ou para 
esquadrias onde se deseja apenas um ligeiro brilho. Ocasionalmente, são 
usadas em forros. 
Fosco: as tintas foscas são não refletivas e assim, tendem a esconder 
imperfeições ou irregularidades das 
superfícies melhor do que tintas com níveis mais altos de brilho. 
Como resultado, são uma escolha popular para paredes e forros. 
Quanto à remoção de sujeiras ou manchas será mais difícil remover do que de 
um acabamento fosco e por 
isso, devem ser usados em áreas que não ficam sujas com frequência. 
As tintas foscas são formuladas com altas quantidades de pigmentos para 
proporcionar uma superfície mais 
áspera, que não reflita a luz. Isso pode resultar numa película de tinta que 
segura a sujeira, ao contrário da 
tinta semibrilhante, que tem um acabamento liso permite a remoção da sujeira 
com maior facilidade. 
As tintas foscas para interiores são as mais vendidas na linha imobiliária nos 
Estados Unidos e no Canadá. 
Isso se deve ao fato de essas tintas serem usadas nas grandes superfícies de 
paredes internas e porque a 
repintura é frequentemente feita nessas áreas, não só por necessidade, mas 
também para mudança de cores 
e outras razões decorativas. Muitos fabricantes oferecem a sua gama mais 
ampla de tintas, ou níveis de 
qualidade, em tintas foscas. Os benefícios associados com as tintas para 
interiores de melhor qualidade são: 
poder de cobertura, baixo respingamento, resistência ao esfregamento, 
retoques, resistência ao 
manchamento, facilidade de limpeza, não amarelamento e uma ampla seleção 
de cores. 
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Estudando: Pintor 12 
Os Fundos Preparadores e Seladores 
Para conseguir os melhores resultados na pintura é necessário usar um fundo 
ou selador antes de aplicar a 
tinta. 
Os fundos preparadores ou seladores quando são aplicados, ajudam na 
melhora da adesão do acabamento 
sobre superfície. A maioria dos fundos é especialmente formulada para tornar o 
substrato mais uniforme e 
receptivo ao acabamento, de modo que quando o acabamento (tinta) for 
aplicado, ele possa aderir melhor. 
32 
 
Na madeira, fundos especiais ajudam a impedir a formação de manchas e 
taninos de sangrarem, através da 
tinta, deteriorando o serviço. Por exemplo, fundos de primeira qualidade podem 
bloquear manchas causadas 
por água, graxa, ferrugem, fumaça, e outras substâncias. São particularmente 
úteis quando usados sobre 
madeiras que mancham, como cedro, sequoia vermelha e mongno. 
A aplicação de um fundo pode ajudar a proporcionar um acabamento mais 
uniforme e atraente. 
Seladores são produtos desenvolvidos para serem aplicados antes da pintura, 
de tal modo que a superfície 
não absorva a tinta. Geralmente são usados sobre superfícies de madeira ou 
alvenaria, que têm diferentes 
porosidades. Se um selador não for aplicado nesses substratos, as áreas mais 
porosas terão um aspecto 
mais fosco do que as áreas não porosas e o resultado geral será pouco 
atraente. 
Apesar desses muitos benefícios, entretanto, alguns clientes poderão hesitar 
em adquirir um fundo ou selador 
por causa do custo. 
Em comparação com a melhor tinta, os fundos e seladores podem ser 
relativamente caros por serem muito 
ricos em ligante, o que, por sua vez, lhes dá uma boa adesão. 
A composição de fundos e seladores: apesar de alguns fundos e seladores 
serem transparentes, a maioria 
é pigmentada, geralmente com um pigmento claro. A cor mais comum é 
branco. A pigmentação é usada em 
fundos e seladores tanto por motivos funcionais como estéticos. 
Uma pigmentação forte ajuda a assegurar que o acabamento tenha uma boa 
cobertura. Certos pigmentos 
também ajudam a bloquear as manchas. E a pigmentação permite ao pintor ver 
facilmente onde já foi aplicado 
o fundo ou selador e onde ainda não. 
A preparação da superfície: da mesma forma que tintas e outros revestimentos, 
fundos e seladores terão 
melhor desempenho quando o substrato for bem preparado. 
Trincas, pequenos buracos e outras imperfeições da superfície devem ser 
enchidas e lixadas. 
Superfícies enferrujadas devem ser escovadas e lixadas: antes de tudo, a 
superfície deve estar limpa e 
livre de poeira, sujeira, gordura, tinta solta e outros contaminantes antes de ser 
pintada. 
É sempre recomendável usar um fundo para obter o melhor acabamento, 
principalmente ao: 
- pintar madeira nova, gesso novo ou outras superfície que nunca tenha sido 
pintada; 
- repintar uma superfície irregular ou muito deteriorada; 
- pintar uma superfície desgastada até o substrato origin al. 
Tipos de fundos e seladores: assim como em tintas, há duas classificações 
de fundos e seladores: produtos 
33 
 
à base de látex ou de água e produtos à base de óleo ou resinas alquídicas. 
Ambos existem em formulações 
para interiores e exteriores. 
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Fundos látex aderem bem sobre a maioria das superfícies exceto superfícies 
oleosas e silicone. Alguns 
fundos látex de primeiralinha aderem mesmo sobre superfícies um pouco 
calcinadas. Quase todas as tintas 
aderem bem sobre fundos a óleo ou látex, inclusive tinta látex fosca. 
Para madeiras, os fundos látex resistem ao manchamento, entretanto, para 
madeiras que mancham muito, os 
fundos a óleo resistentes a manchamento apresentam melhor desempenho. 
Fundos à base de óleo também têm melhor adesão sobre superfícies muito 
calcinadas (mesmo aqui, 
entretanto, você deve remover tanta calcinação quanto possível). De maneira 
geral, fundo selador látex – 
especialmente os acrílicos – têm um desempenho similar ao dos produtos à 
base de óleo. 
Jamais devem afastar-se do uso indicado do produto. Não se deve aplicar uma 
demão fina demais de fundo. 
Seu cliente deve assegurar-se de que os substratos esteja totalmente selados 
antes de aplicar o acabamento. 
Os fundos não são projetados para serem usados como acabamentos. São 
projetados para selar a superfície 
e igualar a porosidade. 
Como aplicar o fundo: escolha sempre o fundo mais adequado para cada tipo 
de superfície. Siga 
corretamente as recomendações do fabricante sobre taxas de cobertura (qual a 
área máxima que pode ser 
coberta com um litro), tempo de secagem e se é recomendável mais de uma 
demão antes da pintura. 
Madeira nova: Se a madeira não provocar muitas manchas use um fundo 
acrílico de qualidade ou um fundo à 
base de óleo. 
No caso de madeiras que mancham muito use um fundo bloqueador ou 
eliminador de manchas. Dentre as 
madeiras externas que tipicamente mancham sofrem lixiviação, estão a 
sequoia vermelha, cedro e esquadrias 
de compensado. 
Quando a aplicação do fundo estiver completa, a superfície deverá ter um 
acabamento uniforme, sem fibras 
de madeira expostas. 
Sempre informe aos seus clientes que pintem no prazo de duas semanas para 
impedir a deterioração das 
fibras da madeira. 
Madeira ja pintada: Se houver exposição de madeira e se a tinta velha estiver 
muito calcinada pinte com um 
fundo à base de óleo. 
Toda a calcinação deve ser removida antes da aplicação do fundo. 
34 
 
Madeira já exposta às intempéries: Raspe, lixe bem a madeira e passe um 
pano seco para retirar o pó, 
antes de aplicar o fundo, porque as fibras de madeira deterioradas devem ser 
removidas para evitar que a 
tinta falhe. 
Uma superfície bem raspada ou lixada não terá mais a cor cinza. 
Também certifique-se de enfatizar que os fundos devem ser aplicados 
imediatamente após a preparação da 
superfície. 
Alvenaria: Se a superfície for muito porosa, aplique primeiro um selador para 
alvenaria, como uma massa. 
A massa látex é um produto altamente pigmentado, que se expande ao secar 
e, assim, enche os poros da 
superfície e cria um acabamento liso e uniforme. 
Massas látex são produtos baratos. A maioria dos fundos para alvenaria é à 
base de látex; entretanto, há 
fundos a óleo específicos para neutralizar a alcalinidade. Nos meses frios pode 
ser necessário usar esse tipo 
de fundo. 
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Tinta calcinada, se não puder ser removida, deverá ser selada com um 
condicionador de alvenaria que ligue a 
calcinação ao substrato. 
Numa repintura, o selador deve ser aplicado apenas onde a tinta velha estiver 
parcial ou totalmente removida 
por raspagem ou escovamento. 
Metais ferrosos: um metal ferroso tende a corroer rapidamente. Use um fundo 
a óleo resistente à corrosão. 
O fundo mais comum para metais ferrosos é um fundo vermelho óxido a óleo. 
Esse fundo cria uma película e 
contém ingredientes que impedem a água e o oxigênio de atingirem o metal, 
evitando, assim, a ferrugem. 
Uma boa aplicação desse produto pode ser usado sobre cabeças de prego não 
galvanizadas. Recomendamse 
duas demão de fundo. 
Alumínio ou ferro galvanizado: fundo de ancoragem para dar aderência à 
tinta. 
Paredes de alvenaria: a maioria dos fundos para paredes é à base de PVA 
(acetato de polivinila). 
Use um fundo látex por ser barato e ter boa adesão. 
Os fundos para paredes são geralmente seladores, o que assegura um 
acabamento uniforme. 
Um fundo a óleo não deve ser usado (exceto sob papel de parede ou sobre 
manchas que sangram) porque irá 
levantar a textura da parede. 
Use um fundo a óleo sob papel de parede que permitirá uma aplicação mais 
rápida do papel e facilitará a sua 
remoção. 
Finalmente, remova qualquer poeira de lixamento. 
35 
 
Bloqueadores de manchas: fundos bloqueadores de manchas estão 
geralmente disponíveis em formulações 
látex ou a óleo. Ambos os produtos funcionam bem para selar manchas, 
marcas de tinta ou crayon, gordura e 
fuligem. 
Os produtos à base de óleo são mais adequados para selar manchamento de 
água e para manchas externas 
de tanino. 
Os produtos à base de látex são melhores para uso amplo em exteriores em 
razão de sua superior resistência 
ao cracking. 
Além disso, os bloqueadores de manchas látex têm muito menos odor do que 
os à base de óleo. 
Fundos látex para esmaltes: estes são excelentes fundos para serem usados 
sob tinta semibrilhante ou 
brilhante porque oferecem um brilho uniforme aos esmaltes. 
Todos os fundos devem ser levemente lixados para remover marcas de pincel 
ou fibras de madeira e os 
fundos para esmaltes podem ser lixados até formar superfícies extremamente 
lisas. 
Fundos de aderência: devido ao seu alto teor em sólidos e ligante, os fundos 
de aderência aderem a 
acabamentos brilhantes. 
Superfícies pintadas com esmalte, vidro, azulejos, fórmica e painéis vinílicos 
são excelentes substratos para 
esse tipo de fundo. 
Não devem ser usados em aplicações para exteriores por sua falta de 
flexibilidade. 
Fundos de barreira de vapor: Estes fundos são usados em paredes internas 
para impedir que a umidade 
permeie através das paredes para o exterior. 
Este tipo de permeação pode causar falhas na pintura externa. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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Revestimentos de barreira de vapor ajudam a manter a umidade em um nível 
confortável nas casas durante 
os meses mais frios. 
Então, lembrando novamente: 
- Na Madeira Nova (Crua): aplique o fundo látex acrílico ou a óleo. Use fundo 
resistente a manchas para 
madeira, fundos a óleo são melhores para madeiras que tem tendência a 
mancharem muito. 
- Repintura: geralmente não necessita de fundo a não ser que haja calcinação 
ou madeira nua exposta. 
- Madeira já exposta: lixar bem a madeira até remover todas as fibras cinzas. 
Aplique um fundo para madeira 
antes de pintar. 
- Alvenaria: selar a superfície se for nova ou muito porosa. Quando for 
repintura use um selador apenas se a 
tinta velha foi removida por raspagem ou escovamento. 
36 
 
- Metais ferrosos: aplique um fundo látex acrílico ou a óleo resistente à 
corrosão (duas demãos) antes de 
pintar o acabamento. 
- Alumínio/Ferro Galvanizado: limpe a superfície caso a mesma não esteja 
em ambiente arejado. Aplicação 
do fundo não é necessário, exceto se a superfície galvanizada apresentar 
ferrugem. Remova qualquer pó de 
óxido com palha de aço grossa e retire o pó antes de pintar. 
Estudando: Pintor 13 
Solventes e Diluentes Usados nas Tintas 
Antes de começar a usar um Aguarrás ou Thinner, precisamos saber onde e 
como usá-los, para não 
prejudicar a qualidade da tinta que será aplicada. 
Mas o que é na verdade um diluente? São produtos químicos usados para 
diluir tintas à base de óleo, 
tingidores e acabamentos e poliuretanos. O solvente mais comum tem mais 
uso de diluição e limpeza do que 
qualquer outro solvente. É feito a partir de aguarrás. 
Aguarrás: tem odor relativamente baixo, é o solvente de maior uso geral. É 
usada como diluente. Porém 
nunca tente cheirar. 
Terebintina: Um solvente de qualidade, a terebintina pura é feita de óleo de 
pinho. Ajuda na aplicaçãoda tinta 
e na adesão e penetração sob superfícies de madeira. Existem dois tipos: 
comum e pura. Ambos são 
excelentes, mas a pura tem qualidades superiores. Ambos deixam um leve 
resíduo de goma e por isso não 
são recomendados como agentes de limpeza. 
Nafta VM&P: É um solvente derivado do petróleo, o seu poder solvente é 
similar ao da aguarrás, mas 
evapora mais depressa, diminuindo o tempo de secagem. Um diluente 
excelente para a maioria dos 
acabamentos à base de solventes. 
Thinner para laca: Solvente de uso geral para diluir lacas para madeira. 
Verifique as instruções do fabricante 
pois as formulações são diferentes para uso em madeira, automotivo e lacas 
acrílicas. Excelente para 
remover graxas e para limpeza. 
Acetona: É o solvente mais forte e de evaporação rápida. É forte demais para 
ser usado como diluente na 
maioria das tintas. A sua força o torna um excelente agente de limpeza, mas 
ataca muitos plásticos e tecidos 
sintéticos e dissolve epóxi de dois componentes antes do seu endurecimento. 
A acetona é extremamente inflamável e deve-se tomar cuidado na 
armazenagem e no seu uso. Pode ser 
dissolvida em água para reduzir a sua força. 
Fosqueante líquido: Usado para limpar, desengraxar e fosquear superfícies 
pintadas antes da repintura. 
37 
 
Também é um bom agente de limpeza para madeira nova antes da pintura. 
Não use como diluente em 
nenhuma tinta. Deve-se cobrir pequenas áreas de cada vez porque sua 
eficiência pode desaparecer em 30 
minutos. As áreas tratadas devem ser pintadas em 30 minutos, senão a área 
deverá ser tratada novamente. 
Limpadores: São produtos especialmente formulados para limpeza de 
ferramentas. Não devem ser usados 
como diluentes – poderão prejudicar a qualidade da tinta. Bons para limpeza de 
pincéis de cerdas naturais 
para amolecerem tinta endurecida sem atacar as cerdas. 
Álcoois: Existem na forma desnaturada e como álcool de madeira (metanol). 
São os únicos solventes para 
goma laca, mas não diluem a maioria das outras tintas. Um excelente solvente 
para limpeza. 
Atenção: metanol é venenoso. 
O álcool desnaturado é seguro e bom para diluir e limpar goma laca e goma 
laca pigmentada. O álcool 
desnaturado queima em fogões a álcool e tem baixo odor. 
Óleo de linhaça cru: É um preservante natural para madeira e aditivo para 
algumas tintas à base de óleo. 
Um filme fino e seco de óleo de linhaça repele a água e ajuda a restaurar as 
madeiras não pintadas. Seca 
muito lentamente. Pode ser diluído com terebintina para reduzir a 
concentração. 
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https:/ 
Estudando: Pintor 14 
Vernizes, onde e como aplicar? 
Um verniz é essencialmente uma tinta sem pigmento, apenas com ligante e 
aditivos. O filme formado é 
transparente, tornando o substrato visível sob o revestimento. 
Assim como com tintas, os vernizes estão disponíveis em formulações para 
interiores e exteriores, tanto nas 
versões à base de água com à base de solvente. É importante usar o tipo 
adequado para o trabalho. 
Vernizes para interiores: são usados principalmente sobre superfícies de 
madeira natural ou tingida. 
Como exemplo temos: móveis, portas, janelas, esquadrias, assoalhos, tampos 
de bar, etc.. 
Vernizes podem ser formulados com diversos ligantes, tais como poliuretanos, 
acrílicos, alquídicos e 
fenólicos. 
Lacas (nitrocelulose) incolores de secagem rápida geralmente são formuladas 
para serem diluídas com 
thinner. Para se conseguir o desempenho adequado, os diluente devem ser 
usados apenas onde 
recomendados pelo fabricante. 
38 
 
As lacas não estão disponíveis ao consumidor com a mesma facilidade de 
antigamente, mas ainda são 
usadas pelos fabricantes de móveis. 
Seladores para pisos de ginásios são uma excelente escolha para pisos. São 
absorvidos pelo substrato e 
endurecem as fibras da madeira. Proporcionam um alto brilho e um ótimo 
aspecto. 
Todos os vernizes devem ser misturados cuidadosamente antes da aplicação 
para evitar espuma, que pode 
provocar crateras no trabalho terminado. 
Vernizes acetinados ou foscos contêm pigmentos fosqueantes e devem ser 
misturados de tempo em tempo 
num trabalho mais demorado para assegurar um brilho uniforme. 
Se houver formação de pequenas crateras nos vernizes à base de solventes 
elas podem ser removidas pelo 
esfregamento suave da superfície com lã de aço extrafina entre as demãos. 
Vernizes para exteriores: são geralmente aplicados sobre madeira nua ou 
tingida, apesar de também 
poderem ser usados sobre objetos pintados para proporcionar um aspecto 
brilhante e uma proteção adicional. 
O termo verniz spar é usado para descrever esses produtos. 
Deriva do uso de vernizes sobre partes de madeira usadas em navios a vela. 
Os vernizes spar também são 
chamados vernizes marinhos/marítimos. São a melhor escolha para uso em 
exteriores, sobre móveis e vasos 
de madeira e outros acessórios onde se deseja um revestimento incolor para 
proteção contra as intempéries. 
Os vernizes spar oferecem excelente resistência ao cracking e ao 
descascamento, mas, como todos os 
produtos incolores, podem requerer reaplicações mais frequentes. 
As aplicações em exteriores exigem muito dos vernizes, especialmente 
aplicações sobre madeira. Sem a 
proteção da pigmentação os vernizes são relativamente transparentes à 
radiação UV da luz solar. Quando 
esta radiação atinge o substrato de madeira tende a quebrar suas fibras, o que 
pode provocar perda de 
adesão. 
Em razão dessa vulnerabilidade potencial, a maioria dos vernizes para 
exteriores é fortalecida com aditivos 
especiais conhecidos por absorvedores de UV. Estes aditivos são muito caros, 
mas também são importantes, 
já que ajudam a retardar a degradação do substrato. 
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Para maximizar a proteção à UV é bom recomendar aos seus clientes que 
apliquem várias camadas de 
vernizes para proporcionar maior espessura da película, que resultará em 
maior durabilidade. 
É muito importante seguir as instruções do fabricante nesse sentido, para obter 
a máxima durabilidade. 
39 
 
Além disso, os vernizes devem ser reaplicados frequentemente sobre madeira 
– geralmente a cada ano ou 
dois – mesmo que o revestimento não tenha falhado de modo significativo. 
Uma demão preventiva, especialmente com vernizes spar, em aplicações 
externas proporcionará maior 
longevidade sem a necessidade de remoção total se ocorrer alguma falha do 
filme. 
Acabamentos de óleo natural: acabamento a óleo à base de solventes são 
feitos com óleos secativos, 
geralmente linhaça ou tung. Eles penetram na madeira e são adequados para a 
maioria das aplicações sobre 
madeira nua ou tingida. 
Acabamentos a óleo, como óleo de tung, geralmente são aplicados com pincel 
ou boneca e depois deixados 
secar por um breve período antes do excesso ser removido com um pano 
limpo. 
A aplicação de duas ou mais demãos irá produzir um acabamento de bom 
aspecto sobre madeira. 
De modo geral, os acabamentos a óleo devem ser deixados para secar durante 
várias horas entre demãos. 
Acabamentos a óleo, como tung, não devem ser recomendados para áreas de 
muito movimento ou onde 
água ou álcool poderiam ser um problema – por exemplo, sobre mesas de 
café. 
Panos ou papéis impregnados com tintas ou vernizes à base de óleo podem 
pegar fogo através de combustão 
espontânea se empilhados depois do uso ou se são descartados de maneira 
imprópria. Depois de usar panos 
ou papéis eles devem ser espalhados para secar num lugar seguro ou 
colocados num recipiente à prova de 
fogo. 
Vernizes alquídicos e uretano-alquídicos: (poliuretânicos) à base de 
solventes. Esses tipos de vernizes têm 
ampla utilidade e frequentemente são usados em assoalhos, escadas e 
esquadrias, bem como em móveis. 
São melhor aplicados com umpincel de fibras naturais de boa qualidade ou 
com um pincel poliéster. 
Ao aplicar vernizes alquídicos e uretano-alquídicos, conhecidos como 
poliuretanos, deve-se tomar cuidado 
para evitar a formação de bolhas que podem romper-se quando a tinta seca. 
O verniz deve ser misturado com um movimento suave e nunca agitado a 
aplicação deve ser lenta e 
cuidadosa. 
Deixar o tempo de secagem adequado é muito importante ao usar vernizes 
uretano-alquídicos. Se o tempo de 
secagem for muito curto (menos que algumas horas) a segunda demão pode 
atacar a primeira e causar 
enrugamento ou empolamento. 
Por outro lado, se o tempo de secagem for muito longo, a segunda demão 
poderá ter insuficiente adesão 
40 
 
sobre a primeira. Se a primeira demão tiver secado por mais de 24 horas, um 
leve lixamento ajudará a 
segunda demão a aderir adequadamente. 
Vernizes à base de água: a tecnologia de vernizes á base de água estão 
disponíveis com uma variedade de 
ligantes: acrílicos, acrílicos modificados, uretano-acrílicos e uretânicos 
dispersos em água. 
Os vernizes à base de água oferecem os benefícios de fácil limpeza com água 
e sabão e baixo odor, em 
comparação aos vernizes à base de solventes; mas, de modo geral, eles não 
têm as propriedades de 
resistência e alto brilho dos vernizes à base de solventes. 
Pelo fato de o ligante estar disperso em água, em vez de dissolvido, muitos 
vernizes à base de água têm uma 
cor esbranquiçada na lata, diferente do aspecto claro e amarelado típico dos 
vernizes à base de solventes, a 
cor ajuda a aplicar um revestimento uniforme. Ao final, o revestimento torna-se 
transparente na secagem. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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Depois da aplicação sobre madeira, alguns vernizes à base de água serão 
mais claros e incolores do que 
vernizes à base de solventes. Estes tendem a ressaltar a madeira por várias 
razões: a sua tonalidade 
amarelada, a sua maior tendência de penetrar nas fibras de madeira, o que 
acentua o desenho e o seu brilho 
mais alto quando vistos de frente. 
Ao aplicar um verniz à base de água é possível que a água levante as fibras da 
madeira, resultando alguma 
aspereza. 
Isso ocorre especialmente com alguns tipos de madeira, como o carvalho. 
Para evitar esse efeito, umedeça a superfície de madeira com um pano 
molhado e a deixe secar durante meia 
hora. Depois de seca, lixar cuidadosamente a superfície na direção das fibras 
com lixa fina para remover 
quaisquer fiapos que possam aparecer. 
Assim como com outros trabalhos, é importante limpar a superfície antes de 
aplicar o revestimento. 
Ao usar vernizes à base de água é melhor lixar levemente a superfície entre as 
demãos com lixa muito fina. 
Não se deve usar palha de aço em vernizes à base de água porque pequenas 
partículas de aço deixadassobre a superfície podem oxidar ao se aplicar a 
demão seguinte. 
Estudando: Pintor 15 
Ferramentas e as Técnicas de Pintura 
O uso de ferramentas adequadas não só ajuda a obter uma pintura durável e 
bonita, mas também economiza 
o tempo de aplicação. Tintas e aplicadores de qualidade são a parte menos 
cara de um serviço de pintura. O 
41 
 
trabalho envolvido na preparação e aplicação adequadas é a parte mais cara 
do processo. 
De modo geral, o tipo de projeto e a tinta usada determinarão as ferramentas 
adequadas e o método correto 
de aplicação. 
Há quatro categorias básicas de ferramentas de aplicação: 
- pincéis; 
- rolos; 
- pincéi s pequenos; 
- pulverizadores. 
Os Pincéis: de longe, a ferramenta de aplicação mais comum. Fornecem um 
acabamento uniforme, são 
confortáveis de segurar, fáceis de limpar, usam o mínimo de tinta e – se 
cuidados adequadamente – duram 
longo tempo. 
Apesar de não serem as ferramentas mais eficientes em termos de tempo, 
pincéis de qualidade são 
certamente as mais versáteis. Há dois tipos gerais de pincéis – os feitos de 
cerdas naturais e os que usam 
materiais sintéticos (geralmente nylon ou poliéster). 
Pincéis de cerdas naturais são, muitas vezes, preferidos para uso com tintas à 
base de solventes (óleos ou 
alquídicas), especialmente para esmaltes ou acabamento. Cerdas naturais não 
são ocas e podem absorver 
até 40% do seu peso de água, fazendo-as inchar e ficar mais macias. Por esse 
motivo, pincéis de cerdas 
naturais não são adequados para tintas à base de água (tintas látex). 
A maioria dos pincéis sintéticos funcionam bem com tinta a óleo ou alquídicas, 
apesar de ser sempre 
aconselhável verificar as instruções do fabricante. Para aplicar uma tinta feita 
com solventes mais fortes, use 
apenas pincéis indicados para esses tipos de tintas. 
Pincéis de cerdas naturais devem ser limpos apenas com solvente. Excesso de 
solvente deve ser removido 
do pincel depois da última lavagem; o pincel deve, então, ser seco com toalhas 
de papel para remover tanto 
solvente e tinta residual quanto possível. 
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Pincéis sintéticos devem ser limpos com água ou aguarrás quando usados com 
tinta látex ou a óleo, 
respectivamente. 
O melhor procedimento para tintas látex é usar água quente com um pouco de 
sabão, seguido de uma boa 
lavagem em água corrente. Solventes fortes, como thinner, podem danificar as 
fibras sintéticas. 
Para selecionar um pincel de qualidade, tenha em mente as seguintes 
diretrizes: 
- as fibras devem ter pontas abertas, que forneçam um acabamento mais fino e 
uniforme; 
42 
 
- as fibras devem ter as pontas flexíveis e voltar facilmente à sua forma original; 
- as fibras devem ser mais curtas na parte externa e mais longas no centro. 
Esse tipo de pincel proporciona 
melhor controle sobre onde a tinta está sendo aplicada; 
- as fibras devem ter um comprimento 50% maior do que a largura do pincel. 
Por exemplo, as fibras numa 
trincha de 50mm devem ter 75mm. 
Puxe as fibras, se elas puderem ser removidas, o pincel é de má qualidade. 
Um pincel de boa qualidade 
soltará apenas uma ou duas fibras. 
Não deverá haver falhas nos pincéis. 
Um pincel de qualidade deve ser equilibrado e confortável na mão. O cabo não 
deve deslizar nem ser muito 
áspero. 
Compre o pincel adequado ao tamanho do serviço. A maioria dos serviços, 
tanto em interiores como em 
exteriores, requer vários pincéis de diferentes larguras e formatos. Eis algumas 
diretrizes gerais: 
- um pincel plano de 100mm com uma largura de 20 a 25mm é o melhor para 
grandes superfícies externas; 
- um pincel com largura de 75mm é o mais adequado para paredes e forros 
interiores; 
- para dar acabamento nos cantos, recomende um pincel com bordas 
afuniladas; 
- para esquadrias de janelas e madeira sugira um pincel com largura de 25 a 
65mm. 
As cerdas desses pincéis podem ser planas ou angulares, dependendo da 
necessidade ou não de um canto 
vivo. 
Umedeça as cerdas do pincel com água antes de aplicar tinta látex. Pincéis 
ligeiramente úmidos aplicarão a 
tinta de maneira mais uniforme. 
Um dos piores hábitos dos principiantes é carregar tinta demais no pincel. 
Mergulhe apenas um terço ou a 
metade do comprimento das fibras na lata e depois passe o pincel pelo lado da 
lata. 
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Depois, com o pincel formando um ângulo de 45 graus com a superfície, a tinta 
deve ser aplicada com 
passadas verticais longas em paredes e forros. Siga as fibras da madeira na 
pintura de esquadrias. 
Para evitar marcas sempre pinte na direção de uma área não pintada e depois 
volte à área recém-pintada. 
Essa técnica (pintar do molhado para o seco, e não vice-versa) produzirá um 
aspecto liso e uniforme. 
Apesar de algumas passadas adicionais poderem melhorar o aspecto das 
tintas a óleo ou alquídicas, 
passadasem excesso devem ser evitadas com tinta à base de água ou látex, 
especialmente acabamentos 
43 
 
semibrilhantes ou brilhantes. 
Para conseguir uma camada espessa e de boa cobertura, apenas algumas 
passadas por carga de tinta serão 
suficientes para tintas látex. 
Pincéis pequenos/estreitos: permitem acesso a áreas difíceis de serem 
alcançadas. Entretanto, não retêm 
tanta tinta como os pincéis comuns ou rolos e não são tão versáteis. 
São fornecidos com diferentes texturas, dependendo do efeito desejado. 
Alguns pintores gostam de usá-los 
em interiores, nas bordas dos forros. 
No uso, são muito diferentes dos pincéis ou rolos. De um lado, a tinta deve ser 
aplicada com traços longos, 
todos na mesma direção. Não devem ser repassados sobre a tinta aplicada. As 
marcas ocorrem com maior 
facilidade. 
Finalmente, é conveniente usar uma bandeja ao aplicar a tinta com eles. 
Rolos: não há mistério quanto à popularidade dos rolos para a pintura de 
interiores. Para paredes e forros são 
mais rápidos e fáceis de usar do que pincéis. 
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De fato, você pode aplicar aproximadamente três vezes mais tinta com um rolo 
do que com um pincel no 
mesmo tempo. 
Entretanto, existem inconvenientes nos rolos: usam mais tinta, mais tinta é 
desperdiçada na limpeza de um 
rolo do que com um pincel e podem ser difíceis de sair em espaços estreitos. 
De modo geral, os rolos são a melhor recomendação para superfícies interiores 
grandes e superfícies 
exteriores ásperas, como argamassa e concreto. 
Um rolo de qualidade é essencial para obter os melhores resultados. Assim 
como com os pincéis, somente 
rolos sintéticos devem ser usados para tintas látex. Rolos de pêlo natural 
geralmente lã de carneiro, são mais 
adequados para uso com tintas a óleo. 
O material de cobertura do rolo é chamado de napa. As coberturas vêm com 
vários comprimentos de napa. 
Geralmente, superfícies mais lisas requerem uma napa mais curta, com 
superfícies mais ásperas use de napa 
mais longa. Também, quanto mais alto o brilho da tinta, mais curta a napa. 
Os comprimentos na napa são geralmente descritos como curtos, médios ou 
longos. 
Napas curtas (1,6 a 6mm) são melhores para superfícies de gesso, madeira ou 
metal. 
Comprimentos médios (9,5 a 20mm) são recomendados para superfícies semi-
ásperas, como estuque, 
concreto e madeira áspera. 
Napas longas (mais de 20mm) devem ser usadas em concreto, tijolo e estuque 
pesado. 
44 
 
Verifique se o rolo tem emendas. Isso poderia resultar em riscos nas paredes. 
Também esprema o rolo para 
ver se retém a forma. 
Em termos de técnica de aplicação, umedeça o rolo com água antes de aplicar 
tinta látex. 
Se estiver usando tinta à base de óleo aplique algum diluente ao rolo antes de 
pintar. 
O excesso de líquido deve ser removido do rolo com uma toalha de papel. 
Uma tela de plástico ou metal, colocada na bandeja, é útil para assegurar que o 
rolo esteja embebido 
uniformemente com tinta. Alguns pintores preferem usar uma tela removível 
com latas de um ou cinco galões. 
A tela deve ter a mesma largura do rolo. 
Ao usar um rolo sobre paredes, comece num canto próximo ao forro e desça 
ao longo da parede em áreas de 
0,3m². 
Espalhe a tinta em ziguezague ou em forma de W, começando com uma 
passagem para cima para minimizar 
os respingos. Depois, sem levantar o rolo da superfície, encha a área com 
passadas paralelas. 
Se for usar o mesmo rolo para diferentes cores, comece com a cor mais clara e 
lave bem o rolo ao mudar de 
cor. 
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Pulverização com Pistola: A pulverização é o método mais rápido de aplicar 
tinta, mas também é o que 
consome mais material. Existem dois tipos de pulverizadores: 
- convencionais, que usam ar-comprimido como agente de pressurização; 
- airless, que bombeiam a tinta. 
Os pulverizadores comuns são usados de preferência por pintores 
profissionais, porque a maioria das tintas 
devem ser diluídas antes de serem compatíveis com o equipamento. 
Os pulverizadores airless são mais fáceis de usar. Esses pulverizadores vêm 
em modelos elétricos ou 
movidos a gás em unidades fáceis de serem transportadas. Os modelos 
elétricos manuais têm bom 
desempenho em trabalhos em interiores. As unidades maiores são indicadas 
para trabalhos externos maiores. 
Familiarize-se com as instruções dos fabricantes para esses equipamentos. É 
importante fazer as regulagens 
necessárias no que diz respeito à abertura do bico, tamanho das partículas de 
tinta e pressão correta. 
Segurança é muito importante com todos os tipos de pulverizadores. Alguns 
pulverizadores ―airless‖ soltam a 
tinta com muita pressão. 
 
Estudando: Pintor 16 
Preparando e Pintando Madeira 
45 
 
Vamos apresentar nesta lição a melhor forma de se preparar e pintar a 
madeira. Isto é importante explicar 
devido às diferenças de trabalho na madeira crua e já pintada. Veja a seguir os 
procedimentos corretos. 
Vários produtos são normalmente aplicados na madeira pelas seguintes 
razões: 
- realce da aparência; 
- preservação da aparência; 
- proteção da madeira e de sua aparência; 
- propiciar uma superfície de fácil limpeza. 
O valor de um acabamento de madeira pode ser avaliado pelos seguintes 
fatores: 
- beleza (subjetiva); 
- durabilidade do acabamento; 
- estabilidade do acabamento. 
Os passos necessários para criar um acabamento de madeira durável podem 
compreender: 
- passos preparatórios: remoção do acabamento anterior, clareamento, 
remendos, lixação e aplicação de base 
(primer) ou selador; 
- tingimento; 
- enchimento das fibras; 
- esmaltagem; 
- acabamento final: preenchimento de perfurações por prego e revestimento 
final; 
- manutenção. 
Passos preparatórios: 
Remoção do acabamento anterior: se a superfície da madeira recebeu 
anteriormente um acabamento com 
tinta ou qualquer outro tipo de sistema de acabamento, será necessário 
remover todo o acabamento antigo. 
Isto pode ser realizado usando-se apenas um, ou ambos os métodos a seguir: 
- Remoção mecânica: isto envolve o uso de lâminas afiadas ou raspadeiras 
para remover fisicamente o 
acabamento antigo da superfície da madeira. Dependendo do material, a 
aplicação de um jato de ar quente 
por uma pistola de calor, à medida que a superfície for raspada, pode facilitar a 
remoção do acabamento 
existente. O outro método mecânico para remoção de um acabamento já 
existente é o uso de materiais 
abrasivos comumente referidos como lixa de papel. 
- Remoção química: existem vários compostos químicos à venda como 
removedores de tinta ou de 
acabamentos. A maioria deles contém cloreto de metileno como ingrediente 
ativo. Estes compostos são 
aplicados generosamente, usualmente com pincel, sobre o acabamento 
existente, e rompem a aderência 
entre a madeira e o acabamento. Se o acabamento existente consistir de várias 
camadas, aplicações 
46 
 
múltiplas poderão ser necessárias. O acabamento antigo deve ser removido da 
madeira enquanto estiver 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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úmido e amolecido usando-se uma raspadeira e/ou esponja de limpeza. Porém 
tome cuidado, use luvas de 
borracha, óculos de proteção e máscara, pois o produto é bem forte. 
Clareamento: Se a superfície da madeira requerer a remoção de um 
acabamento existente, todos os 
vestígios de tinta, verniz e corante devem ser removidos e a superfície deve 
receber por inteiro uma lixação 
uniforme com papel de granulação média (120-180). 
Se, após a lixação, a madeira estiver tingida por qualquer corante penetrante 
remanescente que de algum 
modo irá prejudicar o novo acabamento, um agente clareador feito com ácido 
oxálicopode ser aplicado para 
diminuir a intensidade da cor. Se um agente deste tipo for usado, todos os seus 
resíduos devem ser 
removidos porque eles poderão afetar as propriedades dos revestimentos 
subsequentes. 
Se desejar uma aparência mais nova ou mais clara para a madeira, deve-se 
tratá-la com uma ou mais 
aplicações de uma solução de peróxido de hidrogênio para clareamento de 
madeira. Este produto clareia a 
aparência da madeira clareando o seu tanino natural. 
O clareamento por peróxido de hidrogênio também pode remover da madeira 
certas manchas indesejadas 
como as causadas por água, mas este tipo de produto não é indicado para 
remover corantes para madeira 
que tenham sido aplicados previamente. 
Após a aplicação final do clareador de hidróxido de hidrogênio, deve-se permitir 
que a madeira seque 
completamente (no mínimo 72 horas), antes que qualquer corante ou 
revestimento seja aplicado. 
Remendos: se estiverem faltando porções da superfície da madeira, devido a 
lascas, cortes, etc., uma massa 
de enchimento para madeira poderá ser usada para correção. 
Massas de enchimento para madeira estão disponíveis em formulações à base 
de solvente e de água. Ambas 
estão disponíveis em uma variedade de cores que coincide de forma 
aproximada com a madeira. 
As massas de enchimento à base de solvente geralmente secam mais rápido. 
Todas as aplicações da massa de enchimento para madeira devem ser feitas 
em uma quantidade que permita 
que a massa quando seca, possa ser lixada de forma a se nivelar com a 
superfície da madeira. 
A maioria das massas de enchimento contém resinas que infiltram e ajudam a 
criar uma ligação com a 
madeira. As resinas podem afetar a penetração de corantes subsequentes. Por 
isso, quando lixar a massa de 
47 
 
enchimento, recomenda-se que a superfície da madeira também seja lixada 
para remoção das resinas. Isto é 
especialmente válido se a massa de enchimento tiver sido usada para 
preencher perfurações feitas por prego. 
Se não forem retirados por lixação, os restos de resina circundando as 
perfurações preenchidas podem criar 
um relevo circular ao redor de cada orifício depois que o corante for aplicado. 
Recomenda-se, portanto, que perfurações por prego sejam preenchidas com 
massa tingida para coincidir com 
a cor final da madeira, somente depois que a primeira demão de um 
revestimento transparente tiver sido 
aplicada. 
A maioria das massas para enchimento pode ser tingida com a adição de 
pigmentos, corantes ou tinturas. 
Existem massas de enchimento à base de água que não contêm resina. Estes 
enchimentos podem ser 
reconstituídos com água. Massas para enchimento de fibra de madeira não são 
formuladas para enchimento 
de orifícios, lascas, cortes ou rachaduras e não devem ser utilizadas com estes 
propósitos. 
Lixação: o objetivo da lixação é remover qualquer sujidade, cola ou 
acabamento antigo da madeira e propiciar 
uma superfície uniformemente lisa e adequada para tingir e envernizar. 
Não existe procedimento que afete mais a aparência do acabamento final do 
que a lixação. 
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A lixação pode ser feita manualmente ou por máquina, mas deve-se tomar 
cuidado para fazê-la na direção da 
fibra da madeira. Recomenda-se que toda a superfície seja lixada 
uniformemente com lixa de papel não mais 
grossa que 60 ou não mais fina que 220. 
Uma lixa de granulação mais grossa resultará em maior retenção de pigmento 
na madeira e, portanto uma cor 
mais profunda aparecerá. Para evitar uma aparência manchada a lixação deve 
ser uniforme. 
Aplicação da base – Primer: para imitar o aspecto da madeira, é possível 
tingir muitas superfícies que não 
sejam de madeira usando-se uma base que possa ser tingida. 
Se uma superfície pintada ou com acabamento prévio estiver em boas 
condições e for compatível com a base 
tingível, é possível criar uma aparência tingida semelhante à madeira. 
Tal aplicação pode evitar o custo de ter que remover o acabamento existente. 
A base tingível também pode ser aplicada à madeira para pintura de maneira a 
permitir que uma parte da fibra 
natural apareça, mas que oculte a união entre as madeiras. 
Aplicação do selador: Devido às características de certas madeiras e certos 
corantes, é necessário aplicar 
um selador ou controlador de corante para evitar que o corante manche ou 
forme contrastes acentuados nas 
48 
 
fibras. 
Um selador se deposita nas porções mais porosas da madeira e, portanto, 
limita a quantidade de corante que 
penetra naquelas áreas dando uma aparência mais uniforme. 
Outros tipos de seladores podem ser aplicados após o tingimento. 
Seladores de lixação são usados porque contêm compostos que tornam a 
superfície irregular e, portanto, fácil 
de lixar antes de aplicar as camadas subsequentes. 
Seladores de vinil proporcionam uma barreira à umidade e são recomendados 
quando as superfícies podem 
ser expostas à água. 
Tingimento: este é o processo pelo qual superfícies de madeira utilizadas em 
arquitetura podem se tornar 
mais valiosas porque a sua aparência foi modificada e realçada. 
O propósito do tingimento pode ser o de trazer definição para a fibra da 
madeira, para coincidir com a 
aparência de uma espécie diferente de madeira, de unir outras superfícies ou 
de complementar outros 
aspectos arquitetônicos. 
Basicamente, todos os corantes de madeira são variações ou combinações de 
dois tipos de corantes: 
- corantes para tingimento, que realmente tingem a fibra da madeira; 
- corantes pigmentados, que depositam pigmentos entre as fibras e no interior 
dos poros da madeira. 
Corantes para tingimento, tais como anilina, permitem uma maior profundidade 
ao acabamento e são usados 
frequentemente para móveis finos. No entanto, eles são fotossensíveis e 
descoram com a exposição à luz 
natural ou mesmo à luz artificial. 
Hoje em dia, existem corantes para tingimento que não levantam a fibra da 
madeira. Estes corantes 
proporcionam profundidade e claridade, mas são resistentes aos raios 
ultravioletas, e por isso são muito mais 
estáveis que os corantes de anilina. 
Tais corantes estão disponíveis em formulações à base de álcool e de acetona. 
Os corantes pigmentados são estáveis e são mais frequentemente 
recomendados para aplicação 
arquitetônica. Estes corantes estão disponíveis em formulações líquidas ou 
gelatinosas. 
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Geralmente a qualidade da aplicação do corante é avaliada pelos seguintes 
fatores: 
- estabilidade da cor; 
- uniformidade da aparência. 
Os corantes para tingimento podem ser difíceis de aplicar. 
Eles normalmente são mais bem aplicados em uma cabine de pulverização por 
um aplicador experiente. 
Deve-se tomar cuidado para obter uma aplicação uniforme. 
49 
 
Corantes para tingimento são muito difíceis de remover da madeira e as 
aplicações subsequentes mudam a 
cor. 
Os corantes para tingimento são feitos a partir de 6 cores básicas que 
misturadas podem produzir uma grande 
variedade de outras cores. A adição de solvente pode reduzir a sua 
intensidade. 
Para aplicação no local da obra, é difícil ultrapassar a qualidade superior dos 
corantes líquidos ou gelatinosos 
à base de solvente. Existem corantes no mercado que têm qualidade 
questionável. 
Os melhores corantes incluem uma grande quantidade de pigmentos em um 
veículo (resina). 
Corantes gelatinosos têm a vantagem de que o pigmento não assenta no fundo 
do recipiente e desta maneira, 
a cor se mantém uniforme ao longo do processo de aplicação. 
Corantes gelatinosos e corantes líquidos encorpados são reconhecidos como 
corantes semitransparentes 
para superfícies, que são fáceis de aplicar e resultam em cor estável e 
uniforme em uma grande variedadede 
espécies de madeira. 
Um grande número de cores pode ser criado com corantes líquidos e 
gelatinosos pela adição de tinturas às 
cores originais de fábrica ou a uma base transparente. 
Corantes pigmentados podem ser aplicados à madeira com vários métodos 
como pano, pincel ou 
pulverização. 
Após a aplicação, o produto em excesso deve ser removido enxugando-se na 
direção da fibra da madeira. 
A intensidade da cor pode ser controlada até certo ponto pela quantidade de 
corante que se retira ao limpar o 
excesso com um pano. 
Enchimento das fibras: o adequado enchimento das fibras da madeira 
permitirá um acabamento liso e 
espelhado com menos camadas de acabamento transparente e deve de fato 
reduzir o tempo total do trabalho 
e a quantidade dos materiais. 
Este processo é sempre negligenciado, mesmo por pintores profissionais, 
porque eles não estão 
familiarizados com os produtos ou acham o processo de aplicação difícil. 
Observar que as massas de enchimento de fibra contêm certa quantidade de 
óleo e resina que irá selar 
parcialmente a superfície da madeira. 
Enchimentos de fibra devem, portanto, ser aplicados após a secagem completa 
dos corantes aplicados 
previamente. 
Enchimentos de fibra estão disponíveis no natural e em várias cores. A massa 
de enchimento de fibra 
pigmentada, pode ao mesmo tempo, servir como corante e enchimento de 
madeira ou ser usada sobre 
50 
 
corantes para propiciar variações interessantes da superfície. 
Massas para enchimento de fibra não são formuladas para preencher orifícios 
ou rachaduras na madeira. 
Este processo deve ser realizado usando-se um remendo de madeira antes 
que o processo de lixação seja 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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concluído ou após a primeira aplicação de acabamento transparente se estiver 
usando algum tipo de massa. 
Esmaltagem: um esmalte pode ser definido como um tipo de corante usado 
para suavizar ou para se misturar 
à cor original da superfície sem obscurecê-la. 
Esmalte pode ser definido como um revestimento que é usado para destacar e 
realçar o padrão das fibras da 
madeira. 
Na verdade, os esmaltes podem ser usados para criar efeitos artísticos, como 
aspecto sujo, envelhecido, 
dano por fumaça, imitação de mármore e fibras da madeira. 
A qualidade única de um esmalte deriva-se da maneira como seus pigmentos 
refletem e refratam a luz. 
Como as qualidades de um esmalte trabalham sinergicamente com 
acabamentos finais claros, o efeito óptico 
final não será aparente até depois da aplicação subsequente do revestimento 
transparente final. 
Os esmaltes podem ser aplicados diretamente sobre corantes ou podem ser 
aplicados entre camadas 
transparentes. 
A técnica usada para aplicar um esmalte e a sua posição no sistema de 
acabamento irá afetar a sua 
aparência final. 
Acabamento final: a aplicação do acabamento transparente ou 
(semitransparente) é o passo final que dá à 
superfície a proteção e aparência desejada. Em geral, refere-se a este passo 
como envernizamento. A 
escolha do material de acabamento deve ser determinada pelos seguintes 
fatores: 
- compatibilidade com os produtos aplicados previamente; 
- aparência final desejada; 
- estabilidade da aparência final; 
- longevidade do acabamento final; 
- tipos de exposição à luz e ao uso; 
- frequência de limpeza; 
- possibilidade de reparo. 
Em termos muito amplos, os acabamentos finais, também referidos como 
vernizes, são divididos em gomaslaca, 
lacas e poliuretanos. 
Cada categoria de acabamento final e todas as suas variações dentro de cada 
categoria têm características 
distintas, vantagens e desvantagens. 
O acabamento ideal pode ser descrito como: 
51 
 
- fácil de aplicar por vários métodos (pincel, rolo ou pulverização); 
- secagem rápida; 
- alto teor de sólidos (espessura); 
- excelente aderência; 
- dureza; 
- durabilidade; 
- resistente a produtos químicos; 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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- sem cor; 
- não fotossensível; 
- não poluente; 
- sem odor; 
- disponível em uma grande variedade de brilhos (brilhante, acetinado ou 
fosco); 
- econômico. 
Nenhum acabamento possui todas estas qualidades simultaneamente. É 
função do designer profissional, 
determinar o sistema de acabamento que melhor preencha as exigências de 
cada circunstância específica. 
Veja no quadro a seguir alguns acabamentos transparentes e uma breve 
descrição dos seus usos, 
características, vantagens e desvantagens. 
Manutenção: quando um acabamento de madeira de interiores está completo, 
ou seja, quando a camada 
final transparente estiver curada, deve-se passar um pano com um polidor de 
madeira contendo um agente de 
limpeza sobre toda a superfície. Isto remove os vestígios de poeira, sujidade e 
fuligem. O polidor de madeira 
revela a beleza máxima do acabamento. 
Aplicações periódicas do polidor de madeira mantêm a melhor aparência do 
acabamento e aumentam a sua 
longevidade. 
Usar a quantidade mínima necessária para limpar o acabamento. 
Uma aplicação excessiva pode criar uma superfície oleosa. 
Para superfícies exteriores expostas à luz solar direta, a vida útil do poliuretano 
UV pode ser estendida 
indefinidamente com reaplicações anuais. Até mesmo uma aplicação aerossol 
leve rejuvenesce os inibidores 
de raios ultravioletas. 
 
Estudando: Pintor 17 
Cuidados com a Segurança ao Pintar 
Apesar de pintar não ser uma atividade insegura, é importante seguir boas 
práticas de segurança para 
completar suas pinturas em interiores e exteriores de modo seguro. 
A falta de cuidado é um aspecto comum do comportamento humano e, quando 
resulta em acidentes, 
especialmente os ligados ao uso de ferramentas, escadas ou outros 
equipamentos para pintura, o resultado 
52 
 
pode ser trágico. 
Os equipamentos de proteção pessoal: a boa prática de pintura requer que a 
pele, os olhos e os pulmões 
sejam protegidos sempre. 
Use luvas de pano sempre que estiver raspando, escovando, lixando, e 
massando ou trabalhando com 
madeira com fiapos. É uma boa ideia usar luvas leves ao pintar. 
Luvas de borracha devem ser usadas ao trabalhar com ácidos, removedores 
de tinta e solução alvejante ou 
ao limpar pincéis, rolos e outros equipamentos com thinner, aguarrás e 
materiais similares. Entretanto, alguns 
tipos de luvas de borrachas serão atacados quando expostos a certos 
solventes e produtos químicos, 
especialmente thinners, sendo por isso importante verificar as instruções de 
uso das luvas. 
É importante também o uso de proteção para os olhos ao escovar, raspar, lixar 
ou pintar. Óculos de segurança 
são uma obrigação ao trabalhar com ácidos, alvejante ou outros produtos 
químicos agressivos. 
Uma máscara para vapores orgânicos deve ser usada ao aplicar a tinta com 
revólver para evitar a entrada de 
partículas de pigmento e vapores nos pulmões. Também é aconselhável usar 
máscara e óculos de proteção 
contra pó ao lixar. 
Uma roupa confortável e folgada é a mais indicada para todos os tipos de 
pintura. 
Segurança em escadas: ao trabalhar sobre escadas, use sapatos com sola de 
borracha ou outro material 
antiderrapante. 
Quase todos os trabalhos de pintura em exteriores e muitos dos trabalhos em 
interiores envolvem o uso de 
escadas. Já que as escadas são usadas com tanta frequência, é importante o 
seu uso seguro e eficaz. 
Uma diretriz é que toda escada deve ter quatro pontos de bom contato com a 
superfície, para propiciar um 
suporte seguro ao indivíduo. 
A escada deve ser posicionada de maneira a não pender para qualquer lado. 
Se a superfície não for estável e perfeitamente plana devem-se usar painéis de 
madeira para nivelar a base e 
prover um apoio seguro. 
Escada de extensão tem um sistema de polias para estender e retrair a seçãosuperior. A corda da polia deve 
ser segura firmemente ao estender ou retrair a escada: se a corda for solta a 
parte superior da escada poderá 
cair sobre os dedos, braços ou pés à semelhante a de uma guilhotina. 
A escada deve ser segura verticalmente quando a seção superior estiver sendo 
estendida ou retraída. 
Não suba em escadas em tempo chuvoso ou com muito vento e também não 
coloque a escada sobre uma 
superfície oleosa ou escorregadia. 
53 
 
Para maior segurança, o pintor pode ancorar uma escada levantada 
amarrando-a uma estrutura firme da 
casa, a uma árvore ou a algum outro objeto sólido estacionário. Ao subir, 
descer ou trabalhar sobre uma 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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escada a massa corporal do pintor deve ser centralizada. Nunca deixe a fivela 
do cinto ficar fora das colunas 
da escada. 
O pintor deve ter muito cuidado de não puxar qualquer objeto quando estiver 
sobre a escada. 
Tenha muito cuidado perto de linhas elétrica. As linhas são isoladas ao serem 
instaladas, mas ao longo do 
tempo o material isolante pode trincar. Um toque com uma extensão metálica 
num fio vivo pode resultar em 
eletrocussão. Por este motivo, escadas de metal não devem ser usadas nas 
proximidades de fios elétricos. 
Equipamentos: lavadores (lava-jato), lixadeiras e jateadores, são usadas por 
muitos pintores para acelerar o 
seu trabalho. 
Mas todos os equipamentos devem ser usadas com extremo cuidado. 
Ao adquirir equipamentos de pintura, tenha muita atenção para as instruções 
de segurança do fabricante. 
Geralmente encontram-se na mesma embalagem. Pelo fato de lavadores e 
jateadores trabalharem com 
pressões extremamente altas – até 3000psi – podem representar perigo tanto 
para a saúde como para a 
casas quando usados incorretamente ou de muito perto. 
Jateador e lavadores jamais devem ser apontados contra alguém para evitar 
acidentes. 
Naturalmente, esse tipo de equipamento deve ficar sempre longe do alcance 
de crianças. 
Lava-jatos também podem causar danos ao substrato. Se a pressão for 
demasiadamente alta ou se o lavador 
for operado próximo demais da superfície pode literalmente fazer um buraco na 
madeira e causar danos 
similares em outras superfícies. 
Ao aplicar tinta à base de óleo com pistola é importante usar máscara com 
respirador e roupas que cubram 
todas as partes do corpo. As roupas adequadas ajudam a evitar injeção de 
tinta, que pode ocorrer se o 
operador puxar acidentalmente o gatilho quando o bico estiver tocando a pele. 
Isto pode forçar a tinta através 
da pele e para dentro da corrente sanguínea, ferindo o tecido e provocando 
envenenamento do sangue. 
Os equipamentos jamais devem ser ligadas a tomadas, a não ser que o usuário 
tenha absoluta certeza de 
que a chave esteja na posição de ―desligada‖. A repentina aplicação da força 
pode provocar danos. 
54 
 
Além disso, estes equipamentos jamais devem ser usadas na chuva;o 
resultado poderia ser um curto-circuito. 
Solventes: agentes fortes, como fosqueantes líquido ou fosfato trissódico 
jamais devem entrar em contato 
com a pele, use luvas de borracha ao manuseá-los. 
Solventes devem ser usados apenas em áreas bem ventiladas. 
Isso inclui thinner, lixa líquida ou fosqueante, solvente de limpeza e removedor. 
Todas as fontes de fogo, incluindo cigarros e lâmpadas piloto de fogões, devem 
ser apagadas ao aplicar 
qualquer tinta à base de solventes com revólver. 
Trapos e papéis usados para aplicar ou limpar solventes ou tintas à base de 
solventes podem pegar fogo 
espontaneamente se deixados num balde ou numa pilha. Por isso, devem ser 
espalhados para secar e depois 
colocados num recipiente à prova de fogo. 
Materiais de limpeza, ácidos, thinners, removedores de tinta e similares nunca 
devem ser misturados entre si 
de qualquer forma. A mistura resultante pode ter efeitos desagradáveis. 
Mesmo produtos de uso doméstico, como alvejante e amônia, podem produzir 
vapores tóxicos ao serem 
misturados. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104774/ 3/3 
Trabalho em alturas: para você futuro pintor que deseja trabalhar em alturas 
(acima de 2 metros de altura ou 
em edificíos) precisa estar capacitado para esta atividade. Existem empresas 
especializadas para executar a 
pintura em prédios e edifícios por meio de rapel. A capacitação para esta 
atividade em altura se dá pela 
aplicação da Norma do Ministério do Trabalho, a NR-35 - Trabalho em Altura. 
A Prime Cursos possui um 
curso básico para você entender o funcionamento e os requisitos desta norma, 
porém somente empresas de 
treinamento e capacitação para a NR-35 poderão fazer a capacitação para as 
atividades em altura, como a 
pintura em rapel ou pintura em andaimes com pontos de ancoragem. 
Muitas empresas especializadas na pintura em alturas oferecem o curso de 
capacitação antes de iniciar as 
atividades. 
Se você quiser iniciar as atividades sozinho procure as empresas de 
treinamento de NRs para receber a 
capacitação pois o condomínio que você irá prestar o serviço irá solicitar esta 
habilitação. 
Estudando: Pintor 18 
Dicas para Cálculo do Orçamento 
É o cálculo dos gastos para fazer uma obra: 
O orçamento de pintura é baseado no custo do material principal de pintura 
(TINTAS); custo do material 
auxiliar (LIXAS, PINCEL, ROLO etc.); e o valor da mão-de-obra. 
55 
 
Cálculo do Custo das Tintas: Este cálculo é em função da área real de 
pintura x quantidade de demãos 
necessárias. 
Para paredes e fachadas: multiplica-se o comprimento x altura (4m x 3m = 
12m²) 
Portas, janelas, teto e piso usa-se o mesmo cálculo:multiplica-se o 
comprimento x largura. O que ainda deverá 
ser feito é multiplicar a metragem quadrada pela quantidade de demãos de 
tinta que será aplicado: 
Exemplo: 
Cálculo da área: 4m X 3m = 12m² 
Área X Qtd. Demãos = Total 
12m² X 3 demãos = 36m² 
Tendo a quantidade total da área a ser pintada (inclusive com a quantidade de 
demãos que serão aplicados) 
consegue-se estimar o consumo da tinta. Normalmente o rendimento de cada 
um está descrito na embalagem 
do galão/lata de tinta. 
Exemplo: Pela especificação do galão de tinta consta que rende até 20m², 
então nesse caso como serão 
36m² serão necessários 2 galões (40m²). 
Mais algumas dicas quanto ao cálculo para fins de mão-de-obra em 
outros tipos de superfícies: 
Para obter a área de pintura de grades e portões de ferro, multiplica-se o 
comprimento pela altura, qualquer 
que seja a distância entre as barras. 
- Quando as grades e portões forem lisos e sem enfeites, o resultado deve ser 
multiplicado por 3. 
- Quando as grades e portões possuírem barras retorcidas e enfeites, o 
resultado deve ser multiplicado por 4. 
Para obter a área de pintura de esquadrias de madeira ou ferro, multiplica-se o 
comprimento pela altura. 
- Quando as esquadrias forem lisas (portas e janelas simples), o resultado deve 
ser multiplicado por 3. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104775/ 2/2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
56 
 
Estudando: Pintor 19 
Dicionário do Pintor 
Relacionamos a seguir uma listagem de palavras chaves que farão parte do 
dia-a-dia do profissional pintor. 
Cada palavra relacionada terá uma breve explicação para fácil compreensão e 
rápida memorização, seguem: 
Aba corrida – Varanda sacada que corre ao longo da cimalha de um prédio 
estético. 
Abertura – Termo genérico que resume todo e qualquer rasgo na construção, 
seja para dar lugar a portas e 
janelas, seja para criar frestas ou vãos. 
ABD – Associação Brasileira de Decoradores, www.abd.org.br 
Abóbada – Todo o teto côncavo pode-se chamar abóbada. Cobertura 
encurvada. Do ponto de vista 
geométrico, a abóbada tem origem num arco que sedesloca e gira sobre o 
próprio eixo, cobrindo toda a 
superfície do teto. As abóbadas variam de acordo com a forma do arco de 
origem. 
Abóbada Ogival - também chamada gótica, cujo arco tem forma de ogiva, é 
uma marca da arquitetura árabe. 
Abóbada Aviajada - tem origem num arco cujas extremidades estão em 
desníveis. Há ainda a abóbada de 
lunetas. De menor altura, esse tipo está presente nas casas de estilo colonial 
americano e facilita a iluminação 
interior. 
Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou 
objetos. 
Abraçadeira – Peça em ferro que segura as vigas do madeiramento ou 
parede. 
Abrigo – Lugar onde o homem pode se proteger das intempéries. No uso 
corrente, indica locais como 
garagem, também chamada abrigo de carro, automóvel. 
Acabamento – Arremate final da estrutura e dos ambientes da casa, feito com 
os diversos revestimentos de 
pisos, paredes e telhados. 
Acetinado – Todo o material tratado para ter textura semelhante ao cetim. 
Acesso – Rampa, escada, corredor ou qualquer meio de entrar e sair de um 
ambiente, uma casa ou um 
terreno. 
Acidato – Tratamento à base de ácido sobre vidro, é mais perfeito que o 
jateamento, não mancha ao toque 
dos dedos, porém ainda caro, é Italiano o processo. 
Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua; ladeira, 
vista de baixo para cima. 
ACM – Designa alumínio composto ver ―alucobond‖. 
Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de 
grande resistência. 
Aço-inoxidável – Aço resistente à oxidação, independentemente das 
temperaturas, e resistente também à 
corrosão por agentes químicos. 
57 
 
Acústica – A parte da física das construções que trata do projeto e construção 
de recintos com certas 
características, como ausência de eco e de reverberação, de modo a permitir a 
audição distinta dos sons 
produzidos ou propagados e a assegurar a isolação dos mesmos em relação 
aos ruídos externos, e viceversa. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
https://www.primecursos.com.br/openlesson/10211/104776/ 2/28 
Adam – Estilo iniciado com o arquiteto inglês Robert Adam, que teve grande 
influência nas construções do 
colonial americano dos séculos XVIII e XIX. As casas desse estilo são altas, 
com detalhes leves e pórticos 
elaborados a partir de elementos da arquitetura clássica. A sua maior marca é 
a luneta, espécie de abóbada 
feita de vidro sobre a porta principal. 
Adega – Também conhecida como cave. A palavra, provavelmente, tem 
origem no termo francês cave: lugar 
especial da casa, em geral no subsolo, onde se guardavam os vinhos e os 
azeites. A adega precisa de ter 
condições climáticas controladas, para melhor conservar os vinhos e outras 
garrafas de bebidas, em 
condições adequadas de temperatura e umidade. 
Adro – Pátio externo descoberto fronteiriço às igrejas, antigamente cercado ou 
murado. 
Aduela – Parte de arremate dos vãos de portas ou janelas que guarnece o 
vão, e recebe as dobradiças, 
composto de 2 ombreiras e uma padieira, e nela se fixam as guarnições ou 
alisares, também pode se chamar 
assim a pedra em forma de cunha, que se emprega na construção de arcos e 
abóbadas de cantaria (pedra). 
Outra definição antiga era o nome dado à superfície, tanto interna como 
externa, da abóbada (a interna nada 
mais seria do que o intradorso). Depois a designação estendeu-se aos 
elementos constitutivos do arco da 
abóbada. É o nome que se dá, então, às pedras ou tijolos em forma de cunha 
que entram na composição de 
superfícies curvas de proteção. É, também, a face interior da ombreira, voltada 
para o vão da porta ou janela. 
Afastamento (ou recuo) – Refere-se às distâncias entre as faces da 
construção e os limites do lote ou 
terreno. 
Aglomerado (ou contraplacado) – Placa prensada, composta de serragem 
compactada com cola ou resina 
e arrematada com duas lâminas de madeira. 
Agregado – É o material mineral (areia, brita, etc.) ou industrial que entra na 
preparação do concreto. 
Agregado leve – É o material mineral composto por argila expandida, e de 
peso específico menor que o da 
água (flutua). Também conhecido pelo nome do fabricante VERMICULITA ou 
CINASITA no Brasil. 
58 
 
Agrimensura – É a Medição de superfície dos terrenos na qual o arquiteto se 
baseia para executar seu 
trabalho. 
Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura, que 
principia no espigão horizontal 
(cumeeira) e segue até à beirada. 
Água-furtada – Vão entre as tesouras do telhado. Ângulo do telhado por onde 
correm as água pluviais. 
Quando provido de janelas, também recebe o nome de mansarda. Sótão com 
janelas que se abrem sobre as 
águas do telhado. 
Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas, é o nome que se 
dá às duas águas de forma 
trapezoidal. As duas águas triangulares chamam-se tacaniças. 
Alambrado – A cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. 
Alçapão – Portinhola no piso ou no forro que dá acesso a caves ou sótãos. 
Alçar – Levantar a parede, construir. 
Alcova – Quarto pequeno de dormir, sem aberturas para o exterior, que faz 
comunicação com ante-salas. 
Aldrava (ou aldraba) – Tranca de ferro para escorar portas ou janelas; 
pequena tranqueta com dispositivo 
que permite que a porta possa ser aberta pelo lado de fora. Também argola 
que fica do lado de fora da porta e 
serve de instrumento para bater à porta. 
Alfaia – Objetos, tais como paramentos, adornos e enfeites, que completam a 
decoração de uma casa. 
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Alicerce – Maciço de alvenaria enterrado que recebe a carga das paredes da 
construção. Antiga regra prática 
estabelece que o alicerce equivale à sexta parte da altura da parede 
sustentada, com largura igual ao dobro 
da espessura dessas paredes. Ver Fundação. 
Alisar – Revestimentos das paredes, ombreiras e folhas de janelas. Guarnição 
de madeira da parte interna 
das portas e janelas. Régua fixa na parede, para proteção, na altura do encosto 
das cadeiras. Ver Guarnição. 
Almofada – Na marcenaria e carpintaria, peça com saliência sobreposta à 
superfície podendo possuir 
também reentrâncias. 
Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas sobre portas 
ou vãos. Geralmente, fica 
localizada na entrada da casa. Aos alpendres maiores dá-se o nome de 
varanda. 
Alteração de limites – Em direito penal – Crime de usurpação, que consiste 
na supressão ou deslocação de 
tapume, marco ou qualquer outro sinal indicativo de linha divisória, para o 
agente apropriar- se, no todo ou em 
parte, de coisa imóvel alheia (Cód. Pen., art. 161). 
Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. 
59 
 
Alvará de construção – Documento emitido pela autoridade municipal onde a 
construção está localizada, 
que licencia a execução da obra, para sua obtenção existem uma série de 
exigências a serem cumpridas, 
como entrega de jogo de plantas devidamente assinadas pelos PREO e 
proprietário. 
Alvenaria – Conjunto de pedras, de tijolos ou de blocos – agregado ou unido 
com argamassa ou não – que 
forma paredes, muros e alicerces. Quando esse conjunto sustenta a casa, ele 
chama-se alvenaria estrutural. 
O próprio trabalho do pedreiro. 
Amarração – Última fiada posta num painel de alvenaria ou blocos, feita pelo 
pedreiro, os blocos são 
dispostos em geral diagonalmente e prensando a massa, hoje esta técnica tem 
sido dispensada. A maneira 
de dispor dos materiais de construção de modo a formarem um conjunto coeso 
e estável. JUNTA 
AMARRAÇÃO. É o tipo de colocação de tijolos em que um trava o 
deslocamento do outro. Existem alguns 
tipos, como a junta amarração simples, a junta amarração francesa etc . 
Amianto – Tem origem num mineral chamado asbesto e é composto por 
filamentos delicados, flexíveis eincombustíveis. É usado na construção de refratários e na composição do 
fibrocimento, seu pó é 
extremamente tóxico e nocivo. 
Andaime – Equipamento em forma de plataforma usada para alcançar 
pavimentos superiores das 
construções e executar serviços em diversos níveis acima do piso. 
Anfiteatro – Espaço teatral com palco central ou espectadores também à 
esquerda e a direita. 
Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência 
fosca e cores variadas. 
Ante-projeto – Primeiras linhas traçadas pelo arquiteto em busca de uma idéia 
ou concepção para 
desenvolver um projeto. 
Ante-sala – Aposento que antecede uma sala. 
Apicoado – Superfície submetida a desbastamento do qual resulta uma textura 
rugosa, anti-derrapante. 
Normalmente feito em pedras como granitos e mármores. Suja mais que o 
flameado. 
Aplique – Ornamento. Enfeite fixado em paredes ou muros. 
Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes, colunas ou esquadrias por meio 
do chamado fio de prumo. 
Aquecimento central – Sistema provido de resistências elétricas ou de 
serpentinas (se o aquecimento for 
feito a gás) que centraliza o aquecimento da água de todas as torneiras de uma 
casa. 
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60 
 
Arara – Móvel para uso em lojas de roupas em geral constituídas por tubos 
metálicos. 
Arcada – Sucessão de arcos. 
Arco – Semi-circunferência que cobre um vão. Nome dado à construção que 
dá origem às abóbadas. 
Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo, calcário ou 
feldspato, usada em pisos externos. 
Nos pisos internos, o arenito normalmente recebe polimento e rejunte de 
granilite. 
Área de uso comum – É a área que pode ser utilizada em comum por todos 
os proprietários do prédio ou 
condomínio, sendo livre o acesso e o uso, de forma comunitária. exemplo: 
portaria , corredores etc…. 
Área útil – É a área individual. É a soma das áreas dos pisos do imóvel, sem 
contar as paredes, ou seja, 
restrita aos limites. Também é conhecida como área de ―vassoura―. 
Área privativa – É a área do imóvel da qual o proprietário tem total domínio. É 
composta pela superfície 
limitada da linha que contorna externamente as paredes das dependências 
(cobertas ou descobertas) de uso 
privativo e exclusivo do proprietário. 
Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes 
(cimento e/ou cal) e água, 
usada para unir ou revestir pedras, tijolos ou blocos, que forma conjuntos de 
alvenaria. Ex.: argamassa de cal 
(cal + areia + água). A argamassa magra ou mole é a mistura com menor 
quantidade de aglomerante (cal 
e/ou cimento), responsável pela aglutinação. Já a argamassa rica tem o 
aglomerante em abundância. 
Argila Expandida – É o agregado mineral leve, com peso específico menor 
que o da água (flutua). 
Conhecida pelo nome do fabricante VERMICULITA ou CINASITA no Brasil. 
Armadura estrutural – Conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão 
rigidez à obra, isto é à peça 
depois que o concreto atinge sua resistência aos 28 dias, permanecendo 
escorada a obra obedecendo a 
regras bem definidas de desforma. 
Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Possui a arte 
da composição, o conhecimento 
dos materiais e suas técnicas e a experiência na execução de obras. 
Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios para qualquer finalidade, 
tendo em vista o conforto 
humano, a realidade social e o sentido plástico da época em que se vive ou 
que se quer copiar. Uma das 
artes mais antigas. Escritos medievais são ilustrados com Deus segurando 
compasso e esquadro, uma alusão 
ao arquiteto do universo. 
Arquitrave – Viga de sustentação ou verga principal que se apoia, em suas 
extremidades, em colunas ou 
61 
 
pilares. Caracteriza o sistema arquitravado de envasaduras, cujas vergas são 
planas e horizontais. É a 
primeira parte do entablamento, ficando entre os capitéis das colunas e o friso. 
Arquivolta – Moldura que acompanha o desenvolvimento de um arco. 
Arrasamento – A cota de arrasamentos é chamado assim o nível adotado para 
corte da cabeça de estacas, 
fundações. 
Arrimar – Apoiar, encostar, escorar. 
Arremate – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. 
Art (CREA) – A ART assim denomina-se a anotação de responsabilidade 
técnica que deve ser feita para cada 
obra, mediante o pagamento de taxa tabelada pelo CREA da Região, cada tipo 
de projeto obriga a retirada de 
uma ART distinta e o profissional tem que ser cadastrado no CREA da sua 
região. 
Art Déco – Movimento que atinge o seu apogeu entre os anos 20 e 40. Surge 
em oposição aos excessos do 
Art Nouveau e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. O 
movimento concilia a produção 
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industrial e as artes, influenciando os primeiros trabalhos do arquiteto franco-
suíço Le Corbusier. Ele tornou 
ainda mais despojadas as formas desse estilo, criando as bases da arquitetura 
funcional ou moderna. Os 
projetos enfatizam vãos e grandes espaços envidraçados. As colunas, antes 
ornamentadas, agora assumem 
função estrutural e passam a ser denominadas pilotis. 
Art Nouveau – A Arte Nova refere-se ao estilo arquitectónico e de arte 
decorativa que marcou o final do 
século XIX e o começo do XX. Muitos dos seus elementos retomam o Rococó 
e o Gótico. Assim, os edifícios 
mostram ornatos como ninfas com flores nos cabelos. Na Europa, misturou-se 
a elementos regionais, 
ganhando diversas versões. A primeira construção art nouveau foi projetada 
pelo arquiteto belga Victor Horta, 
em 1892, em Bruxelas. Mais tarde, o metro de Paris (França), recebeu portões 
projetados por Hector 
Guimard, que traziam formas sinuosas. Antonio Gaudi, um dos mais brilhantes 
arquitetos espanhóis, foi 
buscar inspiração às tradições medievais do seu país para erguer obras dentro 
do novo estilo. Em Barcelona, 
projetou a Sagrada Família, catedral que começou a ser construída em 1883, 
com torres góticas e adornos 
barrocos. O estilo art nouveau começou a perder força pouco antes da Primeira 
Guerra Mundial (1914-18). 
As-Build (como construído) – É o termo utilizado para indicar um projeto que 
teve lançado nele todas as 
modificações durante a construção ou reforma, principalmente útil em 
instalações. Somos favoráveis à 
62 
 
utilização do segundo termo em português. 
Asa – O mesmo que ala. O lado ou flanco de uma construção; cada uma das 
folhas de uma dobradiça. 
Assentar – Colocar e ajustar tijolos, blocos, esquadrias, pisos, pastilhas e 
outros acabamentos. 
Aterramento – Colocação de hastes de cobre enterradas de acordo com 
técnica própria para se obter um 
ponto de terra dito neutro ou sem carga que é ligado ao quadro ou 
equipamento. 
Aterro – Colocação de terra ou entulho para nivelar uma superfície irregular. 
Átrio – Pátio de entrada das casas romanas, cercado por telhados pelos quatro 
lados, porém descoberto. 
Hoje o termo identifica um pátio de entrada de uma habitação. 
AutoCAD – Software que facilita a confecção de plantas e croquis, oferecendo 
ferramentas essenciais para 
realizar projetos em computador. Fabricado pela Autodesk. 
Azulejo – Ladrilho. Placa de cerâmica podendo ser polida e vidrada de 
diversas cores. A origem do azulejo 
remonta aos povos babilônicos. Com os árabes, os azulejos ganharam maior 
difusão, marcando fortemente a 
arquitetura moura na Península Ibérica. Originalmente, os azulejos 
apresentavam relevos, característica 
que ainda sobrevive até hoje. 
Baguete – A moldura simples, de seção reduzida, cujo perfil, em geral, é de 
um arco de círculo, em madeira, 
plástico ou metal, usado em aplicações ornamentais, arremates, fixação de 
vidros etc. 
Baixo-relevo – Trabalho de escultura em queas figuras sobressaem muito 
pouco em relação à superfície que 
lhes serve de fundo. 
Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma 
construção, sem estrutura de 
sustentação aparente. 
Balaústre – Pequena coluna ou pilar em metal, madeira, pedra ou alvenaria 
que, alinhada lado a lado, 
sustenta corrimãos e guarda-corpos. Tem origem no latim balaustium, nome da 
flor de romã, cuja forma 
inspirou os primeiros balaústres. 
Balcão – Elemento em balanço, na altura de pisos elevados, disposto diante 
de portas e janelas. É protegido 
com grades ou peitoril. 
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Baldrame – Designação genérica dos alicerces de alvenaria. Conjunto de 
vigas de concreto armado que 
corre sobre qualquer tipo de fundação. Peças de madeira que se apoiam nos 
alicerces de alvenaria e que 
recebem o vigamento do soalho. 
Bandeira – Caixilho fixo ou móvel, situado na parte superior de portas e 
janelas. Pode ser fixo ou móvel, 
63 
 
favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. 
Bangalô – Do inglês bungalow, designa as casa de campo construídas na 
Índia, térreas e com grandes 
varandas cobertas. 
Banner – Termo que significa elemento de propaganda ou letreiro. 
Banzo – Viga onde engastam-se os degraus das escadas, tanto fixas como 
móveis; nas vigas T ou duplo T, é 
o nome das abas normais à alma, também chamamos mesa nesse caso do 
perfil. 
Barrado – Lambris, revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. 
Barroco – Estilo marcado pelo 
excesso de detalhes e de rebuscamentos. Historicamente, foi uma reação à 
austeridade do período artístico 
anterior, o Clássico. Na arquitetura, introduziu novas concepções de espaço, 
de tempo e, principalmente, de 
movimento. Assim, as construções exibem um vasto número de ornatos, 
apliques e pingentes que parecem 
flutuar em fachadas e paredes. Trazido pelos portugueses, o Barroco ganhou 
diferentes feições no Brasil. 
Enquanto as construções da Bahia copiaram o modelo europeu, as obras de 
Minas Gerais do século XVIII 
apresentam soluções formais simplificadas, inéditas, originais. 
Basculante – A peça que leva esse nome devido ao sistema empregado em 
portas e janelas, onde as peças 
giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao 
batente ou à esquadria, abrindo 
vãos para ventilação. 
Bay-Window – Janela de três faces, instalada no nível térreo, projetada para 
fora do prumo da construção. 
Batente – Rebaixo onde a porta ou a janela encaixam-se ao fechar. A folha 
que fecha primeiro, na portas ou 
janela. 
Beiral – Prolongamento do telhado para além da parede externa, protegendo-a 
da ação das chuvas. As telhas 
dos beirais podem ser sustentadas por mãos-francesas e fixadas por arames 
de cobre. 
Benfeitorias – São as obras ou despesas que se fazem num imóvel visando a 
conservação, a melhoria ou 
simplesmente, o embelezamento, tornando-o mais agradável. Classificadas 
em: necessárias: para conservar 
ou evitar a deterioração (reforço das fundações); úteis ou proveitosas: 
aumentam ou facilitam o uso da coisa 
(construção de garagem); voluptuárias: as que não aumentam o uso habitual, 
sejam ou não de grande valor 
(piso em mármore, piscina). 
Betoneira – Máquina que prepara o betão ou concreto ou mistura as 
argamassas. 
Bizotado – Vidro que recebe corte em forma de bisel nas arestas não 
confundir com lapidação ou lapidado 
cuja dimensão é menor e serve para dar arremate nas arestas. 
64 
 
Bloco – Designa edifícios que constituem um só conjunto construído. 
Bloco cerâmico – Ou tijolo de barro elemento de vedação com medida-
padrão. Pode ter função estrutural ou 
não, tem como fim a execução das paredes. 
Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas. Tem função 
estrutural ou decorativa, sua 
qualidade geralmente é melhor que o de cerâmica ou barro. 
Bloco de gesso – Elemento de gesso vazado medindo 70 x 50 x 7,5cm macho 
x fêmea, assentado para 
executar paredes com acabamento final para pintura. 
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Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambiente, é 
empregado com uso de 
vergalhões intercalados na massa para dar estrutura e segurança na parede. 
Bloco sílico-calcário – Mistura de areia silicosa e cal virgem. Tem função 
estrutural. 
Bloquete ou bloket – Elementos prémoldados de concreto altura de 6 e 8cm 
com formato de 16 faces (ou 
menos) de encaixe utilizável em pavimentação intertravada sobre colchão de 
pedra, pedrisco e areia, cada 
fabricante dá um nome. 
Boiler – Equipamento e local em que a água de um sistema de aquecimento 
central é represada e mantida 
em determinada temperatura. 
Boiserie – Do francês designa entalhe ou moldura de madeira que enfeita 
portas ou móveis. 
Boleado – Acabamento abaulado ou torneado no contorno da superfície de 
madeira, pedra, plástico ou metal. 
Quando o boleio completa 180 graus chamamos de 1/2 cana. 
Bolsa – Extremidade de diâmetro maior nos tubos ou manilhas, que serve de 
encaixe da extremidade de 
outro tubo. 
Boqueta – Designa qualquer abertura em paredes divisórias para passagem 
de objetos ou atendimento, 
podendo possuir esquadria ou vidro e possuir chapim, chama-se ―passa prato‖ 
em lojas alimentícias. 
Borracha de nível – Tubo plástico transparente que cheio de água permite 
tomar o mesmo nível em diversos 
pontos da obra à distancia. 
Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. 
Boneca – Elemento construtivo vertical de dimensões reduzidas, para criar 
complemento Arquitetônico ou 
afastar por exemplo uma porta ou janela de um canto. É também a saliência de 
alvenaria onde é fixado o 
marco ou grade de portas e de janelas. O mesmo que espaleta. 
Botaréu – Pilastra reforçada, construída por fora das paredes externas, para 
absorver o empuxo da cobertura 
do edifício. 
65 
 
Brita (pedra britada) – Pedra fragmentada. Fragmentos de pedra de 
dimensões padronizadas usados na 
concretagem. Dependendo de seu diâmetro máximo, é classificada de 0 a 4, da 
menor para a maior. 
Brita corrida – O mesmo que brita. 
Brise – Do francês brise-soleil; quebrasol produzido com peças de madeira, 
concreto, plástico ou metal, 
disposto vertical ou horizontalmente diante das fachadas ou muros para 
atenuar ou impedir a ação direta do 
sol, sem perder a ventilação. 
Broca – Ver Estaca broca. Também designa um inceto que corrói a madeira. 
Broxa – Pincel grande usado na caiação das paredes. 
BTU – Abreviatura da expressão inglesa British Thermal Unit (unidade térmica 
inglesa), é a unidade definida 
como a quantidade de calor necessária para aquecer uma libra de água de 1° 
Fahrenheit em ou próximo de 
seu ponto de máxima densidade, ou seja, 39,1°F. Eqüivale a 0,252kcal 
(quilocalorias). 
Bundoril – Peça geralmente de madeira que serve de acento em shoppings e 
praças. 
Cabochão/cabochon – Peça em forma de losango que dá acabamento a 
pisos feitos com pedras, cerâmicas 
ou azulejos. 
Cachorro – Peça em pedra ou madeira, em balanço, que dá sustentação aos 
beirais e ao piso de sacadas ou 
balcões. 
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Caiar – Pintar com cal diluída em água, requer preparo antecipado. 
Caibro – Peça de madeira , geralmente de seção próxima ao quadrado, que 
junto com outras sustenta as 
ripas de telhados ou de assoalhos. Nos telhados, o caibro assenta nas 
cumeeiras, nas terças e nos frechais. 
No piso, apoia-se nos barrotes. 
Caixa-d’água – Depósito de água confeccionado em materiais como concreto 
armado, fibrocimento, aço ou 
plástico. 
Caixa de escada – Espaço, em sentido vertical, destinado à escada. 
Caixa de fogo (ou câmara de combustão)– Seção da lareira que vai do piso 
até a garganta; é constituída 
do piso, paredes (verticais e inclinadas), boca e dente. É nela em que se 
acende o fogo que projeta calor para 
o ambiente e onde é produzida a fumaça que enche a câmara após atravessar 
a garganta, elevando-se pelo 
conduto da chaminé. 
Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras, instalada após o sifão, 
na canalização de esgoto da pia 
da cozinha. 
Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de 
uma canalização de esgotos ou 
66 
 
águas pluviais, ou em determinados pontos ao longo de trechos intensos da 
mesma, que permite o acesso 
para limpeza e inspeção. O mesmo que poço de visita. 
Caixa de passagem – Une tubulações diversas elétricas ou hidráulicas. 
Caixilharia – Designação do conjunto de caixilhos. 
Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e 
janelas. 
Cal – Material indispensável à preparação das argamassas. É obtida a partir do 
aquecimento da pedra 
calcária a temperaturas próximas dos 1000 graus Celsius, processo que resulta 
no aparecimento do monóxido 
de cálcio (CaO) e ganha o nome de cal virgem. 
Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra em 
diversos materiais, e é executada 
após a raspagem de pisos de madeira pelo ―calafate‖ com aplicação de pó de 
serragem fina e cola, resina ou 
verniz poliuretano. 
Calcetar – Executar o assentamento de pedras nas calçadas sobre base de 
cimento e areia a seco, o termo 
está ligado a mosaico português ou pedra portuguesa que é executada pelo 
calceteiro. 
Cálculo estrutural – Cálculo que estabelece a dimensão e a capacidade de 
sustentação dos elementos 
básicos de uma estrutura, podendo ser esta de concreto armado, de estrutura 
metálica, de madeira ou de 
outros materiais com pedra ou blocos. 
Calefação – Qualquer sistema de aquecimento para interiores. 
Calha – Canal. Duto de alumínio, ferro galvanizado, cobre, PVC , latão , 
fibrocimento ou concreto que recebe 
as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. 
Candela (cd) – Unidade de intensidade luminosa. 
Canalizador – Profissional que executa o projeto hidráulico do engenheiro. 
Canteiro de obra – Local da construção onde se armazenam os materiais 
(cimento, ferro, madeira, etc.) e se 
realizam os serviços auxiliares durante a obra (preparação da argamassa, 
dobragem de ferro, etc.). 
Cantoneira – Peça em forma de L que remata quinas ou ângulos de paredes. 
Também serve de apoio a 
pequenas prateleiras. 
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Capa – Demão de tinta. Camada de concreto aplicada sobre a pedra que 
impermeabiliza a superfície. 
Capialçado – Adjetivo empregado para designar os vãos cujos sobre-arcos 
têm as faces inferiores inclinadas. 
Capitel – Parte superior, em geral esculpida, de uma coluna. Alguns capitéis 
são simples, pouco 
ornamentados, a exemplo dos dóricos. Outros, como os jónicos, são 
arrematados com volutas. 
67 
 
Casa – 1. Edifício de um ou poucos andares, destinado, geralmente, a 
habitação; morada, vivenda, moradia, 
residência, habitação. [Aum.: casão, casarão, casaréu; dim.: casinha, casita, 
casucha, casebre, casinhola, 
casinholo, casinhota, casinhoto, podendo as cinco últimas formas ter caráter 
depreciativo.] 
2. Cada uma das divisões de uma habitação; dependência, quarto, sala. 
3. Local destinado a reuniões ou até à moradia de certos grupos de pessoas. 
Estabelecimento, firma, 
empresa. 
Casa de habitação – É aquela em que alguém habitualmente reside ou tem o 
seu lar, provido das coisas 
necessárias ao uso doméstico. Casa de morada; domicílio. 
Casa habitada – É toda aquela que tem morador certo e permanente, embora 
ausente, ocasionalmente. 
Casa ocupada por uma ou mais pessoas. 
Cargas acidentais – Chamamos assim todas as cargas que podem atuar 
sobre a estrutura de edificações em 
função do seu uso (pessoas, móveis, veículos e materiais diversos. 
Cargas permanentes – Chamamos assim o peso de todos os elementos 
construtivos fixos e instalações 
permanentes (revestimentos, pisos, enchimentos, concretos, paredes divisórias 
e outras). 
Caramanchão – Armação de madeira, como um pergolado, sustentada por 
pontaletes e coberta por 
vegetação. 
Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado, em 
forma de tábuas, que são 
encaixadas e/ou coladas ao contrapiso. 
Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra, como 
formas e escoramentos. 
Cascalho – Lasca de pedra. 
Caulino ou caulim – Argila branca, rica em carbonato de cálcio, base de 
extração de cal. 
Cava – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma 
casa. 
Cavilha – Peça de fixação que serve para manter juntas as peças de madeira, 
as estruturas de alvenaria, etc. 
Tem formato cilíndrico-cónico, com uma cabeça numa das extremidades e uma 
abertura na outra, onde se 
encaixa a chaveta – um tipo de trava, que completa a junção. 
Celotex – Material isolante, não ressonante, fabricado com serragem ou 
bagaço de cana de açúcar, 
fortemente prensado ou comprimido em forma de placas utilizando resinas na 
colagem. 
Cepo – Tronco de madeira. 
Cerâmica – Arte de fabricação de objetos de argila cozida, tais como tijolos, 
telhas e vasos. Também referese 
às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de paredes. 
68 
 
Cerca viva – Sebe viva; arbustos plantados para formar um elemento de 
vedação e fechamento. 
Cerne – Parte interna dos troncos das árvores, da qual se tira a madeira 
realmente utilizável tanto na 
marcenaria quanto na carpintaria. 
Chalé – Do francês chalet. Casa de campo de madeira com telhados em duas 
águas, bem inclinados, que 
avançam sobre a fachada. 
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Chaminé – Duto de metal ou de alvenaria que conduz o fumo da lareira e do 
fogão para o exterior da casa. 
Chanfrar – Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. 
Chapéu – Coroamento do muro ou da chaminé com uma ou duas águas. 
Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa (proporção 
geralmente 1:3) contra a superfície 
para torná-la áspera e facilitar a aderência da primeira camada de argamassa. 
Chumbar – Fixar com cimento, ou argamassa. 
Chodopac – Designa um determinado tipo de vidro ainda importado no Brasil 
em geral opaco e em cores 
sendo aplicado colado em paredes como acabamento, seu custo é elevado. 
Cimeira – A viga ou trave colocada no ponto mais alto do telhado. 
Cimento – Aglomerante obtido a partir do cozimento de calcários naturais ou 
artificiais. Misturado com água, 
forma um composto que endurece em contato com o ar. É usado com a cal e a 
areia na composição das 
argamassas. O cimento de uso mais frequente hoje é o Portland, cujas 
características são resistência e 
solidificação em tempo curto. Desenvolvido em 1824, por um fabricante inglês 
de cal, ganhou esse nome 
porque a sua coloração era semelhante à da terra de Portland. Outros tipos 
surgem na mistura desse cimento 
com diversos compostos ou elementos, como o cimento com pó de mármore, 
que dá uma cor esbranquiçada 
ao material. 
Cimento ARI – Aglomerante especial de alta resistência inicial. 
Cimento amianto – Material composto de cimento Portland e fibras de 
amianto, com alta resistência à tração 
e à compressão, elevado poder isolante do calor e do som, alta resistência aos 
ácidos comuns, sendo 
imputrescível, incombustível e impermeável. Porém o seu pó é altamente 
cancerígeno. 
Cinta ou cintamento – Faixa, geralmente metálica, usada para envolver 
construções de alvenaria com a 
função de evitar possíveis desagregamentos. Cinta de amarração é o nome 
que se dá à sucessão de vigas 
situadas nas paredes perimetrais das construções visando tornar maissolidárias entre si as paredes 
concorrentes. 
69 
 
Cinzel – Ferramenta manual de corte a martelo usada para gravar o metal ou 
esculpir a pedra. 
Cisterna – Reservatório de água situado abaixo de nível do solo. 
Clapboard siding – Um tipo de revestimento externo para paredes, feito com 
tábuas sobrepostas de madeira, 
característico do Early American, estilo dos colonizadores dos EUA. 
Clarabóia – Abertura no teto da construção, fechada por caixilho com vidro ou 
outro material transparente, 
criada para levar iluminação e/ou ventilação naturais aos ambientes em geral 
sem janelas. 
Clássico – Relativo à arte e à cultura dos antigos povos gregos e romanos. 
Período marcado por construções 
de planta retangular, colunas e frontões. Essas formas, inicialmente presentes 
nos templos, passaram a 
repetir-se nas casas, de maneira mais sóbria, e nas fachadas pouco 
ornamentadas. Adjetivo para tudo o que 
se torna modelo ou padrão em arquitetura. 
Closet – Palavra inglesa; pequeno cômodo usado como quarto de vestir. 
Código de obras – Conjunto de leis e posturas municipais que controla o uso 
do solo urbano. 
Coeficiente de Absorção Sonora (NRC) – Resultado da divisão entre a soma 
da energia sonora absorvida 
pelo material ou sistema e a energia sonora transmitida através do mesmo pela 
energia sonora incidente em 
sua face exposta. Este número varia entre 0 e 100, expressando o percentual 
de energia sonora 
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absorvida/transmitida pelo material, e representa a média aritmética dos 
valores obtidos nas freqüências de 
250, 500, 1.000 e 2.000Hz. 
Coeficiente de Conditividade Térmica (K) – Indica a quantidade de calor (W) 
que, em uma hora (h), 
atravessa um metro quadrado de camada de material com um metro de 
espessura, em estado contínuo de 
aquecimento, sendo a diferença de temperatura entre as superfícies de 1°C. 
Coeficiente de Isolamento Acústico (CAC) – Valor expresso em decibéis 
(dB) que indica a quantidade de 
energia sonora retida pelo material ou sistema, ou seja, que não é transmitida 
para o ambiente adjacente 
Coeficiente de sombreamento – Índice de energia solar que é admitida pelo 
vidro por radiação, estabelecido 
pela relação entre o ganho de calor solar através de um determinado vidro, sob 
condições ambientais 
específicas, e o ganho de calor solar através do vidro monolítico incolor de 
3mm de espessura (padrão 
Ashrae) nas mesmas condições ambientais. 
Cobertura – Conjunto de madeiramentos e de telhas que serve de proteção à 
casa. 
70 
 
Coletor de energia solar – Placa com células foto voltaicas que capta a 
energia solar e a transforma em 
eletricidade ou energia térmica. 
Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias em 
Portugal. Assim, as influências 
portuguesas estão presentes já nas primeiras construções brasileiras e as 
espanholas marcam alguns países 
da América do Sul, Central e do Norte. Os ingleses deixaram a sua herança na 
América do Norte. Já 
elementos da arquitetura holandesa e francesa aparecem na América Central, 
sobretudo na região das 
Caraíbas. 
Colonial americano – Colonizadores espanhóis, franceses, holandeses e 
ingleses marcaram a arquitetura 
americana. No sul do país, aparecem casas hispânicas, feitas em adobe e com 
pátios internos. Os 
holandeses deixaram como herança as construções de pedra e os telhados de 
ripas de madeira. A partir de 
1700, o estilo georgiano introduz elementos renascentistas nas construções. 
Em seguida, o estilo Adam 
promove um refinamento das linhas clássicas, presente nos pórticos 
elaborados com colunas e lunetas. O 
Early Classical Revival (1770-1830) fecha o ciclo do colonial americano com 
uma revista ao classicismo 
grego, trazendo cúpulas e frontões, sustentados por colunas dóricas e jônicas. 
Colonial brasileiro – Estilo que começa a formar-se com as casas dos 
bandeirantes: uma só cobertura, 
sustentada por pilares e aberta nos lados. A partir do século XVII, em Minas 
Gerais, a arquitetura ganha 
requintes: telhados de quatro águas, janelas e portas simétricas, varandas 
circundando as áreas sociais. As 
casas são fechadas para o exterior, e sua planta interna é ampliada com 
saguão, quarto de hóspedes e salão 
de visitas. Surgem os ornamentos talhados em pedra. Esses elementos foram 
adaptados às diversas regiões 
do país. 
Coluna – Elemento estrutural de sustentação, quase sempre vertical. Ao longo 
da história da arquitetura, 
assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. Pode ser de pedra, 
alvenaria, madeira ou metal e 
consta de três partes: base, fuste e capitel. Esses elementos aparecem 
inicialmente nas colunas dóricas e 
jónicas dos templos gregos. A partir da visão funcionalista do arquiteto suíço Le 
Corbusier, ainda na primeira 
metade deste século, as colunas passaram a ser chamadas internacionalmente 
de pilotis e ganharam formas 
limpas. 
Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. 
Comunicação visual – Podem ser letreiros, adesivos plásticos, toldos com 
logomarcas, ou similares. 
71 
 
Combogó – Chamado também de elemento vazado, é feito de concreto ou 
cerâmica e limita os ambientes 
sem impedir a entrada de ar. Foi inventado por três engenheiros-arquitetos 
brasileiros, na primeira metade do 
século, que o batizaram com a união de suas iniciais: Coimbra, Boeckmann e 
Góis. 
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Concreto – Mistura de água, cimento, areia e pedra britada, em proporções 
prefixadas, que forma uma 
massa compacta e endurece ou ganha pega com o tempo. Concreto aparente 
é aquele que não recebe 
revestimentos. Concreto armado: na sua massa dispõem-se armaduras de aço 
chamados de vergalhões para 
aumentar a resistência. concreto ciclópico tem pedras aparentes e de volume 
avantajado e de formas 
irregulares. Concreto celular é uma variável que substitui a pedra britada por 
microcélulas de ar obtidas por 
uma betonagem adequada, conferindo-lhe grande leveza e a aparência de 
espuma, servindo para 
enchimentos. 
Concreto celular autoclavado – Produto constituído de cal, cimento, areia e 
pó de alumínio (um agente 
expansor que funciona como fermento, fazendo a argamassa crescer e ficar 
cheia de células de ar, tornandoa 
leve), além de água. Cortada em blocos ou painéis, que vão para uma 
autoclave para cura, a argamassa dá 
origem ao silicato de cálcio, composto com alta resistência à compressão e ao 
fogo e de ótimo desempenho 
termo acústico. Os blocos são utilizados para vedação de vãos e enchimento 
de lajes nervuradas, e os 
painéis armados para paredes ou lajes. Também são encontrados blocos-
canaletas para vergas e contravergas. 
Por ser leve, o produto é indicado principalmente para estruturas que não 
devem sofrer sobrecargas. 
Consolidação da servidão – Modo de extinção desta, pela reunião dos dois 
prédios, o dominante e o 
serviente, no domínio da mesma pessoa. 
Console – Elemento em balanço na parede para servir de apoio às estátuas, 
vasos ou mesmo balcões ou 
sacadas. 
Consultor – Profissional experiente contratado para solucionar ou dar parecer 
sobre assunto específico 
exemplo estrutura, impermeabilização. 
Contrapiso – Camada, com cerca de 3 a 5 centímetros de cimento e areia, 
que nivela o piso antes da 
aplicação do revestimento. 
Contraverga – Viga de concreto usada sob a janela para evitar a fissuração da 
parede. 
72 
 
Controle tecnológico – Controle tecnológico de concreto e aço, trata-se de 
ensaios de corpos de prova de 
resistência. 
Cordão – Pequena moldura curva numa das arestas, uniforme ou em forma de 
cordel, usada para arremates, 
tais como na junção do rodapé com os pisos de madeira, nos forros de 
madeira, nas esquadrias,etc.. 
Corrimão – Apoio para a mão colocado ao longo das escadas. 
Cooperativa habitacional – Formada com o intuito de construir casas 
populares, a serem vendidas a seus 
associados, podendo para tanto efetuar operações creditarias. 
Corte – Desenho que apresenta uma construção sem as paredes externas, 
deixando à mostra uma série de 
detalhes como: pé-direito, divisões internas, comprimentos, escadas, etc.. 
Corte ou desmonte – Retirada de terra para a formação de plataformas 
horizontais que receberão a 
edificação. Utilizar essa terra para o aterro. 
Cota – Toda e qualquer medida expressa em plantas arquitetônicas. 
Cromado – Metal que recebe uma camada de cromo. Elemento metálico, duro, 
que dá brilho semelhante ao 
aço inoxidável. 
Croquis – Primeiro esboço de um projeto arquitetonico. 
Cruzeta – Ornato em forma de cruz. Ferragem que reforça os encaixes de 
madeira dos telhados, em especial 
na transferência da carga do telhado para as colunas. 
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CUB – A Norma define os critérios de cálculo do CUB (Custo Unitário Básico), 
que é um indicador do custo de 
construção, utilizado como instrumento de reajuste para os valores monetários 
calculados nos Quadros da 
própria NBR 12.721. 
Cumeeira – Parte mais alta do telhado, linha de cume , onde se encontram as 
superfícies inclinadas (águas). 
A grande viga de madeira que une os vértices da tesoura e onde se apoiam os 
caibros do madeiramento da 
cobertura. Também chamada espigão horizontal. 
Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. Uma 
curiosidade das cúpulas é o 
aparecimento do óculo, abertura no seu ponto mais alto que permite a entrada 
de luz e que, muitas vezes, 
conta com uma pequena edícula, chamada lanterna ou lanternim. Outra 
curiosidade é que, normalmente, as 
cúpulas são duplas, ou seja, é feita uma cúpula interna, oca, e outra externa, 
encarregada da proteção da 
construção. Ver Abóbada. 
Declive – Ladeira. Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. 
Deck – Piso em madeira ripada, geralmente para circundar piscinas, banheiras 
e represamentos de água ou 
servir de palco criando desnível. 
73 
 
Demão – Cada uma das camadas de tinta ou qualquer outro líquido aplicada 
sobre uma superfície qualquer. 
Desempenadeira – Instrumento de pedreiro, feito em madeira, metal ou 
acrílico, usado para distribuir e 
aplainar a massa sobre as paredes. 
Desgaste – Ver Abrasão. 
Dilatação – Aumento de dimensão. Aumento do volume dos corpos, 
principalmente a partir da ação do calor. 
Os projetos de engenharia e arquitetura trabalham com previsões de dilatação 
dos materiais e dos elementos 
envolvidos numa estrutura de construção. Ver Junta de dilatação. 
Divisória – Paredes que separam compartimentos de uma construção. 
Tapumes, biombos. 
Domo – Cúpula convexa (quando vista de baixo para cima) ou arredondada 
que corre uma abertura no alto 
de uma construção, oferecendo iluminação e ventilação naturais. 
Dormer/window – Abertura ou janela sobre o telhado; janela de água furtada, 
trapeira. 
Drenagem – Escoamento de águas por meio de tubos ou valas subterrâneas, 
chamados de drenos. 
Dry-wall – Paredes executadas com gesso acartonado impermeável, gesso 
cujo papel utilizado é verde e 
perfis metálicos. 
Duto – Tubo que conduz líquidos (canos), fios (condutores) ou ar. 
Edificação – Obra, construção, do latim ―aedificatione‖ , o edificador do latim 
―aedificatore‖ e edificante 
―aedificandi‖. Quando usado para área não construível denomina-se área ―NON 
AEDIFICANDI‖. 
Edícula – Construção complementar à principal, onde, geralmente, ficam 
instalados a área de serviços, as 
dependências de empregados ou o lazer. 
Elemento vazado – Peça produzida em concreto, cerâmica ou vidro, dotada 
de aberturas que possibilitam a 
passagem do ar e luz para o interior da casa. Comum em muros, paredes e 
fachadas. 
Eletricista – Profissional encarregado de fazer a instalação eléctrica projetada 
pelo engenheiro. 
Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal, ou seja, 
sem profundidade ou 
perspectiva. 
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Embargo de obra – Ocorre a imposição de paralização dos trabalhos na obra 
quando alguma lei é 
desobedecida, ou licença não autorizada, em geral a prefeitura e os orgãos 
fiscalizadores (CREAs, IBAMA, 
FEEMA) possuem este poder. Aplicando multas e estabelecendo prazos para 
solução, junto ao orgão. 
Qualquer cidadão conhecedor da legislação pode dar entrada em denuncia 
contra a firma, portanto todo 
74 
 
cuidado deve ser dado à legislação local. 
Emboço – Primeira camada de argamassa nas paredes. É feito com areia 
grossa, não peneirada. 
Empena – Cada uma das duas paredes laterais onde se apoia o pau da 
cumeeira nos telhados de duas 
águas; cada uma das faces dos frontões. 
Empreitada – Um ou mais profissionais contratados para executar qualquer 
tipo de obra ou serviço, sendo 
tratado que recebem para executar aquela tarefa e o pagamento fica pré 
estabelecido apenas ao término da 
tarefa a 100%, é fixado o prazo com tal objetivo acordado entre as partes. 
Engastado – Encaixado, embutido. 
Engenharia – Ciência técnica e arte das construções civis. 
Engenheiro civil – Faz os cálculos e acompanha os elementos da estrutura da 
obra, tais como fundações, 
vigas, pilares e lajes. Instalações, fechamentos, coberturas, acabamentos até a 
entrega da obra com o 
―habite-se‖. 
Engenheiro elétrico e hidráulico – Calcula acompanha e projeta as 
instalações elétricas e hidráulicas, 
respectivamente, de uma construção. 
Encaixilhar/enquadrar – Emoldurar, colocar o caixilho. 
Enxaimel – Conjunto de caibros e estacas que sustentam as divisões da 
estrutura da casa. É marca 
registrada dos estilos normando ou germânico, onde fica aparente e compõe 
um detalhe interessante na 
fachada. 
EPI – Conjunto de Equipamentos de Proteção Individual, que devem ser 
fornecidas pelo empregador 
gratuitamente para dar-lhe segurança, como botas, luvas, capacetes, óculos, 
uniformes etc.... 
Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. 
Escavação – Ato de retirar, escavar um volume de terra, areia ou barro de um 
local com a devida licença e 
registro no IBAMA e da FEEMA (Brasil), pois as multas são muito pesadas. 
Escora – Peça metálica ou de madeira que sustenta ou serve de trava ou de 
arrimo a um elemento 
construtivo quando este não suporta a carga exigida. 
Esmalte – Substância vítrea aplicada sobre metais, cerâmicas e porcelanas. 
Tinta oleosa usada 
especialmente nas esquadrias e nos caixilhos de metal. 
Espelhado – Superfície polida, de modo a adquirir a aparência lisa e cristalina 
do espelho. 
Espelho – Face vertical do degrau de uma escada. Placa que veda e decora o 
interruptor de luz de um 
ambiente, ou ainda o vidro com camada reflexiva numa das faces. 
Espelho d’água – Pequeno tanque dentro ou fora de casa, onde a água reflete 
o que estiver a sua volta. 
Espera – Pequena peça de madeira, em forma de cunha, que evita o 
deslocamento das vigas ou dos 
75 
 
sarrafos. Também denomina os tijolos ou as pedras deixados salientes nos 
cunhais para possibilitar a 
amarração de futuras paredes. 
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Esquadria – Qualquer tipo de caixilho usado numa obra, como portas, janelas, 
etc. Seus lados devem formar 
esquadro, mas emprega-se essa designação mesmo com outras formas 
Estaca – Peça longa, geralmente de concreto armado, que é cravado nos 
terrenos. Transmite o peso da 
construção para as partes subterrâneas – e mais resistentes. 
Estribo – Peça de ferro batido que une o pendural das tesouras ao tirante. No 
concreto armado,são os 
pedaços de ferro redondo colocados transversalmente à armadura longitudinal 
e destinados, principalmente, a 
solidarizar esta e a absorver os esforços cortantes. O mesmo que botaréu. 
Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra e 
sustenta paredes, telhados ou 
forros. 
Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá 
diretrizes ou orientações ao 
ante-projeto. 
Estuque – Massa à base de cal, gesso, areia, cimento e água, usada no 
revestimento de paredes e de forros. 
Toda a argamassa de revestimento, geralmente acrescida de gesso ou pó de 
mármore. Também usada para 
fazer forros e ornatos. 
Fachada – Cada uma das faces de qualquer construção, a de frente é 
denominada fachada principal, e as 
demais: fachada posterior ou fachada lateral. 
Fiada – Fileira horizontal de pedras ou de tijolos de mesma altura que entram 
na formação de uma parede. 
Fibra de carbono – Material de altíssima resistência e pouco peso, composto 
de carbono e que já está sendo 
empregado na execução de barras ou tiras para serem incorporados no 
concreto para armação em peças 
onde o ferro inviabiliza. 
Fibra ótica – Material em forma de fios que é empregado na transmissão de 
dados e voz, aumentando 
inúmeras vezes a capacidade em relação aos meios usuais, sendo porém de 
custo bem mais elevado. 
Fibrocimento – Material que resulta da união do cimento comum com fibras de 
qualquer natureza – a mais 
frequente é a fibra do amianto. 
Filete – Moldura estreita, friso. 
Fissura – Corte ou trinca superficial no concreto ou na alvenaria. 
Flameado ou flamejado – Tratamento a fogo sobre rochas, obtendo 
acabamento próximo ao apicoado, 
acumulando menos sujeira torna a limpeza melhor. 
76 
 
Folha – Elemento da asa de dobradiça; cada parte de portas ou janelas que 
necessita de dobradiças para se 
mover. 
Forma – Elemento montado na obra para fundir o concreto, dando formas 
definitivas a vigas, pilares, lajes, 
etc., de concreto armado, que irão compor a estrutura da construção. Em geral, 
são de madeira ou de metal. 
Forro – Material que reveste o teto, promove o isolamento térmico e acústico 
entre o telhado e o piso. Pode 
ser de madeira, gesso, estuque, placas fibrosas, tecidos, etc. Há ainda o forro 
gamela, típico do colonial 
mineiro, que é formado por cinco superfícies, quatro delas inclinadas e 
trapezoidais, enquanto a quinta é 
retangular, horizontal e fecha o forro. 
Forro de gesso acartonado – Executado com a fixação de painéis de gesso e 
perfis metálicos, não requer 
revestimento, mas precisa de mão de obra especializada. Permite trabalhos de 
arquitetura super elaborados. 
Fossa séptica – Cavidade subterrânea, feita de cimento ou de alvenaria, onde 
os esgotos são acumulados e 
decantados, sendo posteriormente encaminhados a uma nova fossa tipo 
anaeróbica ou à rede de esgotos. 
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Freático – Nível do freático, na sondagem esse nível representa onde 
encontramos o solo com seus vazios 
repletos de água, ali ao cavarmos forma-se uma poça pela migração e esta 
estabiliza no referido nível. Ver 
rebaixamento. 
Fresco – Técnica de pintura usada na Renascença Italiana. Trabalha o 
revestimento ainda húmido de 
paredes e tetos, permitindo a absorção da tinta. 
Frisar – Processo de tornar uma área com sulcos através de equipamentos 
especiais que retiram a capa 
superficial deixando intacta a base e ficando assim preparado para receber 
nova camada de acabamento, por 
exemplo camada de asfalto. 
Friso – Espaço que separa a arquitrave da cornija, nas construções clássicas, 
sendo comumente ornado de 
escultura ou inscrições, também é o nome genérico que recebem as barras ou 
faixas pintadas ou esculpidas 
ao longo de uma parede geralmente abaixo dos tetos. 
Frontão – Componente de arremate superior das janelas ou portas; o 
acabamento que veda o espaço entre 
duas águas da cobertura; o arremate triangular do encontro entre a parede e 
duas águas da 
cobertura.Atualmente, sua função original foi praticamente abandonada, e o 
elemento passou a servir de mero 
ornamento. 
77 
 
Frontispicio – Fachada ou frente de um edifício; o mesmo que frontaria, em 
bancas de pedra polida é a tira 
de arremate superior. 
Fundação/alicerce – Conjunto de estacas e sapatas responsável pela 
sustentação da obra. Há dois tipo de 
fundação rasa, ambas indicadas para terrenos firmes: a sapata isolada, que é 
composta por elementos de 
concreto de forma piramidal, construídos nos pontos que recebem a carga dos 
pilares e interligados por 
baldrames; e a sapata corrida, constituída por pequenas lajes armadas, que se 
estendem sob a alvenaria e 
recebem o peso das paredes, distribuindo-o por uma faixa maior do terreno. 
Para terrenos mais difíceis, 
existem as fundações profundas, como as estacas tipo broca ou tipo strauss. 
Fungicida – Produto químico (veneno) para eliminar insetos ou pragas. 
Fuste – Parte intermédia de uma coluna, entre a base e o capitel. 
Gabarito – Marcação feita com fios nos limites da construção antes do início 
das obras. O encontro de dois 
fios demarca o lugar dos pilares. É feito baseado no trabalho do topógrafo, 
planialtimetria, RN etc.... Também 
chamada assim a peça que é executada geralmente em compensado ou papel 
grosso onde é marcada a 
forma exata que a futura peça irá ter no local, ou irá se encaixar. Em 
urbanismo, chama-se assim à altura 
máxima que podem ter os edifícios em determinadas ruas. 
Galvanizar – Dourar ou pratear. Recobrir uma superfície com metal para 
preservá-lo da corrosão. 
Gambiarras – Instalações provisórias numa obra, para executa-la. 
Gambrel roof – Cobertura composta por duas águas pequenas superiores e 
outras duas maiores, com 
grande inclinação. É típica dos celeiros americanos do período colonial. 
Gárgula – Cano situado nas extremidades dos beirais que recolhe as águas 
pluviais que se acumulam nas 
calhas; orifício por onde corre a água de uma fonte de um chafariz. 
Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. Sua estrutura é formada de 
madeira, ferro ou pedra, e o 
fechamento é feito com vidros ou treliças. 
Geminada – Referência a duas casas unidas por uma mesma parede central 
de meação. 
Gesso – Pó de sulfato de cálcio que misturado à água forma uma pasta 
compacta, usada no acabamento de 
tetos e paredes. 
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Gesso acartonado – Painéis de gesso revestido por papel cartão tem 
espessura em geral de 12mm e é 
fixado em perfis fixados no teto ou piso e paredes, pode ser comum, verde 
impermeável e cimenticio cujo 
preço é o dobro , usada no acabamento de tetos e paredes. 
78 
 
Gofrado ou gofrato – Acabamento em madeira feito com tinta poliuretânica 
texturizada de aspecto final 
fosco, resistente a riscos e à maioria dos produtos de limpeza. 
Gótico – Estilo que surgiu na frança, na segunda metade do século XII, 
marcando as construções com 
abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza, como as rosáceas. O gótico 
varia de país para país e 
culmina com estruturas finas de pedra demarcando grandes janelas com vidro. 
Grafiato – Tipo de textura ou pintura aplicada como acabamento. 
Granilite – Mistura de cimento (geralmente branco), pó de mármore (marmorit) 
e rochas minúsculas 
(granilhas), usada para revestir paredes e pisos. Executado no próprio local da 
aplicação, exige o uso de 
juntas de dilatação plásticas ou metálicas, geralmente recebe polimento com 
máquina especial e 
enceramento. 
Granito – Rocha cristalina formada por quartzo, feldspato e mica. Muito usado 
para revestir pisos. Existem 
diversas cores de granito e, muitas vezes, o seu nome deriva da sua cor ou do 
local onde fica a jazida. 
Grega – Tema ornamental,feito em barrado de gesso ou madeira, 
caracterizado por linhas retas e 
entrelaçadas 
Grés – Material cerâmico duro, denso, opaco e não-poroso, composto de argila 
e feldspato. Sua dureza varia 
desde a grande resistência ao risco e ao choque até as pedras que se 
esboroam com a pressão dos dedos. 
Gretagem – Fissura sobre a superfície esmaltada de cerâmicas, causada pela 
diferença de dilatação entre a 
massa cerâmica (chamada de base) e a camada cristalina da superfície, que 
protege o desenho (chamada de 
esmalte). Seu formato é geralmente circular, espiral ou como uma teia de 
aranha. 
Guarnição – Peça que arremata, ou mata a junta com a parede fixado em 
aduelas e marcos, também 
chamado alisar ou cercadura, se for de madeira composto de réguas ou 
sarrafos, podendo ser trabalhados. 
Guarda-corpo – Grade ou balaustrada de proteção usada em balcões, janelas, 
sacados ou varandas. 
Guia – Peça de pedra ou de concreto que delimita a calçada da rua. Peça que 
direciona o sentido de 
movimento das peças móveis, como as portas de correr. 
Hall de entrada – Patamar de acesso ao interior da casa. 
Habitação – 1. (―habitatio‖) – Direito real, personalíssimo, conferido a alguém, 
de morar gratuitamente, com 
sua família, na casa alheia, durante certo espaço de tempo. 2. Casa que a 
pessoa ocupa e onde vive, no 
momento. Morada, domicílio, residência. Ao termo habitação também se dá i 
sentido de prédio, imóvel, 
alojamento. 
79 
 
Habite-se – Documento emitido pela prefeitura com a aprovação final de uma 
obra e para permitir que seja 
habitada. 
Hidráulica – Refere-se ao sistema de abastecimento, distribuição e 
escoamento de água numa casa. 
Hidromassagem – Banheira equipada com sistema de sucção e impulsão que 
gera movimentação da água 
podendo receber agua aquecida ou ter aquecimento próprio. 
Home theater – Conjunto de equipamentos de áudio e vídeo que reproduz em 
casa as características 
sonoras e de projeção dos cinemas. 
Iluminação ou luminotécnica – Arte de distribuir luz artificial ou natural num 
espaço. 
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Impermeabilização – Conjunto de providências que impede a infiltração de 
água na estrutura construída, 
podendo ser com filme plástico ou por aplicação de camadas de betume ou 
massa impermeável chamada de 
manta em geral com 3mm. Complemento através de proteção mecânica com 
massa de cimento e areia, 
lembrar que esses são responsabilidade de fornecimento do contratante. 
Implantação – Criação do traçado no terreno para demarcar a localização 
exata de cada parte da construção. 
Ver Gabarito. 
Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal, para compor 
coberturas, escadas, rampas ou 
outro elemento inclinado. 
Incrustação – Adorno que destaca composições com elementos embutidos ou 
incrustados. 
Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. Existem 
dois tipos básicos: de fora para 
dentro, quando se refere aos danos causados pelas chuvas ou pelo lençol 
freático; e de dentro para fora, 
quando a construção sofre os efeitos de vazamentos ou problemas no sistema 
hidráulico. 
In loco – Refere-se ao ato de executar no local. 
Inoxidável – Refere-se aos metais submetidos a processos que impedem a 
oxidação ou a ferrugem. 
Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares 
recebida por uma construção. 
Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor, do som e da 
umidade. 
Instalação – Trata-se, inicialmente, das primeiras providências tomadas para 
que uma obra seja começada, 
como a demarcação do canteiro de trabalho ou a construção do depósito, por 
exemplo: abrange o conjunto 
das instalações elétrica, hidráulica, de gás ou de ar condicionado. 
Janela – Abertura destinada a iluminar e ventilar os ambientes internos, além 
de facilitar a visão do exterior. 
80 
 
Janela de sacada – Janela aberta ao rés do pavimento, se este for em andar 
alto. 
Jirau – Estrado ou laje em piso à meia altura que permite a circulação de 
pessoas sobre ele e abaixo dele. 
Não confundir com mezanino ou meio-piso. 
Junta – Articulação. Linha ou fenda que separa dois elementos diferentes mas 
justapostos. As juntas de 
dilatação permitem que o material se expanda pela ação do calor, sem 
danificar-se. É comum em construções 
de concreto, no granilite, em pisos asfálticos, etc.... 
Junta de dilatação – Recurso que impede rachaduras ou fendas. São réguas 
muito finas de madeira, metal 
ou plástico que criam o espaço necessário para que os materiais como 
concreto, cimento, etc. se expandam 
sem danificar a superfície. 
Kitchenette / Kitnet– Cozinha pequena ou reduzida, assim acaba também 
designado no modo popular o 
apartamento cuja cozinha é apenas um armário. 
Lã de vidro – Manta isolante à base fibra de vidro cor amarela e é usada para 
tratamento térmico e acústico 
em paredes, divisórias e forros de gesso, dependendo da densidade e 
espessura é mais barato seu emprego. 
Rolos de 1x10m ou placas. 
Lã de rocha – Manta isolante à base de fragmentos minerais cor marrom e é 
usada para tratamento térmico e 
acústico em paredes , divisórias e forros de gesso, porém seu preço é maior 
que a lã de vidro. Seu peso 
também é grande e seu emprego é utilizado em casos adequados. 
Ladrão – Cano ou orifício de escoamento, situado na parte superior de pias ou 
reservatórios de água, que 
evita o transbordamento de excesso. 
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Ladrilho – Peça quadrada ou retangular, com pouca espessura, de cerâmica, 
barro cozido, cimento, 
mármore, pedra, arenito ou metal. Chama-se de ladrilho hidráulico quando é 
rústico sem brilho e de 
espessura maior, em geral com floreios, mosaicos. 
Ladrilho hidráulico – Tipo de cerâmica rústica, de espessura maior que 8mm 
e aspecto poroso, podendo ter 
desenhos de florões pintados em relevo tem medidas em geral 20 x 20cm ou 
15 x 15cm. 
Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado, apoiado em 
vigas e pilares, que divide os 
pavimentos da construção. 
Laminado – Vidro composto pela sobreposição de camadas de vidro no 
mínimo 2 que recebe entre as 
camadas butirol que é uma resina, com espessuras padrão de 6mm, 8mm, ao 
quebrar não solta estilhaços 
absorve melhor impacto de projéteis. 
81 
 
Laminado melamínico – Ou melamina ou formica ou laminado plástico, tipo 
de revestimento feito de folhas 
de celulose (papel) prensado com resina a altíssima pressão e utilizadas 
coladas sobre materiais diversos 
tendo diversas texturas e padronagens, atualmente se fabrica com camada de 
folha de alumínio ou metal o 
que dá aparência de metal, sendo de custo mais elevado, dimensões médias 
1,25 x 2,51 x 3,05m espessuras 
de 0,8 a 1,2mm, sendo a mais grossa para colagem sobre emboço. 
Lambrequim – Ornamento recortado em madeira que arremata forros e 
beirais. 
Lambris/lambril – Faixas inferiores que revestem as paredes geralmente em 
lâminas de madeira (rodapés), 
com encaixe do tipo macho-fêmea. 
Lanternim – Pequeno telhado sobrepostos à cumeeira que proporciona a 
circulação do ar. 
Lapidado – Vidro que recebe pequeno corte (milimetro) em forma de bizel nas 
arestas não confundir com 
bizotado cuja dimensão é maior , este serve para dar arremate nas arestas em 
vidros temperados ou 
laminados. 
Lençol freático – Camada onde se acumulam as águas subterrâneas. Seu 
rebaixamento é contratado a firma 
especializada em solos que utiliza bombas para extração da água e 
canalização para bueiros sendo exigida 
pela Prefeitura a utilização de caixa de coleta e decantação de sólidos antes do 
bota fora, sendo aplicadas 
multas quando a mesma não é utilizada, havendo embargo da obra. 
Levantamento topográfico – Refere-se à análisee descrição topográfica de 
um terreno. 
Licenças de obra – Temos várias licenças que precisam ser obtidas na 
prefeitura, como a licença de obra, e 
quando for necessário a construção de tapume na frente do terreno/obra a 
respectiva licença de tapume de 
obra, sendo renováveis periodicamente. Para obras especiais existem várias 
licenças a serem obtidas em 
diversos orgãos. 
Living – Termo que na Arquitetura é o mesmo que sala que serve para ter 
mobiliário como sofás e permitir 
reunião de familiares. 
Longarina – Viga de sustentação disposta segundo o comprimento de uma 
estrutura em que se apoiam os 
degraus de uma escada ou uma série de estacas. 
Lote – Ver Terreno. 
Luminotécnico – É o Projeto ou tudo que diz respeito ao estudo de iluminação 
de um ambiente, de uma 
obra, de um local. 
Macho fêmea – Tipo de encaixe onde uma peça traz uma saliência e a outra, 
uma reentrância. 
82 
 
Mainel – Peça guia metálica removível que serve de trilho para duas portas de 
enrolar metálicas. 
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Mão-francesa – Série de tesouras. Escora. Elemento estrutural inclinado que 
liga um componente em 
balanço à parede, diminuindo o vão livre no pavimento inferior. 
Maquete – Reprodução tridimensional, em miniatura, de um projeto 
arquitetonico. 
Marceneiro – Profissional que realiza o trabalho refinado da madeira na obra 
ou na confecção de móveis. 
Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as 
dobradiças, é considerado de 
dimensões mais esbeltas como para divisórias, composto de 2 ombreiras e 
uma padieira. 
Mármore – Rocha cristalina e compacta. Tem bom polimento e pouca 
resistência ao calor. Reveste pisos e 
paredes e também guarnece bancas de cozinha e chuveiros. 
Marquise – Pequena cobertura que protege a porta de entrada. Cobertura, 
aberta lateralmente, que se 
projecta para além da parede da construção. 
Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos, ou 
para executar pisos. 
Massa corrida – Massa a base de PVA ou acrílico, aplicada com espátula, que 
dá um acabamento liso à 
superfície a ser pintada. 
Massa fina – Mistura proporcional de areia fina, água e cal, utilizada no 
reboque de paredes ou muros. 
Massa grossa – Mistura proporcional de areia, cal e cimento usada para 
emboçar ou chapiscar. 
Massa temporal isolante – Mistura para massa isolante térmica, protege 
tubulações na alvenaria, não 
contem silicato de cálcio. 
Matacão – Pedra arredondada, encontrada isolada na superfície ou no seio de 
massas de solos ou de rochas 
alteradas, com dimensão nominal mínima superior a 10cm. 
Maxim-air – Esquadria cujo eixo que é horizontal fica na parte mais alta e 
basculável para o exterior. 
Meia-água – Telhado com apenas uma água, um só plano inclinado. 
Meia-cana – Forma curva de bordas de placas como pedras ou madeira. 
Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente, usada como 
divisória, ou efeitos trabalhados na 
parte inferior das paredes; parede feita com meio tijolo. 
Meia-esquadria – Chama-se assim o encontro das arestas polidas em forma 
de chanfros de cerâmicas e 
pedras, e também o encontro formando 90 graus de guarnições ou rodapés. 
Meio-fio – Ou guia é a peça de pedra ou de concreto que delimita a calçada da 
rua. 
Meio-tijolo – Chama-se a parede de espessura correspondente à largura de 
um tijolo assentado pelo 
83 
 
comprimento. 
Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários numa obra e que 
possui muita experiência prática 
sobre todos os tipos de serviços, mais do que o encarregado. 
Mezanino – Piso intermediário que interliga dois pavimentos; piso superior que 
ocupa uma parte da 
construção e se volta para o nível inferior com o pédireito duplo. Atualmente 
construído em estrutura metálica. 
Montante – Moldura de portas, janelas, etc. Peça vertical que, no caixilho, 
divide as folhas da janela. 
Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequenos pedaços 
de pedras e de cerâmicas 
incrustados em base de argamassa, estuque ou betume ou mesmo cola. 
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Mosaico português/pedra portuguêsa – Trabalho executado com pedaços 
de pequenas pedras incrustadas 
em base de areia e cimento a seco, formando desenhos no piso o que 
executado pelo calceteiro, podendo 
depois de pronto receber polimento local. 
Muro de arrimo – Muro de peso usado na contenção de terras e de pedras de 
encostas. Muro de contenção, 
comumente de pedras grandes. 
Muro de contenção – Usado para contenção de terras e de pedras de 
encostas. 
Muro de testa – Pequena parede construída junto à boca de saída de bueiro 
ou de comporta, para proteger 
contra desmoronamento ou correnteza. 
Nicho – É uma cavidade ou reentrância nas paredes, destinada a abrigar um 
armário ou prateleiras. É comum 
na composição de bares ou na exposição de obras de arte. 
Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfícieatravés de 
uma bolha de ar num líquido, a 
fim de evitar ondulações em pisos e contra-pisos. 
Nivelar/nivelamento – Regularizar um terreno por meio de aterro ou 
escavação. 
Non aedificandi – Do latim ―aedificatione‖ significa edificação , o edificador do 
latim ―aedificatore‖ e edificante 
―aedificante‖.Quando usado para espaço onde não é permitido construir 
denomina-se área non aedificandi. 
Norma técnica – Regra que orienta e normaliza a produção de materiais de 
construção. 
Obra tipo (empreitada/administração) – A forma de contratar a obra pode ser 
de dois tipos, por empreitada 
global, isto é fixa-se um preço total onde o contratado no prazo estabelecido 
fará todos os serviços. O 
vendedor promove a construção no caso de um edifício e entrega ao 
comprador, em um prazo determinado, 
ou por administração onde o contratado recebe seu pagamento que será um 
percentual dos serviços 
84 
 
executados, podendo ser um valor fixo. O proprietário da obra assume os 
riscos e o prazo. As despesas de 
construção do empreendimento são totalmente custeadas pelos compradores 
das unidades no caso de um 
edifício. 
Obra branca – Todo trabalho de carpintaria que ficará aparente. 
Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. 
Oitão – Parede lateral de uma construção situada sobre a linha divisória do 
terreno; o termo é muitas vezes 
confundido com empena, porque, nos séculos passados, era comum encontrar 
construções com telhado de 
duas águas paralelas ao alinhamento do lote. 
Ombreira/umbral – Cada uma das peças verticais de portas e janelas 
responsáveis pela sustentação das 
vergas superiores. 
Orçamento de obra – Um orçamento é uma previsão (ou estimativa) do custo 
ou do preço. O custo de uma 
obra é o valor correspondente à soma dos gastos necessários para sua 
execução. O preço é o custo 
acrescido da margem de lucro. O orçamento deve ser executado antes do 
início da obra, possibilitando o 
estudo ou planejamento. 
Orçamento paramétrico – É um orçamento aproximado, adequado às 
verificações iniciais, como estudos de 
viabilidade ou consultas rápidas de clientes. 
Oriel/window – Instalada nos pavimentos superiores, esta janela é semelhante 
a bay-window, mas ocupa 
todo o pé direito do ambiente. 
Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. 
Ornato – Adorno. Elemento com função decorativa. 
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Oxidação – Ferrugem. Processo quimico em que se perde o brilho pelo efeito 
do ar ou por processos 
industriais. 
Padrão – Modelo. Marco de pedra. 
Painel – Grande superfície decorada, tanto no interior como no exterior da 
construção. Nesse sentido, 
apresenta composições de mosaicos, pastilhas, porcelanas ou cerâmicas. 
Paisagismo– Estudo da preparação e da composição de espécies vegetais 
em complemento à arquitetura, 
composto pelo projeto paisagistico. 
Parapeito – Peitoril. Proteção que atinge a altura do peito, presente em 
janelas, terraços, sacados, 
patamares, etc. Diferencia-se do guarda-corpo por se tratar de um elemento 
inteiro, sem grades ou 
balaústres. 
Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes, geralmente 
construído em alvenaria. 
85 
 
Parede de gesso acartonado – Executada com a fixação de painéis de gesso 
e perfis metálicos, sendo mais 
leve que paredes convencionais e não requer revestimento, mas precisa de 
mão de obra especializada, é 
mais rápida sua execução. Sua espessura é de 7,50cm em geral ou 10cm. 
Parede solteira – Parede que não chega até o forro. 
Parquet – Piso feito da composição de tacos, que formam desenhos a partir da 
mistura de tonalidades de 
várias madeiras. 
Partido – A opção arquitetônica que atende fatores com topografia, clima, 
programa familiar, etc.. 
Passadiço – Corredor, galeria ou ponte que liga dois sectores ou alas de uma 
construção. 
Pastilha – Pequena peça de revestimento, quadrada ou hexagonal, feita de 
cerâmica, porcelana ou vidro. 
Patamar – Piso intermediário que separa os lances de uma escada. 
Patina/patima – Efeito oxidado, obtido artificialmente por meio de pinturas 
especiais ou pela ação do tempo, 
que dá aspecto antigo às superfícies. 
Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da 
construção. 
Paviflex – Leva assim o nome de um fabricante de piso vinílico, colado 
espessura de 2 ou 3mm. 
Pavimento – Andar. Conjunto de dependências de um edifício situadas num 
mesmo nível. Ver Piso. 
Peanha – Pequeno pedestal, que apoia vasos e esculturas, em balanço em 
relação à parede. 
Pé-direito – Altura entre o piso e o teto. 
Pedra – Corpo sólido extraído da terra, ou parte de rochedo, que se emprega 
na construção de edifícios, no 
revestimento de pisos e em peças de acabamento. 
Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. 
Pedrisco – Material proveniente do britamento de pedra, de dimensão nominal 
máxima inferior a 4,8mm e de 
dimensão nominal mínima igual ou superior a 0,075mm. 
Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona 
como parapeito. 
Pele de vidro – Tipo de Revestimento de Fachada onde uma serralheria aplica 
um tipo mais simples de 
esquadria em alumínio padronizada e nela são colados vidros laminados de 6 
ou 8mm em geral coloridos, 
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existe a possibilidade de utilizar também nessa esquadria a alternância com 
chapas de alumínio e resina 
(Alucobond/Reinobond etc..) grande beleza e moderno. 
Películas – Existem diversas películas utilizadas coladas sobre vidros, 
algumas para diminuir insolação e 
temperatura, logo sendo tipo reflexivo, e outras completamente transparentes e 
com composto especial tipo 
86 
 
de resina que acrescenta ao vidro dependendo da espessura de ambos a 
capacidade de impedir a 
penetração de projéteis de grande calibre comprovadamente, espécie de 
blindagem sendo fabricadas na 
Alemanha e portanto de custo ainda elevado. Existe película tipo manta usada 
entre o caibramento e as telhas 
de barro para evitar entrada de água e isolar temperatura em casas mais 
rústicas. 
Pérgola – Proteção vazada, apoiada em colunas ou em balanço, composta por 
elementos paralelos feitos de 
madeira, alvenaria, betão, etc.. 
Persiana – Caixilho formado por tábuas de madeira, tiras plásticas, metálicas 
ou têxteis. São estreitas, 
horizontais e móveis para ventilar e regular a entrada de raios solares. 
Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. 
Pilar – Elemento estrutural vertical de concreto, madeira, pedra ou alvenaria. 
Quando é circular, recebe o 
nome de coluna. 
Pilastra – Pilar de quatro faces onde, uma delas está anexada ao bloco 
construtivo. 
Pilotis – Conjunto de colunas de sustentação do prédio que deixa livre o 
pavimento térreo. 
Pintor – Profissional encarregado de preparar e aplicar a tinta nas superfícies 
que vão receber pintura. 
Piso – Base de qualquer construção. Onde se apoia o contra-piso. Andar. 
Pavimento. 
Piso emborrachado – Mais conhecido pelo nome de um fabricante Plurigoma, 
resulta da mistura de diversas 
cargas vulcanizadas, utilizava a base de ―negro de fumo‖ dai a cor negra e a 
resistência dessa substância 
ultilizada na fabricação de pneus, agora existe em diversas cores como o cinza, 
suas dimensões são 50 x 
50cm, tendo a face exposta a forma de pastilhas ou frisos, podendo ser colado 
ou fixado na massa. 
Piso vinílico – Mais conhecido pelo nome de um dos fabricantes Paviflex da 
Fademac, sendo de 30 x 30cm, 
60 x 60 ou em forma de rolos e espessuras diversas (1,6 -2,0mm), existindo 
com e sem flash (manchas 
caracteristicas) e o de alto tráfego, sendo bom isolante elétrico usado em 
ambientes de redes de 
computadores, não permite uso de água de lavagem. 
Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório 
vertical) permitindo formar 
angulo reto e localizado ao centro da mesma. 
Placas de obra – Instrumento padronizado obrigatório que serve para que os 
órgãos fiscalizsadores 
observem quem é o responsável por cada tipo de serviço contratado, no Brasil 
é obrigatório o recolhimento de 
taxa no CREA da Região desse mesmo profissional, podendo sofrer 
advertência e multa no caso de 
87 
 
inexistência desta. O Ministério do Trabalho exige uma com o horário de 
trabalho e descanso. 
Plaina – Instrumento usado para desbastar, aplainar ou tirar irregularidades da 
madeira. 
Plano diretor municipal – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do 
solo urbano. 
Planta baixa – Representação gráfica de uma construção onde cada ambiente 
é visto de cima, sem o 
telhado. Essa destina-se a representar os diversos compartimentos do imóvel, 
suas dimensões e suas 
diversas aberturas (esquadrias). 
Planta isométrica – Tipo de perspectiva em que o desenho reproduz todos os 
elementos do projeto, com 
pontos de fuga. Muito usada para mostrar instalações hidráulicas. 
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Platibanda – Moldura contínua, mais larga do que saliente, que contorna uma 
construção acima dos frechais, 
formando uma proteção ou camuflagem do telhado. Ver Frechal. 
Platô – Parte elevada e plana de um terreno. O mesmo que planalto. 
Poço artesiano – Perfuração feita no solo para encontrar o veio de água 
subterrâneo. 
Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. 
Policarbonato – Material sintético, transparente, inquebrável, de alta 
resistência, que substitui o vidro no 
fecho de estruturas. Garante luminosidade natural ao ambiente. 
Polir – Lustrar uma superfície. São comuns os polimentos das pedras usadas 
nos revestimentos de paredes e 
pisos. 
Porcelanato – Revestimento cerâmico ou à base de resina de altíssima 
resistência e grande dureza, é bem 
mais cara, e possui maior qualidade, em geral de dimensões grandes, o nome 
tem origem italiana. 
Porta – Abertura feita nas paredes, nos muros ou em painéis envidraçados, 
rasgada até ao nível do 
pavimento, que serve de vedação ou acesso a um ambiente. 
Post-forming – Acabamento arredondado de bordas, utilizado com laminados 
plásticos colados formatados 
por aquecimento. 
Postigo – Pequena abertura ou fresta. Pequeno vão feito a meia altura de uma 
parede que permite a 
passagem de objectos de uma divisão para outra. Portinhola aberta sobre a 
folha de uma porta maior. 
Preço turn key – Preço adotado para executar o serviço ou obra dito fechado 
ou tipo pacote. 
Preparo – Designa-se assim a aplicação espatulada de camada de cimento e 
cola PVAbranca sobre pisos 
cimentados ou azulejos e seu lixamento após a secagem para permitir a 
colagem de acabamentos como 
placas vinilicas, carpetes, ou para recobrir azulejos afim de receber reboco. 
88 
 
Pré-fabricado – Qualquer elemento produzido ou moldado industrialmente, de 
dimensões padronizadas. O 
seu uso tem como objetivo reduzir o tempo de trabalho e racionalizar os 
métodos construtivos. 
Projeto – Plano geral de uma construção, reunindo plantas, cortes, elevações, 
pormenorização de instalações 
hidráulicas e eléctricas, previsão de paisagismo e acabamentos. O projeto 
arquitetonico precisa de ser 
préviamente aprovado no DED departamento de edificações, não podendo ser 
modificado sem seu 
conhecimento. 
Prumada – Posição vertical da linha do prumo. Também denomina a linha das 
paredes de uma construção. 
Quiosque – Pequeno elemento em madeira, geralmente com cobertura em 
fibras naturais, ideal para a 
composição de jardins e áreas de lazer 
Rebarba – Excesso de massa que escapa ao se comprimir os tijolos durante o 
assentamento; aspereza numa 
superfície qualquer depois de desbastada. 
Reboco – Revestimento de parede feito com massa fina, podendo receber 
pintura diretamente ou ser 
recoberto com massa corrida. Quando feita com areia não peneirada recebe o 
nome de emboço; se feita com 
areia fina é denominada massa fina. 
Recuo – O mesmo que afastamento. 
Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes 
temperaturas. 
Rejunte – Procedimento de aplicação de pós como cimento branco, cimento, 
serragem fina, ou granilhas 
apropriadas, especiais, misturadas em líquidos ou cola PVA, para calafetar 
cerâmicas e as juntas da alvenaria 
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ou as frestas entre os materiais de acabamento. 
Residências em série – Aquelas que, situando-se ao longo do logradouro 
público oficial, dispensam a 
abertura de corredor de acesso às unidades de moradia, as quais não Poderá 
ser em número superior a 20 
(vinte). 
Residências geminadas – Edificações com duas unidades de moradia 
contínuas, que possuem uma parede 
comum. 
Respiro – Pequena abertura que favorece a ventilação em armários, 
depósitos, tubulações, etc.. 
Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre 
as superfícies toscas e que são 
responsáveis pelo acabamento. 
Rodapé, rodameio e rodateto – Faixa de protecção ao longo das bases das 
paredes, junto ao piso. Os 
89 
 
rodapés podem ser de madeira, cerâmica, pedra, mármore, etc. Os rodameio 
ficam a 1m do piso e servem de 
bate maca, ou proteção das paredes, os rodateto são usados junto aos tetos. 
Rufo e contrarufo – Elementos que guarnecme os pontos de encontro entre 
telhados e paredes, evitando 
infiltração de água pluviais na construção. Um fica disposto coroando o topo 
das alvenarias, e o outro entra 
com aba. 
Sacada – Pequena varanda. Qualquer espaço construído que faz uma 
saliência sobre o paramento da 
parede. Balcão de janela rasgada até ao chão com peitoril saliente. Ver Balcão. 
Teoricamente, é qualquer 
elemento arquitetônico que se projeta para fora das paredes sem estrutura 
aparente, ou seja, o mesmo que 
balanço. Na prática, é sinônimo de balcão. 
Saguão – Local ou espaço numa na entrada de uma edificação que leva às 
escadarias ou elevadores (BR). 
Sanca – Moldura, normalmente em gesso, instalada no encontro entre as 
paredes e o teto. Pode ter diversos 
formatos e ainda embutir ou não a iluminação. 
Sapatas – Parte mais larga e inferior do alicerce. Há dois tipos básicos: a 
isolada e a corrida. A primeira é um 
elemento de betão de forma piramidal construído nos pontos que recebem a 
carga dos pilares. Como ficam 
isoladas, essas sapatas são interligadas pelo baldrame. Já a sapata corrida é 
uma pequena laje armada 
colocada ao longo da alvenaria que recebe o peso das paredes, distribuindo-o 
por uma faixa maior de terreno. 
Ambos os elementos são indicados para a composição de fundações assentes 
em terrenos firmes, é também 
a peça de madeira disposta sobre o pilar e que recebe todo o peso sobre si; 
peça em ferro colocada sobre a 
estaca, facilitando sua cravação. 
Sarjeta – Vala, valeta, escoar águas. 
Sarrafo – Ripa de madeira, com largura entre 5 e 20 centímetros e espessura 
entre 0,5 e 2,5 centímetros. 
Selador – Componente usado para impermeabilizar, fechar os poros de uma 
superfície. 
Selatrinca – Massa cuja composição leva silicone, sua aplicação principal é 
para fechar pequenas trincas em 
paredes ou tetos, permite que elas desapareçam visualmente pois o silicone 
estica ou retrai mas a trinca fica 
imperceptível ao olho mantendo a pintura contínua. 
Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa, características 
dadas pelas águas dos rios, 
de onde é retirada. Existem também seixos obtidos artificialmente, rolados em 
máquinas. 
Shaker – Estilo trazido para os Estados Unidos pelos colonizadores ingleses. 
Caracteriza-se pela extrema 
90 
 
simplicidade das formas, já que seus inspiradores, muito religiosos, viam a 
ornamentação como pecado. 
Shaft – Vão na construção para passagem de tubulações e instalações 
verticalmente. 
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Shed – Originalmente, termo inglês que significa alpendre. No Brasil, designa 
os telhados em forma de serra, 
com um dos planos em vidro para favorecer a iluminação natural. Bastante 
comum em fábricas e galpões. 
Shingle – Cobertura feita com telhas de madeira, típica dos Estados Unidos no 
século XIX. 
Sifão – Peça formada por um compartimento que retém água, encontrado na 
saída das bacias sanitárias, nos 
ralos sifonados e em caixas de inspeção nas redes de esgotos. 
Silicone – Material usado na vedação, na adesão e no isolamento de qualquer 
superfície (cimento, vidro, 
azulejo, bloco, cerâmica, madeira, etc..) que exija protecção contra infiltrações 
de água. 
Soalho – Piso de madeira de tábuas corridas. 
Solário – Espaço reservado para tomar banhos de sol. 
Soleira – A parte inferior do vão da porta no solo. Também designa o arremate 
na mudança de acabamento 
de pisos, mantendo o mesmo nível, e nas portas externas, formando um 
degrau na parte de fora. 
Sondagem – Contratação de firma de fundações que executa perfuração do 
terreno antes do inicio de 
projetos permite obter dados da resistência do solo, para lotes pequenos em 
geral são 3 furos. 
Sonex – Painéis de Espuma (plástico) em geral com forma de corrugado de 
altura até 5cm que é colado 
sobre ambientes onde se quer diminuição do ruído, no tratamento acústico, 
pode ter cores variadas 
permitindo obter um bom acabamento estético. Mas pode ser liso, e existem 
outros fabricantes que o 
denominam diferente. 
Sótão – Divisão que surge dos desníveis do telhado no último pavimento de 
uma construção. 
Strutural glazing – Tipo de esquadria utilizado em show room onde a própria 
estrutura metálica de cobertura 
se integra com a fachada através de perfis tubulares (aço inox) com garras 
salientes fixadas por parafusos e 
nessas garras ou sapatas são fixados os panos de vidro temperados ou 
laminados que já vêem com furação 
padronizada nas extremidades, sua origem é Alemã, utilizado também no 
mobiliário Urbano (paradas de 
ônibus) atualmente. 
Tabeira – Peça de contorno no perímetro e arremate em pisos. 
Tábua – Peça de madeira plana e delgada, própria para pisos. 
91 
 
Tábua corrida – Piso de tábuas encaixadas em geral largas e contínuas. Ver 
soalho. Que são fixadas sobre 
ripas chamadas granzepes. 
Taco – Cada uma das pequenas peças de madeira que formam o parquet, ou 
usado embutido nos vãos de 
alvenarias para fixar caixilhos de madeira. 
Talude – Rampa. Inclinação de um terreno em consequênciade uma 
escavação, escarpa. Volume inclinado 
de terra, coberto por grama, que atua como muro de arrimo, impedindo o 
desmoronamento do solo. 
Tapume – Vedação provisória feita de tábuas que separa a obra da rua. 
Telhado – Cobertura de uma edificação. 
Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. As telhas têm 
formas variadas e podem ser 
de barro, cerâmica, chumbo, madeira, pedra, cimento-amianto, alumínio, ferro, 
policarbonato, vidro, manta 
asfáltica, etc. Cada inclinação de telhado requer um tipo de telha. Ex: Capa-
canal, colonial, francesa, vã, etc.. 
Temperado – Vidro que recebe tratamento térmico na fabrica, assim cria 
tensões internas que ao partir-se o 
faz em pequenos fragmentos e sendo apropriado para locais de grande 
frequência de público ou sujeito a 
maior indice de acidentes como em box, espessuras padrão de 10mm e 8mm. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. Peça paralela à 
cumeeira e ao frechal. 
Terraço – Cobertura plana. Galeria descoberta. Espaço aberto ao nível do solo 
ou em balanço. 
Terracota – Argila modelada e cozida. Também designa nuances do marrom 
que lembram a cor da terra. 
Terracor e terracal – Tipo de pintura que imprime textura e utiliza a aplicação 
de dois componentes reagentes 
sobre superfície emassada com massa acrílica e bem lixada, existe outra 
similar com textura diferente 
denominada Terracal. 
Terraplanagem – Preparação do terreno para receber a construção. 
Terraplenar – Preencher um espaço com terra até que atinja o nível desejado. 
Terreno – Lote. Espaço de terra sobre a qual vai assentar a construção. 
Terreno edificado – Terreno com construção. 
Tesoura – Armação de madeira triangular, usada em telhados que cobrem 
grandes vãos, sem o auxílio de 
paredes internas. 
Testada – Parte da rua ou da estrada que fica à frente de um prédio – testeira. 
Textura – Efeito plástico. Massa, tinta, ou qualquer material empregado para 
revestir uma superfície, 
deixando-a áspera. 
Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Tem forma de 
paralelepípedo retangular com espessura 
92 
 
igual a metade da largura, que, por sua vez, é igual a metade do comprimento. 
Os tijolos laminados são 
produzidos industrialmente. Existe também o tijolo cru (adobe), o tijolo de 
cunha forma destinada à construção 
de arcos, tijolo furado (o nome já define), tijolo refratário com argila pura ou 
componentes refratários. 
Tijolo de espelho – Tijolo assentado com a face maior à vista. 
Tirante – Viga horizontal (tensor) que, nas tesouras, está sujeita aos esforços 
de tracção. Barra de ferro, cabo 
de aço ou qualquer outro elemento que se presta aos esforços de tração, barra 
de ferro que absorve os 
empuxos laterais de paredes ou abóbadas impedindo que desmoronem. 
Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno que 
direciona toda a implantação da 
construção, reprodução gráfica de um terreno, incluindo aclives, declives e 
irregularidades. Ver Implantação. 
Topógrafo – Profissional que estuda os níveis e as características do terreno 
sendo muito importante a 
contratação deste para ajudar o arquiteto e o engenheiro no seu trabalho, 
evitando surpresas durante a obra, 
como locação de obstáculos e árvores existentes. 
Treliça – Armação formada pelo cruzamento de ripas de madeira. Quando tem 
função estrutural, chama-se 
viga treliça e pode ser de madeira, metal ou alumínio. 
Trena – Fita métrica especifica para medir terrenos. 
Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar 
condições satisfatórias de vida nos 
centros urbanos. 
Vala – Escav ação estreita e longa feita no solo para escoar águas residuais ou 
pluviais e também para a 
execução de baldrames e de instalações hidráulicas ou eléctricas. 
Valor venal – 1 - O que é concernente a venda; o valor normal ou comercial da 
coisa leva em consideração a 
metragem, a localização, a destinação e o tipo de imóve, para efeito de venda. 
2 (leg. fisc.) – Valor provável, 
ou realizável, de um imóvel lançado na repartição arrecadadora competente, de 
acordo com o preço provado 
da aquisição ou que lhe foi atribuído por avaliação fiscal. 
30/11/2018 Estudando: Pintor | Prime Cursos 
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Vão – Abertura ou rasgo numa parede para a colocação dejanelas ou portas. 
Vão livre – À distância entre os pontos de apoio de uma abertura. 
Varanda – Alpendre grande e profundo. Ver sacada. 
Vedação – Ato de vedar. Fechar. 
Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e 
protege a madeira e o concreto 
armado. 
Verniz à boneca – Aplicar verniz com algodão a fim de obter um acabamento 
mais cuidadoso e requintado. 
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Verga – Peça de concreto ou madeira colocada sobre vãos de portas e janelas 
que apóia a continuação da 
parede. 
Viabilidade – É o estudo do potencial que pode ser edificado em um terreno 
seja comercial ou residencial, 
instalação. 
Vidro acidato – Aquele que passa por um processo de banho de ácido que 
deixa o mesmo com aspecto 
parecido com o jateado, só que não mancha ao toque de mãos, processo 
Italiano. 
Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame no seu interior para 
torná-lo mais resistente. 
Vidro bizotado – Aquele que tem na borda um chanfro de 2 a 3cm, dando 
efeito de facetado. 
Vidro jateado – Aquele que passa por um processo de jato de areia que o 
torna àspero, mancha ao toque de 
mãos. 
Vidro laminado – Aquele que passa por um tratamento especial composto por 
diversas camadas geralmente 
unidas por butirol para torná-lo mais resistente a impactos. 
Vidro lapidado – Aquele que tem as arestas da borda eliminadas (lapidadas) 
através de uma ferramenta 
impedindo que ao toque não cause ferimentos ou cortes. 
Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de 
aquecimento e rápido arrefecimento 
para torná-lo mais resistente a impactos. 
Viga – Elemento estrutural horizontal ou inclinado de madeira, ferro ou 
concreto armado responsável pela 
sustentação das lajes. A viga transfere o peso das lajes e dos demais 
elementos (paredes, portas, etc..) para 
as colunas. 
Vigota – Pequena viga também chamada de verga. 
Vinil – Tipo de plástico apropriado para revestir pisos e paredes. 
Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. Muitas vezes, resulta 
da aplicação de uma camada 
de vidro sobre outro material. 
 
Estudando: Pintor 20 
Bibliografia/Links Recomendados 
Manual Técnico de Pintura Hidracor. [2015]. 
MANUAL de Pintura Suvinil. [S.L.: s.n., 1999]. 
SANTOS, João Souza. Pintor de obras. Salvador: SENAI, 1997. 43 p. il. 
Construção e Reparos I : guia de estudo / coordenação, Laboratório Trabalho & 
Formação / COPPE - UFRJ / elaboração, Escola 
Politécnica da Universidade de São Paulo - Departamento de Engenharia de 
Construção Civil. Reimpressão. Brasília : Ministério do 
Trabalho e Emprego, 2008. 200p.:il. — (Coleção ProJovem – Arco 
Ocupacional) 
Portal ABRAFATI -Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas 
http://www.pintorprofissional.org.br

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