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UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI
MEDICINA VETERINÁRIA
PROJETO – BOVINOCULTURA DE CORTE
São Paulo.
2016
PROJETO - BOVINOCULTURA DE CORTE
	
Trabalho apresentado como exigência parcial para a disciplina de Criação e Produção Animal, do curso de Medicina Veterinária da Universidade Anhembi Morumbi, sob a orientação do Prof. Luciano E. Polaquini.
São Paulo.
2016
Sumário
Composição do rebanho...................................................................................................... 5
Melhoramento genético........................................................................................................ 6
 Escala de produção\ano\mês............................................................................................ 7
 Sistema de produção........................................................................................................ 7
 Critérios de seleção das vacas......................................................................................... 7
 Critérios de descarte das vacas........................................................................................ 8
 Critérios de seleção de touros........................................................................................... 8
 Critérios de descarte de touros.......................................................................................... 8
Instalações............................................................................................................................ 8
 Localização........................................................................................................................ 8
 Orientação.......................................................................................................................... 8
 Preparação do terreno........................................................................................................ 9
 Cria....................................................................................................................................... 9
 Vacas e Bezerros em aleitamento...................................................................................... 9
 Recria.................................................................................................................................. 11
 Novilhas............................................................................................................................. 11
 Novilhos............................................................................................................................. 11
 Engorda................................................................................................................................ 11
 Curral de manobra............................................................................................................. 13 
 Seringa............................................................................................................................... 14
 Tronco coletivo................................................................................................................... 14 
 Tronco individual................................................................................................................. 15
 Sala de apartação e porteiras de apartação...................................................................... 15
 Embarcadouro.................................................................................................................... 16
 Brete pulverizadores........................................................................................................... 17
 Balanças............................................................................................................................. 17
 Acessórios............................................................................................................................ 18
 Cochos para minerais, concentrados e volumosos............................................................ 18
 Bebedouros........................................................................................................................ 19 
 Outras instalações................................................................................................................ 19
 Armazenamento de insumos.............................................................................................. 19
 Reservatório de agua......................................................................................................... 20
Outras estruturas.................................................................................................................. 20
Cria........................................................................................................................................ 21
 Manejo alimentar cria........................................................................................................... 21 
 Bezerros............................................................................................................................. 21
 Matrizes e Reprodutores..................................................................................................... 22
Manejo reprodutivo cria......................................................................................................... 22
 Manejo sanitário e cuidados com a cria................................................................................ 24
 Cuidados com neonatos..................................................................................................... 24
 Manejo sanitário das matrizes............................................................................................ 24
 Cuidados com a água de bebida........................................................................................ 24
 Quarentena ou biossegurança............................................................................................ 24
 Cemitério Pecuário.............................................................................................................. 25
 Imunizações........................................................................................................................ 25
 Exames preventivos............................................................................................................ 26
 Cuidados com ectoparasitas............................................................................................... 26
 Limpeza............................................................................................................................... 27
Recria..................................................................................................................................... 27
 Manejo alimentar.................................................................................................................. 28
 Suplemento.......................................................................................................................... 29
 Novilhas de reposição.......................................................................................................... 30
 Manejo sanitário na recria.................................................................................................... 31
Engorda.................................................................................................................................. 33
 Manejo alimentar na fase de engorda.................................................................................. 33
 Manejo sanitário de engorda................................................................................................ 34
 Imunizações..........................................................................................................................34
Bibliografia............................................................................................................................... 35
Escriturações zootécnicas.........................................................................................................38
Composição de rebanho
Índice de prenhes – 80%
100%------100
80%---------x
x= 80 Vacas prenhas
Índice de nascimento – 90%
80------100%
x---------90%
x= 72 Bezerros nascidos 
Índice de desmame - 92%
72--------100%
x---------92%
x= 66 Desmamado
Índice de recria - 99%
66---------100%
x----------99%
x= 65 Recriados 
Índice de engorda - 99%
65----------100%
x-----------99%
x= 64 Bois gordos.
Quantidade dos animais:
100 vacas ------------- 64 Bois Gordos 
x vacas ---------------- 100 Bois Gordos
x = 1562 Vacas em Reprodução.
1562 vacas – 20% = 1249 Vacas Prenhas.
1249 – 10% = 1124 Bezerros Nascidos.
1124 – 8% = 1034 Bezerros Desmamados.
1034 – 1% = 1023 Bezerros Recriados.
1023 – 1% = 1013 Bois Gordos.
Total: 4632 animais.
Melhoramento genético
Serão vendidas 20% por ano das vacas zebuínas (SRD) que se encontram na propriedade e compradas vacas Red Angus para reposição. Dos touros Nelore que se encontram na propriedade, metade será utilizado para a coleta de sêmen para a inseminação e a outra metade será utilizada como rufiões para identificar cio nas fêmeas. Usaremos a inseminação artificial com sêmen de touros Nelore nas vacas Red Angus. O cruzamento das raças rende meio-sangue rústico, de carne macia e saborosa.
OBS: 1400 ---------- 100%
 X ---------- 20%
 100X=1400x20
 100X= 28000
 X= 28000/100
 X= 280 vacas vendidas por ano
 Em 5 anos= 1400 vacas vendidas
Imagem 1 – Cruzamento Nelore x Angus 
Fonte: <https://i.ytimg.com/vi/6CWvfqrh3s8/maxresdefault.jpg>
Escala de produção\ano\mês
1000x30 = 30000 animais gordos/mês
30000x12 = 360000 animais gordos/ano
Sistema de produção
Categorias:
Cria = Semi-intensivo
Recria = Semi-intensivo
Engorda = Semi-intensivo
Critérios de seleção das vacas:
Idade ao primeiro parto (precocidade sexual);
Menor IEP;
Maior habilidade maternal;
Boa condição corporal;
Critérios de descarte das vacas:
Nível nutricional pós-desmame;
Deficiências na sanidade= Infestação verminótica;
Dificuldade de concepção;
Produção de pouco leite;
Mastite;
Idade (após 10 anos);
Critérios de seleção de touros:
Maturidade sexual;
Bom desenvolvimento ponderal;
Bons aprumos;
Critérios de descarte de touros:
Defeitos espermáticos;
Defeitos físicos congênitos;
Instalações
Localização
O local que será construído as instalações a seguir, deve apresentar uma declividade de 2%, devera ter solo firme, ser resistente a erosão, ser um local bem drenado e ter vegetação densa ao redor.
Orientação 
A instalação deve ser construída de forma que não haja uma maior incidência dos raios solares durante o dia, para que os animais não fiquem expostos muito tempo ao calor. Por conta disso deve ser construída no sentido Leste-Oeste.
E para facilitar o escoamento das aguas, do meio para as laterais deve ter um caimento de 1 a 2% para o norte a para sul.
Preparação do terreno
O terreno deve ter um preparo anterior para a realização das obras, deve haver a correção da declividade (aterramento e terraplanagem) para o ideal e limpeza do local.
Cria
Nessa fase ficarão as vacas e os bezerros em aleitamento.
Vacas e Bezerros em aleitamento.
Esse local devera ser plano com nenhuma deformidade ou saliência que não possibilite uma boa visão dos animais, terá também que ser próximo à casa do tratador para que se houver complicação no parto o mesmo pode ajudar.
Serão ao todo 7 piquetes maternidades com 339 cada para comportar todos os animais da fazenda. Com isso para criar 339UA em sistema de pastejo rotacionado será necessária uma área de 142,38ha divididos em 7 piquetes de 20,34ha, que será manejado com o período de ocupação de 6 dias e o período de descanso de 35 dias.
Como será utilizado o semi- confinamento (uso de pastagem e suplementação) nessa área acima terão também cochos e bebedouros para a alimentação dos animais, para a suplementação dos bezerros será utilizado o sistema creep-feeding, que possuirá uma área de 1,5m2 por animal e dois metros entre o cocho e a cerca, deverá ser cercado para que somente os bezerros entrem, as cercas devem ser construídas de postes de madeiras ou estruturas metálicas que deverão ser moveis com espaço entre eles de 2 m e com 6 a 8 fios de arame liso esticado com catracas, a entrada devera ter abertura de 0,40 x 1,20m.
Imagem 1 – Cochos para Sal e Creep Feeding
Fonte: < http://representantetortuga.blogspot.com.br/2013/01/cochos-para-sal-e-creep-feeding.html>
Imagem 2 – Creep Feeding
Fonte: < http://representantetortuga.blogspot.com.br/2013/01/cochos-para-sal-e-creep-feeding.html>
Imagem 3 – Vacas e bezerros em aleitamento.
Fonte: < http://www.acrissul.com.br/noticias/ver/6209/-80-do-gado-de-corte-do-brasil-e-nelore>
Recria 
Locas onde ficaram as novilhas de reposição e novilhos que vão ao abate.
Novilhas 
Local que ficarão as novilhas que servirão de matrizes e as que vão ao abate, ao todo serão aproximadamente 517 animais nesse piquete, esse também será ofertado suplementação, portanto terá cochos além de bebedouro. A área total será de 217,02ha com 7 piquetes de 31,02ha com pasto rotacionado com 35 dias de descanso e 6 dias de período de ocupação.
Novilhos 
Local onde ficarão os machos que irão para o abate, será igual ao das novilhas descrito anteriormente. Terá a mesma área, o mesmo numero de animais e também será sistema de pasto rotacionado.
Imagem 1 – Recria em pasto rotacinado.
Fonte:< http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:http://calbos.com.br/voce-fornece-sal-mineral-para-o-seu-rebanho-leia-isso-agora/&gws_rd=cr&ei=xA4hWOeQKIL7wgSN1bjADQ >
Engorda 
Local onde ficara os animais que saírem da recria ate o abate, esse animais ficaram aproximadamente de 60 a 100 dias nesse local.
Esses animais ficarão em confinamento do tipo galpão fechado. Que será composto por um galpão totalmente coberto com área de 3 a 5 m2 por animal, devera também conter um solário para que o animal consiga vitamina a, essa área deve-se ter no mínimo 1,50m2 por animal. Também devera ter comedouro para concentrado, volumoso, sal mineral e melaço-ureia e ainda bebedouro. O telhado deve ter um beiral com largura aproximada de 1,0m e ter pé direito de 4m, a porteira de entrado devera conter 3,0 x 3,5m para retirada do esterco produzido. Recomendado também a colocação de para-raios para segurança dos animais.
Imagem 1 – Galpão de engorda.
Fonte: < https://www.youtube.com/watch?v=oUFsC3eyUJQ>
Imagem 2 – Curral de encerra.
Fonte:< https://www.youtube.com/watch?v=oUFsC3eyUJQ>
Curral de manobra 
O local ideal para a construção do curral e onde houver a concentração maior de animais da fazenda, deve ter fácil acesso tanto para as pessoas tanto para carros. Deve ser evitar locais com afloramento rochosos para evitar acidentes durante o manejo.
O curral terá que conter seringa, tronco coletivo, sala de apartação, tronco individual, porteiras de apartação, balança, embarcadouro e brete pulverizador.
O curral tem três tipos mais o utilizado nesse projeto será o melhorado com capacidade de ate 1000 cabeças por vez.
Esse curral deve ter uma área de no mínimo 2m2 por cabeça. Como será utilizado o melhorado a área será de 2000m2. Que será dividido em curraletes com a capacidade dos animais igual em todos, ou seja, serão quatro curraletes com 250 animais cada e terá uma área de 500m2 cada.
O piso ideal para o curral deve ser de terra natural, cascalho ou mistura de cascalho com área. A parte central devera ter 1:4:8 em laje de pedra ou concreto e com capeamento áspero de 1:3.
As divisórias terá que ter altura de 1,8 a 2,0m, as externas devem ter esteios de diâmetros e 15 a 17 cm ou seção quadrada de 15x15 ou 17x17.Deverá ser enterrados em profundidade de 1,0 a 1,5m e a cada 2,0m ser furados para a passagem de aproximadamente 8 fios de aço de ¼”. as internas devera ter os mesmos esteios que as externas, mais a cada 1,5m e cercado com tabuas de 15 a 17 cm de largura por 3,5 a 4,0 cm de espessura.
Já a cobertura só será necessária no tronco coletivo, no individual e na balança, sendo que debaixo da cobertura devera obter um espaço cercado para o operador ficar. A cobertura devera ser localizada no eixo Leste-Oeste, com pé direito de 3 a 4 m.
Imagem 1 – Curral de manobra.
Fonte: Instalações para a bovinocultura de corte - parte 2, UFRRJ - IT/DE.
Seringa
É feita de cordoalha ou réguas de madeira e esteios distribuídos segundo as mesmas medidas das divisórias interna, é dimensionada de acordo com o numero de animais que irão entrar no tronco coletivo. Devera ser considerado 1,5m2 por animal. 
Imagem 1 – Seringa de réguas de madeiras.
Fonte: Instalações para a bovinocultura de corte - parte 2, UFRRJ - IT/DE.
Tronco coletivo 
É utilizado para a realização da vacinação dos animais, deverá ter 1,5m2 por cabeça. Normalmente é confeccionado ou comprado pronto, a unidade utilizada será a para 8 animais que terá aproximadamente 12 metros.
Imagem 1 – Tronco coletivo para vacinação.
Fonte: Instalações para a bovinocultura de corte - parte 2, UFRRJ - IT/DE.
Tronco individual
Utilizado para trabalho na cabeça dos animais como descorna, marcação, cirurgias a outros como castração. É mais comum ser adquirido pronto junto a fabricantes especializados mais devera tem comprimento de 3,0 a 4,2m, devera também conter portão para o acesso ao animal, braços de imobilização para o pescoço e para a parte dianteira e traseira do bovino, de maneira que essas partes fiquem presas sem condição de o animal se debater, terá que haver também janelas laterais que permita o acesso ao animal de maneira segura.
Imagem 1 – Tronco individual.
Fonte: Instalações para a bovinocultura de corte - parte 2, UFRRJ - IT/DE.
Imagem 2 – Tronco individual com alavancas.
Fonte: Instalações para a bovinocultura de corte - parte 2, UFRRJ - IT/DE.
Sala de apartação e porteiras de apartação 
Simples composta por apenas um par de porteiras instaladas na saída do tronco, com a capacidade de se moverem lateralmente direcionando os animais para um curralate nas laterais ou para o embarcadouro, a sala devera ter 4m com as porteiras de 1,8 a 2,0m de abertura, para que a passagem do animal seja com tranquilidade.
Imagem 1 – Apartador tipo ovo.
Fonte: Instalações para a bovinocultura de corte - parte 2, UFRRJ - IT/DE.
Imagem 2- Apartadouro em linha reta.
Fonte: Instalações para a bovinocultura de corte - parte 2, UFRRJ - IT/DE.
Embarcadouro 
Utilizado para embarque ou desembarque dos animais, é definido por um corredor com uma rampa no final, que permite aos animais alcançarem o piso do compartimento de carga ou descerem do mesmo. O embarcadouro devera ter entre 80cm a 1,0 m de largura, com isso devera haver também um corredor lateral para que o tratador acompanhe os animais quando os mesmos desembarquem ou embarque.
As laterais do embarcadouro terá ter uma altura mínima de 1,8m e devem ser fechadas para evitar que os animais se distraiam no percurso e evita também risco de acidentes.
Imagem 1 – Embarcadouro simples.
Fonte: Instalações para a bovinocultura de corte - parte 2, UFRRJ - IT/DE.
Imagem 2 – Embarcador com elevação.
Fonte: Instalações para a bovinocultura de corte - parte 2, UFRRJ - IT/DE.
Brete pulverizadores
São localizados na saída do embarcadouro, utilizado para os banhos carrapaticidas dos animais.
Balanças 
Devera ter 3,5m, para pesagem dos animais na entrada e saída da propriedade.
Imagem 1 – Balança.
Fonte: Instalações para a bovinocultura de corte - parte 2, UFRRJ - IT/DE.
Acessórios 
Cochos para minerais, concentrados e volumosos.
Para minerais
Deve ser coberto e posicionado na pastagem, de forma a permitir a vista diária doas animais, pelo menos uma vez ao dia. Podem ser construído de diferentes materiais, tais como madeira, concreto ou tambores plásticos. Deve ser dividido em duas pastes, uma para colocação de sal e outra para farinha de osso. 
A cobertura terá 1,8m de largura e 3,5m de pé direito, terá que ter 30 cm de profundidade, com 5 cm linear de área de chegado por cabeça do animal adulto.
Imagem 1 – Cocho para sal mineral.
Fonte:< http://pt.slideshare.net/aleksandercamilo/instalaes-e-equipamentos-bovino-de-corte-pasto-e-confinamento>
Para melaço-ureia
 Pode ser constituído de madeira ou concreto, o ideal é que tenha um dispositivo adequado para que o animal consuma somente o necessário. Esse dispositivo pode ser construído por meio de uma grade com madeira ou de rodas e eixos adaptadas ao tanque igual a imagem abaixo.
Para concentrado/ volumoso
Devem ser mais largos que o dos minerais, também devera ser coberto, o ideal que esse cocho fique na borda externa do curral (em caso de confinamento) para diminuição da área útil e aumentando o comprimento.
As medidas são 50cm de largura por 40 cm de profundidade, com 70cm disponíveis para animais adultos.
Imagem 1 – Cocho e bebedouro.
Fonte:< http://pt.slideshare.net/aleksandercamilo/instalaes-e-equipamentos-bovino-de-corte-pasto-e-confinamento>
Bebedouros 
Igual aos cochos de volumoso/concentrado mais devera conter 0,7 a 1,0m por cabeça, tendo a mesma profundidade e largura que os cochos para volumoso/concentrado.
Outras instalações 
Armazenamento de insumos
Deve-se ser localizada distante de residências, fonte de água e abrigos para animais. Devera também ter telas para evitar entrada de animis no deposito, proteção contra umidade também é importante, identificação e sinalização dos produtos armazenados, ter portas de acesso fechadas e manter sempre visível os equipamentos de emergência.
Na estocagem deve ter controle na entrada e saída dos insumos, embalagem de líquidos deve estar fechadas e voltadas para cima e entre outras recomendações.
O local deve ser construído de acordo com a necessidade do proprietário da fazenda.
Reservatório de agua	
Deve estar localizado nos pontos altos de forma que a distribuição d’agua seja por gravidade, podem ser construídos de alvenaria ou chapa metálica. Deve-se calcular o tamanho dos reservatórios de acordo com a quantidade de bebedouros que será abastecido, deixando sempre uma margem para caso haja necessidade de reparo no reservatório.
Outras estruturas
Outras instalações recomendadas e a de banheiros, laboratórios, farmácia, escritório, sala de armazenamento de materiais e de equipamentos e galpão de maquinas.
Imagem 1 – Galpão para máquinas.
Fonte:<>
Imagem 2 – Farmácia 
Fonte: Instalações para a bovinocultura de corte - parte 2, UFRRJ - IT/DE.
CRIA
FOTO 1- CRIA NELORE ANGUS
FONTE: https://www.youtube.com/watch?v=4X0SF123ZtA
MANEJO ALIMENTAR CRIA 
Bezerros
O bezerro de 35kg devera ter a 1ª ingestão do colostro o mais rápido possível (2 a 3 horas após o nascimento) e abundante (pelo menos 1 litro durante estas 2 a 3 primeiras horas).
Entre 2 e 3 semanas de idade o tempo médio de pastejo deve ser de 3 horas/dia. Daí até 120 dias de vida, o tempo de pastejo aumenta quase que diretamente com a idade do bezerro. Aos 4 meses, eles pastam durante 38% do dia, ou por um período equivalente a 60% do tempo de pastejo da vaca.
Deve-se adotar a desmama controlada (mamada controlada) junto do creep feeding. Essa prática de manejo consiste em apartar o bezerro da mãe num determinado período do dia, para condicionar o animal. 
O uso do creep feeding juntamente com a desmama controlada consiste em colocar um cocho com sal (sal branco com magnésio, etc) para a vaca e outro cocho com concentrado para o bezerro. Deve-se deixar aberto esse cocho de concentrado nos primeiros 3/4 dias para vaca e bezerro entrar. Depois desse período fechar e permitir a entrada só do bezerro, as vacas ficam no pasto ao lado. 
Tanto o concentrado para os bezerros, quanto o sal mineral paraas vacas deve ser trocado duas vezes ao dia. 
Recomenda-se fornecer diariamente de 0,5 a 1,0% do peso vivo do bezerro em concentrado. A média do consumo durante o período de fornecimento será de 0,6 a 1,2 kg de concentrado/animal/dia. A sugestão dos teores de nutrientes é de 75 a 80% de NDT e de 18 a 20% de proteína bruta. 
A pastagem será rotacionada utilizando-se o capim Tanzânia.
O bebedouro deverá estar sempre abastecido com água limpa e fresca. Para tanto a fazenda deverá contar com um grande reservatório com capacidade para não menos que 160 mil litros de água para abastecer toda a área de pastagem subdividida. 
Aos 8 meses de vida espera-se que o bezerro já esteja completamente desmamado e com cerca de 25 a 50% de seu peso final de abate.
Matrizes e Reprodutores
As matrizes devem receber suplementação proteico-energética durante o período da seca para ganho ou manutenção da condição corporal ideal à parição. Deve ser dada duas vezes por dia e sempre nos mesmos horários. Além do volumoso. 
Os reprodutores, ou seja, aqueles que serão os doadores dos sêmens e os rufiões também serão alimentados a base do capim Tanzânia somente. O bebedouro de matrizes e reprodutores deverá estar sempre abastecido com água limpa e fresca.
MANEJO REPRODUTIVO CRIA
As vacas no cio podem ser identificadas principalmente pela mudança no seu comportamento. Elas se mostram irrequietas, caminham bastante, montam e se deixam montar por outros membros do rebanho e, normalmente, agrupam-se em torno dos rufiões.
Durante o cio, a cauda fica levemente erguida e, às vezes, pode ser notada a liberação de um muco cristalino pela vagina. A detecção de animais no cio será facilitada com o auxílio de rufiões (machos) que utilizam, preso ao pescoço, um buçal marcador. Durante a monta, a tinta é liberada do buçal, identificando assim os animais que manifestaram cio.
Os machos destinados à produção de rufiões deverão ter aproximadamente 12 meses de idade. O método de preparo do rufião que será utilizado é o desvio lateral do pênis, para evitar sua penetração durante a monta. A cirurgia deve ser realizada por médico-veterinário. A relação rufião:número de vacas será de 1:30.
A inseminação deve ser efetuada próximo ao final do período de manifestação do cio. Vacas que são detectadas em cio no período da manhã são inseminadas no final da tarde, e vacas que são detectadas no fim da tarde são inseminadas na manhã do dia seguinte.
Uma fêmea não deve receber mais do que duas doses de sêmen, se os animais estiverem em perfeito estado de saúde e nutrição, e se forem seguidos os procedimentos corretos para a observação do cio e da inseminação. Não sendo diagnosticada nenhuma anormalidade, ela pode ser posta com touro após duas inseminações. Contudo, ela deve ser eliminada se permanecer vazia após a monta natural. Animais que repetem o cio após várias inseminações podem apresentar problemas de ordem anatômica ou fisiológica e devem ser eliminados do rebanho.
O diagnóstico de gestação pode ser efetuado a partir de 40 dias após a inseminação. A maneira mais prática de se efetuar o diagnóstico de gestação é pelo toque retal, efetuado por um médico-veterinário. O operador insere seu braço no reto do animal e, pela manipulação do útero, procura detectar as modificações na sua estrutura que são características da gestação, como o diâmetro dos cornos uterinos, a presença do feto e membranas fetais.
A recomendação é que o rebanho de matrizes tenha em média 5 a 7 (em escala de 1 a 9) pontos de escore de condição corporal ao parto. Vacas primíparas precisam ser mantidas com condição corporal igual ou superior a 3,5 para apresentarem taxa elevada de prenhes. Além disso, o peso médio para entrar em reprodução é de 55% a 65% do peso adulto. 
A duração média da gestação é de 290 dias. O intervalo médio entre partos varia de 15 a 18 meses seguindo corretamente as formas de manejo adotadas.
O descarte de vacas vazias ou de baixa produtividade deve ser efetuado após o diagnóstico de gestação e antes do início do período seco. As novilhas para substituição devem ser selecionadas antes da estação de monta, com base no seu desenvolvimento corporal. Recomenda-se que, a cada ano, sejam substituídas cerca de 15 vacas de cada 100 do rebanho (15%). Dessa forma, as vacas permanecem no rebanho por cerca de 6 anos, sendo descartadas as vacas velhas, as vacas vazias e as com baixa habilidade materna.
MANEJO SANITÁRIO E CUIDADOS COM A CRIA
Cuidados com neonatos
Pasto maternidade com facilidade para observação do parto;
Ingestão de colostro nas primeiras horas de vida do bezerro para assegurar imunidade nos primeiros 90 dias de vida do animal;
Desinfecção do umbigo com uma solução de iodo a 10%, ou com um produto comercial similar, para prevenir infecções e lesões que podem levar o animal à morte;
Observar a aceitação do bezerro pela fêmea, utilizando este parâmetro para a seleção de matrizes.
Manejo sanitário das matrizes
Pasto maternidade com boa fonte de nutrientes e de fácil observação;
Prevenção, detecção e controle das doenças que afetam a reprodução, como brucelose, leptospirose, IBR e vibriose.
Cuidados com a água de bebida
Certificar-se quanto à qualidade e quantidade de água fornecida aos animais;
Realizar exames periódicos para avaliar a presença de ovos de tênia e exames microbiológicos;
Preservar os mananciais e nunca despejar carcaças de animais mortos, restos de embalagens ou qualquer material poluente próximo das aguadas ou dos enxurros.
Quarentena ou biosegurança
Os bovinos originários de fora da propriedade não devem ser incorporados ao rebanho de imediato, ficando em observação por no mínimo 60 dias para realização de exames, aplicação de vacinas e vermífugos;
O pasto utilizado deve ser bem cercado e o mais isolado possível.
Cemitério Pecuário
Todos os animais que morrerem na propriedade, incluindo animais silvestres, devem ser despejados em um cemitério onde deverão ser queimados ou enterrados com cal virgem;
O cemitério deve ser bem cercado e localizado estrategicamente na propriedade, devendo ter acesso rápido e fácil e estar longe das aguadas e enxurros;
Nunca deixar restos ou ossadas de animais mortos nas pastagens.
Imunizações
Febre Aftosa: Vacinar conforme legislação específica para cada unidade da federação. São Paulo: maio e novembro todo o rebanho.
Nunca aplicar no traseiro no lombo ou no cupim. O local correto é na tábua do pescoço, utilizando agulha 15X18.
A vacina deve ser conservada entre 2 e 8 graus Celsius, não podendo ser congelada ou exposta ao sol;
A dose é sempre de 5 ml independente do peso ou idade do animal.
Brucelose: Vacinar todas as fêmeas entre 3 e 8 meses de idade com dose única de vacina viva liofilizada, elaborada com amostra 19 de Brucella abortus (B19);
Nunca vacinar machos.
Raiva: Vacinar todo o rebanho anualmente ou conforme recomendações oficiais.
Clostridioses: Vacinar todos os bovinos aos 4 meses e dar reforço após 30 dias;
Posteriormente, vacinar anualmente utilizando vacina polivalente de boa procedência.
Botulismo: Em regiões ou propriedades endêmicas vacinar todo o rebanho anualmente.
IBR: Vacinar o rebanho mediante comprovação de exames sorológicos juntamente com histórico de sintomas da doença e anamnese realizados por médicos veterinários.
Diarréia neonatal: Em regiões endêmicas vacinar as vacas prenhas até duas semanas antes do parto, contra paratifo.
Vermifugação estratégica: Maio, Junho e Setembro todo o rebanho, e os bezerros também em dezembro.
Exames preventivos
Brucelose: O exame deve ser realizado através de teste sorológico de diagnóstico, realizado em fêmeas com mais de 24 meses, vacinadas ou não, além dos machos inteiros com mais de 8 meses.
O exame deve ser realizado nas matrizes adquiridas e periodicamente nas matrizes da propriedade, devendo descartar para o abate aquelas que apresentarem resultado positivo.
Tuberculose: Para diagnóstico indireto da Tuberculose devem ser utilizados testes alérgicos de tuberculinizaçãointradérmica com idade superior a 45 dias.
Os exames poderão ser feitos em todos os animais citados para controle e erradicação ou por amostragem para monitoramento.
Deve ser dada especial atenção aos animais vindos de fora da propriedade.
Animais com exame positivo devem ser comunicados ao serviço oficial de Saúde Animal.
Cuidados com ectoparasitas
Mosca do chifre: recomenda-se pulverização quando o número de moscas for superior a 200 moscas por animal.
Na pulverização não pode ser usada sub-dosagem do produto e de preferência, deve ser realizada com os vizinhos.
Berne: tratamento apenas em caso de infestação.
Carrapato: a infestação depende também da região e tipo de animal explorado, seu controle é muito importante para a prevenção da Anaplasmose e da Babesiose.
Cisticercose: A contaminação através da água é a mais comum e pode ser comprovada através de exames específicos.
A restrição do trânsito de pessoas dentro da propriedade, fornecimento de antiparasitários aos funcionários e seus familiares, bem como o fornecimento de água com qualidade monitorada, são algumas das providências para se evitar a cisticercose bovina.
Bicheiras: Os bichos devem ser removidos após lavagem com sabão, aplicação de medicamento para matar os bichos e a remoção destes, em casos graves deve haver aplicação de antibióticos.
Obs: Não deve ser usado óleo queimado no tratamento dos animais devido a grande quantidade de resíduos tóxicos, óleos vegetais são mais indicados ex: óleo de soja, mamona, nujol etc.
Limpeza 
Os cochos devem estar sempre limpos para que comida ofertada não perca a qualidade. Para a limpeza pode-se utilizar de sabão neutro e água, periodicamente.
Recria
Imagem- Recria Nelore Angus
Fonte: http://www.argen.com.br/genetica/outrasracas/wagyu/91/kobe/4288/1792
Manejo alimentar
A fase de recria vai do desmame do animal até a fase terminal, em que o animal vai para a reprodução ou para o abate. Geralmente a fase de recria se inicia em tempo de seca, então o animal sai de uma condição favorável, onde esta com a vaca e o pasto em boas condições por estar na fase de aguas e cai em um pasto de fase seca, que se não bem manejado o animal ira perder peso.
O grande objetivo é reduzir sua duração ao máximo, procurando, por meio de técnicas de manejo, proporcionar condições para que os animais estejam em condições de serem terminados, ou que possam entrar em reprodução o quanto antes. Nesse contexto, a alimentação se torna um dos fatores mais importantes, já que é determinante do desenvolvimento dos animais. 
O sistema de recria é muito mal interpretado por maior parte dos produtores, porem é um sistema de extrema importância, já que se não bem manejada os custos serão altos. É necessário entrar nesse sistema de recria e manejar pastos e suplementar para potencializar o ganho de peso do animal em todas as fases.
Para melhorar no manejo é indicado sair da base onde é fornecido sal mineral e sal ureia e passar para um proteinado em longo prazo ou na vida toda do animal, assim ira incrementar o ganho de peso médio, que é sair de 300 e passar para 400g/dia. Aumenta também a taxa de lotação e a taxa de abate, aumentando a produção de @/ha/ano e o lucro.
Três componentes básicos devem ser avaliados: Planta (valor nutritivo, massa, forragem, estrutura e consumo), animal (genética, exigências, histórico nutricional) e produção (@/ha/ano).
A forragem adequada seria o capim Tanzânia, por ser de fácil apreensão (quanto mais fácil do animal apreender a folha, maior é o consumo e com o maior consumo, maior será o ganho de peso).
É importante identificar os limitantes nutricionais da forragem disponível, para assim fornecer o suplemento para corrigir o limitante e otimizar o consumo da forragem e produção de AGV e proteína microbiana.
Exemplo: Na seca a taxa de proteína no pasto fica baixa, sendo necessário fornecer um proteinado. 
Buscar sempre explorar o efeito aditivo, juntando os nutrientes do pasto com os nutrientes da suplementação, pois ao suplementar potencializa o consumo de pasto. Produzindo mais de forma eficiente.
Após definir a estratégia de consumo é necessário avaliar as respostas do suplemento, verificando se o ganho é compatível com a meta imposta. Caso não seja compatível outra suplementação devera ser adotada, incrementando a suplementação básica já efetivada. Ex: se a base era um proteinado, devera ser passado para um proteico energético ( buscando outros efeitos no rumem ). Devera apresentar um cuidado, por poder explorar o efeito substitutivo, podendo trocar pasto que é barato por suplemento que é de maior custo, comprometendo a rentabilidade da propriedade, sendo recomendado o auxilio de um técnico. 
Ao longo do ano a produção de forragem é variável, tendo momentos de aguas e de secas, na fase de agua tudo é favorável, o crescimento da planta é bom, conseguindo manejar para ter qualidade. Na fase de seca o crescimento é comprometido, tendo acumulo de material morto no dossel forrageiro, aumento da quantidade de fibra/ baixa proteína. Com tudo isso o ganho de peso do animal é comprometido.
Nos tempos de aguas, antes mesmo de fazer a suplementação é indicado manejar o pasto por ser à base do sistema. Na seca para o suplemento fazer efeito é preciso ter uma massa de forragem disponível.
No período chuvoso é preciso manejar o pasto, pois pasto alto não é pasto bom. Com o capim Tanzânia, o ideal a entrada no pasto é no comprimento de 70cm.
 (crescimento utilização conversão)
É ideal ter uma lotação nos pasto onde se consegue colher forragem, tendo um bom ganho de peso por animal e por área.
Suplemento
Pode ser um sal - aditivado, proteinado (geralmente o animal consome pouco, 100g/PV), proteico energético (600g/k/dia) ou energético. O suplemento deve ser escolhido de acordo com o pasto e sempre pensando no custo da produção por @ adicional.
O proteinado tem um ganho de 0,145kg/dia nos animais nos períodos das aguas, podendo aumentar a taxa de lotação por área fornecendo a suplementação e aumentando o ganho de peso. Pois se a taxa de lotação é aumentada sem suplementação desencadeia uma concorrência por alimento, que poderia fazer o peso dos animais cair drasticamente com os uns comendo mais do que outros. Com a suplementação pode-se elevar a taxa de lotação e o ganho de peso dos animais.
A água fornecida aos animais deve ser de boa qualidade e estar sempre disponível. 
Novilhas de reposição 
Para obter uma ótima produtividade, novilhas de reposição devem alcançar a puberdade aos 12 meses de idade, emprenharem pela primeira vez aos 15 meses de idade e parirem com 2 anos de idade. Além disso, novilhas que parem cedo na primeira estação, acabam desmamando um maior número de bezerros, assim como bezerros mais pesados, demonstrando a importância de um adequado sistema de manejo para o desenvolvimento de novilhas de reposição.
O conceito do “peso vivo alvo” envolve o alcance de um status nutricional que permita o crescimento das novilhas em uma taxa que elas se tornem púberes a tempo da estação de monta. Em vacas adultas, o status nutricional é frequentemente avaliado pelo escore de condição corporal (ECC; escala de 1 a 9, onde 1 = é magra e 9 = obesa). Novilhas de reposição devem estar adequadas a ECC (= 5) não estão depositando gordura em excesso. 
A ingestão de energia está positivamente associada com hormônios e metabólitos (glicose, insulina, progesterona e IGF-I) que afetam o alcance da puberdade em novilhas de corte. 
Deve oferecer suplementos energéticos com baixo teor de amido diariamente ou 3 vezes por semana para novilhas de reposição a partir dos 10 meses de idade consumindo forrageiras tropicais de baixa (8,3 % PB) ou média (12,7 % PB) qualidade. 
Aditivos alimentares, tais como monensina e lasalocida, atuam através da inibição de uma classe específica de bactérias ruminais (gram-positiva), resultando em uma redução na perda de energia no rúmen, inibindo a produção de lactato, metano e dióxido de carbono. Além disso, ocorre umamaior produção de propionato (mais importante composto gluconeogênico no ruminante) e glicose, fazendo com que as novilhas atinjam a puberdade mais cedo. 
Tendo por métodos de seleção de reposição de novilhas a propiciar condições nutricionais e sanitárias adequadas para a redução da idade à puberdade; colocar em monta uma quantidade superior de novilhas à necessária para a reposição das vacas descartadas = 25% a mais e selecionar para a reposição aquelas que conceberem ao início da estação de monta. Um calculo pode ser realizado para o ganho de peso diário necessário para as novilhas:
PN= 35kg
P1ºC= 300kg com 15 messes 
GPM= 300 = 20kg/mês GPM= 0,59kg/dia
 15 30
Manejo sanitário na recria
No manejo sanitário, busca-se minimizar os riscos de desenvolvimento de doenças no rebanho, proporcionando ótimas condições de saúde por meio de tratamentos curativos, profiláticos e da higiene. Garante um ótimo aproveitamento genético e consequente aumento da produção, ao propiciar o ganho de peso e o aumento da taxa de conversão alimentar, além de diretamente reduzir custos, como resultado na diminuição do uso de medicamentos e honorários referentes a visitas técnicas de profissional especializado. Os procedimentos que garantem a sanidade podem ser: preventivos ou curativos. 
Procedimentos profiláticos são aqueles que pretendem prevenir o aparecimento de doenças e podem ser antecipados pelo produtor. É recomendável que seja elaborado um calendário zoo-profilático, no qual são previstos os procedimentos a serem efetuados de acordo com a necessidade do rebanho. Este calendário de planejamento deve ser elaborado juntamente com um médico veterinário, levando em consideração a idade dos animais, o sexo, a localização e a raça. Medidas alternativas também são planejadas, como a rotação de piquetes, quarentena de piquetes contaminados, observação do rebanho, uso de gramíneas desfavoráveis ao aparecimento de parasitas, manejo de predadores naturais, vacinas, controle biológico e outras práticas. 
São adotadas as seguintes vacinações e medidas profiláticas de rotina:
Febre aftosa: aplica-se a vacina oleosa nos meses de fevereiro (animais até um ano de idade), maio (animais até dois anos de idade) e novembro (todo rebanho), conforme o calendário do órgão de defesa sanitária estadual;
Brucelose: aplica-se a vacina (dose única) nas bezerras por ocasião da desmama;
Carbúnculo sintomático e gangrena gasosa: aplica-se a vacina polivalente, de seis em seis meses, da desmama aos dois anos de idade;
Botulismo: aplica-se a vacina, anualmente, em todos os animais com idade acima de um ano;
Desverminação: três aplicações de vermífugo de largo espectro são feitas nos meses de maio, julho e setembro, entre a desmama e a idade de dois anos;
Controle de ectoparasitos: é adotado o controle estratégico da mosca-dos-chifres com pulverizações nos meses de maio (produto piretróide) e setembro (produto organofosforado). Se necessário, faz-se uma aplicação no verão (produto piretróide).
O berne e o carrapato são controlados quando o nível de infestação o exige.
O criador e profissionais nas fazendas de bovinocultura devem atentar ainda para as observações abaixo:
- nunca vacinar animais doentes, em convalescença ou mal nutridos;
- evitar atropelos, choques e maus tratos durante a vacinação;
- observar muito bem o modo de aplicação e dosagens;
- retirar e aplicar vacina utilizando agulhas esterilizadas;
- usar luvas durante o preparo e aplicação da vacina;
- verificar o prazo de validade, e jamais utilizar vacina vencida;
- manter a vacina em geladeira, à temperatura entre 2 e 8 ºC.
- Transportar a vacina em isopor com gelo;
- queimar e enterrar profundamente os frascos e restos de vacina.
As boas práticas de manejo que garantem o estado de sanidade do confinamento tem ótimo custo-benefício quando comparadas a tratamentos pós-infecção. Além disso, o aparecimento de algumas doenças como febre aftosa e a brucelose, afeta a cadeia produtiva como um todo, representando grandes perdas contratuais ao produtor.
ENGORDA
Imagem 1- Engorda de Nelore Angus
Fonte: http://www.warural.com.br/uso-de-tecnologia-na-recria-e-engorda-de-meio-sangue-angus-e-destaque-em-sp/
MANEJO ALIMENTAR NA FASE DE ENGORDA
Nessa fase, é necessária a oferta de alimentos de grande densidade energética para suprir as exigências nutricionais e buscar maior eficiência dos animais. 
Para aumentar a densidade energética, faremos uso de grãos de milho triturado e também a adição de, no máximo, 6% de gordura suplementar. Acima dessa porcentagem, à queda da ingestão total de alimentos e do desempenho.
A base da alimentação será a pastagem, que é o volumoso mais importante e será composto pelo capim Tanzânia cortado e levado pelos tratadores até o cocho.
Usualmente, as rações são compostas por alimentos volumosos (capim Tanzânia) e concentrados (grãos de milho). Minerais e vitaminas são acrescentados às rações, em proporções suficientes para atender às exigências orgânicas dos bovinos.
Do total a ser fornecido, 60 a 70% da ração deverá ser distribuída no trato à tarde, a partir das 15h, de forma que, na manhã seguinte, ainda existam sobras no cocho. O restante deve ser fornecido pela manhã, certificando-se de que, por volta do meio dia, o cocho esteja praticamente vazio. Caso após o meio dia haja sobra de ração, deve-se retirá-la antes do fornecimento do trato da tarde. Esse sistema permite que os animais tenham sempre ração fresca e cochos limpos, evitando-se diminuição do consumo por causa de fermentação dos alimentos.
O bebedouro deverá estar sempre abastecido com água limpa e fresca.
MANEJO SANITÁRIO DE ENGORDA
Os bebedouros devem ser limpos diariamente.
Os cochos devem ser limpos diariamente, antes da primeira refeição do dia, para evitar que resíduos fermentados ou apodrecidos sejam consumidos pelos animais.
IMUNIZAÇÕES
Febre Aftosa: vacinar conforme legislação específica para cada unidade da federação.
São Paulo: maio e novembro todo o rebanho.
Nunca aplicar no traseiro no lombo ou no cupim. O local correto é na tábua do pescoço, utilizando agulha 15X18.
A vacina deve ser conservada entre 2 e 8°C, não podendo ser congelada ou exposta ao sol.
A dose é sempre de 5 ml independente do peso ou idade do animal.
Raiva: vacinar todo o rebanho anualmente ou conforme recomendações oficiais.
Clostridioses: vacinar todos os bovinos aos 4 meses e dar reforço após 30 dias.
Posteriormente, vacinar anualmente utilizando vacina polivalente de boa procedência.
Botulismo: em regiões ou propriedades endêmicas vacinar todo o rebanho anualmente.
Mosca do chifre: recomenda-se pulverização quando o número de moscas for superior a 200 moscas por animal.
Na pulverização não pode ser usada sub-dosagem do produto e de preferência, deve ser realizada com os vizinhos.
Berne: tratamento apenas em caso de infestação.
Carrapato: a infestação depende também da região e tipo de animal explorado, seu controle é muito importante para a prevenção da Anaplasmose e da Babesiose.
Cisticercose: A contaminação através da água é a mais comum e pode ser comprovada através de exames específicos.
A restrição do trânsito de pessoas dentro da propriedade, fornecimento de antiparasitários aos funcionários e seus familiares, bem como o fornecimento de água com qualidade monitorada, são algumas das providências para se evitar a cisticercose bovina.
Bicheiras: Os bichos devem ser removidos após lavagem com sabão, aplicação de medicamento para matar os bichos e a remoção destes. Em casos graves deve haver aplicação de antibióticos.
Obs.: Não deve ser usado óleo queimado no tratamento dos animais devido à grande quantidade de resíduos tóxicos. Óleos vegetais são mais indicados ex: óleo de soja, mamona, nujol etc.
BIBLIOGRAFIA
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Embrapa Gado de Corte. Perguntas Frequentes Gado de Corte. Disponível em:<http://cloud.cnpgc.embrapa.br/sac/2012/09/11/solicito-receber-informacoes-de-como-calcular-alguns-indices-zootecnicos-do-rebanho-de-corte-como-por-exemplo-taxa-de-prenhez-taxa-de-natalidade-taxa-de-desmame-e-taxa-de-desfrute-obrigado-tarcis/.> acessado em 02/11/2016
Soares, Pr. Cleber Oliveira,SE. Mariana de Aragão, Antonio do Nascimento Rosa, Arnildo Pott, Cacilda Borges do Valle, Ecila Carolina Nunes Zampieri Lima, Lúcia Gatto, Maria Antonia Martins de Ulhôa Cintra, Rodiney de Arruda Mauro. Boas praticas agropecuárias bovino de corte. Disponível em:<http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/7.pdf> acesso em: 01/11/2016
Souza, Profa. Cecília de F. Souza Profa. Ilda de F. F. Tinoco Prof. Valmir Sartor. INFORMAÇÕES BÁSICAS PARA PROJETOS DE CONSTRUÇÕES RURAIS. Disponível em:<http://www.ufv.br/dea/ambiagro/arquivos/instala%C3%A7%C3%B5esgadocorte.pdf>. Acesso em: 01/11/2016
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Camilo, Lucas Working at IFMT - Campus São Vicente. Instalações e equipamentos bovino de corte pasto e confinamento. Disponível em:<http://pt.slideshare.net/aleksandercamilo/instalaes-e-equipamentos-bovino-de-corte-pasto-e-confinamento>. Acesso em: 30/11/2016
Gusmão, Danilo de Quadros NEPPA-UNEB. SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE BOVINOS DE CORTE. Disponível em:<http://docplayer.com.br/3131367-Sistemas-de-producao-de-bovinos-de-corte.html>. Acesso em: 28/10/2016
Leonídio, acadêmico Daniele Max. Curral de confinamento para acabamento de 250 cabeças de gado de corte com curral de manobras. Disponível em:<http://docplayer.com.br/15475859-Instalacoes-para-bovinos-de-corte-profa-dra-leticia-ane-sizuki-nociti.html>. Acesso em: 01/11/2016
Landim, Augusto. Calendário sanitário para gado de corte, BeefPont. Disponível em:<http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/especiais/calendario-sanitario-para-gado-de-corte-6428/>. Acesso em:03/11/2016
Marques, Rodrigo S. Bruno Cappellozza e Reinaldo F. Cooke. suplementação dentro do sistema de produção de bovinos de corte, BeefPont. Disponível em:<http://www.beefpoint.com.br/radares-tecnicos/nutricao/>. Acesso em: 02/11/2016
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Equipe BeefPoint, Densidade energética em dietas de bovinos de corte. Uso de grãos ou gordura?, BeefPoint. Disponível em:<http://www.beefpoint.com.br/radares-tecnicos/nutricao/densidade-energetica-em-dietas-de-bovinos-de-corte-uso-de-graos-ou-gordura-29187/>. Acesso em: 03/11/2016
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Teixeira, Silvana. Gado de corte - correto manejo no confinamento dos bovinos, CPT( centro de produções técnicas). Disponível em:< http://www.cpt.com.br/cursos-bovinos-gadodecorte/artigos/gado-de-corte-correto-manejo-no-confinamento-dos-bovinos>. Acesso em:01/11/2016
Landim, Augusto, Fundepec, Calendário sanitário para gado de corte, BeefPont. Disponível em:<http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/especiais/calendario-sanitario-para-gado-de-corte-6428/>. Acesso em: 02/11/2016
ESCRITURAÇÕES ZOOTECNICAS
Cria
	MANEJO ALIMENTAR BEZERROS
	
	Setor de bezerros: 0-8 meses
	BEZERRO 1 (água e volumoso a vontade)
	Concentrado(Qnt. E hora) 
	 
	
	
	Peso
	 
	
	
	MANEJO ALIMENTAR MATRIZES
	
	(água e volumoso a vontade)
	 
	Suplemento (Qnt. E hora)
	Peso
	Matriz 1
	 
	 
	Matriz 2
	 
	 
	Matriz 3
	 
	 
	Matriz 4
	 
	 
	Matriz 5
	 
	 
	...
	 
	 
Recria
Engorda