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3 a 5 anos orientações com o cuidado

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crianças; 
 Ambiente aconchegante com 
almofadas e elementos lúdicos 
(comprar almofadas e tapetes) 
 Painel com indicações literárias, 
recados e produções das 
crianças; 
 Ambientação com elementos 
lúdicos que nos remetam às 
histórias; 
 Eventos de leitura na biblioteca: 
realizado pelos alunos, 
professores, funcionários e pais; 
 Digitalização do 
acervo; 
 Ar condicionado; 
 Empréstimo com 
carteirinha; 
 Abertura da 
biblioteca para a 
comunidade; 
 
(Fonte: Quadro de metas a curto, médio e longo prazo da EM Profª Daisy Rollemberg Trefíglio) 
 
Nesse projeto precisamos considerar a questão inicial, sobre a quem se 
destinam esses espaços. 
Tratando-se das crianças de educação infantil, compreender a infância, seu 
processo de relação com o mundo, de construção do conhecimento é saber da 
necessidade de se contemplar suas especificidades nos espaços para leitura. 
Portanto, a biblioteca e o canto da leitura na educação infantil devem favorecer 
uma situação de intimidade e autonomia da criança no espaço e com os materiais. O 
incentivo ao momento da leitura começa pela oportunidade de contato, uso, manuseio 
e conhecimento dos livros, desde os bebês! 
Planejar os espaços requer planejar as ações a serem desenvolvidas neles, 
antecipar quais são as intenções que darão qualidade às situações que serão propostas 
com regularidade. Isso significa que o que oferecemos às crianças é aquilo que teremos 
como aprendizagem! 
Investir num ambiente convidativo e aconchegante pede mais do que o cuidado 
com a estética sob a ótica do adulto: Um tapete, acolchoado, almofadas convidam as 
crianças a se acomodarem da maneira que se sintam mais confortáveis para interagir 
com a leitura... deitados, sentados, recostados em um colega, pois é um momento de 
 
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deleite. Rompemos assim com a equivocada ideia de que é preciso demonstrar atenção 
pelo corpo sentado, coluna ereta, todos olhando para o livro e para o leitor! 
A autonomia também é uma aprendizagem construída por meio das 
experiências. Nas situações de uso da biblioteca e cantos de leitura é muito importante 
que as crianças tenham, além do professor como modelo em suas ações, sejam elas 
também participantes das situações de organização, escolha, devolução dos livros. 
Permitir que construam suas escolhas, pela observação da capa, por um 
personagem atrativo, que troquem de livro com os amigos ou na própria prateleira, que 
manuseiem mais de um livro ao mesmo tempo, isso só é possível se esse material 
estiver ao alcance e organizado, separado de forma compreensível para leitores não 
convencionais. 
Para isso, planejar um espaço com os livros acessíveis e visíveis à criança é 
uma orientação essencial no planejamento do professor e da escola, no caso do espaço 
de leitura coletivo. 
É preciso cuidado com a forma de apresentação, “exposição” e disposição dos 
livros, não sendo essa uma situação de simples inovação e criatividade. Ela precisa 
convidar para a leitura e ajudar no acesso. O uso de símbolos, cores, na organização 
do acervo apoiam essa autonomia, entendendo que o uso deles nesse momento é para 
essa finalidade (Não aproveitar para “ensinar” formas geométricas, números, etc.). 
 
EM ProfªDaisy Rollemberg Trefíglio 
Podemos usar caixas, prateleiras, estantes, 
cuidando para que as crianças consigam 
alcançar, selecionar, compreender os critérios de 
organização dos livros usando-os para uma 
busca mais pontual, quando já se sabe qual livro 
quer naquele dia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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O canto de leitura na sala de aula, deve ser planejado 
pelo professor, pensando nesse espaço delimitado, 
acolhedor e confortável, com materiais já citados 
(tapete, almofadas, colchonete, podendo até 
improvisar amarração de tecidos como tenda). Ainda 
que o espaço seja pequeno, assegurar que haja um 
local para disposição do acervo, em pequenas estantes, caixas transformadas em 
nichos, para que os livros fiquem visualmente dispostos e ao alcance das crianças para 
apreciar, escolher, manusear, folhear, ler e guardar novamente com autonomia. 
O importante é que as crianças tenham garantido um momento na rotina para 
que possam fazer uso desse espaço e material. 
O professor deve cuidar para que esse acervo, mesmo que em pequena 
quantidade, seja diversificado e que atenda aos critérios de seleção e qualidade em 
relação aos aspectos literários, da linguagem, do vocabulário e enredo, de material, 
ilustração e gráfico, critérios essenciais na construção do comportamento leitor. 
O acervo do canto da leitura deve ser trocado com regularidade, despertando o 
interesse e ampliando o repertório das crianças. O professor planeja os tempos, uso e 
a troca do acervo a partir de suas observações quanto ao envolvimento e interesse das 
crianças. 
“Eu gosto do cantinho da leitura porque dá pra 
gente conhecer muitos lugares e muitas coisas” 
RICKELME APARECIDO MATOS DOS SANTOS, 
5 anos, JD II F 
A professora do Rickelme relata que ele passa 
muito tempo nesse cantinho, faz indicações e 
reconto para os colegas… 
EM Profª Elvira de Guzzi Ribeiro 
 
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EM Profª Maria Faria de Vasconcelos 
 
O sentido e valor que possui o livro enquanto portador de um texto literário não 
deve ser associado a objetos como brinquedos. Os bebês já têm o direito de vivenciar 
experiências de momentos de leitura, com livros de qualidade, não substituídos por 
objetos que se caracterizam como tal, como por exemplo, os “livros de banho”, de 
plástico. Valorizar a qualidade na composição do acervo significa repertoriar as crianças 
com bons modelos de textos literários, bem escritos, com bons enredos e riqueza nas 
descrições e detalhes de cenas, personagens, que oportunize ao leitor o contato e o uso 
de uma linguagem mais rica. 
 
 
EM José Froes Filho e EM Tacla Said Benetti 
 
 
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Contemplar uma diversidade de gêneros, autores e editoras na composição do 
acervo proporciona a ampliação do repertório das crianças que, somada às situações 
de leitura planejadas pelo professor apoiam o desenvolvimento de comportamentos 
leitores como a construção de preferências, a referência a trechos que mais gostaram 
ou acharam interessante, bem como comentários, opiniões, perguntas... 
 
Contudo, compor um acervo envolve muito 
mais do que a preocupação com a quantidade 
de livros: 
A literatura se move na esfera do simbólico e apela 
à experiência profunda dos seres humanos. 
Desconfie das mensagens explícitas e das morais 
óbvias. O mercado está cheio de livros infantis que 
"disfarçam" – sob o título de "conto" – as intenções 
didáticas dos adultos. Aprenda a diferenciar os 
manuais de autoajuda das obras literárias. A 
literatura não pretende explicar valores, letras do 
alfabeto, regras de polidez ou mensagens 
ambientais. Leia nas entrelinhas e não escolha um 
livro só pelo seu tema, mas pela sua forma e pela 
maneira como um autor constrói uma voz e um mundo próprios. 
Desconfie dessa linguagem pseudoinfantil, cheia de diminutivos e de 
histórias light, onde os protagonistas são tão perfeitos como ursos de 
pelúcia. (Seu filho vai ser o primeiro a "não engolir a história".) Os livros 
infantis podem ser atrevidos, transgressores, irreverentes, sutis, 
inteligentes, tristes... Todas essas nuances, que constituem a infinita 
variedade da experiência de um ser humano,